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quarta-feira, 22 de junho de 2016

Jatinho e laranjal dos pneus implodem o legado de Eduardo Campos; danos na política atingem base de Temer e a “terceira via”




Jatinho e laranjal dos pneus implodem o legado de Eduardo Campos; danos na política atingem base de Temer e a “terceira via”


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Da Redação VIOMUNDO
Depois do PT, do PMDB e do PSDB, agora quem vai ocupar as manchetes dos jornais é a autodenominada “terceira via”: Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva (Rede) se apresentaram assim nas eleições presidenciais de 2014.
Porém, a Operação Turbulência poderá demonstrar que a campanha de ambos foi financiada por um grupo de empresários associado ao que policiais definiram como a “máfia dos pneus”.
A história vem de longe.
Em 18 de janeiro de 2005 autoridades brasileiras pediram formalmente a um tribunal federal dos Estados Unidos que o FBI investigasse um grupo de pessoas e indivíduos suspeitos de fraude e lavagem de dinheiro.
Da lista faziam parte Apolo Santana Vieira, Matteo Bologna, Marco Arce, Rodrigo Arce (Rodrigo Tavares ou Rodrigo Tavares Arce), Eduardo Manoel Priori Ferreira da Silva, Maria das Graças Queiroz Gomes, Antônio Henrique Vieira Nunes, Carlos Rafael de Santana, Maria Silza Ferreira de Lavor, Joselma Gonçalves da Silva, Eudes Queiroz Gomes, Walter da Silva Vieira, Robson Magno Conceição Fonsêca, Gil Tavares de Freitas (Gil Tavares Freitas) e Evandro Antônio do Nascimento.
No pedido eram mencionadas as empresas Alpha Pneus, Alpha Trading Comércio Importação e Exportação Ltda. e a RAM Trading International Inc.
Os brasileiros só tomaram conhecimento da existência do grupo, ainda que superficialmente, depois que o empresário Apolo Santana Vieira foi identificado como um dos donos do Cessna Citation 560 XLS que espatifou com o candidato ao Planalto Eduardo Campos (PSB-PE) a bordo durante a campanha eleitoral, em 2014. Apolo era um dos donos da aeronave, em parceria com João Carlos Lyra.
Quando investigou a propriedade do avião acidentado, a PF chegou ao laranjal que deu origem à Operação Turbulência, deflagrada nesta terça-feira 21.
Nela, além de Apolo, foram presos os empresários João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho, Eduardo Freire Bezerra Leite e Arthur Roberto Lapa Rosal. Paulo César de Barros Morato está foragido.
CENTO E UM MILHÕES DE REAIS
Apolo foi alvo de ao menos três outras investigações. Uma de 2005 e duas de 2009, quando ele e seu grupo foram denunciados pelo Ministério Público Federal por sonegação de R$ 101.370.753,17.
Isso mesmo, mais de R$ 100 milhões.
Segundo o MPF, “a organização criminosa tinha seu núcleo no Recife e ramificações em outras cidades brasileiras, dentre as quais Brasília (DF), Salvador (BA) e Fortaleza (CE). O esquema fraudulento também ocorria em Miami, nos Estados Unidos”.
“O grupo montou uma estrutura para forjar documentos que eram apresentados à Secretaria da Receita Federal e, com isso, reduzir a incidência dos tributos devidos pela importação dos pneus”, informou o MPF.
“Os acusados estabeleceram oito sociedades brasileiras e três estrangeiras no intervalo de aproximadamente 12 anos. O objetivo de se criar diferentes sociedades, uma após a outra, era dificultar o trabalho do fisco, da polícia judiciária, do Ministério Público Federal e do Poder Judiciário, bem como a identificação de responsabilidades”, acrescentou.
“As fraudes nas importações permitiam a revenda dos pneus no mercado interno a preços com os quais as empresas em funcionamento lícito não poderiam competir, em razão da menor carga tributária incidente sobre as mercadorias do grupo criminoso. As fraudes foram realizadas entre os anos de 1997 e 2001″.
Ficaram sujeitos a pegar penas de até 55 anos de cadeia, por crimes contra a ordem tributária e o sistema financeiro nacional: Apolo Santana Vieira, Matteo Bologna, Marco Arce, Rodrigo Arce, Eduardo Manoel Priori Ferreira da Silva, Maria das Graças Queiroz Gomes, Antônio Henrique Vieira Nunes, Carlos Rafael de Santana, Maria Silza Pereira de Lavor, Joselma Gonçalves da Silva, Eudes Queiroz Gomes, Walter da Silva Vieira, Robson Magno Conceição Fonsêca, Gil Tavares de Freitas e Evandro Antônio do Nascimento.
Empresas relacionadas a eles: Alpha Internacional Comércio, Importação e Exportação Ltda., Alien Road Pneus Representações, Comércio, Exportação e Importação Ltda.,Mixim Comércio Importação e Exportação Ltda.,Vieira Nunes Comércio Ltda. ME, Maryland Comércio, Importação e Exportação Ltda.,Kruger Comércio, Importação e Exportação Ltda.,Austin Importação e Exportação Ltda.,D’Marcas Comércio Ltda.,Ama Import & Export, Corp.,Free Way Capitals, Corp. (às vezes também identificada como Freeway Capitals, Inc., ou Freeway Capitals Corp. ou Freeway Capital Corp.) e RAM Trading International, Inc.
Portanto, o laranjal começou a ser montado quase duas décadas antes da Operação Turbulência.
Como os pneus eram importados da China, é óbvio que a “máfia dos pneus” dispunha de uma estrutura internacional, mas autoridades nunca identificaram relações dela com o crime organizado. Pelo menos, não até agora.
O APOIO INSTITUCIONAL
A Bandeirantes Comércio e Renovação de Pneus, baseada em Jaboatão de Guararapes, obteve em 19.04.2004 os benefícios do Prodepe, o Programa de Desenvolvimento de Pernambuco. No papel, é a redução dos impostos pagos a título de estimular o desenvolvimento local. Na prática, isso abre espaço para muitas fraudes.
À época Pernambuco era governado por Jarbas Vasconcelos, tendo como vice Mendonça Filho, hoje ministro da Educação no governo interino de Michel Temer.
Em 2006, quando “herdou” o Palácio das Princesas, Mendonça estabeleceu cotas que regulamentavam a importação de pneus pela Bandeirantes: 4 mil pneus para veículos e máquinas industriais, 4 mil para máquinas agrícolas ou florestais e 5 mil para veículos diversos. Ou seja, um total de 13 mil pneus.
Em janeiro de 2007, Eduardo Campos assumiu o governo. Uma de suas medidas foi extinguir os limites para a importação de pneus existentes anteriormente. Além disso, em 7 de novembro de 2011, ele prorrogou os benefícios do Prodepe à Bandeirantes até 2018. A empresa já era associada então a Apolo Santana Vieira.
Em 30 de julho de 2015, os benefícios foram ampliados pelo governador Paulo Câmara. Desconto de até 10% no ICMs para vendas locais e de até 47,5% para operações interestaduais passou a valer para uma série de pneus especiais importados pela empresa.
Um trecho do decreto assinado por Paulo Câmara, sucessor de Eduardo Campos, poderia muito bem ter sido escrito pelo lobista da empresa:
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A SIMBIOSE COM A POLÍTICA
A captura do Estado é uma necessidade do empresário que busca vantagens competitivas com seus concorrentes.
Daí a imbricação com a política.
Andrea Pinho, delegada da Polícia Federal: “O que temos na nossa investigação, através dos dados cruzados com o STF (Supremo Tribunal Federal), é que Fernando Bezerra Coelho teria sido a pessoa encarregada de colher os valores do percentual devido para a campanha de Eduardo Campos”. Fernando Bezerra é pai do ministro das Minas e Energia do governo interino de Michel Temer, Fernando Filho.
O ministério das Minas e Energia é poderosíssimo. Sinal de que o apoio do PSB a Temer era essencial para a montagem da coalizão que afastou Dilma Rousseff e que pretende cassá-la no Senado.
A base pernambucana do governo interino pode sair fortemente abalada do escândalo.
NÃO DÁ EM NADA
Quando Ronaldo passou mal nos vestiários do Stade de France e o Brasil perdeu a final da Copa do Mundo, em 1998, um terremoto abalou as bases do futebol brasileiro.
Circunstâncias políticas daquele período levaram à criação de duas CPIs no Congresso.
Muita roupa suja foi lavada em público, com a produção de manchetes e fartas provas contra a cartolagem.
Porém, de prático, nada aconteceu. O ímpeto investigativo e punitivo foi desmantelado decisão a decisão, na Justiça, bem longe da opinião pública.
Teixeira só caiu mais de uma década depois, por conta de uma investigação na Suiça que abalou sua base de apoio na FIFA.
Hoje, ele não pode deixar o Brasil, mas desfruta de uma aposentadoria de ouro em sua mansão no Rio de Janeiro.
Por isso diz-se que o Brasil é o país do Big Bang.
Decisões portentosas, daquelas que parecem prenunciar novos tempos, se perdem na fricção do dia-a-dia.
Lembram-se da busca e apreensão do FBI na Flórida, em 2005, a pedido das autoridades brasileiras?
Aquele primeiro processo contra o laranjal dos pneus morreu de inanição.
O TRF5, baseado em Recife, decidiu pelo descarte das principais provas.
O próprio MPF pediu a absolvição dos acusados.
Em 14 de setembro de 2015, a juíza Carolina Souza Malta absolveu os réus, inclusive Apolo Santana Vieira, agora preso.
Dois meses antes, a Bandeirantes tinha obtido novos benefícios fiscais do governo de Pernambuco, concedidos pelo sucessor de Eduardo Campos.
Leia também:
Quem se alimentou bem no Minas Sem Fome?

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Randolfe Rodrigues e Sandra Cureau criaram a farsa sobre decreto de Dilma

decreto capa
Na noite da última da última terça-feira (17/11), começou a se espalhar pelas redes sociais (a partir do What’s App) uma interpretação maliciosa, canalha, inacreditavelmente estúpida e verdadeiramente criminosa de decreto do governo federal que passa a considerar como “acidente natural” rompimentos de barragens que “ocasionem movimentos de massa”.
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Imediatamente, o Blog começou a receber mensagens de leitores questionando medida que estava sendo apresentada por opositores do governo como iniciativa da presidente Dilma Rousseff para “inocentar a Samarco”, mineradora responsável pelo rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana (MG), que dizimou o distrito de Bento Rodrigues.
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De fato, o decreto 8572, de 13 de novembro de 2015, dá margem a tal interpretação se reproduzido fora do contexto para atingir pessoas pouco preocupadas com os fatos e dispostas a condenar sem reflexão.
Os rumores nas redes sociais, porém, decorreram do fato de que, no mesmo dia 17, o senador pelo Amapá Randolfe Rodrigues (ex-PSOL, atualmente filiado ao partido Rede Sustentabilidade) foi à tribuna do Senado espalhar essa versão absurda sobre o decreto da presidente da República.
No dia seguinte, a subprocuradora Sandra Cureau, que atua na área de meio ambiente na Procuradoria-Geral da República e que se tornou uma notória antipetista, criticou o decreto da presidente por julgar que a medida poderia ter reflexos nas áreas penal e cível e poderia ser usada pela mineradora Samarco para buscar reduzir penas nessas esferas.
Não tardou para a má fé cooptar a ignorância. Pessoas irresponsáveis começam a propagar a farsa pela internet
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No mesmo dia 17, à noite, o Blog entrou em contato com a assessoria do ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência, Ricardo Berzoini, e obteve as explicações necessárias. Informada por este Blog sobre o que estava acontecendo, a Secretaria divulgou as explicações em suas páginas nas redes sociais.
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Todavia, bastava a leitura atenta do decreto, em seu inteiro teor, para entender que tudo não passou de uma armação.
O decreto de Dilma alude ao que está disposto no inciso XVI do caput do art. 20 da Lei nº 8.036/90. Se fossem procurar o que diz essa lei, veriam que ela dispõe sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e o art. 20 estabelece as hipóteses nas quais podem ser sacados os valores correspondentes ao FGTS.
O inciso XVI, por sua vez, determina que poderá haver saque do FGTS por motivos de necessidade pessoal, cuja urgência e gravidade decorra de desastre natural. O decreto nº 8.572/2015, portanto, serve para assegurar às vítimas de desastres decorrentes de rompimento de barragens a possibilidade de sacar o FGTS.
Esse decreto altera o decreto nº 5.113/2004 que regulamenta as hipóteses de saque de FGTS em situações de emergência ou estado de calamidade pública decorrentes de desastre natural.
Nesse decreto não consta como desastre natural o rompimento de barragens, não sendo possível o saque do FGTS pelos afetados pelo rompimento da barragem em Mariana. Assim, para fins de possibilitar o recomeço da vida das pessoas atingidas, foi editado o decreto nº 8.036/90 possibilitando a movimentação da conta do FGTS.
Quanto às interpretações do senador Randolfe Rodrigues e da subprocuradora Sandra Cureau, são vergonhosas. São pessoas que conhecem a lei. Como podem afirmar que rompimento de barragens vai ser considerado desastre natural mesmo que comprovada negligência da empresa responsável?
Infelizmente, enquanto as mentiras ganharam milhares de compartilhamentos nas redes sociais, as explicações do governo ficaram reduzidas a pouquíssimos desses compartilhamentos, razão pela qual o Blog exorta as pessoas a que difundam os fatos quanto puderem, apesar de que o mal já está feito, pois muita gente jamais se dará o trabalho de procurar a verdade.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Descansa em paz, Bláblá ! Capriglione: Bláblá decreta a morte política ao apoiar quem se recusa a fazer o bafômetro.

Sugestão de Filippo Sandra Brito, no Facebook do C Af:


O Conversa Afiada tem o prazer de republicar do MudaMais esse inspirado artigo da repórter (ainda existem, em São Paulo !) Laura Capriglione:

Laura Capriglione: Marina decretou sua morte política ao apoiar Aécio Neves



Laura Capriglione é uma jornalista com muita bagagem e competência. Escrevendo agora no Yahoo, a jornalista analisa hoje a decisão de Marina em apoiar Aécio no segundo turno da eleição presidencial. Em seu blog Laura ressalta: “Mas Marina Silva acabou no domingo 12 de outubro, quando virou as costas para sua própria trajetória ao declarar voto no candidato Aécio Neves, o representante de uma política econômica ostensivamente contrária à valorização do salário mínimo e à ampliação das políticas sociais e de inclusão”. Um duro golpe em quem acreditava na postura progressista de Marina.

Leia a íntegra
:

Marina Silva, descansa em paz!

Acabou Marina Silva (1958-2014). Fundadora da Central Única dos Trabalhadores e organizadora do PT, além de amiga e fraternal companheira do líder seringueiro Chico Mendes, Marina Silva foi durante anos, dentro do campo da esquerda brasileira, a representante de uma utopia que tentou conciliar três vetores quase sempre desalinhados: o desenvolvimento econômico, a inclusão social e o respeito ao meio ambiente e às populações tradicionais.


Sua saída do PT, em 2009, empobreceu o partido e o debate interno sobre qual caminho seguir na busca por um mundo mais justo e solidário.


A figura frágil – sobrevivente da miséria dos migrantes recrutados para trabalhar na extração da borracha; nascida em uma família de onze irmãos (da qual oito se criaram); órfã aos 15 anos; sonhática (conforme a auto-definição); vítima da malária, da intoxicação pelo mercúrio dos garimpos e da leishmaniose (doenças da extrema pobreza) – pereceu no domingo, 12 de outubro, depois de lenta agonia.


Foi nesse dia que ela formalizou seu apoio ao tucano Aécio Neves no segundo turno das eleições presidenciais, contra a candidatura da petista Dilma Rousseff.


Como membro do Partido dos Trabalhadores, onde militou durante 23 anos, Marina ajudou a eleger e a implantar o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em que exerceu o cargo de ministra do Meio Ambiente durante cinco anos e quatro meses. Foi um período importante, que consolidou as condições para o Ceará, terra dos pais de Marina, crescer mais velozmente do que a média nacional –3,4% ao ano, contra 2,3% da média nacional.


Anos também importantes para o Nordeste como um todo, que deixou de ser exportador maciço de mão-de-obra, já que criou oportunidade de emprego e renda “como nunca antes”. Só para efeito de comparação, ainda hoje a atividade econômica nordestina cresce acima de 4% (nos cinco primeiros meses de 2014), resultado superior à média nacional (0,6%), segundo o Banco Central.


Exemplo de superação das dificuldades, Marina Silva conta em sua biografia com uma passagem como empregada doméstica. Dureza. Mas a contribuição de Marina no fortalecimento do governo do primeiro operário na Presidência ajudou a mudar a situação das empregadas domésticas.


Primeiro com a valorização do salário mínimo, que passou de R$ 200, no último ano do governo do tucano Fernando Henrique Cardoso, para os R$ 724 atuais.


Depois, com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição das Empregadas Domésticas, de 2013, que ela, com seu exemplo e luta a favor dos oprimidos, ajudou (ainda que indiretamente) a garantir.


Mais de um século depois da Abolição da Escravatura, 7,2 milhões de empregados domésticos brasileiros foram incluídos na categoria de cidadãos dotados de mínimos direitos trabalhistas, entre os quais o controle da jornada de trabalho, definida em oito horas diárias.


Além disso, a categoria começou a receber horas extras, remuneradas com valor pelo menos 50% superior ao normal.


Marina estudou muito, de modo a formar-se como historiadora, professora e psicopedagoga, em uma época em que o país só oferecia aos membros da elite branca a possibilidade de conquistar um diploma de nível superior.


Como membro do Partido dos Trabalhadores e afrodescendente, Marina ajudou a fazer a revolução educacional que aumentou o acesso dos mais pobres e morenos aos bancos universitários. Pela via da ampliação no número de vagas nas universidades federais, do ProUni e do Fies, o número de vagas no ensino superior mais do que duplicou de 3,5 milhões (em 2002) para 7,1 milhões (em 2013).


Uma vida de vitórias, exemplos e superações.


Mas Marina Silva acabou no domingo 12 de outubro, quando virou as costas para sua própria trajetória ao declarar voto no candidato Aécio Neves, o representante de uma política econômica ostensivamente contrária à valorização do salário mínimo e à ampliação das políticas sociais e de inclusão.


Com o capital eleitoral que conseguiu reunir no primeiro turno (21,32 % do total de votos, ou 22.176.619 eleitores), Marina poderia ajudar sua Rede Sustentabilidade a se consolidar como a tal terceira via de que tanto falou antes.


Ela preferiu juntar-se a forças bem conhecidas dos brasileiros: Que criminalizam os movimentos sociais; que atentam contra a liberdade de imprensa; que são apoiadas pela chamada “Bancada da Bala”, por Silas Malafaia e por Marcos Feliciano.


Sem contar que os votos de Levi Fidelix (PRTB, o idiota que fez do aparelho excretor um programa de governo) devem ir para Aécio também.


Marília de Camargo César, autora da biografia “Marina: a vida por uma causa” (editora Mundo Cristão, 2010), conta que, diante de um problema de difícil resolução, a ex-ministra costuma praticar a “roleta bíblica”, que consiste em abrir a Bíblia aleatoriamente, para saber o que Deus recomendaria na situação.


Não é difícil imaginá-la nesse mister quando ela se saiu com a idéia de pedir que o PSDB reconsiderasse a campanha pela redução da maioridade penal, como condição sine qua non a seu apoio. Aécio respondeu sem pestanejar: não! E assim acabou-se mais uma convicção “firmíssima” de Marina.


Descansa em paz, Marina!


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Bláblá: não subo no palanque do PSDB nem …

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Coordenador da Dilma pega marineiro ex-comunista Ex-comunista quer fazer o que o regime militar não fez



De Miguel Rossetto, coordenador da campanha “Dilma Presidente”:

“Esta declaração é uma vergonha. Desrespeita a democracia e o povo brasileiro.


Nem a ditadura baniu a esquerda, o PT e o povo da vida democratica. Walter Feldman deveria pedir desculpas imediatamente. Responderemos a essas declaraçoes com uma grande vitória democrática no domingo”.


É que  o coordenador da campanha de Bláblárina, Walter Feldman disse nesta sexta-feira (3) que a democracia do Brasil corre risco, caso Dilma seja reeleita.

Ex-tucano (leia “em tempo”), Feldman disse que a presidente poderá fazer um “segundo mandato bolivariano”.

Corremos risco democrático”, disse Feldman, em teleconferência promovida pela consultoria GO Associados, de Gesner Oliveira, ex-presidente da Sabesp no governo do PSDB em São Paulo (leia “em tempo2”).

O ex-tucano  afirmou ainda que a Presidenta tenta limitar a liberdade de imprensa (quá, quá, quá !) e um eventual segundo mandato poderá ter “características bolivarianas”.

Em tempo: Feldman se elegeu pelo PCdoB e, no meio do mandato, traiu os eleitores e o partido e aderiu ao PSDB. Ali, fez gloriosa carreia à sombra do Padim Pade Cerra.  Marginalizado no PSDB, abrigou-se com Blabla. Ou seja, sua carreira replica a da sua (atual) lider.

Em tempo2: Gesner de Oliveira transformou a Sabesp em centro de midia da campanha – derrotada fragorosamente em 2010 – do Padim Pade Cerra (ABC nele ) à Presidência. Ele tentou vender esgoto no Acre e seria ele quem construiria aquele cano  que ia de Sergipe ao Ceará.

Em tempo3: suspeita-se que Feldman tenha sido o autor do “convite” de Blablárina para Cerra ser ministro dela. Portanto, isso aí não passou de um convescote tucano…

Em tempo4: pior que um ex-comunista … não é, Roberto Freire ?

Paulo Henrique Amorim

Dilma engole Aécio. Bláblá perde a cabeça Bláblá já tinha agredido Luciana Genro. Olha o Rogerio Cerqueira Leite …

Lula, chamada geral: 'Tem que trabalhar muito. Não pode dar moleza. Se a gente pensar que já ganhou, os adversários podem atropelar a gente'

Debate Globo: Dilma dá uma aula a Marina sobre a diferença entre um BC independente e um BC autônomo: 'a política econômica é eleita com o Presidente da República; o presidente do BC não pode ter independência para afrontá-la'.

 Debate Globo: Dilma rebate Aécio sobre crise do país lembrando-lhe os 'feitos' do seu eventual futuro ministro Fazenda: um juro sideral de 45% em 1999 e dois estouros rombudos do limite superior da meta de inflação

Debate da Globo: Luciana Genro tira Aécio do sério com o caso do aeroporto e ainda o repreende pelo dedo erguido; mineiro acusa o golpe e se descontrola.

Debate da Globo: Dilma acua Marina lembrando-a que quando ministra um alto assessor do Meio Ambiente foi demitido por desvio de recursos. 'Nem por isso eu diria que você acobertava corrupção'

 Morales tem 59% das intenções de voto e deve ser reeleito na Bolívia dia 12 de outubro no 1º turno.
 


De Turquim, no twitter

Pouco depois da meia noite, Bláblá mostrou as garras, no debate da Globo.

Ela veio com o blablarismo da corrupção.

E que a Dilma nao tinha cumprido o que prometeu.

Dilma lembrou que o Brasil pratica hoje as taxas de juros mais baixas da História.

E que o Governo dela nao tinha Engavetador; Governo que deu autonomia ao Ministério Público e à Policia Federal.

“Nós investigamos”, disse Dilma.

E aí, Dilma lembrou que o diretor do Ibama, na gestão da Bláblá, ela, Dilma, demitiu por “desvio de recursos”.

E nem por isso acusou a Bláblá de corrupção.

E lembrou que a corrupção no metrô de São Paulo foi investigada pela Suiça.

O tempo se esgotou.

Aí, Bláblá perdeu a cabeça e tentou manter a discussão, com tom de voz mais alto, com o microfone desligado.

Em seguida, Dilma se esmerou em desmontar o Arrocho.

Lembrou que o Governo dele (e FHC e Cerra) quebrou o Brasil tres vezes, se ajoelhou diante do FMI, e o Ministro da Fazenda dele – o Arminio NauFraga – praticou a taxa de juros (45%) mais alta da História.

E sobre o Bolsa familia, se o Bolsa do FHC era de 5 milhões de pessoas, o meu, disse Dilma, é de 56 milhões !

Arrocho, nervoso, acusou Dilma de repetir o que o marqueteiro, João Santana diz…

Arrocho também tinha perdido o prumo quando Luciano Genro o apertou.
“Tu falando da Dilma pareces sujo falando do mal lavado. Quem não tem conexão com a realidade é você. É você quem anda de jatinho”, falou Luciana ao candidato do PSDB.
Genro também perguntou sobre mensalão tucano, Privataria Tucana e Aecioporto com chave do Titio.

Aécio perdeu a cabeça e tentou apontar o dedo para ela.

Não aponte o dedo para mim, disse ela.

E Aécio obedeceu.
Arrocho acusou Bláblá de cúmplice do mensalão do PT

Bláblá acusou Arrocho de cúmplice do maior dos mensalões, a compra da reeleição.

Arrocho não leu o livro do Palmério Dória e ousou dizer que não há prova de compra de reeleição.

Bláblá disse que saiu do PT para não compactuar.

Mentira.

Ela saiu do PT porque Lula cansou de bagrologia e preferiu a Dilma.
Bláblá vai passar gastos com a segurança de 600 (sic) para R$ 6 bilhões.
Bláblá agride a Luciana Genro, que lembrou como ela cedeu a quatro twitters do Malafaia.
“Quem muda de posição toda hora é a senhora e não eu”, disse Aecioporto a Bláblá.
Antes, a Presidenta Dilma sugeriu à candidata Marina Silva (PSB) que lesse o seu programa governo quanto à independência do Banco Central. “Acho que você deliberadamente está confundido autonomia com independência”, disse. “Acho importante a senhora ler o que escreveu em seu programa, repito”, continuou a petista ao afirmar que a adversária diz algo diferente do que está no seu plano de governo.

“Tem gente que combate a corrupção pra fortalecer a Petrobras e tem gente que faz para enfraquecê-la”, rebateu Dilma a Aécio Neves,em outro momento.

Abaixo, outras frases da Presidenta Dilma:


“Eu sugeri medidas concretas contra a corrupção”
“No caso da Petrobras eu demiti esse diretor que está envolvido nesse escândalo”
“Não acho que são alianças que define o corrupto. O corrupto está em todos os lugares”
“A abertura para as investigações estão no meu governo. Todos os crimes devem ser investigados e punidos”
“Não acho que tem alguém acima da corrupção. As instituições é que têm que ser fortes e estar acima da corrupção”
“Eu acredito que nós temos um programa muito importante que é o Pronatec”
“Eu sei que o senhor sabe que houve uma lei que proibia que o governo federal investisse em escola técnica”
“Eu concordo com o senhor que é muito importante valorizar o professor”
“Tanto é assim que enviamos para o Congresso que 70% do pré-sal fosse direcionado para a educação”
“Sem valorizar o professor não tem como melhorar a educação no Brasil”
“Eu primeiro gostaria de dizer que no tema corrupção eu gostaria de fazer um esclarecimento”
“Eu queria ler o depoimento do Paulo Roberto na CPI”, disse Dilma ao confirmar a demissão do ex-diretor da Petrobras.
“Eu sou a favor de reforçar toda a proteção à juventude pra previnir toda a gravidez precoce”
“Tem gente que combate a corrupção pra fortalecer a Petrobras e tem gente que faz para enfraquecê-la”
“Tem candidato que fala de corrupção na Petrobras para privatizá-la”
“Vocês praticamente entregaram para nós a Caixa e o Banco do Brasil num estado precário. Hoje são bancos sólidos”
“Foi no governo do senhor que um alto funcionário do governo disse: ‘estão tratando a privatização no limite da responsabilidade’
“Acho que você deliberadamente está confundido autonomia com independência”

“Esse diretor nós investigamos, nós prendemos. No passado, ninguém prendia ninguém. Os crimes do metrô de São Paulo foram descobertos pela Suíça”

“Se esses malfeitos estão sendo descobertos, é porque nós investigamos”

Acredito que cumpri todos os meus compromissos.”

“Porque o povo iria acreditar que nós que criamos o programa não sabemos fazê-los e vocês saberão?”


“Gostaria de dizer que 79% da matriz elétrica do Brasil é ambientalmente sustentável”

“Eu sinto muito, mas não sou imperial. Eu sigo a Constituição”

Do Blog do Mello, no twitter
  

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Mercado ainda compra o fim do Brasil na 2ª feira

:

Irracionalidade prevalece no pregão da Bolsa de Valores de São Paulo a quatro dias da eleição; aumento das chances de Dilma Rousseff, estimadas agora em 70% para vencer no 2º turno, segundo a consultoria Eurasia, derruba pregão; baixa em setembro somou 11%, e outubro começou com queda de 1%; Petrobras abriu dia perdendo 3%, bancos também; candidatura do PT anunciou o que o mercado quis ouvir, como aumento dos combustíveis até o fim do ano e mudança da equipe econômica; birra impede reconhecimento de pleno emprego e inflação sob controle; disputa contra vontade política da população mostra que investidores não aceitam a realidade de carências e necessidades da sociedade; companhias de capital aberto apresentam resultados sustentados, mas o que conta são os números das pesquisas; fundamentos ignorados em benefício da opção partidária 

247 – O mercado financeiro está rompido com a realidade de carências e necessidades da sociedade brasileira. O discurso de atenção aos pobres, por meio da ampliação de programas sociais e condução de uma política econômica anticíclica que fecha os quatro anos do governo da presidente Dilma Rousseff com pleno emprego e inflação, apesar das predições negativa, dentro da meta, não combina com a voracidade dos investidores e especuladores. Nesta quarta-feira 1, após a divulgação, na véspera, de duas pesquisas importantes – Datafolha e Ibope -, a Bolsa manteve o movimento de queda e caiu, logo na abertura, mais 1%.

Com todas as baixas ocorridas no mês de setembro, as perdas chegam a 12% nos últimos 31 dias. O dólar, no mesmo passo atrás, valorizou-se 9% sobre o real nas últimas quatro semanas. Há quem, na Bovespa, projete os próximos pregões abaixo dos 45 mil pontos, em novas e fortes depressões. Hoje, o mercado abriu aos 53.333 pontos, mil a menos que no dia anterior.

O motivo para a entrada no buraco está num único fato: o mercado comprou a ideia de que a reeleição da presidente Dilma Rousseff vai provocar algo como o fim da economia brasileira. Sabe-se no entanto, por tudo o que a candidata disse em campanha e, especialmente, pelo que entrega de realizações do governo, que essa projeção não faz nenhum sentido.

É certo que Dilma pode encerrar a eleição, em primeiro turno, já no domingo 5, ou partir para 2º turno com prognósticos de 70% de vitórias sobre qualquer que seja seu adversário, Marina Silva, do PSB, o Aécio Neves, do PSDB. Mas isso não significa que a vontade política da população, a ser expressa nas urnas, aponte para o pior cenário imaginado pelos mais pessimista dos agentes do mercado.

Dilma entrega o governo, nem que seja para ela mesma, com uma situação de pleno emprego e, mesmo perto do teto, a inflação dentro da meta. O dólar, em razão de sucessivas intervenções do Banco Central, vinha estabilizado em cerca de R$ 2,40, mas disparou, nitidamente, por questões políticas desde que a mesma Dilma aumentou suas chances de vitória.

Na Bovespa, que até o ano passado se comportava em linha com as demais bolsas do mundo, os fundamentos das companhias abertas passaram a ser, desde o início de 2014, jogados de lado para trazer os números das pesquisas ao centro da cena. Nada a ver com a racionalidade que, de tempos em tempos, a própria direção da Bovespa diz existir como forma de atrair pessoas físicas para participar do pregão. Não é por menos que que o cidadão comum, ao contrário do que acontece nos Estados Unidos e em países nos quais o capitalismo está mais avançado, foge desses apelos pontuais. O mercado pertence mesmo aos tubarões e os tigres.

PETROBRAS CRESCE SOB ATAQUES - Nos ataques promovidos contra o valor de companhias como a Petrobras, as maiores empresas do País e todo os gandes bancos, privados e públicos, o mercado e sua aposta no caos não conseguem se explicar. Por mais que a estatal de petróleo tenha sido sacudida por denúncias de corrupção, o que o mercado também sabe é que a Petrobras foi a única grande petrolífera do mundo a aumentar, nos últimos seis anos, suas marcas de extração de petróleo.
Enquanto o pré-sal bate recordes, a companhia voltou a disputar a posição de maior companhia da América Latina, permanecendo nos últimos meses entre as três primeiras posições. Num pedido nítido do mercado, o governo afirmou que, sim, haverá um aumento nos preços dos combustíveis ao público até o fim do ano.

Não era exatamente o que se queria?

A equipe econômica, alvo das críticas mais duras dos últimos 20 anos, apesar dos resultados no campo do emprego, será outra, já disse a presidente Dilma por mais de uma vez nesta campanha. Igualmente, essa não é a vontade dos chamados investidores?

RESULTADOS DE BANCOS IGNORADOS - Como explicar, tecnicamente, por outro lado, como os bancos brasileiros podem somar perdas em suas ações de quase 6% apenas nos três primeiros dias desta semana? Até os arcos da entrada da Bovespa sabem que os resultados das instituições financeiras têm sido espetaculares, com quebras de recordes a cada divulgação de balanço trimestral. Os próximos balanços, num consenso entre diferentes analistas, deverão ser ainda mais fortes. E, entretanto, a diferença política do mercado com as pesquisas de intenção de votos os penaliza.

A irracionalidade dos investidores terá, necessariamente, de ser corrigida quando os resultados eleitorais aconteceram. Até lá, a sangria está contratada. Depois, o fim do Brasil e do mundo prometidos terão de ser adaptados à realidade – essa que insiste em fazer o sol se levantar todos os dias. A acomodação terá de acontecer, ainda que não se admita.

Datafalha e Globope “corrigem” DataCaf Dilma continua a dois pontos de vencer no primeiro turno



A generalizada esculhambação gerada pela multiplicação de “pesquisas” pigais é uma das evidencias de que o Brasil precisa de um plebiscito para convocar uma Constituinte Exclusiva e reformar a política, com financiamento público das campanhas.

São pesquisas manipuladas nas margens de acerto flexíveis (e previsíveis) , desde o primeiro dia, quando a campanha nem existia.

Nessas primeiras pesquisas, o Cerra não perde uma.

(Depois, se se elege, não cumpre um único mandato ate o fim )

São “pesquisas”, como nesta terça-feira (30/09), que se acasalaram no jornal nacional.

Mas, quando a eleição se aproxima, fica mais difícil manipular.

Até porque, com a remessa maciça de ouro de Havana, foi possível montar uma pesquisa diária, alternativa, que implode os institutos pigais.

Obriga-os a manipular menos.

É o DataCaf.

Como explicar, então, sem o ouro de Havana, que o Globope e o Datafalha possam fazer pesquisa carissimas todo dia ?

Quem banca ?

Ouro de quem ?

De onde ?

Ou serão pesquisas, como o jatinho da Bláblá, sem dono ?

Mas, vamos comparar os “resultados” do Globope e da Datafalha, com o DataCaf também de hoje.

O DataCaf dá 40 a Dilma, 24 à Bláblá e 18 ao Arrocho do Ataulfo (no ABC).

Portanto, Dilma está a dois pontos da vitória no primeiro turno.

O Globope tirou um da Dilma e dá um à Bláblá e ao Arrocho do Ataulfo.

O Datafalha mais comedido: dá só dois pontos ao Arrocho.

Na Dilma e na Bláblá não mexe.

Ou seja, os dois tentaram empurrar os candidatos da Casa Grande.

Portanto, prevalecem a consistência e precisão do DataCaf.

Aí está o retrato da opinião publica nesta terça-feira.

O Conversa Afiada se vê obrigado a gastar tanto tempo com pesquisas, que, de resto, são precárias e inutéis.

Mas, só no Brasil se leva isso a sério.

E, sendo assim, o jeito foi detonar as pesquisas pigais.

E, como se viu nessas pesquisas de hoje, o Globope e o Datafalha nada mais fazem do que confirmar o DataCaf, com acrobacias na margem de erro.

E para isso o ouro Havana foi providencial.

Não confundir com a “Providência Divina”: que matou o Eduardo …

Paulo Henrique Amorim

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Marina quer governar com “núcleos vivos” ou núcleos DE vivos?

Não sei que diabo de fetiche é esse que a direita tem por alguns jogos de palavras que, a rigor, não querem dizer coisa alguma.
Querem ver?
Que porcaria é essa de “homens de bem”? É usada por outros autoproclamados “homens de bem” para definir os que consideram seus iguais.
Requisito básico? Ter bens, o que os torna, em vez de “homens de bem”, homens de bens.
De preferência, de muitos bens.
Para muito não me alongar, vamos ao ponto: agora importam, por aqui, expressão inútil, porém pomposa, que, faz tempo, encanta reacionários de países latinos onde o conflito com a direita acirrou-se de forma que nem podemos imaginar por aqui.
Quem trouxe essa belezura para cá? A candidata descolada, claro. Marina, a “nova política” das banqueiras, socialites e de toda uma “geração malhação” que, com papais, mamães e vovôs embonecados infestam shoppings, clubes e “points” invariavelmente ditos “exclusivos”.
Uma turma que, reunida, não enche o maracanã.
A expressão frequentemente usada por Marina em 2010, então chupada da direita latino-americana, voltou à tona. Segundo o Jornal Nacional, nesta semana ela citou uns tais de “núcleos vivos”, dizendo que governará com eles.
Conheci essa droga de expressão lendo o jornal local El Universo durante viagem a Guayaquil, Equador, em 2007. Só que, em vez de “núcleos”, o que se usava por lá era “Fuerzas vivas de la comunidad” ou “de Guayaquil”.
Grandes empresários, donos de veículos de mídia, setores ultraconservadores da Igreja Católica e um opositor do ainda hoje presidente Rafael Correa, o prefeito de então daquela cidade equatoriana, Jaime Nebot, reuniram-se em um evento contra o governo do país.
A direita equatoriana dissera-se “forças vivas da sociedade”, como se uma sociedade fosse composta por mortos e vivos.
Talvez o reaça equatoriano se referisse àquela maioria pobre de seu país que, até então, não vivia, mas sobrevivia, e que o presidente Correa começava a resgatar ao mudar o modelo comercial de extração de petróleo do país, que, naquele ano, era de concessão e mudou para partilha, como seria feito anos depois no Brasil, no caso do pré-sal.
Até então, a maior fonte de divisas equatoriana (o petróleo) ficava com as petroleiras estrangeiras na proporção de 90% para elas e 10% para o país. Correa mudou o modelo e inverteu esses percentuais. Com o modelo de partilha, agora quem ficava com 90% era o Equador.
Contra essa nova realidade, reuniram-se as tais “fuerzas vivas de Guayaquil”.
Destemido, carismático e sem papas na língua, Correa foi aos meios de comunicação no dia seguinte e disparou: “No son fuerzas vivas, son fuerzas DE vivos que saben muy bién por qué no quieren que este Pueblo disfrute de las ganancias del petroleo”.
Anos mais tarde, em 2012, agora na Venezuela, vejo na tevê local o anti Hugo Chávez de plantão, Henrique Capriles Radonski, em plena campanha eleitoral para presidente – que Chávez venceria antes de partir da vida –, referir-se a seus apoiadores como “fuerzas vivas venezolanas”.
Até nisso Marina endireitou.
Resgato, pois, resposta inesquecível de Correa, quem, até hoje, ostenta níveis estratosféricos de popularidade em seu país: Marina, você não quer governar com “núcleos vivos”, mas com núcleos DE vivos que pensam que você os colocará para cuidar do “galinheiro”.
As pesquisas, porém, já mostram que esses núcleos e sua candidata são muito menos “vivos” do que imaginam. Se bobearem, a festa se lhes acabará no próximo domingo.

Dia decisivo para a “sobrevida” da candidatura Marina Silva

queda
Vem aí uma maratona de pesquisas.

O Datafolha registrou nada menos que três: para hoje, amanhã e sábado.

O Ibope, outras três: hoje, sexta e sábado.

É uma vergonha, em matéria de indução do eleitorado, mas é assim que as coisas se passam em nosso país, com a mídia que temos, com seus “apêndices” estatísticos.

Vamos assistir uma guerra, que vai ter como cena central a “crise” econômica que está sendo criminosamente construída na Bolsa e no dólar.

Essa é a “frente de ataque a Dilma”, mas a direita, apesar ne ter deixado de lado toda a prudência nisso, não sabe o que fazer diante do caldeirão em que armou seus feitiços.

Marina foi uma aposta imprudente, na qual jogou todas as suas fichas, e ela, visivelmente, gorou.

Pode ter força residual para chegar ao segundo, mas isso se torna cada vez mais duvidoso.

O Globo, hoje, abre suas baterias sobre ela.

Reportagem mostra como foi financiada pela Natura e pelo Itaú.

Merval Pereira já admite que, entre os assessores de Aécio (isso é uma auto-análise?) é forte a percepção de que “é possível ir ao segundo turno passando por cima de Marina”.
E Ricardo Noblat, que havia se tornado um dos mais intransigentes “marinistas” da mídia, parte para o desaforo com a candidata.

Pare de se fazer de coitadinha, Marina! Ou vá à luta ou desista“, diz ele, sem meias-palavras.
E vaticina: “Agarre-se Marina com todos os deuses disponíveis para não morrer na praia antes de domingo próximo. Corre tal risco.’

Quem vai mostrar este “risco” são os números que as pesquisas de hoje terão coragem de assumir.

Marina abaixo dos 25% será sinal de desembarque da candidatura da ex-verde, ainda mais se acompanhado de Aécio com 20%.

A tendência é essa e é no um a mais, um a menos – que vai se estreitando quanto mais perto estamos da votação – que se formam as “ondas” de expectativas.

Para recordar: no primeiro turno de 2010, Dilma teve 46,9% dos votos válidos, depois de uma semana final com tendência de queda, o contrário do que ocorre agora, quando tem 45- 46% dos válidos

Serra teve 32,6%, e entrou estável na última semana, com uma percentagem entre os válidos que se aproximava dos 32, segundo o Datafolha. Como Marina virou o Serra de 2014, veja-se que ela tem, no último Datafolha, 30,3% dos válidos, em franca trajetória de queda.
E Aécio, o azarão que era Marina em 2010, quando esta teve 19,3% dos válidos, entra, em estabilidade ou leve alta, na semana final nas mesmas condições que ela terminou, pois tem, segundo o último Datafolha, 20,2% dos válidos.

Marina tornou-se um mulambo eleitoral. Imprestável.

Tornou-se evidente que a direita ou a mata ou corre o risco de morrer com ela.

Mídia protege Marina e omite o óbvio: ela mentiu

Quem é de quem: Neca do Itaú e Natura sustentam ONG de Marina, diz Globo; publicitário do PSDB 'ofereceu' o jingle 'viral' de Eduardo Jorge, conta a Folha; ex-secretário de Serra, o descolado candidato do PV vive idílio eleitoral com Aécio

'A seis dias da urna Lula faz um alerta geral: 'Essa é a semana da mentira na imprensa'

Nem o 'Hulk' aguenta a candidata eólica: Mark Ruffalo, interprete americano do personagem 'Hulk', e militante da luta contra a homofobia, desautorizou o vídeo já gravado de apoio a Marina; recuo é protesto contra a aliança entre Marina e o homofóbico Silas Malafaia

Marina muda de lado até sobre ela mesma: depois de sustentar durante um mês, desde o debate da Band, em 26/08, que votou a favor da CPMF, a candidata é pega na mentira por Dilma e admitiu, nesta 3ª feira, que votou contra a contribuição

Refugo: queda na Bolsa nesta 2ª feira é proporcional à taxa de credibilidade da revista 'Veja'; nem os mercados acreditam mais nas 'balas de prata' do gorduroso jornalismo feito para servi-los

 :
Por que será que é tão difícil dizer que a candidata Marina Silva, do PSB, mentiu quando disse, no debate da Band, que votou favoravelmente à CPMF; na Folha de S. Paulo, ela, a vítima, alvo do PT, "se contradiz"; no Valor, ela votou contra a CPMF quatro vezes no governo FHC, mas fez isso "sob orientação do PT"; no Globo, de novo vitimizada, "após ataque", Marina tenta explicar sua posição; a verdade é uma só: a candidata disse uma coisa e fez outra, ou seja, mentiu; no entanto, em Caruaru (PE), Marina tentou culpar a presidente Dilma Rousseff pela própria mentira, ao dizer que ela não tem experiência parlamentar e não sabe como funciona o Congresso; na verdade, é Marina quem enfrenta problemas de memória 

247 - No primeiro debate entre os presidenciáveis, na Rede Bandeirantes, Marina tentou vender uma imagem de si própria que não correspondia à realidade. Disse que não fazia "oposição pela oposição", dando como exemplo o fato de ter votado a favor da CPMF, quando seu partido – na época, o PT – era contra.

Marina mentiu. Como foi demonstrado ontem pelo 247, nas quatro ocasiões em que teve a oportunidade de votar em relação ao imposto do cheque, criado para financiar a saúde, ela votou contra (leia mais aqui). E a mentira foi desmascarada no debate da Record, no último domingo, quando a presidente Dilma Rousseff a confrontou com dados do próprio Senado.

Pega numa situação desconfortável, Marina ontem soltou uma nota. Mais uma vez mentirosa. Disse que foi favorável à CPMF quando o assunto tramitou numa comissão do Senado. Nesta ocasião, houve apenas uma votação simbólica e quem representou o PT foi a liderança do partido no Senado – e não Marina Silva.

O fato de Marina ter sido pega na mentira foi, sem dúvida, um dos pontos altos do último debate. No entanto, chega a ser comovente o esforço dos jornais brasileiros para proteger a candidata do PSB das suas próprias fragilidades.

Na Folha, Marina foi vitimizada. Na manchete, ela, "alvo do PT", se contradiz sobre CPMF. No Globo, também vitimizada, Marina, "após ataque", "tenta explicar posição sobre CPMF". No Valor, joint-venture dos grupos Folha e Globo, mais uma tentativa de proteção. A manchete informa que ela votou quatro vezes contra a CPMF, mas "sob orientação do PT".

Ora, mas o discurso de Marina era justamente o de "não fazer oposição pela oposição" e de ter desafiado seu próprio partido.

Protegida pelos meios de comunicação familiares, Marina continua à vontade para alimentar mitos e inverdades. Ontem, em Caruaru, tentou culpar a presidente Dilma Rousseff por sua própria mentira. Disse que ela, por não conhecer os meandros do parlamento, teria "feito confusão".

“A CPMF tramita desde 1993. Entrei no Senado em 95. No processo da comissão, o senador Antônio Carlos Magalhães (DEM, já falecido) propôs um fundo de combate. Eu propus estudar medidas de combate à pobreza. Fizemos o bom combate na comissão. Aprovamos a proposta e no plenário houve mudança no texto e os recursos foram reduzidos pela metade. Aí sim votamos contrários”, disse a candidata. “Fico tranquila porque sei o que fiz. Obviamente, uma pessoa como a presidente Dilma, que nunca foi vereadora, deputada, que não teve qualquer mandato político, tem uma certa dificuldade de entender o trâmite legislativo de uma proposta”.

Na comissão, Marina, quem se manifestou foi a liderança do PT. E no plenário, em quatro ocasiões, você votou contra. O resto é apenas conversa mole.

 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

DataCaf do fim de semana. Vai no primeiro turno ! Mais uma potoca da Bláblá e ela volta a 2010.


As equipes do DataCaf se atrasaram um pouco, mas conseguiram produzir, na segunda-feira de manhã, o tracking elaborado entre sábado e domingo, em especial homenagem ao Ataulfo (no ABC).

Ele andou dizendo por aí que o tracking do DataCaf não tem a consistência técnica do Globope e do Datafalha.

Taí, nisso ele tem razão.

Nossa tecnologia é outra.

Aqui a gente controla a “margem de erro”.

Não tem esse negócio de levar pra lá e pra cá, conforme a demanda …

Sendo assim, o amigo navegante pode começar a se acostumar à hipótese cada vez mais plausível de que o Ataulfo será dispensado de eleger o Aecioporto no segundo turno.

Primeiro, porque o Aecioporto do Titio não iria ao segundo turno, nem em São João del-Rei.

Segundo, porque não deve haver segundo turno.

Dilma está com 43 e a Bláblá, em decadência acelerada, sonora, tem 23.

Aecioporto chegou a gloriosos 16 pontos, o que é compatível com a audiência dos comentários do Ataulfo na GloboNews e na CBN.

É o que dá pra fazer …

Quer brincar de segundo turno, Montenegro ?

Quer dizer que a Bláblá ganha no segundo ?

Pois, segundo esse DataCaf, no segundo turno a Dilma teria 47 contra 39 da Bláblá.

Tem uma semana ainda de campanha.

Com mais um comercial como esse da CPMF, a Bláblá acaba como em 2010.

Como uma nuvem passageira.

E o PSDB fica do tamanho da UDN.

Só existe em São Paulo.

De onde comandará a resistência de 1932 !

Quem mandou levar o FHC para o palanque ?


Paulo Henrique Amorim

Dados do Senado provam: Marina mentiu sobre CPMF

:

O ponto mais quente do debate de ontem, na Rede Record, foi o duelo entre a presidente Dilma Rousseff e a ex-senadora Marina Silva, que, no debate da Band, havia dito "não fazer oposição pela oposição", citando como exemplo o fato de ter votado contra o seu partido e a favor da CPMF; Dilma questionou Marina, que tentou sair pela tangente, mas os dados do Senado informam que ela votou não quatro vezes: em 18 de outubro de 1995 e 8 de novembro de 1995, no primeiro e no segundo turnos da PEC 40/1995, e também em 6 e 19 de janeiro de 1999, no primeiro e no segundo turnos da PEC 34/1998; "me estarrece que a senhora não se lembre", disse Dilma; "já valeu o debate, Marina foi pega na mentira", disse Rui Falcão, presidente do PT, da plateia 

247 - A ex-senadora Marina Silva mentiu no debate da Rede Bandeirantes e, ontem, não conseguiu sair da saia justa quando foi confrontada sobre isso pela presidente Dilma Rousseff, no ponto mais quente do enfrentamento entre os candidatos à presidência da República.
Logo na primeira pergunta, Dilma questionou Marina sobre como ela havia votado na questão da CPMF – na Band, ela havia dito não fazer "oposição pela oposição", citando o caso da CPMF, quando teria sido a favor, mesmo contrariando a vontade de seu partido.
Sem responder, Marina apenas tergiversou, dizendo ter sido a favor, quando se tratava de um fundo para combate à pobreza.
Na realidade, houve quatro votações sobre a CPMF, durante o período em que Marina Silva foi senadora. E, em todos os casos, ela votou contra.
Foi o que aconteceu em 18 de outubro em 1995 e 8 de novembro do mesmo ano, quando tramitaram em primeiro e segundo turnos a Proposta de Emenda Constitucional 40/1995. E também em 6 e 19 de janeiro de 1999, quando foi a vez da PEC 34/1998. Nas quatro oportunidades, Marina Silva votou não.
"Me estarrece que a senhora não se lembre que votou quatro vezes contra a CPMF", disse a presidente Dilma. Na saída, o presidente do PT, Rui Falcão, celebrou o que considerou uma importante vitória. "A Marina foi pega na mentira e isso já valeu o debate".
Antes mesmo do fim do encontro, uma inserção comercial da coligação "Com a força do povo", da qual faz parte o PT, já apontava a mentira de Marina sobre a CPMF.
Confira, abaixo, como foram os votos da ex-senadora nas quatro oportunidades:





domingo, 28 de setembro de 2014

BLÁBLÁ: ASSIM SE FEZ UMA ENTREGUISTA ! O passo-a-passo de uma carreira para fazer o desmanche do interesse nacional brasileiro.

Delmiro (Gouveia) deu a ideia, Apolônio aproveitô, Getúlio fez o decreto e Dutra realizô

visita de Bláblárina aos Estados Unidos na reta final da campanha a Presidente é apenas uma metáfora.

Ela foi a Roma.

Ela foi entregar o ouro.

A carreira de Bláblá é por si só uma estratégia de desmanche do Estado nacional e a alienação dos interesses nacionais brasileiros.

A fadinha da floresta está mais para a floresta (desmatada) do Pacific Northwest do que para a Amazônia.

(Porque lá não tem “Código Florestal”….)

Ela é um instrumento dos americanos, disfarçada de “única candidata negra”, que “passou fome” (passou mesmo ?) e saiu do meio do mato.

Vamos analisar como a carreira dessa dissimulada é a de um entreguista consistente.

Por que ela é contra Belo Monte, que seus apoiadores chamam de “Belo Monstro” ?

(A NeoEnergia deu-lhe uma resposta à altura.)

Por que ela tentou usar a cópula dos bagres para impedir a construção de Jirau e Santo Antonio no Madeira ?

Porque o patrimônio energético do Brasil é uma dádiva.

NENHUM país do mundo tem a possibilidade de se mover com a energia limpa e RENOVÁVEL como a hidro-eletricidade.

O Brasil tem água e tem chuva.

E ninguém sabe construir hidrelétrica como o brasileiro, desde Paulo Afonso.

(Clique aqui e se emocione com Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga e ouça “Paulo Afonso” – leia “em tempo”)

Um dos pais do neolibelismo pátrio, Eugenio Gudin dizia que não era preciso construir Paulo Afonso porque o Nordeste não tinha demanda que justificasse.)

É um valor estratégico imenso e, por isso, um instrumento de nossa singularidade como força econômica mundial.

E, portanto, não interessa aos Estados Unidos, no que era seu quintal, enfrentar um concorrente com esse ativo permanente.

Bláblá já tem uma conta a ajustar com o Brasil, breve, quando deixar a ribalta da campanha eleitoral e se recolher à dimensão verdadeira.

É a conta do “fio d’água”.

Instalada no Ministério do Meio-Ambiente, foi ela quem deu  que deu curso às teses americanas que obrigaram as hidrelétricas brasileiras a abandonar o sistema da queda d’água se se tornar a ”fio d’água”.

Esses pseudo-verdes – que são azul e vermelho – conseguiram roubar do patrimônio energético brasileiro mil e mil megawatts com a defesa dos saguis e de meia dúzia de indígenas, que viveriam muito melhor com as hidrelétricas cheias do que em suas aldeias precárias.

Essa conta ela ainda vai pagar – politicamente.

Quando o Brasil passar a defender – como fazem os americanos, com unhas e dentes – seu interesse nacional.

Veja o depoimento do ansioso blogueiro sobre o nefasto papel dos “verdes” em Teles Pires.

Por que ela não dá a menor prioridade ao pré-sal ?

Porque os Estados Unidos dão.

E porque os americanos levam o pré-sal a sério,  recriaram a 4ª Frota.

Com um comandante negro.

Ela vai ficar estacionada entre o pré-sal brasileiro e o pré-sal da costa Ocidental da África.

O pré-sal é o bilhete ÚNICO para um Brasil desenvolvido, saudável e educado.

Renunciar ao pré-sal é um crime de lesa-pátria !

Uma traição !

Entregá-lo aos americanos da Chevron é outra !

É por isso que a CIA e a NSA não estão minimamente interessados no que os brasileiros falam: eles querem saber o que a Petrobras fala !

E por isso fizeram entroncar no fundo do Atlântico brasileiro e africano sua rede de cabos de espionagem.

Por que ela foi contra o “Código Florestal” do Aldo Rebelo, a mais moderna legislação do mundo sobre a matéria ?

Porque ela quer fazer o desmanche do agro-negócio brasileiro.

Pode botar mil Betos Albuquerques ao lado dela, porque não serão capazes de apagar de seu currículo a hostilidade ao agro-negócio.

Agro-negócio, que, entre outras virtudes, reduziu dramaticamente o peso da alimentação na renda do brasileiro.

O Brasil tem uma das alimentações mais baratas do MUNDO !

Por que ?

Porque esse agro-negócio que ela quer desmanchar é muito, muito eficiente !

Ela não quer que a soja, o milho, o algodão e a carne brasileiras sejam competitivas a ponto de fechar a agricultura americana, se não fosse protegida pelas mais sólidas barreiras protecionistas do mundo !

E lá vem os neolibelês na boleia do caminhãozinho dela defender uma política externa “aberta” com os Estados Unidos.

Por isso ela foi e é contra os transgênicos.

Porque ela não faz uma passeata em Iowa, em Illinois e diz que os transgênicos dão câncer ?

Leva o Beto junto !

Por que ela é contra o Mercosul ?

O Cerra, o Fernando Henrique e o Titio que detêm o controle da chave também são contra o Mercosul.

Preferem a ALCA, que transformou o México num Estado Associado aos Estados Unidos – um grande Porto Rico.

Como o Brasil sepultou a ALCA, sob a batuta de Lula e Celso Amorim, agora eles reinventaram o Pacto do Pacífico.

O que significa o Pacto do Pacífico ?

Entregar a América do Sul aos americanos, já que o Mercosul e a Unasul são instrumentos da resistência à hegemonia americana.

O Pacto do Pacífico reúne a Colômbia, já praticamente mexicanizada, e o Chile,  além de todos os países asiáticos que são contra a China !

Contra China.

Porque o Pacto Pacífico é um pacto americano, pluri-continental contra a China – e o Brasil !

E por que a Bláblá  – e os Estados Unidos – querem detonar os BRICs e seu banco ?

Não interessa  à hegemonia americana uma organização alternativa.

Uma “world order”, como diz o último livro do Henry Kissinger, que não reproduza o Império.

E é por isso que a Bláblárina vem com essa conversinha mole de “sustentabilidade”.

“A sustentabilidade se sustenta no sustentável”.

Porque os Estados Unidos agridem a China com a poluição de Beijing.

Mal sabem eles que a China vai substituir a geração a carvão em Beijing por termas a gás.

A China desenvolve, hoje, os mais modernos mecanismos de combate à poluição do mundo.

Enquanto os Estados Unidos e o shale gas, o óleo de xisto,  poluem com o apoio feroz do Partido Republicano, o Brasil, consistentemente – depois que ela saiu do Ministério -, reduz o desmatamento da Amazônia.

E o mesmo lenga-lenga americano dos “direitos humanos” ?

É conversa para atingir a Rússia e a China – dos BRICS – e se esquecer da Arábia Saudita, uma das sociedades mais agressoras dos direitos humanos !

Por que ela é contra o BNDES e tomou aquela tesourada ?

Porque o BNDES é o Pentagono do Brasil.

Apesar dos absurdos como o financiamento à BrOi, em vias de extinção (e sobre a BrOi ela e o PiG se calam), apesar da BrOi, o BNDES, o maior banco de investimentos do MUNDO, é para financiar o Brasil.

Como o Pentagono financia a indústria e a pesquisa “privadas” americanas.

O BNDES do Dr Getúlio e do JK é para botar dinheiro nos interesses nacionais brasileiros.

(O FHC pretendia transforma-lo num banco de investimentos, como o Morgan Stanley de Francisco Gros …)

Por isso, a Bláblá quer substituir o BNDES pelo Acordo do Trigo, o Ponto 4, o Eximbank …

Ela também não vai tirar incentivos, mas “qualificar”…

Quer fechar o Banco do Brasil e a Caixa para “qualificar” o crédito e descapitalizar o Minha Casa Minha Vida, a infra-estrutura e o financiamento da safra.

Quer “reavaliar”, “meditar sobre” a CLT ?

Para ajudar o Citibank a terceirizar, o Citibank que ofereceu o seu “tesoureiro de campanha”, Álvaro de Souza, ex-presidente da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.

E a indústria da Defesa, para proteger o pré-sal ?

A Marinha do Brasil constrói em Itaguaí uma moderna e poderosa indústria de submarinos.

Trabalha, no momento, com três mil operários no canteiro de obras, em submarinos convencionais a diesel-eletricidade.

Daqui a pouco, começa a construir o submarino a propulsão nuclear.

Sabe por que, amigo navegante ?

Porque o Brasil tem reservas fabulosas de urânio e desenvolveu uma tecnologia própria, Made in Brazil, tupiniquim, de enriquecimento de urânio.

Que os americanos adorariam conhecer …

É por isso que ela é contra a energia nuclear !

Os americanos e europeus se entopem de energia nuclear e ela quer que a gente viva à base de energia do cuspe.

(Não me venha com energia eólica, porque a Dilma montou o segundo maior parque eólico do MUNDO !)

O Brasil vai ser um dos seis países do mundo capazes de produzir, em escala, submarinos nucleares: para defender o pré-sal e exportar !

Ela ainda não teve tempo de entregar Itaguaí ao Pentágono.

Mas, chega lá, até as eleições.

Se é que já não entregou nessa insólita viagem !

Em tempo: aqui, a letra de Humberto Teixeira, um gênio !

Delmiro (Gouveia) deu a idéia

Apolônio aproveitô

Getúlio fez o decreto

E Dutra realizô

O presidente Café

A usina inaugurô

E graças a esse feito

De homens que tem valô

Meu Paulo Afonso foi sonho

Que já se concretizô


Olhando pra Paulo Afonso

Eu louvo nosso engenheiro

Louvo o nosso cassaco

Caboclo bom verdadeiro

Oi! Vejo o Nordeste

Erguendo a bandeira

De ordem e progresso

A nação brasileira

Vejo a industria gerando riqueza

Findando a seca

Salvando a pobreza


Ouço a usina feliz mensageira

Dizendo na força da cocheira

O Brasil vai, o Brasil vai

O Brasil vai, o Brasil vai

Vai, vai, vai, vai, vai, vai



Paulo Henrique Amorim