Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista
Mostrando postagens com marcador eletrobras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador eletrobras. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Eletrobrás: 61% dos brasileiros são contra privatizações

privataria capa
Apesar de o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso participar ativamente da política brasileira emitindo opinião sobre quase tudo, desde que deixou a Presidência da República ele nunca mais foi incluído em uma pesquisa de intenção de voto para o cargo que ocupou entre 1995 e 2002.
Não, não se trata de discriminação por parte da mídia. Muito pelo contrário…
FHC foi recentemente lembrado pelos meios de comunicação até para se tornar presidente de novo via eleição indireta, caso Michel Temer perdesse o cargo por conta das provas de corrupção que surgiram contra si. Mas o tucano jamais foi incluído em pesquisa de intenção de voto simplesmente porque a opinião dos brasileiros sobre ele seria desmoralizante.
De todos os problemas de governança que tornaram o ex-presidente tão impopular, o processo que ficou conhecido como “privataria tucana” ocupa destaque. Entre 1995 e 2002, FHC vendeu as ditas “joias da coroa” do patrimônio público brasileiro por preço considerado vil por grande parte dos analistas, mas não é por isso que o povo reprovou as privatizações.
Agora, Michel Temer dá asas à sua ilegitimidade e anuncia que pretende empreender um “mega processo de privatizações”, a começar pela Eletrobrás em um processo que, por certo, chegará à Petrobrás.
Antes de demonstrar que Temer, mais uma vez, age á revelia da vontade dos brasileiros, vale abordar, primeiro, uma pesquisa Ibope levada a cabo em 2007. Em seguida, outros dados bem mais recentes serão acrescentados
privataria 1
À época, a maioria do eleitorado brasileiro (62%) apareceu em pesquisa como sendo contra a privatização de serviços públicos feita por quaisquer governos, segundo apuração feita pelo jornal O Estado de São Paulo em parceria com o instituto Ipsos.
Apenas 25% dos brasileiros aprovava as privatizações. A percepção era a de que as privatizações pioraram os serviços prestados à população nos setores de telefonia, estradas, energia elétrica e água e esgoto.
Detalhe: as mais altas taxas de rejeição (73%) estavam no segmento de nível superior e nas classes A e B. Mas nem sempre foi assim.
Em dezembro de 1994, uma pesquisa Ibope sobre privatização de bancos estaduais mostrou que 57% eram a favor de privatizá-los total ou parcialmente e só 31% eram contrários. Em fins de março de 1995, outra pesquisa Ibope atestou que 43% dos brasileiros eram a favor das privatizações e 34% eram contrários.
Os mais criticados, segundo a pesquisa, eram os serviços prestados pelas concessionárias de energia elétrica (pioraram para 55% e melhoraram para 31%) e água e esgoto (54% e 29%, respectivamente) e as de telefonia (51% e 37%) e de estradas (47% e 36%).
Dali em diante, conforme as privatizações foram acontecendo, isso mudou muito. Em 2007, uma robusta maioria já achava que a qualidade dos serviços prestados por empresas privatizadas tinham piorado.
Aí os picaretas que apoiam Temer e o roubo de patrimônio público vão dizer que de 2007 muita coisa mudou, o Brasil deixou de ser “petralha” etc., etc. Mas não procede. Pesquisa recente revela que o percentual dos que reprovam privatizações permanece inalterado.
privataria 2
A maioria dos brasileiros continua contra a privatização de empresas estatais. A constatação é de uma pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, feita com exclusividade para o site O Financista.
A pesquisa ouviu 2.020 pessoas maiores de 16 anos em 158 cidades de 24 Estados, mais o Distrito Federal em julho do ano passado. Do total, 60,6% dos entrevistados declararam-se contra privatizar as estatais; 33,5% são favoráveis; e outros 5,9% não souberam ou não opinaram.
A questão apresentada aos participantes foi: “Com o objetivo de melhorar a situação econômica do Brasil, o governo Michel Temer planeja vender, ou seja, privatizar algumas empresas e ativos estatais. O Sr(a) é a favor ou contra essa medida?”
A enquete também avaliou a posição dos entrevistados em relação à venda das principais estatais federais. Apesar de todo o desgaste na imagem da Petrobras, epicentro da Operação Lava Jato, os brasileiros apoiam sua permanência nas mãos do governo: 63,3% são contra sua privatização; 31,1%, a favor; e 5,6% não souberam ou não opinaram.
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos também enfrentaria resistências, caso o governo a transferisse para o controle privado: 62,4% são contra sua venda; 32,3%, a favor; e 5,3% não souberam ou não opinaram.
A privatização dos bancos públicos é a que desperta maior rejeição. Quando indagados sobre uma eventual privatização do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica, 67,5% dos participantes declararam-se contrários; outros 26,8% são a favor; e 5,7% não souberam ou não opinaram.
Assim mesmo, a privataria 2.0 deve ser levada a cabo. Mesmo contra a vontade do povo. E não só pelo PMDB de Michel Temer; o PSDB, mais uma vez, está na contramão da vontade popular e certamente estará apoiando outra grande queima de patrimônio público.
Eis que surge a pergunta: por que políticos, que vivem da opinião do eleitorado sobre si, afrontam com tanta desenvoltura àqueles que podem aposentá-los?
Não é difícil entender por que. Certamente Temer, seu partido e os aliados tucanos esperam lucrar de outra forma que não através do voto popular. O que $erá que o$ privateiro$ irão ganhar de$ta vez? Deve $er um prêmio muito bom para fazê-lo$ mandar o eleitorado pa$tar, não é mesmo?

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Cardeal da Eletrobrás trucida Folha (*) e Época


Ou o Serra é quem terceiriza o PiG ?



Conversa Afiada reproduz a nota oficial que Vitor Cardeal enviou à Folha (*) e à Época – clique aqui para ler “ a próxima calhordice do PiG “.


Com relação à matéria de capa da edição da Folha de 17.10.2010 – “Irmão de diretor de estatal negocia projetos de energia” – venho esclarecer os seguintes aspectos:


1-  o engenheiro Edgar Luiz Cardeal é meu irmão e trabalha em projetos de energia elétrica há mais de 42 anos. Nenhum desses projetos faz parte de programas sob a minha coordenação. Portanto, não há conflito de interesses entre as atividades de meu irmão e as minhas, no Sistema Eletrobras;


2-  aposentado desde 1997, o engenheiro Edgar Luiz Cardeal,  por razões éticas, não presta serviços a empresas do Sistema Eletrobrás. Ele trabalha como consultor, engenheiro e empresário, para projetos do setor elétrico privado, por meio da DGE Desenvolvimento e Gestão de Empreendimentos, empresa de sua propriedade;


3-  as condições de pagamento dos serviços contratados com a DGE são estabelecidas apenas pelas partes contratantes;


4-  de acordo com o atual modelo do setor elétrico brasileiro, implementado no ano de 2004, a compra e venda de energia elétrica é efetivada por meio de leilões públicos. A fiscalização da aplicação do modelo é de responsabilidade da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL;


5-  não é verdadeira a informação de que o Governo compra energia. A energia é comprada pelas empresas concessionárias de distribuição, auto-produtores, consumidores livres e cooperativas de eletrificação rural. Esta compra ocorre por intermédio de leilões públicos, vencendo aqueles produtores de energia que ofertarem o menor preço, o que contribui para uma menor tarifa, em benefício da população;


6-  quanto ao PROINFA – Programa de Incentivo de Fontes Alternativas de Energia Elétrica, criado pela Lei n° 10.438, de abril de 2002,  os projetos foram habilitados, selecionados e contratados através de um certame público, iniciado e encerrado em 2004. Desde então nenhum outro empreendimento foi contratado no âmbito do PROINFA;


7-  portanto, repudio com todas as letras a reportagem. A única verdade sem distorção no texto publicado é a de que meu irmão Edgar Luiz Cardeal é um reconhecido profissional e bem sucedido empresário do setor elétrico. Ao que me conste, não há ilegalidade alguma em ter um irmão ganhando a vida honestamente, de acordo com as leis de mercado.



Atenciosamente
Valter Cardeal
Diretor de Engenharia da ELETROBRAS


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

24 DE AGOSTO DE 1954




DILMA ROUSSEFF: "... Já houve quem dissesse que era necessário virar a página do Getulismo no Brasil. Mas não se vira a página de quem nos deixou a Petrobras, o BNDES, o salário mínimo e a proteção aos trabalhadores.." (18-06-2010)

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO: "[...]"...o caminho para o futuro desejado ainda passa, a meu ver, por um acerto de contas com o passado.Eu acredito firmemente que o autoritarismo é uma página virada na História do Brasil. Resta, contudo, um pedaço do nosso passado político que ainda atravanca o presente e retarda o avanço da sociedade. Refiro-me ao legado da Era Vargas — ao seu modelo de desenvolvimento autárquico e ao seu Estado intervencionista[...] Acredito que o momento amadureceu para acabar com as restrições descabidas: rever os dispositivos que impedem que o capital estrangeiro venha engrossar a massa de investimentos necessária para dinamizar os setores de energia elétrica e mineração; e eliminar a distinção, mais retórica do que prática, mas ainda assim discriminatória, entre "empresa brasileira" e "empresa brasileira de capital nacional [...]A mesma visão que inspirou a discriminação do capital estrangeiro levou a inscrever na Constituição o princípio do monopólio estatal do petróleo, que vigorava com base em lei ordinária desde 1954, e estendê-lo às telecomunicações e aos serviços locais de gás canalizado.Justificado em nome dos "interesses estratégicos" do País, ... o monopólio estatal corre outro risco: o de ser um guarda-chuva de privilégios corporativistas,[...]Defendo a flexibilização dos monopólios estatais...(14-12-1994).

GETÚLIO VARGAS: " "Mais uma vez, a forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam, e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes. [...][...] . Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre. Não querem que o povo seja independente [...] aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém..." (Carta Testamento, 23-08-1954) (Carta Maior e o confronto entre dois projetos de país; 24-08)