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terça-feira, 9 de agosto de 2011

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ, NOVOS RADARES PARA FORÇA AÉREA AMERICANA.

UFC produz radar com Estados Unidos

Projeto da antena (Foto: Antoninho Perri)
Sugestão: Wi
Chefe de pesquisas da Força Aérea Americana, Brett Pokines, visita laboratório da Universidade Federal
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Publicado em 6 de agosto de 2011
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Locem está produzindo um novo radar, de nova geometria, que pode suportar altas temperaturas
A parceria entre o Laboratório de Telecomunicações e Ciência e Engenharia de Materiais (Locem), da Universidade Federal do Ceará (UFC), e a Força Aérea Americana (Usaf) vem rendendo pesquisas importantes na área de tecnologia de micro-ondas. Devido aos grandes resultados o chefe de pesquisas da Usaf, Brett Pokines, visitou, ontem, as instalações da Universidade e anunciou a renovação do contrato da parceria por mais três anos.
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Durante a visita, Pokines proferiu palestra, no auditório do Locem, sobre as atividades do Departamento da Usaf para Pesquisa Científica e também apresentou as principais linhas de pesquisa que interessam a Força Aérea Americana.
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Além disso, ele, como responsável pelas pesquisas da Usaf, procurou saber sobre o andamento dos trabalhos realizados em parceria com a UFC. “Nosso objetivo é financiar grandes ideias, mesmo que sejam fora dos Estados Unidos”, disse.
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Pokines destacou os excelentes resultados obtidos nos seis anos de pesquisas em parceria com o Locem, pois até agora todos as metas foram alcançadas. “Já fechamos muitos desenvolvimentos. Agora, nosso objetivo é finalizar um grande projeto”, explicou.
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Para o coordenador e pesquisador do Locem, Antonio Sergio Bezerra Sombra, a visita do chefe de pesquisas da Usaf é importante pois eles podem acompanhar de perto as formas de trabalho dos americanos. “A renovação do contrato demonstra que o nosso trabalho está sendo muito bem feito”.
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Hoje, a principal pesquisa feita pela parceria é a continuação de um radar com nova geometria, que poderá acompanhar alvos e será para uso das forças armadas.
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Segundo o coordenador e pesquisador do Locem, o radar com nova geometria pode suportar altas temperaturas, pois é feita com cerâmica e por isso é perfeito para ser utilizado em foguetes, diferente dos radares feitos de metal. “Aqui no laboratório, nós fabricamos, testamos e também fornecemos as antenas”, comentou.
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O Locem é o único local no Brasil a fabricar esse tipo de cerâmica. Ao todo, um grupo de 35 estudantes de Doutorado e Mestrado fazem as pesquisas de criação do novo tipo de radar.
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Complementando a matéria
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Os pesquisadores que desenvolveram a antena, dispositivo complexo e fundamental do radar Saber M60, são do grupo do professor Hugo Enrique Hernández Figueroa, do Departamento de Microondas e Óptica (DMO) da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC).
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O professor acrescenta que o projeto da Orbisat já envolve grupos de pesquisa de outras instituições, como na fabricação de filtros com o uso de materiais desenvolvidos pelo grupo do professor Sérgio Sombra, da Universidade Federal do Ceará. “São cerâmicas de alta permissividade e baixas perdas que permitem a miniaturização de alguns dispositivos, além de serem materiais extremamente estratégicos em termos comerciais e com várias vantagens tecnológicas”.
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Salvação – O engenheiro João Moreira afirma que filtros produzidos com esta cerâmica representam uma solução de vida ou morte para a empresa. “Nós compramos filtros dos Estados Unidos, mas eles proíbem sua utilização para fins de defesa. Concordaram em nos fornecer para fins experimentais, mas deverão suspender a autorização para exportação no futuro próximo, quando nossos radares forem produzidos em escala”.
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A cerâmica do Ceará, acrescenta Moreira, apresenta uma perda de 15% a 20% no sinal, quando na americana ela chega a 50%, o que implica diretamente na potência do transmissor. “Vamos conseguir um filtro leve, muito melhor e duas ordens de grandeza mais barato: a caixa de filtros importados custa 30 mil reais e podemos obtê-la por 300 ou 400 reais”.
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O professor Hugo Figueroa adianta que o seu departamento e a Orbisat mantêm conversações para que a parceria se estenda à divisão de engenharia de eletrônica de consumo. “Podemos encontrar soluções nacionais também para este setor.”