O presidente golpista, Michel Temer, mal deve estar acreditando na vingança da história contra si. Há pouco mais de um ano ele começou a trair Dilma Rousseff. Chegou ao poder todo pimpão, exibindo sua boneca inflável, seus ternos caríssimos, seu português cafona e sua completa falta de noção.
E agora…
Bem, o noticiário fala por si mesmo. Vejamos as manchetes:
Ora, ora. Que injustiça Temer praticaria contra o presidente da Câmara, o demo Rodrigo Maia, simplesmente aquele nas mãos de quem repousa o destino do presidente da República?
Temer não fez nem nunca faria nada para desagradar seu provável sucessor. Ele está inventando uma desculpa para romper com o ex-comparsa.
Uma pergunta: se Temer for derrubado e, quem sabe, até preso em seguida, quanto tempo a sua neta… digo, a sua esposa vai demorar para picar a mula, por assim dizer?
O abandono de Temer pelos aliados de ontem, pelos seus comparsas no golpe infame que tirou a verdadeira governante do Brasil (até 1º de janeiro de 2019) do cargo sob uma farsa asquerosa, nada mais é do que a prova de que o crime não compensa.
Muita água ainda vai rolar debaixo dessa ponte. O Brasil precisa punir duramente os golpistas para que esse tipo de ataque ao povo brasileiro pare de ocorrer toda vez que algum governo decide governar para o povo. Chegou a vez de Temer. Chegará a vez dos outros golpistas.
Como todos já devem saber a esta altura, se o presidente Michel Temer renunciar ou mesmo se for cassado pelo Congresso, seu substituto será eleito indiretamente pela Câmara e pelo Senado.
Ao longo da quinta-feira, com o país ainda digerindo o mar de lama em que chafurdam Michel Temer e Aécio Neves, a Globo News passou o dia inserindo em sua programação o nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Apesar de a emissora a cabo ter citado sem parar o nome de FHC durante todo dia, um programa de horas de duração passou a tarde citando o nome do ex-presidente tucano uma vez após outra, sem parar.
O programa Estúdio I citou ao menos umas 10 vezes o nome de Fernando Henrique Cardoso.
Tudo que era comentado desembocava no tucano. O programa começou com a citação de mensagem postada pelo ex-presidente em seu perfil no Facebook.
A programação da Globo a cabo no day after da queda da República deixa ver que a toda poderosa já sabe por qual nome pressionará o Poder Legislativo a escolher em caso de vacância da Presidência da República.
Como se sabe, FHC é um defensor da agenda de “reformas” de Temer e seu apreço pelo neoliberalismo e pela privataria é amplamente conhecido.
Todos já sabem, portanto, o que esperar em caso de vacância da Presidência da República. O ex-presidente tucano será encarregado de terminar o serviço sujo de Michel Temer de vender o país, acabar com direitos trabalhistas e com o direito de se aposentar.
Até hoje, Fernando Henrique Cardoso é odiado pelos brasileiros. A mídia amiga evita colocar seu nome nas pesquisas de intenção de voto porque o resultado seria desastroso.
Mas tudo isso tem um lado bom. Se FHC suceder Temer, acabará com qualquer chance de um tucano se eleger no ano que vem, caso não tentem adiar as eleições. Com uma tacada só, o país ficará livre de Alckmin, Doria etc.
Para assistir a lenga-lenga pró FHC da Globo News, clique aqui – são duas horas de programa chato
Anos 2000. Redação da TV Globo de São Paulo. Venho do posto de correspondente da TV Globo em Nova York. O chefe de reportagem Luiz Malavolta me procura com um e-mail. Malavolta é meu amigo desde a adolescência, em Bauru. Trabalhamos juntos no Jornal da Cidade e na TV Bauru.
Malavolta diz que gostaria que eu fizesse uma investigação a partir do conteúdo do e-mail. Já experiente, eu digo a ele: Malavolta, um e-mail sem origem? E se isso for grampo, tiver origem ilegal?
Ele pensa um pouco e responde: vamos confirmar o conteúdo do e-mail, assim a gente elimina qualquer dúvida sobre a origem e descarta o e-mail.
Mais tarde, fiquei sabendo que a origem da mensagem tinha sido um araponga ligado ao então deputado ACM Neto, conhecido nos bastidores por motivos óbvios como “grampinho”. A mensagem foi enviada diretamente à alta hierarquia da Globo (num futuro livro, prometo reproduzir o e-mail), que a repassou hierarquia abaixo.
Fomos investigar caixa dois do PT em Goiânia. Bingo. Todos os caminhos levavam a Adhemar Palocci, irmão de Antonio Palocci, mais tarde diretor da Eletronorte.
O caso foi parar em uma das três CPIs que investigavam o mensalão petista em Brasília. Tratava-se de caixa dois bancado por uma seguradora chamada Interbrazil, que faliu deixando um rombo na praça.
A CPI pretendia convocar Adhemar Palocci. Nos bastidores da Globo, veio a resposta: se Adhemar for convocado, o ministro da Fazenda pedirá demissão do cargo. Fomos à Eletronorte: Adhemar não quis dar entrevista.
Em votação, a convocação de Adhemar foi derrotada. Logo em seguida, a Globo me mandou retornar de Brasília e encerrou a cobertura do caso.
Foi logo depois de o dono da seguradora falida depor na CPI dizendo que havia contribuído não apenas com o PT, mas com o PSDB, PMDB, enfim, com todos os partidos, sempre em material e “por fora”.
Para mim, ficou claro: a emissora não queria denunciar Palocci, o ministro da Fazenda, nem deixar claro que o homem do caixa dois petista tinha feito absolutamente o mesmo de forma generalizada.
Como era uma das minhas primeiras investigações depois de quase duas décadas nos Estados Unidos, caiu a ficha: se for contra o PT, vale tudo.
Ficou a pergunta: houve algum acerto de bastidores com o Palocci?
Um detalhe do caso sempre nos chamou a atenção: eu e Malavolta queríamos aprofundar as investigações sobre o instituto de resseguros do Brasil, que nos parecia ter agido de forma relapsa ao permitir a falência de uma seguradora que deixou um grande rombo na praça.
De repente, o executivo-alvo apareceu todo sorridente passeando pela sede da Globo em São Paulo, ao lado do diretor regional de jornalismo da emissora. A especulação que nunca pudemos comprovar era de que o executivo sabia muito sobre o Banco Roma, que havia sido o braço financeiro da família Marinho. O assunto morreu ali.
Corte para Antonio Palocci, preso em Curitiba, depondo diante do juiz Sergio Moro.
“Tenho certeza disso”, respondeu o ex-ministro, sobre se a Odebrecht contribuiu com José Serra e Aécio Neves tanto quanto em favor de candidatos do PT.
Segundo Palocci, na campanha de 2014, “a Odebrecht fez chegar ao presidente Lula […] que havia uma provisão em torno de R$ 200 milhões. O presidente Lula me procurou surpreso, estranhando e disse que nunca tive ‘conversa desse tipo'”.
Palocci questionou Marcelo Odebrecht, que informou que era comum a empresa fazer “provisões”.
“Fui ao presidente Lula e disse que foi um mal entendido”, explicou.
Mais tarde, Palocci disse que recebeu a estranha visita de uma pessoa — “uma grande personalidade do meio financeiro” — que falava em nome de um banco e que afirmava ser o responsável por “financiamento de campanha”. O ex-ministro se dispôs a informar Moro, em sigilo, mais tarde, sobre o nome do representante do banco.
“O senhor também mencionou uma das grandes empresas de comunicação”, perguntou um dos advogados presentes em seguida.
“Olhando o cenário de hoje parece que todos os governos só trabalham em função da empresa Odebrecht e o que eu procurei demonstrar é que o primeiro problema que tive quando sentei na cadeira de ministro da Fazenda foi o setor da construção civil”, afirmou Palocci, antes de a audiência ser interrompida.
Mais tarde, ele afirmou: “Empresas de comunicação tiveram sérios problemas neste período [quando ele era ministro da Fazenda], inclusive com algumas empresas declarando default nos seus compromissos externos”. A essa altura, Moro interrompe bruscamente Palocci: “Quando o sr. se encontrava com o sr. Marcelo Odebrecht, onde é que se davam esses encontros?”.
Ficou claro que o juiz de Curitiba não pretendia tratar do assunto.
Pela época da qual tratava Palocci pode se deduzir que ele falava da TV Globo, que enfrentou profunda crise quando o Brasil “quebrou” sob FHC, na passagem para o governo Lula. A Globo tinha imensa dívida em dólar e sofreu com a repentina desvalorização do real.
Foi um dos motivos pelos quais a emissora fez uma armação nas ilhas Virgens Britânicas para não pagar impostos na compra dos direitos de transmissão da Copa do Mundo, esquema denunciado pela blogosfera que resultou em cobrança superior a R$ 615 milhões da Receita Federal à emissora (ver documentos abaixo).
Um dos vazadores oficiais da Lava Jato “informou” há pouco que Antonio Palocci teria “repensado” a ideia de fechar acordo de delação premiada, diante da soltura de seu ex-colega de ministério José Dirceu.
Se receber o mesmo benefício, ele pode simplesmente ficar calado.
A ver.
Palocci disse, em seu depoimento diante de Moro: “Acredito que posso dar um caminho, que talvez vá dar um ano de trabalho, mas é um trabalho que faz bem ao Brasil”.
Globo? Banqueiros? A quem interessa calar Palocci?
Talvez trazendo de volta a gravação da conversa entre o senador Romero Jucá e o ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado, a gente entenda:
MACHADO – Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer].
JUCÁ – Só o Renan [Calheiros] que está contra essa porra. ‘Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha’. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.
MACHADO – É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.
JUCÁ – Com o Supremo, com tudo.
MACHADO – Com tudo, aí parava tudo.
JUCÁ – É. Delimitava onde está, pronto.
PS do Viomundo: Não se esqueçam que, na busca e apreensão feita no escritório paulistano da fabricante de empresas-laranja, a Mossack & Fonseca, do Panamá, a Polícia Federal encontrou anotações referentes a Paula Marinho, neta de Roberto Marinho.
São indícios de que ela pagava as taxas de manutenção de três empresas offshore, a Vaincre LLC, a Juste e a A Aplus, sediadas respectivamente nos Estados Unidos, ilhas Seychelles e Panamá.
Nas planilhas também há menção à Glen, de Alexandre Chiapetta de Azevedo, hoje ex-marido de Paula.
A Vaincre LLC é uma das donas da mansão de concreto em Paraty atribuída aos Marinho.
A A Plus e a Glen participam da concessão ilegal, sem concorrência pública, dada pelo governo do Rio ao casal há mais de 20 anos.
O estádio de Remo da Lagoa Rodrigo de Freitas, espaço público, foi transformado num luxuoso centro de consumo em local estratégico do Rio de Janeiro, gerando lucros privados.
Há duas ações do Ministério Público do Rio a respeito: uma questionando a concessão, outra pedindo de volta todo o dinheiro público investido no estádio em diferentes ocasiões, sem que o concessionário tirasse um tostão do bolso.
Pergunta sem resposta: quem precisa de três offshore, pelo menos uma delas com dupla blindagem — ou seja, você não sabe quem é o dono verdadeiro, nem quem atua em nome do dono — para gerir os valores relativamente pequenos envolvidos numa concessão que envolve cinemas e restaurantes? Haveria algo além disso?
Infelizmente, até agora, parece que o caso foi entregue ao Geraldo Brindeiro, o engavetador-geral da República em priscas eras.
A família Marinho diz que Paula nunca teve absolutamente nada com os negócios do ex-marido, mas é uma defesa inverossímil, já que numa das anotações apreendidas na Mossack, ao lado do nome da neta de Roberto Marinho, aparece o número de uma conta bancária de onde aparentemente se originava o dinheiro utilizado para pagar as taxas de manutenção das offshore. Além disso, ela assinou como fiadora numa das ocasiões em que a concessão foi renovada, sempre sem concorrência pública.
Entre os dias 12 e 14 últimos, a roubalheira dos tucanos em São Paulo e Minas Gerais finalmente foi noticiada no “Jornal Nacional”. Uns poucos minutos. Mas como tucanos têm queixo de vidro e não aguentam nem um tapinha, a Globo sumiu com eles e o telejornal passou a atacar Lula e só ele. Há dez dias que o maior telejornal do país se dedica exclusivamente a atacar o petista. Assista vídeo que denuncia essa vergonha.
A iniciativa foi anunciada pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que também acusou o delegado Igor Romário de Paula, chefe da Lava Jato, de cometer abuso de autoridade contra o ex-presidente Lula ao prever sua prisão num prazo de 60 dias; Pimenta afirmou que o PT irá ao Ministério Público e ao ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, para exigir a punição do delegado; "além de criminoso, ele foi covarde, pois buscou atingir o presidente Lula num momento de fragilidade", disse Pimenta, lembrando que Lula acompanha Dona Marisa, que está em coma, no hospital; Pimenta lembrou ainda que o delegado Igor fez campanha nas redes sociais para o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o político mais delatado na Lava Jato; vídeo
247 – O Partido dos Trabalhadores irá acionar o delegado Igor Romário de Paula, que conduz a Lava Jato, na Justiça. A iniciativa foi anunciada pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que também acusou o delegado Igor Romário de Paula, chefe da Lava Jato, de cometer abuso de autoridade contra o ex-presidente Lula ao prever sua prisão num prazo de 60 dias (leia aqui).
Pimenta afirmou que o PT irá ao Ministério Público e ao ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, para exigir a punição do delgado.
"Além de criminoso, ele foi covarde, pois buscou atingir o presidente Lula num momento de fragilidade", disse Pimenta, lembrando que Lula acompanha Dona Marisa, que está em coma, no hospital.
Pimenta lembrou ainda que o delegado Igor fez campanha nas redes sociais para o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o político mais delatado na Lava Jato.
Ao mesmo tempo em que abre uma nova frente contra o
ex-presidente Lula, em que a Lava Jato rastreia valores movimentados
pela empresa de palestras LILS, o juiz Sérgio Moro decretou sigilo do
inquérito que investiga a planilha da Odebrecht; o documento aponta
pagamentos de propina pela empreiteira em diversas obras dos governos
federal, estaduais e municipais, e a diferentes partidos, como PT, PMDB e
PSDB; no caso do Metrô de São Paulo, do governo Geraldo Alckmin (PSDB),
foram observados vários codinomes, como Santo e Careca; Moro afirma que
novos mandados podem ser cumpridos contra terceiros e a divulgação dos
autos poderia comprometer a investigação
247 - Ao mesmo tempo em que abre uma nova frente
contra o ex-presidente Lula, em que a força-tarefa da Lava Jato rastreia
valores movimentados pela LILS, empresa de palestras do
ex-presidente, o juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da
investigação em primeira instância, decretou sigilo do inquérito que
investiga a planilha da Odebrecht.
As planilhas da Odebrecht apontam pagamentos de propina pela
empreiteira em diversas obras do País, dos governos federal, estaduais e
municipais, e a diferentes partidos, como PT, PMDB e PSDB. No caso do
Metrô de São Paulo, do governo Geraldo Alckmin (PSDB), foram observados
codinomes como Santo e Careca, que seriam supostos beneficiários de
propina.
Para embasar a decisão do sigilo, Moro argumentou que novos mandados
podem ser cumpridos contra terceiros e a divulgação dos autos poderia
comprometer a investigação. "Como as investigações dos pagamentos nesse
setor têm desdobramentos imprevisíveis, o que poderá levar à necessidade
de novas diligências, inclusive novas quebras e buscas, decreto sigilo
sobre estes autos em relação a terceiros e aos investigados", declarou.
"Observo, ademais, que nenhum dos investigados no processo 5046159-
54.2016.4.04.7000 sofre no momento qualquer restrição a sua liberdade ou
a sua propriedade. Franqueado, por ora, o acesso apenas à autoridade
policial e ao MPF, sem prejuízo do levantamento do sigilo quando não
houver mais riscos às investigações", acrescentou o juiz.
Acabou a serventia do Cunha. A partir dessa segunda-feira 12/set, o Cunha começa a ser crucificado. A serventia do Cunha se esgotou quando ele aprovou o impeachment da Dilma. Até lá, o PiG reaplicou sua virgindade. E o Janot o manteve intocado. Até derrubar a Dilma. É para isso que ele servia. Ele é tão sem caráter que não vai cuspir os feijões. Não vai contar o que sabe. Nem ele nem a mulher. O Traíra e sua Távola Redonda, portanto, não correm nenhum perigo com o Cunha. Acontece que a serventia do Tinhoso e do PMDB começa também a se esgotar. A função do Golpisto e seus pares de França foi derrubar a Dilma e botar na rua o programa econômico dos Chicago Boys do Pinochet: o neolibelismo radical. Mas, como disse o Requião
ao ansioso blogueiro, o Carlos Magno do Planalto não tem força nem
vocação para enfrentar a adversidade – e não vai entregar a rapadura: o
desmanche do Estado, a entrega do Brasil à Casa Grande e aos Estados
Unidos! Além do mais, o Traíra não tem as conexões nem o mapa da mina. O Traíra não tem a ideologia, a doutrina, o caderninho do “como” fazer. Quem tem é o pessoal do PSDB, especialmente o Fernando Henrique, que desenhou a Dependência quando fugiu do Brasil e foi para o Chile. (Depois, os tucanos da democracia-cristã, os Frei, fizeram como o FHC, agora: aderiram ao Pinochet…) A “Ponte para o Futuro”, do gatinho angorá, está para a Dependência do FHC como o Temer para o Gilmar! Uma Baía de Guanabara de distância, como a que fica entre o Rio e Niterói, não é isso, Moreira? Logo o Moreira… Um sociólogo de décima extração, que estava na Escola de Sociologia
da PUC do Rio mais preocupado em se tornar o genro do genro do que em
estudar Max Weber… (O ansioso blogueiro foi, ali, contemporâneo dele e de Celina Vargas do Amaral Peixoto.) Os tucanos de São Paulo têm a arrogância de certos intelectuais da USP, aqueles do “Grupo do Capital” (ler em tempo) – detém a suposta hegemonia do pensamento reacionário brasileiro, devidamente destroçado pelo Jessé de Souza em “A tolice da inteligência brasileira”. Os tucanos da USP saem na Fel-lha e pensam que estão no Monde! Os tucanos de São Paulo toleram, de nariz tapado, a convivência com o Agripino, o Romero "essa porra" Jucá, o Eliseu que o ACM chamava de “Quadrilha”, o Geddelzinho boca da Jacaré, a latifundiária de Goiás, o Mendoncinha e os outros que se sentam à távola. (O Jereissati e o Cunha chove Lima são tolerados como prova de gentileza.) Os tucanos de São Paulo sabem que essa turma está aí para fazer o serviço sujo: quebrar o Brasil e a coluna do trabalhador, e entregar o poder em 2017. O PMDB serviu ao PSDB, serviu ao PT e agora serve ao PSDB, que espera para dar a punhalada pelas costas. O PSDB não quer convivência com esse pessoal do Sérgio Machado, que
convém recordar, por iniciativa ao amigo navegante Marco Aurélio, no Facebook do C. Af: "Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel" "estancar a sangria" "O primeiro a ser comido vai ser o Aécio" "Quem não conhece o esquema do Aécio" "Fui do PSDB 10 anos, não sobra ninguém" "Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem 'ó, só tem condições sem ela. Enquanto ela estiver lá essa porra não vai parar nunca" "Michel é Eduardo Cunha" "É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional. Com o Supremo, com tudo. Aí parava tudo. Esse pessoal não tem condição: pode até não ir em cana, mas não governa. Vai ficar trancado no banheiro do Henrique Alves. O PSDB sabe disso. Como também sabe que o Cerra e o Aecím, o mais chato, não correm nenhum perigo. Eles estão blindados, tanto quanto o Sérgio Guerra: só depois de mortos! Como diz o Oagara: suma justiça, suma injustiça. Os tucanos de São Paulo farão do Temer um Cunha. Usar e jogar fora. Só precisa combinar com os 40… Em tempo: os tucanos da USP, a certa altura de suas
experiências universitárias, criaram o “Grupo do Capital”. Eles se
reuniam vez por outra para ler o Capital de Marx. Dali não saiu nada.
Nada que se compare ao Piketty………………………, por exemplo, que leu o Marx no
Século XXI. Mas, na mitologia dos tucanos uspianos, esse grupo de
intelectuais diletantes se tornou uma espécie de “Academia de Platão”,
“Liceu de Aristóteles, “Escola de Frankfurt” da província paulistana.
Não deu em nada. Mas, deu para tratar a “Ponte” do gatinho angorá como se fosse um romance do Diogo Mainardi. Ou de seu patrono, o Paulo Francis. Ninguém lê… PHA
Michel Temer, que está na China, disse não ver e contradições
entre seu discurso de reunificação e pacificação nacional e as
manifestações contra o seu governo - realizadas por "um ou outro
movimentozinho" - que tem acontecido em várias cidades do país; "A
mensagem de reunificação e repacificação nacional, que eu lanço, não é
em benefício pessoal, mas dos brasileiros. E eu sinto que os brasileiros
querem isso. Quem muitas vezes se insurge, como um ou outro
movimentozinho, é sempre um grupo muito pequeno de pessoas. Não são
aqueles que acompanham a maioria dos brasileiros", disse; pesquisa do
instuto Ipsos aponta que Temer é rejeitado por 68% dos brasileiros
247-Pedro Peduzzi, repórter da Agência Brasil - O
presidente Michel Temer disse hoje (2), em viagem à China, não ver risco
de contradições entre seu discurso de reunificação e repacificação
nacional, e as manifestações que têm ocorrido em algumas localidades do
país, feitas contra seu governo.
"A mensagem de reunificação e repacificação nacional, que eu lanço,
não é em benefício pessoal, mas dos brasileiros. E eu sinto que os
brasileiros querem isPSDB,so. Quem muitas vezes se insurge, como um ou outro
movimentozinho, é sempre um grupo muito pequeno de pessoas. Não são
aqueles que acompanham a maioria dos brasileiros", disse Temer a
jornalistas que o acompanham na viagem.
O presidente negou ter sido surpreendido por suposta manobra no
Senado, que resultou na habilitação da ex-presidenta Dilma Rousseff para
exercer funções públicas. "Estou acostumado a isso. Estou há mais de 34
anos na vida pública e acompanho permanentemente esses pequenos
embaraços que logo são superáveis", disse Temer.
"Ontem mesmo falei com companheiros do PSDB, PMDB e DEM, e essa
questão toda será superada. Não há a menor dificuldade. Não se tratou de
manobra. Tratou-se de uma decisão que se tomou. Sempre aguardo
respeitosamente as decisões do Senado", acrescentou.
Segundo o presidente, essa questão entrou, agora, em uma "seara"
jurídica. "O Senado tomou a decisão. Certa ou errada, não importa, o
Senado tomou a decisão. Me parece que ela está sendo questionada agora
juridicamente. Então, ela sai agora do plano exclusivamente político
para o quadro de uma avaliação de natureza jurídica".
A imprensa internacional exprime com absoluta precisão a verdade que a Globo e a imprensa golpista do Brasil escondem.
No mundo inteiro o impeachment
é divulgado pelo que é: um golpe de Estado, um atentado à democracia e à
Constituição; uma farsa montada por políticos corruptos para derrubar
uma Presidente inocente.
O francês Le Monde avalia em editorial que “se esse não é um golpe de Estado, é no mínimo uma farsa”. Para o inglês The Guardian, “o impeachment de Dilma é tragédia e escândalo”. O argentino Página12, por exemplo, lançou o livro “Golpe no Brasil – genealogia de uma farsa”. O New York Times alerta que estão “tentando tirar a líder do Brasil, mas enfrentam acusações contra si mesmos”.
Naquela
“assembléia geral” estavam presentes a Janaína Paschoal e a denúncia
comprada a ela pelo PSDB por R$ 45 mil; estava presente o relatório
fraudulento elaborado por um cupincha do Cunha; estava também a quase
metade dos deputados réus e investigados por corrupção e crimes
diversos, inclusive de homicídio; e estavam os neo-canalhas do PSB,
alguns canalhas do PDT e todos os canalhas do PSDB, DEM, PTB, PSD, PMDB,
PP, PPS.
Apesar de tantas e repugnantes presenças, naquela
“assembléia geral” só faltou o essencial: o crime de responsabilidade
para aceitar a denúncia e instalar o processo de impeachment da
Presidente Dilma. Ainda assim, sob o predomínio do fascismo, a fraude do
impeachment foi acolhida e aprovada.
Em 12 de maio o Senado deu seguimento à farsa. Converteu-se, assim, num cenário do crime continuado.
Suas
excelências – os senadores e as senadoras golpistas – adotam as devidas
cautelas para evitar outra vez o espetáculo escatológico oferecida por
sua malta ao mundo em 17 de abril. Eles se esforçam para aparentar
recato e serenidade, mas no fundo são uns cínicos que se dissimulam com
uma cordialidade apenas aparente. Entre eles, há de se ter maior cuidado
com os de fala mansa e controle científico das expressões faciais: são
os que fazem o gênero do homicida que crava a faca na vítima olhando-a
nos olhos com um sorriso cortês nos lábios.
Essa falsidade toda,
contudo, não atenua o crime que estão cometendo, e tampouco retira-lhes
a qualidade de integrantes de uma “assembléia geral de bandidos” que,
nesta ocasião, não será “comandada por um bandido chamado Eduardo
Cunha”.
Na “assembléia geral” do Senado deste dia 29 de agosto,
estarão as mesmas repugnantes presenças que participaram da “assembléia
geral” de 17 de abril. Outra vez, todavia, a grande ausência será o
fundamento legal e constitucional para que os golpistas pudessem julgar,
condenar e, sobretudo, cassar a Presidente.
Tão ou mais grave que a inexistência de fundamento para o impeachment,
porém, são as duas fraudes grotescas que a defesa da Dilma desmascarou
no Senado. A primeira delas, foi a do militante partidário disfarçado de
“técnico do TCU” que usou a função pública para forjar um parecer de
oposição incriminando a Presidente Dilma.
A segunda fraude
desmascarada foi a do outro militante partidário do golpe, o auditor do
TCU que também usou o cargo público para participar, com seu comparsa,
da redação do parecer incriminador que ele próprio teria de julgar.
As
ilegalidades e vícios deste processo são flagrantes. Dariam razão
suficiente, segundo o Código de Processo Civil e a Constituição do
Brasil, para a completa nulidade do processo e a conseqüente anulação
desta farsa que avacalha a imagem do país no mundo.
Dilma é
vítima de um julgamento de exceção injusto e de cartas marcadas. Os
golpistas não estão conspirando contra a pessoa da Presidente, mas estão
atentando contra a democracia, o Estado de Direito e a Constituição.
Na
ata da “assembléia geral de bandidos” realizada no dia 29 de agosto de
2016 deverá constar que, no golpe de Estado perpetrado para operar a
restauração neoliberal ultraconservadora e reacionária, ecoaram no
plenário do Senado, que não estava sendo presidida por Eduardo Cunha, as
palavras de Tancredo Neves vocalizadas na madrugada de 2 de abril de
1964: “Canalhas! Canalhas! Canalhas!”.
Uma horda tomou de assalto o poder
no Brasil. Corruptos, misóginos, antidemocratas, ricos, brancos (e
cristãos) se associaram numa extensa coalizão, passando por cima da
Constituição e do Estado de direito.
Políticos com extensa ficha
criminal associados com perdedores das eleições, entorpecidos pelo
ressentimento e cujas delações os colocam próximos à prática do
banditismo, e o Parlamento mais pífio e conservador da história
republicana promoveram uma “congressada” em dois tempos: primeiro na
Câmara, que além de baixa é repugnantemente fétida; agora, na Senado,
sob a batuta de políticos que envergonham qualquer parlamento no mundo
democrático, salvo exceções em ambas as casas legislativas. Sem crime de
responsabilidade caracterizado, os inquisidores, impávidos, julgam a
presidenta impunes; uma ação iliberal, porque sequer as leis são
respeitadas.
Uma mídia venal, partidária,
antidemocrática e antinacional tratou de “vitaminar” a sanha golpista.
Manipulações de todas as ordens, mentiras e ódio passaram a pautar o
cotidiano de um jornalismo que se transformou ora em entretenimento para
esconder ou escamotear os fatos; ora em espetáculo inquisitorial.
A justiça, eterna servidora da
casa grande, tão corrupta e elitista quanto os demais poderes, tratou de
pavimentar os caminhos para a empreitada golpista. A corte mais alta
assistiu impávida um bandido comandar a abertura do processo de impeachment;
e qual tribunal de ninfas castas, acovardou-se quando um juiz - cujas
ações seletivas e discricionárias expôs as vísceras de togados que agem
seletivamente e são verdadeiros sepulcros caiados -, violentou a
constituição permitindo a exibição, em rede nacional, de um grampo
ilegal, a motivar a condenação tácita e pública da presidenta.
Empresários do pato amarelo e seus
patinhos associados, patrocinadores de golpes no passado e no presente,
injetaram dinheiro sujo para todo o tipo de financiamento dos
aventureiros golpistas. Sempre beneficiados pelo modelo econômico
(especulação concentradora de riqueza e renda) e tributário (que
penaliza o consumidor e isenta os ricos) e pelas benesses dos subsídios
governamentais, resolveram que, a partir de agora, o assalto à Nação
será escancarado e sem pudor.
Segmentos perversos da classe
média, que não aceitam uma sociedade justa e igualitária, se agregaram a
lideranças religiosas, intelectuais e subcelebridades para contaminar
as redes sociais de ódio e espírito de vingança. Criaram heróis
nacionais que fazem Hitler retorcer no túmulo de inveja e construíram
uma narrativa quase hegemônica a justificar o injustificável.
Rezando na cartilha dos interesses
norteamericanos, que não aceitam a autonomia dos povos
latino-americanos, os usurpadores de plantão estão prontos a entregarem
nossas riquezas minerais, como o pré-sal; nossos recursos da
biodiversidade e nosso patrimônio imaterial: potências que podem
transformar esse país numa grande nação.
Os partidos políticos, em sua
maioria, se transformaram em gangues ávidas pelo poder a qualquer custo.
Fins passaram a justificar quaisquer meios nas relações
político-partidárias. Dispensam-se comentários sobre os caminhos
trilhados pelos partidos de direita, aqui incluso o PSDB. Em síntese,
flertam com o fascismo. Mas, é preciso registar que o PT foi dominado
por grupos pragmáticos, políticos de péssima estirpe, interesseiros de
todas as espécies que embarcaram quando o partido estava no poder e lá
convivem se temor, nem pudor. Mostrou em reiteradas vezes que os ideais
de seus fundadores na década de 1980 se transformaram em letra (quase)
morta. Aqueles petistas coerentes, pouquíssimos e minoritários, que
defendem uma refundação do partido, são vozes que clamam no deserto. O
lema “o povo não é bobo, abaixo a rede globo” também poderá ser cantado
para expurgar outros atores políticos. As eleições se avizinham...
Enquanto isso, o discurso e a
prática fascistas vão tomando forma e vigor. O grupo usurpador tem uma
agenda violentamente perversa contra os pobres, os trabalhadores, as
minorias, o patrimônio público. Enfim, contra o Brasil e os brasileiros.
Só aguardam a consolidação do golpe, do jogo jogado, para, de forma
avassaladora, colocar em prática a política do desmantelamento do estado
e da opressão social. Não medirão esforços para passar por cima
daqueles que se colocarem no caminho, porque têm pressa em destruir o
pouco que foi conquistado com duríssimo sacrifício pelo povo brasileiro
desde a Constituição de 1988.
A maioria dos brasileiros ainda
não entendeu o que ocorre. Não percebeu que o golpe não é contra uma
presidenta, nem contra um partido. Apesar de desejarem destruir Dilma e o
PT, os golpistas querem inviabilizar, definitivamente, a possibilidade
real da construção de uma nação justa e solidária. Por isso, tanta
pressa, tanta sanha, tanta violência, tanta cobiça, tanto ódio.
Independentemente de Dilma voltar
ao poder, um número cada vez maior de brasileiros já entende: os
golpistas escrevem o presente da nossa história. Têm nome e identidade.
Mas não têm, como outrora, o controle total da informação. Portanto, não
poderão sufocar a verdade. Não passarão!
Há muitos sinais de resistência.
Os movimentos sociais estão se reativando. Os grupos historicamente
oprimidos, como as mulheres, dão sinais de extraordinária vitalidade e
engajamento cívico. E, certamente, quando os trabalhadores e os pobres
perceberem que o pouquíssimo que conquistaram poderá ser perdido, aí
teremos construído o caminho do retorno à democracia.
Os golpistas não entenderam que o
acesso ao consumo nos últimos anos injetou nos trabalhadores desse país o
vírus (ainda inativo) do inconformismo com a pobreza e a miséria. Uma
pessoa que acostumou a ter um smartphone e uma TV de LCD, a comer carne,
viajar de avião, frequentar shopping e universidade não aceitará nunca
mais ser chicoteada pelos capatazes da casa grande. Isso explica o medo
dos golpistas em relação a Paulo Freire e tanto desejo pela
implementação da malfadada “escola sem partido”. Mas, a escassez (de
trabalho, de possibilidades de consumo, etc.) e a miséria ativarão, mais
cedo ou mais tarde, esse vírus (até agora) adormecido. A consciência
coletiva produzirá distintos níveis de indignação. E a indignação será o
instrumento das transformações. Esse é o grande temor dos golpistas.
Infelizmente, o pouco de
consciência de pertencimento efetivo à Nação, ou seja, de sentimento e
vivência da cidadania, veio pelos caminhos tortuosos do acesso ao
consumo individualista; muito pouco contribuiu a educação e outras
políticas públicas. Mas, seja como for, superaremos essa profunda
violência a que fomos submetidos à medida que as pessoas se
conscientizarem que a pobreza, a miséria e a desigualdade não são
vontade de Deus; são imposições injustas de grupos de elite,
inaceitáveis sob o ponto de vista ético, social, político e moral.
O precipício momentâneo será de suor e lágrimas. Mas, o Brasil reencontrará a planície da democracia.
Em primeiro lugar, não faz o menor sentido tratar como fato consumado a possibilidade de o Senado afastar a presidente Dilma Rousseff por 180 dias, abrir o processo de impeachment e colocar o vice-presidente Michel Temer na Presidência da República.
Isso pode acontecer? É óbvio que pode. As chances são grandes? São. É certeza que isso acontecerá? Não.
O mais provável é, sim, que os senadores optem por ao menos abrir o processo, o que deixará a presidente Dilma por seis meses olhando para o ar no Palácio da Alvorada. Mas quem acompanha política com olhos de ver sabe que está se consolidando a crença de que mesmo que Temer sobreviva a esses 180 dias do processo contra a antecessora, seu governo pode nem chegar ao fim devido aos seus problemas com a Justiça.
Contudo, neste momento, se não fosse o prejuízo para a democracia que derivaria da materialização do impedimento sem base legal de uma governante eleita legitimamente, em termos de estratégia política seria muito bom que Temer virasse presidente e se mantivesse no cargo até 2018.
Para entender a razão de tal afirmativa basta clicar na imagem abaixo e ler as 19 páginas do documento que o PMDB de Michel Temer divulgou em 29 de outubro do ano passado.
O PMDB de Temer publicou, seis meses atrás, um “programa de governo” para quando o golpe se consumasse, o que retira qualquer dúvida sobre a conspirata de que participam, a quatro mãos, Michel Temer e Eduardo Cunha desde o início do ano passado, quando a Câmara colocou um gangster para dirigir a Casa.
O que o PMDB – ou a tal “fundação Ulisses Guimarães”, ou seja, Temer e Cunha – chama de “programa de governo” é, na verdade, uma proposta sobre medidas econômicas contra a população mais humilde e a favor do grande capital.
Basicamente, o documento prevê, dissimuladamente, privatizações desbragadas culminando com entrega do Pré Sal, terceirização do trabalho assalariado com geração prática de redução de direitos trabalhistas e fim das políticas públicas que têm permitido distribuição de renda e redução da pobreza. Inclusive com pauperização do salário mínimo.
Trata-se, pois, de um programa feito para tirar de pobre e dar para rico.
A mídia prepara um discurso para sustentar esse massacre dos setores mais baixos da pirâmide social. Obviamente que atribuiria a Dilma e ao PT o empobrecimento da população que iria se acelerar crescentemente sob a batuta de Temer.
Contudo, na visão deste que escreve há sinais de que a população começa a perceber que os problemas que o país enfrenta decorrem menos de erros de gestão de Dilma e (muito) mais de sabotagem da economia pela direita através da Operação Lava Jato, que, como muitos já devem ter percebido, após a vitória do impeachment na Câmara entrou em hibernação.
Pesquisa Vox Populi, encomendada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), revela que Lula chega a liderar a corrida eleitoral de 2018 para presidente da República. O ex-presidente aparece com 31% as intenções de voto, com grande vantagem sobre qualquer adversário.
Cenário 1
Lula – 29%
Marina Silva – 18%
Aécio Neves – 17%
Jair Bolsonaro – 7%
Ciro Gomes – 5%
Ninguém/Branco/Nulo – 16%
NS/NR – 7%
Cenário 2
Lula – 31%
Marina – 23%
Aécio – 20%
Ninguém/Branco/Nulo – 19%
NS/NR – 7%
Entre dezembro do ano passado e abril deste ano, Aécio caiu 11 pontos percentuais (ele tinha 31% em dezembro e 23% em fevereiro), Marina subiu de 19% em fevereiro para os 23% atuais.
A aprovação ao impeachment de Dilma também caiu nas últimas semanas. Pesquisa Datafolha divulgada há cerca de quinze dias aponta que a taxa favorável ao impeachment dela encolheu de 68% para 61%.
Já o percentual daqueles que são contra o fim antecipado do mandato de Dilma subiu de 27% para 33%. O novo levantamento foi realizado entre os dias 7 e 8 de abril. A pesquisa anterior havia sido realizada nos dias 17 e 18 de março.
A pesquisa também mostrou que agora os eleitores também são contrários à possibilidade de Temer assumir a Presidência. 58% das pessoas se dizem favoráveis ao afastamento dele. Além disso, para 60% Temer deveria renunciar à vice-presidência. É o mesmo porcentual atribuído à Dilma Rousseff.
Diante de uma eventual saída de Dilma e Temer, 79% dos eleitores se dizem favoráveis à realização de novas eleições. Apenas 16% dos entrevistados são contrários a um novo pleito.
A proporção daqueles que acreditam que o governo Temer seria igual ao de Dilma Rousseff oscilou de 38% em meados de março para 37% agora. Já aqueles que esperam uma piora em relação ao governo da petista são 26% dos entrevistados contra 22% da última pesquisa.
Esses números não mudam o fato de que a maioria ainda reprova fortemente Dilma, Lula e o PT, mas mostram duas coisas:
1 – Apesar da artilharia contra os petistas e da aprovação do impeachment na Câmara, em vez de a imagem deles piorar ela está melhorando;
2 – Terá vida curta o discurso que pretende empurrar para os petistas a responsabilidade eterna pelo desastre social que sobrevirá da aprovação do programa peemedebista “ponte para o futuro”.
A degradação das condições de vida dos brasileiros será mais pronunciada a partir do hipotético governo Temer por conta não apenas das políticas públicas, mas, também, devido ao fato de que o golpe impedirá o fim da crise política.
Claro que a situação de alta do desemprego iria dificultar, inicialmente, a eclosão de greves, mas o aumento da carestia e a supressão acelerada de direitos trabalhistas trabalharia em sentido diametralmente oposto.
Além disso, como já se sabe o PSDB pretende se associar formalmente a essa aventura golpista, indicando ministros. Quem se associa a tal enormidade haverá de ter dificuldade em abandonar o barco quando ele começar a afundar.
Está sendo preparada uma festança pseudo democrática para comemorar a provável – porém, ainda não inevitável – materialização do golpe. Frases de efeito do governo “de facto” tentariam criar um clima de “agora, sem Dilma, vai”.
Falta combinar com os russos.
A depressão acelerada das condições sociais que virá por aí, se a aventura golpista se consumar, é um fator que tem que ser separado, neste ponto, e colocado na prateleira para uso antes que o texto termine.
O que ocorre é que entre a militância pró governo há um clima de frustração que tem lá suas justificativas, mas que, mais uma vez, vai de encontro ao meu ponto de vista. Anteriormente, julguei que a situação era mais difícil do que parecia, mas, neste momento, julgo que as previsões catastróficas que estão sendo feitas sobre o pós golpe são exageradas e não deverão se materializar por conta daquele fator que coloquei na prateleira para uso posterior.
Preveem que Lula não conseguirá disputar a eleição de 2018 porque, sabendo de sua força política, tratarão de prendê-lo sob alguma desculpa ou de condená-lo sumariamente para que caia na lei da “ficha limpa”, impedindo-o de se candidatar.
O pânico é ainda maior. Muitos acreditam que, tal qual ocorreu após o golpe de 1964, as eleições previstas para daqui a dois anos não se realizarão. E que talvez o país só retorne à democracia em 2022.
Vamos, então, buscar aquele pote de esperança que coloquei na prateleira. Abrindo-o, encontramos um remédio eficaz para tentações autoritárias: trata-se de uma substância democrática conhecida como POVO.
Enquanto a ditadura implantada em 1964 conseguiu manter o povo esperançoso com o “milagre econômico”, foi fácil fazer esse povo se conformar com a falta de eleições, com a falta de democracia. Mas não há regime que segure o povo quando este se revolta.
As manobras da ditadura no Legislativo conseguiram impedir a volta da democracia por algum tempo quando o povo passou a exigi-la (Diretas Já), mas foi por muito pouco tempo. E isso ocorreu em um regime autoritário assumido, em uma ditadura violenta que prendia e matava quem quisesse sem julgamento, sem juiz, sem júri.
Não chegamos a tanto. O Brasil não poderá abrir mão da democracia nesse nível. O regime afundaria sob pressão interna e externa. Não há mais espaço para abolir eleições.
Podem prender ou impedir Lula? Talvez. Se o Judiciário chegar a esse ponto, porém, com o povo querendo Lula, podem ter certeza de que ele elegerá em seu lugar quem quiser. De novo. Bastará que a maioria se convença lá adiante de que tudo que está acontecendo hoje foi um golpe, foi sabotagem para tirar do poder um governo popular e colocar um governo para ricos.
Não se desespere, não desacredite da democracia, não perca fé na verdade. Há mais de uma década que escrevo regularmente nesta página que a verdade é uma força da natureza como o vento ou a chuva. Tentar contê-la é como tentar reter água entre mãos em concha. A verdade escapa por entre os dedos de quem tenta contê-la.