Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

GRIPEN É O MELHOR PARA DEFENDER O PRÉ-SAL E muita atenção, alerta máximo: “no México, o Fernando Henrique vendeu a Petrobrax aos americanos”.

ONU aprova projeto do Brasil contra espionagem digital.

Até 80% da estrutura dos 36 caças suecos Gripen, que vão renovar a frota da FAB, serão fabricados no Brasil, com grande incidência no parque industrial de São Bernardo do Campo.

Fed cortará US$ 10 bi das injeções mensais de liquidez nos EUA

Corte é simbólico para testar o fôlego de uma recuperação ainda lenta e desigual.

Taxa de juro norte-americana permanece em zero, mas transição da liquidez eleva a incerteza global: teme-se encarecimento do crédito externo e fuga de capitais.
A escolha do caça Gripen da Saab sueca mandou os americanos embora.

Como dizia aquela fonte do Mino Carta – quem será? – nessa questão dos caças é melhor não deixar os americanos enfiar o nariz.

Isso era um perigo concreto e o Conversa Afiada ficou muito preocupado, quando a Presidenta Dilma confirmou que ia a Washington.

Conversa perguntou: Dilma vai a Obama ou à Boeing ? 

Felizmente, o presidente Obama não encontrou explicações satisfatórias para o grampo da Petrobras – e era isso que o importava, no episódio: a soberania sobre o pré-sal – clique aqui para ver por que o Aécio não tratou do pré-sal, em magistral artigo de Saul Leblon.

E a Presidenta não foi a Washington – nem à Boeing, para decepção do Ataulfo Merval (*) e os pigais colonistas (**) colonizados. 

A solução do Gripen mostrou-se adequada.

O Gripen é mais barato (US 4,5 bilhões, por 36 caças) que o Rafale (US$ 8 bi) da Dassault, e o F-18 (US$ 7,5 bi) da Boeing.

A Suécia vai financiar inteiramente o projeto e o Brasil só começa a pagar em 2023, quando for entregue o último avião.

A Saab vai abrir a caixa preta.

A produção será feita em conjunto na Suécia e no Brasil, provavelmente na Saab de São Bernardo, cujo prefeito é Luis Marinho, do PT (que horror !), e na Embraer.

Como diz no Estadão (pág. A4), o professor James Waterhouse, da USP, em São Carlos,: “a Saab quer compartilhar o produto com o Brasil. Para um país pequeno como a Suécia, manter a proficiência tecnológica de um caça tem custo alto”.

O Brasil e a Suécia vão exportar o Gripen.

Sozinha, a Suécia não teria bala para construir a escala que a mantivesse na ponta da tecnologia nem poder de fogo para se tornar uma forte exportadora.

O Brasil tem.

O Brasil vai deter a tecnologia de um produto de ponta e se tornar parceiro num ciclo de exportação de alto valor agregado.

O Brasil vai deter a patente dos sistemas que forem produzidos no Brasil.

Está tudo muito bem, tudo muito bem, mas é preciso garantir:

1) que a Gripen, de fato, como anunciou, não deva a fabricantes americanos nenhuma dependência tecnológica – ou de inteligência – em partes ou componentes;

2) que a compra dos caças suecos se associe a uma ampla política de Defesa que preveja, no médio e longo prazos, outros equipamentos de dissuasão: submarinos nucleares, baterias antiaéreas, plataformas de lançamentos de mísseis, e inteligência para coordenar o trabalho dos caças e dos submarinos nucleares na defesa infatigável do pré-sal – e da soberania nacional.


Tudo isso, enquanto não vem a bomba !

A propósito, ler outros posts sobre a matéria, aqui publicados:

Para defender o pré-sal, já ! 

E quem vai defender o pré-sal ? 

Não deixe de ler também o Fernando Brito: “Grippen: Brasil opta pela transferência de tecnologia”

E muita atenção, alerta máximo: “no México, o Fernando Henrique vendeu a Petrobrax aos americanos”.

aqui você pode ver como a Dilma se divertiu com a Petrobrax do Aécio.


Paulo Henrique Amorim


(*) Ataulfo de Paiva foi o mais medíocre – até certa altura – dos membros da Academia. A tal ponto que seu sucessor, o romancista José Lins do Rego quebrou a tradição e espinafrou o antecessor, no discurso de posse. Daí, Merval merecer aqui o epíteto honroso de “Ataulfo Merval de Paiva”, por seus notórios méritos jornalísticos,  estilísticos, e acadêmicos, em suma. Registre-se, em sua homenagem, que os filhos de Roberto Marinho perceberam isso e não o fizeram diretor de redação nem do Globo nem da TV Globo. Ofereceram-lhe à Academia.E ao Mino Carta, já que Merval é, provavelmente, o personagem principal de seu romance “O Brasil”.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Governo vai exigir transferência de tecnologia e mais conteúdo nacional

Nova política industrial será concentrada em máquinas, remédios e químicos
Eliane Oliveira e Vivian Oswald
BRASÍLIA. Debelada a crise na Casa Civil, que culminou com a saída de Antonio Palocci, a presidente Dilma Rousseff vai retomar, na próxima semana, a elaboração de uma nova política industrial para o país. A ação trará pelo menos duas novidades como contrapartida a incentivos fiscais: as empresas estrangeiras serão obrigadas a transferir tecnologia em projetos com financiamento público e o governo aumentará o índice de conteúdo local, que corresponde à parcela do produto composta por insumos e peças domésticas, para acelerar a nacionalização dos bens fabricados no Brasil. Na mira da ampliação do índice de conteúdo local estão máquinas e equipamentos e produtos farmacêuticos e químicos.

— Vamos nos focar em conteúdo local e tecnologia, além de estimular a associação entre empresas brasileiras e estrangeiras — disse o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.

Segundo ele, o governo usará seu poder de compras, dando preferência a insumos, peças e equipamentos nacionais. A Câmara dos Deputados tentará destravar a votação de matérias como a medida provisória, a MP 495, que concede preferência para produtos e serviços brasileiros com preços até 25% maiores que os dos importados.

O índice será diferenciado por setores e também levará em conta a geração de emprego e renda, a arrecadação tributária e o desenvolvimento e a inovação tecnológica no Brasil.
— Queremos ir além disso e pegar os grandes setores que são os maiores compradores: saúde, educação, e defesa — acrescentou Pimentel.

Importação de bens de consumo subiu 31,9%

Há cerca de duas semanas, o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, informou que haverá maior exigência de nacionalização para celulares, computadores e televisores.

De acordo com técnicos das áreas econômica e de comércio exterior, o Executivo está preocupado com a opção de se comprar tudo, e não só mais insumos, no exterior. Com a taxa de câmbio real no nível mais baixo desde 1994 e, cansadas da queda de braço com o valor do dólar, empresas brasileiras passaram a importar o que produziam aqui.
Nos cinco primeiros meses do ano, as compras externas de bens de consumo cresceram 31,9%. O aumento das encomendas de automóveis foi de 48,3%. Já as importações de bens de capital subiram 29% e de matérias-primas, 23,6%. Isso significa que o setor produtivo tem preferido comprar produtos já acabados em vez de fabricá-los.

No caso de transferência de tecnologia, outros países já fazem essa exigência, como a China, que dá preferência a associações entre empresas chinesas e estrangeiras via joint ventures. Quanto aos setores de bens de capital, químicos e fármacos, a substituição de importações é tida como algo urgente para evitar a desindustrialização. Os setores são altamente deficitários e dependentes de tecnologia.

Para o professor da Unicamp Julio Gomes de Almeida, quando o Estado entra com reduções tributárias e financiando a juros subsidiados, como faz o BNDES, é preciso exigir contrapartidas.

— No Brasil, há casos específicos em que o Estado exige, entre outras coisas, a transferência de tecnologia. São exemplos a exploração de petróleo na camada do pré-sal, o trem-bala e a futura compra de caças pela Força Aérea Brasileira (FAB).