Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Por que o Correio apontou a metralhadora para Dilma?

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Foto na primeira página da edição de segunda-feira (8/9) do Correio Braziliense coloca deliberadamente o rosto da presidente da República, Dilma Rousseff, na mira de uma metralhadora do carro blindado do Exército Brasileiro, que desfila na parada de 7 de setembro, em Brasília; estando na capa, trata-se de uma escolha de responsabilidade dos editores do jornal
10 de Setembro de 2014 às 08:34
Por Venício A. de Lima, do Observatório da Imprensa
A foto abaixo (11,8 x 19,6 cm, na edição original) está na primeira página da edição de segunda-feira (8/9) do Correio Braziliense. É de autoria do fotógrafo Daniel Ferreira, que trabalha para o Correio e para a D.A. Press, ambos do grupo dos Diários Associados.
Estando na capa, por óbvio, trata-se de uma escolha e é de responsabilidade dos editores do jornal.
Observe o leitor(a) que a foto coloca deliberadamente o rosto da presidente da República, Dilma Rousseff, na mira de uma metralhadora do carro blindado do Exército Brasileiro, que desfila na parada de 7 de setembro, em Brasília.
Qual a mensagem implícita/explícita na foto?
É normalmente aceito como sendo de Confúcio, filósofo chinês que viveu no século V antes de Cristo, a conhecida frase “uma imagem vale mais que mil palavras”. Os que vivemos no mundo contemporâneo sabemos que a afirmação de Confúcio permanece atualíssima, vinte e cinco séculos depois, nestes tempos marcados por imagens de todos os tipos, do cinema, da televisão, das fotos popularizadas digitalmente nas redes da internet.
O que estaria o Correio Braziliense sugerindo a seus leitores(as) com a foto publicada na capa do jornal?
Nela está a maior autoridade da República brasileira, no palanque oficial, rodeada de outras autoridades constituídas, assistindo ao desfile da data símbolo da pátria brasileira: o 7 de setembro, dia de nossa independência.
A foto foi cuidadosamente selecionada, entre centenas de outras disponíveis. É, portanto, legítimo concluir que havia, sim, uma intenção orientando a escolha.
O jornalista que fez a edição da foto para o Correio Braziliense (e respondeu a meu e-mail sobre as razões da escolha) a considerou excelente e a melhor ilustração para o noticiário político do dia.
Credibilidade da democracia
Para além da partidarização inequívoca da grande mídia brasileira e diante de exemplos sucessivos, parece que ela não está sendo capaz de fazer uma distinção fundamental, sobretudo agora, em tempos de campanha eleitoral: a distinção entre o ritual dos cargos públicos, os símbolos nacionais, a institucionalidade da política, dos políticos, dos ocupantes dos mais elevados cargos públicos da democracia representativa brasileira; e sua opinião/posição (dela, grande mídia) em relação a esses eventuais ocupantes.
As consequências dessa “não-distinção” podem ser trágicas para a própria democracia. Ao se desrespeitar reiteradamente eventuais ocupantes de altos cargos públicos, inclusive em fotos com insinuações inconfessáveis, esse desrespeito é transferido para as instituições e a credibilidade da própria democracia. Como mostrou há décadas a professora Maria do Carmo Campello de Souza, “o teor exclusivamente denunciatório de grande parte das informações [dos meios de comunicação] acaba por estabelecer junto à sociedade (...) uma ligação direta e extremamente nefasta entre a desmoralização da atual conjuntura e a substância mesma dos regimes democráticos”.
No atual nível de partidarização da grande mídia brasileira, não há solução de curto prazo para que se desfaça esta confusão nefasta. A cobertura adversa e a desqualificação da politica e dos políticos é sua pauta preferencial. Resta torcer para que a democracia representativa brasileira sobreviva a uma grande mídia que, apesar de se apresentar como sua principal defensora, corrói, cotidiana e reiteradamente, seus fundamentos mais caros.
A ver.

terça-feira, 12 de março de 2013

CRUVINEL: POLICARPO E CACHOEIRA SE UNIRAM PARA DERRUBAR RENAN E a CPI do Odarelo não pegou o Policarpo, conhecido como o “Caneta”.



CACHOEIRA E POLICARPO AGIRAM CONTRA RENAN


sábado, 16 de outubro de 2010

Serra contrata telemarketing para dizer que Dilma é a favor do aborto

Blog do Rovai

 A matéria publicada no site do Correio Brasiliense assinada pelo jornalista Ullisses Campbell é sintomática do que diz Ciro Gomes: José Serra disputando eleição é certeza de baixaria.

Ele está fazendo aquilo que a direita sempre fez, confundir o eleitorado com boatos e mentiras.

Recordo-me de uma das muitas cretinices que ouvia na minha meninice e em época de eleições: “Na URSS, meu filho, os comunistas colocam todos os cristãos numa grande piscina cheia de coco e ficam passando uma foice gigante de um lado para o outro. Ou o cristão perde a cabeça ou é obrigado a comer o coco”.

Quando chegava com essas conversas em casa o velho Renato queria saber quem tinha me contado para encher a cara do sujeito de bolachas.

A campanha do Serra está usando a mesma tática. Quem pode encher a cara do Serra de bolachas, no sentido figurado, claro, é Lula.

Leia trecho da matéria do Correio abaixo e se quiser lê-la por inteiro vá aqui.
(…)

Enquanto fala de religião em todos os eventos que faz nessa etapa da campanha, o telemarketing de Serra opera freneticamente. Em São Paulo e em outros estados, centenas de militantes estão ligando para a casa dos eleitores. A maioria é mulher. Elas ligam em horário comercial no telefone fixo e procuram saber se há eleitor de Marina Silva (PV) na residência. Caso haja, as atendentes insistem na tecla de que a petista é a favor do aborto e que ela hoje se diz contrária apenas para ludibriar o eleitor.

A bancária Maristela Aires, 34 anos, recebeu a ligação em casa, em Osasco, Grande São Paulo, na quarta-feira pela manhã, quando saía de casa para trabalhar. Eleitora de Plínio de Arruda Sampaio (PSol) no primeiro turno, ela estava indecisa até a ligação. “Na verdade, a atendente falou mais com a minha mãe, que me convenceu a votar no Serra”, relata.

A professora Doraci Costa também recebeu uma ligação dos tucanos em Belém do Pará. Eleitora de Marina Silva, ela decidiu votar em Dilma, mesmo reconhecendo a confusão que a petista fez ao se dizer a favor e depois contra a descriminalização do aborto. “Acho que suscitar o debate sobre o tema já é um grande avanço”, diz a professora. Em outra frente de campanha religiosa tucana, os militantes de Serra distribuem santinhos em redutos petistas. No panfleto mais comum, há a seguinte frase ao lado da foto do candidato: “Jesus é a verdade e a justiça”.

Mais abaixo tem a assinatura de Serra e o número de sua candidatura. Na maioria dos panfletos distribuídos em São Paulo e no Rio de Janeiro, as cores do santinho são dois tons de azul e de amarelo, que lembram o partido. No entanto, há uma versão do santinho nas cores verde-claro e verde-escuro, numa alusão à onda verde que Marina Silva instalou no Brasil no primeiro turno, conseguindo arrastar 20 milhões de eleitores. O Correio procurou o comando de campanha de Serra em São Paulo e ninguém quis se manifestar sobre o telemarketing agressivo que enfatiza o aborto nas ligações nem sobre os santinhos com temas religiosos.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Serra é caso de polícia. Por que a Dra. Cureau não age?


Alertado por um comentarista, trago a vocês esta inacreditável matéria do Correio Braziliense, assinada pelo repórte Ulisses Campbell, que dá conta de um esforço articulado da campanha de Serra para, através de telemarketing, espalhar mais mentiras e canalhices sobre Dilma Rousseff. Não é mais obra de alguns serristas “aloprados”, é um esforço nacional, articulado e caríssimo para interferir nas eleições. É um caso policial, está acontecendo e não existe uma voz neste país que se levante contra este tipo de métodos. Onde está o Ministério Público Federal? As pessoas que recebem os telefonemas estão identificadas, a origem deles pode ser obtida de imediato. Não seria preciso ninguém agir, mas a Dra. Sandra Cureau parece estar ocupada demais  com as preferências políticas dos jornalistas, preparando ações contra os blogs, e  pode não ter lido o jornal que circula na cidade onde trabalha. Então é melhor que os dirigentes do PT parem de dar entrevistas dizendo o que os jornais querem ouvir sobre os problemas da campanha e representem imediatamente à Justiça Eleitoral diante deste fato, que está público e publicado em um grande jornal.
É inacreditável como a campanha de Serra transformou a  disputa política em atos de banditismo explícito.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Serra, sempre ele, prega censura a blogs.


TERÇA-FEIRA, 14 DE SETEMBRO DE 2010
Do blog do Zé Dirceu.
Por ter perdido todas as batalhas em que se envolveu...
Por ter perdido mais uma batalha - na verdade, perdeu todas em que se envolveu nos últimos meses - o candidato da oposição a presidente da República, José Serra (PSDB-DEM-PPS) prega, agora, insistente e abertamente, censura à internet. Ainda ontem, em sabatina na Ordem dos Advgoados do Brasil (OAB), voltou a atacar o que chama de "blogs sujos" - para ele todos os que são "ligados" à sua adversária na disputa presidencial, Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados).

O pretexto para esta nova campanha que Serra inicia é que, segundo ele, "estes blogs mantidos pelo governo ou pelo PT já apresentavam dados de Imposto de Renda de algumas das pessoas que depois se descobriu que tinham tido seus sigilos violados", dentre as quais o vice-presidente nacional do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, o EJ.

A verdade é que Serra perdeu a batalha também na internet, apesar dos milhões que gastou. Ele montou toda uma equipe nesta área para nada. Passaram a perna nele, não apresentaram eficiência e os resultados são os que vê: ele continua a caminho da derrota na eleição de outubro. Dai esse seu arroubo de autoritarismo e saudades da ditadura - infelizmente, de novo com apoio da mídia - querendo censurar blogs.

Serra sabe quem divulgou violações e sigilos

Além de querer censurar os blogs, Serra quer se fazer de vítima. Se ele se julga caluniado, tem que recorrer à justiça. Esta é o foro adequado para quem o caluniou, ou aos demais tucanos, responder. Mas, nessa questão, Serra tem que cobrar mesmo é do Correio Braziliense, que divulgou a existência da investigação legal e de rotina que a Receita Federal fazia sobre EJ antes da quebra de seu sigilo, e da Folha de S.Paulo que denunciou a violação de seus dados.

Tem que cobrar estas histórias todas, também, do jornal Estado de Minas e de seu jornalista que teria sido encarregado de fazer dossiê contra o candidato a presidente tucano. O jornal mineiro, a exemplo do Correio Braziliense, é que tem estreitas ligações com o ex-governador tucano Aécio Neves, seu correligionário-rival de Serra.

O candidato tucano ao Planalto fica batendo nessa tecla de incriminar adversários para que? Ele sabe que não foram nem o PT, nem a campanha de Dilma que divulgaram a violação nem os dados do sigilo de EJ. E sabe que foram a Folha de S.Paulo e o Correio Braziliense.