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domingo, 24 de fevereiro de 2013

CIRO: "EDUARDO, AÉCIO E MARINA NÃO TÊM NENHUMA PROPOSTA PARA O BRASIL"


segunda-feira, 4 de julho de 2011

Redação Conversa Afiada


As festividades dos 80 anos do FCH têm a dimensão da Vaidade do aniversariante.

No PiG, os 80 anos ocuparam mais espaço neste domingo do que a morte do Presidente que lançou o Plano Real, o Santo Graal dos conservadores brasileiros.

O próprio Rei Artur falou de seus 80 anos com modéstia franciscana nas comovidas páginas do Globo e do Estadão.

Os 80 anos do Farol de Alexandria preenchem o volumoso vácuo político e ideológico que se instalou no sistema conservador.

Depois do Farol de Alexandria, os conservadores perderam três eleições.

Na sucessão em 2002 nem o candidato dele, o Padim,  o defendeu.

E, mesmo assim, pelo simples fato de simbolizar o que o Governo dele significava, tomou uma surra.

Os conservadores brasileiros estão atolados em 2002.

Não foram capazes de produzir uma única ideia, uma plataforma que possa confrontar a maioria que o PT lidera.

O Padim Pade Cerra lançou um manifesto-chabu.

Seu Conselho Políico baixou meia dúzia de obviedades – e grosserias – que os tucanos repudiaram.

Houve, porém, um importante aggiornamento na ideologia conservadora que saiu do baú do FHC: foi a conversão de Cerra ao fundamentalismo na campanha de 2010, que Ciro Gomes chamou de “calhordice”.

Cerra tirou de trás do armário o tea-party brasileiro: com a tentativa de colar na Dilma o aborto clandestino (no Chile, tudo bem), ao se alojar no colo do Papa e oferecer o pré-sal à Chevron.

Cerra tem o monopólio da extrema-direita.

Demonstrou na Carta Capital o professor Wanderley Guilherme dos Santos.

É uma forma melancólica de celebrar a Obra Magna do Farol de Alexandria.

E que não ganha eleição.

Resta aos conservadores aplicar à Dilma os argumentos da UDN contra Vargas, Jango e Brizola.

Nada de novo.

Por isso, o Farol faz 80 anos tantas vezes.

Mesmo depois de se saber que ele não era o pai e de confessar que assinou o eterno sigilo sem ler.

O que não ajuda a soprar 80 velinhas.

Mas, para a Dilma, é a sopa no mel.

Os conservadores batem palmas para o Farol de Alexandria, aquele que iluminou a Antiguidade e afundou num terremoto.

E o sol não nasce no campo conservador.


Paulo Henrique Amorim

sábado, 16 de outubro de 2010

Serra contrata telemarketing para dizer que Dilma é a favor do aborto

Blog do Rovai

 A matéria publicada no site do Correio Brasiliense assinada pelo jornalista Ullisses Campbell é sintomática do que diz Ciro Gomes: José Serra disputando eleição é certeza de baixaria.

Ele está fazendo aquilo que a direita sempre fez, confundir o eleitorado com boatos e mentiras.

Recordo-me de uma das muitas cretinices que ouvia na minha meninice e em época de eleições: “Na URSS, meu filho, os comunistas colocam todos os cristãos numa grande piscina cheia de coco e ficam passando uma foice gigante de um lado para o outro. Ou o cristão perde a cabeça ou é obrigado a comer o coco”.

Quando chegava com essas conversas em casa o velho Renato queria saber quem tinha me contado para encher a cara do sujeito de bolachas.

A campanha do Serra está usando a mesma tática. Quem pode encher a cara do Serra de bolachas, no sentido figurado, claro, é Lula.

Leia trecho da matéria do Correio abaixo e se quiser lê-la por inteiro vá aqui.
(…)

Enquanto fala de religião em todos os eventos que faz nessa etapa da campanha, o telemarketing de Serra opera freneticamente. Em São Paulo e em outros estados, centenas de militantes estão ligando para a casa dos eleitores. A maioria é mulher. Elas ligam em horário comercial no telefone fixo e procuram saber se há eleitor de Marina Silva (PV) na residência. Caso haja, as atendentes insistem na tecla de que a petista é a favor do aborto e que ela hoje se diz contrária apenas para ludibriar o eleitor.

A bancária Maristela Aires, 34 anos, recebeu a ligação em casa, em Osasco, Grande São Paulo, na quarta-feira pela manhã, quando saía de casa para trabalhar. Eleitora de Plínio de Arruda Sampaio (PSol) no primeiro turno, ela estava indecisa até a ligação. “Na verdade, a atendente falou mais com a minha mãe, que me convenceu a votar no Serra”, relata.

A professora Doraci Costa também recebeu uma ligação dos tucanos em Belém do Pará. Eleitora de Marina Silva, ela decidiu votar em Dilma, mesmo reconhecendo a confusão que a petista fez ao se dizer a favor e depois contra a descriminalização do aborto. “Acho que suscitar o debate sobre o tema já é um grande avanço”, diz a professora. Em outra frente de campanha religiosa tucana, os militantes de Serra distribuem santinhos em redutos petistas. No panfleto mais comum, há a seguinte frase ao lado da foto do candidato: “Jesus é a verdade e a justiça”.

Mais abaixo tem a assinatura de Serra e o número de sua candidatura. Na maioria dos panfletos distribuídos em São Paulo e no Rio de Janeiro, as cores do santinho são dois tons de azul e de amarelo, que lembram o partido. No entanto, há uma versão do santinho nas cores verde-claro e verde-escuro, numa alusão à onda verde que Marina Silva instalou no Brasil no primeiro turno, conseguindo arrastar 20 milhões de eleitores. O Correio procurou o comando de campanha de Serra em São Paulo e ninguém quis se manifestar sobre o telemarketing agressivo que enfatiza o aborto nas ligações nem sobre os santinhos com temas religiosos.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Paulo Preto na veia dele !


     
Cadê o Lula ? cadê a D Lindu ?


Ligo para o Oráculo de Delfos.

- Olá, tudo bem?

- Já esteve melhor.

- Como assim ?, pergunto.

- No Brasil antes da Marina.

- Ah, entendi.

- E a Dilma ?

- Vai ser uma vitória mais difícil do que eu imaginava.

- Mas, vence !, reafirmei.

- Sim, mas não precisava me fazer sofrer tanto.

- Que risco ela corre ?

- Essa sordidez do aborto, por exemplo.

- E como sair dessa ?, pergunto.

- Meu filho, disse ele, não entendo o Lula.

- O que tem o Lula ?

- Não me lembro de presidente mais religioso, mais verdadeiramente católico que o Lula, católico mesmo.

- Hum, deixa eu ver … Fernando Henrique

- O Fernando Henrique acredita em Deus tanto quanto na monogamia, respondeu ele rápido.

- Itamar, Collor, Sarney, Tancredo, os militares … não, não tem ninguém mais fervoroso que o Lula. Você tem razão.

- Então, tem que levar o Lula para a televisão.

- E para dizer o que ?

- Para falar de aborto. ABORTO !, com todas as letras. Enfrentar a calhordice, como diz o Ciro.

- Mas, o Lula seria o melhor para desempenhar esse papel ?

- Meu querido, o Lula tem carisma, olho no olho do povão, tem a D Lindu, os seis irmãos no pau de arara, a primeira mulher que morreu no parto. Tem que fazer o povo chorar.

- E a Dilma ?

- A Dilma ao lado dele.

- O aborto é o pior que aconteceu à Dilma ? Não foi a Erenice ?

- O pior que acontece à Dilma nesse segundo turno é que é uma eleição descasada.

- O que é isso ?

- É uma eleição sem parceiros, sem palanques locais.

- Como assim ?, pergunto ainda sem entender.

- A eleição se resolveu em colégios importante, já no primeiro turno: Rio Grande, Paraná, São Paulo, Minas, Rio, Pernambuco, Bahia.

- Como é que ela vai fazer comício nesses estados, com o eleitor já desmobilizado, é isso ?

- Sim, e num país sem partidos políticos …

- É verdade … pondero. E como ela sai dessa ?

- Com a única arma que sobrou.

- O horário eleitoral.

- Exato.

- E aí ?

- Paulo Preto na veia do Serra !

- Calma !

- O Serra não vem de José Dirceu, de Erenice ? O Serra não veio para a jugular ?

- É onde ele gosta de jogar, de preferência pelas costas.

- Então, meu querido, tem que vir de Paulo Preto.

- Mas, você acha que o Paulo Preto é forte assim ?

- Meu filho, o Paulo Preto ganha uma eleição.

Pano rápido.

Paulo Henrique Amorim


Em tempo: reproduzo e-mail que o Conversa Afiada recebeu:

E agora José?


Primeiro

Serra não sabia

- Eu não sei quem é o Paulo Preto. Nunca ouvi falar. Ele foi um factóide criado para que vocês (imprensa) fiquem perguntando”. Serra disse ainda que não iria gastar horas de um debate nacional discutindo “bobagens”.

http://migre.me/1ymdf


Depois

Paulo Preto diz: “ele me conhece bem, tem que responder”

http://migre.me/1ymkG


Agora

Serra diz que ele é inocente

http://migre.me/1ymui

O #SerraMilCaras disse ainda que não iria gastar horas de um debate nacional discutindo “bobagens”.


O Jornal Nacional não deu uma linha sobre o caso, mas a Record deu.

Veja o Video no link abaixo.

www.youtube.com/watch?v=v7YFaOetWoE&feature=player_embedded


Em tempo 2clique aqui para ver onde mora o Paulo “Afrodescendente” e aqui para ver como o Serra intimidou um repórter do Valor que perguntou sobre o Paulo “Afrodescendente”.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Dilma monta central para enfrentar baixaria na internet



    Campanha de Dilma vai fortalecer central antiboatos na web


    A campanha de Dilma Rousseff vai reforçar uma “central antiboatos” para frear correntes contra a candidata petista na internet. Na avaliação dos governadores eleitos e do comando político, houve lentidão na resposta aos boatos dirigidos aos evangélicos. A tarefa de reagir a e-mails com notícias falsas estava a cargo do grupo da Pepper Comunicação, em parceria com a empresa americana Blue State.


    Segundo o Terra apurou, essa função deve ser transferida para a equipe de Marcelo Branco, responsável pela mobilização da campanha nas redes sociais e nos blogs, além da transmissão ao vivo dos comícios.


    Entre os motivos para justificar a perda de votos de Dilma, aponta-se uma mensagem com uma falsa declaração da petista em Minas Gerais, de que “nem Cristo” tiraria dela a vitória no primeiro turno. Outras correntes atacavam as convicções da presidenciável sobre o aborto. Num nível abaixo da cintura, alguns e-mails traziam relatos inverídicos sobre a sua vida íntima.


    O comando da campanha deve montar uma estrutura mais apropriada à velocidade da disseminação dos boatos. A equipe coordenada por Branco, que realiza diagnósticos diários da rede, estaria afiada para esse trabalho.


    No esboço original, a Pepper responderia pelo disparo de e-mails e de sms. Os reveses da campanha sugeriram deficiência na comunicação com os internautas e na desmontagem de ataques a Dilma. Desde o início, o site oficial e o Twitter da candidata estão sob responsabilidade da equipe de jornalismo.


    Procurado pelo Terra, Marcelo Branco prefere não comentar a estrutura da campanha na web nem falar sobre os erros anteriores ao primeiro turno. Ele expõe: “A estratégia é reforçar e estruturar a central anti-boatos, para mobilizar uma reação mais rápida”.



    Durante a campanha à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama teve de enfrentar os boateiros de plantão.

    Para isso ele também criou uma central antiboatos, ativa até hoje. Clique aqui para conhecer.

    Clique aqui para saber como se proteger dos e-mails falsos que ajudam o Serra.

    Ciro entende de Serra e chama Veja de “escória”


    Ciro sabe como tratar o jenio

    Extraído do blog Viomundo, de Luiz Carlos Azenha:

    Ciro Gomes, ao Brasil Atual: Veja a serviço “da escória brasileira”

    (…)
    Por: João Peres, Rede Brasil Atual

    Brasília – Ciro Gomes está de volta à vida eleitoral? Difícil dizer. O deputado federal assegura que será um cabo eleitoral de Dilma Rousseff na disputa do segundo turno, mas evita entrar em detalhes.

    Em se tratando do ex-ministro da Integração Nacional, a única certeza é de que surpresas não são exceção. Em entrevista à Rede Brasil Atual, Gomes garante que não guarda nenhum ressentimento de ter sido preterido pelo presidente Lula na disputa ao Planalto, mas admite ter sentido uma grande tristeza que, garante, já passou.

    O deputado, que ficou uma temporada fora do país para curar as mágoas, esteve nesta segunda-feira (4) na reunião que reuniu parte importante da base aliada ao governo na discussão dos rumos da campanha do segundo turno. O ex-ministro mostrou que há uma característica sua que não muda: a língua afiada.

    Confira a entrevista:

    Qual será seu papel no segundo turno na campanha de Dilma?

    Sou cabo eleitoral no Ceará.

    E no resto do Brasil? O senhor é uma personalidade de projeção nacional.

    Estou 100% à disposição para participar desse debate porque o Brasil está acima de tudo. Todo mundo sabe que fiquei muito triste por ver frustrada minha justa intenção de participar desse debate, mas para mim está tudo superado e o mais importante é ajudar o povo brasileiro a ver com serenidade qual o melhor caminho para o país. E estou seguro que o melhor caminho é a Dilma.

    Dilma deixou muito marcado o tom de comparação entre os dois governos (FHC e Lula). E que agora é hora de enfatizar essa comparação. É esse o caminho?

    Esse é um dos caminhos, mas é preciso também compreender porque 20% dos brasileiros, tudo gente boa, da melhor intenção, tudo gente progressista, trabalhadora, amada, porque não veio conosco no primeiro turno. Por que foi com a Marina? O que a Marina interpretou? Acho que uma certa frouxidão do PSDB acabou sendo replicada por certa frouxidão do PT, e tem uma parte de nós, brasileiros, que não gostamos dessa frouxidão.

    Sei disso porque uma parte dessas pessoas já votou comigo em outras ocasiões. É classe média, estudante, jovens, gente preocupada com alguma intransigência. Não é de intolerância que estou falando, mas de intransigência em matéria de comportamento político.

    Uma das questões que se tocou aqui é sobre quanto os boatos espalhados na reta final tiraram votos de Dilma. Esses boatos, ao serem disseminados por parte da imprensa, foram importantes nisso?

    Perifericamente. Boato só prospera onde há perplexidades, vácuos, vazios. Como essa questão do aborto. É complexa, é delicada. Interagem com esse assunto questões religiosas, questões morais, éticas, sanitárias, emocionais, psicológicas. Questões terríveis.

    E os políticos, por regra, detêm um oportunismo muito rasteiro a respeito deste assunto. Acho que esse é o vácuo. Quando você tem um vácuo e não tem clareza, o boato acaba prosperando mais do que devia.

    E, claro, há o papel de uma parte da imprensa brasileira. E isso não é novidade, não temos que nos assustar com isso. Quem se enganou foi quem imaginou que haveria essa cordialidade que eu sempre soube que não haveria. Uma parte da imprensa brasileira tem preferência, o que é legítimo.

    Apenas deveríamos ajudar o eleitor brasileiro a saber que a Veja é reacionária. É direito do povo brasileiro saber que a Veja é reacionária. A Veja deve existir, deve fazer o que bem entender. Se passar da conta, temos um sistema democrático que garante reparos no Judiciário, mas nada de ir contra a imprensa. A imprensa é sagrada para nós, democratas.

    A Veja passou da conta no primeiro turno?

    A Veja? A Veja passa da conta. Vive a serviço do que há de mais espúrio na sociedade brasileira. É isso que a gente deve explicar para as pessoas. Que a Veja tenha longa vida, mas que todos fiquem sabendo que a Veja não é uma observadora neutra da vida brasileira: ela está a serviço dos interesses internacionais, da privataria, da escória brasileira. Isso sempre foi. Desde que a turma de melhor nível saiu, virou isso (referindo-se a jornalistas mais antigos). Um instrumento de achaque.

    Para a campanha de Dilma, como é melhor lidar com essa contra-informação?

    Falar com o povo. Sincera e humildemente. Falar com o povo. Enfrentar. Isso sou eu que estou falando. Essa cordialidade só ajuda àquelas pessoas que têm as ferramentas clandestinas de mentir contra a vontade popular.

    Resta algum ressentimento por ter sido preterido nessa disputa?

    Não. Não tive ressentimento em momento algum. Tive muita tristeza, que é mais amargo do que ressentimento. Mas já passou.


    Em tempo 1: Ciro é autor de duas frases:
    I- Serra não tem escrúpulo. Se for preciso passa com um trator por cima da cabeça da mãe.
    II- Serra numa campanha á garantia de baixaria.
    Em tempo 2: o Conversa Afiada concorda com Ciro. Este ordinário blogueiro chama a veja de detrito de maré baixa.

    terça-feira, 5 de outubro de 2010

    Ciro Gomes apoia Dilma e afirma: "Veja está a serviço da escória brasileira"

    Deputado pensa que campanha da candidata não deve ser transigente com mentiras, enfrentando a questão de maneira clara e que não deixe espaços para boatos 

    - Por João Peres, Rede Brasil Atual

    Brasília – Ciro Gomes está de volta à vida eleitoral? Difícil dizer. O deputado federal assegura que será um cabo eleitoral de Dilma Rousseff na disputa do segundo turno, mas evita entrar em detalhes.

    Em se tratando do ex-ministro da Integração Nacional, a única certeza é de que surpresas não são exceção. Em entrevista à Rede Brasil Atual, Gomes garante que não guarda nenhum ressentimento de ter sido preterido pelo presidente Lula na disputa ao Planalto, mas admite ter sentido uma grande tristeza que, garante, já passou.

    O deputado, que ficou uma temporada fora do país para curar as mágoas, esteve nesta segunda-feira (4) na reunião que reuniu parte importante da base aliada ao governo na discussão dos rumos da campanha do segundo turno. O ex-ministro mostrou que há uma característica sua que não muda: a língua afiada.

    Confira a entrevista:

    Qual será seu papel no segundo turno na campanha de Dilma?Sou cabo eleitoral no Ceará.

    E no resto do Brasil? O senhor é uma personalidade de projeção nacional.
    Estou 100% à disposição para participar desse debate porque o Brasil está acima de tudo. Todo mundo sabe que fiquei muito triste por ver frustrada minha justa intenção de participar desse debate, mas para mim está tudo superado e o mais importante é ajudar o povo brasileiro a ver com serenidade qual o melhor caminho para o país. E estou seguro que o melhor caminho é a Dilma.

    Dilma deixou muito marcado o tom de comparação entre os dois governos (FHC e Lula). E que agora é hora de enfatizar essa comparação. É esse o caminho?
    Esse é um dos caminhos, mas é preciso também compreender porque 20% dos brasileiros, tudo gente boa, da melhor intenção, tudo gente progressista, trabalhadora, amada, porque não veio conosco no primeiro turno. Por que foi com a Marina? O que a Marina interpretou? Acho que uma certa frouxidão do PSDB acabou sendo replicada por certa frouxidão do PT, e tem uma parte de nós, brasileiros, que não gostamos dessa frouxidão.

    Sei disso porque uma parte dessas pessoas já votou comigo em outras ocasiões. É classe média, estudante, jovens, gente preocupada com alguma intransigência. Não é de intolerância que estou falando, mas de intransigência em matéria de comportamento político.

    Uma das questões que se tocou aqui é sobre quanto os boatos espalhados na reta final tiraram votos de Dilma. Esses boatos, ao serem disseminados por parte da imprensa, foram importantes nisso?
    Perifericamente. Boato só prospera onde há perplexidades, vácuos, vazios. Como essa questão do aborto. É complexa, é delicada. Interagem com esse assunto questões religiosas, questões morais, éticas, sanitárias, emocionais, psicológicas. Questões terríveis.

    E os políticos, por regra, detêm um oportunismo muito rasteiro a respeito deste assunto. Acho que esse é o vácuo. Quando você tem um vácuo e não tem clareza, o boato acaba prosperando mais do que devia.

    E, claro, há o papel de uma parte da imprensa brasileira. E isso não é novidade, não temos que nos assustar com isso. Quem se enganou foi quem imaginou que haveria essa cordialidade que eu sempre soube que não haveria. Uma parte da imprensa brasileira tem preferência, o que é legítimo.

    Apenas deveríamos ajudar o eleitor brasileiro a saber que a Veja é reacionária. É direito do povo brasileiro saber que a Veja é reacionária. A Veja deve existir, deve fazer o que bem entender. Se passar da conta, temos um sistema democrático que garante reparos no Judiciário, mas nada de ir contra a imprensa. A imprensa é sagrada para nós, democratas.

    A Veja passou da conta no primeiro turno?A Veja? A Veja passa da conta. Vive a serviço do que há de mais espúrio na sociedade brasileira. É isso que a gente deve explicar para as pessoas. Que a Veja tenha longa vida, mas que todos fiquem sabendo que a Veja não é uma observadora neutra da vida brasileira: ela está a serviço dos interesses internacionais, da privataria, da escória brasileira. Isso sempre foi. Desde que a turma de melhor nível saiu, virou isso (referindo-se a jornalistas mais antigos). Um instrumento de achaque.

    Para a campanha de Dilma, como é melhor lidar com essa contra-informação?
    Falar com o povo. Sincera e humildemente. Falar com o povo. Enfrentar. Isso sou eu que estou falando. Essa cordialidade só ajuda àquelas pessoas que têm as ferramentas clandestinas de mentir contra a vontade popular.

    Resta algum ressentimento por ter sido preterido nessa disputa?
    Não. Não tive ressentimento em momento algum. Tive muita tristeza, que é mais amargo do que ressentimento. Mas já passou.

    a política e a Grande midia - o PIG - sob controle do PSDB-SP - segundo Ciro Gomes.mp4