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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

As "porcarias" de Denis Rosenfield


Reproduzo artigo de João Peres, publicado na Rede Brasil Atual:

O presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Carlo Lovatelli, está indignado com o artigo escrito por Denis Rosenfield, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e pesquisador do Instituto Millenium.

Durante encontro na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na última segunda-feira (7), Lovatelli soltou o verbo ao criticar o texto "Nosso agronegócio sob a tutela do Greenpeace", publicado recentemente por Rosenfield, crítico predileto de jornais de grande circulação para temas como MST, direitos humanos e direito à propriedade privada.

O professor da UFRGS critica o acordo assinado entre a Abag, o Greenpeace e o Banco do Brasil prevendo restrições de crédito a quem desobedecer a lei ambiental. Na visão dele, o agronegócio brasileiro fica submetido a regras impostas pelo Greenpeace, “que recebe ordens e orientações de sua sede na Holanda”. “A Abag está, consoante com a atuação internacional dessa ONG, caindo na armadilha ambientalista, devendo pagar o preço por isso no futuro”, acusa.

Pelo visto, a postura de Rosenfield não apenas desagradou como surpreendeu. Pesquisador do Millenium, entidade responsável por defender a agenda dos setores conservadores, Rosenfield é apresentado em reportagem da revista Veja em 2003 como “O desafio do PT”. Por essas e outras, Lovatelli classificou o professor como um “intelectual da casa” ao alertar sobre a gravidade do que é defendido no artigo.

A seus colegas reunidos em uma sala na qual ocorreu a reunião do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp, o presidente da Abag informou que Rosenfileld, contatado, havia se desculpado pelo teor do texto. “Foi mal assessorado. Não foi ele quem escreveu essa porcaria”, afirmou Lovatelli, consolando-se pela traição.

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Algumas das posições defendidas por Rosenfield:

"O MST tem estrutura paramilitar, tem militantes organizados, que ocupam pedágios, prédios públicos. O discurso do latifúndio é só uma palavra de ordem para galvanizar setores da opinião pública que ainda têm simpatia pela causa do MST" (Entrevista à revista Veja em julho de 2003).

"Maior falsificação da História é impossível. Os que lutaram contra o regime militar, em armas, fizeram-no, por livre escolha, em nome da instalação do comunismo no Brasil. A guerrilha do Araguaia era maoista, totalitária. Não o fizeram pela democracia. São, nesse aspecto, responsáveis por suas escolhas e não deveriam ter sido agraciados com a "bolsa-ditadura"" (Artigo para O Estado de S. Paulo em janeiro de 2010).