Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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sexta-feira, 11 de março de 2016

Crise política que afunda a economia e a democracia custou 20 centavos

cretinos
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O país chegou a um ponto que era inimaginável até junho de 2013. Em breve, completar-se-ão três anos desde que um grupo de moleques de todas as idades biológicas – mas todos com a mesma idade mental – decidiu incendiar o Brasil por 20 centavos.
Escrevo isto após ler o bilionézimo texto dizendo que ainda não entendemos as “jornadas de junho” de 2013. Fenômeno que, ao que se saiba, ninguém entendeu, à exceção de alguns luminares que até hoje não conseguiram nos explicar nada.
Naquele ano, a economia, os salários e o nível de emprego estavam crescendo com força. O governo dispunha de “governabilidade” para manter a economia funcionando a contento. Dilma tinha mais de 60% de aprovação. E a vida de todos melhorava ano após ano.
De junho de 2013 para cá, o país começou a afundar de todas as formas. Em 30 dias, o Brasil deixou de ser uma promessa e para se transformar em um pesadelo no qual fascistas começaram a se levantar de suas tumbas e nada mais deu certo por aqui.
Hordas de doidos saíram à rua incendiando e depredando tudo que viam pela frente por não aceitarem um mísero aumento de alguns poucos centavos no preço das passagens de ônibus e metrô dos paulistanos.
Em questão de semanas, Dilma, Lula e o PT passaram a ser odiados como por mágica. As ações desses grupelhos com cérebros de 15 anos semearam a ascensão de uma direita hidrófoba cujo objetivo era pisotear a democracia. E esse objetivo foi atingido.
Hoje, passados três anos, o Brasil já não é uma democracia. A Operação Lava Jato tem nítido víés político. Persegue políticos de um só lado, ignora evidências e até provas contra o outro, persegue pessoas por suas convicções políticas.
Nas ruas, hordas fascistas caçam pessoas que tenham orientação ideológica que a mídia conseguiu tornar “proibidas”. Empresas fazem seleções ideológicas e perseguem ou até demitem acusados de terem opiniões políticas que foram sumariamente criminalizadas.
Se isso não é uma ditadura, não sei o que é uma ditadura.
Eu mesmo estou sendo alvo de uma armação da polícia política que junho de 2013 pariu. Não que esteja surpreso. Nos últimos nove anos, incomodei muito a direita e os barões da mídia.
Em 2007, quando o ministro do STF Ricardo Lewandowski disse que aquela Corte tinha aceitado processar José Dirceu porque a mídia lhe pôs a “faca na pescoço”, através deste Blog coloquei 300 pessoas para protestar diante da Folha de São Paulo contra a parcialidade midiática.
Em 2008, quando a mídia provocou mortes ao alardear que havia um surto de febre amarela urbana no país, o que levou pessoas a se sobre vacinarem, consegui abrir uma investigação no Ministério Público que fez Globos, Folhas, Vejas e Estadões gastarem muito dinheiro com advogados.
Em 2009, quando a Folha de São Paulo disse, em editorial, que a ditadura militar brasileira foi uma “ditabranda” porque matou “pouca gente”, através do Blog, de novo, coloquei 500 pessoas diante do jornal para protestar contra essa revisão histórica absurda.
Em 2010, usei o Blog e o apoio dos leitores para abrir na Polícia Federal uma investigação dos institutos de pesquisa Ibope, Datafolha, Sensus e Vox Populi, que se dividiram entre Dilma Rousseff e José Serra.
Nos anos seguintes continuei incomodando a mídia conservadora e a direitona. No ano passado, representei o juiz Sergio Moro ao Conselho Nacional de Justiça – o que explica muita coisa, não é mesmo? – e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, à Procuradoria Geral da República.
Ao denunciar, com provas, que a Lava Jato havia vazado para a mídia sua 24a fase eu sabia que corria riscos, assim como sabia em cada uma das outras vezes que incomodei poderes discricionários.
Cutuco essa onça com vara curta há muito tempo na esperança de mostrar às pessoas que qualquer cidadão pode fazer sua parte na luta contra essa direita hidrófoba que infelicita este país há 500 anos.
Não tenho medo de lutar, mas não suporto lembrar de que toda essa situação trágica que o país está vivendo se deve muito mais a setores da esquerda do que à direita. A esquerda ressuscitou o fascismo no Brasil. Isso é que dói.
ÍNTEGRA DO ATO EM DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO
Abaixo, o vídeo completo do ato que teve lugar na última segunda-feira no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. Minha fala começa aos 2:15:25

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Foi o melhor Natal da história, mas a mídia diz que foi o pior

Nunca antes na história deste país o comércio vendeu tanto quanto no Natal de 2013. Os shoppings e as ruas de comércio foram ocupados por verdadeiras massas humanas. Encontrar vagas nos estacionamentos foi praticamente impossível. As filas para pagar pelas compras foram quilométricas. A avidez do consumidor brasileiro continua crescendo sem parar.
Apesar do que todos os que saíram para comprar sentiram – e comentaram entre si enquanto esperavam nas lojas para ser atendidos ou para pagar pelas compras –, os grandes meios de comunicação, no primeiro dia útil após o Natal, elaboraram manchetes que induzem o público a crer que o país está terminando 2013 a pão e água.
Como todos neste país, o blogueiro também foi às compras. Enquanto tentava “laçar” um vendedor para atendê-lo ou enquanto mofava nas imensas filas que se formaram nos caixas, ouviu várias vezes uma frase que você, leitor, também deve ter ouvido: “Isso é porque estamos em crise”.
A frase em questão quer dizer que, apesar de vermos a mídia alardear diariamente que o país está empobrecido, endividado e estagnado, o que o cidadão comum percebe em seu dia a dia é que todos estamos com o poder aquisitivo nos píncaros da glória e que o problema, na verdade, parece ser falta de oferta de produtos e mais lugares para comprar.
Não foi por outra razão que, segundo o jornal Folha de São Paulo, ao longo de 2013 foram inaugurados nada mais, nada menos do que 38 novos shoppings contra 27 em 2012.
O site Brasil Econômico mostra que o faturamento desses centros de compras também cresceu bem em 2013. Em 2012, os shoppings faturaram R$ 119,5 bilhões e, em 2013, R$ 132,8 bilhões, um crescimento de 6,95% deste ano para o ano passado contra um crescimento de 10,65% de 2011 para 2012.
Esse dado desmascara a pegadinha armada pela mídia de oposição ao governo federal, que distorceu os dados descaradamente para tentar enganar aqueles brasileiros que foram às compras alucinadamente, brandindo seus cartões de crédito e débito na esperança de atrair algum vendedor nas lojas de comércio lotadas.
Matéria de capa da Folha de São Paulo de 3ª feira (27 de dezembro) diz que “(…) Vendas de shopping ficam estáveis sem levar em conta os novos empreendimentos (…)”. Com base nessa manobra, o jornal excluiu da conta os 38 novos shoppings de 2013 sem excluir os 27 novos shoppings de 2012 para, ao fim, concluir que o crescimento nas vendas foi de “apenas” 2,7%.
Como a cada ano da última década as vendas de Natal sempre superaram as do ano anterior – e como neste ano não foi diferente –, o dado concreto é o de que 2013 teve o melhor Natal da história do país.
Em 500 anos, o comércio brasileiro nunca vendeu tanto nesta época do ano. Mas a tramoia midiática vendeu um crescimento menor nas vendas como sendo “o pior Natal em 11 anos” quando o correto seria dizer que as vendas não cresceram em 2013 tanto quanto cresceram nos anos anteriores, mas que continuam crescendo.
O mais ridículo em tudo isso, porém, está sendo a avaliação de que teria se “esgotado” o modelo econômico baseado no crescimento do consumo, o que não passa de uma invenção, pois o modelo de crescimento do Brasil é baseado na inclusão no mercado de consumo, sendo este apenas uma decorrência daquele.
Segundo a mídia, o Brasil não tem mais para onde crescer com base na entrada de consumidores no mercado. É uma sandice tão grande que se chega a duvidar que tenha sido dita. Como é possível que um país com tanta gente que não consegue consumir mais do que o básico não tenha mais como crescer incluindo quem ainda não pode consumir?
Se isso fosse verdade, significaria que o Brasil acabou com a pobreza e com a miséria, o que, infelizmente, está longe de ser verdade, apesar da forte inclusão dos mais pobres no mercado de consumo de massas que os governos petistas começaram a construir ao longo da última década e que, por certo, está longe de ter chegado ao ponto ideal.