Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Armínio: BNDES não acaba, mas deve emprestar menos

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O economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central e ministro da Fazenda de um eventual governo Aécio Neves, voltou a falar sobre o papel de bancos públicos, como o BNDES; "não vamos acabar com o BNDES, que é um instrumento importante"; Armínio, no entanto, antecipou o desejo de reduzir o volume de empréstimos e o tamanho da instituição; "hoje, não há meta para o tamanho do banco, mas, com critério, sem emprestar para Petrobras e grandes empresas que têm acesso a crédito privado, o volume dos desembolsos deve diminuir aos poucos"; na propaganda política, Armínio, que elevou os juros a 45% ao ano e não cumpriu a meta de inflação em dois anos, tem sido um dos principais alvos do PT 

247 - Um dos principais alvos do PT na disputa do segundo turno, o economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central e ministro da Fazenda num eventual governo Aécio Neves, explicitou sua posição sobre o papel dos bancos públicos, depois de ter dito, numa apresentação recente "não sei bem o que vai sobrar" (leia mais aqui).

Desta vez, Armínio falou aos jornalistas Alexandre Rodrigues e Clarice Spitz, do jornal O Globo. Ao ser questionado sobre como seria o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social de Aécio respondeu que "não vamos acabar com o BNDES, que é um instrumento importante".

No entanto, antecipou o desejo de reduzir o tamanho da instituição e reduzir o volume de empréstimos para empresas públicas e privadas. "Hoje, não há meta para o tamanho do banco, mas, com critério, sem emprestar para Petrobras e grandes empresas que têm acesso a crédito privado, volume de desembolsos deve diminuir aos poucos". Armínio afirmou que o volume de subsídios do BNDES às empresas é maior do que o Bolsa-Família.

Na mesma entrevista, ele afirmou que pretende trazer a inflação para o centro da meta de 4,5% "em dois ou três anos" e disse que o instrumento não será "só juros". Uma das principais críticas do PT a Armínio diz respeito ao fato de ter elevado a taxa de juros para 45% ao ano, quando assumiu o Banco Central, e não ter cumprido a meta de inflação em dois anos de sua gestão - no primeiro com 7% e no segundo com 12%.

O "economista" afirma que a inflação cairá, também, com um choque de confiança, elevando investimentos e a oferta de produtos na economia brasileira.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Moreira: vazar delação ao PiG é Golpe ! Justiça entra no jogo eleitoral com o que não tem prova.


O Blog do Paulo Moreira Leite publica entrevista corajosa de Luiz Moreira:

“Tentativa de interferência na disputa eleitoral”

Para Conselheiro Nacional do Ministério Público, vazamento de informações obtidas pela delação premiada compromete imparcialidade da Justiça

Doutor em Direito, com curso de pós-graduação na Alemanha, o professor Luiz Moreira é um dos principais estudiosos da judicialização — aquele processo das sociedades contemporâneas pelo qual o poder judiciário busca interferir em decisões do poder político. Conselheiro Nacional do Ministério Público, Luiz Moreira condena com veemência o vazamento das informações de Paulo Roberto Costa e Alberto Yousseff a respeito do escândalo da Petrobras. Isso porque elas foram obtidas pelo regime de delação premiada — cujo pressuposto é o sigilo. “Cria-se a sensação de que estamos num vale tudo e que o sistema de justiça além de imiscuir-se na disputa eleitoral também não tem compromisso com a ordem jurídica,” diz Luiz Moreira. O professor deu a seguinte entrevista ao 247:



Como explicar que informações obtidas a partir de um acordo de delação premiada tenham vazado para os jornais, para o rádio e a TV?

Explica-se a partir de uma tentativa de interferência na disputa eleitoral. É lamentável que o sistema de justiça produza essa anomalia, ou seja, que um procedimento judicial cercado de técnicas sofisticadas de colhimento dos testemunhos simplesmente se volte contra a ordem judicial que determina seu sigilo. No fundo, esse vazamento deslegitima o sistema de justiça, porque ele perde sua imparcialidade, porque perde seu apego à legalidade.

Cria-se a sensação de que estamos num vale tudo e que o sistema de justiça além de imiscuir-se na disputa eleitoral também não tem compromisso com a ordem jurídica.



Por que nenhuma autoridade assume suas responsabilidades nessa situação?

Esta situação é fruto de uma covardia institucional que prospera em certos círculos, em que arestas são evitadas. Este é o ambiente propício para que interesses corporativos se sobreponham à República. Impressiona o silêncio das autoridades e a disseminação de uma cultura de desconfiança em que todos somos corruptos até que se prove o contrário. Este ambiente que produziu uma espécie de estado de exceção que ataca diretamente as liberdades e criminaliza a política. Claro que institucionalmente estas ações tem propósito eleitoral e político. Eleitoral porque é produzida para interferir no segunda turno das eleições presidenciais; política porque fabrica a submissão do Estado aos órgãos de controle e cristaliza o status quo.



Qual a justificativa para se manter a delação premiada sob sigilo?

Era de se esperar que o sigilo  durasse, no mínimo, até que o processo eleitoral fosse concluído. Fundamental para o sistema de justiça é a produção de segurança e que a sociedade lhe atribua respeitabilidade. Se o sistema de justiça passa a agir sem critérios mínimos e passar a se imiscuir na disputa eleitoral, deixa de ser visto como imparcial. O sigilo é inerente à delação premiada. Nesse sentido, os testemunhos só são verossímeis se acompanhados de provas. Sem provas, não têm qualquer valor jurídico.



Por que acreditar que as informações estão sendo divulgadas de forma seletiva?

A seletividade é óbvia. Explico: os depoimentos colhidos são tomados a partir de uma técnica sofisticada que garante o sigilo, protege os dados e impossibilita tanto a difusão do teor dos depoimentos quanto das informações colhidas. Nesse sentido, há uma engenharia responsável pelo vazamento que seleciona criteriosamente que partes devem ser divulgadas e o momento adequado para que o vazamento chame mais atenção e cause mais impacto nos eleitores. Estou afirmando claramente que há um projeto de poder nesses vazamentos, que tenta se sobrepor pelo medo, na medida em que produz uma chantagem institucional sem precedentes. Não por acaso as duas delações em que questão vazam, respectivamente, na reta final do primeiro turno e no início do segundo. Todo mundo sabe que seria possível aguardar o fim das eleições. Isso não iria interferir de forma nenhuma na produção de provas nem nos testemunhos.

Em tempo de amigo navegante enfurecido com o PT:

O PT e Dilma estão pagando pela ineficiência no combate à oligarquia midiática. Pensaram que a conquistaria pelo exemplo do bom comportamento. Queriam aparecer no JN, pois agora estão, todo dia.
Leia também:

Tarso denuncia: usam a Petrobras para dar o Golpe !


Juiz da Petrobras entra na campanha

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

ARMÍNIO SOBRE BANCOS PÚBLICOS: "NÃO SEI BEM O QUE VAI SOBRAR"





O argumento de Armínio, de que é preciso guardar relação entre a produtividade e o salário, é uma falácia, porque o aumento do salário estimula, justamente, o aumento da produtividade do trabalhador. Não é culpa do mesmo se o empresário não investe em tecnologias que elevem a produtividade da firma.
Ao contrário, salários historicamente baixos sempre fizeram os empresários preferirem contratar "escravos" a investir em criatividade e inovação.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

ONDA MARINA ARREFECE. VOLTARÁ A CRESCER?

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Aécio, o menino de ontem.

Camille Claudel  e  Laerte Braga 
"Fulano é um menino de ontem".
Essa era uma expressão que ouvia lá em casa para definir as pessoas adultas mas também imaturas ou de certo modo ultrapassadas. Observando toda a história pregressa de um certo político mineiro, concluí que a expressão se encaixa perfeitamente nele. “Aécio Neves é um menino de ontem”. A expressão se encaixa perfeitamente no aspecto político, pois o ex-governador de Minas Gerais representa o Brasil das elites brancas, do capital e dos neoliberalistas, páginas passadas da política brasileira que não podem se repetir. Além disso, a história dele tem nas entranhas da sua candidatura os elementos mais retrógrados da época ditatorial brasileira.

Em 1960, Aécio Neves da Cunha nasceu, filho de Aécio da Cunha e Maria Inês. O pai foi deputado federal pelo antigo Partido Republicano de Artur Bernardes e a mãe é filha do ex-presidente Tancredo Neves. Com a separação dos pais foi viver com o avô Tancredo e a avó Risoleta.Sua mãe tornou a casar-se com Gilberto Farias, ex-dono do Banco Real, fundador do Banco Bandeirantes e atual acionista majoritário da CREFISA, que opera na área de empréstimos a consumidores e investimentos.

As dificuldades criadas por Aécio em seu processo de crescimento levaram o avô a enviá-lo ao Rio, aos cuidados da mãe, que não conseguindo mudar o estilo playboy de vida, mandou-o a Juiz de Fora em Minas. Lá, residia o general Roberto Neves, irmão de Tancredo, que assumiu o compromisso de impor ao jovem problema, um regime mais duro de criação. O militar não obteve sucesso. Na tentativa de encaminhar o neto que se encontrava próximo ao universo das drogas Tancredo o trouxe para perto de si, fez dele seu assessor político, embora o neto não demonstrasse nenhum apetite por política.

Com a morte do avô, Aécio voltou ao Rio, de onde na verdade nunca saíra, até ser convencido, a contragosto, a candidatar-se a prefeito de Belo Horizonte, pois o sobrenome e condição de neto do ex-presidente abriam portas políticas para o PSDB. Perdeu as eleições para prefeito, mas acabou eleito deputado federal, mandato para o qual foi reeleito e em 2000, apoiado pelo grupo mineiro do PSDB e de estados do Nordeste, acabou eleito presidente da Câmara dos Deputados, em aberto confronto com o candidato oficial do governo FHC, Inocêncio Oliveira de Pernambuco.

Eleito governador de Minas em 2002, reeleito em 2006, transformou o estado numa espécie de propriedade privada de seu grupo político, montou uma verdadeira máquina de propaganda com familiares no comando, criou mecanismos de censura à imprensa (documentados em vídeo encontrável no GOOGLE) e mesmo com a falência geral do estado, conseguiu eleger seu sucessor, mais pela fraqueza dos adversários que propriamente por sua força e terminou senador.

Em duas oportunidades, 2006 e 2010 tentou ser o candidato presidencial dos tucanos e perdeu a indicação. A primeira para Geraldo Alckmin e a segunda para José Serra, de quem é inimigo mortal.
Acusado de desviar verbas da saúde, através do seu secretário Marcus Pestana (deputado federal e presidente estadual do PSDB), responde a processo no Tribunal de Justiça de Minas Gerais na condição de indiciado.

Com as disputas internas dentro do seu partido, José Serra planejava uma terceira candidatura, Aécio começa a ter expostos os atos corruptos de seu governo, como os aeroportos clandestinos em Cláudio, terra de sua avó e em Montezuma, MG, onde é sócio de uma empresa.

Toda a força de Aécio é atribuída a sua irmã Andréa Neves, que na juventude curiosamente flertou com a esquerda, e ao ex-governador Antônio Anastasia, um técnico que virou político (autor do projeto que, na Constituinte, criou o fator previdenciário prejudicando milhões de aposentados e trabalhadores em vias de aposentadoria).

Incapaz de recitar o alfabeto, fala o A, engasga no B e tropeça no C, cai e não levanta mais, é o candidato tucano a presidente e sofre bombardeio de seus próprios aliados,principalmente do PSDB paulista e especificamente José Serra.

(Quando jovem flertou com o comunismo e participou do Congresso Mundial de Jovens em Moscou (fotos disponíveis no GOOGLE e já publicadas pela mídia brasileira). Segundo seus amigos foi muito mais por conta de um rabo de saia que lhe interessava que propriamente por simpatia ao marxismo.)

É ligado ao senador José Perrela e seu filho Gustavo Perrela, donos do helicóptero preso no Espírito Santo com 450 quilos de cocaína, há acusações de uso e tráfico de drogas (no aeroporto próximo ao de Cláudio a Policia Federal apreendeu 60 quilos de cocaína e há suspeitas de poucos de traficantes no aeroporto particular naquela cidade).
Tem dificuldades sérias em todas as sabatinas para responder sobre o problema. Via de regra contorna e trata de outros assuntos,Patina nas pesquisas, começa a perder apoio popular dentro de Minas, embora ainda seja o favorito no estado e tenha muita simpatia de alguns setores da mídia, com exceção das que são ligadas a seu mais fervoroso adversário, Serra. 

Foi preso dirigindo alcoolizado no Rio, na Lagoa, em blitz policial e sua carteira estava vencida. Recusou-se a submeter-se ao teste do bafômetro e pouco tempo depois foi fotografado completamente bêbado num bar do Leblon, distribuindo notas de cem aos garçons, cozinheiros e gerente. Tem o apoio de FHC, mas sofre pesado bombardeio de jornais, como FOLHA DE SÃO PAULO, ligados a Serra. Em uma clara tentativa de provocar a renúncia da candidatura do ex-governador mineiro e substituição pelo próprio Serra. Um delírio do atual candidato ao Senado por São Paulo. 

Este perfil retrógado do “menino de ontem”, nada combina com a conjuntura atual do país. O Brasil é uma das lideranças do BRICS e trabalha em conjunto com outros países da América latina. Rechaça a ALCA, (proposta de
livre comércio nas Américas feita pelos EUA sem tarifas alfandegárias que ignora Cuba) baluarte do governo de FHC. Este bloco econômico, sabiamente recusado pelo Brasil, foi muito bem definido pelo ministro Celso Amorim em entrevista para ISTOÉ aqui(http://www.vermelho.org.br/rr/noticia/10140-.) “Não foi um fracasso, ao contrário, conseguimos desmontar um esquema que seria ruim para nós.

A ALCA, do jeito que estava desenhada, seria prejudicial aos interesses dos empresários e dos trabalhadores brasileiros. Não poderíamos desenvolver a indústria naval como estamos fazendo porque isso depende do dinheiro do governo e os americanos não queriam permitir tal financiamento público. Não poderíamos manter uma política de remédios baratos para o povo porque isso significa ter normas sobre patentes mais flexíveis, que os Estados Unidos não aceitavam. Também na questão dos subsídios agrícolas, que nós combatemos, não teria sido possível avançar. 
Por isso, paralisar as negociações da Alca, da maneira que estava colocada, não foi uma 

derrota, mas uma vitória para o Brasil”, disse. Um bom exemplo é a situação do México com a NAFTA (área de livre comercio entre países da América do Norte) com a implantação de maquiladoras, fábricas onde apenas se terceiriza a mão de obra. Esse é um exemplo da política econômica que inspira Aécio e seus assessores. Um destes assessores e conhecido ministro da era FHC, é Armínio Fraga. Armínio é o homem que representa as ideias de George Soros no Brasil. Mas a mídia prefere essa política, pois, faz para seus megainvestidores, que tem no capital internacional como Murdoch, seus principais sócios. Por isso, nada pode sombrear essa candidatura mesmo que escândalos pululem.



"Na mídia brasileira a oposição não rouba, comete deslize", como afirma o repórter investigativo, Stanley Burburinho. Assim, podemos definir o que se passa nos noticiários ao nosso redor. Essa é a coisa que mais intriga e revolta a quem pensa as notícias no Brasil com seriedade, honradez e transparência. A maneira como são contadas as histórias que muda com contundência em determinados momentos, e usa eufemismos em outros, dependendo de quem é o objeto da notícia.



A última história apurada pela Folha, mesmo com termos delicados, é que o governo de Minas Gerais, no segundo mandato de Aécio, construiu um aeroporto em terra de sua família. Há algum tempo, houve o primeiro escândalo, dentre muitos, envolvendo o PSDB, que chegou perto do principal candidato de oposição da direita: um avião propriedade de Gustavo Perrella (SDD como citado acima, no entanto nada aconteceu até o momento. Logo depois, descobriu-se que o então governador Aécio presenteou seu tio-avô com 14 milhões, sim ... pois esse é o valor estimativo de um aeroporto que liga as fazendas da prima e tio. O aeroporto ainda se encontra sem homologação da ANAC, principal órgão de fiscalização no país, porque não mandou nenhuma a documentação.



Em um jogo de palavras, saiu na web, chistes de um aeroporto dos "confins" particulares. Clara alusão com o maior aeroporto de Minas chamado dos Confins. O novo

aeroporto construído por Aécio Neves é na cidade de Claudio. Dados mais recentes, dão conta que a empreiteira que o construiu, recebendo os 14 milhões em 2010, ainda é fiel escudeira de Aécio em doações de campanha. Outras informações, mostram um aeroporto erguido em uma cidade rural que não tem ambulâncias e sofre com problema de abastecimento de água, entre outras coisas.



Além disso, um tio do candidato à presidência, desapropriou a terra, mas continua na prática dono dela, pois o aeroporto só funciona com autorização dele. O tio do candidato foi desapropriado, mas contesta na justiça o que o governo do estado pagou por ela. A sorte é que o candidato de oposição tem esse forte apreço da mídia que interpreta com eufemismos os escândalos .... mas aqueles homens e mulheres que reconhecem um perigo na volta da corrupção velada, sempre tão escondido que foi no nosso pais na ditadura e até pouco tempo quando um presidente privatizou e dissolveu conselhos de fiscalização, abafando qualquer investigação aqui http://www.blogdacidadania.com.br/2014/04/como-o-psdb-enterrou-a-cp... temos uma lembrança do "engavetador geral " apelido dado aos procurador na era FHC que assombra até hoje, aqui http://www.pragmatismopolitico.com.br/2012/05/ engavetador-geral-do-governo-fhc-recebeu-dinheiro-de-carlinhos-cachoeira.html e quando não tínhamos órgão de transparência e a liberdade de falar. Hoje no combate a corrupção os casos são mais investigados e a imprensa tem mais liberdade a informação. Infelizmente a imprensa tem utilizado mal os poderes que tem.



Cada vez mais temos portais de transparência governamentais. Coisa única feita por essas bandas onde o povo só agora tem acesso a cada ação de governo por determinação do governo federal. Da parte de Aécio, os escândalos pipocam, pululam e ululam. Há aquele envolvendo nepotismo, quando no seu segundo mandato nomeou o primo Fernando Tolentino, como um dos assessores de governo numa trilha de caros de confiança. Ainda segundo investigações jornalísticas, o menino Aécio teria colocado mais 8 parentes para cargos de confiança.



(Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2014/07/aecio-usa-le... ).



Especula-se também que os aeroportos de Montezuma e Claudio poderiam ser usados para evasão de riquezas, (Será) já que sem registros, e em particular um metal raro conhecido como Nióbio. O Brasil possui esta riqueza em maior escala que em qualquer outro lugar do mundo. O metal é utilizado na indústria crescente de alta tecnologia, necessário na liga de ações especiais que resiste a altíssimas temperaturas.



Um elemento químico fundamental na fabricação de todo tipo de produto tecnológico de gasodutos a piercings, da indústria aeroespacial, nuclear a lentes óticas, turbinas de avião, automóveis é muito controvertido e tem potencial para mudar a história econômica no Brasil se é que me faço clara. fonte e aqui http://sergiorochareporter.com.br/acao-bilionaria-envolve-aecio-e-a... temos diversos dados, denúncias em câmara envolvendo as questões de concessão de minérios aqui https://www.youtube.com/watch?v=LPo0q2-IIMI e até hoje um jornalista se encontra preso em Minas por denúncias gravíssimas e dignas de investigação urgente aqui http://limpinhoecheiroso.com/2014/01/22/na-terra-do-aecio-jornalist..., o nos lembra outro escândalo envolvendo Aécio jornalistas presos e censura da imprensa no reino do Senador aqui https://www.youtube.com/watch?v=_gsasZAo9X0 )



A censura na imprensa de Minas é de domínio internacional facilmente encontradas referências no Google, https://www.youtube.com/watch?v=GO9m29mpi30 além existem denúncias no legislativo em plenário e constatação geral que as coisas em Minas Gerais não são como saem nos noticiários são amplamente abafadas pelos assessores do menino do refúgio de “Versailhes (nome que dá a sua grandiosa propriedade em Claudio) . Esquemas ligados a manipulação de informações onde o “Rei Sol Aécio” pareça realmente uma figura perfeita apesar dos inúmeros retoques, interessa a grupos estrangeiros e grupos que se auto intitulam como aristocratas aqui https://www.youtube.com/watch?v=7nL0IFghHz8 e aqui https://www.youtube.com/watch?v=thzrVXMd8Iw.



A grande discussão sobre Aécio quebrar o estado de Minas passa pelo uso desse mesmo estado para o projeto de alguns grupos de colocá-lo no poder a qualquer preço, pois ele seria o arcabouço do presidente ideal para as oligarquias, agronegócio, banqueiros internacionais, vide caso recente do Santander que toca uma estreita ligação com o candidato da direita e seita ultraconservadora OPUS DEI que por sua vez teve franca ligação com ditadura franquista na Espanha aqui (http//www.pranselmomelo.com.br/2012/01/banco-santander-opus-dei-e-vaticano.html), após se encontrar em meio à crise da Espanha onde passou diversos atropelos e continua com dívida aqui http://www.labolsa.com/finanzas/banco+santander+particulares , demonstrou seu claro interesse em eleger Aécio Neves seja por sua política econômica que retorna ao neoliberalismo e logo privatizações, seja pelo fato que se especula no interesse do Santander em bancos brasileiros de sucesso que poderiam ser vendidos aos espanhóis caso Aécio chegasse ao poder, ou uma rápida expansão segundo alguns analistas verso os novos emergentes brasileiros, em comum comunidades pacificadas onde eles se apressaram a montar filial no Rio.



Ministério público investiga já família há cerca de trinta anos : ( https://twitter.com/MGsemcensura/status/492400602568478721/photo/1) e aqui ( http://www.bahianoticias.com.br/estadao/noticia/43986-aeroporto-que... ) e aqui

( http://www.bahianoticias.com.br/estadao/noticia/44126-minas-preve-a... )

e sempre houve Confusão entre público e privado (https://twitter.com/MGsemcensura/status/492400602568478721/photo/1) A pergunta que fica no ar e é: esses aeroporto sem registro quem usou, quem usa como se dáseu uso e que ligação tem com nióbio e minérios brasileiros em geral e qualquer outra atividade ilegal? E quanto as terras frutos de grilagem? Aqui( http://luizmullerpt.wordpress.com/tag/aeroporto/ )

As perguntas que ficam exatamente é por que não está regular, legal? Imprescindível uma investigação mais aprofundada, que realmente se realiza e nos dê retorno mesmo em Minas. Aqui (http://www.brasildefato.com.br/node/29304 ))



Um aeroporto feito com dinheiro público é coisa séria e não pode ser esquecida, não serve ao público que o financiou porquê? É da família? E a quem e no que mais serve?

terça-feira, 27 de maio de 2014

O teto do antipetismo




Desde 2006, a cada eleição presidencial a cantilena oposicionista-midiática é a mesma: dessa vez, vai. Em 2006, o terremoto do mensalão fez a mídia e seu aparato político, a dita oposição, acreditarem que tinham “matado” Lula – politicamente, por mais que a vontade fosse literal. Em 2010, as teorias eram sobre como o mesmo Lula não conseguiria transferir votos a Dilma.
Em 2014, a aposta é na queda da aprovação a Dilma e ao seu governo. Uma queda que de fato ocorreu. Porém, o que os entusiastas dessa teoria parecem não enxergar – ou não querer enxergar – é que essa queda não se resume a Dilma; a classe política perdeu aprovação de forma generalizada, tanto à direita quanto à esquerda, passando pelo centro.
Poucos se dão conta de que, apesar de Dilma não ter mantido a aprovação estratosférica que chegou a ter – e que quem lê este blog sabe que, por aqui, sempre foi vista com reservas –, na última pesquisa Ibope, por exemplo, a presidente da República apareceu com impressionantes 52% de votos válidos contra 48% da oposição todinha somada. Incluindo nanicos.
Estudo recente feito por esta página mostrou que o desempenho dos pré-candidatos de oposição, ao menos até aqui, não difere em nada das três eleições anteriores. Aliás, aquele estudo revelou que o desempenho de Aécio Neves está até um pouco abaixo da média que costumam ter os candidatos do PSDB na pré-campanha.
Sim, Dilma apareceu com aprovação e desaprovação empatadas no último Ibope – respectivamente, 47% e 48%. Porém, a divulgação da avaliação só da presidente e a ocultação da de governadores e prefeitos esconde que essa desaprovação atingiu a todos os governantes. Nem por isso é crível que todos os outros chefes de governo não serão reeleitos.
Mas o mais impressionante é metade da opinião pública apoiar a presidente. Ela, seu padrinho político ou seu partido apanham todo dia na mídia. Supostas “más notícias” da economia tomaram jornais, telejornais, revistas, portais de internet, rádios. E o máximo que conseguiram foi dividirem o país?
Não vamos nos esquecer de que isso foi alcançado sob o silêncio quase absoluto de Dilma, quem, até que Lula concedesse entrevista a blogueiros pregando que reagisse, praticou quase uma autocensura, deixando que a mídia a esmagasse sem sequer esboçar reação.
O que aconteceria se Dilma não tivesse se autocensurado? Dificilmente teria perdido tanta aprovação. Só que vem aí a campanha eleitoral na tevê, quando ela, seu padrinho e seu partido terão espaço para dizer tudo aquilo que hoje não pode ser dito em pé de igualdade com o “noticiário” massacrante.
O que a mídia chama de “discurso do medo” apavorou tanto a mídia e a oposição simplesmente porque é um discurso muito forte. Por que é forte? Porque se baseia em fatos – quais sejam, no que ocorreu no passado e nas propostas oposicionistas do presente, como no caso das “medidas amargas” pregadas por Aécio Neves e Eduardo Campos.
Este blog acalenta a opinião de que a grande maioria dos brasileiros, incluindo a parte politizada, em média tem memória fraca. Esquece-se do clima que a mídia estabeleceu nas eleições presidenciais anteriores, do nível de ataques de 2006 e 2010. E também de que a força pré-eleitoral da oposição não era menor do que a de hoje.
Sim, Dilma está mais fraca do que estava Lula em eleições anteriores, mas a oposição também está.
Mais da metade dos brasileiros que pretendem votar permanece ao lado de Dilma. É impressionante. Esse contingente está resistindo a um massacre da presidente empreendido ao custo de uma quantidade imensa de dinheiro que vem sendo despendido pelos grandes grupos de mídia. E, ainda assim, mais da metade do eleitorado votante resiste.
Segundo o Ibope, há cerca de 10% de indecisos. Porém, seria preciso uma mordaça em Dilma, em Lula e no PT para que todo esse contingente se decidisse pela oposição. Há o outro lado da moeda que as vítimas da avalanche midiática ainda não analisaram, mas que irão analisar quando os candidatos tiverem espaço na televisão e no rádio.
A grande esperança da direita midiática é a Copa. A aposta no caos, em alguma tragédia causada pelos grupos cada vez mais desmoralizados que prometem até atacar delegações estrangeiras, porém, é exagerada. Até a colunista da Folha de São Paulo Eliane Cantanhêde, que se dedica a atacar Dilma, Lula e o PT todo dia, acha que quanto mais excessos os grupos que prometem que “não vai ter Copa” cometerem, mais apoio a Copa terá.
Tudo somado, esses 40% que hoje prometem votar em Dilma certamente ampliar-se-ão em um eventual segundo turno. E quem diz isso não é este que escreve, mas o pré-candidato Eduardo Campos, quem, na última segunda-feira, no programa Roda Viva, disse que Aécio inspira terror nos que se beneficiaram das ações do governo federal.
Eduardo parece estar descobrindo que, no bastante provável segundo turno, seu eleitorado não o seguirá, caso adira a Aécio. O PSDB, por razões óbvias, continua sendo visto como o partido dos ricos e dos que pensam que são ricos. Como em 2002, 2006 e 2010, caso haja segundo turno dificilmente ele obterá melhores resultados que Geraldo Alckmin e José Serra.
Aécio diz que se “especializou” em “derrotar o PT” em Minas Gerais, como se o seu desempenho em seu reduto eleitoral bastasse para se eleger presidente. Alckmin também se “especializou” em “derrotar o PT” em São Paulo e, ainda assim, foi surrado por Lula em 2006.
O antipetismo cresceu, sim, mas bem menos do que o “necessário”. Metade dos brasileiros não deu bola para o massacre de Dilma e a outra metade está muito dividida e dificilmente irá toda para a oposição. A parte que não for será mais do que suficiente para ela se reeleger. O antipetismo atingiu seu teto. E não é alto o suficiente para devolver o poder à elite branca.

domingo, 25 de maio de 2014

A oposição só acredita em desemprego




Aécio Neves não se fez de rogado: a saúde da economia depende de medidas impopulares, entre elas, claro, o aumento do desemprego.

Arquivo


















Ciclos de recessão e desemprego fazem parte da dieta normal da tristeza capitalista. Isso é história econômica banal. Mas nada triviais são os esforços para evitar, superar e em último caso amenizar as seqüelas que, como já diagnosticara Alexis de Tocquevile, constituem o outro lado da moeda da expansão do mercado.
 
Em favor da verdade, a necessidade de intervir nesses maléficos processos não foi desde logo reconhecida nem muito menos, mesmo depois de registrada em cartório, aceita como necessária. Para os que, julgando-se Isaac Newton, acreditavam que as leis dos mercados capitalistas copiavam as leis da física clássica, toda intervenção seria inútil, tentativa de emendar a lei da gravidade universal. Pior, seria desastrosa, desajustando as leis da oferta e demanda. Foram precisos muito desemprego e muitas recessões até que surgissem concepções não mecânicas do mundo humano. 

No Brasil criou-se o seguro-desemprego em 1986, embora já previsto na Constituição de 1946. O Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), instituído em 1990, foi outro grande marco de defesa do trabalho diante da imprevisibilidade capitalista. Finalmente, durante as três administrações petistas estenderam-se amplamente as políticas pró-trabalho. Não é à toa que organismos internacionais proclamam a excelência do programa Bolsa-Família, entre outros, copiada em vários países.

Mas o seguro-desemprego e equivalentes só compensam relativamente a perda de renda quando o trabalhador já está desempregado. Com o fim da estabilidade no emprego, na década de 80 do século passado, estabeleceu-se um buraco legislativo que a criação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) não preencheu. Trata-se de desenhar medidas que evitem ao ciclo de expulsão do mercado de trabalho sem onerar excessivamente a folha de pagamentos das empresas. É neste sentido que os Ministérios da Fazenda e do Trabalho preparam medida provisória regulamentando a flexibilização da jornada laboral. Por ela, as empresas em comprovada dificuldade financeira cortariam temporariamente em até 30% o salário do trabalhador enquanto o governo ficaria responsável por complementar metade da parcela reduzida. Com a dificuldade financeira conjuntural do FAT (com fundos destinados a outras demandas do crescimento econômico e proteção aos trabalhadores), o governo inclina-se para financiar o programa com recursos do FGTS. Na proposta, o empregado beneficiado continuará a descontar para o Fundo de Garantia do Trabalhador. As centrais sindicais estão de acordo com a futura medida provisória. 

Sem nenhuma surpresa, já se ouvem vozes críticas ao financiamento do novo programa, disfarce da real oposição que, no fundo, é à própria medida. Não importa que programas semelhantes tenham sido implantados em um punhado de países, desenvolvidos ou não: Bélgica, Alemanha, Itália, Japão, Nova Zelândia, México, Hungria e República Tcheka. O Brasil, para esses arautos, nunca estará pronto para nenhuma iniciativa contrária ao mito do automatismo mercadista. Se o FAT, conjunturalmente, apresenta débitos em suas contas, o excedente real do FGTS não deveria ser utilizado em seu lugar, tendo em vista possíveis despesas futuras de origem sabida ou não sabida. Ou seja, uma possibilidade, que a seu tempo será administrada, como tudo em qualquer governo, seria motivo para abortar um extraordinário benefício atual, considerando as mais do que previsíveis oscilações do mercado.

O terrorismo fiscal sempre fez parte do embornal conservador. De nada valem os fracassos de suas previsões. Mudam de argumento. Os conservadores brasileiros estão, todavia, exagerando. Além de substituírem as verdadeiras estatísticas nacionais pelos sensacionalismos da mídia estrangeira, apelam para um indicador único para avaliar o “sucesso” de um governo: a taxa de desemprego. Quanto maior, melhor o governo. Deles.  

O problema, como se sabe, não faz parte da estratosfera sustentável em que Marina Silva desfila. Eduardo Campos é omisso neste quesito, assim como em vários outros, embora fosse interessante saber como ele faria mais e melhor em matéria de emprego e de proteção ao trabalhador. Aécio Neves não se fez de rogado: a saúde da economia depende de medidas impopulares, entre elas, claro, o aumento do desemprego. Só desemprego estima a saúde de uma economia. Repetindo: para a oposição quanto maior o desemprego, melhor o governo. Cáspite!  


DILMA: OS FANTASMAS NÃO VOLTARÃO !


Dra Laurita, dá pra proibir voto ?
No Globo Overseas:


BRASÍLIA – Em tom raivoso (sic), a presidente(a – PHA) Dilma Rousseff fez neste sábado o mais duro ataque aos adversários Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Na abertura do 17° Congresso da União da Juventude Socialista, do PCdoB, seu mais fiel aliado, a presidente(a – PHA)disse que é ela quem tem a agenda do futuro e, novamente usando o discurso do medo (sic) usado pelo PT na propaganda oficial do partido, disse que não permitirá que o país volte ao passado e fique de joelhos. Disse que seus adversários vão tomar medidas impopulares e os chamou de “espectros fantasmagóricos”.

— Eu não fui eleita para desempregar o trabalhador, a trabalhadora, não fui eleita para colocar o país de novo de joelhos, não fui eleita para acabar com a política industrial do país, não fui eleita para privatizar empresas públicas e eu não fui eleita para varrer a corrupção para baixo do tapete ou engavetar como era a prática anterior — discursou Dilma em clima de campanha aberta
 (sic).

Diante de uma plateia barulhenta 
(sic), que passeou com um estandarte com sua foto de mão em mão, Dilma disse que tem lado, e que seu lado é o dos que mais precisam, dos que mais sofrem, o lado dos excluídos, é o lado dos jovens, dos negros, das mulheres, de todas as opções sexuais, o lado do Brasil, o lado do povo brasileiro.

— Quem tem lado sabe que é preciso estar atento, é preciso estar ao mesmo tempo com um olho no futuro e outro no passado. Este olho no passado é para evitar que outros incertos, espectros fantasmagóricos tentem voltar com as ameaças às conquistas dos brasileiros, que voltam com que eles já chamam abertamente de medidas de impopulares e que significam arrocho salarial, desemprego e recessão e se traduzem sempre na redução de direitos que o povo e a Nação conquistaram com muito esforço.

(…)



Clique aqui para ver na TV Afiada: “O comercial do PT que enlouquece o PiG!”.

Aqui para ler “Comercial do PT doeu porque é verdadeiro”.

Aqui para ver sugestão de amigo navegante “Vamos deixar os fantasmas pra trás”.

Aqui para ver na TV Afiada: “Tem saudade dos fantasmas do PSDB ?”.

aqui para ler “Dra Cureau voltou: TSE suspende vídeo do PT !”.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Crise na campanha de Aécio Neves

Com seu partido enfraquecido, resta ao PSDB torcer para que os partidos não sejam a principal força motriz das eleições deste ano.

A maior crise na campanha de Aécio

Uma crise se abate sobre a campanha de Aécio Neves. De todos os problemas que já enfrentou, a bomba de efeito retardado chamada "Pimenta da Veiga" é, sem sombra de dúvida, a maior até o momento.

Ela explodiu justo em Minas Gerais, onde Aécio esperava tirar parte da diferença de votos que Dilma terá em outros estados.

A escolha de Pimenta da Veiga, um dos pais das privatizações dos anos 1990 e um dos filhos diletos do governo FHC, parecia ideal, mas foi implodida a partir do momento em que a Polícia Federal (PF) desvelou a teia de relações montadas pelas empresas de Marcos Valério no mensalão tucano.

A PF indiciou Pimenta por ligações consideradas mais que suspeitas com o esquema.

Como se o problema já não fosse suficientemente grande, Aécio e Pimenta cometeram o erro de levantar suspeitas sobre a ação da PF.

Para tentar rebater o inquérito e confrontar a PF, o indiciado alegou que seus negócios com Marcos Valério eram lícitos. Como “prova”, afirmou que tudo havia sido declarado à Receita Federal.

A informação mostrou suas pernas curtas quando veio o desmentido, da própria PF, de que Pimenta só revelou seus negócios com as empresas que abasteciam o mensalão tucano depois de o esquema ter sido estourado pela CPI dos Correios.

Após o escândalo, em 2005, Pimenta fez uma declaração retificadora, na qual apareceram, finalmente, R$300 mil. Grande ideia, só que, para a PF, o esquecimento e a retificação, feita só depois da CPI, são prova da tentativa de esconder o dinheiro.

O risco é que o pré-candidato do PSDB de Minas, agora provável ex-pré-candidato, se transforme em réu em plena campanha. Mesmo se afastado da disputa, Pimenta da Veiga permanece como rescaldo.

Devagar e indeciso


A trapalhada em Minas foi grande e provoca não apenas um estrago na candidatura tucana ao Governo do Estado. Reforça dúvidas, sobretudo entre os tucanos paulistas (à exceção de FHC), sobre a própria perspicácia de Aécio nesta campanha.

A calma entre os correligionários já está com o prazo de validade vencido, dado o avanço do calendário eleitoral e  as intenções de voto empacadas, pesquisa após pesquisa.

Considerado lerdo para pôr sua candidatura na rua e acanhado em falar para valer como oposicionista, Aécio foi alertado de que precisava reagir para ficar claro seu perfil anti-Dilma e evitar que caísse sobre ele a mesma pecha de picolé de chuchu que colou em Geraldo Alckmin, nacionalmente, em 2006.

A aproximação com Eduardo Campos foi vista como um péssimo negócio, que beneficiaria mais o PSB, bem menor em todo o país, do que o PSDB.

Até agora, Aécio não foi capaz nem mesmo de escolher o nome para a sua vice. Entre as opções e indecisões, se fala até em Fernando Henrique Cardoso, que, mesmo internamente ao PSDB, é tido como a alternativa mais desastrosa - tal a rejeição que o ex-presidente goza na opinião pública.

Como se isso não bastasse, falta palanque próprio a Aécio em estados importantes. Onde se comemora a adesão de setores do PMDB, como no caso da Bahia e no Rio de Janeiro, os festejos encobrem um quadro de velório do PSDB enquanto partido.

Além da Bahia e Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Alagoas e no Distrito Federal, o partido ou recorrerá a alianças com outros partidos  ou terá que se contentar em lançar candidatos “pangarés”, pouco competitivos.

Situação grave, pelo tamanho do colégio eleitoral, é a do Rio de Janeiro. O Partido se esfacelou no estado. Aécio, ao procurar remendar, cometeu outra trapalhada ao lançar uma celebridade, o técnico de vôlei, Bernardinho, que recusou a candidatura logo após ter sido “confirmada” por Aécio.

Depois de cogitar Ellen Gracie, a inexpressiva ex-ministra do STF, o Partido pode acabar não lançando ninguém, deixando o pouco que resta de sua base livre para apoiar a candidatura de Luiz Fernando Pezão, do PMDB.

Aposta na mídia e nos bancos para decidir a eleição

Com tamanhas fragilidades, os tucanos ainda têm que evitar que Eduardo Campos os ultrapasse. Para tanto, contam com o fato de que, se o PSDB vai mal das pernas, ainda assim tem uma máquina eleitoral maior que a do PSB.

Com seu partido enfraquecido, resta ao PSDB torcer para  que os partidos não sejam a principal força motriz das eleições deste ano.

Os tucanos esperam que a velha mídia e os financiadores de campanha, principalmente os bancos, façam toda a diferença, principalmente diante do alastramento do inconformismo entre uma parcela expressiva de eleitores.

Nesta hora, o pedido de vistas do ministro Gilmar Mendes, no STF, que segura a decisão que proibirá o financiamento empresarial a campanhas eleitorais, vem a calhar.

Para atender à velha mídia, Aécio  veio para cima com o mote da CPI da Petrobrás.

Para atender aos bancos, principalmente o Itaú Unibanco,  deixou correr a informação de que Armínio Fraga é o seu candidato a ministro da Fazenda.

É bom lembrar que, quando Fraga foi presidente do Banco Central de FHC, tinha Ilan Goldfajn como diretor de política econômica. Ambos se tornariam sócios na Gávea Investimentos. Goldfajn é hoje economista-chefe é sócio do Itaú Unibanco.

Por isso, apesar da tempestade, na  mídia tradicional, a previsão para Aécio Neves é de tempo bom.

Para parceiros como o Itaú Unibanco, mesmo com o inferno astral do PSDB,  Aécio continua sendo um partidão.


(*) Antonio Lassance é cientista político