Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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terça-feira, 12 de setembro de 2017

Abaixo a censura fascista à exposição de arte LGBT



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Quem decidiu se interessar pelo estudo da ascensão do fascismo na Alemanha dos anos 1920/1930, não perdeu tempo. O Brasil está percorrendo caminhos cada vez mais parecidos.
A diferença é que o Brasil contemporâneo não tem um só Hitler – são muitos os líderes fascistas atuando hoje no país e sem responder a um comando central.
Outra grande diferença do processo de ascensão do fascismo em nosso país para processo análogo ocorrido na primeira metade do século passado na Alemanha é a influência religiosa.
O fascismo é moralista no que diz respeito aos costumes, mas o moralismo fascista tupiniquim ecoa o fanatismo religioso que hipnotizou o Brasil.
Nos últimos dias, dois episódios surgem para simbolizar esse processo de “emburrecimento” que se abateu sobre o país.
Um deles é o cancelamento prematuro de exposição promovida pelo banco Santander.
A exposição “Queermuseu – cartografias da diferença na arte da brasileira” reuniu obras de 85 artistas, incluindo os mundialmente conhecidos Alfredo Volpi e Cândido Portinari, no museu de Porto Alegre. A curadoria foi de Gaudêncio Fidelis, que foi curador da Bienal do Mercosul de 2015.
A exposição tinha como mote a diversidade e as questões LGBT, aos moldes de exposições estrangeiras como a Queer British Art, em Londres, na Inglaterra, e a Hide/Seek: Difference and Desire in American Portraiture, em Washington, nos Estados Unidos.
Mas, no Brasil, esse tema da diversidade é ridiculamente atacado por grupos religiosos fanáticos e aproveitadores de extrema direita que endossam as loucuras dessa gente para agradá-la e usá-la como massa de manobra política.
Esses grupos adquiriram grande poder de pressão. Nesse caso, por exemplo, fizeram a exposição ser cancelada pelo Santander Cultural após críticas de movimentos religiosos e do Movimento Brasil Livre (MBL).
“Há pouco tinha crianças olhando essa ‘arte’ escarnecendo a Cristo”, disse o blogueiro Felipe Diehl, durante o vídeo em que ele circula pela exposição e critica as obras acompanhado de outro blogueiro, Rafinha BK, do MBL de Porto Alegre. “Olha o Satanás no meio”, diz Rafinha sobre outra obra. No vídeo, os blogueiros censuram as imagens com um “borrão”.
exposição cristo
Há uma reação em curso, foi convocado um ato em Porto Alegre em repúdio a essa ofensiva literalmente nazista contra a liberdade de expressão – na verdade, o que aconteceu foi ilegal e cabe uma ação judicial contra os indivíduos que promoveram esse enorme prejuízo à sociedade, com perda de um espaço que oferecia livremente exibição de obras de artistas mundialmente renomados.
O ato ocorrerá nesta terça-feira 12 de setembro em Porto Alegre, na rua sete de setembro, no centro histórico, às 15:30 hs.
Mas essa é apenas uma das faces obscurantistas do momento que o país atravessa. Há movimentos defendendo que os pais passem a educar os filhos em casa para que não corram risco de ser “doutrinados por comunistas”.
Tudo isso começou com a tal história sobre “Escola Sem partido” e já está começando a enlouquecer até famílias de classe média e média baixa que não têm condições de educar filhos em casa, mas começam a querer tirá-los das escolas públicas por conta dessa história maluca de que haveria uma “doutrinação comunista” nas escolas brasileiras, tanto nas públicas quanto nas privadas…
Essas pessoas acham que TODAS as escolas brasileiras estão formando pequenos guerrilheiros comunistas. E isso não é brincadeira. Basta ver o que dizem nas redes sociais.
Os grupos fascistas, como é comum nas sociedades que se tornam alvos deles, já começam a impor sua vontade no grito.
O caso da exposição do Santander, que se curvou a esse movimento ridículo e obscurantista, exemplifica como uma sociedade se entrega como prisioneira do fascismo. E, como todos sabemos, é fácil de entrar nessa masmorra ideológica, mas sair é que são elas.
O processo em curso no Brasil precisa ser detido pelas pessoas mentalmente sadias e democráticas. A esquerda precisa se unir, parar de brigar entre si e combater a ameaça fascista que líderes como Jair Bolsonaro e João Doria representam.
Movimentos sociais, sindicatos, a própria intelectualidade brasileira está ameaçada por gente tosca, iletrada, profundamente ignorante e aparentemente violenta que decidiu impor sua vontade à sociedade através da intimidação e da agressão moral nas ruas.
Esse ato em Porto Alegre contra o cancelamento de uma exposição que trazia trabalhos de nomes renomados das artes plásticas, mundialmente reconhecidos, precisa ser apoiado e se transformar em um ato de resistência a essa barbaridade.
Ou o Brasil se mexe ou os discípulos de Hitler e Mussolini vão produzir no por aqui o que seus inspiradores produziram na Europa na primeira metade do século passado. Se você se omitir, depois não reclame.
No vídeo abaixo, a reportagem completa sobre esses casos escabrosos.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Paulo Abrão: Há um vácuo para politizar o debate. Adversário morto é o amedrontado


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Paulo Abrão: Porto Alegre mostrou que existia espaço para atos pacíficos e organizados da resistência. Foto: Daniel Isaia/Agência Brasil
Algumas conclusões do dia:
1. As manifestações foram dentro do controle. Não afetam o transcurso da administração institucionalizada da crise.
2. Não houve adesão massiva dos pobres, mas sim da classe média e alta. Do contrário haveria milhões e milhões nas ruas. Toda manipulação tem limites.
3. Moro é um novo herói nacional. Aécio sai diminuído. PSDB não capitalizou. Se Moro admitir sair candidato em eleições desmoralizará a Lava Jato e ficará caracterizado o seu viés político-partidário para o resto da história.
4. Houve menos espaço para pedidos de intervenção militar. Por outro lado, há uma explícita expansão de um pensamento fascista agressivo (Bolsonaro e seguidores).
5. A crítica é à política, de forma generalizada. Significa que há um vácuo para politizar o debate. E a esquerda é melhor nesse jogo.
6. Porto Alegre mostrou que existia espaço para atos pacíficos e organizados da resistência hoje. Adversário morto é o amedrontado. A mensagem veio do Sul: “Sí, se puede! Yes, we can! Ainda Podemos Brasil!”. Em gauchês: “Não tá morto quem peleia”.
7. Imprensa escolheu traduzir as manifestações como pedidos de saída de Dilma. A linha ficou revelada no editorial doEstadão.
8. A oposição esperava muito mais de hoje. Gastaram muita energia e dinheiro e muito tempo de TV. Se está difícil para a situação, está difícil para a oposição também.
9. O campo político da situação (e a Frente Brasil Popular) agora tem que ter serenidade e ser capaz também de demonstrar a sua força nos atos que convocaram para o dia 18. Que sejam pacíficos também.
10. Todos nós do campo democrático temos que seguir no rumo da busca de uma saída democrática para a crise, valorizando a luta social.
* Paulo Abrão é secretário-executivo do Instituto de Políticas Públicas do Mercosul e ex-Secretário Nacional de Justiça

segunda-feira, 19 de março de 2012

COLUNISTA ANALFABETA DE ZERO HORA TRIPUDIA SOBRE ERRO NO DIÁRIO OFICIAL


Editora de “Política” e colunista do tabloide venal Zero Hora, do Grupo RBS, Rosane de Oliveira não perde a oportunidade de espicaçar os governos do PT, em qualquer esfera. Moça de recados da direita magoada, ela não se peja de lançar mão de todo tipo de picuinhas e remoques para desgastar as administrações petistas. Nada que lembre aquela jornalista adocicada dos tempos da ré tucana Yeda Crusius, quando praticava um jornalismo hiperglicêmico, de textos xaroposos e laudatórios.
Pois, nesta quarta-feira, a mélea profissional da imprensa gaudéria fez a festa por causa de uma bobagem publicada no Diário Oficial da União, como se vê na imagem acima. A notícia passou o dia inteiro em destaque na capa da edição eletrônica da gazetinha, com espaço aberto à manifestação de leitores selecionados.
O tosco e ocasional equívoco do D.O.U, no entanto, não chega aos pés do besteirol diário produzido pela "mais importante jornalista de política do RS". Se o conteúdo de seus pitéus jornalísticos é invariavelmente caracterizado pela má-fé, a forma como ela os difunde nos veículos em que atua não deixa dúvidas quanto ao apreço que ela tem pela língua-mater. Seu perfil no Twitter, por exemplo, é sério candidato ao Troféu Muar de Gramática Normativa. Veja:
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Sua coluna Página 10 em Zero Hora não foge à regra, como demonstrou o blog Café & Aspirinas nesta postagem. 

terça-feira, 6 de março de 2012

TABLOIDE ZERO HORA CONDENADO NA JUSTIÇA POR CAFETINAGEM DE VOVÓ


O tabloide gaúcho Zero Hora, principal braço impresso da organização mafiomidiática RBS, foi condenado judicialmente a indenizar, por dano moral, uma senhora aposentada que mora com o pai, um senhor de idade avançada, no município de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha. O valor da indenização foi fixado em R$ 5 mil.
No dia 6/2/2010, o tabloide publicou, na seção de classificados, anúncio oferecendo serviços de uma acompanhante sexual, informando o número do telefone residencial da autora da ação. A veneranda chegou a receber, numa única manhã, mais de 15 ligações com propostas libidinosas e cabeludas. Por causa disso, ela entrou na justiça contra a gazetinha.
Em 1º Grau, o juiz da Comarca de Caxias do Sul deu provimento ao pedido.  ZH recorreu da decisão alegando que os classificados são coletados por prestadores de serviços terceirizados, e que as informações são fornecidas pelos anunciantes. Defendeu ainda a inexistência do dano moral, uma vez que o nome da autora não foi divulgado no anúncio, somente seu telefone.
Na sentença, o desembargador-relator disse que “a falha na publicação gerou dor e angústia a autora, que passou pela inegável humilhação de atender os interessados no anúncio, ouvindo termos típicos, considerando as características apelativas do aviso”. Além disso, ressaltou que sendo o réu responsável pela edição do jornal, responde, sim, por eventuais erros, “não havendo que se atribuir a terceiros a responsabilidade pelo evento danoso”.

Para beber diretamente na fonte da Justiça, clique aqui.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

NEM HABILITADOS, NEM INTERESSADOS

Até 2020, o mundo precisará criar 650 milhões de novos empregos para enxugar as demissões geradas pelo colapso neoliberal e incorporar as novas gerações que chegam ao mercado  de trabalho. O cálculo da OIT estima em US$ 1,3 trilhão o investimento produtivo necessário para que isso ocorra. O valor representa cerca de 10% do socorro  oferecido às finanças desreguladas para salvá-las do abismo por elas escavado. A julgar pela agenda dos distintos governos conservadores em ascensão na Europa, esse objetivo não tem qualquer chance de ser atingido no prazo preconizado. Políticas de arrocho fiscal e salarial vitaminadas pelo torniquete de cortes de direitos sociais escavam o fundo do abismo recessivo, aprofundando a crise urbi et orbi. Os representantes do dinheiro não estão habilitados, nem interessados nessa equação. Ela simplesmente não cabe nos limites da lógica mercadista. A conversa começa a partir daí. Hoje, 5ª feira, a partir das 9 horas, no auditório da Ajuris, em Porto Alegre, Carta Maior promove um capítulo dessa conversa, com a participação de Luiz Gonzaga Belluzzo, Mario Burkún, Samuel Pinheiro Guimarães, e Ignacio Ramonet:"O crepúsculo neoliberal, o horizonte da esquerda e o déficit de democracia"



Carta Maior promove debate sobre crise do neoliberalismo e rumos da esquerda

Luiz Gonzaga Belluzzo, Samuel Pinheiro Guimarães, Ignácio Ramonet e Mario Búrkún debaterão em Porto Alegre a crise econômica mundial e os desafios políticos e econômicos que ela coloca para a esquerda internacional. Seminário ocorrerá no dia 26 de janeiro, às 9 horas, no auditório da Escola Superior da Magistratura da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris). Atividade faz parte da programação do Fórum Social Temático 2012.



Porto Alegre - A Carta Maior promove dia 26 de janeiro, em Porto Alegre, um debate sobre “A crise do neoliberalismo e os rumos da esquerda no século XXI”, com a participação de Luiz Gonzaga Belluzzo, Samuel Pinheiro Guimarães, Ignácio Ramonet e Mario Búrkún.

A atividade, que faz parte da programação do Fórum Social Temático 2012, será realizada a partir das 9 horas, no auditório da Escola Superior da Magistratura, da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris), rua Celeste Gobbato, n° 229, bairro Praia de Belas. O encontro, que será mediado pelo jornalista e historiador Gilberto Maringoni, é aberto ao público, mas recomenda-se antecipação no horário pois os lugares são limitados.

 Luiz Gonzaga Belluzzo: economista, professor da Unicamp e diretor da Facamp.

Samuel Pinheiro Guimarães: Alto Representante do Mercosul, ex-secretário geral do Ministério de Relações Exteriores do Brasil.

Ignácio Ramonet: Jornalista espanhol. Presidente do Conselho de Administração e diretor de redação do Le Monde Diplomatique.

Mario Burkún é Doutor em Ciências Econômicas da Universidade Pierre Mendes France, de Grenoble, França. Professor de Ciências Econômicas na Universidade de Buenos Aires e na Universidade de La Matanza.



Sobre os participantes:


Fotos: Carol De Goes


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

ATENTADO À LIBERDADE DE EXPRESSÃO: RBS CENSURA PASSAGEIRO DE BARCO QUE IA ELOGIAR TARSO GENRO

terça-feira, 1 de novembro de 2011

No último dia 28, durante a exibição do "Bom Dia Rio Grande" (até o nome do "telejornal" matutino tem dois erros grotescos), uma daquelas moças que seguram o microfone para fazer perguntas aos populares entrou ao vivo no meio de uma reporcagem a respeito da viagem inaugural do catamarã entre Porto Alegre e o município de Guaíba, sobre as águas do famoso estuário gaúcho. A ordem era encontrar alguém que elogiasse a paisagem descortinada durante a travessia.
A moça encontrou o cara. Até combinou com ele o que deveria ser dito. (Mas...bah, guria! Erraste até o nome do vivente?) Eis que o cidadão-navegante começa a falar. E, ajudado pela prenda do microfone, ele elogia a paisagem, de modo tão espontâneo e comovente, que resolveu, de última hora, agradecer ao governador Tarso Genro. Imediatamente, o diretor do programa berra no ouvido da moça para que ela interrompesse a fala do gaudério.
Conforme apuramos com um funcionário da camorra midiática sulista, os veículos do Grupo RBS estão orientados a publicar ou dizer o nome do petista apenas em situações negativas.
 
Clique no vídeo abaixo e comprove.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Jornal Nacional se retrata, culpa a edição, mas não corrige acusação de crime que fez à merendeira

Em sua edição de ontem, o Jornal Nacional voltou ao caso da merendeira que acusaram na edição de sábado de por veneno na comida servida a alunos e funcionários de uma creche em Porto Alegre.
Essa acusação foi denunciada neste vídeo aqui no blog, que teve (e continua a ter) ampla repercussão na internet e redes sociais.
Uma das falhas apontadas no vídeo era de que o JN não teria dado voz à merendeira ou seu advogado, que desmentira acusação do delegado OITO HORAS ANTES de o Jornal Nacional ir ao ar. Essa falha foi corrigida na edição de ontem, reproduzida abaixo:
Como visto, Bonner, que além de apresentador é editor-chefe do JN, põe a culpa na edição (dá ênfase a isso), como se ela houvesse sido truncada ou mal feita:
"Ao tratar desse caso policial no último sábado (6), por uma falha de edição, o Jornal Nacional não mencionou a alegação do advogado de defesa que contestava a confissão da cliente. Foi, obviamente uma falha, que nós estamos corrigindo na edição de hoje."
Essa falha realmente foi corrigida. Mas essa foi apenas uma, e não a mais grave das falhas da reportagem de sábado (que pode ser assistida na íntegra aqui). Nela, o Jornal Nacional, na voz de Fátima Bernardes, acusa a merendeira, comprando como verdadeira a declaração do delegado. Diz Fátima:
"Está foragida a merendeira que pôs veneno de rato na comida de crianças e professores de uma escola pública de Porto Alegre."
Em seguida a essa declaração aparecia uma foto da merendeira.
O que poderia ter acontecido se parentes ou amigos de pessoas envenenadas tivessem encontrado a merendeira após aquela reportagem do Jornal Nacional?
O clima não parece muito bom na redação do JN. Talvez pelo motivo que apontou Rodrigo Vianna, em seu blog Escrevinhador. O fato é que ontem, em seu perfil no Twitter, William Bonner desabafava, antes do Jornal Nacional ir ao ar:
O que estará tão feio que coloque uma vírgula entre sujeito e verbo?

quarta-feira, 16 de março de 2011

O “déficit zero” não tinha sido um sucesso?


O povo gaúcho – em especial, o leitor de Zero Hora – foi bombardeado nos últimos quatro anos por notícias que anunciavam e elogiavam a fantástica recuperação das finanças do Rio Grande do Sul, façanha maior do governo tucano de Yeda Crusius, o badalado “déficit zero”.
Não é preciso ser técnico em finanças, qualquer cidadão bem informado sabe que o “déficit zero” foi uma fórmula fantasiosa criada para esconder a desordem financeira estrutural que surgiu e se agrava no estado. Essa desordem tem inúmeras causas, todas decorrentes de decisões insensatas e imprudentes de quase todos gestores públicos estaduais das últimas quatro décadas e que resultaram numa enorme dívida fundada e num imenso passivo judiciário. Dívida contratual, aliás, cujas condições – extremamente prejudiciais -, foram negociadas por um governador ex-funcionário da RBS, portanto íntimo da casa e à época o número 1 na lista dos “queridinhos de ZH”. Além disso, há uma grande despesa com os aposentados – hoje representam mais de 50% da folha – que significa um crescente déficit previdenciário. Nada disso avançou um milímetro no governo Yeda.
O que Yeda fez foi obter uma pequena melhora no equilíbrio receita-despesa à custa do desvio de bilhões e bilhões de reais que deveriam ser destinados à saúde e à educação e não o foram; à custa de um forte arrocho salarial e do sucateamento dos serviços essenciais. Só nas áreas da educação e na saúde o número de servidores ativos diminuiu 10%.
Yeda que, até o último minuto de seu governo, insistiu na absurda tese do “déficit zero” tentou um “grand finale”, um golpe de mestre, verdadeiro “fecho de ouro” para seu desastrado governo. Ao rufar de tambores e ao som de fanfarras, anunciou a herança bendita: deixava 3,6 bilhões em caixa para o novo governo que assumia! Os desavisados e mal informados soltaram foguetes e festejaram o “milagre”.
Ledo engano, farsa barata. Poucos dias depois o secretário da Fazenda que assumia anunciava o quadro real: déficit orçamentário, dívida de bilhões no caixa única e cofres zerados. A farsa do “déficit zero” virou fumaça.
ZH – em especial a sua página 10 – dá agora um giro de 180 graus. Passa a anunciar, com destaque e constante repetição a “novidade”: a crise das finanças estaduais! Nas entrelinhas, subliminarmente passa a ideia de que com o novo governo surge uma nova realidade, que maus ventos começam a soprar nos céus do Rio Grande. Mas o déficit zero não tinha sido um sucesso?
Paulo Muzell

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Polícia civil gaúcha confunde cafetão de gravata com capitão de fragata


Polícia trata atropelamento de ciclistas como lesão corporal sem intenção

Motorista atingiu mais de 20 pessoas em Porto Alegre
R7

Foto de Tarsila Pereira/Correio do Povo
A Polícia Civil já ouviu 16 testemunhas do acidente envolvendo o condutor de um Golf, que teria (teria?) jogado o carro sobre um grupo de cerca de 150 ciclistas, atingindo mais de 20, na noite de sexta-feira (25), no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre. De acordo com o delegado Márcio Moreno, o proprietário do carro já foi identificado, mas a polícia ainda não pode confirmar se ele estava conduzindo o veículo. O policial adiantou que o caso está sendo tratado como lesão corporal culposa (sem intenção). 
O sujeito, diante de uma aglomeração de mais de 150 ciclistas, acelerou o carro e atropelou mais de 20 pessoas. Todas as testemunhas disseram que durante e após o atropelamento ele continuou acelerando. É óbvio que não tinha nenhuma intenção de atropelar ninguém, afinal se fosse esse o objetivo ele teria...teria o quê? Teria o quê, seu Márcio?
Questionado sobre a possibilidade de o atropelamento coletivo ser interpretado como tentativa de homicídio, o delegado disse que esse entendimento pode ocorrer com o andamento das investigações. De acordo com a versão de testemunhas à polícia, o condutor estava em alta velocidade. Moreno afirmou que a apuração do caso é prioritária para a Polícia Civil.

Leia mais em: ЭSQUЭЯDФPATA 

Flagrante de atropelamento de ciclistas em Porto Alegre


Imagens de cinegrafista amador mostram o momento em que
 carro avança sobre grupo de ciclistas em Porto Alegre
 
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Leia mais em: ЭSQUЭЯDФPATA

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Petrobras afunda baixaria do Globo. Falta a Veja



O Blog da Petrobras desmonta outra tentativa do PiG (*) de desestabilizar a Petrobras para beneficiar o Serra.

Contratos Petrobras: Carta ao Globo


Veja abaixo a carta enviada ao Jornal O Globo e leia aqui a matéria publicada pelo veículo nesta sexta-feira (8/10).


A Petrobras esclarece que, ao contrário do que a manchete de O Globo afirma, a Companhia não tem contratos vigentes com a empresa Capacità Eventos.


Em 2008, foi firmado contrato de prestação de serviços para o Batismo da P-53. A referida empresa foi responsável pela criação, produção, montagem e desmontagem da estrutura necessária para o evento. A contratação foi realizada por meio de processo licitatório na modalidade convite. Participaram seis empresas e a vencedora apresentou a proposta com menor preço. Todas as empresas participantes da licitação têm experiência de mercado na realização de eventos de grande porte.


Também em 2008, o evento Porto Alegre – Uma Visão de Futuro teve o patrocínio da Petrobras e de outras empresas por tratar-se de um debate público sobre o urbanismo sustentável e o desenvolvimento de políticas públicas para a capital gaúcha. O patrocínio da Petrobras foi de cerca de 10% do valor total, que contou com a participação de várias empresas como Banrisul, Rede Zafari entre outras. O projeto foi uma oportunidade para a Petrobras reforçar a sua imagem de empresa comprometida com a responsabilidade social e ambiental.


(..)



Como se sabe dentro do mesmo espírito Golpista suspeita-se que a última flor do Fáscio, um detrito de maré baixa, também tentará atingir a Petrobras.

Se dependesse disso o Serra não chegaria à plataforma continental.

Ele prefere vestir-se com a calhordice do aborto. 

Clique aqui para ler sobre a reestreia dele, melancólica no horário eleitoral.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.