Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Sim, o Brasil pode se tornar uma Venezuela. Graças à direita

Sim, o Brasil pode se tornar uma Venezuela. Graças à direita

caracazo
Não importa quantos fatos incontestáveis a gente mostre sobre a Venezuela, esse bando de energúmenos que se tornou especialista no país vizinho só por assistir a Globo se recusa a enxergar.
No último capítulo (no post anterior), esta página propôs a seguinte questão aos leitores: entre uma pesquisa usada por TODA A COMUNIDADE INTERNACIONAL como REFERÊNCIA para comparar a qualidade de vida entre os povos (O Relatório do Desenvolvimento Humano, apurado pelas Nações Unidas) e uma pesquisa desconhecida feita por grupos políticos venezuelanos, a qual delas você daria mais atenção?
A pesquisa usada pelo mundo para comparar os países diz que a Venezuela é um país de Alto Desenvolvimento e que a qualidade de vida por lá é melhor do que por aqui. Já a pesquisa desconhecida feita por adversários do governo Venezuelano que recebem financiamento em dinheiro dos Estados Unidos diz o contrário, que a Venezuela tem uma pobreza igual ou maior do que a de países miseráveis da África Subsaariana.
O fato é que apareceram pessoas que preferem acreditar na pesquisa fake. E não interessa quantos argumentos incontestáveis tecnicamente você possa apresentar: esses muares se recusam a aceitar todos eles sem se dignarem sequer a procurarem saber do que tratam.
Enquanto isso, todos os centros acadêmicos e de inteligência que não usam estatísticas ou jornalismo para fazer politicagem ideológica assistem, atônitos, à desinformação criminosa sobre o país vizinho.
Semana passada, o diário espanhol El País produziu uma reportagem instigante sobre a Venezuela. O mote, muito simples: “Por que, em Caracas, a maioria dos que protestam contra o empobrecimento não é pobre?”

venezuelanização 1
Basicamente, a matéria mostra que o descontentamento com o governo vem sendo exponencialmente maior nas classes sociais mais abastadas, porque os problemas de abastecimento, a inflação etc. são compensados por programas sociais.
O que ocorre na Venezuela é uma decisão da elite local de não aceitar um governo que, em sua visão, gastava demais com o povo. Bem, a crise pôs fim nisso. O governo venezuelano não tem receita, a direita parou o país com os piquetes violentos que atraem a polícia e geram choques armados entre os dois lados.
Na Venezuela, há muito, impera a insensatez. Este blogueiro foi acompanhando o recrudescimento do ódio ano após ano. Faço isso desde 2002, quando presenciei, in loco, naquele país, uma tentativa de golpe que me impressionou com as medidas que foram tomadas pelos golpistas logo após julgarem que a derrubada do governo era irreversível.
Desde o segundo ano do novo milênio que esta página vem se referindo ao processo de “venezuelanização” do Brasil.
O mesmo ódio entre compatriotas que levou a Venezuela ao ponto em que está, germina no Brasil. Alguns choques entre “coxinhas” e “mortadelas” já se produziram, mas são esparsos. O grosso desse ódio fica na internet, nos bate-bocas entre valentões de teclado, via de regra anônimos que se aproveitam da facilidade de não terem que responder por seus atos para cometer crimes contra a honra.
Mas, como na Venezuela, esse ódio só faz crescer no Brasil. E, em algum momento, a violência retórica da internet começara a se materializar nas ruas.
Na verdade, nos dois anos anteriores o conflito político-ideológico veio sendo inflamado pela seletividade política da Lava Jato e da Mídia, mas não gerou embates críticos porque o lado alvejado pela seletividade jurídico-midiática se desorganizou no âmbito do golpe contra Dilma Rousseff.
Muita gente boa embarcou na discurseira midiática e dos “vingadores” do judiciário, do MP e da PF. Mas essas pessoas começam a acordar.
Nada como o sofrimento – no caso, via empobrecimento acelerado em curso no Brasil – para chamar as pessoas à luz da razão. Por esse motivo que Lula cresce sem parar nas pesquisas.
A direita ainda está muito mais forte. Além de ter o poder de Estado, a mídia e o capital, enfrenta um adversário fragmentado e desorientado pelo golpe, mas que já começa a se rearticular.
E isso não é necessariamente bom. Em algum momento, os abusos da direita – como esculachos de pessoas de esquerda por pessoas de direita em restaurantes etc. – vão começar a gerar reações.
Tudo que os dois lados precisam é de um cadáver. Se um lado se exaltar demais e tirar a vida de alguém, o outro lado vai reagir pela lei de talião e a venezuelanização do país mudará de patamar.
Quem vai fazer isso acontecer não será a esquerda. Foi a direita que se vestiu de golpista e decidiu esmagar quem pensa diferente.
As reformas temerárias deverão providenciar o componente final dessa sopa de ódio que está cozinhando em fogo brando há mais de uma década. A perda de poder aquisitivo que a reforma trabalhista e a terceirização vão gerar colocarão uma parcela mais substanciosa da população a se revoltar.
Menos mal será se a direita for derrotada na eleição presidencial de 2018. Sempre digo que Lula funcionou, no Brasil, como algodão entre cristais. Se não tivesse assumido a Presidência em 2003 e diminuído as tensões sociais com redução da pobreza e da desigualdade, o Brasil teria explodido.
Essas tensões voltam a se acumular graças à decisão clara dos golpistas de tirarem dos pobres o que ganharam nos governos do PT e devolver aos ricos – com juros bem altos, claro, que ninguém é de ferro.
Sim, os golpistas estão transformando o Brasil em uma Venezuela, mas não do ponto da justiça social e, sim, do ponto de vista do clima de ódio entre esquerda e direita.
Vejam o que faz João Doria. Não mede esforços para provocar a esquerda, com vistas a afagar o eleitorado fascista. Corre na mesma raia que Jair Bolsonaro. Disputará a extrema-direita com ele em 2018 – Doria deve ser candidato a presidente mesmo que não seja pelo PSDB.
Esse exemplo de insensatez de gente como Doria ou Bolsonaro, que ficam acirrando os ânimos, pondo lenha na fogueira para lucrar politicamente foi o que fez a Venezuela explodir. Hoje, qualquer discussão sobre política no meio da rua pode terminar em tiroteio.
O povo brasileiro precisa refletir sobre esse clima de ódio. É nesse tipo de Venezuela que o Brasil pode se transformar.  Infelizmente, não será no tipo de Venezuela que acabou com o alfabetismo, reduziu drasticamente a pobreza até 2013 e fez o povo progredir como jamais progredira em cinco séculos de história.
Abre o olho, Brasil. Abram os olhos, golpistas. Vocês podem estar colocando na boca muito mais do que conseguirão mastigar e engolir.
*
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domingo, 13 de agosto de 2017

ONU diz que Venezuela supera Brasil em qualidade de vida

ONU diz que Venezuela supera Brasil em qualidade de vida

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E as polêmicas envolvendo a Venezuela só fazem crescer porque é fácil atirar em um país cercado de inimigos por todos os lados. A questão venezuelana é perfeita para governos atolados em impopularidade como o do Brasil distraírem a população de seus próprios problemas.
A guerra ideológica está espalhada pela América Latina há muito tempo, mas a direita vinha sendo surrada desde o fim do século passado. Eis que nos últimos anos, os efeitos da crise econômica internacional atingiram as economias do Terceiro Mundo após flagelarem o Primeiro Mundo.
Foi a chance para a direita se reerguer na América Latina. Vários países da região passaram a ter regimes conservadores. Na América do Sul, em particular, Argentina, Brasil e Paraguai endireitaram. Os dois últimos através de golpes.
Apesar de o Brasil ter passado às mãos da direita através de um golpe, não se pode ignorar que houve apoio popular a esse golpe, o que não o faz menos golpe, porque a lei não permite que a população derrube governos só por estar insatisfeita.
Enfim, o fato é que a direita usou e continua usando técnicas de mídia muito eficientes para enganar incautos. E incautos não faltam neste país.
Este post é produto de um surto de indignação gerado por um canal do YouTube que construiu um discurso com aparência de sério para contar uma montanha de mentiras sobre a Venezuela.
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É um canal forte. A farsa que montou já conta com mais de 200 mil visualizações. Uma legião de zumbis feitos de trouxas com dados falsos, produzidos pela rede farsante de desinformação montada pela mídia venezuelana, sempre decidida a derrubar o regime eleito pela primeira vez em 1998 e reeleito em 2015.
O espertinho só “linkou” matérias em inglês para dificultar a verificação da veracidade dos dados. Vai dar muito trabalho desmontar tantas farsas. A gente sabe que o dado é falso, mas precisa provar que é falso. Desse modo, o Blog vai desmontar essa farsa pedacinho por pedacinho, para se aprofundar bem.
Comecemos pelo primeiro link postado pelo canal enganador:

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Trata-se de uma matéria do The Guardian (Grã Bretanha). É um texto opinativo que diz que OITENTA E DOIS POR CENTO do povo venezuelano vive na pobreza.

ONU diz que Venezuela supera Brasil em qualidade de vida

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E as polêmicas envolvendo a Venezuela só fazem crescer porque é fácil atirar em um país cercado de inimigos por todos os lados. A questão venezuelana é perfeita para governos atolados em impopularidade como o do Brasil distraírem a população de seus próprios problemas.
A guerra ideológica está espalhada pela América Latina há muito tempo, mas a direita vinha sendo surrada desde o fim do século passado. Eis que nos últimos anos, os efeitos da crise econômica internacional atingiram as economias do Terceiro Mundo após flagelarem o Primeiro Mundo.
Foi a chance para a direita se reerguer na América Latina. Vários países da região passaram a ter regimes conservadores. Na América do Sul, em particular, Argentina, Brasil e Paraguai endireitaram. Os dois últimos através de golpes.
Apesar de o Brasil ter passado às mãos da direita através de um golpe, não se pode ignorar que houve apoio popular a esse golpe, o que não o faz menos golpe, porque a lei não permite que a população derrube governos só por estar insatisfeita.
Enfim, o fato é que a direita usou e continua usando técnicas de mídia muito eficientes para enganar incautos. E incautos não faltam neste país.
Este post é produto de um surto de indignação gerado por um canal do YouTube que construiu um discurso com aparência de sério para contar uma montanha de mentiras sobre a Venezuela.
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É um canal forte. A farsa que montou já conta com mais de 200 mil visualizações. Uma legião de zumbis feitos de trouxas com dados falsos, produzidos pela rede farsante de desinformação montada pela mídia venezuelana, sempre decidida a derrubar o regime eleito pela primeira vez em 1998 e reeleito em 2015.
O espertinho só “linkou” matérias em inglês para dificultar a verificação da veracidade dos dados. Vai dar muito trabalho desmontar tantas farsas. A gente sabe que o dado é falso, mas precisa provar que é falso. Desse modo, o Blog vai desmontar essa farsa pedacinho por pedacinho, para se aprofundar bem.
Comecemos pelo primeiro link postado pelo canal enganador:

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Trata-se de uma matéria do The Guardian (Grã Bretanha). É um texto opinativo que diz que OITENTA E DOIS POR CENTO do povo venezuelano vive na pobreza.
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O autor do texto é um sujeito chamado “Reinaldo Trombetta”. Até 2007, vivia na Venezuela e trabalhava em um dos jornais que fazia – e continua fazendo – oposição cerrada a Hugo Chávez, o El Nacional. Eis que surge uma jornalista norte-americana chamada Eva Golinger afirmando que Trombetta estava sendo pago pelo Departamento de Estado norte-americano para atacar Chávez.
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A notícia foi publicada pelo diário antichavista venezuelano El Universal em 26 de maio de 2007. Segue trecho da matéria.
33 comunicadores de varios medios están en la lista presentada por Gollinger
MARÍA LILIBETH DA CORTE |  DIARIO
sábado 26 de mayo de 2007  12:00 AM
MARÍA LILIBETH DA CORTE
EL UNIVERSAL
La abogada estadounidense, Eva Golinger, advirtió que no pretende “perseguir o atacar ni emprender una campaña de intimidación contra nadie”. Aclaró que s´olo busca “alertar” que los periodistas que participaron en el programa de la Oficina de Asuntos Culturales del Departamento de Estado de EEUU pasan a ser “sus empleados”, según las leyes de esa nación.
“Los objetivos del programa son obtener influencia sobre la línea editorial de los medios venezolanos y aquí, lamentablemente, a lo mejor hay periodistas que han sido manipulados por el Departamento de Estado”, agregó la también autora del libro El Código Chávez, quien informó que la lista de participantes fue “desclasificada” por el Gobierno de EEUU, dos años después de que se los solicitara, bajo la Ley de Acceso a la Información.
[…]
En la rueda de prensa, presentada por el presidente de Telesur, Andrés Izarra, Golinger mencionó a los periodistas María Fernanda Flores y Ana Karina Villalba (Globovisión), Roger Santodomingo (Noticiero Digital), Fausto Masó, Miguel Ángel Rodríguez (RCTV) y Reinaldo Trombetta, quien al momento de realizar el curso trabajaba en El Nacional y actualmente es director de Asuntos Públicos del Instituto de Artes Escénicas y Musicales del Ministerio de la Cultura.
Em 2 de agosto de 2007, o mesmo El Universal reconheceu que Trombetta era mesmo pago pelo governo norte-americano, apesar de dizer  que esses pagamentos não tinham nada que ver com suas críticas ao inimigo estadunidense Hugo Chávez.
Seja como for, no ano seguinte Reinaldo Trombetta deixou a Venezuela e foi viver na Grã Bretanha trabalhando como colunista do The Guardian e alegando que era perseguido pela “ditadura chavista” na Venezuela.
Nada disso prova, porém, que sua afirmação sobre a pobreza na Venezuela seja falsa. Porém, seu artigo, supra reproduzido diz, no título, que “Na Venezuela, 82% do povo vive na pobreza”, mas o assunto só é abordado – superficialmente – no último parágrafo de um texto de 12 parágrafos.
O Blog traduziu o trecho final, no qual o articulista “explica” a enormidade da afirmação sobre os 82% de pobres naquele país.
“(…) Mas e as dezenas de políticos e jornalistas – incluindo o líder da oposição – quem até recentemente elogiou as “conquistas” de Hugo Chávez e agora ficou quieto? Eles sempre pareciam sugerir que tinham o bem-estar do povo venezuelano no coração. Agora que 82% das famílias vivem na pobreza, elas não parecem interessadas em tudo o que está acontecendo na Venezuela. É uma pena, porque suas vozes podem realmente ser úteis, porque o mundo convida Maduro a restaurar a democracia e respeitar os direitos humanos (…)”
A gente não sabe se ri ou chora. Um texto intitulado “Na Venezuela, 82% do povo vive na pobreza” não deveria explicar melhor essa informação? Qual a fonte? Quem disse? Qual é a confiabilidade disso.
Apesar de Trombetta não ter trombeteado a fonte da informação, assim como o canal picareta lá do YouTube, o Blog foi atrás e descobriu de onde saiu essa enormidade.
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A pesquisa Encovi (Encuesta Sobre Condiciones de Vida em Venezuela) fundamentou o artigo de trombeta. Você pode ler o estudo na íntegra no box abaixo
A pesquisa usa uma malandragem clara. Em primeiro lugar, divide as classes sociais na Venezuela de uma forma maluca: pobres, não-pobres e pobres-extremos.
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Ou seja, não tem classe média alta, classe média baixa ou classe rica. Desse modo, se não for rico é pobre (?!).
Mas, afinal, é um estudo. Ou ao menos parece ser. Mas a pesquisa Encovi é confiável? O Blog foi saber de quem se trata. E que cada um julgue como quiser. Afinal, a inconfiabilidade dessa pesquisa não é o golpe de misericórdia que será aplicado nela nesta matéria. É apenas um golpe contundente. O nocaute virá por último.
Esse estudo foi apresentado pela mídia Venezuelana como tendo sido elaborado pelas Universidades Central, Simón Bolívar y Católica Andrés Belo, mas, na verdade, é uma publicação confeccionada sob a direção da Fundação Bengoa, do Observatório Venezuelano de Violência e outras supostas ONGs financiadas (entre outros) pelo governo norte-americano através da Agência dos Estados Unidos Para o Desenvolvimento Internacional (USAID)
A Fundação Bengoa pertence a duas instituições vinculadas à oposição Venezuelana e vinculadas à USAID: a Rede Venezuelana para Organizações de Desenvolvimento social e a Organização Venezuela Sem Limites.

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Se nos aprofundamos um pouco mais descobrimos que a Rede Venezuelana para Organizações Para Desenvolvimento Social (REDSOC) é uma entidade financiada pela Agência dos Estados Unidos Para o Desenvolvimento Internacional (USAID)
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Ou seja, o “estudo” foi feito por gente muito interessada em vender ao mundo essa barbaridade de que 82% dos venezuelanos são pobres. E é incrível como, no Brasil, esse conto do vigário pegou graças a uma mídia  irresponsável ao ponto de divulgar um estudo fake de uma organização sem maior respaldo e sob financiamentos suspeitos.
O malandrinho que postou no YouTube esse “estudo” fake poderia ter usado um veículo brasileiro em lugar do artigo opinativo do tal Trombetta, pois, em fevereiro, o G1 e todos os outros grandes e pequenos sites de direitas “trombetearam” essa farsa sem parar.
grande mídia brasileira difundir fartamente essa farsa dos 82% de pobres na Venezuela só serve para mostrar como há uma conspiração internacional contra a Venezuela, regida pelos Estados Unidos.
Porque o Estudo não faz sentido. Esses números são falsos, são absurdos. Só países miseráveis como Sudão do Sul (IDH 181), Burkina Faso (IDH 185) ou República Centro Africana (IDH 188, o último) teriam tantos pobres.
Aí é que vem o golpe de misericórdia nesse estudo criminoso que andam divulgando. Em março deste ano, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) publicou o Relatório do Desenvolvimento Humano 2016, no qual a Venezuela se mantém como um dos países com um alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) no ranking de 188 países.
O IDH mede o progresso de uma nação com base na renda, saúde e educação, e vai de zero a um. Quanto mais pero do um, maior é o índice de desenvolvimento humano do país avaliado.
No relatório deste ano, a Venezuela aparece com uma pontuação de 0,767, no 71º lugar, acima do Brasil, cujo índice é 0,754 e ocupa o 79º lugar no ranking de melhores ou piores países para se viver.
Mais uma vez, o estudo foi encabeçado pela Noruega e o último colocado, como o pior país do mundo para se viver, foi a República Centro Africana, IDH 188.
No box abaixo você pode ler o estudo na íntegra. O site do PNUD só disponibiliza versão em inglês.
A imprensa séria divulga os dados corretos sobre a Venezuela. Veículos como Huffpost ou BBC Brasil divulgaram boas matérias desmontando as  mentiras sobre a Venezuela.

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Quem quiser entender quem é quem no mundo contemporâneo, em termos de qualidade de vida, pode acessar a integra do ranking no IDH clicando aqui
Aí vem a malandragem. Os farsantes afirmam que a pesquisa desconhecida bancada pelos inimigos do governo venezuelano é boa e o Índice de Desenvolvimento da ONU não vale nada porque o presidente Nicolás Maduro teria mandado os órgãos oficiais entregarem dados falsos ao organismo internacional.
Só uma besta quadrada poderia dar crédito a uma pesquisa fake em detrimento do maior estudo do mundo sobre as condições de vida dos países.
O IDH é vital para determinar investimentos estrangeiros, por exemplo. Se fosse tão simples fazer a ONU chancelar dados falsos, todos os países estariam em condições aceitáveis. Quem iria querer integrar os países de baixo desenvolvimento se bastasse uma mentirinha para sair bem na foto?
Porém, a mídia brasileira deu uma publicidade estratosférica a essa farsa dos 82% de pobres na Venezuela e sonegou ao público que dados internacionalmente reconhecidos, como os do IDH, dizem exatamente o oposto que esse estudo fake.
É angustiante ver essas mentiras contaminando inclusive gente decente, que, involuntariamente, junta-se a uma rede de mentiras cujo objetivo é colocar a América Latina de joelhos diante dos Estados Unidos e do grande capital transnacional.
Como sempre, esta página fez a sua parte. Agora é com você, se tiver chegado até aqui. Não deixe de divulgar a verdade dos fatos. E de usar este meio para contestar tantas informações falsas que circulam por aí. Se nos omitirmos, tornamo-nos cúmplices desses criminosos.
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 O Blog da Cidadania vai ser modernizado com o apoio dos seus leitores, conforme foi  anunciado recentemente nesta página. Se você quiser colaborar com a construção do novo site e a manutenção do nosso trabalho – que será mais moderno, terá  muito mais conteúdo e ainda estará livre dos comentários fascistas – e puder fazer uma doação de qualquer valor, clique AQUI para doar com cartão de crédito ou boleto ou envie email para edu.guim@uol.com.br para doar via depósito em