Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Quem ajudou o Moro a achar o grampo? A CIA, a NSC ou o consulado americano em SP?

Quem ajudou o Moro a achar o grampo?
A CIA, a NSC ou o consulado americano em SP?
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Nem no sequestro com cárcere privado o Juiz Moro foi original. O filme "Lula, o Filho do Brasil", de Fábio Barreto, mostra que meganhas invadiram a casa dele também às 6:30 da manhã, quando ainda não tinha sido (duas vezes) Presidente da República
Colaboração de amigo navegante que assistiu à imperdível entrevista de Cristiano Zanin à TV Afiada:
Foi anunciada poucos dias atrás, a informação por parte da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, que certamente provocará opiniões e críticas contrárias de muitos brasileiros; sendo que, alguns dirão que se trata de um avanço geral nas relações entre a nação gigante dá América do Sul e o gigante mundial dos EUA, mas outros céticos acreditam que se trata de mais uma forma de manifestação do imperialismo norte-americano no país. O RDECOM (Comando de Engenharia, Desenvolvimento e Pesquisa do Exército dos Estados Unidos) abriu as portas no dia 24 de março, de um escritório localizado no Consulado dos EUA na Zona Sul da Cidade de São Paulo, segundo as autoridades daquela nação com o único intuito de intensificar relações de parcerias diversas com o Brasil, no que diz respeito aos trabalhos nos campos da inovação e pesquisas.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Moro interpreta piada de Paes sobre sítio e barco como prova contra Lula; condena Dahmous por pedido de impeachment de Gilmar; leia a íntegra do que ele escreveu ao STF

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Da Redação
No despacho em que respondeu à solicitação do ministro Teori Zavascki para esclarecer a interceptação e vazamento de grampos de autoridades com foro privilegiado e advogados, o juiz Sérgio Moro argumentou que o fez por acreditar que os diálogos eram relevantes para o processo.
Eles indicariam ação do ex-presidente Lula para obstruir a Justiça.
Isso certamente causará grande debate, uma vez que Moro aparentemente considera qualquer ação política como potencialmente criminosa.
No despacho, o juiz federal de Curitiba menciona a decisão de Wadih Damous — de pedir o impeachment do ministro Gilmar Mendes, do STF — como prova de que o deputado petista teria agido como cúmplice do ex-presidente.
Moro usa uma lógica tortuosa: como nenhuma das autoridades com foro privilegiado teria cedido às pressões de Lula, a divulgação das gravações em que as vozes delas aparecem não teria tido maiores consequências. Porém, isso é contraditório com o grampo que causou maior celeuma.
Na conversa com a presidente Dilma, Lula ouve enquanto é informado que receberá um documento em casa. O próprio Moro admite que não viu nada de errado na ação de Dilma. Como a gravação registra Lula passivo, por que então divulgar a conversa, se ela nada acrescenta à acusação contra o ex-presidente?
Moro afirma que as gravações de conversas de Roberto Teixeira se justificam pelo fato de que o advogado de Lula é suspeito de ter servido de acessório para seu cliente ocultar patrimônio.
Mas o que mais impressiona no longo despacho (íntegra abaixo) é que Moro considera a blague do prefeito Eduardo Paes, capturada em conversa com o ex-presidente, como prova de que Lula de fato seria dono do sítio de Atibaia, talvez pela frase “imagina se fosse aqui no Rio esse sítio dele”. No contexto, no entanto, está claro tratar-se de uma piada.
Sobre as “escusas” de Moro, ele não se desculpou por vazar as gravações, mas apenas pela polêmica que de fato gerou.
A leitura da íntegra do despacho indica que o juiz já formou convicção sobre a culpa de Lula, mesmo tendo ouvido e registrado o diálogo do ex-presidente de que jamais iria para o Ministério de Dilma para se proteger.
A resposta de Moro a Zavascki, em forma de sentença, foi uma inteligente forma de emparedar o Supremo Tribunal Federal.
Seja como for, internautas se divertiram com a postura de Moro depois que a mídia registrou que ele tinha pedido “desculpas”:
Por Anna Christina com ilustração disseminada por Maria Goretti
Coloquei em risco a segurança nacional.
Desrespeitei direitos de cidadãos e da autoridade máxima do país.
Desmoralizei publicamente você, sua família e seus amigos.
Coloquei em jogo o futuro do país.
Deixei o Supremo Tribunal Federal em maus lençóis.
Dei munição pra mídia destruir a sua imagem.
Invadi sua privacidade e mandei tudo pra TV.
Desculpa, tá…

sexta-feira, 18 de março de 2016

Conjur e a ditadura judicial: Lava Jato grampeou de uma só vez 25 advogados e 300 clientes que não tinham relação com investigação

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MEDIDA DISSIMULADA
Todos os 25 advogados de escritório que defende Lula foram grampeados
O juiz federal Sergio Moro não quebrou o sigilo telefônico apenas de Roberto Teixeira, advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas também do telefone central da sede do escritório dele, o Teixeira, Martins e Advogados, que fica em São Paulo. Com isso, conversas de todos os 25 advogados da banca com pelo menos 300 clientes foram grampeadas.
A interceptação do número foi conseguida com uma dissimulação do Ministério Público Federal. No pedido de quebra de sigilo de telefones ligados a Lula, os procuradores da República incluíram o número do Teixeira, Martins e Advogados como se fosse da Lils Palestras, Eventos e Publicações, empresa de palestras do ex-presidente.
E Moro autorizou essa escuta por entender que ela poderia “melhor esclarecer a relação do ex-Presidente com as empreiteiras [Odebrecht e OAS] e os motivos da aparente ocultação de patrimônio e dos benefícios custeados pelas empreiteiras em relação aos dois imóveis [o triplex no Guarujá (SP) e o sítio em Atibaia (SP)]”.
Procurados pela ConJur, os membros da força-tarefa da operação “lava jato” afirmaram que o telefone do Teixeira, Martins foi incluído no pedido por constar no site “FoneEmpresas” como sendo da Lils. Além disso, os membros do MPF ressaltam que Moro autorizou a interceptação. Uma busca pelo número de telefone no Google, no entanto, já traz em seus primeiros resultados o escritório de advocacia.
Os procuradores também argumentam que não juntaram transcrições das escutas do telefone central do escritório nos autos do processo — constando no relatório os registros das ligações envolvendo o número.
Celular rastreado
Sete dias depois de autorizar o grampo no escritório, o juiz da operação “lava jato” acrescentou ao grupo dos aparelhos monitorados o celular de Roberto Teixeira, conhecido por defender o líder do PT desde os anos 1980. “Não identifiquei com clareza relação cliente/advogado a ser preservada entre o ex-presidente e referida pessoa [Roberto Teixeira]”, diz Moro, em seu despacho.
Na decisão, ele ainda apontou que “há indícios do envolvimento direto” de Teixeira na aquisição do sítio em Atibaia (SP), que é alvo de investigações, “com aparente utilização de pessoas interpostas”, e se justificou: “Se o próprio advogado se envolve em práticas ilícitas, o que é objeto da investigação, não há imunidade à investigação ou à interceptação”.
A inviolabilidade da comunicação entre advogado e cliente está prevista no artigo 7º do Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/1994). Segundo a norma, é um direito do advogado “a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho, bem como de seus instrumentos de trabalho, de sua correspondência escrita, eletrônica, telefônica e telemática, desde que relativas ao exercício da advocacia”.
Porém, essas autorizações de interceptação de Sergio Moro mostram, segundo Roberto Teixeira e seu sócio, Cristiano Zanin Martins, que ele não respeita a defesa e o trabalho dos advogados. Para eles, o juiz “se utiliza do Direito Penal do Inimigo, privando a parte do ‘fair trail’, ou seja, do julgamento justo”.
E mais: o monitoramento do celular de Teixeira, conforme os representantes de Lula, “significa que a intenção do juiz e dos membros do Ministério Público foi a de monitorar os atos e a estratégia de defesa do ex-presidente, configurando um grave atentado às garantias constitucionais da inviolabilidade das comunicações telefônicas e da ampla defesa”.
Um exemplo disso é a interceptação da ligação que o petista fez para Teixeira no momento em que policiais federais foram à sua casa no dia 4 de março para conduzi-lo coercitivamente para depor. Assim, Moro e os membros do MPF e da PF já sabiam de antemão qual seria a estratégia de defesa que Lula usaria no interrogatório conduzido pelo delegado Luciano Flores de Lima.
Na visão de Zanin Martins e Teixeira, a justificativa do juiz federal para grampear o telefone do advogado — o fato de ele ter assessorado Jonas Suassuna e Fernando Bittar na aquisição do sítio de Atibaia — é a maior prova de que ele foi interceptado “por exercer atos privativos da advocacia — o assessoramento jurídico de clientes na aquisição de propriedade imobiliária — e não pela suspeita da prática de qualquer crime”.
Os dois profissionais lembram que essa não foi a primeira vez que Sergio Moro praticou um “ato de arbitrariedade” contra advogados. Para exemplificaram, eles destacaram que, no julgamento do Habeas Corpus 95.518, pelo Supremo Tribunal Federal, existem registros de que o juiz monitorou ilegalmente representantes dos acusados, “e por isso foi seriamente advertido pelos Ministros daquela Corte em 28.05.2013”.
Os sócios do escritório ainda alegaram que o fato de Sergio Moro atuar em um só caso, e com “pretensa jurisdição universal”, viola o devido processo legal e todas as garantias a ele inerentes.
Pedido à OAB
Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins pediram que as seccionais de São Paulo e do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil tomem “todas as providências cabíveis em relação a esse grave atentado ao Estado Democrático de Direito”.
Nas petições a essas instituições, eles argumentaram que “não se pode cogitar de erro” no fato de o MPF ter pedido – e Moro autorizado – a quebra do sigilo do telefone central da banca como se ele fosse da empresa Lils. Isso porque durante os quase 30 dias da interceptação, foram ouvidas diversas gravações que já começavam com a identificação do escritório de advocacia.
Cristiano Zanin Martins ainda ressaltou que espera que esses pedidos sejam encaminhados ao Conselho Nacional de Justiça, que pode tomar providências disciplinares contra Moro. O presidente da OAB-SP, Marcos da Costa, deferiu o pedido e determinou que sejam tomadas as “medidas necessárias para proteção e defesa das prerrogativas dos advogados”. O processo já foi autuado. Para o presidente da Comissão de Prerrogativas da entidade, Cid Vieira, é preciso tomar medidas enérgicas para que o Estado Democrático de Direito continue inabalável.
Entidades criticam
A OAB-RJ não perdeu tempo e já manifestou seu repúdio à decisão de Sergio Moro que autorizou as escutas do escritório. “Tal expediente, além de violar frontal e inequivocamente prerrogativa do advogado acerca da inviolabilidade telefônica quando inerente ao exercício da advocacia (artigo 7º, inciso II, da Lei 8.906/94), atenta gravemente contra as bases do Estado Democrático de Direito”.
Em nota, a Comissão de Prerrogativas da entidade disse que a ordem do juiz federal “representa vertente da lamentável tentativa de criminalização do exercício da advocacia”, e que trata o advogado como se fosse seu cliente.
O Movimento de Defesa da Advocacia, por sua vez, declarou que, em um Estado Democrático, não se pode admitir “qualquer relativização dos Direitos consagrados no artigo 7º da Lei 8.906/94, inclusive a inviolabilidade de correspondência telefônica, independentemente do fim a que se presta”.
Ataques de especialistas
Advogados como Wadih Damous, que também é deputado federal (PT-RJ), Alberto Zacharias Toron, Pedro Serrano e Fernando Fernandes também criticaram os grampos das conversas entre Lula e Teixeira, apontando que isso fere a inviolabilidade da comunicação entre advogado e cliente prevista no artigo 7º do Estatuto da Advocacia.
Segundo eles, a medida viola a Constituição e a Lei de Interceptações Telefônicas (Lei 9.296/1996), e ameaça o Estado Democrático de Direito.
Leia a nota do Teixeira, Martins e Advogados:
“Nota à sociedade
Tomamos conhecimento na data de ontem (16/03/2016) de que o Juiz Federal Sérgio Moro, acolhendo pedido de Procuradores da República da Força Tarefa Lava Jato, autorizou nos autos do Processo nº 98.2016.4.04.7000/PR, a realização de interceptação do telefone celular do advogado Roberto Teixeira.
O advogado Roberto Teixeira funciona naquele processo e em outros procedimentos a ele relacionados como advogado do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fato público e notório e comprovado por meio de procuração juntada aos autos e pelo acompanhamento pessoal de atos processuais. Isso significa que a intenção do juiz e dos membros do Ministério Púbico foi a de monitorar os atos e a estratégia de defesa do ex-Presidente, configurando um grave atentado às garantias constitucionais da inviolabilidade das comunicações telefônicas e da ampla defesa e, ainda, clara afronta à inviolabilidade telefônica garantia pelo artigo 7º, inciso II, do Estatuto do Advogado (Lei nº 8.906/1994).
Cite-se, como exemplo disso, a conversa telefônica mantida entre o advogado Roberto Teixeira e o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva no momento em que este último foi surpreendido, no dia 04/03/2016, pela arbitrária condução coercitiva determinada pelo próprio Juiz Federal Sérgio Moro. Toda a conversa mantida entre advogado e cliente e a estratégia de defesa transmitida naquela oportunidade estava sendo monitorada e acompanhada por Moro e pela Polícia Federal, responsável pela condução do depoimento.
A justificativa do juiz Moro lançada no processo para grampear o advogado foi a seguinte: “O advogado Roberto Teixeira, pessoa notoriamente próxima a Luis (sic) Inácio Lula da Silva, representou Jonas Suassuna e Fernando Bittar na aquisição do sítio de Atibaia, inclusive minutando as escrituras e recolhendo as assinaturas no escritório de advocacia dele”. Essa afirmação é a maior prova de que Roberto Teixeira foi interceptado por exercer atos privativos da advocacia — o assessoramento jurídico de clientes na aquisição de propriedade imobiliária — e não pela suspeita da prática de qualquer crime.
Moro foi além. Afora esse grampo ostensivo no celular de Roberto Teixeira, também foi determinada a interceptação do telefone central do escritório Teixeira, Martins e Advogados, gravando conversas dos advogados Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins e de outros membros que igualmente participam da defesa do ex-Presidente Lula e de seus familiares — inclusive no processo sob a presidência do Juiz Moro. O grampo do telefone central do escritório foi feito de forma dissimulada, pois o juiz incluiu o número correspondente no rol de telefones que supostamente seriam da empresa LILS Palestras, Eventos e Publicações Ltda., que tem como acionista o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A estratégia do juiz Sérgio Moro e dos membros da Força Tarefa Lava Jato resultou no monitoramento telefônico ilegal de 25 advogados que integram o escritório Teixeira, Martins & Advogados, fato sucedido com a também ilegal divulgação das conversas gravadas nos autos do processo, juntamente com a divulgação de outras interceptações ilegais.
Não é a primeira vez que o Juiz Moro protagoniza um ato de arbitrariedade contra advogados constituídos para assistir partes de processos por ele presididos. Por exemplo, no julgamento do HC 95.518/PR, pelo Supremo Tribunal Federal, há registros de que o juiz Moro monitorou ilegalmente advogados e por isso foi seriamente advertido pelos Ministros daquela Corte em 28.05.2013.
O Juiz Sérgio Moro se utiliza do Direito penal do inimigo, privando a parte do “fair trail”, ou seja, do julgamento justo. Não existe a imprescindível equidistância das partes e tampouco o respeito à defesa e ao trabalho dos advogados.
Atenta contra o devido processo legal e a todas as garantias a ele inerentes o fato de Moro haver se tornado juiz de um só caso, conforme resoluções emitidas pelo Tribunal Regional Federal da 4ª. Região e atuar com pretensa jurisdição universal, atropelando até mesmo o sagrado direito de defesa.
Além das medidas correcionais e judiciais cabíveis, o assunto será levado à Ordem dos Advogados do Brasil para que, na condição de representante da sociedade civil, possa também intervir e se posicionar em relação a esse grave atentado ao Estado Democrático de Direito.
Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins”
Leia a resposta do MPF:
“(1) Conforme consta na petição, o telefone foi obtido por fonte aberta na internet, como vinculado à LILS PALESTRAS (link: http://www.foneempresas.com/telefone/empresa/telefone-de-l-i-l-s-palestras-eventos-e-publicacoes-ltda/13427330000100), cuja quebra foi deferida pelo juízo.
(2) Nos relatórios juntados aos autos, não constam transcrições de diálogos do referido número como alvo.
(3) No entanto, constam no relatório ligações em que telefones de alvos mantiveram conversas com terceiros que utilizaram o referido número.
(4) Quanto ao referido escritório, cumpre rememorar ainda o quanto posto pelo Juízo na decisão proferida nos autos da interceptação, o que revela que Roberto Teixeira é investigado: ‘Rigorosamente, ele não consta no processo da busca e apreensão 5006617-29.2016.4.04.7000 entre os defensores cadastrados no processo do ex-Presidente. Além disso, como fundamentado na decisão de 24/02/2016 na busca e apreensão (evento 4), há indícios do envolvimento direto de Roberto Teixeira na aquisição do Sítio em Atibaia do ex-Presidente, com aparente utilização de pessoas interpostas. Então ele é investigado e não propriamente advogado. Se o próprio advogado se envolve em práticas ilícitas, o que é objeto da investigação, não há imunidade à investigação ou à interceptação.’
(5) Além de tudo isso, no evento 42 dos autos 5006205-98.2016.4.04.7000, Roberto Teixeira se tornou alvo da medida tendo sido diretamente interceptado e investigado em razão da existência de evidências de seu provável envolvimento em crime, o que torna a reclamação inócua.”
Leia a nota da OAB-RJ:
“NOTA OFICIAL
A Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Estado do Rio de Janeiro (OAB/RJ), a partir de posicionamento conjunto do Presidente Luciano Bandeira e do Vice-presidente Diogo Tebet, vem pela presente manifestar total repúdio à decisão emanada pelo Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba, determinando a interceptação telefônica dos advogados Cristiano Martins e Roberto Teixeira, a pedido da Polícia Federal.
Tal expediente, além de violar frontal e inequivocamente prerrogativa do advogado acerca da inviolabilidade telefônica quando inerente ao exercício da advocacia (art. 7º, inciso II, da Lei 8.906/94), atenta gravemente contra as bases do Estado Democrático de Direito.
Segundo disposição constitucional, a advocacia é função essencial à administração da Justiça (art. 133, da CF), sendo o advogado inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão.
A decisão em comento representa vertente da lamentável tentativa de criminalização do exercício da advocacia, operando indevida e reprovável confusão entre a figura do cliente e de seu patrono, merecendo, portanto, veemente repúdio.
A Comissão de Prerrogativas da OAB/RJ prestará assistência aos advogados que mantém inscrição nos quadros da Seccional do Rio de Janeiro”.
Leia a nota do Movimento de Defesa da Advocacia:
“Manifestação do Movimento de Defesa da Advocacia
Diante dos gravíssimos fatos noticiados na data de ontem, o Movimento de Defesa da Advocacia (MDA) manifesta sua enorme inquietude com a estabilidade das mais essenciais instituições políticas e jurídicas do país. Ninguém pode colocar-se à margem da Lei, inclusive integrantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
A inobservância do princípio da moralidade pública deve receber o veemente repúdio da sociedade. Os fatos devem ser devidamente investigados, e os culpados, punidos na forma da Lei.
O MDA, ademais, também repudia qualquer forma ou tentativa de violação das prerrogativas profissionais do advogado. Não se pode admitir, no âmbito do Estado Democrático, qualquer relativização dos Direitos consagrados no art. 7º da Lei 8.906/94, inclusive a inviolabilidade de correspondência telefônica, independentemente do fim a que se presta.
Rodrigo R. Monteiro de Castro
Diretor Presidente – Movimento de Defesa da Advocacia”
*Texto atualizado às 19h56 do dia 17 de março de 2016.
Leia também:

quinta-feira, 17 de março de 2016

MORO GRAMPEOU NÚMERO DOS ADVOGADOS DE LULA

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Grampos da PF tem Caixa 2 de Campos e pegam PSDB! Carta Maior e blogueira Noelia Brito tem a capa do inquerito e copia dos documentos


Do Blog da Noelia Brito



O Conversa Afiada reproduz a partir da Carta Maior:


Grampos da Polícia Federal revelam esquema milionário durante governo de Eduardo Campos



Investigações revelaram intensa atividade de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e corrupção de empresários e políticos ligados ao PSDB e ao PSB.


(*) Publicado originalmente no Blog da Noelia Brito


Grampos realizados pela Polícia Federal, com autorização da justiça, dentro das Operações “Farda Nova” e ”Zelador”, iniciadas ainda em 2007, para investigar ações do doleiro Jordão Emerenciano, com o “Jogo do Bicho” (objeto da Operação “Zebra”), acabou por flagrar a intensa atividade de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva, de políticos e empresários, dentro do governo Eduardo Campos e até do que nas conversas se chamou de negócios com “petróleo”.



Dentre os flagrados pelos grampos da Polícia Federal, destacam-se, pela desenvoltura com que operavam e direcionavam licitações e negócios de empresários em SUAPE, em troca de comissões que chegavam a 35% do valor contratado pelas mais diversas secretarias e órgãos do Governo do Estado de Pernambuco, o ex-vereador de Jaboatão dos Guararapes, Geraldo Cisneiros, hoje um dos coordenadores da campanha de Aécio Neves, em Pernambuco e extremamente ligado a tucanos da mais alta plumagem, o ex-deputado federal Bruno Rodrigues, hoje do PSB, mas quando das práticas criminosas filiado ao PSDB e o até hoje presidente da CEASA de Pernambuco, Romero Pontual, do PSB e ex-tesoureiro de campanha do Partido Socialista Brasileiro e do ex-governador Eduardo Campos.


Da “Operação Zelador” surgiu a Operação “Farda Nova”, onde Romero Pontual é apontado pelos agentes federais como integrante de uma “verdadeira quadrilha” destinada a fraudar licitação para compra de fardamentos para alunos da Rede Estadual de Ensino de Pernambuco. Já ali, chama a atenção dos agentes federais, o fato de que Pontual fora “tesoureiro da campanha” do então governador Eduardo Campos:




Nos grampos, é possível acompanhar a desenvoltura com que o ex-tesoureiro de campanha de Eduardo Campos e do PSB, juntamente com o doleiro Jordão Emerenciano, direcionavam as licitações milionárias nos mais diversos órgãos do Estado de Pernambuco, para favorecer as empresas comprometidas com o esquema de corrupção de seu grupo: fardamento, combustível, merenda, medicamentos, empreiteiras, Petrobras, influência política, instalação de empreendimentos em SUAPE, nada ficava fora do esquema do que a própria Polícia Federal chamou de “Organização Criminosa”, que usava a própria sede da CEASA para reuniões de “negócios”:







Em um dos relatórios a que o Blog teve acesso, fica claro que o doleiro Jordão Emerenciano era uma espécie de Alberto Youseff dos esquemas de corrupção, em Pernambuco, que não poupava nem o FUNDEPE – Fundo de Pensão dos Servidores do Estado de Pernambuco, numa espécie de conluio com o então deputado federal do PSDB, depois filiado ao PSB, Bruno Rodrigues: “aparecem indícios de que o mesmo poderia estar envolvido na prática de crimes de tráfico de influência, corrupção ativa e passiva, possível pagamento de propina a políticos dentre outros crimes contra o Sistema Financeiro, e operações ilegais de câmbio e corretagem, o que, pelo menos em tese, se constatado mediante investigação policial, formaria verdadeira Organização Criminosa”:




O relatório da Polícia Federal chega a comparar o esquema montado pelo doleiro Jordão Emerenciano juntamente com o ex-deputado Bruno Rodrigues com aquele arciculado pela Corretora Bônus Banval: “O esquema montado pelo DEPUTADO FEDERAL BRUNO RODRIGUES e por JORDÃO EMERENCIANO se assemelha ao esquema praticado pela BANVAL CORRETORA que se aproveita dos fundos de pensão para fazer operações(…):




A Polícia Federal flagrou, ainda, nos grampos, articulações do então vereador de Jaboatão dos Guararapes, Geraldo Cisneiros e do doleiro Jordão Emerenciano, junto  ao que chamaram de “caciques da política pernambucana ligados ao PSDB” para “aprovarem projetos e instalações de empresas no PORTO DE SUAPE”:

Outro fato que chama a atenção nos grampos da “Operação Zalador” é o próprio ex-governador Eduardo Campos ser flagrado cobrando Romero Pontual sobre a licitação da Saúde, apesar de Romero Pontual ser presidente da CEASA, órgão, portanto, totalmente dissociado da área a ele cobrada pelo ex-governador. Em outra conversa interceptada entre Romero Pontual e o ex-governador Eduardo Campos, observa-se que o assunto tratado é a licitação da “Educação”. Confiram:




Os grampos ainda apontam para a influência de Romero Pontual, juntamente com Jordão Emerenciano na Casa Militar, além de possível tráfico de influência do ex-deputado Bruno Rodrigues, junto ao governador de São Paulo, também do PSDB, que, na época, era o recém eleito senador José Serra:


Os grampos ainda apontam para vários contatos de Pontual com Antônio Figueira, à época presidente do IMIP, o que leva a crer que o contrato a que se referia o então governador Eduardo Campos, era a terceirização dos Hospitais e UPAS para a entidade presidida por seu futuro secretário de Saúde, que também aparece nos grampos da Operação Assepsia do Ministério Público do Rio Grande do Norte, que resultou na cassação da prefeita de Natal, Micarla, do PV.


O presidente da CEASA de Pernambuco, Romero Pontual, de acordo com as investigações realizadas pela Polícia Federal, nas Opreações “Farda Nova” e “Zelador”, mantinha rotina de almoços com o ex-governador Eduardo Campos, ao mesmo tempo em que manipulava os resultados das licitações e negócios nas mais diversas secretarias e órgãos do governo de Pernambuco, o que demonstra o alto grau de confiança e proximidade do Chefe do Executivo pernambucano com seu subordinado, chefe do esquema de achaques ao Erário, flagrado pela Polícia Federal:



O filho de Romero Pontual, conhecido como Romerinho, é dono de várias empresas fornecedoras de merenda escolar, entre elas a “Casa de Farinha”, fornecedora, por coincidência, de todas as prefeituras do PSB, inclusive para a Prefeitura do Recife, Ipojuca, São Lourenço da Mata, Paulista, Moreno e para o governo do Estado de Pernambuco.

As empresas de Romero Pontual Filho também já foram alvo de Operações da Polícia Federal. Em um trecho das gravações, os policiais flagram uma conversa entre pai e filho sobre um cheque que haveria para eles na sede da Construtora Moura Dubeux e que foi considerada uma “conversa obscura” pelos agentes federais:

O que causa estranheza é que tendo sido iniciadas em 2007, nenhuma dessas operações, apesar dos flagrantes de crimes gravíssimos, até agora resultaram nem no afastamento do senhor Romero Pontual e nem muito menos em processos ou prisões para os criminosos flagrados, pela própria Polícia Federal, com o conhecimento do Ministério Público Federal, em atos atentatórios contra o Erário.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

DUDU LANÇA “PROCURADOR DO SERRA” Avelar faz parte do “núcleo duro” das atividades suspeitas do Padim.


Dudu e Avelar: escondido atrás da câmera, o Padim


Reportagem da Folha (*) da última terça-feira (28) noticiou que o PSB de Dudu e Bláblá quer lançar o Procurador da República Mário Lúcio de Avelar ao governo de Tocantins.

Aguiar atua há três anos no Ministério Público Federal do Estado de Goiás. Antes, passou pelo Distrito Federal, Mato Grosso e Tocantins.

A atuação do procurador Avelar em defesa da pauta Verde – clique aqui para ler “Teles Pires e os Verdes” – , o teria qualificado entre os bláblárineiros.

Ele foi um dos responsáveis pela operação “Curupira” contra o desmatamento em Mato Grosso, em 2005, quando Bláblárina era ministra do Meio Ambiente e se tornou bagróloga.

Avelar, porém, transcende o Verdismo.

No espectro das cores, ele se inclina para o azul-amarelo da ave tucana.

Ele é um dos heróis do “caso Lunus”, na campanha a Presidente de 2002.

Roseana Sarney, naquele momento, fins de 2001 e começo de 2002, era a candidata à sucessão presidencial de FHC que tinha mais chance de derrotar Lula.

O Padim Pade Cerra estava atrás dela, embora fosse o candidato do Príncipe da Privataria, pois dela participou com armas e bagagens – clique aqui para ler sobre a Privataria Tucana.

No dia da operação “Lunus”, os policiais federais, comandados pelo delegado Paulo Tarso de Oliveira Gomes, entraram no escritório da empresa Lunus, com uma equipe do Jornal Nacional.

Encontraram lá 1,3 milhões de reais em dinheiro, que foram devidamente empilhados para uma imagem celebre, que se repetiria anos depois no flagrante dos ”Aloprados”.

A operação foi numa sexta, mas no sábado a revista Época da Globo Overseas já estampava a foto com o dinheiro na capa.

É provável que o dinheiro fosse ligado a uma Caixa Dois – como se sabe, o PSDB é o único partido do Brasil que não emprega recursos da Caixa Dois.

O delegado Oliveira Gomes mandou, do próprio escritório da Lunus, no Maranhão, um fax para o Palácio do Planalto com a informação: ”missão cumprida”.

Mais tarde, a imprensa demonstrou que toda a operação foi gestada na CEME (Central de Medicamentos), órgão do ministério da Saúde, que havia sido convertido em uma central de inteligência pelo então ministro Cerra.

O chefe da Inteligência no Ministério da Saúde (sic) era o notável delegado da Polícia Federal Marcelo Lunus Itagiba, depois ínclito presidente da CPI do Amigos de Dantas (Daniel), que tentou escorraçar o destemido Juiz Fausto De Sanctis.

Na arapongagem atuou uma empresa chamada Fence Consultoria Empresarial.

A Fence era contratada do Ministério para fazer “varreduras” nas comunicações do prédio – e reaparece, gloriosa, no livro Privataria Tucana, já que o governador Cerra a levou para São Paulo.

Fazia arapongagem com dinheiro público.

No clã do Cerra, o dono da Fence, um coronel reformado do Exército, era chamado de “Dr Escuta” !

A empresa recebia por varredura. Foi a própria Veja quem revelou que, no mês de janeiro de 2002, às vésperas da operação na Lunus, o “Dr Escuta” recebeu 210 mil reais do Ministério.

Só que para receber isso, a empresa precisaria ter feito 14 varreduras por dia naquele mês.

No Ministério Público, Cerra contava com os valiosos préstimos do subprocurador José Roberto Santoro.

Neste caso, o trabalho de Santoro foi acionar Mário Lúcio de Avelar.

Na época, a Folha publicou: ”Uma das primeiras atitudes do Procurador Mário Lúcio Avelar, do Tocantins, ao colocar as mãos na documentação apreendida foi disparar telefonemas para o procurador Santoro, considerado o mais próximo do candidato Serra:

“Gente, querem dizer que isso é do Serra? Então escreve: sou o procurador do Serra”, teria dito, republicanamente, o Procurador da República (sic) Avelar.

Segundo a Folha do dia 17 de março de 2002: ”Santoro coordenou informalmente o pedido de busca e apreensão de documentos no escritório da pré-candidata pefelista e governadora do Maranhão, Roseana Sarney. Trocou ideias com o procurador Mário Lúcio Avelar, que foi o autor do pedido, e orientou a estratégia a ser adotada.”

O estrago político do caso Lunus foi imenso, mas tudo acabou arquivado no STF por falta de provas.

A candidatura Roseana foi para o brejo.

E está tudo devidamente descrito no livro “Código da Vida”, de Saulo Ramos, ministro da Justiça de Sarney.

Nem Cerra nem o Príncipe da Privataria processou Saulo, que morreu intocado pela honra deles.

Em 2004, Avelar voltou a comandar um caso de dimensão política, o do assessor da Casa Civil, Waldomiro Diniz. Outra vez Avelar se encontra com Santoro.

Como se sabe, o “escândalo” Waldomiro Diniz foi sustentado por um vídeo gravado pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira, onde Diniz, ex-presidente da Loterj, recebia uma propina do bicheiro.

A fundamentação da investigação contra o assessor de José Dirceu acabou sendo revelada “involuntariamente” pelo próprio Santoro, no Jornal Nacional.

O jornal exibiu um grampo revelador entre Santoro e Cachoeira, gravado numa madrugada de negociação, dentro da Procuradoria Geral da República. Santoro já tinha uma cópia da fita, mas queria receber do próprio Cachoeira, para poder usá-la como prova.


Santoro: “Daqui a pouco o Procurador Geral chega … ele chega às seis horas … Ele vai ver o carro. Ele vai vir aqui na minha sala. E vai me ver tomando um depoimento prá desculpe a expressão, prá ferrar o chefe da Casa Civil da Presidência da Republica, o homem mais poderoso do Governo […]

”Ele vai chegar aqui e vai dizer: ” o sacana do Santoro resolveu acabar com o governo do PT. Pra isso arrumou um jornalista, juntaram-se com um bicheiro, e resolveram, na calada da noite tomar um depoimento’.”

Na época, o Procurador Geral da República, Claudio Fonteles, pediu à Corregedoria do Ministério Público uma investigação sobre Santoro. “É uma atitude lamentável e deplorável,” disse Fontelles.

Outro escândalo investigado por Mário Lúcio de Avelar foi o ”Dossiê dos Aloprados”.

Na véspera da eleição de 2006, pessoas ligadas à candidatura de Aloizio Mercadante a governador de São Paulo foram presas, em flagrante, em um hotel de São Paulo, por um delegado federal, ao tentarem comprar um suposto dossiê contra José Serra.

O dossiê pertencia ao empresário Luiz Antônio Trevisan Vedoim.

O suposto dossiê de Vedoim, era, na verdade, um vídeo, onde José Serra aparecia,ainda ministro da Saúde, ao lado do sucessor na pasta, Barjas Negri.

Eles entregavam ambulâncias superfaturadas pelo esquema dos Sanguessugas, uma das maiores fraudes da história política do país, e que, por coincidência, também era investigada pelo procurador Márcio Lúcio Avelar, “o procurador do Serra”.

Luiz Antônio Trevisan Vedoim, era sócio da Planam, empresa que superfaturava ambulâncias compradas pela gestão Serra no ministério da Saúde.

Um delegado Bruno, da Polícia Federal, vazou o monte de dinheiro apreendido, e com a providencial ajuda do Gilberto Freire com “ï” (**) levou a reeleição de Lula para o segundo turno.

Clique aqui para ler “O Golpe do primeiro turno já houve. Falta o segundo”.

O ansioso blogueiro, então no iG, revelou que o delegado Bruno – por onde andará ? – criou a versão de que as imagens haviam sido furtadas dentro da PF – com a cumplicidade dos repórteres do PiG.

Na ocasião, ele ressalta a importância das imagens que saíram no Jornal Nacional, ainda naquela noite.


O PiG – que blinda o trensalão e até a próstata de tucanos – conseguiu transformar as ambulâncias superfaturadas na jestão Cerra no escândalo dos aloprados do Mercadante …

Quando se fala em “aloprado” não se toca em ambulância super-faturada…

Como se percebe, Avelar faz parte de um conjunto de varões cerristas que enobrece o Ministério Público – será o MP o DOI-CODI da Democracia?

Ou, como diria o Mino Carta, é tudo a mesma sopa.

Que agora se transfere do PSDB para o pic-nic no bosque com o Dudu e a Bláblá.

Estamos, de novo, na mesma sopa …

Que se enriquecerá com a contribuição do professor Giannetti, no Meio Ambiente, aquele que se preocupa com a flatulência dos bovinos; de Andre Lara Resende, do Banco Matrix, aquele 10 vezes pior que  o Opportunity na Pasta da Fazenda; e, no Itamaraty, de José Viegas, o amigo íntimo de Montesinos e Fujimori quando embaixador do Brasil em Lima, na iluminada presidência de Fernando Henrique .


Paulo Henrique Amorim, com pesquisa de Murilo Silva


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Ali Kamel, o mais poderoso diretor de jornalismo da história da Globo (o ansioso blogueiro trabalhou com os outros três), deu-se de antropólogo e sociólogo com o livro “Não somos racistas”, onde propõe que o Brasil não tem maioria negra. Por isso, aqui, é conhecido como o Gilberto Freire com “ï”. Conta-se que, um dia, D. Madalena, em Apipucos, admoestou o Mestre: Gilberto, essa carta está há muito tempo em cima da tua mesa e você não abre. Não é para mim, Madalena, respondeu o Mestre, carinhosamente. É para um Gilberto Freire com “i”.