Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Eletrobrás: 61% dos brasileiros são contra privatizações

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Apesar de o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso participar ativamente da política brasileira emitindo opinião sobre quase tudo, desde que deixou a Presidência da República ele nunca mais foi incluído em uma pesquisa de intenção de voto para o cargo que ocupou entre 1995 e 2002.
Não, não se trata de discriminação por parte da mídia. Muito pelo contrário…
FHC foi recentemente lembrado pelos meios de comunicação até para se tornar presidente de novo via eleição indireta, caso Michel Temer perdesse o cargo por conta das provas de corrupção que surgiram contra si. Mas o tucano jamais foi incluído em pesquisa de intenção de voto simplesmente porque a opinião dos brasileiros sobre ele seria desmoralizante.
De todos os problemas de governança que tornaram o ex-presidente tão impopular, o processo que ficou conhecido como “privataria tucana” ocupa destaque. Entre 1995 e 2002, FHC vendeu as ditas “joias da coroa” do patrimônio público brasileiro por preço considerado vil por grande parte dos analistas, mas não é por isso que o povo reprovou as privatizações.
Agora, Michel Temer dá asas à sua ilegitimidade e anuncia que pretende empreender um “mega processo de privatizações”, a começar pela Eletrobrás em um processo que, por certo, chegará à Petrobrás.
Antes de demonstrar que Temer, mais uma vez, age á revelia da vontade dos brasileiros, vale abordar, primeiro, uma pesquisa Ibope levada a cabo em 2007. Em seguida, outros dados bem mais recentes serão acrescentados
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À época, a maioria do eleitorado brasileiro (62%) apareceu em pesquisa como sendo contra a privatização de serviços públicos feita por quaisquer governos, segundo apuração feita pelo jornal O Estado de São Paulo em parceria com o instituto Ipsos.
Apenas 25% dos brasileiros aprovava as privatizações. A percepção era a de que as privatizações pioraram os serviços prestados à população nos setores de telefonia, estradas, energia elétrica e água e esgoto.
Detalhe: as mais altas taxas de rejeição (73%) estavam no segmento de nível superior e nas classes A e B. Mas nem sempre foi assim.
Em dezembro de 1994, uma pesquisa Ibope sobre privatização de bancos estaduais mostrou que 57% eram a favor de privatizá-los total ou parcialmente e só 31% eram contrários. Em fins de março de 1995, outra pesquisa Ibope atestou que 43% dos brasileiros eram a favor das privatizações e 34% eram contrários.
Os mais criticados, segundo a pesquisa, eram os serviços prestados pelas concessionárias de energia elétrica (pioraram para 55% e melhoraram para 31%) e água e esgoto (54% e 29%, respectivamente) e as de telefonia (51% e 37%) e de estradas (47% e 36%).
Dali em diante, conforme as privatizações foram acontecendo, isso mudou muito. Em 2007, uma robusta maioria já achava que a qualidade dos serviços prestados por empresas privatizadas tinham piorado.
Aí os picaretas que apoiam Temer e o roubo de patrimônio público vão dizer que de 2007 muita coisa mudou, o Brasil deixou de ser “petralha” etc., etc. Mas não procede. Pesquisa recente revela que o percentual dos que reprovam privatizações permanece inalterado.
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A maioria dos brasileiros continua contra a privatização de empresas estatais. A constatação é de uma pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, feita com exclusividade para o site O Financista.
A pesquisa ouviu 2.020 pessoas maiores de 16 anos em 158 cidades de 24 Estados, mais o Distrito Federal em julho do ano passado. Do total, 60,6% dos entrevistados declararam-se contra privatizar as estatais; 33,5% são favoráveis; e outros 5,9% não souberam ou não opinaram.
A questão apresentada aos participantes foi: “Com o objetivo de melhorar a situação econômica do Brasil, o governo Michel Temer planeja vender, ou seja, privatizar algumas empresas e ativos estatais. O Sr(a) é a favor ou contra essa medida?”
A enquete também avaliou a posição dos entrevistados em relação à venda das principais estatais federais. Apesar de todo o desgaste na imagem da Petrobras, epicentro da Operação Lava Jato, os brasileiros apoiam sua permanência nas mãos do governo: 63,3% são contra sua privatização; 31,1%, a favor; e 5,6% não souberam ou não opinaram.
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos também enfrentaria resistências, caso o governo a transferisse para o controle privado: 62,4% são contra sua venda; 32,3%, a favor; e 5,3% não souberam ou não opinaram.
A privatização dos bancos públicos é a que desperta maior rejeição. Quando indagados sobre uma eventual privatização do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica, 67,5% dos participantes declararam-se contrários; outros 26,8% são a favor; e 5,7% não souberam ou não opinaram.
Assim mesmo, a privataria 2.0 deve ser levada a cabo. Mesmo contra a vontade do povo. E não só pelo PMDB de Michel Temer; o PSDB, mais uma vez, está na contramão da vontade popular e certamente estará apoiando outra grande queima de patrimônio público.
Eis que surge a pergunta: por que políticos, que vivem da opinião do eleitorado sobre si, afrontam com tanta desenvoltura àqueles que podem aposentá-los?
Não é difícil entender por que. Certamente Temer, seu partido e os aliados tucanos esperam lucrar de outra forma que não através do voto popular. O que $erá que o$ privateiro$ irão ganhar de$ta vez? Deve $er um prêmio muito bom para fazê-lo$ mandar o eleitorado pa$tar, não é mesmo?

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Temer ressuscita a “Engavetadoria” Geral da República de FHC



PGR CAPA
A razão principal pela qual não dava, não dá e jamais dará para acreditarei que o PT ou Lula – ou ambos – engendraram um esquema ilegal para perpetuação no Poder ou de enriquecimento pessoal é o “republicanismo presidencial” que os governos petistas inauguraram no Brasil.
Antes de Lula chegar ao Poder, a Procuradoria Geral da República (PGR) era um órgão decorativo no que diz respeito ao controle do Estado e, acima de tudo, dos governantes. E o exemplo vinha de cima.
O exemplo mais desavergonhado de castração da PGR imortalizou-se durantes os dois governos Fernando Henrique Cardoso. Na verdade, FHC e todos os seus antecessores sempre trataram de manter o Judiciário, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal sob controle para que não incomodassem…
Sim, o verbo é propositalmente transitivo, assim como está, pedindo explicações.
Era uma “zona”, antes de Lula.
Até a reforma constitucional de 1934, o procurador-geral da República era escolhido entre ministros do Supremo Tribunal Federal, em obediência à Constituição de 1891. A partir de então, o cargo passou a ser ocupado por cidadãos que cumprissem os mesmos requisitos para ministro do STF.
Carlos Maximiliano foi o primeiro procurador-geral não oriundo do STF.
A partir da Constituição de 1988, o procurador-geral da República passou a ser escolhido obrigatoriamente entre os membros do Ministério Público. Consideremos só os Procuradores Gerais da República do pós-redemocratização de fato, iniciado por Fernando Collor de Mello, já que, antes, os procuradores-gerais eram fachada nomeada por presidentes sem legitimidade, como José Sarney e seus antecessores generais, pois nenhum foi eleito pelo voto popular.
O PGR, em 1989, deixou de ser demissível ad nutum (pela vontade do governo que o nomeou ou a do seu sucessor), desempenhando um mandato de dois anos, com possibilidade de recondução. Aristides Junqueira foi o primeiro procurador-geral nomeado no regime jurídico atual, ficando no cargo de 20 de junho de 1989 a 28 de junho de 1995.
Eis que, no primeiro ano do primeiro governo Fernando Henrique Cardoso iniciar-se-ia o mais vergonhoso embuste do período democrático sucedâneo à ditadura militar de 1964.
Geraldo Brindeiro foi indicado Procurador-Geral da República por FHC. Teve o mandato mais longo desse período democrático – de 1995 a 2003. Membro do Ministério Público Federal desde 1975, ex-subprocurador-geral da República e advogado, os escolhidos para a PGR também era primo do então vice-presidente da República, Marco Maciel, então no PFL.
Brindeiro ficou no cargo de 28 de junho de 1995 a 28 de junho de 2003. Oito anos no cargo, período do no qual não passou NENHUM pedido de investigação que desinteressasse o presidente da República, ainda que uma das atribuições do PGR seja fiscalizar o presidente da República…
Em 2001, o Ministério Público começou a produzir uma “listra tríplice” com os nomes mais votados pelo conjunto dos seus membros para o cargo de procurador-geral da República, mas FHC não deu bola e reconduziu Brindeiro ao cargo pela quarta vez consecutiva.
Detalhe: naquele ano, a ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República) promoveu eleição simbólica de três procuradores para a sucessão de Brindeiro. Foram “eleitos” Antonio Fernando Barros e Silva de Souza (184 votos), Cláudio Fonteles (123) e Ela Wiecko de Castilho (103). Brindeiro ficou em sétimo lugar, com 67 votos.
Mesmo assim, foi o escolhido. FHC mostrava que não ia dar sopa para uma investigação contra si, já que o PGR é o único que pode denunciar um presidente da República, à luz da presente Constituição Federal.
Matéria da Folha de São Paulo de 22 de junho de 2001 mostra o inconformismo do Ministério Público Federal e da própria sociedade com a forma descorada com a qual FHC barrava qualquer investigação contra si.
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Em 2001, após FHC reconduzir Brindeiro ao cargo pela quarta vez, o Ministério Público passou a defender mudança na Constituição para que o procurador-geral só pudesse ser reconduzido ao cargo uma vez e o presidente da República ficasse obrigado a fazer a indicação com base na lista tríplice que o então presidente da República tucano acabara de ignorar.
Agora, chega-se ao ponto pelo qual levanta suspeita de ser armação essa história de que Lula e o PT montaram um projeto político mal-intencionado e o colocaram em prática. Afinal de contas, Lula fez o que FHC e seus antecessores jamais fizeram. Sem ninguém lhe pedir, passou a respeitar a listra tríplice do MPF, nomeando o primeiro escolhido pela instituição.
Lula não precisava ter feito isso. Quis dar exemplo e se deu mal, porque procuradores-gerais que sucederam o “engavetador-geral da República”, de FHC, empreenderam uma persecução sem tréguas dos presidentes da República petistas.
Basta ver quantos PGRS o país teve em 13 anos de governos petistas à luz do fato de que nos OITO ANOS de FHC o país só teve UM procurador-geral.
1 – Claudio Lemos Fonteles, indicado por Lula, ficou no cargo de 30 de junho de 2003 até29 de junho de 2005
2 – Antonio Fernando Barros e Silva de Souza, preterido por FHC em 2001, foi indicado por Lula para a PGR em 30 de junho de 2005 e deixou o cargo em 28 de junho de 2009.
3 – Roberto Monteiro Gurgel Santos foi indicado por Lula em 22 de julho de 2009 e permaneceu no cargo até 15 de agosto de 2013, tendo sido reconduzido por Dilma quando ela assumiu seu primeiro mandato por conta de indicação do MPF para que tal recondução ocorresse.
4 – Dilma indicou o sucessor de Gurgel em 2013 sob indicação do MPF. O escolhido foi Rodrigo Janot Monteiro de Barros. Sua posse foi em 17 de setembro de 2013.
Neste ano, Michel Temer se aproveitou do fato de que o MPF não insistiu na mudança da Constituição para escolha do PGR e ignorou a lista tríplice que desde 2003 os presidentes petistas respeitavam.
O atual vice-procurador-geral eleitoral, Nicolao Dino, foi o nome mais votado na lista tríplice com sugestões do Ministério Público Federal para o cargo de procurador-geral da República, mas Temer escolheu Raquel Dodge, a segunda colocada.
PGR 2
Dodge nem assumiu o cargo ainda e já foi objeto do primeiro escândalo que a mudança na forma de escolha do PGR representa.
Abaixo, você vê nota “explicativa” emitida pela futura procuradora-geral da República.
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Será paranoia deste Blog ou é errado uma pessoa que terá como atribuição fiscalizar o presidente Michel Temer encontrar-se às escondidas com ele tarde da noite? Sim, porque essa “nota explicativa” só foi divulgada porque a reunião secreta vazou.
A visita de Dodge ao Jaburu, para falar com Temer, só veio a público após ser registrada por um cinegrafista da TV Globo por volta das 22h.
Encontrar-se com Temer tarde da noite, fora da agenda oficial, para discutir o que da posse?
E não dava para ser por telefone?
E não dava para ser feito por assessores das duas partes, em nome da moralidade pública?
Parece que o Brasil entrou em uma máquina do tempo. Está retrocedendo dia a dia. Os direitos trabalhistas regrediram quase oitenta anos, agora as instituições de controle do Estado voltam aos anos 1990, quando o procurador-geral da República era de mentirinha, existindo só para dar aparência de moralidade às instituições.
Um dos grandes escândalos do governo FHC foi o aparelhamento da Procuradoria Geral da República. Ao fim de seu governo, fora do Brasil o ex-presidente foi questionado sem parar pela imprensa – internacional, claro. No vídeo abaixo, FHC teve que se explicar pelo sistema que inventou para impedir que seu governo fosse fiscalizado “republicanamente”.
*
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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Grobo Nius escolhe FHC como sucessor de Temer

Globo News escolhe FHC como sucessor de Temer


fhc globo
Como todos já devem saber a esta altura, se o presidente Michel Temer renunciar ou mesmo se for cassado pelo Congresso, seu substituto será eleito indiretamente pela Câmara e pelo Senado.
Ao longo da quinta-feira, com o país ainda digerindo o mar de lama em que chafurdam Michel Temer e Aécio Neves, a Globo News passou o dia inserindo em sua programação o nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Apesar de a emissora a cabo ter citado sem parar o nome de FHC durante todo dia, um programa de horas de duração passou a tarde citando o nome do ex-presidente tucano uma vez após outra, sem parar.
O programa Estúdio I citou ao menos umas 10 vezes o nome de Fernando Henrique Cardoso.
Tudo que era comentado desembocava no tucano. O programa começou com a citação de mensagem postada pelo ex-presidente em seu perfil no Facebook.
fhc estudio iA programação da Globo a cabo no day after da queda da República deixa ver que a toda poderosa já sabe por qual nome pressionará o Poder Legislativo a escolher em caso de vacância da Presidência da República.
Como se sabe, FHC é um defensor da agenda de “reformas” de Temer e seu apreço pelo neoliberalismo e pela privataria é amplamente conhecido.
Todos já sabem, portanto, o que esperar em caso de vacância da Presidência da República. O ex-presidente tucano será encarregado de terminar o serviço sujo de Michel Temer de vender o país, acabar com direitos trabalhistas e com o direito de se aposentar.
Até hoje, Fernando Henrique Cardoso é odiado pelos brasileiros. A mídia amiga evita colocar seu nome nas pesquisas de intenção de voto porque o resultado seria desastroso.
Mas tudo isso tem um lado bom. Se FHC suceder Temer, acabará com qualquer chance de um tucano se eleger no ano que vem, caso não tentem adiar as eleições. Com uma tacada só, o país ficará livre de Alckmin, Doria etc.
Para assistir a lenga-lenga pró FHC da Globo News, clique aqui – são duas horas de programa chato

domingo, 30 de abril de 2017

Declarações de Temer e Serraglio sobre a greve sugerem senilidade

todo mundo
Na última sexta-feira, o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, criticou as manifestações realizadas pelas centrais sindicais contra as reformas trabalhistas e da previdência. Serraglio afirmou que as paralisações da greve geral “foram pífias” e que “não teve (sic) a expressão que se imaginava ter”.
E concluiu: “O povo brasileiro demonstrou que está conosco”.
Instado a se manifestar sobre a mobilização, o presidente Michel Temer fez uma declaração pública na qual reduziu a greve geral a “pequenos grupos que bloquearam rodovias e avenidas”.
A manhã de sexta-feira, porém, despontou no coração de São Paulo sem transeuntes. O que se via eram basicamente os moradores de rua que ali passam seus dias.
Lojas fechadas, pouquíssimo trânsito e entradas de metrô completamente desertas. A imagem se repetiu durante horas nas principais cidades brasileiras. Foi uma demonstração de força do movimento sindical que convocou uma greve geral contra as reformas trabalhista e previdenciária do Governo Michel Temer e conseguiu paralisar a rotina nas capitais graças
Foi a primeira paralisação realmente nacional em 21 anos. Os sindicalistas contaram com apoios pouco frequentes contra o Planalto, como a participação da Força Sindical, organização que apoiou o impeachment de Dilma Rousseff.
A mobilização congregou a cúpula da Igreja católica e gerou até interrupção das aulas em caros colégios particulares em várias capitais. “É preciso reivindicar nossos direitos que estão sendo retirados por um presidente impopular e ilegítimo”, dizia, na zona oeste de São Paulo, o estudante de escola privada André Neto, de 17 anos, num dos poucos protestos da jornada que acabaria em repressão policial diante da casa de Michel Temer na cidade.
O país literalmente parou.
O Blog da Cidadania esteve lá. Convidado a subir ao carro de som da CUT, este Blogueiro entrevistou Wagner Freitas, presidente da entidade, Guilherme Boulos, líder do MTST, Carina Vitral, presidente da UNE, e Eduardo Suplicy.
Também gravei o discurso do Senador Lindbergh Farias.
O Felipe Masini, nosso editor de imagens, áudio e vídeo registrou algumas belas cenas.
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largo da batata 2
Mas interessante mesmo é o vídeo que evidencia o alheamento da realidade que tomou o governo Temer, em sua marcha da insensatez na eliminação de direitos do povo brasileiro, invertendo a decisão popular tomada por esse povo em 2014 e aprovando leis trabalhistas que a maioria esmagadora rejeita. Assista, reflita, divulgue. Ano que vem daremos a resposta.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

PT aumentou emprego e salário por 12 anos sem eliminar um só direito

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No último sábado, esta página publicou matéria que provou, por A mais B, que é balela do Michel Temer e do presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Andrade, que, na França, a jornada de trabalho tenha passado de 35 horas semanais (e não 36, como esses golpistas afirmaram) para (como disseram primeiro) 80 ou 60 horas (como retificaram depois).

A matéria em tela reproduziu dados da legislação francesa sobre o tema. Esses dados mostram que o que ocorreu naquele país é ter sido autorizada a mera possibilidade de os trabalhadores franceses trabalharem mais horas dos que as 35 que a lei prevê, mas só em condições excepcionais como, por exemplo, em caso de catástrofe (natural ou não) ou para uma distribuição emergencial de medicamentos.

Temer e o presidente da CNI tentaram vender ao público que a França estaria aumentando a carga horária semanal dos trabalhadores, o que, como mostrou a matéria supracitada, é uma tremenda farsa.

Contudo, essa não é a primeira e, provavelmente, nem terá sido a última vez em que os golpistas tentarão vender aos brasileiros a premissa revoltante, criminosa de que é preciso exterminar direitos e benefícios dos trabalhadores para gerar mais empregos no país.

Algumas semanas antes do estarrecedor episódio das “80 horas de trabalho semanais”, o ministro-chefe da Casa Civil interino, Eliseu Padilha, criticou a legislação trabalhista estabelecida em 1946 durante almoço com grupo de líderes empresariais em São Paulo.

Padilha disse reconhecer que “a CLT foi necessária na época de sua criação”, mas “a década de 40 já ficou para trás há muito tempo”. E propôs, para delírio do patronato: “nós temos que olhar rumo ao amanhã e fazer reforma trabalhista”.

Por “reforma trabalhista”, o ministro-chefe dos golpistas quis dizer eliminação de direitos, aumento da jornada de trabalho, com diminuição de salários, e outras barbaridades.
A organização anfitriã – Grupo de Líderes Empresariais – foi criada pelo pré-candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, João Doria, que estava na mesa durante o discurso de Padilha.
Veja o vídeo:



br /> Só quem é muito estúpido e desinformado ou muito mau-caráter e cínico não reconhece que o governo Temer, se vier a ocorrer – por enquanto, é mera ameaça que pode virar realidade –, terá como prioridade tirar dos brasileiros tudo que ganharam com os governos do PT entre 2003 e 2014 – a partir de 2015, os golpistas conseguiram sabotar o Brasil e fizeram tudo piorar.

Temer e sua gangue tentam vender aos brasileiros a premissa ridiculamente frágil de que, para recuperarmos o nível de emprego – de melhora dos salários os golpistas não falam –, será preciso reduzir direitos trabalhistas esculpidos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Uma simples pesquisa na internet revela quão absurda é essa teoria. Os dados que a desmontam estão disponíveis a qualquer um que quiser a verdade. Cumpre a este Blog, portanto, divulgá-los para que todos entendam que a gangue golpista que usurpou o poder (por sorte, ainda interinamente) tem o objetivo único de roubar do povo brasileiro tudo de bom que os governos do PT propiciaram.
Vamos lá.

Em primeiro lugar, tratemos da criação de empregos com carteira assinada – o tipo de emprego que verdadeiramente interessa aos brasileiros.

Para quem não sabe, o número de trabalhadores com carteira assinada cresceu 59,6% no Brasil em 12 anos, segundo o IBGE. Percentual médio de trabalhadores com emprego formal no setor privado foi de 50,8% em 2014; em 2003, era de 39,7%.

O percentual médio de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado em relação à população ocupada passou de 50,3% (11,6 milhões) em 2013, para 50,8% (11,7 milhões) em 2014. Em 2003 essa proporção era de 39,7% (7,3 milhões).

Em 12 anos esse contingente cresceu 59,6% (ou mais 4,4 milhões), de acordo com dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada nesta quinta-feira (29), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em dezembro de 2014, havia 11,807 milhões de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, apresentando estabilidade no mês e no ano.

A Pesquisa Mensal de Emprego (PME) é realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

A publicação completa está em:

www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova/
 
A publicação da Retrospectiva do Mercado de Trabalho 2003-2014 está em:

www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova/estudos_retrospectiva.shtm

Fonte: Portal Brasil com informações do IBGE
 
Mas isso nem é o mais impressionante, porque decorre de outro fenômeno criado pelos governos petistas: a contínua e forte geração de empregos no país, ou as políticas públicas que, por mais de uma década, fizeram o desemprego cair sem parar, como demonstra gráfico do IBGE abaixo reproduzido.

emprego 1
Como o leitor pode constatar, o desemprego no Brasil caiu de 12,6% no último ano do governo Fernando Henrique Cardoso (2002) para 9,9% no último ano do primeiro governo Lula (2006), 6,7% no último ano do segundo governo Lula (2010) e para 4,8% no último ano do governo Dilma Rousseff (2014).

Nenhum direito foi tirado dos trabalhadores durante esses 12 anos. E sem mexer nos direitos trabalhistas que o governo ilegítimo do golpista Michel Temer quer retirar, os governos petistas conseguiram um outro feito tão importante quanto o de aumentar muito o nível de emprego com carteira assinada: aumentaram fortemente o valor dos salários.

Para quem não sabe, renda real do trabalhador cresceu mais de 33% desde 2003. Renda média anual passou de R$ 1.581,31 para R$ 2.104,16 em 12 anos. Serviços domésticos tiveram maior aumento, com avanço de 69,9% no período.

A média anual da renda da população ocupada do País, descontada a inflação, cresceu 33,1%, entre 2003 e 2014, passando de R$ 1.581,31 para R$ 2.104,16, o que significa acréscimo de R$ 522,85, segundo dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apenas em 2014, a média anual do rendimento habitual real da população ocupada (R$ 2.104,16) cresceu 2,7% em relação a 2013 (R$ 2.049,35). A população ocupada compreende as pessoas que tinham trabalho na semana anterior à realização da pesquisa, ou seja, os indivíduos que tinham um patrão, os que exploravam seu próprio negócio e os que trabalhavam sem remuneração em ajuda a membros da família.
Fonte: Portal Brasil com informações do IBGE

O que é mais importante em tudo isso nem são os números, mas o fato de que os bons governos petistas fizeram a vida da maioria avassaladora dos brasileiros melhorar contínua e fortemente durante mais de uma década. Foram 12 anos – DOZE ANOS!! – de melhora ininterrupta.

Os fatos acima elencados mostram outro dado muito importante: o PSDB e o PMDB não aprenderam nada durante a era petista. Tucanos, peemedebistas e pefelês (hoje demos) chegaram ao poder em 1995 e conseguiram ficar 8 anos no poder com ajuda de uma imprensa, de um Ministério Público e de uma Polícia Federal que serviam aos donos eventuais do poder. Mas foi pouco tempo, se compararmos com o que conseguiu o PT.

Enquanto a direita fascista conseguiu 2 mandatos presidenciais, os governos progressistas conseguiram 4 e poderiam ter conseguido 6, 8 ou 10, se não fosse a crise econômica internacional, a Lava Jato partidarizada e a maioria reacionária de ultradireita que se formou no Congresso na eleição de 2014 graças a erros da própria esquerda (junho de 2013).

Como sempre, a direita subestima o povo. Subestimou durante a era FHC achando que poderia vender o Brasil a preço de banana e eliminar direitos trabalhistas – esse discurso de Eliseu Padilha sobre tirar direitos para criar empregos, que você viu no vídeo acima, era comum na vez anterior em que tucanos, pefelês e peemedebês estiveram no poder (1995 – 2002).

Por tudo isso, de alguma forma seria bom para o Brasil que Temer conseguisse governar até 2018. Claro que a democracia seria conspurcada – e isso é muito grave, é até inaceitável –, mas os brasileiros provariam desse remédio amargo que é a direita governar e em 2018 voltariam correndo para a esquerda, implorando a volta de Lula.

O grande desafio das pessoas racionais e informadas é mostrar os dados acima ao povo brasileiro para que entenda quão absurda e criminosa é a “proposta” do governo de Temer, de sua gangue demo-tucano-peemedebê e da mídia golpista no sentido de que seria preciso eliminar direitos dos trabalhadores e deprimir salários para gerar empregos no Brasil.