Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

“Um ministro que aninha em seu gabinete negros, índios, sem-terra…”

heinze
O deputado Luiz Carlos Heinze, que já tinha juntado índios, gay e lésbicas a “tudo que não presta” saiu se desculpando pelo “excesso”.
Além de racista, é covarde, mentiroso.
Porque surgiu outro vídeo, gravado em dezembro, num leilão de gado em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, onde ele diz quase o mesmo, mas – racista como é – inclui também os negros.
“”Tem no Palácio do Planalto um ministro da presidenta Dilma, chamado Gilberto Carvalho, que aninha no seu gabinete índios, negros, sem terra, gays, lésbicas. A família não existe no gabinete deste senhor”.
Para quem não sabe, Gilberto Carvalho é “carola”.
E entre as características de sua religiosidade, talvez as maiores sejam a tolerância, a simplicidade e a sinceridade com que fala – e que vive lhe arranjando problemas, neste país hipócrita.
Falo porque delas sou testemunha pessoal, sem ser companheiro ou amigo pessoal do Ministro, com o qual só me encontrei profissionalmente e, duas vezes, levando crianças (eu, meu filho;  ele, as netas) ao CCBB, em Brasília, em domingueiras infantis.
Heinze, ao contrário, é um homem ruim. É o pregoeiro covarde da intolerância e da irracionalidade.
É um retrato do que a radicalização da direita brasileira está fazendo.
Ele não vai ali ouvir os produtores rurais, vai agitar diante deles o “perigo comunista” dos pobres. Pior, atribuí-lo a um governo que, como nenhum, trabalhou e apoiou a agricultura empresarial.
Não é Gilberto Carvalho o seu alvo, seu alvo é o governo.
A brutalidade, que “heróis” como as Sheherazades e os Barbosa, vem tornando banais, ampliada por uma mídia histérica, que em tudo vê formas e meios de realizar sua “missão política” de enfraquecer o governo e esperar por um “milagre” – não encontrei um antônimo para usar – eleitoral é um câncer para o Brasil.
Está estimulando a intransigência, a violência, a justiça – ou o que acham que seja justiça – pelas próprias mãos.
O ódio como política e como filosofia.
É o Brasil do passado, uma fera acuada, que vê o seu fim.
E mostra seus dentes e garras.

sábado, 27 de outubro de 2012

Concessionária pública pode sonegar informação?



Bilhete Único de 6 horas é ideia de Levy Fidelix. O resto é cópia.

Mobilidade urbana é o tema mais discutido entre Serra e Haddad. O plano de Levy Fidelix para ampliação da duração do Bilhete Único de 3 para 6 horas entrou na pauta dos debates entre ambos os candidatos.
Clique e confira o vídeo com a ideia original: “Levy Fidelix garante Bilhete Único de 6 horas”.
No PRTB


Concessionária pública pode sonegar informação?

:
Novo diretor da Central Globo de Jornalismo instala emissora no centro das dúvidas jurídicas sobre até onde vai o poder de uma empresa que depende do aval do Estado para funcionar; Ali Kamel apresentou sua mão de ferro ao público ao ordenar a não divulgação de pesquisa eleitoral que apontava larga vantagem de Fernando Haddad sobre José Serra, na eleição de São Paulo, porque resultado desgostou João Roberto Marinho; atenção ao patrão deixou William Bonner, do Jornal Nacional, e William Waack, do Jornal da Globo, com cara de Homer Simpson; sem protestar, eles aquiesceram à lei de silêncio
No 247

segunda-feira, 26 de março de 2012

Os reacionários e seu medo do mundo


Da Carta Capital
Medíocres e perigosos
Por Matheus Pichonelli
O reacionário é, antes de tudo, um fraco. Um fraco que conserva ideias como quem coleciona tampinhas de refrigerante ou maços de cigarro – tudo o que consegue juntar mas só têm utilidade para ele. Nasce e cresce em extremos: ou da falta de atenção ou do excesso de cuidados. E vive com a certeza de que o mundo fora da bolha onde lacrou seu refúgio é um mundo de perigos, pronto para tirar dele o que acumulou em suposta dignidade.
Para ele, tudo o que é diferente tem potencial de destruição
Como tem medo de tudo, vive amargurado, lamentando que jamais estenderam um tapete à sua passagem. Conserva uma vida medíocre, ele e suas concepções e nojos do mundo que o cerca. Como tem medo, não anda na rua com receio de alguém levar muito do pouco que tem (nem sempre o reacionário é um quatrocentão). Por isso, só frequenta lugares em que se sente seguro, onde ninguém vai ameaçar, desobedecer ou contradizer suas verdades. Nem dizer que precisa relaxar, levar as coisas menos a sério ou ver graça na leveza das coisas. O reacionário leva a sério a ideia de que é um vencedor.
A maioria passou a vida toda tendo tudo aos alcance – da empregada que esquentava o leite no copo favorito aos pais que viam uma obra de arte em cada rabisco em folha de sulfite que ele fazia – e cultivou uma dificuldade doentia em se ver num mundo de aptidões diversas. Outros cresceram em meios menos abastados – e bastou angariar postos na escala social para cuspir nos hábitos de colegas de velhos andares. Quem não chegou aonde chegaram – sozinho, frise-se – não merece respeito.
Rico, ex-pobre ou falidos, não importa: o reacionário clássico enxerga em tudo o que é diferente um potencial de destruição. Por isso se tranca e pede para não ser perturbado no próprio mundo. Porque tudo perturba: o presidente da República quer seu voto e seus impostos; os parlamentares querem fazê-lo de otário; os juízes estão doidos para tirar seus direitos acumulados; a universidade é financiada (por ele, lógico) para propagar ideias absurdas sobre ideais que despreza; o vizinho está sempre de olho na sua esposa, em seu carro, em sua piscina. Mesmo os cadeados, portões de aço, sistemas de monitoramento, paredes e vidros anti-bala não angariam de todo a sua confiança. O mundo está cheio de presidiários com indulto debaixo do braço para visitar familiares e ameaçar os seus (porque os seus nunca vão presos, mesmo quando botam fogo em índios, mendigos, prostitutas e ciclistas; índios, mendigos, prostitutas e ciclistas estão aí para isso).
Como não conhece o mundo afora, a não ser pelas viagens programadas em pacotes que garantem o translado até o hotel, e despreza as ideias que não são suas (aquelas que recebeu de pronto dos pais e o ensinaram a trabalhar, vencer e selecionar o que é útil e o que é supérfluo), tudo o que é novo soa ameaçador. O mundo muda, mas ele não: ele não sabe que é infeliz porque para ele só o que não é ele, e os seus, são lamentáveis.
Muitas vezes o reacionário se torna pai e aprende, na marra, o conceito de família. Às vezes vai à igreja e pede paz, amor, saúde aos seus. Aos seus. Vê nos filhos a extensão das próprias virtudes, e por isso os protege: não permite que brinquem com os meninos da rua nem que tenham contato com ideias que os retirem da sua órbita. O índice de infarto entre os reacionários é maior quando o filho traz uma camisa do Che Guevara para casa ou a filha começa a ouvir axé e namorar o vocalista da banda (se ele for negro o infarto é fulminante).
Mas a vida é repleta de frestas, e o tempo todo estamos testando as mais firmes das convicções. Mas ele não quer testá-las: quer mantê-las. Por isso as mudanças lhe causam urticárias.
Nos anos 70, vivia com medo dos hippies que ousavam dizer que o amor não precisava de amarras. Eram vagabundos e irresponsáveis, pensava ele, em sua sobriedade.
Depois vieram os punks, os excluídos de aglomerações urbanas desajeitadas, os militantes a pedir o alargamento das liberdades civis e sociais. Para o reacionário, nada daquilo fazia sentido, porque ninguém estudou como ele, ninguém acumulou bens e verdades como ele e, portanto, seria muito injusto que ele e o garçom (que ele adora chamar de incompetente) tivessem o mesmo peso numa urna, o mesmo direito num guichê de aeroporto, o mesmo lugar na fila do fast food.
O reacionário vive com medo.
Mas não é inofensivo.
Foto: Galeria de GorillaSushi/Flickr
 

Para não dividir espaços cativos, frutos de séculos de exclusão que ele não reconhece, eleva o tom sobre tudo o que está errado. Sabendo de seus medos e planos de papel, revistas, rádios, televisão, padres, pastores e professores fazem a festa: basta colocar uma chamada alarmista (“Por que você trabalha tanto e o País cresce tão pouco?”) ou música de suspense nas cenas de violência (“descontrolada!”) na tevê para que ele se trema todo e se prepare para o Armagedoon. Como bicho assustado, volta para a caixinha e fica mirabolando planos para garantir mais segurança aos seus. Tudo o que vê, lê e ouve o convence de que tudo é um perigo, tudo é decadente, tudo é importante, tudo é indigno. Por isso não se deve medir esforços para defender suas conquistas morais e materiais.
E ele só se sente seguro quando imagina que pode eliminar o outro.
Primeiro, pelo discurso. No começo, diz que não gosta desse povinho que veio ao seu estado rico tirar espaço dos seus. Vive lembrando que trabalha mais e paga mais impostos que a massa que agora agora quer construir casas em seu bairro, frequentar os clubes e shoppings antes só repletos de suas réplicas. Para ele, qualquer barberagem no trânsito é coisa da maldita inclusão, aqueles bárbaros que hoje tiram carta de habilitação e ainda penduram diplomas universitários nas paredes. No tempo dele, sim, é que era bom: a escola pública funcionava (para ele), o policial não se corrompia (sobre ele), o político não loteava a administração (não com pessoas que não eram ele).
Há que se entender a dor do sujeito. Ele recebeu um mundo pronto, mas que não estava acabado. E as coisas mudaram, apesar de seu esforço e sua indignação.
Ele não sabe, mas basta ter dois neurônios para rebater com um sopro qualquer ideia que ele tenha sobre os problemas e soluções para o mundo – que está, mas ele não vê, muito além de um simples umbigo. Mas o reacionário não ouve: os ignorantes são os outros: os gays que colocam em risco a continuidade da espécie, as vagabundas que já não respeitam a ordem dos pais e maridos, os estudantes que pedem a extensão de direitos (e não sabem como é duro pegar na enxada), os maconheiros que não estão necessariamente a fim de contribuir para o progresso da nação, os sem-terra que não querem trabalhar, o governante que agora vem com esse papo de distribuir esmola e combater preconceitos inexistentes (“nada contra, mas eles que se livrem da própria herança”), os países vizinhos que mandam rebas para emporcalhar suas ruas.
Muitas vezes o reacionário se torna pai e aprende o conceito de família. Vê nos filhos a extensão das próprias virtudes, e por isso os protege: não permite que brinquem com os meninos da rua nem que tenham contato com ideias que os retirem da sua órbita
O mundo ideal, para o reacionário, é um mundo estático: no fundo, ele não se importa em pagar impostos, desde que não o incomodem.
Como muitos não o levam a sério, os reacionários se agrupam. Lotam restaurantes, condomínios e associações de bairro com seus pares, e passam a praguejar contra tudo.
Quando as queixas não são mais suficientes, eles juntam as suas solidões e ódio à coletividade (ironia) e passam a se interessar por política. Juntos, eles identificam e escolhem os porta-vozes de suas paúras em debates nacionais. Seus representantes, sabendo como agradar à plateia, são eleitos como guardiões da moralidade. Sobem a tribunas para condenar a devassidão, o aborto, a bebida alcoolica, a vida ao ar livre, as roupas nas escolas. Às vezes são hilários, às vezes incomodam.
Mas, quando o reacionário se vê como uma voz inexpressiva entre os grupos que deveriam representá-lo, bota para fora sua paranóia e pragueja contra o sistema democrático (às vezes com o argumento de que o sistema é antidemocrático). E se arma. Como o caldo cultural legitima seu discurso e sua paranoia, ele passa a defender crimes para evitar outros crimes – nos Estados Unidos, alvejam imigrantes na fronteira, na Europa, arrebentam árabes e latinos, na Candelária, encomendam chacinas e, em QGs anônimos, planejam ataques contra universitários de Brasília que propagam imoralidades (leia mais AQUI).
O reacionário, no fim, não é patrimônio nacional: é um cidadão do mundo. Seu nome é legião porque são muitos. Pode até ser fraco e viver com medo de tudo. Mas nunca foi inofensivo.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Após prisões, delegado diz ser impossível acabar com o Neonazismo no RS

Neonazistas pregam o ódio e a discriminação contra negros, judeus e homossexuais. Mulheres também se integram ao movimento e participam das ações violentas.

Conforme a polícia gaúcha, há células neonazistas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, além de outros locais investigados

Uma briga envolvendo punks, skinheads e ao menos um neonazista no último sábado em um bar de Porto Alegre (RS) ligou o sinal de alerta da polícia para a atuação de grupos que pregam o ódio e a discriminação no Sul do País, inspirados pela ideologia de Adolf Hitler. Responsável pelo indiciamento de 35 neonazistas no Estado nos últimos dez anos, o delegado Paulo César Jardim, da 1ª DP, afirma que está "na gênese" do gaúcho a guarida para movimentos deste tipo.

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"A origem do povo gaúcho é colonial e, além disso, a Argentina, que abrigou oficiais nazistas após a 2ª Guerra Mundial, está aqui do lado e preocupa. Para a consolidação dessa ideologia, deve existir um meio viável, caso do Rio Grande do Sul. O neonazismo é uma coisa que jamais vai acabar. É um sentimento, uma ideologia, e não se pode acabar com ideologias, mas evitar suas consequências e ações", acredita o delegado.

Segundo ele, na pancadaria do último sábado, que envolveu ao menos oito pessoas e deixou um homem negro esfaqueado, a motivação foi uma discussão entre punks e skinheads. Os envolvidos, porém, já possuem uma ficha criminal conhecida por crimes como agressão a homossexuais, judeus e negros, que configuram a ideologia nazista. "Eles seguem a ideia da instituição de uma raça pura através da eliminação dos que não se enquadram nela. No Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, os movimentos neonazistas escolheram pessoas que devem ser eliminadas por pertencerem a uma 'subespécie'", salientou Jardim.

Expansão neonazista

O delegado Paulo Jardim, que se especializou em investigar como esses grupos atuam, viaja constantemente a São Paulo e troca informações com as polícias de outros Estados. Ele está preocupado com a expansão do movimento neonazista no País. "O desafio é conseguir abortar os ataques, como foi feito em 2010, quando foram desmontadas cinco células neonazistas. Apreendemos bombas, munição, e armas, e evitamos a explosão de uma sinagoga e um ataque na Parada Livre de Porto Alegre. As mesmas bombas que nós apreendemos aqui foram usadas em São Paulo, o que comprova a ligação material entre os grupos", disse ele.

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"Estamos trabalhando para prender essas pessoas. A situação deles nos últimos anos está complicada e alguns vão responder, em júri popular, por tentativa de homicídio, formação de quadrilha e corrupção de menores", garantiu o delegado, que também investiga a ligação material entre os grupos, como fornecimento de dinheiro e armas entre os Estados.

Agressividade e humilhação

No código de condutas de um neonazista, um dos requisitos é saber lutar e andar armado, estando sempre pronto para um combate. Além disso, eles costumam tatuar o corpo com diversos símbolos e desenhos que fazem apologia à doutrina de Hitler.

"Eles são de uma agressividade muito grande e seguem uma ideia de que não se deve apenas derrotar o inimigo, mas humilhá-lo, acabar com ele, impor o medo. O seu combustível é o ódio e eles já saem às ruas preparados para briga com soqueiras, facas e outros objetos cortantes. Se as pessoas identificá-los em algum local, é interessante sair de perto, pois eles são sinônimo de confusão", recomenda Jardim.

Histórico de agressões e apologia

Em 2010, um grupo de defesa dos direitos dos travestis no Rio Grande do Sul recebeu ameaças por telefone de um suposto neonazista, que disse preparar uma ação na 14ª Parada Livre. Em edição anterior do evento, cartazes que pregavam a morte de homossexuais foram afixados no bairro Bom Fim, onde ocorre a passeata.

Em novembro do mesmo ano, policiais civis apreenderam material de apologia ao nazismo em uma residência no centro de Porto Alegre. Foram recolhidos fotografias, CDs, camisetas, distintivos, facas, uma soqueira e um laptop, mas ninguém foi preso. Em 2009, apreensões semelhantes ocorreram em Cachoeirinha, Viamão, Porto Alegre e duas cidades da serra gaúcha.

Em 2009, o casal Bernardo Dayrell e Renata Ferreira foram assassinados após uma festa neonazista no Paraná. O crime foi cometido na BR-116, em Quatro Barras, região metropolitana de Curitiba, e teve motivações de disputa entre o grupo neonazista liderado por Dayrell e Ricardo Barollo, apontado pela polícia como o mandante do duplo homicídio. Além dele, Jairo Maciel Fischer, Rodrigo Motta, Gustavo Wendler, Rosana Almeida e João Guilherme Correa foram acusados de participar no crime.

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No dia do assassinato do casal, vários membros do grupo neonazista foram a uma festa em comemoração ao aniversário de Adolf Hitler em uma chácara de Quatro Barras. Conforme a lei 7.716, de 1989, "fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo" prevê pena de até três anos de reclusão.

Terra

terça-feira, 12 de julho de 2011

Ex-jornalista da Globo conta em livro que TV foi omissa em proteger sua vida e de Tim Lopes


do Os Amigos do Brasil

A jornalista Cristina Guimarães, vencedora do Prêmio Esso em 2001 junto com Tim Lopes pela série ‘Feira das drogas’, afirmou que a Rede Globo, empregadora de ambos na época das reportagens, não ofereceu proteção a ela e ao colega, e que o repórter poderia estar vivo se a emissora tivesse dado atenção às ameaças recebidas. “Se dependesse da TV Globo, eu estaria morta”, disse. Tim Lopes foi morto por traficantes em junho de 2002 durante uma reportagem sobre bailes funk no Rio de Janeiro.

De volta ao Brasil após passar oito anos se escondendo de traficantes da Rocinha, que ameaçavam matá-la depois de reportagem veiculada no Jornal Nacional, ela conta em livro como a TV Globo lhe virou as costas na hora de oferecer segurança. “Os traficantes da Rocinha ofereciam R$ 20 mil pela minha cabeça. Pedi ajuda à TV Globo e fui ignorada.”
De acordo com Cristina, sete meses antes de Tim ser morto por traficantes do Complexo do Alemão, ela entrou com uma ação judicial de rescisão indireta, na qual reclamava da falta de segurança para jornalistas da emissora. As denúncias integram um livro escrito por ela e que deve ser lançado nos Estados Unidos no início do próximo ano. A obra, segundo a jornalista e publicitária, também deve virar filme.

Emissora poderia conseguir censurar livro no judiciário

“Não dava para escrever meu livro no Brasil. Aqui a Globo ainda tem uma influência muito forte e a obra poderia ser abafada de alguma maneira. Com o apoio do governo americano, fica mais fácil lançar nos EUA”, disse.

As ameaças

Cristina conta que após o colega Tim Lopes levar à emissora o material da feira de drogas ao ar livre na favela da Grota, no Complexo do Alemão, a chefia pediu a ela para fazer mais imagens de outros lugares. Ela foi à Rocinha e à Mangueira repetidas vezes, mas os problemas, disse, começaram um mês depois da exibição da série. “Começaram a me telefonar de um orelhão que fica dentro da favela da Rocinha me chamando de ‘Dona Ferrada’ e dizendo que me pegariam. Diziam também que eu não escaparia, era questão de tempo. Diante das constantes ligações, conversei com a chefia do JN e pedi proteção. Fui ignorada.”
Segundo ela, os bandidos teriam sequestrado e espancado um produtor do programa Esporte Espetacular, na tentativa de chegar aos autores da série de reportagens. “O que me assustou foi que a TV Globo não me falou nada.” Cristina soube pelo caso por um jornal, e concluiu que a emissora não faria nada para protegê-la. “A Globo não quis saber se eu corria risco de vida. Os meus chefes diziam que as ameaças que eu recebia por telefone eram coisas da minha cabeça”, disse.
Ao cobrir o caso de um garoto preso na Rocinha suspeito de pagar propina a um coronel, ela ouviu do suspeito “É, tia! Eu tô ferrado, mas tu também tá. Tá todo mundo atrás de você lá na Rocinha. Tua cabeça tá valendo R$ 20 mil”. “Naquele momento, tomei a dimensão da situação em que eu me encontrava.”
Cristina entrou com uma ação judicial no Ministério do Trabalho e seu vínculo com a emissora acabou, mas ela não se importa. “Não me arrependo de ter largado a Globo para trás. A minha vida vale muito mais do que R$ 3.100, que era o meu salário em 2001.” Ela acredita que se tivesse continuado a produzir matérias, estaria morta “há muito tempo”.
A jornalista afirmou ainda que, “sem dúvida nenhuma”, a morte de Tim Lopes poderia ter sido evitada pela emissora. “Eu falei sobre os riscos que estávamos correndo sete meses antes de os traficantes do Alemão matarem o Tim Lopes. Eu implorei por atenção a estas ameaças e o que fez a TV Globo? Ignorou tudo.”
Procurada pela reportagem do Jornal do Brasil, a assessoria da Rede Globo não retornou às solicitações para esclarecimento das acusações desta matéria. (do Jornal do Brasil)

Pagot não é Jefferson

O depoimento de Pagot no Senado teria dois únicos efeitos políticos:

- implicar o Ministro do Planejamento que liberava as verbas para o Ministério dos Transportes, Paulo Bernardo;

- detonar a filiação do PR à base de apoio ao Governo no Congresso;

A Presidenta Dilma ganhou nos dois quesitos.

Pagot inocentou Bernardo e o PR obedientemente apóia o Governo.

Salvo chantagens pontuais, como as do PMDB.

O que não significa, evidentemente, que o Pagot, o Ministério dos Transportes e o do Planejamento tenham tido, sempre, relações transparentemente castas.

Mas, essa é outra história.

Pagot não é Roberto Jefferson.

E o PiG (*) vai ter que trabalhar mais.


Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

O MÉTODO MURDOCH DE JORNALISMO: SOA FAMILIAR? Já que não dá para queimar o arquivo,acaba-se com ele.Muito pior é feito por aqui.


"...Nos Estados Unidos, a News Corporation de Murdoch conseguiu crescer graças ao apoio político para dobrar várias leis de restrição ao monopólio na mídia. Murdoch é dono de dois jornais diários e uma TV no mercado nova-iorquino, algo impensável há 30 anos (...)Com a vitória de Barack Obama, em 2008, (...) viu uma oportunidade para investir pesado num elenco de talking heads de direita e contratou um punhado de aspirantes à presidência, de Sarah Palin (não declarada) a Mike Huckabee (desistiu de concorrer, encantado com a afluência permitida pelo salário na TV).O público americano deve à Fox a campanha bem-sucedida para identificar o plano do seguro-saúde do governo Obama como uma conspiração para destruir a liberdade individual(...)O governo Obama atravessa um verão pantanoso de desemprego resistente às conhecidas medidas de estímulo, a batalha pelo déficit e um desencanto dos democratas pelas promessas não cumpridas. Murdoch e seus asseclas farejam sangue e são mestres em cortejar os porões do descontentamento da classe média branca, desviando atenção para temas como religiosidade e conservadorismo social..." (Lucia Guimarães; no Estadão de 11-07, sobre o magnata da mídia conservadora, Rupert Murdoch, detentor do maior conglomerado midiático do planeta, que acaba de fechar o sensacionalista 'News of the World',de Londres, após denúncias de espionagem praticada pela redação contra políticos, personalidades e cidadãos comuns)
(Carta Maior; 3º feira 12/07/ 2011)

Pagot desmente imprensa: Denuncias contra ministro das comunicações são, "factóides" e "invencionices"

Nos últimos dias,o ministro Paulo Bernardo passou a ser alvo dos ataques da imprensa. Matérias maldosas, sem prova, publicados nos jornais mostram claramente a retaliação dos donos da mídia com o trabalho com vem sendo desenvolvido no Ministério da Comunicação,  como por exemplo  o projeto que permite o ingresso das teles no mercado da TV por assinatura e  banda larga, que, levará muitos milhões de cidadãos  para a internet

A imprensa acusou...Pagot desmente:Pagot fez defesa do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, durante a audiência e negou que o ministro, quando ministro do Planejamento, tenha feito pedidos a ele para fazer aditamentos em obras do Dnit.O diretor citou exemplo de uma obra em Maringá, no Paraná. Pagot afirmou que quem fazia pedidos sobre a obra era o prefeito, Sílvio Barros (PP), e o ex-deputado Ricardo Barros (PP), e não o ministro.

O diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte), Luiz Antônio Pagot, afirmou nesta terça-feira (12), que não há "uma só palavra a respeito do ministro Paulo Bernardo" que tenha saído dele. Pagot chamou de "invencionice" e "factoide" as informações publicadas nso jornais de que ele acusaria o ministro das Comunicações Paulo Bernardo de pressionar o Dnit por obras que ajudariam na eleição da presidente Dilma Rousseff.

"Ele nunca me exigiu, nunca me pediu nada. Nem para Londrina, que é a cidade dele", afirmou. Pagot disse que, como ministro do Planejamento, Bernardo sempre foi muito exigente e não dava folga para ninguém.O diretor  disse que participava de reuniões com o ministro Paulo Bernardo da mesma forma como ocorreria com outros ministros dentro do âmbito do comitê gestor do Plano de Aceleração do Crescimento. Pagot descreveu o ministro como "extremamente exigente", assim como sua esposa, Gleisi Hoffmann, atual ministra-chefe da Casa Civil

Pagot afirmou também que compareceu espontaneamente ao Senado para defender o Dnit e negar afirmações veiculadas na imprensa nas últimas semanas. "A CGU (Controladoria Geral da União) e o TCU (Tribunal de Contas da União) são muito ágeis. Quando eles têm algo para se pronunciar eles enviam um relato. Não houve superfaturamento de obras", disse.

Relembre o caso

Jornal o Globo, tablóide da família Marinho, fez várias perguntas ao Ministro das Comunicações Paulo Bernardo (Veja aqui) .Usou apenas uma frase da resposta do ministro, que não reflete o conteúdo da matéria, para criar a manchete sensacionalista.É um tipo sofisticado de jornalismo marrom, marcado pela manipulação e distorção de fatos com o propósito mascarado de induzir a opinião público a um julgamento errado e hostil.Péssima forma de jornalismo, diga-se de passagem. além de medíocres usam de sensacionalismo barato para fins politiqueiros. Estão roxos para colocar o Serra no trono.

sábado, 9 de julho de 2011

Marina Silva deixa o PV para ser revendedora da Natura

Sensacionalista

A ex-senadora Marina Silva anunciou hoje seu desligamento do Partido Verde. Marina deixa o partido para se dedicar a profissão de revendedora da Natura. A saída da política para o mundo dos cosméticos é fruto de uma dívida que a ex-ministra contraiu com o seu vice nas últimas eleições, o empresário Guilherme Leal, dono da Natura.
Marina Silva também teria sido sondada para se filiar ao programa de revendas da Avon e da Jequiti, mas assessoria nega qualquer contato das concorrentes. Questionada por repórteres sobre a decisão de deixar o PV, Marina brincou com o ex-partido: “É PV ou pá comê?”

Leonardo Lanna e Marcelo Z.


Leia mais em: O Esquerdopata
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sexta-feira, 8 de julho de 2011

A Internet nunca substituirá o jornal

O jornal impresso, como sempre o conhecemos,
realmente não poderá ser substituído pela internet.
A seguir alguns dos importantes usos do jornal:
Uso doméstico:
Amadurecer banana, abacate...
Recolher lixo.
Limpar vidros.
Dobradinho, serve para alinhar os pés da mesa.
Embrulhar louças na mudança.
Recolher a sujeira do cachorro.
Forrar a gaiola do passarinho.
Cobrir os móveis e o piso antes de pintar a casa.
Evitar que entre água por baixo da porta.
Proteger o piso da garagem quando o carro está vazando óleo.
Matar moscas, baratas e demais insetos.
Na época da crise econômica, usá-lo como papel higiênico, mesmo que seja um pouco duro.
Uso educativo:
Bater no focinho do cachorro quando faz xixi dentro de casa.
Fazer barquinhos de papel.
Arrancar um pedacinho em branco para anotar número de telefone.
Usos comerciais:
Alargar o sapato.
Rechear bolsas para conservar a forma.
Embrulhar peixes.
Embrulhar pregos na loja de produtos para construção.
Fazer um chapéuzinho para o pintor ou para o pedreiro.
Cortar moldes para o alfaiate ou para a costureira.
Embrulhar quadros.
Embrulhar flores.
Uso festivo:
Acender a churrasqueira.
Rechear a caixa de presente-surpresa.
Outros Usos:
Para os sequestradores usarem suas letras nas cartas.
Fazer bolinhas para jogar nos companheiros de classe.
Fazer uma capinha para o machado ou foice.
Fazer proteção na cabeça para não estragar a chapinha quando estiver garoando.
Nos filmes, para os bandidos esconderem o revólver.
Para esconder-se atrás dele quando não quiser que te vejam.
Ah!!!!!!
E por último:
para ler as notícias.
Agora responda, você consegue fazer
tudo isso com o computador?
Vi no TãoGomes
Na foto, os fracassos da Marina

Ao sair do PV, clique aqui para ver a notícia no UOL, Blá-blarina informou:

Ela vai “metabolizar uma nova forma de fazer política”.

A perplexidade é universal:

De A a Z, da Áustria à Zâmbia.

O que será “metabolizar” ?

Segundo ela, “o mundo inteiro não sabe como a nova política é (…) eu também estou em uma expectativa”.

Este ansioso blogueiro também está em “uma expectativa”.

Especialmente depois que a Blá-blarina informou:

Tudo o que o homem pretendeu planejar com começo meio e fim “foi um tremendo fracasso”.

Sem dúvida.

Foi o que aconteceu, por exemplo, com a Torre Eiffel.

Com a Brooklin Bridge e com a Divina Comédia, de Dante.

Essas obras, irrelevantes, foram construídas com começo, meio e fim.

E foram um retumbante fracasso.

É o caso, por exemplo, da eficientíssima empresa brasileira Natura que, por coincidência, cedeu a vice-presidência à Blablárina.

Na verdade, a Blá-blarina sabe muito bem, como sempre soube, o resultado dessa “metabolização”:

Ela foi, desde sempre, linha auxiliar do Cerra.

O resto é blá blá blá.

Clique aqui para ler: “Verdismo, o último reduto dos neoliberais”.


Paulo Henrique Amorim