Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

EX-AMANTE REVELA O LADO FRANK UNDERWOOD DE FHC

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Sobre o calcanhar de Aquiles de José Serra

A blogofobia de José Serra
 

A blogosfera e as redes sociais são o calcanhar de Aquiles de José Serra, e não é de agora. Na campanha eleitoral de 2010, o tucano experimentou, pela primeira vez, o gosto amargo da quebra da hegemonia da mídia que o apóia – toda a velha mídia, incluindo os jornalões, as Organizações Globo e afins. O marco zero desse processo foi a desconstrução imediata,online, da farsa da bolinha de papel na careca do tucano, naquele mesmo ano, talvez a ação mais vexatória da relação imprensa/política desde a edição do debate Collor x Lula, em 1989, pela TV Globo. Aliás, não houvesse a internet, o que restaria do episódio do “atentado” ao candidato tucano seria a versão risível e jornalisticamente degradante do ataque do rolo de fita crepe montado às pressas pelo Jornal Nacional, à custa da inesquecível performance do perito Ricardo Molina.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A CRISE E A SUA PERGUNTA MAIS INCÔMODA

*SERRA É A GARGANTA DA DIREITA EM SP; ISSO BASTA?"A soma dos  problemas que Serra terá  não autorizam apostar que um simples discurso antipetista resolva uma rejeição que já é grande e tende a aumentar" (leia a coluna da editora de Política de Carta Maior, Maria Inês Nassif; nesta pág)** Grécia agoniza: "O que vai acontecer em 19 meses? Os principais eventos que certamente vão ocorrer é uma recessão europeia e um completo e indisfarçável default grego e, possivelmente, uma saída da Grécia do euro" (Paul Krugman; fonte: Bloomberg)
 

O presidente mundial do HSBC, o inglês Stuart Gulliver, mandou demitir 30 mil funcionários do banco em 2011;  cerca de 11 mil já foram para o olho da rua, atesta a agencia Bloomberg em despachos desta 2ª feira. O negócio funcionou, claro: a exploração funciona. O banco deu lucros de R$ 28,6 bilhões em plena crise, 27,6% mais do que em 2010;  Gulliver foi regiamente recompensado pelos acionistas. Os números, as metas e os métodos repisam a grande pergunta da crise que a mídia conservadora, a plutocracia e mesmo parte da esquerda fingem não ouvir: 'por que um serviço público essencial como o provimento do crédito à economia, bem como a administração financeira da riqueza social, deve continuar nas mãos dos Gullivers & Cia? (LEIA MAIS AQUI)


Serra não é o dono da bola

A adesão do prefeito Gilberto Kassab (PSD) à candidatura de José Serra (PSDB) é apenas o começo do jogo. O tucano tem que enfrentar uma alta rejeição, inventar um discurso que não seja o udenista e convencer o eleitor que não vai vencer e dar o seu mandato para o vice.

Ao contrário do que diz o senso comum, de que não existe páreo para José Serra nas eleições de outubro, o fato é que a candidatura do tucano está longe de ser um passeio. A aliança com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), serve para não rachar o eleitorado conservador - e era isso que o PT queria quando negociava com o prefeito a adesão à candidatura de Fernando Haddad. O PSD, todavia, não agrega voto não conservador. PSDB e PSD bebem do mesmo copo. A opção de Kassab não divide, mas também não acrescenta.

Era tentadora para o PT a adesão de Kassab à candidatura petista de Fernando Haddad. Pelos cálculos do partido, ela poderia balançar a hegemonia tucana na capital, mantida pela alimentação do conservadorismo de uma classe média facilmente influenciável por um discurso de caráter udenista - que colou no PT a imagem da desonestidade, pelo menos em redutos conservadores -, e que tem uma certa aversão a mudanças. Rachar o eleitorado conservador e agregar a ele o voto não conservador aumentariam, em muito, as chances de vitória do PT. A ausência do apoio do PSD, todavia, não definem a derrota do PT antes mesmo que se inicie, de fato, o processo
eleitoral. Votos conservadores do PSDB, somados aos votos conservadores do PSD, podem manter o status quo dos dois grupos junto à direita paulistana, mas não bastam para arregimentar o eleitorado de centro que, em polarizações recentes, tem se inclinado favoravelmente a candidaturas tucanas (ou antipetistas).

O jogo só começou. O PT tem dificuldades na capital paulista, mas Serra não nada em águas calmas. Kassab sai do governo desgastado por sete anos de gestão que não provocaram grandes entusiasmos no eleitorado paulistano (inclusive no que votou nele). A única utilidade do pessedista nessas eleições, estrategicamente, é somar (ou não) o seu eleitorado conservador ao eleitorado conservador de Serra.

O desgaste não é unicamente de Kassab. Serra disputa essa eleição por uma questão de sobrevivência e aposta numa vitória que o fará novamente influente no PSDB, a sigla que deseja para concorrer à Presidência em 2014. Pode perder a aposta, e com isso se inviabilizar por completo no partido. Seu Plano B, o PSD, não o contém mais - para lá afluíram lideranças políticas de oposição que queriam aderir ao governo da presidenta Dilma Rousseff (há uns tempos, Serra encontrou num evento um articulador do PSD e perguntou como ia o "nosso partido". O político respondeu polidamente, mas quando conta a
história não consegue evitar um 'nosso de quem, cara pálida. Nós somos Dilma'). Serra leva o PSD para o seu projeto de poder municipal na capital paulista; não o leva para um projeto nacional de disputar novamente a Presidência da República.

O candidato tucano também vai ter de lidar com o fato de que foi eleito prefeito em 2004, ficou dois anos no poder para se candidatar a governador e, eleito em 2006, abandonou o cargo para disputar a Presidência. Isso não é muito simpático para o eleitorado: é vender uma mercadoria e entregar outra. Tem ainda que resolver, do ponto de vista do marketing político, o que pode colar no adversário, sem lançar mão do discurso anticorrupção. Vai ser muito complicado para o candidato tocar nesse assunto com o livro de Amaury Ribeiro Jr., “Privataria Tucana”, ainda na lista dos mais vendidos. A soma dos
problemas que Serra terá numa campanha não autorizam, portanto, apostar que um simples discurso antipetista resolva uma rejeição que já é grande e tende a aumentar.

O quadro eleitoral paulistano, antes da definição da candidatura de Fernando Haddad para a prefeitura, era de absoluta fadiga de material. Existiam dois candidatos "naturais", Serra, pelo PSDB, e Marta Suplicy, pelo PT, ambos com alto grau de rejeição. A vitória se daria pela polarização, que chegou ao limite nas últimas eleições, ou se abriria espaço para novas lideranças que fugissem do clima de radicalização, mantido na conservadora capital paulista como uma
caricatura da polarização nacional.

Se a adesão de Kassab pode evitar o racha da classe média conservadora
paulistana nas eleições, o que favorece Serra, sua adesão aos tucanos tem o seu efeito colateral: permite que não se dividam os votos do PT na periferia, que são Marta (que não queria dormir e acordar de mãos dadas com Kassab) e família Tatto (cujo membro mais importante, Jilmar, ganhou a liderança na Câmara dos Deputados depois que desistiu de sua pré-candidatura). No dia seguinte ao recuo de Kassab, que já estava quase no barco petista remado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT tinha mais chances de reunificar o seu eleitorado de periferia. Haddad não pode prescindir de Marta e Tatto na sua campanha. E ambos não podem achar que o candidato neófito em política não tem chances.

Haddad tem índices pequenos de declarações de voto nas pesquisas até agora feitas, mas jamais disputou eleição. O processo eleitoral o definirá como candidato do PT e, principalmente, de Lula. E ele não tem rejeição própria, como é o caso de Marta Suplicy, que já se expôs muito à classe média paulistana, que tem com ela grandes diferenças. A vantagem de Haddad é que, na primeira disputa eleitoral, terá apenas a rejeição que já é do seu partido. Não agregará a ela nenhuma outra que lhe seja própria. Pelos índices de rejeição exibidos até agora por Serra e Marta (que foi incluída nas
pesquisas feitas até agora), isso já é uma grande vantagem.

A hipótese de que surja um terceiro nome, no espaço aberto pela rejeição a Serra e pelo antipetismo, é altamente improvável. O PMDB de Gabriel Chalita não existe há muito tempo na capital e no Estado. Celso Russomano (PRB) tem maior exposição que Haddad, mas não tem partido. O eleitorado que era malufista não foi herdado pelo PRB, mas incorporado pelos políticos petistas, que ganharam a periferia com políticas sociais do governo Marta Suplicy, em São Paulo, e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e com o método tradicional de arregimentação usado pela família Tatto.

O voto conservador é forte em São Paulo, mas não faz milagre. Apenas o
sorriso de Serra não ganha uma eleição.

(*) Colunista política, editora da Carta Maior em São Paulo.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Dogmas moralistas que atrasam o Brasil e intimidam políticos

Posted by eduguim



Em um momento de recrudescimento da crise econômica internacional o Brasil experimenta uma virtual imunidade a ela. Fica até estranho, pois, dizer que este país também está em crise. A crise brasileira, no entanto, não atinge só o bolso do povo, mas a sua razão, levando-o a comportamentos irracionais ou virtualmente autodestrutivos.
A economia viceja, os empregos se reproduzem, o salário do trabalhador aumenta acima de uma taxa de inflação sob estrito controle, mas não está tudo bem.
Greves de policiais militares, milhares de famílias sendo atiradas na miséria em benefício de  ricaços picaretas, cidadãos sendo espancados e até assassinados por sua natureza íntima, ruas infestadas de crianças que se drogam, prostituem-se e roubam, sistemas de Educação e Saúde falidos…
Pode parecer estranho, inicialmente, mas tudo isso faz parte de uma mesma equação.
O Brasil é um país socialmente conflagrado. Os números de mortes violentas que produz equiparam-se ou superam até os de países em guerra. E o mais impressionante é que essa tragédia social se desenrola justamente em um momento em que esse país mais está distribuindo renda e oportunidades em toda a sua história.
Todavia, ainda é insuficiente. Este pais é superpovoado onde não tem espaço e subpovoado onde tem. Mas é na superpopulação nos centros urbanos que reside problema que nos esgota os recursos e que produz tensões sociais como as supracitadas.
Recentemente, em serviço voluntário prestado no rescaldo da tragédia humanitária em São José dos Campos que entrou para a história como O Massacre do Pinheirinho, o blogueiro depara com uma jovem mulher de menos de trinta anos em um dos abrigos visitados.
Ao começar a entrevistá-la para lhe tomar queixa que seria encaminhada à Defensoria Pública, crianças começam a acorrer para junto de si – uma escadinha etária de 8, 6, 5, 3 e 2 anos. Eram todos seus filhos.
A mulher se destaca de outras que se amontoam com os filhos naqueles depósitos de seres humanos que a prefeitura de São José dos Campos diz “abrigos”. É loira de olhos claros em meio a congêneres de desgraça em maioria negras ou mestiças. Como a quase totalidade das outras, não tem profissão e quase nenhuma instrução. Mas, à semelhança da maioria, tem religião.
Descobre-se que é paranaense, do interior do Estado, e que fugiu de casa quando engravidou pela primeira vez, antes dos 18 anos.
Mesmo com a forte queda de sua taxa de natalidade, o Brasil ainda sofre os efeitos da gravidez precoce e irresponsável. As mulheres de estratos sociais mais altos têm cada vez menos filhos, mas as dos estratos mais baixos entre os mais baixos continuam gerando proles enormes – imagine você, de classe média, tendo que sustentar CINCO filhos.
Se a reflexão for puramente racional, não se consegue entender essa loucura social que faz um país não oferecer a mulheres pobres e sem qualquer instrução um meio seguro de interromper gravidezes que lhes destruirão as vidas e as daqueles que irão pôr no mundo, se forem levadas a termo.
A sociedade brasileira praticamente obriga pessoas sem qualquer condição de procriação a gerarem legiões de crianças que irão crescer largadas ao léu, sem educação, sem saúde, sem orientação de qualquer espécie. Crianças para as quais a criminalidade acaba sendo o caminho mais fácil e atraente.
Não é à toa que temos presídios para crianças e adolescentes abarrotados daqueles que dogmas moralistas fizeram vir ao mundo, mas que após sua chegada se esqueceram deles.
Essa maioria esmagadora dos brasileiros que é contra a política de saúde pública adotada por praticamente todos os países de melhor qualidade de vida e desenvolvimento, o aborto, acha que interromper uma gestação quando a mulher tem dentro de si uma semente do tamanho de uma ervilha, se tanto, seria “crime contra a vida”, mas não dá a mínima para o que irá se tornar aquela criança.
Para controlar uma população que produz muito mais gente do que os sistemas de Educação, de Saúde e até o mercado de trabalho podem absorver, há que constituir um exercito, pois são pessoas que nascem e crescem sem qualquer estrutura familiar e que em parte significativa acabam caindo na marginalidade.
Chega-se, pois, a outro elemento da equação: até a criminalidade convencional seria insuficiente para abrigar a tantos que a maternidade irresponsável produz se não fosse outro dogma moralista. Só a proibição do consumo de drogas oferece “mercado” para tantos “trabalhadores” do crime.
Nenhuma outra atividade ilegal é tão difícil de combater e requer tanta “mão-de-obra” quanto o tráfico. Se legalizássemos as drogas, centenas de milhares de pequenos criminosos não teriam mais serventia para organizações criminosas que exploram o mercado que o proibicionismo gera.
A suspensão da criminalização do uso de drogas e o tratamento clínico – em vez de policial – ao usuário vêm fazendo várias sociedades reduzirem custos com efeitos do tráfico e do consumo, o que lhes deixa recursos para investir na formação de sua juventude e na segurança pública.
Sem um mercado inesgotável para criminosos como é o tráfico de drogas e sem uma superpopulação forjada na obrigatoriedade de jovens imberbes e miseráveis levarem gravidezes até o fim, um país pode ter menos policiais, o que lhe permite pagar a eles melhores salários e lhes dar melhor formação.
Sem superpopulação e com educação de qualidade seria possível evitar que a população acalentasse tantos preconceitos. Estudos recentes mostram que o baixo nível de instrução é fator determinante da homofobia e do racismo, por exemplo.
Os que governam sabem de tudo isso. Pouco importa se são de direita ou de esquerda. No Brasil, quem vence eleições são políticos que sabem que é preciso legalizar o aborto e descriminalizar as drogas, mas ou se aproveitam da ignorância popular e exploram o preconceito ou ao menos não têm coragem de ficar publicamente do lado certo.
Não há dúvida de que um político que saísse em defesa do aborto ou da descriminalização das drogas jamais conseguiria se eleger para cargos no Poder Executivo que, para serem alcançados, requerem apoio da maioria de um eleitorado conservador nessas questões.
Por trás de tudo isso, as religiões. Só se sustentam com absoluto controle não só das mentes, mas dos corações e da própria alma dos “fiéis”. Manipular conceitos e valores intrínsecos permite às igrejas influírem em decisões eleitorais e, assim, tornam-se beneficiárias de uma bajulação de políticos que se traduz em isenções fiscais, financiamentos e favores análogos.
O grande dilema de um país como o Brasil, portanto, é descobrir como combater os dogmas moralistas que o atrasam. A falta dessa descoberta impõe obstáculos econômicos e sociais que acabam sendo intransponíveis. Chega a ser assustadora a descoberta de que a sociedade brasileira cria os seus próprios problemas.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Folha (*) manipula o aborto. (Como o Cerra)



Ministra Eleonora Menicucci, o Cerra e a Folha são uma coisa só

Paulo,

Ontem saiu uma nota na Folha On-line que trata a nova ministra da Dilma de “companheira de prisão” e só diz que ela é reitora de universidade escondido dentro da matéria.

Aqui está o link:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1044806-dilma-escolhe-ex-companheira-de-prisao-para-secretaria-das-mulheres.shtml

Hoje, no impresso, a Folha vai mais longe e lança a manchete: Ex-colega de cela de Dilma, nova ministra defende o aborto.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1044935-nova-ministra-da-secretaria-das-mulheres-defende-direito-ao-aborto.shtml

A história da ministra passou longe de ser contada.

Só há referência à biografia no fim da matéria.

O mais engraçado é que o mais perto que há de uma defesa do aborto na entrevista da Ministra para a Folha é quando ela diz: “Minha luta pelos direitos reprodutivos e sexuais das mulheres e minha luta para que nenhuma mulher neste país morra por morte materna só me fortalecem”.

Hoje, a Ministra deu uma entrevista, muito boa por sinal.

Disse que é Governo (ou seja, adota a politica do Governo, da Presidenta)  e  que o aborto é questão de saúde pública;  não é papel do Executivo legalizar ou não e, sim, do Legislativo.

Bruno Pavan, editor do Conversa Afiada

Em tempo: telefona o Vasco para lembrar que na edição impressa, a Folha transcreve entrevista da Ministra em trecho que trata de suas preferências sexuais. Taí, a Folha deveria fazer isso com todos os homens públicos: dar a idade e a preferência sexual. A começar pelo PSDB de São Paulo. E lembra o Vasco: e por que não colocar ao lado da assinatura de cada reporter e editor da Folha, também ? Inclinacao sexual e partidária. Seria otimo: Fulano/a de tal, bi, gay, hetero tucano/a roxo/a.  Não deixe de ler: “Bolsa manda Folha embora – falta-lhe credibilidade “


A Folha (*) poderia trazer ao debate do aborto a grande estadista chilena, Monica Cerra, que fez aborto no Chile e condenou no Brasil.
Seria uma perspectiva original à questão: no Chile, pode; no Brasil, não !
Paulo Henrique Amorim

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Legislação sobre aborto expõe a insuperável hipocrisia brasileira


No Brasil, praticar aborto por gravidez indesejada é prática tipificada no Código Penal como crime contra a vida. A pena prevê detenção de 1 a 10 anos, variando de acordo com as circunstâncias em que o crime foi cometido. O artigo 128 do Código Penal prevê punição ao crime de aborto quando não há outro meio para salvar a vida da mãe ou quando a gravidez resultar de estupro.
Na prática, porém, a punição não ocorre nem quando há denúncia.  Juristas defendem que o crime não seja punido usando uma figura jurídica chamada “escusa absolutória”. A escusa não elide o ato criminoso, apenas autoriza que o Judiciário interprete de forma idiossincrática o crime de interrupção da gravidez que for cometido sem amparo das circunstâncias previstas em lei.
Vale lembrar que o artigo 2º do Código Civil protege o nascituro desde a concepção (desde que a mulher engravida), e o artigo 7º do Estatuto da Criança e do Adolescente reza que o nascituro tem direito à vida mediante políticas públicas que permitam seu nascimento, ou seja, desde que o Estado ofereça atendimento médico-hospitalar à parturiente.
Em 1992, o Brasil ratificou a Convenção Americana de Direitos Humanos, que, em seu artigo 4º, reza que o direito à vida deve ser protegido desde a concepção. A Constituição, no caput do artigo 5º, também estabelece a inviolabilidade do “direito à vida”.
Em julho de 2004, o Supremo Tribunal Federal concedeu liminar autorizando a interrupção da gravidez nos casos de anencefalia, quando a mãe sabe que logo após nascer a criança irá falecer. Contudo, a decisão foi revogada no mesmo ano e até hoje o processo não foi julgado. Ou seja: a lei brasileira obriga a mulher a ter um filho que perecerá logo após ser dado à luz.
Em um país em que o aborto não previsto pelas exceções legais é considerado crime, o Ministério da Saúde calcula que ocorrem entre 700 mil e 1,25 milhão desses procedimentos ao ano, embora a estimativa seja especulativa devido a que são abortos clandestinos, não havendo como comprová-los estatisticamente.
Já os números de abortos induzidos que causaram mortes de mulheres por falha no procedimento foram estimados em 87 em 1996, em 105 em 1997, em 69 em 1998, em 84 em 1999, em 80 em 2000, em 87 em 2001, em 70 em 2002, em 84 em 2003 e por aí vai.
O Ministério da Saúde também calcula que 1/5 das mulheres que passaram por aborto clandestino tiveram que recorrer ao sistema público de saúde devido a sequelas deixadas por procedimentos mal feitos, como por introdução de objetos na vagina para matar o feto, uso inapropriado de medicação abortiva ou expulsão incompleta.
Ainda segundo as estatísticas oficiais, 15 mulheres em cada 100, na faixa de 18 a 39 anos, já fez aborto, e uma em cada 5 na faixa de 35 a 39 anos, idem. Já a região que apresenta o maior número de abortos é a Nordeste, e a que tem menos casos é a região Sul. Entre 18 e 19 anos, uma em cada 20 mulheres já praticou aborto.
O medicamento abortivo misoprostol (Cytotec) é usado por 50% a 80% das mulheres que praticam aborto. Em média, elas têm entre 20 e 29 anos. São predominantemente da religião católica, seguidas de protestantes e evangélicas. Em média, têm 8 anos de estudo.  70% têm união estável com homens e um só filho.
Uma curiosidade é a de que a mesma lei que proíbe o aborto no Brasil permite que seja feito em países em que a prática é legalizada. É comum, portanto, que quem tem bom poder aquisitivo viaje a lugares como Europa para interromper a gravidez.
A lei brasileira, portanto, é injusta, pois quem tem dinheiro aborta com segurança em milhares de clínicas caras, especializadas e clandestinas espalhadas pelo pais ou então viaja ao exterior para abortar. Já quem não tem recursos recorre a “curandeiros” sem qualquer formação médica que fazem abortos sem higiene ou mesmo instalações adequadas.
O fato, portanto, é que o aborto é permitido no Brasil inclusive pela lei, pois mulher alguma é presa por ter abortado por decisão própria devido ao tal mecanismo legal da “escusa absolutória”. A proibição só funciona no sentido de impedir que mulheres pobres tenham acesso ao que têm as ricas, ou seja, a fazer abortos seguros.
O único efeito prático da proibição legal do aborto é impedir que hospitais públicos tirem as mulheres pobres das mãos de açougueiros ou que elas não se entupam de medicamentos abortivos que podem lhes trazer sérias complicações de saúde.
Não é por outra razão que Canadá, Estados Unidos, TODOS os países europeus (à exceção de Malta) e até a Austrália permitem o aborto e oferecem clínicas públicas para que seja feito com higiene e segurança. Isso ocorre porque nesses países a lei é para valer e não só para contentar grupos religiosos como ocorre no Brasil, onde a hipocrisia condena o pobre e absolve o rico.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Burguesia alienada e burra ofende memória de Guy Fawkes

Representantes dos 1% que oprimem a sociedade e leem a Veja ofendem a memória do revolucionário com sua ignorância histórica e oportunismo político.

Golpistas de Curitiba fracassam



Marcha dos 1% contra os 99% fracassa em Brasília


Marcada para começar às 10h desta terça-feira, a Marcha contra a Corrupção em Brasília não conseguiu adeptos como nas outras edições. Aliás, bem longe disso. Não mais do que 30 manifestantes se encontraram no local combinado, o Museu da República, localizado na Esplanada dos Ministérios, a fim de protestar contra a corrupção nesse feriado chuvoso de 15 de novembro, em homenagem à Proclamação da República.

Com o baixo quórum, eles esticaram a bandeira - onde a frase foi trocada para Educação é Progresso - e caminharam até a Rodoviária do Plano Planalto (distante cerca de 500 metros do ponto de encontro). Alguns manifestantes levaram cartazes com os dizeres: "Fora Agnelo", o governador do Distrito Federal. Perto das 11h, o evento já havia sido encerrado.

Golpistas brasileiros têm medo da chuva

Segundo O Globo a UDN cancelou a manifestação porque a cidade fica vazia(?) no feriado. Apesar disso o/a jornalista d'O Globo conseguiu ver 30 pessoas  protestando aí.

O "vazio" a que se referem os golpistas é meio difícil de entender, já que a cidade tem 2.562.963 habitantes. Quantos foram viajar? Como pode ser visto na foto os pau-mandados da burguesia compareceram com cancelamento e com chuva, afinal não é todo dia que se ganha um sanduíche de mortadela e uma tubaína de graça. A lamentar apenas a falta das vassouras que eles contavam levar para casa discretamente.
Foto: Rafaela Céo/G1



Leia mais em: O Esquerdopata
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Cerra lança candidatura em ato religioso. Bye-bye Aécio


 
Saiu na pág. A8 do Estadão:

“Evento religioso reúne Kassab a tucanos em SP”


“Na largada das eleições, Alckmin e Serra prestigiam festa realizada no Estádio do Pacaembu …”

O prefeito Kassab, o governador Alckmin e o Padim Pade Cerra “assistiram à celebração em cadeiras reservadas na primeira fileira de autoridades religiosas no palco montado no gramado…”


Cerra segue o script da campanha de 2010, que lhe valeu, na Carta Capital, artigo esclarecedor do professor Wanderley Guilherme dos Santos: Cerra saiu da eleição derrotado, mas detentor do espólio da extrema direita brasileira.
Na campanha de 2010, Cerra foi a um evento religioso em Foz do Iguaçu – acompanhe neste vídeo comovente – e se associou àqueles que se incentivam a homofobia.
Nessa edificante campanha, no dia 14 de setembro de 2010, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, acompanhada de Índio da Costa (vice de Cerra), Monica Serra dizia “Sou a mulher do Serra e vim pedir o seu voto”.
“A professora (Monica Serra) afirmou que a petista é a favor do aborto.”
“Ela é a favor de matar as criancinhas”.
A reprodução deste luminoso episódio está no excelente livro “Crime de Imprensa” – “um retrato da mídia brasileira murdoquizada”, de Palmério Dória e Mylton Severiano, da Editora Plena, na página 103.
Dória e Severiano contam, também, em detalhes, como Sheila Ribeiro desmascarou Monica.
Quando professora de Sheila, Monica confessou que tinha feito aborto no Chile, casada com Cerra.
Como se sabe, o Padim Pade Cerra já anunciou que é candidato.
Coitado Aécio Never – o que antes de ser nunca foi.

Em tempo: o problema do Cerra e dos tucanos é a água. A água da chuva, que deixa a boiar a incompetência dos tucanos, que governam São Paulo há 17 anos. Onde foi parar o dinheiro para limpar os rios de São Paulo ?, esses que transbordam com um pingo d’água ?


Paulo Henrique Amorim

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Alckmin adere ao Bolsa Família. O meu adversário detona os programas do antecessor

Saiu no Estado online editorial assinado por uma repórter, que, após emitir um sem-número de opiniões (inúteis), informa que a Presidenta Dilma, numa cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, afirmou : a faxina é a faxina da miséria.

Foi na solenidade em que os governadores do Sudeste se comprometeram a aderir ao programa Brasil sem Miséria, através da ampliação do Bolsa Família.

O Governador de São Paulo referiu-se à Presidenta (com “a”) e incorporou o programa estadual do Bolsa Cidadã ao Bolsa Família.

Os estados do Rio, do Espírito Santo e, futuramente, Minas farão mesmo.

Há no Sudeste dois milhões de brasileiros abaixo da linha da pobreza.


O Padim Pade Cerra jamais faria isso, fosse ainda Governador de São Paulo.
(Por falar nisso, amigo navegante, diga aí alguma coisa que o Cerra tenha feito no Governo, além daquela ponte cuja maquete ele gloriosamente inaugurou.)

Um dos traços de Cerra como “administrador” é repudiar a obra do antecessor.

Na campanha em que perdeu pela segunda vez, a Presidenta lembrou ao eleitor que, ao chegar ao Governo de São Paulo, Cerra detonou as obras do antecessor, Alckmin.

(Outra característica do “administrador” Cerra é apropriar-se de programas alheios: foi o que fez com o trabalho para combater a Aids e os remédios genéricos.)

O gesto de Alckmin aplica ao Brasil sem Miséria um selo supra-partidário.

Será da Dilma, do Alckmin, do Cabral, do Casagrande – de todos.

Lamentavelmente, Cerra e a mulher jogaram o Bolsa Família na lata de lixo da batalha eleitoral.

Primeiro, Cerra aderiu ao Lula e elogiou o Bolsa Família, a ponto de prometer mundos e fundos – só faltaram bônus de Wall Street aos beneficiários do Nordeste.

Depois, a mulher, a grande estadista chilena, peça central da campanha do marido, foi para a Baixada Fluminense dizer que a Dilma era favorável ao aborto clandestino e que o Bolsa Família estimulava a malandragem.

(Até que uma aluna revelasse que a mulher do candidato da TFP tinha feito aborto no Chile.)

Alckmin tira o Bolsa Miséria da sarjeta em que se trava muitas vezes a política de São Paulo.

Ou o Cerra não é mais suspeito de detonar o Rossi ?

Em tempo: o Farol de Alexandria foi receber a Presidenta no Palácio Bandeirantes. O que indica que ele está muito mais preocupado com as honrarias do ócio do que com o futuro do Padim.

Paulo Henrique Amorim


domingo, 24 de julho de 2011

Quem fez o atentado na Noruega ? O pessoal do Cerra sabe.


O autor do atentado em Oslo, na Noruega, se diz fundamentalista cristão, contra os imigrantes, e membro de uma organização de extrema direita.

Algumas das vítimas participavam de um encontro de uma organização de trabalhistas.

Nos Estados Unidos, o New York Times fez imediatamente essa leitura política do gesto enlouquecido e deixou claro que se tratava de um cristão de extrema direita.

O que, associado à xenofobia, pode contaminar a Europa.

O El País da Espanha enfatiza o caráter xenófobo, antimuçulmano do assassino.

Na página da BBC online, se sabe:

O assassino participava de um fórum neonazista na internet.

Ele acredita que os muçulmanos querem colonizar a Europa Ocidental.

E culpa as idéias “multiculturalistas” e do “Marxismo cultural” por incentivar isso.

Para ele não há um único país em que muçulmanos vivam em paz com não-muçulmanos.

E isso sempre tem consequências catastróficas, diz ele.

Ele se considera cristão, conservador, adepto da musculação e da Maçonaria.

É fã do presidente russo Vladimir Putin.

Nos Estados Unidos, esse extremismo de direita, xenófobo, se acolhe no leito macio no movimento Tea Party que tem como símbolo mais exuberante, hoje, a deputada republicana por Minnesota, Michele Bachmann.

Ela é homofóbica, xenófoba, não votará na ampliação do teto para endividamento dos Estados Unidos em hipótese alguma, considera o aquecimento global uma fraude, e acha que uma das opções para negociar com o Irã é jogar uma bomba atômica.

Bachmann pertence a uma denominação luterana e, com o marido, dirige uma clinica de aconselhamento psicológico, que, entre outras atividades comerciais, se propõe a converter homossexuais ao heterossexualismo.

Quem aqui no Brasil, segundo o professor Wanderley Guilherme dos Santos, se apropriou da doutrina da extrema direita ?

Quem explorou o aborto e chamou o Papa para a campanha ?

Quem foi a cultos evangélicos passar a mão da cabeça (a outra mão empunhava a Bíblia) de manifestantes homofóbicos ?

Quem pôs nos bolivianos a culpa pela tragédia da cocaina e do crack ?

Quem disse que a baixa qualidade da educação em São Paulo se deve aos “migrantes” ?

Quem trouxe o Irã para a campanha presidencial e criticou uma política de envolvimento e negociação ?

Quem foi ao Clube da Aeronáutica do Rio denunciar a marxista Dilma Roussef ?

Quem ?

É preciso dar nome aos bois.

Na Noruega, ele se chama Anders Behring Breivik.

Nos Estados Unidos, Michele Bachmann.

No Brasil, José Serra.


Paulo Henrique Amorim

sábado, 9 de julho de 2011

Serra e a fraseologia do oportunismo,

 por Lena Lavinas


Paternidade impossível”
LENA LAVINAS - professora do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
“O candidato derrotado nas últimas eleições presidenciais, governador José Serra, publicou nesta página do GLOBO dias atrás um artigo pretensamente analítico sobre as perspectivas de sucesso do Programa de Erradicação da Miséria, recém-lançado pelo governo federal. As imprecisões são tantas que demanda esclarecimentos, pois desinformar é um ato de desutilidade pública. Geralmente é o que acontece quando a fraseologia de oportunidade prevalece sobre os fatos e o bom senso.”
(...)

Paternidade impossível

Publicada em 08/07/2011 às 16h45m
LENA LAVINAS

O candidato derrotado nas últimas eleições presidenciais, governador José Serra, publicou nesta página do GLOBO dias atrás um artigo pretensamente analítico sobre as perspectivas de sucesso do Programa de Erradicação da Miséria, recém-lançado pelo governo federal. As imprecisões são tantas que demanda esclarecimentos, pois desinformar é um ato de desutilidade pública. Geralmente é o que acontece quando a fraseologia de oportunidade prevalece sobre os fatos e o bom senso.
Olhar para o passado recente implica reconhecer que as ações compensatórias no Brasil deixaram para trás um status menor e desvalorizado, marcado pela inoperância e pela inefetividade, para tornar-se uma verdadeira política pública, fundada em direitos e regras estabelecidas e transparentes, que podem, inclusive, ser monitoradas. Vamos recordar que o maior programa de combate à miséria da primeira gestão FHC foi a doação de alimentos - mais de 27 milhões de cestas em 1998 -, cujos resultados foram inócuos. Ademais, custava caro, gerava inúmeras ineficiências (desperdícios alarmantes na estocagem e na distribuição, por exemplo) e acabou sendo abandonado pelo próprio governo diante das evidências irrefutáveis de que era melhor ampliar programas de transferência de renda monetária direta.
Durante o segundo mandato FHC, o Comunidade Solidária consolidou-se como o grande programa de enfrentamento da pobreza, mas pecou pelas debilidades inerentes ao seu desenho: iniciativas altamente pulverizadas no território e nos objetivos, pontuais, que jamais permitiram uma avaliação rigorosa do que logrou realizar de fato o programa, tamanha a fragmentação de boas ações, que, por melhores que possam ter sido, jamais se configuraram em política. O Comunidade Solidária não mudou a cara da pobreza no Brasil. Essa é uma obviedade incontestável qualquer que seja o ângulo - conservador ou progressista - da mirada!
É verdade que, ao final do segundo mandato FHC, o MEC resolveu adotar em nível nacional o Programa Bolsa Escola, cujas iniciativas bem-sucedidas se multiplicavam em vários municípios. Porém, o teto de cobertura do Bolsa Escola federal não passou do milhão de famílias, e o valor do benefício por criança era de R$ 15, o que não lhe assegurava a escala necessária, nem a eficácia requerida para ter um impacto na magnitude do problema a sanar. A política econômica do governo FHC tornava impeditiva uma política social eficaz nos seus propósitos.
Ao contrário do que afirma, em seu artigo, o candidato à Presidência derrotado, o Bolsa Família não é a mera unificação dos vários cadastros de programas que existiam antes, dispersos em muitos ministérios e todos, igual e inequivocadamente, inexpressivos em termos de resultados. O Bolsa Família constitui-se numa ruptura com as iniciativas pretéritas no campo dos programas assistenciais porque ele vai garantir uniformidade no atendimento, escala na cobertura e institucionalidade da política pública de assistência social, nos marcos da regulação existente e não à margem e na contramão, como o fez por oito anos o governo FHC.
Entretanto, dado que o Bolsa Família não é um direito, acabou por excluir alguns milhões de famílias dentre as mais destituídas embora cumprissem os critérios de elegibilidade para tornarem-se beneficiárias. O novo Plano de Erradicação da Miséria vem talhado para reparar essa falha grave e introduzir algumas inovações, a mais promissora delas o intento de associar satisfação de necessidades com promoção de oportunidades.
Há quem julgue que mantras produzem os efeitos esperados, pois seriam portadores de um poder específico. Deve ser essa a crença dos que repetem incessantemente que a novidade do crescimento com um pouco menos de desigualdade e um pouquinho mais de redistribuição, ampliação das camadas médias, mais crédito e a volta das políticas de infraestrutura social estavam nos genes do que precedeu o Bolsa Família. Não há exame de DNA possível para comprovar essa hipótese. Uma certeza temos, no entanto: a de que as urnas deram a vitória a quem soube, para além da garantia da estabilização, trazer segurança e prosperidade para que sonhos e projetos possam novamente alavancar o futuro da nação.
LENA LAVINAS é professora do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2011/07/08/paternidade-impossivel-924864940.asp#ixzz1Rbo8vnSc
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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Pres. Zezinho lança documento com Revelação Divina

Generoso como sempre, o Mais Preparado dos Brasileiros, o futuro pres. Zezinho, resolveu compartilhar com o povo brasileiro a mais recente Revelação Divina que teve.
O Presidente de Nascença recebeu diretamente de Deus a inspiração para revelar a verdade sobre os horrorosos anos de retrocesso que tem sido o governo dos usurpadores do planalto.
REVELAÇÃO CELESTIAL: Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, mas caprichou mais no pres. Zezinho. (Imagem autorizada pelo bispo de Guarulhos).
A Revelação ocorreu durante o retiro espiritual liderado pelo Almirante do Tietê na Caverna do Ostracismo, fundos.  Intitulado “40 Dias no Sinai  Intelectual”, o retiro  atraiu a fina flor da ala religiosa da UDN e teve como pregador o bispo de Guarulhos e Higienópolis, D. Luiz Correia de Oliveira.
Durante o período de 40 dias no deserto, os fervorosos udenistas refletiram sobre a missão que lhes  foi outorgada pelo Todo-Poderoso (no caso, Deus): mostrar ao mundo que todos devem seguir as palavras sábias  do  Altíssimo (no caso, o Presidente de Nascença).
TENTAÇÃO: A única tentação à qual o pres. Zezinho não resistiu foi dar umas pedaladas com a ciiclonudista Soninha Copélia.
As terríveis mortificações a que se submeteram durante o retiro fizeram com que vários udenistas esmorecessem em sua fé ou, mesmo, tentassem fazer pactos com o demônio vermelho.
Mas o Maior dos Filhos da Mooca resistiu a tudo e às mais terríveis tentações.
Cheio de fervor, retirou-se por um período de 40 dias em um canto desértico da Caverna do Ostracismo. Durante esse tempo, jejuava, meditava e orava sem cassar, quer de pé, sentado ou prostado. Aí, muitas coisas lhe foram mostradas sobre a sua Missão Redentora.
Ao fim de sua profunda reflexão no deserto intelectual saiu mais forte e convencido de sua condição de Presidente Incriado, Ungido dos Céus e Chapa de Deus.
E, generoso como sempre, o pres. Zezinho resolveu divulgar a todos a Boa Nova a ele revelada: ele é o Mais Preparado de Todos os Brasileiros.
Após a divulgação da mensagem, o bispo de Guarulhos mandou seus assistentes (Pe. Dedé, Pe. Didi e Pe. Zacarias) para o Vaticano, com a missão de acelerar o processo de beatificação in vita do pres. Zezinho.
QUADRILHA: Os udenistas fizeram uma bela festa junina e rezaram de mãos dadas ao ouvir a Revelação Divina.
Comentário da tia Carmela
O Zezinho sempre gostou de retiro espiritual. Uma vez, quando ele já estava no ginásio, ele e o Reinaldinho Cabeção foram fazer um retiro. No começo, os meninos tiveram que se confessar. O padre mandou o Zezinho rezar 1000 padre-nossos, 1000 ave-marias e 200 salve-rainhas ajoelhado num quarto escuro e fazer jejum durante os dois dias do retiro. Para o Reinaldinho Cabeção, a penitência era bem mais leve. Aí o Zezinho falou pro Reinaldinho Cabeção: “o padre trocou as nossas penitências”. O Reinaldinho Cabeção passou os dois dias com fome, rezando ajoelhado no lugar do Zezinho. Que passou o fim-de-semana jogando bola, em um campinho que tinha perto da casa de retiros… 

Redação Conversa Afiada


As festividades dos 80 anos do FCH têm a dimensão da Vaidade do aniversariante.

No PiG, os 80 anos ocuparam mais espaço neste domingo do que a morte do Presidente que lançou o Plano Real, o Santo Graal dos conservadores brasileiros.

O próprio Rei Artur falou de seus 80 anos com modéstia franciscana nas comovidas páginas do Globo e do Estadão.

Os 80 anos do Farol de Alexandria preenchem o volumoso vácuo político e ideológico que se instalou no sistema conservador.

Depois do Farol de Alexandria, os conservadores perderam três eleições.

Na sucessão em 2002 nem o candidato dele, o Padim,  o defendeu.

E, mesmo assim, pelo simples fato de simbolizar o que o Governo dele significava, tomou uma surra.

Os conservadores brasileiros estão atolados em 2002.

Não foram capazes de produzir uma única ideia, uma plataforma que possa confrontar a maioria que o PT lidera.

O Padim Pade Cerra lançou um manifesto-chabu.

Seu Conselho Políico baixou meia dúzia de obviedades – e grosserias – que os tucanos repudiaram.

Houve, porém, um importante aggiornamento na ideologia conservadora que saiu do baú do FHC: foi a conversão de Cerra ao fundamentalismo na campanha de 2010, que Ciro Gomes chamou de “calhordice”.

Cerra tirou de trás do armário o tea-party brasileiro: com a tentativa de colar na Dilma o aborto clandestino (no Chile, tudo bem), ao se alojar no colo do Papa e oferecer o pré-sal à Chevron.

Cerra tem o monopólio da extrema-direita.

Demonstrou na Carta Capital o professor Wanderley Guilherme dos Santos.

É uma forma melancólica de celebrar a Obra Magna do Farol de Alexandria.

E que não ganha eleição.

Resta aos conservadores aplicar à Dilma os argumentos da UDN contra Vargas, Jango e Brizola.

Nada de novo.

Por isso, o Farol faz 80 anos tantas vezes.

Mesmo depois de se saber que ele não era o pai e de confessar que assinou o eterno sigilo sem ler.

O que não ajuda a soprar 80 velinhas.

Mas, para a Dilma, é a sopa no mel.

Os conservadores batem palmas para o Farol de Alexandria, aquele que iluminou a Antiguidade e afundou num terremoto.

E o sol não nasce no campo conservador.


Paulo Henrique Amorim

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Nem memória "Cerra" tem mais


1 - Veja o que o Serra acabou de falar no Twitter dele:
"Ghadaffi, da Líbia, foi terrorista internacional: derrubou vôo de passageiros da Panam sobre a Escócia. Amigo do PT e de Lula''.
2 - Só que o Serra se esqueceu das relações do governo de São Paulo com o Kadafi. Veja no texto abaixo:

17/02/2009 - 07:00
Diplomacia
Líbia quer investir US$ 500 milhões na América do Sul
E parte disso no Brasil. A informação foi dada pelo vice-primeiro-ministro do país árabe, Imbarek Ashamikh, em reuniões com o governador de São Paulo, José Serra, e com o prefeito Gilberto Kassab.
Alexandre Rocha - alexandre.rocha@anba.com.br
São Paulo – O governo da Líbia separou US$ 500 milhões para investir em negócios na América do Sul e quer aplicar parte desses recursos no Brasil. A informação foi dada ontem (16) pelo vice-primeiro-ministro do país árabe, Imbarek Ashamikh, durante encontros, em São Paulo, com o governador do estado, José Serra, e com o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab.
Imbarek, que lidera uma delegação com representantes de diversas áreas do governo líbio, citou principalmente interesse no setor agropecuário. “O Brasil tem uma grande importância [na América do Sul] e a delegação que me acompanha estuda possibilidades de investimentos”, afirmou. “Existe vontade política na Líbia de investir no Brasil”, declarou, acrescentando que a quantia de US$ 500 milhões “é apenas o começo”.
Serra declarou que o estado tem todo o interesse em atrair recursos líbios, pois “há carência de investimento, inclusive no agronegócio”. Ele falou, por exemplo, de oportunidades existentes no ramo sucroalcooleiro e na produção de grãos. “São Paulo tem a maior indústria do Brasil e é o terceiro estado agrícola, sendo que é o de maior produtividade, apesar de ter pouco mais de 2% do território nacional”, destacou o governador.
O secretário do Desenvolvimento e ex-governador, Geraldo Alckmin, falou sobre a Investe São Paulo, agência paulista de promoção de investimentos. “Ela poderá ajudar nesse trabalho”, ressaltou. Alckmin disse que colocará o órgão à disposição dos líbios para auxiliar na identificação de oportunidades e realização de negócios.
O vice-governador, Alberto Goldman, acrescentou que há interesse do Brasil em ampliar as exportações ao país árabe, uma vez que hoje a balança comercial pende para o lado líbio por causa das vendas de petróleo. O secretário da Agricultura, João Sampaio, afirmou que o governo pode apresentar aos líbios empresas que querem ampliar as relações comerciais.
Serra ressaltou que, além da exportação de produtos industriais ou agrícolas, São Paulo pode fornecer serviços para a Líbia, citando como exemplo o trabalho já realizado pela construtora Norberto Odebrecht no país. A empresa está à frente da construção dos dois novos terminais do Aeroporto Internacional de Trípoli e da construção do terceiro anel viário da capital líbia. O presidente da companhia, Marcelo Odebrecht, participou da reunião no Palácio dos Bandeirantes e hoje o vice-premiê vai conhecer um projeto do grupo no ramo sucroalcooleiro.
Ashamikh acrescentou que seu país quer também atrair investimentos brasileiros. Ele citou como exemplo a exploração de recursos naturais. “A Líbia é um país livre para investimentos. Existem riquezas que ainda não foram exploradas”, afirmou. Entre as oportunidades ele destacou a produção de matérias-primas para cimento e vidro e a extração de minério de ferro. Mais tarde, durante jantar oferecido pelaCâmara de Comércio Árabe Brasileira, o diretor do Conselho de Investimentos da Líbia, Abdarramhman Algamudi, destacou também projetos nas indústrias de móveis, eletrodomésticos, tecidos, produtos químicos, turismo, além do petróleo.
O vice-premiê afirmou ainda que seu governo quer promover investimentos conjuntos da Líbia e do Brasil em outros países da África e do mundo árabe. “Podemos criar um exemplo econômico a ser seguido”, disse. Além disso, ele disse que gostaria de ver em Trípoli uma feira permanente de produtos brasileiros.
Na prefeitura, Gilberto Kassab disse que é muito importante para o Brasil, e para São Paulo em especial, a aproximação com os países árabes. Nesse sentido, ele disse que vai liderar na próxima semana uma missão paulistana ao Líbano. “Espero fazer em breve algo semelhante em relação à Líbia”, declarou o prefeito, que é descendente de libaneses.
Sul-Sul
O presidente da Câmara Árabe, Salim Taufic Schahin, que acompanhou as reuniões do vice-premiê ao lado do vice-presidente de Relações Internacionais da entidade, Helmi Nasr, lembrou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou como política promover a aproximação entre países em desenvolvimento. “A atitude do presidente Lula, de caminhar cada vez mais junto aos árabes, aos países da África, à cooperação Sul-Sul, tem dado resultados que vão se intensificar no ao longo do tempo”, destacou.
No jantar oferecido pela Câmara ele falou da missão ao Norte da África liderada há pouco mais de duas semanas pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, que teve a Líbia como primeira parada. “O evento, coroado de êxito, reflete a relevância crescente da Líbia para o comércio exterior do Brasil”, disse.
Ele citou também ações já promovidas pela Câmara Árabe como a participação brasileira na Feira Internacional de Trípoli e o apoio a outras delegações líbias que estiveram no Brasil. “Na relação entre Brasil e Líbia temos um campo fértil para evoluir”, afirmou. Schahin colocou a entidade à disposição das autoridades e empresários líbios que tenham interesse em ampliar as relações e os negócios com o Brasil.
O vice-premiê visitou também a Assembléia legislativa, onde foi recebido pelo presidente da Casa, deputado Vaz de Lima (PSDB), e o Hospital Sírio-Libanês, onde conversou com o diretor clínico, Riad Younes, e com a presidente de honra da Associação Beneficente de Senhoras, que administra a instituição, Violeta
ANBA
Stanley Burburinho
By: Nassif

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Estadão "descobre" que venda de cadastro é ilegal. E a filha do Serra?


O Jornal da Tarde, do grupo Estadão, traz matéria em tom de denúncia, dizendo que empresas vendem cadastros ilegalmente.

Só o Jornal da Tarde não sabia, e também não quis saber, quando a Carta Capital noticiou no ano passado, antes das eleições, a venda de informações, inclusive a quebra de sigilo de milhões de brasileiros, por uma empresa da filha de José Serra (PSDB/SP):
Em tempo: Às vésperas das eleições do ano passado, recebi "spam" em um e-mail usado no cadastro de uma antiga conta no UOL, como e-mail alternativo.
Era mensagem em campanha pelo Zé Baixaria contra Dilma, a partir de um sistema de "email marketing" do UOL (emlmkt-0193.virtualtarget.uolhost.com.br).
Eu já havia cancelado há mais de 10 anos minha conta no provedor do grupo Folha.