Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

À CNBB: Bispos católicos podem mentir à população brasileira?


por Conceição Lemes

Quem estudou em colégio de padre ou freira, aprende já aos 8, 9 anos de idade, os chamados Dez Mandamentos da Lei de Deus. O oitavo, especificamente, diz:  Não levantarás falso testemunho. Ou seja, proíbe mentir, caluniar, falar maledicências, destruir propositalmente reputações. Não cumpri-lo é pecado para os católicos, assim como o descumprimento dos outros nove mandamentos.
Pois nessa quinta-feira, 21 de outubro, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos em Brasília (CNBB), Dom Gealdo Lyrio Rocha, em entrevista publicada no G1, diz:
“Ele (Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo de Guarulhos, na Grande São Paulo) tem o direito e até o dever de, de acordo com sua consciência, orientar seus fiéis do modo que julga mais eficaz mais conveniente. Ele está no exercício de seus direitos como bispo diocesano de Guarulhos e cada instância fala só para o âmbito de sua competência, tanto que ele não se dirigiu à nação brasileira. Este procedimento está absolutamente dentro da normalidade [distribuir panfletos contra Dilma Rousseff, a candidata do PT à presidência] no modo como as coisas da Igreja se encaminham”, afirmou Dom Geraldo.
O presidente da CNBB afirmou que não cabe à entidade “censurar” qualquer ação de bispos que se manifestem sobre política. Ele destacou que a posição nacional sempre é dada pela CNBB, mas que na diocese o bispo tem autonomia, sendo sujeito apenas à autoridade do papa. “Acima do bispo só existe uma autoridade, o papa. A CNBB não é um organismo para interferir nas dioceses, dar normas para os bispos, repreender”.
Ele considerou positivo que o tema aborto esteja sendo discutido na eleição. Ele reconheceu que há posições “reduzidas” sobre o tema, mas afirmou que as discussões sobre “valores” não podia ficar fora da eleição. “Acho que a moeda sempre tem dois lados, se há inconvenientes de um lado, há uma vantagem enorme do outro. O tema (aborto) foi colocado em pauta e não se podia entrar em um processo eleitoral sem trazer à tona temas dessa natureza de máxima relevância”.
Neste domingo, 24 de outubro, em entrevista publicada em O Estado de S. Paulo, com direito à chamada de capa, d. Luiz Gonzaga Bergonzini, afirma:
“O PT é o partido da mentira, o PT é o partido da morte. O PT descrimina o aborto, aceita o aborto até o nono mês de gravidez. Isso é assassinato de ser humano que não tem nem o direito de se defender”.
É do bispo Bergonzini a iniciativa de fazer 2 milhões de folhetos  contra a candidata do PT, Dilma Rousseff, apreendidos pela Polícia Federal na Gráfica Pana, em São Paulo.
Dom Bergonzini tem memória seletiva.  Esqueceu-se de que Dilma assumiu o compromisso de, se eleita  presidente da República, não tomar a iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto no Brasil. Toda a imprensa divulgou.
Diante das inverdades de Dom Bergonzini e das ações antidemocráticas  da ala mais conservadora da Igreja Católica, inclusive de elementos ligados à Opus Dei,  esta repórter enviou neste início de noite à CNBB um e-mail com três perguntas óbvias: 1) Bispos católicos podem mentir à população brasileira nestas eleições presidenciais?; 2) Ao agir assim, eles não estariam infringindo o oitavo mandamento; 3) Mentir não seria pecado no caso deles?
Ao bispo Bergonzini,  por que dois pesos e duas medidas em relação à questão do aborto? E já que vive atirando pedras em Dilma, sugiro-lhe a leitura da reportagem  Hipocrisia na campanha eleitoral: “Ela é favor de matar criancinhas” — Entrevista com Sheila Ribeiro.   AQUI, pode ouvir o áudio de Sheila Ribeiro, ex-aluna de Monica Serra.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Gráfica da Folha que vazou Enem em 2009, agora briga na justiça com o MEC para fazer impressão das provas do Enem 2010

Na terça-feira, 10, a Justiça suspendeu a licitação para a impressão das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), acatando mandado de segurança impetrado pela Gráfica Plural, da Folha de São Paulo, e suspendeu o pregão eletrônico, que será retomado dia 16 de agosto.

A discussão começou logo depois do anúncio do resultado de um primeiro pregão feito para escolher que empresa imprimiria as provas. A gráfica Plural da Folha de SP, ficou em primeiro lugar porque ofereceu o menor preço, mas foi desclassificada e teve o serviço recusado, segundo o Ministério da Educação e Cultura (MEC), por não se enquadrar nos quesitos segurança e sigilo na impressão.

A gráfica recorre e impetrou na justiça um mandado de segurança, e a liminar que conseguiue suspende temporariamente todo o processo de escolha da empresa que vai imprimir as provas.

O MEC afirmou que a suspensão não vai atrapalhar o cronograma do exame porque ele já foi feito prevendo eventuais atrasos. Segundo o cronograma original, os trabalhos de pré-impressão deveriam começar na quinta-feira (dia 12), e seriam concluídos até o dia 27. A impressão seria feita a partir do dia 30.O Enem recebeu 4.611.441 inscrições, e a prova está prevista para acontecer nos dias 6 e 7 de novembro

Para recordar

Em 2009, Gráfica Plural que é da Folha de São Paulo mudou segurança do Enem sem autorização do Inep,e o manuseio da prova foi realizado em local não autorizado pelo MEC.

Responsável pela impressão do exame a Grafica da Folha, abriu um galpão para manuseio das provas impressas sem que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) tivesse autorizado. Foi nessa estrutura, sem a segurança devidamente checada e aprovada pelos técnicos do instituto, que a prova teria sido obtida pelos laranjas Luciano Rodrigues e Gregory Camillo de Oliveira Craid, que depois tentaram vender a prova a jornalistas do Estadão. Lembram disso?

Na época, o ministroda Educação, Fernando Haddad, disse a imprensa; “Por que se criou um ambiente inseguro? Essa é a questão que precisa ser devidamente explicada pelo consórcio. Ele tem de esclarecer essa decisão que é o principal elemento para explicar o vazamento”

A Folha, não gosta do Governo Lula, do Presidente, da Dilma, e odeia o PT. Mas, briga pelo dinheiro do cofre público federal