Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

A caçada vai além da deposição de Dilma

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 Tereza Cruvinel

A deposição de Dilma pelo impeachment retorcido em golpe é só uma face do expurgo político que, já em 2005, foi sintetizado por Jorge Bornhausen com aquela frase: “vamos ficar livres desta raça por uns 30 anos”. Com algum atraso aquele augúrio vem se realizando. Integram a “raça” o PT, Lula, Dilma e as esquerdas aliadas ao projeto petista. As últimas movimentações político-judiciais sugerem que Dilma, além da cassação, pode enfrentar, como Lula, outras ações judiciais. Com a autorização, pelo ministro do STF Teori Zavascki, a pedido do procurador-geral Rodrigo Janot, de investigação contra ela, Lula e mais cinco pessoas, por tentativa de obstrução da Justiça, Dilma também corre o risco de ser julgada e até condenada por Sergio Moro.

Sim, pois se esta investigação evoluir para uma denúncia, Dilma provavelmente já não será presidente da República e terá perdido o direito ao foro especial do STF. Quando e se isso acontecer, a ação será direcionada para a primeira instância, ainda que Teori prefira encaminhar a ação para outra vara e não para a de Moro em Curitiba. Ele fez isso com a outra ação contra Lula, também por obstrução da Justiça, decorrente de outros elementos da delação de Delcídio Amaral, as supostas articulações para evitar a delação de Nestor Cerveró. A ação foi direcionada para a 10ª. Vara da Justiça Federal em Brasília e ali o juiz Ricardo Leite denunciou Lula, tornando-o réu pela primeira vez.

 O novo pedido de Janot também se baseia na delação de Delcídio, mas em outras duas partes: a nomeação de Lula como chefe do Gabinete Civil por Dilma (que teria o objetivo de dar-lhe foro no STF, livrando-o de Moro)  e a nomeação, por ela, do ministro do STJ Marcelo Navarro, com a ajuda do então ministro da Justiça Eduardo Cardoso e de Francisco Falcão,  supostamente para que o ministro  atuasse na corte em favor de empreiteiros presos.

Outros fatos dos últimos dias e horas convergem na mesma direção: a mulher e o filho de Lula foram intimados e mais um ex-tesoureiro do PT foi incriminado (até parece que os outros partidos que receberam doações de empreiteiras não tinham tesoureiros). O TCU abriu sindicância para investigar suposto sumiço de presentes presidenciais (embora a equipe de Dilma diga que todos estão catalogados, inventariados e guardados) e a Operação Acrônimo voltou a mirar o governador de Minas, Fernando Pimentel.

Dilma segue em seu combate ao impeachment, agora com a decisão de comparecer pessoalmente ao Senado para apresentar sua defesa. Uma decisão ousada e arriscada: ela deve ouvir desaforos que as excelências, tão obsequiosas com quem detém o poder, reservam para os que já o perderam ou estão prestes a perde-lo. Mas o jogo de Dilma, nesta altura, é para a História. Assim como sua carta divulgada ontem, os anais guardarão o vídeo desta exposição no Senado, bem como as inquirições dos senadores. Não faltarão cenas de exibicionismo explícito, excessos verbais e até insultos. Consumado o golpe, ela poderá enfrentar um calvário judicial como o de Lula e até ficar impedida de deixar o país.

Lula e seus advogados, com a petição de agora à tarde ao STF, seguem no esforço para demonstrar que o juiz Sergio Moro perdeu as condições para julgá-lo, seja pelas ilegalidades que cometeu ao vazar grampos também ilegais, seja pelas reiteiradas manifestações de pre-julgamento. Mas o Supremo já se acomodou na posição de Pilatos. Dificilmente impedirá a marcha do expurgo  “desta raça”.

A nota fora do tom é a delação da Odebrecht, sempre retardada, que pode espalhar brasas sobre todo o sistema, inclusive sobre Temer. Mas está visto e demonstrado que o sistema judicial trata de formas distintas as denúncias. Se envolvem a “raça petista”, avançam. Se os atingidos são outros, as denúncias são postas para dormir.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

PL 4330: Câmara aprova terceirização da atividade-fim e estende regras para empresas públicas

 Câmara rachou na votação da PL 4330, aprovada com 230 votos a favor e 203 contra. Margem apertada viabiliza o veto de Dilma depois que a matéria for ao Senado, onde tampouco desfrutará de unanimidade


Petrobrás dá a volta por cima: estatal publica balanço com prejuízo de R$ 6 bi na Lava Jato, mas garante R$ 87 bi em investimentos este ano e não abre mão dos poços do pre-sal


1º de Maio será decisivo para vetar terceirização no Senado: Renan Calheiros não quer entrar para a lista dos coveiros da CLT; Renan diz que vai analisar 'sem pressa' a PL 4330 e critica o desmonte aprovado pela bancada dos patrões de Aécio & Cunha





'O projeto carrega a digital dos empresários:' a mais recente derrota dos trabalhadores teve amplo apoio do PMDB e contou com a virada de voto do PSDB.



Najla Passos
Marcos Fernandes / ObritoNews

















O plenário da Câmara aprovou por 230 votos a 203 o “emendão” ao Projeto de Lei (PL) 4330/04, que libera geral a precarização nas relações de trabalho: possibilita a terceirização das atividades-fim das empresas, diminui a quarentena para “pejotização” do quadro de funcionários e reduz a arrecadação de imposto de renda do executivo federal, entre outras medidas.
 
O governo até se esforçou para evitar o resultado. Enviou à Câmara os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, das Comunicações, Ricardo Berzoini, e da Aviação Civil, Eliseu Padilha. As negociações foram intensas durante todo o dia. Partidos de esquerda como o PDT e o PSB, que haviam votado a favor do texto base do PL 4330/04, reviram suas posições e se colocaram contrários à liberação total da terceirização.
 
Mas a virada de voto do PSDB, que até a semana passada garantia que era contrário à terceirização da atividade-fim, acabou por garantir a vitória da oposição. “O projeto carrega a digital dos empresários”, criticou o líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), que durante os debates tentou convencer tanto a oposição quanto a base aliada a dialogar e atender às reivindicações dos trabalhadores.
 
Não convenceu nem mesmo o PMDB, que subscreveu o “emendão” ao lado do relator do PL 4330/04, deputado Arthur Oliveira Maia (SD-BA), do partido do deputado Paulinho da Força, o presidente da honra da Força Sindical, a central pelega que, ao contrário da posição defendida pelas demais (CUT, CGT, Nova Central, Conlutas e Intersindical, entre outras), apoia a terceirização defendida pelo setor empresarial.
 
O mesmo PMDB do presidente da casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), bastante criticado por conduzir a sessão de forma truculenta e parcial. Foi acusado por diversos parlamentares, incluindo o líder do governo, do PSOL e a do PCdoB, deputada Jandira Feghari (RJ), de cortar a palavra daqueles que defendiam posição diversa da dele. E de recolocar em pauta assuntos que já estavam deliberados.
 
Caso, por exemplo, da extensão ou não dos efeitos da matéria para o setor público. Apesar da casa já ter deliberado, na semana passada, que as empresas públicas e de economias mistas não ficariam sujeitas ao efeitos do PL,  Cunha colocou em votação emenda do líder do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP), que estende os efeitos da matéria aos terceirizados do setor público. A emenda foi aprovada.
 
“Nós estamos criando um monstrengo, um ‘Frankstein’ jurídico”, protestou o líder do PSOL, deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), para quem Eduardo Cunha se comportou como um verdadeiro “monarca do regimento”, conduzindo a sessão ao seu bel prazer. “Esse tipo de autoritarismo reflete na qualidade do trabalho que estamos fazendo aqui”, reclamou Alencar.
 
Efeitos nefastos
 
As emendas aprovadas pela Câmara afetam diretamente a arrecadação do governo federal, já bastante comprometida em tempos de ajuste fiscal. Isso porque o “emendão” diminui o recolhimento do imposto de renda antecipado na fonte de 1,5% para 1% para tercerizados das áreas de limpeza, conservação, segurança e vigilância.
 
Os principais prejudicados, no entanto, são mesmo os trabalhadores brasileiros. Além de permitir a terceirização em todas as atividades da empresa, o que deve ampliar o percentual de trabalhadores precarizados para cerca de 75% do total em questão de cinco anos, o “emendão” reduz de 24 para 12 meses a quarentena que deve cumprir o ex-empregado que era contratado via Confederação das Leis do Trabalho (CLT), com todos os direitos garantidos e agora será readmitido de forma precarizada.
 
Facilita, portanto, que a empresa possa mudar o seu quadro de funcionários para um modelo que não favorece em nada o trabalhador, popularmente apelidado de “pejotização”. A pejotização ocorre quando o empregador demite o trabalhador contratado via CLT e o readmite como “pessoa jurídica”, ou seja, sem a garantia de direitos históricos como aposentadoria, fundo de garantia e seguro-desemprego, dentre outros.
 
Provocação partidária
 
Durante a votação do “emendão”, os deputados do PT, PCdoB e PSOL que eram contrários à matéria ergueram cartazes representando à carteira de trabalho, patrimônio conquistado pelos trabalhadores e, agora, prejudicado pela matéria que libera geral a terceirização. A oposição, entretanto, não hesitou em contra-atacar.
 
Líder da minoria, o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) chegou a pedir uma carteira emprestada para protestar na votação das medidas de ajuste fiscal do governo, prevista para ocorrer daqui a 15 dias. Segundo ele, as medidas também retiram direitos dos trabalhadores. “Vamos ver como votarão esses deputados que hoje erguem aqui essas carteiras de trabalho”, provocou.
 
 
Tramitação no Senado

 
O PL 4330/04 agora segue para o Senado. Teoricamente, se for aprovado sem alterações, vai para sanção presidencial. Mas o presidente da casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), já afirmou que não irá permitir a aprovação da terceirização “ampla, geral e irrestrita”. Resta saber se o seu partido será capaz de pressioná-lo a mudar de ideia.
 
Confira aqui a lista de deputados, por partido, que votaram contra ou a favor da proposta





quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Eleição das ironias: economia deve reeleger Dilma



A esta altura, a presidente Dilma Rousseff deve estar refletindo quanto lhe escutou escutar ex-assessores que pregavam que ficasse silente diante do avassalador noticiário terrorista quanto à economia. Nova pesquisa Datafolha, feita na terça-feira (21), mostra o que manchete da Folha de SP desta quarta qualificou como “disparada” de otimismo econômico do país.


Eduguim.

Os dados são estarrecedores. Como é possível que em menos de dois meses de propaganda eleitoral no rádio e na TV as pessoas tenham mudado tanto de opinião? O que aconteceu na economia que justificasse uma reversão tão grande de expectativas? Os gráficos da Folha mostram o fenômeno em sua completude.


Em junho, 2/3 dos brasileiros acreditavam que a inflação iria subir. Míseros 21% achavam que ficaria no ritmo em que estava e microscópicos 8% achavam que iria diminuir. Sessenta e poucos dias depois, 56% acham que os preços ficarão como estão ou vão diminuir e uma minoria de 31% acha que vão aumentar.

Na questão do emprego, porém, é que o fenômeno parece ainda mais gritante. Com a taxa de desemprego caindo há anos, mês a mês, mesmo assim, em junho, 48% dos brasileiros achavam que poderiam perder o emprego. Só 28% achavam que o desemprego ficaria no mesmo patamar e míseros 18% achavam que iria cair. Hoje, 64% acham que vai diminuir ou ficar como está.

Há pelo menos dois anos que a mídia vem martelando que haveria piora econômica. Em junho, essa pregação obteve o seu melhor resultado. Havia quase um clima de pânico no país. Todavia, bastaram pouco mais de meia dúzia de semanas para que um terrorismo econômico vendido por tevês, rádios, jornais, revistas e grandes portais fosse solenemente enterrado.

Em 26 de setembro, este que escreve participou de entrevista que Dilma concedeu a blogueiros. A pergunta que fiz foi considerada um pouco “agressiva” por alguns. Quis saber da presidente se, em eventual segundo mandato, seu governo continuaria “apanhando calado”. Dilma respondeu que, infelizmente, teria que adotar
um caminho que tentou evitar.

A pesquisa Datafolha recém-publicada mostra quanto sentido fez e faz a pergunta que fiz à Presidente. Meramente reagindo ao terrorismo econômico, a campanha da reeleição destruiu o discurso da mídia e da oposição.

Hoje, a maioria sabe em que contexto alguns indicadores econômicos pioraram, o contexto de uma crise internacional que a mídia escondia em tentativa – até certo ponto bem-sucedida – de atribuir os problemas a “má gestão”. A recente pesquisa Datafolha é ruim para Aécio Neves, mas é muito pior para uma mídia na qual a maioria dos brasileiros não confia.

domingo, 4 de maio de 2014

OBRA DO SÃO FRANCISCO: NÃO É SÓ ÁGUA. É EMPREGO

Fala, Dilma, fala


Ministro Francisco Teixeira em visita às obras (foto: Ministério da Integração Nacional)


A situação de pleno emprego no Brasil é refletida na transposição do Rio São Francisco. Na semana passada, o projeto atingiu um efetivo de mais de 10.100 trabalhadores, que atuam ao longo dos 477 km de extensão da maior obra hídrica do Brasil.

Em fevereiro, como apurou o Conversa Afiada, o número de funcionários era de 8.700, com cerca de 2.500 máquinas em campo e com 52% das obras concluídas. – leia aqui – Três meses depois, já com 3.140 equipamentos em operação, o projeto está com quase 60% de avanço físico.

Orçado em R$ 8 bilhões e com previsão de entrega total em dezembro de 2015, o empreendimento terá os trabalhos em período integral ampliados para dar celeridade às construções principalmente no Eixo Leste, segundo o Ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, responsável pelo empreendimento.

“Nós estamos trabalhando no Eixo Norte, em quase todas as frentes, em dois turnos, e a partir de maio vamos trabalhar 24 horas também no Eixo Leste, em muitas frentes”, garantiu.

A medida é justificada quando se olha para os números do programa. Nota-se um maior avanço no Eixo Norte, em relação ao Leste.
As obras avançam

Eixo Norte, (Trecho I e II), neste mês:


Meta 1N (140 km) / Antigos lotes: 
1, 2, 3, 4 e 8: Vai da captação do rio São Francisco, no município de Cabrobó (PE), até o reservatório de Jati, em Jati (CE).  A Meta 1N apresenta 63,7% de execução

Meta 2N (39 km) / Antigo lote 5:
 Começa no reservatório Jati, no município de Jati (CE), e termina no reservatório Boi II, no município de Brejo Santo (CE). A Meta 2N apresenta 25,2% de execução. 

Meta 3N (81 km) / Antigos lotes 6, 7 e 14: Estende-se do reservatório Boi II, no município de Brejo Santo (CE), até o reservatório Engenheiro Ávidos, no município de Cajazeiras (PB). A Meta 3N apresenta 54% de execução. 


Eixo Norte, (Trecho I e II), em fevereiro:


META 1N (140 km):
 Vai da captação do rio São Francisco, no município de Cabrobó (PE), até o reservatório de Jati, em Jati (CE).  A Meta 1N apresenta 57,2% de execução.


META 2N (39 km):  Começa no reservatório Jati, no município de Jati (CE), e termina no reservatório Boi II, no município de Brejo Santo (CE). A Meta 2N apresenta 24,6% de execução.


META 3N (81 km):
 Estende-se do reservatório Boi II, no município de Brejo Santo (CE), até o reservatório Engenheiro Ávidos, no município de Cajazeiras (PB). A Meta 3N apresenta 47,2% de execução.



Eixo Leste (Trecho V) , neste mês:


Meta 1L – (16 km):
 Compreende a captação no reservatório de Itaparica até o reservatório Areias, ambos em Floresta (PE). É uma meta piloto para testes do sistema de operação. A Meta 1L apresenta 87,5% de execução. 

Meta 2L – (167 km): 
Inicia-se na saída do reservatório Areias, em Floresta (PE), e segue até o reservatório Barro Branco, em Custódia (PE). A Meta 2L apresenta 60,9% de execução. 

Meta 3L – (34 km): Este trecho está situado entre o reservatório Barro Branco, em Custódia (PE), e o reservatório Poções, em Monteiro (PB). A Meta 3L apresenta 17,9% de execução. 



Eixo Leste (Trecho V) , em fevereiro:

META 1L – Meta Piloto (16 km):
 Compreende a captação no reservatório de Itaparica até o reservatório Areias, ambos em Floresta (PE). É uma meta piloto para testes do sistema de operação. A Meta 1L apresenta 86,3% de conclusão.


META 2L (167 km): Inicia na saída do reservatório Areias, em Floresta (PE), e segue até o reservatório Barro Branco, em Custódia (PE). A Meta 2L apresenta 58% de execução.


META 3L (34 km): Este trecho está situado entre o reservatório Barro Branco, em Custódia (PE), e o reservatório Poções, em Monteiro (PB). A Meta 3L apresenta 15,9% de execução.

A transposição do Rio São Francisco levará água do Velho Chico a 390 cidades do semiárido nordestino nos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, ou seja,  chegará a 12 milhões de pessoas. Com 28% da população brasileira, o Nordeste tem apenas 3% da disponibilidade de água e uma irregularidade na distribuição de recursos hídricos.

(Clique aqui para ler “Dilma e cisternas no semiárido)

Em um ano, o Ministério reforçou em mais de 50% as atividades do projeto que foi concebido ainda em 1985, pelo extinto DNOS – Departamento Nacional de Obras e Saneamento, após uma das mais longas estiagens da história.

A estrutura do Programa de Integração apresenta dois eixos: o Norte, com 260 quilômetros de extensão, levará água para os sertões de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, e o Leste, com 217 quilômetros, que beneficiará parte do sertão e as regiões agreste de Pernambuco e da Paraíba.


A obra pode ser vista em detalhes aqui (http://integracaosaofrancisco.gov.br/)



Alisson Matos
, editor do Conversa Afiada


Clique aqui para ler
 “Os números com que Lula foi pra cima !”

Foto: Ministério da Integração Nacional



terça-feira, 21 de janeiro de 2014

MUNDO: - 62 MI DE VAGAS. BRASIL: + 10,5 MILHÕES

domingo, 29 de dezembro de 2013

PIG MENTE, MANIPULA, E NÃO CANSA DE SER DESMASCARADO Foi o melhor Natal da história, mas o PìG diz que foi o pior

Amigo navegante enviou ao Conversa Afiada mais uma proeza do PiG (*):


Olá, PH!

Hoje, ao abrir o site pigal “G1″ me deparo, em sua página principal, com a seguinte notícia: “Shoppings tem pior natal em vendas nos útlimos 5 anos”. Curioso, cliquei na notícia. Qual não foi minha surpresa, a manchete que aparece é: “Vendas de Natal em shoppings crescem 5% em 2013, diz Alshop”. Não me contive e decidi ler a notícia, para ver o pq de na capa estar uma manchete negativa e na matéria em si o título da mesma em tom positivo. Aí que doeu o pouco da inteligência que tenho. Segundo a matéria, o crescimento de 5% só foi possível pelo aumento da abertura de novas lojas no país, mas que se fosse considerar apenas as lojas que já vendiam em outros anos, o natal não “bombou”. 

O PIG perdeu a noção do bom senso. Utilizar esse malabarismo para ficar no quanto pior melhor, já está manjado. Eles estão desesperados, fazendo qualquer coisa para tomar o poder em 2014.

Seguem anexo os 2 prints que dei na referida matéria.

Abraços!







Em tempo: Saiu no Blog da Cidadania, de Eduardo Guimarães:

FOI O MELHOR NATAL DA HISTÓRIA, MAS A MÍDIA DIZ QUE FOI O PIOR


Nunca antes na história deste país o comércio vendeu tanto quanto no Natal de 2013. Os shoppings e as ruas de comércio foram ocupados por verdadeiras massas humanas. Encontrar vagas nos estacionamentos foi praticamente impossível. As filas para pagar pelas compras foram quilométricas. A avidez do consumidor brasileiro continua crescendo sem parar.

Apesar do que todos os que saíram para comprar sentiram – e comentaram entre si enquanto esperavam nas lojas para ser atendidos ou para pagar pelas compras –, os grandes meios de comunicação, no primeiro dia útil após o Natal, elaboraram manchetes que induzem o público a crer que o país está terminando 2013 a pão e água.

Como todos neste país, o blogueiro também foi às compras. Enquanto tentava “laçar” um vendedor para atendê-lo ou enquanto mofava nas imensas filas que se formaram nos caixas, ouviu várias vezes uma frase que você, leitor, também deve ter ouvido: “Isso é porque estamos em crise”.

A frase em questão quer dizer que, apesar de vermos a mídia alardear diariamente que o país está empobrecido, endividado e estagnado, o que o cidadão comum percebe em seu dia a dia é que todos estamos com o poder aquisitivo nos píncaros da glória e que o problema, na verdade, parece ser falta de oferta de produtos e mais lugares para comprar.

Não foi por outra razão que, segundo o jornal Folha de São Paulo, ao longo de 2013 foram inaugurados nada mais, nada menos do que 38 novos shoppings contra 27 em 2012.

O site Brasil Econômico mostra que o faturamento desses centros de compras também cresceu bem em 2013. Em 2012, os shoppings faturaram R$ 119,5 bilhões e, em 2013, R$ 132,8 bilhões, um crescimento de 6,95% deste ano para o ano passado contra um crescimento de 10,65% de 2011 para 2012.

Esse dado desmascara a pegadinha armada pela mídia de oposição ao governo federal, que distorceu os dados descaradamente para tentar enganar aqueles brasileiros que foram às compras alucinadamente, brandindo seus cartões de crédito e débito na esperança de atrair algum vendedor nas lojas de comércio lotadas.

Matéria de capa da Folha de São Paulo de 6ª feira (27 de dezembro) diz que “(…) Vendas de shopping ficam estáveis sem levar em conta os novos empreendimentos (…)”. Com base nessa manobra, o jornal excluiu da conta os 38 novos shoppings de 2013 sem excluir os 27 novos shoppings de 2012 para, ao fim, concluir que o crescimento nas vendas foi de “apenas” 2,7%.

Como a cada ano da última década as vendas de Natal sempre superaram as do ano anterior – e como neste ano não foi diferente –, o dado concreto é o de que 2013 teve o melhor Natal da história do país.

Em 500 anos, o comércio brasileiro nunca vendeu tanto nesta época do ano. Mas a tramoia midiática vendeu um crescimento menor nas vendas como sendo “o pior Natal em 11 anos” quando o correto seria dizer que as vendas não cresceram em 2013 tanto quanto cresceram nos anos anteriores, mas que continuam crescendo.

O mais ridículo em tudo isso, porém, está sendo a avaliação de que teria se “esgotado” o modelo econômico baseado no crescimento do consumo, o que não passa de uma invenção, pois o modelo de crescimento do Brasil é baseado na inclusão no mercado de consumo, sendo este apenas uma decorrência daquele.

Segundo a mídia, o Brasil não tem mais para onde crescer com base na entrada de consumidores no mercado. É uma sandice tão grande que se chega a duvidar que tenha sido dita. Como é possível que um país com tanta gente que não consegue consumir mais do que o básico não tenha mais como crescer incluindo quem ainda não pode consumir?

Se isso fosse verdade, significaria que o Brasil acabou com a pobreza e com a miséria, o que, infelizmente, está longe de ser verdade, apesar da forte inclusão dos mais pobres no mercado de consumo de massas que os governos petistas começaram a construir ao longo da última década e que, por certo, está longe de ter chegado ao ponto ideal.



Em tempo2: O mesmo PiG, que foi desmascarado com as vendas de Natal deste ano, comemorava queda de 2% nas vendas do mesmo período na época do Príncipe da Privataria:

Leia aqui, no Tijolaço.
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O EMPREGO RECORD E OS CORVOS DE ALUGUEL A Folha é o “encosto”.



Conversa Afiada reproduz post do Partido dos Trabalhadores no Facebook:

CORVOS DE ALUGUEL



Divulgado, hoje pela manhã, pelo IBGE, o índice de desemprego no Brasil em novembro, de 4,6%, é um emblema dos tempos em que vivemos, em muitos sentidos.

Na seara civilizatória, equivale dizer que em meio a um mundo assombrado pela falência múltipla das maiores nações capitalistas, o Brasil se impõe como um modelo econômico ao mesmo tempo sólido e solidário, com antenas voltadas para o futuro e raízes firmes na realidade presente.

Somos um país que compra aviões de caça de última geração, mas que tem como bandeira fundamental a erradicação da fome, da pobreza e da injustiça social.

No entanto, embora os dados de novembro do IBGE revelem a menor taxa de desemprego da história do Brasil, essa circunstância serve também para expor, ainda mais, o depositório de ressentimentos que virou boa parte da mídia brasileira.

Conservadora, reacionária e alinhada ao antipetismo mais rasteiro em circulação nas redes sociais, a mídia brasileira embaralha os conceitos de liberdade de imprensa e de expressão para esconder suas verdadeiras intenções. Esconder que, ao se vender como oposição política, faz oposição ao Brasil.

Não a qualquer Brasil, mas a este Brasil da última década, o Brasil de pleno emprego, o Brasil dos governo do PT.

O Brasil de todos.

É preciso ler o primeiro parágrafo da matéria publicada, hoje, na Folha de S.Paulo, sobre o menor desemprego da história do País, para se entender a dimensão desse ressentimento sem fim.

Diz a Folha, primeiro:

“Apesar do menor ritmo da economia no terceiro trimestre, da freada do consumo e do crédito restrito, as empresas não lançaram mão ainda de demissões e a taxa de desemprego segue em níveis baixos.”

Trata-se de um “nariz-de-cera”, como se diz no jargão jornalístico, montado para desmerecer e desqualificar uma notícia que os pobres leitores da Folha ainda terão que procurar muitas linhas abaixo, até chegar na profecia da Cassandra escolhida para anunciar o fim da tragédia.

Diz a matéria da Folha, em seu último parágrafo:

“Um dos indicadores que já sinalizam uma piora é a renda. De outubro para novembro, o rendimento, estimado em R$ 1.965,20, subiu 2%. Já em comparação com novembro de 2012, houve expansão de 3%, num ritmo menor do que nos meses anteriores.”

Ou seja, a piora virá porque, no último mês, a renda subiu 2% – ou 3%, se comparado a novembro de 2012.

Não é só ridículo, é perigoso.

Apesar dos pesares, quis dizer o jornal, no fim das contas, ainda não conseguimos destruir os sonhos nem restaurar o medo.

Triste constatar que, levados a este inferno de mágoas eleitorais pelas mãos de seus patrões, muitos jornalistas brasileiros se transformaram em especialistas na arte de transformar boas novas em presságios de mau agouro.

Parecem não perceber, mas vagam miseravelmente perdidos no vão ideológico em que se meteram, cada vez mais ignorados pela gente do País que mal disfarçadamente desprezam.

GRIPEN É O MELHOR PARA DEFENDER O PRÉ-SAL E muita atenção, alerta máximo: “no México, o Fernando Henrique vendeu a Petrobrax aos americanos”.

ONU aprova projeto do Brasil contra espionagem digital.

Até 80% da estrutura dos 36 caças suecos Gripen, que vão renovar a frota da FAB, serão fabricados no Brasil, com grande incidência no parque industrial de São Bernardo do Campo.

Fed cortará US$ 10 bi das injeções mensais de liquidez nos EUA

Corte é simbólico para testar o fôlego de uma recuperação ainda lenta e desigual.

Taxa de juro norte-americana permanece em zero, mas transição da liquidez eleva a incerteza global: teme-se encarecimento do crédito externo e fuga de capitais.
A escolha do caça Gripen da Saab sueca mandou os americanos embora.

Como dizia aquela fonte do Mino Carta – quem será? – nessa questão dos caças é melhor não deixar os americanos enfiar o nariz.

Isso era um perigo concreto e o Conversa Afiada ficou muito preocupado, quando a Presidenta Dilma confirmou que ia a Washington.

Conversa perguntou: Dilma vai a Obama ou à Boeing ? 

Felizmente, o presidente Obama não encontrou explicações satisfatórias para o grampo da Petrobras – e era isso que o importava, no episódio: a soberania sobre o pré-sal – clique aqui para ver por que o Aécio não tratou do pré-sal, em magistral artigo de Saul Leblon.

E a Presidenta não foi a Washington – nem à Boeing, para decepção do Ataulfo Merval (*) e os pigais colonistas (**) colonizados. 

A solução do Gripen mostrou-se adequada.

O Gripen é mais barato (US 4,5 bilhões, por 36 caças) que o Rafale (US$ 8 bi) da Dassault, e o F-18 (US$ 7,5 bi) da Boeing.

A Suécia vai financiar inteiramente o projeto e o Brasil só começa a pagar em 2023, quando for entregue o último avião.

A Saab vai abrir a caixa preta.

A produção será feita em conjunto na Suécia e no Brasil, provavelmente na Saab de São Bernardo, cujo prefeito é Luis Marinho, do PT (que horror !), e na Embraer.

Como diz no Estadão (pág. A4), o professor James Waterhouse, da USP, em São Carlos,: “a Saab quer compartilhar o produto com o Brasil. Para um país pequeno como a Suécia, manter a proficiência tecnológica de um caça tem custo alto”.

O Brasil e a Suécia vão exportar o Gripen.

Sozinha, a Suécia não teria bala para construir a escala que a mantivesse na ponta da tecnologia nem poder de fogo para se tornar uma forte exportadora.

O Brasil tem.

O Brasil vai deter a tecnologia de um produto de ponta e se tornar parceiro num ciclo de exportação de alto valor agregado.

O Brasil vai deter a patente dos sistemas que forem produzidos no Brasil.

Está tudo muito bem, tudo muito bem, mas é preciso garantir:

1) que a Gripen, de fato, como anunciou, não deva a fabricantes americanos nenhuma dependência tecnológica – ou de inteligência – em partes ou componentes;

2) que a compra dos caças suecos se associe a uma ampla política de Defesa que preveja, no médio e longo prazos, outros equipamentos de dissuasão: submarinos nucleares, baterias antiaéreas, plataformas de lançamentos de mísseis, e inteligência para coordenar o trabalho dos caças e dos submarinos nucleares na defesa infatigável do pré-sal – e da soberania nacional.


Tudo isso, enquanto não vem a bomba !

A propósito, ler outros posts sobre a matéria, aqui publicados:

Para defender o pré-sal, já ! 

E quem vai defender o pré-sal ? 

Não deixe de ler também o Fernando Brito: “Grippen: Brasil opta pela transferência de tecnologia”

E muita atenção, alerta máximo: “no México, o Fernando Henrique vendeu a Petrobrax aos americanos”.

aqui você pode ver como a Dilma se divertiu com a Petrobrax do Aécio.


Paulo Henrique Amorim


(*) Ataulfo de Paiva foi o mais medíocre – até certa altura – dos membros da Academia. A tal ponto que seu sucessor, o romancista José Lins do Rego quebrou a tradição e espinafrou o antecessor, no discurso de posse. Daí, Merval merecer aqui o epíteto honroso de “Ataulfo Merval de Paiva”, por seus notórios méritos jornalísticos,  estilísticos, e acadêmicos, em suma. Registre-se, em sua homenagem, que os filhos de Roberto Marinho perceberam isso e não o fizeram diretor de redação nem do Globo nem da TV Globo. Ofereceram-lhe à Academia.E ao Mino Carta, já que Merval é, provavelmente, o personagem principal de seu romance “O Brasil”.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

CARTA DA CARLIENE SENA, DO PROUNI, AO LULA Porta de saída, Urubóloga ? Pergunta à Carliene Sena da Cunha

Adendo do Apedeuta.
Gostaria de pedir ao caro ansioso blogueiro que transformasse a carta de Carliene em carta aberta a todos os brasileiros, mas em especial, enviá-la aos representantes de nossas elites, que após o advento do "Maior de Todos os Presidentes", coloco aqui "presidente", em sentido amplo a nível mundial, demonstraram tamanha preocupação com os destinos de nosso país. Que  coisa estranha , nunca na história desse mesmo país , já houve por parte destes. Em especial ao nobre representante das Gerais , que em seus discursos , dificilmente ouve-se a palavra POVO , INCLUSÃO, EMPREGOS, CONTEÚDO NACIONAL, etc..., como disse Lindenberg . Sem essas insignificantes palavras, quase nada, desprezíveis, como desde sempre assim entenderam , que sem elas e, acrescento , conhecimento de vida deste povo , honestidade ,  comprometimento em elevar cada vez mais o nível de vida destes, jamais pelas vias democráticas , chegaram a representá-los.



Lula recebeu esta carta de Carliene Sena da Cunha, que estuda na Universidade Católica de Brasília pelo Prouni. Filha de rodoviário e empregada doméstica, ela conta na carta a sua história de vida, que também é a história da construção de um Brasil mais justo e com mais oportunidades. Obrigado, Carliene!