Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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terça-feira, 14 de março de 2017

PSDB será o mais afetado por delações da Odebrecht e da lista de Janot

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Não precisa ser muito inteligente, nem mesmo razoavelmente inteligente, para entender por que os partidos grandes mais prejudicados por denúncias envolvendo empreiteiras foram PT e PMDB apesar de expoentes do PSDB estarem tão envolvidos quanto; desde o início da Operação Lava Jato, em março de 2014, houve seletividade nas investigações.
E o PSDB, obviamente, não vinha sendo poupado por ter não corruptos, ainda que a intenção seja levar a sociedade a esse entendimento. A Lava Jato não quer é investigar tucanos.
Investigou até a Marinha, mas não esbarrou nas estripulias das Odebrecht, Camargo Correa et caterva nos Estados e Municípios, em escândalos que se tornaram questões federalizadas pelo envolvimento desses corruptores que atuaram em todos os níveis da administração pública.
Trocando em miúdos: a Odebrecht não pode ser sujinha nos negócios que fez com a Petrobrás e limpinha nos negócios que fez com o Metrô e o Rodoanel em São Paulo e com a Cidade Administrativa em Belo Horizonte / Minas Gerais.
E do que tratam as delações da Odebrecht e a segunda lista de denúncias ao STF que está para ser emitida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot? Tratam de casos escabrosos envolvendo o PSDB que ficaram ocultados até hoje por conta da seletividade da primeira instância da Lava Jato, decorrente da parcialidade da República de Curitiba contra o PT e a favor do PSDB, ou do “Cara” que tanto encanta a Lava Jato.
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Todavia, o ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedicto Júnior afirmou, em sua delação premiada à Lava Jato, que se reuniu com Aécio Neves para tratar de um esquema de fraude em licitação na obra da Cidade Administrativa para favorecer grandes empreiteiras. http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/02/1855094-aecio-definiu-coluio-em-licitacao-em-minas-afirma-delator-da-odebrecht.shtml
A reunião, segundo o delator, ocorreu quando o tucano governava Minas.
Benedicto Júnior, conhecido como BJ, disse aos procuradores que, após o acerto, Aécio orientou as construtoras a procurarem Oswaldo Borges da Costa Filho. De acordo com o depoimento, com Oswaldinho, como é conhecido, foi definido o percentual de propina que seria repassado pelas empresas no esquema.
Ainda de acordo com o delator, esses valores ficaram entre 2,5% e 3% sobre o total dos contratos.
Oswaldinho é um colaborador das campanhas de Aécio Neves. O ex-executivo da Odebrecht afirmou que o próprio Aécio decidiu quais empresas participariam da licitação para a obra.
Projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, a Cidade Administrativa, sede do governo mineiro, custou R$ 2,1 bilhões em valores da época. Foi inaugurada em 2010, último ano de Aécio como governador, sendo a obra mais cara do tucano no governo de Minas.
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Com Oswaldinho, que foi presidente da Codemig (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais), as empresas negociariam, ainda de acordo com Benedicto Júnior, como seriam feitos os pagamentos.
As informações fornecidas por BJ em sua delação premiada foram confirmadas e complementadas, segundo pessoas com acesso às investigações, pelos depoimentos do ex-diretor da Odebrecht em Minas Sergio Neves.
O mesmo Sergio Neves aparece nas investigações como responsável por operacionalizar os repasses a Oswaldinho e é ele quem detalha, na delação, os pagamentos a Aécio.
Líder do consórcio, que contou com Andrade Gutierrez, OAS e Queiroz Galvão, a Odebrecht era responsável por 60% da obra e construiu um dos três prédios que integram a Cidade Administrativa, o Edifício Gerais.
Benedicto Júnior e Sérgio Neves estão entre os 77 funcionários da Odebrecht que assinaram acordo de colaboração com a Lava Jato. As delações foram homologadas pela presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Carmén Lúcia, e enviadas à Procuradoria-Geral da República, sob sigilo.
A qualquer momento, segundo vem sendo amplamente noticiado, Janot fará denúncia de cerca de 80 nomes ao STF por conta dessas delações.
Procuradores da Lava Jato exigiram dos advogados da Andrade Gutierrez, no fim de 2016, uma espécie de complementação das delações de seus executivos, que eles chamam de “recall”. Isso porque, segundo investigadores, funcionários da Andrade não detalharam o esquema de propina na Cidade Administrativa e em outras duas obras especificadas nas delações da Odebrecht: a construção do Rodoanel e do Metrô, em São Paulo.
Sim, é isso mesmo. Serão investigadas obras até aqui ininvestigáveis. Obras nas quais vicejam escândalos de bilhões de reais que o Ministério Público restringiu a funcionários do Metrô, da CPTM e do Rodoanel, sem denunciar um mísero político apesar das vultosas quantias envolvidas e de esses esquemas terem atravessado os vinte anos de governos tucanos em São Paulo.
Não é à toa que militantes tucanos na mídia, como Reinaldo Azevedo ou Merval Pereira, ou militantes tucanos no STF, como Gilmar Mendes, já estejam comentando que querem colocar “todos no mesmo saco”, como se corrupção tucana fosse aceitável e corrupção petista não.
Aliás, o sigilo inquebrantável das delações da Odebrecht, que boatos diziam que seria quebrado na última sexta-feira, só existe porque as delações da Odebrecht afetam primordialmente a tucanada. Ou alguém acredita que haveria sigilo tão sigiloso se as informações afetassem o PT?
É por isso que estão fazendo tanta cera para levantar o sigilo das delações da Odebrecht e para divulgar a lista de denunciados pelo procurador-geral da República ao STF com base nessas delações, porque o Ministério Público e o STF estão agindo politicamente por medo da reação não do PSDB, mas da mídia tucana se incomodarem tucanos blindados.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Problema de Serra é a (quinta) coluna

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A notícia foi divulgada lá pelo final da noite da última quarta-feira (22): José Serra largara o osso, pedira demissão de cargo que, para ele, a mídia tucana passou a chamar de “chanceler” – para outros, era meramente ministro das Relações Exteriores, mas chanceler é mais pomposo e passou a ser usado para o eterno candidato a presidência dos barões da mídia.
A carta de demissão falava em “problemas de saúde”; a expressão foi repercutida pela mídia sem maiores detalhes, gerando especulações de que o tucano poderia estar sofrendo de algum mal sério, alguns falaram em câncer.
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Este blogueiro sentiu-se na obrigação de pregar nas redes sociais que a esquerda não fizesse com Serra o que a direita costuma fazer com adversários políticos doentes, como fez com Lula e Dilma quando tiveram câncer e com a falecida dona Marisa Letícia, ou seja, insultar, desejar a morte, sofrimento etc.
Porém, muita gente desconfiou e, no final da noite, veio a notícia de que não era nada demais ou, quem sabe, simplesmente não fosse nada além de “delírium investigatorium”, causado pelo medo de ter que sair do governo em meio a denúncias.
Confesso que, pensando em não me igualar aos sociopatas que atacam adversários políticos em momentos de fragilidade humana que todos experimentaremos um dia, fui ingênuo. Havia algo de podre naquele anúncio intempestivo de Serra.
As suspeitas são de que ele estaria preferindo se antecipar à divulgação das delações da Odebrecht, onde supõem que irá aparecer em destaque ainda maior que o conferido por denúncia anterior de que recebeu 23 milhões de propina da empreiteira, e, assim, decidiu sair do governo em situação mais amena, já que, por ser senador, mesmo saindo do governo manterá o foro privilegiado.
Faz sentido. Porém, tudo ainda é pura especulação, até o momento. Ainda vamos saber por que Serra saiu tão intempestivamente do cargo de “chanceler” (uma boquinha muita boa). Foi só por conta de um problema absolutamente contornável que, segundo o próprio tucano, estaria resolvido dali a quatro meses?
Hummmm…
Não se sabe se esse tucano tem mesmo problema na coluna vertebral, mas sabe-se que tem um outro problema de coluna, um problema de quinta-coluna, ou seja, de traição que começou a ficar visível lá em 2010, quando, em campanha eleitoral à Presidência, comprometeu-se com a petroleira Chevron a lhe fazer gordas concessões, caso fosse eleito.
serra 2O tempo passou e, por fim, Serra conseguiu entregar às petroleiras estrangeiras o que prometera, mesmo sem ter conseguido se eleger presidente.
Em fevereiro do ano passado, o Senado aprovou um projeto que mudaria drasticamente as regras de exploração do pré-sal. O texto legal extinguiu participação obrigatória da Petrobras em todos consórcios formados para aquelas reservas petrolíferas.
O projeto que entregou o pré-sal às petroleiras estrangeiras, obviamente, foi de autoria do senador José Serra (PSDB-SP).
“Esse projeto acaba com a política de controle nacional. A Petrobras deixar de ser a operadora única do pré-sal é um desastre. Nós estamos entregando a preço de banana, US$ 30 o preço do barril. Nós descobrimos o pré-sal e vamos entregar de bandeja?”, protestou, inutilmente, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).
O mais incrível é que a proposta de Serra era muito pior para os interesses do que a que foi aprovada.
O texto inicial do senador tucano não previa a prioridade da Petrobras na escolha dos blocos de exploração do pré-sal. De acordo com a redação orginal formulada por Serra, a ANP determinaria as áreas a serem leiloadas e seria aberta uma licitação para que Petrobras e demais empresas disputassem o bloco a ser explorado.
Da maneira que estava, o texto desagradava até os parlamentares mais conservadores porque retirava o protagonismo da Petrobrás na exploração do pré-sal. Diante disso, para que houvesse um entendimento entre governo e senadores favoráveis ao projeto, ficou estabelecido que a Petrobras teria preferência nas áreas cuja exploração considerasse estratégica.
Menos mal, porém não graças a Serra. Ele queria entregar tudo, dedos e anéis. Seu problema não é de coluna vertebral, é de quinta-coluna, ou seja, um grande problema de Serra, entre tantos outros, é ser um traidor capaz de entregar a nação aos tubarões internacionais em troca, obviamente, de muito mais do que aplausos…

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Mark Weisbrot: Reunião de Kerry com Serra é uma atitude podre para um Secretário de Estado dos EUA no século 21

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Reunião de Kerry com ministro interino brasileiro revela apoio ao governo ilegítimo



Em 25 de julho, 43 membros da Câmara dos Deputados dos EUA escreveram ao Secretário de Estado Kerry. A carta diz:

Escrevemos para expressar nossa profunda preocupação com os acontecimentos recentes no Brasil, que ameaçam as instituições democráticas do país. Nós também pedimos que Vossa Excelência exerça máxima cautela nas relações com as autoridades interinas do Brasil, e que se abstenha de declarações ou ações que possam ser interpretadas como apoio à campanha de impeachment lançada contra a presidenta Dilma Rousseff.

Nós acreditamos que nosso governo deve expressar forte preocupação em relação às circunstâncias que envolvem o processo de impeachment e apelamos para a proteção da democracia constitucional e do Estado de Direito no Brasil.

Na segunda-feira, o senador Bernie Sanders também expressou sua opinião, observando que, “após suspender a primeira presidenta mulher do Brasil com argumentos duvidosos, sem um mandato para governar, o novo governo interino extinguiu o Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos.” E acrescentou: “Os Estados Unidos não podem permanecer em silêncio enquanto as instituições democráticas de um de nossos mais importantes aliados são atacadas.”

É extremamente raro ver este tipo de questionamento sobre a política do governo dos Estados Unidos por membros do Congresso do mesmo partido, especialmente sobre um país tão grande e importante como o Brasil. Ao lidar com tal país, que possui um território maior do que a área continental dos Estados Unidos, com mais de 200 milhões de pessoas, e que representa a sétima maior economia do mundo, seria esperado que os parlamentares democratas não interferissem nesse tema, especialmente em um ano eleitoral.
Talvez eles tenham tomado tal decisão porque sabem que a administração de Obama estaria apoiando o impeachment. Um membro do Comitê de Relações Exteriores da Câmara me disse recentemente que este seria realmente o caso, e existem evidências de que seria verdade.

Em uma coletiva de imprensa em 3 de agosto, o porta-voz do Departamento de Estado disse que Kerry responderia à carta do Congresso. Nenhuma resposta escrita foi recebida até agora, mas Kerry pode ter enviado uma resposta não-verbal ao encontrar-se com o ministro das Relações Exteriores do governo interino, José Serra, durante sua recente viagem ao Brasil. Se esta é a sua resposta para os membros do Congresso, equivaleria a levantar o dedo do meio.

Kerry não teve a ousadia de se reunir com o presidente interino, Michel Temer. A grande maioria dos brasileiros quer que Temer renuncie, e não complete os dois anos e meio restantes do mandato presidencial que está ocupando. Mas se o Senado brasileiro votar pela condenação da presidenta Dilma Rousseff no final deste mês, ele ocuparia a presidência até 2018.

Temer nem sequer foi apresentado nos Jogos Olímpicos, falou por cerca de 10 segundos e, de acordo com o Washington Post, foi ruidosamente vaiado. Temer foi condenado por violar leis de financiamento eleitoral e está impedido de concorrer a cargos públicos por oito anos, além de estar envolvido em outros escândalos.

Ao reunir-se com Serra, e ao emitir declarações conjuntas sobre uma série de questões após essa reunião, Kerry mais uma vez mostra o apoio a um governo de legitimidade questionável.

Afinal, Serra não foi escolhido por um presidente eleito. Na verdade, pode-se fazer uma argumentação constitucional de que o presidente interino Temer — que foi vice-presidente antes do impeachment — não poderia nomear um novo ministério e mudar o rumo das políticas anteriores (não coincidentemente, composto somente por homens brancos e ricos).

A presidenta eleita não foi removida definitivamente; ela foi suspensa enquanto aguarda o resultado do julgamento no Senado. Portanto, o governo interino deveria atuar como uma administração temporária e não agir como um governo eleito, que acabara de ganhar um mandato político por uma grande maioria.
Ao reunir-se com Serra, Kerry ajuda a legitimar o que muitas pessoas no Brasil e em todo o mundo consideram um golpe de Estado das forças de direita. Ele poderia facilmente ter evitado o encontro com Serra, como evitou com Temer. Isso não seria um problema diplomático ou de protocolo. Kerry se aproximou do governo interino e gerou a impressão de que Dilma já estaria condenada pelo Senado. Na verdade, o procurador federal designado para o caso concluiu há poucas semanas que Dilma nem sequer cometeu crime.

Kerry está escolhendo um lado em uma situação política polarizada. E está escolhendo o lado formado por uma conspiração conservadora de políticos corruptos, os quais — segundo transcrições vazadas de conversas telefônicas — buscam remover a presidenta democraticamente eleita, com o propósito de se proteger de investigações e possíveis condenações criminais.

Essa é uma atitude podre para um Secretário de Estado dos EUA no século 21. Muitos brasileiros lembram o papel que Washington desempenhou no golpe militar de 1964, que levou a mais de duas décadas de uma sórdida ditadura, sob a qual o antecessor de Dilma, Lula da Silva, foi preso, e sob a qual Dilma foi torturada. No caso de alguém ter perdido o cordão umbilical da história, que conecta aquele golpe ao golpe atual, um dos deputados pró-impeachment“expressamente elogiou, no Congresso do Brasil, a ditadura militar e saudou incisivamente o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, torturador-chefe da ditadura (responsável pela tortura de Dilma).”

A resposta do governo de Obama a esse golpe também será lembrada por muito tempo e provavelmente irá afetar as relações com futuros governos brasileiros. Enquanto isso, 43 membros do Congresso dos Estados Unidos ainda esperam a resposta por escrito de John Kerry à sua carta.

Mark Weisbrot é co-diretor do Centro Pesquisa para Economia e Política em Washington, D.C., e presidente do Just Foreign Policy. Também é autor do livro “Failed: What the ‘Experts’ Got Wrong About the Global Economy” (2015, Oxford University Press). Você pode subscrever para receber seus artigos aqui.


 — SENADORES PARA RISCAREM DE SUA LISTA E NÃO VOTAREM MAIS EM TAIS FIGURAS
— SENADOR VÍDEO PARTIDO UF – COMO VOTOU
Angela Portela PT RR Não
Armando Monteiro PTB PE Não
Elmano Férrer PTB PI Não
Fátima Bezerra PT RN Não
Gleisi Hoffmann PT PR Não
Humberto Costa PT PE Não
João Capiberibe PSB AP Não
Jorge Viana PT AC Não
José Pimentel PT CE Não
Kátia Abreu PMDB TO Não
Lídice da Mata PSB BA Não
Lindbergh Farias PT RJ Não
Otto Alencar PSD BA Não
Paulo Paim PT RS Não
Paulo Rocha PT PA Não
Randolfe Rodrigues REDE AP Não
Regina Sousa PT PI Não
Roberto Muniz PP BA Não
Roberto Requião PMDB PR Não
Telmário Mota PDT RR Não
Vanessa Grazziotin PCdoB AM Não
================================
Renan Calheiros *PMDB AL Não votou
Acir Gurgacz PDT RO Sim
Aécio Neves PSDB MG Sim
Aloysio Nunes Ferreira PSDB SP Sim
Álvaro Dias PV PR Sim
Ana Amélia PP RS Sim
Antonio Anastasia PSDB MG Sim
Antonio Carlos Valadares PSB SE Sim
Ataídes Oliveira PSDB TO Sim
Benedito de Lira PP AL Sim
Cássio Cunha Lima PSDB PB Sim
Cidinho Santos PR MT Sim
Ciro Nogueira PP PI Sim
Cristovam Buarque PPS DF Sim
Dalirio Beber PSDB SC Sim
Dário Berger PMDB SC Sim
Davi Alcolumbre DEM AP Sim
Edison Lobão PMDB MA Sim
Eduardo Amorim PSC SE Sim
Eduardo Braga PMDB AM Sim
Fernando Collor PTC AL Sim
Flexa Ribeiro PSDB PA Sim
Garibaldi Alves Filho PMDB RN Sim
Eduardo Lopes PRB RJ Sim
Eunício Oliveira PMDB CE Sim
Fernando Bezerra Coelho PSB PE Sim
Gladson Cameli PP AC Sim
Hélio José PMDB DF Sim
Ivo Cassol PP RO Sim
Jader Barbalho PMDB PA Sim
João Alberto Souza PMDB MA Sim
José Agripino DEM RN Sim
José Aníbal PSDB SP Sim
José Maranhão PMDB PB Sim
José Medeiros PSD MT Sim
Lasier Martins PDT RS Sim
Lúcia Vânia PSB GO Sim
Magno Malta PR ES Sim
Marta Suplicy PMDB SP Sim
Omar Aziz PSD AM Sim
Paulo Bauer PSDB SC Sim
Pedro Chaves PSC MS Sim
Raimundo Lira PMDB PB Sim
Reguffe sem partido DF Sim
Ricardo Ferraço PSDB ES Sim
Ricardo Franco DEM SE Sim
Roberto Rocha PSB MA Sim
Romário PSB RJ Sim
Romero Jucá PMDB RR Sim
Ronaldo Caiado DEM GO Sim
Rose de Freitas PMDB ES Sim
Sérgio Petecão PSD AC Sim
Simone Tebet PMDB MS Sim
Tasso Jereissati PSDB CE Sim
Valdir Raupp PMDB RO Sim
Vicentinho Alves PR TO Sim
Waldemir Moka PMDB MS Sim
Wellington Fagundes PR MT Sim
Wilder Morais PP GO Sim
Zeze Perrella PTB MG Sim



Matéria extraída do VIOMUNDO. Lista dos Senadores golpistas, extraída do blog Cidadania,  da área de comentários.

Contra Dilma, valeu até gol de mão

REUTERS/Adriano Machado: <p>Presidente Dilma Rousseff chega para cerimônia no Palácio do Planalto 22/03/ 2016. REUTERS/Adriano Machado</p>


Paulo Moreira Leite
Considerando a já baixa credibilidade de nossos parlamentares, pode-se lamentar a maratona política realizada no Senado, que chegou as 2 e meia da madrugada desta quarta-feira.Para quem pode seguir ao menos uma parte das discussões, como fez este humilde blogueiro, foi uma noite didática, para se assistir a um espetáculo de cartas marcadas, um teatro ensaido com antecedência para se evitar debates reais e avançar o rolo compressor de uma maioria de momento, ocupada em revogar direitos e conquistas da última década e meia -- operação que passa pelo afastamento definitivo de Dilma Rousseff e pela cada vez mais complicada tentativa de dar alguma estabilidade ao governo Michel Temer.     

A longa jornada madrugada adentro foi uma celebração macabra contra a soberania do voto popular. Três dias depois das revelações contidas na delação premiada de Marcelo Odebrecht, que apontaram para as tratativas do próprio Temer para receber RS 10 milhões em dinheiro vivo e também de RS 23 milhões enviados para José Serra em contas no exterior, os aliados do golpe de março-abril conseguiram a proeza -- realmente espantosa -- de seguir a pauta dos trabalhos como se nada demais tivesse acontecido.

Mesmo assim, não foi possível impedir  momentos de indignação e denúncias que serviram para registrar até o aspecto ridículo de acusações apresentadas para incriminar a presidente. O placar final, que aprovou o parecer de Antonio Anastazia (PDSD-MB) por 59 votos a 21, mostra que a estrada para Dilma retornar ao Planalto segue muito difícil, mas não está resolvida. O Planalto atuou pesado para garantir uma votação favorável, numa marcação individual para impedir manifestações dissidentes, que a imprensa amiga fingiu não acompanhar. Foi neste ambiente que a presidente tornou-se ré. 

Ainda assim, o debate cumpriu a utilidade inegável de sublinhar incoerências que alimentam o pedido de afastamento definitivo de Dilma. Para revelar o absurdo da argumentação dos adversários da presidente eleita,  o senador Randolfe Rodrigues ( Rede-AP) foi atrás das despesas previstas por um decreto assinado para promover realocamento de verbas no interior do Ministério da Justiça.

A decisão envolveu recursos destinados a assegurar compra de equipamentos e despesas de operações da Polícia Federal, compensando cortes promovidos pelo contingenciamento de gastos realizado  depois que uma queda de receitas passou a ameaçar a previsão final de contas. "Esse decreto foi uma forma de garantir a continuidade da Lava Jato," explicou Randolfe, sublinhando a ironia da situação. Os senadores alinhados com Temer, que enchem a boca para fazer denúncias de corrupção,  pretendem punir Dilma por ter resolvido, mesmo em hora de extrema dificuldade financeira, assinar um descreto que sustentava uma operação que tem cortado sua própria carne.

O problema é que o governo fez isso dentro da lei, sem mexer no gasto total do governo, apenas com mudanças internas. Num debate sério, seria o caso de aplaudir a mudança  -- e não de condenar, ainda mais num país onde a "falta de verbas" sempre foi a desculpa favorita para autoridades que querem esconder a má vontade contra gastos que não fazem parte de suas prioridades políticas.   

Em outra intervenção instrutiva, Gleisi Hoffman (PT-PR), apontou outro decreto, que contém uma única despesa polêmica, de R$ 360 000 reais, quantia modestíssima num déficit reconhecido de R$ 116 bilhões. O questionamento, aqui, não resiste no volume dos recursos, mas em sua origem dos recursos. O decreto tratava de um excesso de arrecadação da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco, destinando os recursos para a Centrais Elétricas de Minas Gerais, a Cemig, disse Gleisi, encarando Antonio 

Anastasia, que até 2014 respondia pelo governo de Minas Gerais, principal acionista da empresa. A maioria das pessoas não sabe mas, sem dar um destino aos recursos que recebe a mais, a administração pública não tem meios legais para gastá-los.

Apenas a certeza de que se trata de um debate que é pura formalidade explica a natureza -- no melhor estilo seria cômica se não fosse trágica -- das denúncias que conseguiram sobreviver ao escrutínio dos últimos meses, realizado por quem trabalha com dados reais e não construções ideológicas. A denúncia do Plano Safra do Banco do Brasil, um dos quatro motivos atuais para o afastamento, que chegou a ser inicialmente apontado como o caso mais grave, simplesmente não fica em pé.

Para começar, não é possivel apontar a responsabilidade da presidente pelo suporte a lavoura brasileira, tarefa que cabe ao ministros da área economica e a dirigentes da própria instituição, como foi reconhecido pelo Ministério Público Federal. Em segundo lugar, não é possível confundir o suporte a agricultura com operações de crédito aos agricultores. São ações diferentes, que envolvem  quantias muito diferentes, como esclareceu Katia Abreu (PMDB-MT), ontem. A senadora apresentou números que justificam o uso do crédito agrícola ao país: aumento de 10% da área plantada e 17% na produção; elevação para 60 000 no número de máquinas agrícolas, crescimento várias vezes maior do que nos anos anteriores.

Um ponto marcante das discussões coube a Cristovam Buarque (PPS-DF). Uma semana depois de anunciar que não tinha medo de ser chamado de golpista, Cristovam  marcou um clássico gol de mão, particularmente revelador para o argumento real empregado pela bancada dos aliados do golpe de abril-maio.

O Brasil vive sob um regime político "híbrido", disse Cristovam, numa tentativa de justificar o método empregado para se afastar Dilma pela visão de que nosso sistema de governo não é o presidencialismo, como acreditaram os 67 milhões de brasileiros que votaram no plebiscito de 1993, mas uma variante do parlamentarismo, vencido por uma maioria indiscutível, de 55% contra 24% dos votos. (Trinta anos antes, um primeiro plebiscito já havia confirmado a opção presidencialista dos brasileiros, por uma margem ainda maior).

Avançando no raciocínio, Cristovam chegou a falar em "voto de desconfiança" contra a presidente, recurso que seria inteiramente legítimo se o sistema assegurasse aos parlamentares a palavra final na definição do chefe de governo. Neste caso, são avaliações de natureza política e ideológica que podem justificar uma mudança no comando do Estado. O "voto de desconfiança"  não faz sentido num sistema onde o cidadão escolhe o presidente em urna, pelo voto direto, sem a mediação de uma elite de políticos. O gol de mão reside aí. O ludibriado está sendo o eleitor, chamado a fazer o mesmo papel de bobo cumprido pelos torcedores de Argentina e Peru na Copa de 1986, quando Diego Maradona fez um gol decisivo atribuído a "Mano de Diós."

O que está em curso, no Brasil de 2016, é a aplicação de um método socialmente elitista de disputa política, muito bem demonstrado pelo historiador Luiz Felipe Alencastro numa série de estudos sobre a ideia-fixa parlamentarista do conservadorismo verde-amarelo.

O impeachment, não contém um fato jurídico, como acontecia com as denúncias de crime de responsabilidade contra Fernando Collor, em 1992. Mas é uma decorrência oportunista da relação de forças estabelecida pelas eleições de 2014, quando Dilma obteve maioria de votos e, paralelamente, a oposição a seu governo fez maioria no Congresso de Eduardo Cunha.

Não foram os erros -- inúmeros e graves -- do governo Dilma que levaram ao impeachment, mas a oportunidade política aberta a uma oposição sem escrúpulos democráticos, a ponto de acusar primeiro e procurar uma denúncia depois. Essa realidade justifica a postura de Jorge Vianna (PT-AC) ontem, ao encerrar um encaminhamento  com um apelo: "preserve  o voto do povo,"disse aos adversários

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Lava Jato tentou ocultar provas contra Serra, mas não conseguiu


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Por razões mais do que óbvias a operação Lava Jato vem sendo vista por muita gente insuspeita de ser “petista”  como um golpe político destinado única e exclusivamente a tirar o PT do poder. Afinal, as prisões sem julgamento destinadas a arrancar “delações” concentraram-se exclusivamente em pessoas ligadas ao partido ou aos governos Lula e Dilma.

O cerne da Lava Jato é – ou deveria ser – a relação de governos de todos os níveis e políticos e partidos de todas as tendências com grandes grupos econômicos, mas vinha se concentrado exclusivamente na relação de empreiteiras com a Petrobrás, o que limitava as investigações e denúncias a petistas e pessoas ou grupos ligados ao PT e aos governos Lula e Dilma.

Contudo, qualquer pessoa com uma réstia de honestidade intelectual reconhece que é preciso ser muito malandro para afirmar que só o PT ou os governos petistas podem ter mantido relações impróprias com empreiteiras e demais grupos econômicos. E que as doações eleitorais dessas empresas ao PT são sujas e ao PSDB ou a qualquer outro partido são limpas.

Nas eleições de 2014, as campanhas de Dilma e Aécio custaram, cada uma, cerca de 500 milhões de reais. As mesmas grandes empresas doaram fortunas às duas campanhas. Essas empresas têm interesses no governo federal, mas também nos governos estaduais e municipais. Ora, será que só mantinham relações impróprias com o governo federal?

É óbvio que, mesmo admitindo-se que Dilma ou os titulares dos governos estaduais do PSDB (entre outros) não soubessem que membros desses governos estavam fazendo negociatas com empreiteiras (por exemplo), ninguém acredita que só após o PT chegar ao poder houve corrupção no governo federal ou nas empresas que ele controla.

Porém, por incrível que pareça, você vai ler nos comentários deste post – ou em qualquer post anterior – pessoas dizendo que só existe corrupção no PT.

A Lava Jato, nos últimos dois anos e tanto, reforçou essa premissa maluca ao se concentrar exclusivamente nas relações de uma Odebrecht, por exemplo, com o governo federal e com o PT ou grupos ligados ao PT.
Com efeito, o PMDB só está na Lava Jato pela aliança que manteve com o PT na última década e pouco. O PSDB, por exemplo, cujas relações com a Odebrecht são muito mais antigas e profundas que as do PT, e que em Estados como São Paulo e Minas Gerais fez negócios para lá de “esquisitos” com TODAS as empreiteiras investigadas, vinha ficando de fora de qualquer incômodo pela Lava Jato.

E a postura do grande símbolo da operação, o juiz federal Sergio Moro, pouco ajuda a afastar as suspeitas de natureza político-partidária da Lava Jato. Na última segunda-feira (8), por exemplo, Moro chegou ao cúmulo de almoçar em público, em um restaurante, com um grupo de artistas e movimentos antipetistas que pregam a teoria de que só há corrupção no PT.

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Contudo, se a operação pilotada por Sergio Moro tentou livrar a cara dos tucanos, a pressão sobre o herdeiro Marcelo Odebrecht, preso há mais de ano, resultou em mais do que o juiz do antipetismo poderia esperar.

As ligações do senador José Serra com a Lava Jato foram escancaradas no relatório divulgado em julho do ano passado sobre as mensagens capturadas no celular do então presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht.

O relatório da PF identificara as iniciais do vice-presidente Michel Temer, do governador de São Paulo Geraldo Alckmin, mas colocou uma tarja preta na identificação da sigla JS. Como o nome de Serra constava no relatório inicial da perícia, conclui-se que os filtros da Lava Jato haviam tentado blindar o 
senador tucano.

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A Lava Jato atribuiu as tarjas a preservação de nomes de políticos com foro privilegiado, mas não explicou por que o nome de Geraldo Alckmin apareceu e o de JS (José Serra) não.

Porém, o escândalo causado pela descoberta em 2015 de que a Serra estava envolvido com Marcelo Odebrecht tornou-se incontrolável. A passo de tartaruga, setores republicanos da PF e do Ministério Público chegaram a ameaçar pôr a boca no trombone se a Lava Jato abafasse as evidências e as provas contra tucanos e peemedebês ligados ao golpe contra Dilma.

Nos últimos dias, surgiram versões de que a divulgação pela Folha de São Paulo de que Serra sofrerá delação da Odebrecht se trataria de uma manobra destinada a construir uma aparência de isenção da Lava Jato na véspera da votação do impeachment de Dilma pelo Senado.

Vários leitores postaram comentários neste blog abordando essa teoria. Contudo, não faz sentido.
Em primeiro lugar, porque, à exceção da Folha, o resto da mídia abafou a notícia de que executivos da Odebrecht – e, especula-se, o próprio Marcelo – acusam Serra de receber 34 milhões de reais em propina (em valores atualizados). O Jornal Nacional e o resto da mídia esconderam a notícia. Só a Folha deu destaque.

Ora, que plano é esse para conferir aparência de isenção à Lava Jato se a mídia, que deveria fazer esse plano funcionar, ocultou a denúncia? Tudo bem que a Folha deu destaque, mas sem sair no Jornal Nacional essa denúncia não se espalha e seu suposto objetivo não se materializa.

Seja como for, o fato é que demorou mais de ano para as investigações sobre as anotações no celular de Marcelo Odebrecht chegarem a algum lugar. Contudo, estão chegando. E elas não atingem apenas José Serra. O próprio Michel Temer está exposto. Geraldo Alckmin, Aécio Neves, enfim, todos aqueles caras-de-pau que chegaram ao ponto de acusar petistas de corrupção.

Para que tudo isso não pare, porém, é preciso divulgar ao máximo que os tucanos e peemedebês pseudo moralistas foram flagrados com a boca na botija da corrupção. O aparecimento de envolvimento deles com corrupção é o que os está derrubando nas pesquisas. O povo já está sacando como são caras-de-pau

domingo, 7 de agosto de 2016

Por muito menos que Serra Lula está sendo linchado

tucanos capa
 EDUGUIM

As matérias contra Lula publicadas no núcleo duro da imprensa antipetista (Globo, Folha, Estadão e Veja) não cessam um só dia. De segunda a segunda há algum factoide contra ele sendo divulgado. Um dos investigadores opinou contra o ex-presidente? Vira manchete de primeira página e “prova definitiva e incontrastável” de que ele é “culpado”.

A rigor, porém, o que pesa contra Lula é muito, muito, mas muito menos do que pesa contra tucanos e peemedebês de alto escalão – leia-se Aécio Neves, José Serra ou Michel Temer.

Lula é investigado porque suspeitam que obra que a construtora OAS fez em um tríplex no Guarujá foi feita para beneficiá-lo, porque o imóvel seria seu, e porque suspeitam, sem nenhuma prova para amparar a suspeita, que um sítio em Atibaia (SP) teria sido reformado pelas construtoras OAS e Odebrecht também para beneficiar o ex-presidente.

Lula também é investigado porque empreiteiras teriam contratado suas palestras e feito doações para o instituto que leva seu nome, assim como contrataram palestras e fizeram doações ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, quem, no entanto, não é investigado, apesar de que, desde o finzinho de seu governo (2002), começou a receber enormes doações de empreiteiras e bancos, sem jamais ter sido incomodado.

Matéria abaixo, publicada em 2004 pela Folha de São Paulo, mostra como o candidato a prefeito de São Paulo João Dória Jr. liderava esquema de doações para o ex-presidente pouco tempo após ele ter deixado o cargo.
tucanos 1
O que pesa contra Lula, porém, são meras suposições. Procuradores do Ministério Público e delegados da Polícia Federal encasquetaram que o sítio em Atibaia e o apartamento no Guarujá devem ser dele e isso, sob meros indícios, passou a ser tratado como prova inquestionável pela mídia, que trata o ex-presidente como condenado com culpa provada.

Neste domingo, porém, a Folha de São Paulo publicou com grande destaque denúncia contra um dos políticos mais blindados do país pela mídia – talvez mais até do que Fernando Henrique Cardoso.

tucanos 2

Em primeiro lugar, é bom comentar que nenhum outro grande jornal divulgou esse fato e que é mais fácil Lula ser defendido pela Veja do que o Jornal Nacional divulgar que o “honestíssimo” Serra foi NOVAMENTE denunciado por corrupção – sim, novamente, porque não é a primeira vez.

Antes de prosseguir, porém, vamos combinar que chega a ser ridícula a teoria da mídia e da militância antipetistas de que os dinheiros que petistas receberam de empreiteiras são sujos e os dinheiros que tucanos receberam das mesmas empreiteiras são limpinhos e cheirosos.

Peguemos só o caso da denúncia da Odebrecht contra Serra. O antipetismo fanático afirma que é verossímil que ela tenha doado a Lula ilegalmente porque tinha negócios com a Petrobrás, investigada por corrupção de seus gestores. Ora, mas a mesma Odebrecht também doou a Serra, entre outros tucanos, e tinha negócios com o metrô ou com o Rodoanel de São Paulo, igualmente investigados por corrupção de seus gestores.

Por que, então, você não vê um massacre de um Aécio Neves, de um José Serra ou de um Michel Temer, todos acusados por delatores da Lava Jato? Simples: trata-se de escolha jornalística – ou melhor, “jornalística”.

Aécio Neves, por exemplo, foi citado CINCO vezes por delatores da Lava Jato, como tendo recebido propina. O Senador foi acusado de receber propina em Furnas e de manipular dados do Banco Rural para esconder o mensalão do PSDB.

O doleiro Alberto Youssef disse ter ouvido do ex-deputado José Janene (PP) que Aécio dividiria uma diretoria de Furnas com o PP e que sua irmã faria uma arrecadação de recursos junto à estatal. Isso teria acontecido entre 1996 e 2000.

Em 3 de fevereiro de 2015, o lobista Fernando Moura também disse que Aécio recebia propina de Furnas. E apresentou documentos.
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Em julho de 2015, o entregador de valores Carlos Alexandre de Souza Rocha relatou ter ouvido que Aécio era “o mais chato” na cobrança de propina junto à empreiteira UTC.

O ex-senador Delcídio do Amaral também afirmou que Aécio recebia “pagamentos ilícitos” de Furnas e o ex-diretor da estatal Dimas Toledo foi o grande delator do esquema que pilotava e que envolvia o tucano.

É bem mais do que há contra Lula, que é suspeito simplesmente porque investigadores do MP e da PF ACHAM que os imóveis em questão seriam dele.

No caso de Serra, aliás, a denúncia divulgada pela Folha neste domingo nem é nova. No começo do mês passado, um colunista de O Globo já antecipara que Serra é suspeito de ter recebido propinas de empreiteiras

Em junho, outro dono de empreiteira, além da Odebrechet, citou Serra por receber doações eleitorais via caixa 2 e por ter recebido propinas referente à interminável obra do Rodoanel, quando o tucano governava o Estado de São Paulo: Leo Pinheiro, da OAS.

Os indícios mais fortes contra Serra, na verdade, começaram a surgir no ano passado. Um relatório da Polícia Federal sobre supostos beneficiários de propinas identificou as iniciais do então vice-presidente, Michel Temer, do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, mas colocou uma tarja preta na identificação da sigla JS (José Serra). Depois ficou o dito pelo não dito.

Os indícios contra Serra e Aécio, portanto, são muito mais impactantes e concretos do que os que existem contra Lula, mas, curiosamente, nenhum dos dois está sendo investigado da mesma forma, com o mesmo espalhafato.

A denúncia que a Folha dominical divulgou na primeira página poderia ter sido dada por todos os jornais muito antes e com igual destaque devido à importância do acusado (Serra).

Não é novidade que Marcelo Odebrecht incriminou Serra. A Folha divulgou essa denúncia com destaque só agora apenas porque sabe que, nas próximas semanas, a coisa pode esquentar para o tucano, de modo que o jornal sai na frente diante do inevitável, enquanto que a concorrência (Estadão, Globo e Veja) pretende segurar as informações enquanto for humanamente possível.

Se pesasse contra Lula a quantidade de indícios e até provas documentadas que pesam contra Serra e Aécio, a mídia estaria pedindo o linchamento físico do ex-presidente em editoriais de primeira página. É por isso que todas essas acusações contra tucanos vão terminar sendo abafadas como tantas outras. É é por isso que as acusações contra petistas não podem ser levadas a sério.

Odebrecht implode Temer com entrega de R$ 10 milhões em dinheiro vivo


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O governo provisório de Michel Temer está chegando ao fim; além da pesquisa Vox Populi que revelou que apenas 17% dos brasileiros querem que ele fique até 2018 e da vaia de 105 decibéis registrada na abertura da Rio 2016, ele foi um dos principais nomes delatados por Marcelo Odebrecht em sua colaboração premiada; Marcelo revelou que, após uma reunião no Palácio do Jaburu, Temer, como vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, pediu uma ajuda extra ao partido, que foi entregue em dinheiro vivo: nada menos que R$ 10 milhões, dos quais R$ 4 milhões teriam sido entregues a Eliseu Padilha, braço direito do interino; o restante foi doado ao caixa dois de outros candidatos 


247 – O governo provisório de Michel Temer está chegando ao fim. Motivo 1: uma pesquisa Vox Populi, divulgada no sábado pela revista Carta Capital, revelou que 79% dos brasileiros defendem sua saída (leia aqui). Motivo dois: Temer recebeu ontem, na abertura da Rio 2016, uma das maiores vaias da história, que atingiu 105 decibéis, mesmo tendo pedido para não ser citado na nominata das autoridades presentes (leia aqui). Motivo três, e mais importante: o interino é um dos principais personagens da delação premiada de Marcelo Odebrecht, maior empreiteiro do País, que começou a ser feita na última quinta-feira.

De acordo com reportagem de Daniel Pereira (leia aqui), Temer, na condição de vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, promoveu um jantar com Marcelo Odebrecht, em que pediu ajuda extra para os candidatos do partido. Marcelo concordou e doou nada menos R$ 10 milhões, via caixa dois, em dinheiro vivo.

Desta montanha de dinheiro, R$ 4 milhões foram entregues ao braço direito de Temer, Eliseu Padilha, que é o atual chefe da Casa Civil. O restante foi doado a outras candidaturas, como a de Paulo Skaf, presidente da Fiesp, que concorreu ao governo de São Paulo, em 2014.

Em nota, o interino confirmou o jantar, mas disse que ele e o empresário conversaram “sobre auxílio financeiro da construtora Odebrecht a campanhas eleitorais do PMDB, em absoluto acordo com a legislação eleitoral em vigor e conforme foi depois declarado ao Tribunal Superior Eleitoral”.

Em 2014, a Odebrecht repassou R$ 11,3 milhões ao PMDB, mas Marcelo pretende provar que, além desses recursos, também doou outros R$ 10 milhões, via caixa dois, ao partido.

Eliseu Padilha também confirmou a negociação. “Lembro que Marcelo Odebrecht ficou de analisar a possibilidade de aportar contribuições de campanha para a conta do PMDB, então presidido pelo presidente Michel Temer”, afirmou.

Além de Marcelo, outros 50 executivos da empreiteira farão delações premiadas – o que deve implodir todo o sistema político brasileiro.



Odebrecht abate Serra: caixa dois de R$ 23 mi e corrupção internacional


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Além do pedido de ajuda feito por Michel Temer em pleno Jaburu, que resultou num caixa dois de R$ 10 milhões em dinheiro vivo para o PMDB, a Odebrecht também delatou o chanceler interino José Serra; de acordo com o depoimento de Marcelo Odebrecht, ele recebeu R$ 23 milhões, via caixa dois, em sua campanha presidencial de 2010; parte dos recursos, que, corrigidos pela inflação, hoje equivaleriam a R$ 34,5 milhões, foi paga no exterior, o que, em tese, poderia levar à cassação do registro do PSDB; Odebrecht também apontou corrupção no Rodoanel e supostos intermediários de Serra na arrecadação de propinas; o chanceler interino nega irregularidades 

247 – Além de destruir o governo provisório de Michel Temer, ao delatar que o interino pediu ajuda para o PMDB que se materializou num caixa dois de R$ 10 milhões em dinheiro vivo (leia aqui), a Odebrecht também abateu o chanceler interino José Serra e pode ter aniquilado seu sonho de chegar à presidência da República.

Em sua delação premiada, Marcelo Odebrecht, preso há mais de um ano, relatou que Serra recebeu R$ 23 milhões, via caixa dois, em sua campanha presidencial de 2010, segundo reportagem da jornalista Bela Megale que foi a Curitiba recolher as informações.

Parte dos recursos, que, corrigidos pela inflação, hoje equivaleriam a R$ 34,5 milhões, foi paga no exterior, o que, em tese, poderia levar à cassação do registro do PSDB.

Além disso, as doações também podem ser decorrentes de propina e desvios de recursos públicos da Dersa, uma estatal paulista, uma vez que a Odebrecht também apontou corrupção na construção do Rodoanel e supostos intermediários de Serra na arrecadação de propinas.

O chanceler interino nega irregularidades e diz que sua campanha transcorreu dentro da legalidade. No entanto, a Odebrecht pretende apresentar recibos de pagamentos feitos no exterior e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não terá alternativa a não ser denunciar Serra.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Brasil e Estados Unidos podem reativar acordo sobre a Base de Alcântara

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Um dos assuntos tratados em recente reunião entre o chanceler José Serra e o embaixador brasileiro em Washington, Sergio Amaral, ex-ministro de FHC, foi a retomada das negociações com os Estados Unidos sobre o uso, pelos americanos, da base de lançamento de foguetes de Alcântara (MA). O acordo firmado por FHC no ano 2000, que conferia amplos poderes aos “locadores”, foi denunciado como entreguista e lesivo à soberania nacional pelo então deputado, que era o relator da matéria na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional. Seu parecer alterou fundamentalmente o texto. Chegando ao governo, o ex-presidente Lula retirou o acordo do Congresso e deu o assunto por encerrado. A volta do assunto à agenda bilateral, sob Temer e Serra, preocupa inclusive setores militares que temem novas cláusulas atentatórias à soberania nacional sobre a base.

Por sua localização privilegiada, na linha do Equador, a base brasileira é atraente porque, segundo especialistas, reduz em até 30% o custo de um lançamento. O Brasil deve explorar este ativo através da locação das instalações a diferentes países, para obter recursos inclusive para desenvolver seu programa espacial. Entre os clientes, pode ter os Estados Unidos mas não submeter-se às suas exigências ao ponto de perder outros negócios e a própria autoridade sobre a base.

História

O acordo firmado por FHC no ano 2000 provocou reações de militares e setores nacionalistas. Ele na prática criava um enclave americano em nosso país, ao abdicar de controles e prerrogativas de dono das instalações, através de cláusulas denunciadas por Waldir e alteradas em seu parecer.

Uma delas impedia autoridades brasileiras de abrir os contêineres lacrados, transportados em território nacional, contendo veículos de lançamento, espaçonaves e equipamentos afins. O texto de Waldir tornou esta prática permitida, desde  que realizada no interior da Base de Alcântara e na presença de autoridades americanas e brasileiras. Caiu também a proibição, prevista no texto original, para o Brasil fotografar ou filmar satélites, foguetes ou partes desprendidas destes objetos que venham a cair em solo nacional. Waldir acrescentou uma ressalva, segundo a qual o registro poderia ser feito, desde que previamente autorizado pelos norte-americanos. Ele suprimiu também a previsão de que caberia aos norte-americanos a expedição de crachás para que brasileiros circulassem na área de lançamento de foguetes da base. Eliminou ainda a restrição sobre a aplicação dos recursos obtidos com o aluguel da base aos americanos, já que o texto anterior proibia que fossem destinados a projetos de desenvolvimento de tecnologia. E, mais importante, Waldir acabou com o impedimento de que o Brasil fizesse acordos com países que sofram restrições dos Estados Unidos, como era, naquele momento, o caso do Iraque, do Sudão e de Cuba, e que alugasse a base para o lançamento de mísseis por países que os EUA consideravam inconvenientes. Isso impediria, por exemplo, acordos com a China.

Com a chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva  ao governo, em 2003, Waldir tornou-se ministro da Defesa e recomendou a desistência do acordo, que foi retirado do Congresso. O chanceler Celso Amorim comunicou aos Estados Unidos que o assunto estava encerrado. Ainda em  2003, Lula fechou um acordo com a Ucrânia para desenvolvimento de foguete, o Cyclone-4. Uma empresa binacional, a Alcântara Cyclone Space (ACS), foi fundada, mas até hoje não teve grandes resultados. 

Os Estados Unidos, entretanto, nunca perderam seu interesse por um acordo que lhes permita utilizar a Base de Alcântara. Mesmo no governo Dilma, o assunto chegou a entrar na agenda em 2013 mas, com as revelações de Snowden sobre a espionagem da NSA sobre Dilma, Petrobrás e autoridades brasileiras, as relações esfriaram e o assunto morreu.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Os espertos que querem “defender” a Petrobras entregando o pré-sal

abutre
A temporada dos carniceiros do Brasil está no auge.
Apenas cinco anos depois da sua instituição, por uma iniciativa de JoséChevron Serra, pretende-se acabar com a garantia de que, no mínimo, 30% do petróleo do pré-sal será concedido à Petrobras, que é a operadora única destas jazidas, a partir da nova lei.
O pretexto, tão bonzinho, é aliviar a Petrobras de altos investimentos na exploração do pré-sal, que é dinheiro garantido e muito e que não tem uma petroleira do mundo que não desejasse ter.
O PMDB sentiu rápido a oportunidade e articula um entreguismo que dê menos na cara que o de Serra.
Criou uma nova versão do crime de lesa-pátria, que Renan Calheiros pretende colocar em votação até o final do mês, para aproveitar-se da fraqueza parlamentar do Governo.
Diz que a Petrobras terá o direito aos 30%, mas pode “abrir mão” dele.
Ou seja, um governo servil poderá fazer a empresa dizer “não quero não, muito obrigado” quando se for outorgar a exploração de bilhões de barris de petróleo.
Imaginem a Shell ou a Exxon lá no Iraque dizendo “quero não, moço” aos poços de petróleo.
Os rapinantes daqui agem rápido e sem pudor. Sabem que agora é a hora, porque é impensável que este país possa continuar a ter sua pauta política comandada pela sem-vergonhice.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Cuidado com as pesquisas do Sensus O Sensus é do Aécio ! O Cerra voltou !



Não bastasse o duopólio Golpista do Globope e do Datafalha, essa eleição de 2014 será mais suja que a de 2002.

Em 2002, depois de abater em pleno voo a candidatura de Roseana Sarney – com a ajuda do Ministério Público do Avelar, da Polícia Federal do Itagiba, da Globo da revista Época, e do Presidente de então, Fernando Henrique Cardoso (leia “em tempo”) – o Padim Pade Cerra abateu a candidatura de Ciro Gomes com um Globope fajuto.

Fez circular uma pseudo pesquisa do Globope para mostrar que tinha ultrapassado Ciro.

Mentira.

A pesquisa era fajuta, segundo o próprio dono do Globope, o notável analista político Augusto Montenegro.

Uma vez, o Brizola disse a seu candidato a vice, Fernando Lyra, que era impossível ganhar uma eleição no Brasil, com a sociedade Globo-Globope.

Agora se fala de uma próxima pesquisa do Instituto Sensus que mostrará a vertiginosa ascensão do Aécio e a queda fulgurante da Dilma.

Só tem um problema: o Sensus trabalha para o Aécio.

“Já o Sensus, que está neste ano na campanha de Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República …”, diz Eduardo Belo, no caderno de fim de semana do Valor, o PiG (*) cheiroso, na reportagem “A era da incerteza”.

Portanto, a inclinação partidária, eleitoral do Sensus é ainda mais clara, direta, que o Globope e o Datafalha, sub-produtos de duas instituições que militam no Golpe contra governos trabalhistas – qualquer um, de Vargas a Jango, Brizola, Lula e Dilma.

E, como diz o Marcos Coimbra, da Vox Populi, só um país infra-democratico como o Brasil se deixa enganar por institutos de pesquisa de opinião.

Note bem , amigo navegante, uma palavrinha sobre esses últimos “levantamentos” de opinião pública que o PiG identifica como  a “queda inexorável da Dilma”.

Os Datafalhas e inúmeros Globopes mostram a mesma coisa.

Margem de erro pra lá, margem de erro pra cá – porque “margem de erro” no Brasil tem a flexibilidade de busto de assistente de palco:  aumenta e diminui a cada sessão de silicone – constata-se o seguinte.

Dilma caiu um ponto.

So que o PiG faz uma conta de somar: ela perdeu “X”no Globope + “Y” no Datafalha; mais “Z” no InSensus = – 75.

Dilma tem menos 75 !

É a aritmética do Golpe !

Em tempo: a participação do Governo Fernando Henrique no desmanche da candidatura Roseana, em 2002, está fartamente documentada no livro de Saulo Ramos, “Código da Vida”, Planeta, São Paulo, 2007, pág 415 e seguintes. Cerra e o Príncipe da Privataria jamais o interpelaram judicialmente.

Ao contrário: numa manhã de sábado, no Shopping Iguatemi, Saulo contou ao ansioso blogueiro que tinha até recebido carinhoso telefonema do Cerra pelo último aniversário…

O Ciro conhece profundamente a alma dos tucanos de São Paulo …

Em tempo2: o Presidente Sarney disse a uma colonista (**)  Ilustre da Folha (***) que Fernando Henrique recebeu no Palácio do Alvorada um fax do agente da PF na hora em que “estourou” o escritório do marido de Roseana. Dizia apenas a frase “missão cumprida”. Ela talvez não se lembre disso, mas o Sarney, o Cerra e o FH se lembram… E o ansioso blogueiro, também.

Hoje, a Ilustre se dedica a botar lenha na fogueira do “volta Lula”.

Uma questão de hábito …


Clique aqui para ler “Mino: Genoino preso e Dantas solto !​”


Paulo Henrique Amorim



(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(***) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Serra ganha blindagem da mídia e denúncia contra si pode ser engavetada

Ano passado, uma suposta entrevista do já “mitológico” Marcos Valério à revista Veja ganhou a capa da publicação e espalhou-se por todos os jornais, telejornais e grandes portais de internet. O personagem central dos mensalões do PT e do PSDB teria acusado o ex-presidente Lula de ter se reunido consigo e de saber de todos os fatos que geraram o escândalo petista.
A suposta denúncia de Valério gerou abertura de inquérito contra Lula no Ministério Público Federal de Brasília e foi tratada pela mídia como grande escândalo durante semanas, até que, mais recentemente, o mesmo Valério supostamente retrocedeu das supostas acusações.
O que pesava contra Lula – se é que pesava – não chegava aos pés da denúncia que o ex-ministro, ex-governador e candidato a presidente duas vezes José Serra sofreu na última quarta-feira do procurador de Justiça do Ministério Público Estadual de São Paulo Marcelo Milani, quem afirma ter evidências de envolvimento direto do tucano no escândalo envolvendo a multinacional Siemens e várias outras empresas fornecedoras de trens para a CPTM em 2008.
É extremamente grave a denúncia contra Serra por ter sido feita por um dos delatores do esquema de corrupção, o ex-diretor da Siemens Nelson Branco Marchetti, quem afirma que sofreu pressões do então governador de São Paulo (2008) durante evento na Holanda para que não denunciasse que a concorrente de sua empresa, a espanhola CAF, vencera uma concorrência para fornecimento/reforma de trens da CPTM com preços 15% mais altos.
Não é só. Segundo Milani, Marchetti afirma que, “No edital [da concorrência que a CAF venceu], havia a exigência de um capital social integralizado que a CAF não possuía. Mesmo assim, o então governador (José Serra) e seus secretários fizeram de tudo para defender a CAF”.
Apesar da gravidade dos fatos, o único veículo da grande mídia que noticiou o caso foi o Jornal O Estado de São Paulo, em matéria dos repórteres Fausto Macedo e Bruno Ribeiro. A matéria foi parar nos pés de páginas das homes de grandes portais como o UOL, sem qualquer destaque.
Nos telejornais, porém, à diferença do que ocorreu com a denúncia contra Lula no ano passado, não apareceu nada. Nem uma notinha rápida, absolutamente nada. E a denúncia estourou na quarta-feira.
A blindagem da mídia em relação ao escândalo, porém, é só um dos fatores que sugerem que esse caso pode se tornar apenas mais um dos incontáveis escândalos envolvendo o PSDB paulista que acabaram esquecidos por falta de interesse do Ministério Público Estadual e dos grandes meios de comunicação, com a providencial mãozinha da Assembleia Legislativa paulista, que abafou mais de uma centena de CPIs contra o governo do Estado.
O que ocorre é que a Lei Orgânica do MP paulista prevê que cabe exclusivamente ao procurador-geral do órgão investigar um ex-governador. Diante disso, o procurador Milani oficiou ao procurador-geral do MP paulista, Márcio Elias Rosa, para que investigue Serra.
O grande problema é que Rosa tem um histórico que sugere que não deverá se empenhar muito – para não dizer nada – nessa investigação que lhe está sendo delegada pela Lei Orgânica do MP paulista.
À diferença do que fizeram o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff, que sempre nomearam para o cargo de procurador-geral da República o primeiro colocado da lista tríplice que os membros do Ministério Público Federal encaminham ao presidente da República em exercício com os três nomes mais votados para esse cargo, o governador Geraldo Alckmin, em 2012, nomeou o segundo colocado da lista que recebeu do MP, ou seja, Marcio Elias Rosa.
Alckmin apenas seguiu a tradição tucana de nunca nomear um procurador-geral que não fosse da mais estrita “confiança” de quem nomeou. Foi assim com Fernando Henrique Cardoso, que durante seus oito anos de governo teve um único procurador-geral da República enquanto que Lula teve quatro em oito anos e Dilma, dois em três anos e tanto de seu governo.
Obviamente que Alckmin teve boas razões (para si e os seus) para nomear Rosa, o segundo colocado da lista tríplice que recebeu dos membros do Ministério Público Estadual. Alguém suspeita de qual seja essa razão? Obviamente que não foi por achar que seria mais rigoroso com o seu governo. Tudo isso, pois, sugere que Rosa irá engavetar a investigação contra Serra.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

"HÁ INDÍCIOS DA AÇÃO DE JOSÉ SERRA NO CARTEL"