Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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terça-feira, 26 de julho de 2016

Estadão alopra e pede que golpe seja mantido contra a vontade do povo

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Depois da desmoralização do Datafolha e da divulgação de levantamentos de opinião pública, como o do Paraná Pesquisa, que revelam que 62% dos brasileiros querem novas eleições, o jornal Estado de S. Paulo ultrapassou todos os limites do golpismo, no editorial "A maioria também se equivoca"; segundo o jornal comandado por Francisco Mesquita, Temer não conquistou a confiança da população, mas mesmo assim deve continuar – talvez porque seja este o desejo da família Mesquita; ou seja: que seja feita a vontade da minoria. 

247 – Depois da desmoralização do Datafolha e da divulgação de levantamentos de opinião pública, como o do Paraná Pesquisa, que revelam que 62% dos brasileiros querem novas eleições, o jornal Estado de S. Paulo ultrapassou todos os limites do golpismo, no editorial "A maioria também se equivoca."
Segundo o jornal comandado por Francisco Mesquita, Temer não conquistou a confiança da população, mas mesmo assim deve continuar – talvez porque seja este o desejo da família Mesquita. Confira abaixo:

A maioria também se equivoca

De fato, a defesa de eleições presidenciais diretas antecipadas pode servir ao lulopetismo. Ela se confunde também com o sentimento de vingança, o “fora, Temer”. Sonham com essas eleições, ainda, pessoas de boa-fé, porém desinformadas; insatisfeitas com a situação, mas ignorantes dos pré-requisitos necessários à convocação dessa eleição.

Houve um momento em que Dilma Rousseff procurou dar a entender que, se voltasse à Presidência, ela própria poderia promover um plebiscito que “convocaria” eleições, para o que ela generosamente renunciaria, deixando vago seu cargo. Esqueceu de explicar que precisaria convencer Michel Temer a renunciar também.

A maior dificuldade em que a eleição esbarra é exatamente a instituição da qual depende sua convocação: o Congresso Nacional. Nove entre dez senadores ou deputados preferem nem pensar no assunto neste semestre em que estarão concentrados nas eleições municipais de outubro, essenciais para a consolidação de suas bases eleitorais.

Outro “detalhe” de que muita gente não se dá conta é o de que para que haja eleições presidenciais diretas é necessário que a vacância da Presidência e da Vice-Presidência ocorra até o último dia deste ano, porque a partir do início da segunda metade do mandato presidencial a eleição passa a ser indireta, pelo Congresso, de acordo com a Constituição. A pouco mais de cinco meses desse prazo fatal, e com uma eleição municipal já agendada para o meio do caminho, é difícil imaginar um calendário em que se encaixe tanto a tramitação da convocação do pleito presidencial no Congresso quanto o tempo mínimo necessário para a preparação e a realização da campanha eleitoral.

O principal argumento contra a ideia das “diretas já”, no entanto, é o de que ela implicaria manter o País paralisado por no mínimo meio ano, com a deterioração da crise econômica, que está a exigir providências urgentes e eficazes para garantir que os primeiros tímidos sinais de recuperação ganhem fôlego a partir da estabilização política que provavelmente ocorrerá a partir de setembro, após a aprovação do impeachment de Dilma pelo Senado.

O mais sensato, portanto, é a solução constitucional já em curso: o governo provisório de Michel Temer em breve transformado em governo de pleno direito. A competente equipe econômica sob o comando do ministro Henrique Meirelles já está dando mostras de que pode levar a bom termo a missão de recolocar a economia nos trilhos, a partir do saneamento das contas públicas. Na área política, a habilidade e o bom senso do presidente em exercício já lograram pacificar as relações entre o Executivo e o Legislativo, a partir da eleição do novo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

É apenas o começo de uma jornada que poderá chegar a bom destino se os brasileiros se desvencilharem das paixões políticas e permanecerem pacientes, mas atentos e mobilizados, no papel de cobrar competência e patriotismo dos governantes

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

LULA IRONIZA BORDÃO DA MÍDIA SOBRE 'AMIGO DE LULA'

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Ironias da vida: Marta usou contra PT jornalista e jornal que a massacraram

Marta
Naquela tarde de 2003, cheguei ao Teatro que a Folha de São Paulo mantém incrustado no chiquérrimo shopping de “bacanas” em Higienópolis para participar, a convite do jornal, de um seminário qualquer. À porta do Teatro, encontro Eliane Cantanhêde conversando com o psicanalista-colunista da Folha de São Paulo Contardo Caligaris.
Aproximei-me timidamente da colunista com quem trocava mensagens pela internet havia anos para comentar suas colunas então despidas do antipetismo que ela adotaria nos anos seguintes. Como já nos conhecíamos pessoalmente de outros eventos da Folha, entabulamos um dedo de prosa. Eliane escolheu o assunto: Marta Suplicy.
Marta, que a imprensa paulista apoiara efusivamente contra Paulo Maluf na eleição municipal de 2000 – diante da literal destruição da capital paulista durante seu governo e o de Celso Pitta –, caíra em desgraça junto à elite paulistana. Atualmente, era “Martaxa”, inimiga número um dos ricaços de São Paulo por ter lhes cobrado uns caraminguás a mais no carnê do IPTU.
Não me surpreendeu, portanto, que Eliane tenha começado o papo perguntando se eu ficara sabendo da última entre as muitas declarações folclóricas que Marta verteu ao longo de sua carreira política. A partir dali, tive uma certeza: a colunista odiava a então prefeita de São Paulo. Ao menos naquele momento – na política, amor e ódio são fluídos e mutantes.
Termos como “dondoca”, “fútil”, “destemperada”, “arrogante” etc. foram usados, decepcionando-me – eu, à época, acreditava que a Folha e seus colunistas eram diferentes do resto da mídia tucana porque o jornal permitia algum contraditório, enquanto que o Estadão, jornal que eu lia desde os 13 anos, simplesmente não permitia opiniões divergentes.
Vendo a raiva que Eliane demonstrava em relação à prefeita de São Paulo, fiquei incomodado. “Como ela poderá escrever corretamente sobre alguém de quem sente tanta raiva?”, perguntei-me.
Nos anos seguintes, a então colunista da Folha, hoje colunista do Estadão, iria se tornando uma das antipetistas mais virulentas do mercado de opinião paulista, conforme seu marido, um marqueteiro, fosse conseguindo contratos com o PSDB.
Eis que, no último sábado, vejo-me surpreendido com entrevista que Marta concedeu justamente a Eliane, quem, hoje, emprega seu antipetismo militante no jornal da família Mesquita, a qual, pelo menos, não é dissimulada como a família Frias, da Folha, ao não escamotear seu ódio ao PT.
Marta é uma mulher inteligente, apesar do temperamento. Sabia muito bem a quem estava dando munição contra o partido que a acolheu e lhe deu todo o espaço possível e imaginável. A entrevista que deu ao Estadão caberia na boca de qualquer tucano radical.
Endossou a tese mentirosa de que Lula poderia ter sido candidato a presidente neste ano, o que já ouvi dele, em conversa privada, que é a última coisa que faria, pois seria admissão de que errou na escolha de Dilma. E, não satisfeita, Marta ainda tratou de intrigar Lula com Dilma. Publicamente.
Talvez pelo tom de fofoca de sua entrevista Marta tenha escolhido uma jornalista que se notabilizou como fofoqueira política. Eliane Cantanhêde nunca passou de uma fofoqueira política que já foi até independente, mas que acabou se tornando fofoqueira política a serviço do PSDB.
Marta fez um bom governo em São Paulo? Fez, sim. Priorizou o social, assim como Luiza Erundina. Ambas só não fizeram mais porque sucederam prefeitos que destroçaram os cofres paulistas. Foram duas boas prefeitas. Ponto.
Contudo, politicamente Marta começa a trilhar o caminho de Erundina. A ambição apressada de ambas tornou-as coadjuvantes na política. Erundina e Marta foram destroçadas pela mídia paulista e depois foram bater às suas portas para atacar o PT, já que elas culpam o partido pelas inabilidades políticas delas mesmas.
Meu sinal de alerta com Marta acendeu na eleição de 2008, quando ela disputou a prefeitura de São Paulo com Gilberto Kassab. Em plena campanha eleitoral, saltei fora da candidatura dela quando cometeu um pecado imperdoável ao questionar a sexualidade do adversário em seu programa eleitoral. Um golpe tão baixo que até Maluf pensaria duas vezes antes de usar.
Comparo a entrevista de Marta ao Estadão como uma nova versão do “É casado? Tem filhos?”, que, desrespeitando a própria história e o eleitorado, essa senhora foi capaz de usar.
Em 2008, percebi do que a ex-prefeita seria capaz de fazer em prol de seu ego descomunal e de suas ambições políticas. Pelo visto, eu tinha razão. Procurar uma víbora como Cantanhêde e o jornal que tanto a massacrou durante seu governo para atacar seus companheiros de forma tão malévola, é indesculpável. Para mim, Marta se acabou.

sábado, 18 de outubro de 2014

Como o Estadão fez sumir sua chantagem contra Aécio

Caro leitor,
O post abaixo foi publicado originalmente em 20 de maio de 2013 e está sendo republicado (18/10/14).  Tem sido resgatado por leitores desde o início da campanha eleitoral e divulgado nas redes sociais. A pedido dos leitores, republico, pois diz respeito a fatos atualíssimos sobre o candidato do PSDB a presidente, Aécio Neves.
O que a matéria abaixo mostra é que ninguém está dizendo nada sobre Aécio que já não era dito inclusive pela mídia que hoje o defende. Veículos paulistas como o jornal O Estado de São Paulo, ao contrário do que fazem hoje, tratavam de fustigar Aécio; ele e José Serra disputavam a indicação do PSDB como candidato a presidente em 2010.
Boa leitura.
Eduardo Guimarães
*

Publicado originalmente em 20 de maio de 2013 às 13:10


Em fevereiro de 2010, uma guerra fratricida foi desencadeada no PSDB. O segundo mandato de Lula chegava ao fim e ele não podia ser candidato à própria sucessão. Os tucanos e a mídia sua aliada estavam céticos quanto às possibilidades do “poste” que achavam que Dilma era e, assim, acreditavam que, fosse quem fosse o candidato deles, seria eleito.
Dois pré-candidatos disputavam a indicação do PSDB para a “barbada” eleitoral que a direita brasileira acreditava que se avizinhava – derrotar uma mulher sem o carisma de Lula e que jamais disputara uma eleição na vida. José Serra e Aécio Neves, então, digladiavam-se pela primazia de enfrentar Dilma.
A imprensa atucanada de São Paulo e do Rio de Janeiro (leia-se Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo e O Globo) estava muito irritada com Aécio. Apesar de esses veículos e o PSDB acreditarem que Dilma, então praticamente estagnada nas pesquisas, seria mera sparring de dois políticos profissionais como Aécio e Serra, preferia o segundo.
No caso da imprensa paulista, até por Serra ser paulista também – sem falar na maior identificação ideológica com ele –, essa “imprensa” fustigou o PSDB por meses até que Aécio fosse preterido.
Serra estava melhor nas pesquisas e esses veículos, que há mais de uma década demonstram que não entendem a política brasileira, não acreditavam que alguém pudesse começar uma campanha eleitoral com percentuais de intenção de voto tão baixos quanto Dilma e o próprio Aécio tinham e chegar a vencer a eleição.
Nesse jogo, o jornal O Estado de São Paulo fez o movimento mais ousado: chantageou Aécio com um texto escrito por seu ex-editorialista e ex-colunista Mauro Chaves, que faleceria um ano depois.
No auge dessa disputa entre Serra e Aécio, o Estadão publicou artigo de Chaves contendo uma chantagem contra o então governador de Minas Gerais, conhecido por sua vida de “playboy” e sobre quem circulam, há anos, boatos sobre ser usuário de cocaína.
O título do artigo que Chaves escreveu e que foi publicado pelo Estadão em 28 de fevereiro de 2010 já dispensaria o resto do texto: “Pó pará, governador”. Confira, abaixo, a íntegra do artigo.


Chaves era um homem bastante erudito. Seu texto era escorreito. Por que usar um título como esse? Por que não “Pode parar, governador”? Ora, porque estava mandado um recado de que os boatos sobre Aécio ser usuário de “pó” (cocaína) viriam à tona caso insistisse em criar dificuldades à candidatura Serra.
O artigo causou grande alvoroço e, pouco depois, Serra foi sagrado candidato para a “barbada” que a mídia ligada ao PSDB e o próprio partido acreditavam que seria a disputa contra o “poste de Lula”.
Faltara, entretanto, combinar com os “russos”, ou seja, com o povo.
Voltemos ao presente. Escrevendo um post sobre os ataques de Aécio ao PT durante a convenção do PSDB do último sábado, na qual o hoje senador por Minas Gerais foi eleito presidente do partido, abordei o artigo chantagista em questão.
Pretendia colocar o link para ele no texto. Fazendo a busca no portal do Estadão para localizá-lo, encontro esse link. Contudo, quando tento acessá-lo não consigo – conduz a uma página em branco.
Veja o link:
Cito no post, então, o fenômeno. Digo que, “estranhamente”, o link do Estadão para sua matéria conduz a lugar nenhum.
Eis que o leitor Reinaldo Luciano, intrigado como eu, usa seus conhecimentos e mostra que ninguém consegue esconder nada na internet.
O excelente trabalho de Reinaldo desvendou o mistério. Leia, abaixo, o comentário que ele colocou no post anterior, onde explica como o Estadão conseguiu fazer sumir a chantagem que fez Aécio desistir de ser o candidato do PSDB à Presidência da República em 2010 em favor de Serra.
—–
Reinaldo Luciano
twitter.com/rei_lux
Comentário enviado em 20/05/2013 as 11:16
A respeito da matéria que não abre no Estadão, verifiquei a página e realmente não abria.
Usei o http://archive.org/web/web.php e localizei a dita página, que foi armazenada em cache 28 vezes desde que foi publicada.
Este é o link original, onde a matéria não abre:
E este é o link recuperado:
Ao analisar o cache, notei que, em 26/08/2010, a matéria teve uma linha alterada ou acrescentada, como pode ser vista aqui:
O fato é que, após essa mudança (quando Serra já era candidato e Aécio não representava mais problema), a página sumiu…
Fiz um print screen da página e postei no twitter
E, para ser ainda mais chato com o Estadão, fiz um videozinho de minhas andanças pelo cache. Veja, abaixo.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Discurso duplo sobre organização da Copa irá desmascarar Aécio Neves



Uma das perguntas “difíceis” que o candidato Aécio Neves terá que responder durante a campanha eleitoral, é a seguinte: afinal de contas, a organização da Copa do Mundo de 2014 é ou não é responsabilidade de Dilma Rousseff?

Segundo o candidato a presidente Aécio Neves, as obras da Copa só seriam responsabilidade da adversária petista se, como ele previu, o evento tivesse sido um fiasco no quesito organização. Ao ter sido um sucesso, o tucano agora diz que o mérito é “do povo”.

Aécio e seu partido não podem apagar o que disseram. A Folha de São Paulo de 22 de fevereiro deste ano, por exemplo, reproduziu alegação do senador tucano de que o governo Dilma era responsável pelos “atrasos nas obras de mobilidade urbana para a Copa”.

Contudo, junho chegou e, com ele, a Copa. Não houve fiasco. Muito pelo contrário: o Brasil e o mundo se espantaram com a boa organização de um evento que, durante anos, todos ouviram dizer que fracassaria devido à organização. Por conta disso, Dilma subiu nas pesquisas.

Aécio não falou sozinho sobre a responsabilidade de Dilma na organização da Copa. Por anos, mídia e oposição, em conluio, responsabilizaram o governo federal pelo que viesse a ocorrer durante o evento, em termos de organização.

Como foi dito anteriormente nesta página, essa gente não respeita o povo; julga-o incapaz de pensar e de sequer se lembrar de fatos recentíssimos. É uma aposta alta, como se verá logo adiante.

Agora, Aécio e os órgãos de imprensa que o apoiam tentam confundir a organização da Copa com o resultado devastador que a Seleção brasileira obteve em campo. Capa do jornal O Estado de São Paulo de 10 de julho último afirma, na caradura, que Dilma “tenta” se “descolar” do “fracasso” da Seleção.



Como assim, “Dilma tenta se descolar”? Quer dizer que a presidente da República está “colada” ao “fracasso” da Seleção? Ela, por acaso, é a treinadora da equipe? Foi ela quem escolheu o treinador? Foi ela quem escolheu a direção da CBF?

Matéria do mesmo Estadão afirma, já no título, que “Tucanos avaliam que derrota na Copa anula discurso de petista” – ou seja, de Dilma. Segundo o texto, “Comitê de Aécio acredita que Dilma não poderá mais explorar Mundial” e quer que o “Sucesso extracampo” do evento seja “atribuído ao povo”.

Vamos esmiuçar a expressão “sucesso extracampo”. Significa, por óbvio, sucesso fora do campo. Que sucesso existe “fora do campo”? A organização do evento, claro.

Muito bem: então, pelo menos, Aécio e seu partido já admitem que a organização da Copa, que tanto criticaram, é um sucesso.

A grande pergunta que precisa ser feita ao candidato tucano, portanto, é a seguinte: como essa organização pode ser atribuída agora ao povo se até há pouco o mesmo candidato e seu partido atribuíam ao governo?
A péssima estratégia de Aécio foi comprada pela mídia tucana, que aumentou a aposta. Nesta sexta-feira, outro jornal apoiador de Aécio (a Folha) levou seu discurso torto à primeira página, em manchete principal.



Aécio critica uso da Copa? Sim, critica. Refere-se à organização do evento, pois Dilma tem dito que os pessimistas que previram “caos” agora têm que aplaudir. Mas quando ele disse que haveria esse “caos”, não fez “uso” da Copa?

Esse discurso duplo de Aécio é um suicídio político, mas só se a campanha de Dilma expuser essa contradição. Infelizmente, apesar de o ministro Gilberto Carvalho ter manifestado seu repúdio à cara-de-pau do candidato tucano, não houve uma declaração precisa sobre o que Aécio dizia antes e o que diz agora sobre a organização da Copa.

Contudo, a campanha eleitoral está só começando e os fatos estão amplamente registrados.
É óbvio que essa contradição do candidato tucano a presidente será levantada. Como ele irá explicar que a organização da Copa era responsabilidade de Dilma quando diziam que o evento fracassaria e deixou de ser quando, segundo os tucanos, tornou-se um “sucesso”?

A menos que a campanha de Dilma resolva colaborar com o adversário e deixe de expor o discurso duplo de Aécio sobre a organização da Copa, ele ficará em uma bela sinuca – não terá como responder à questão que este Blog propõe.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Lula: comem muito e perdem a educação Ele era pobre e não perdia o respeito a Presidente


Colonista (*) social do Estadão gritou em coro

Era convidada “especial” do Itaú.


Para a Sonia: FHC dedica foto a colonista social

Lula comenta no Piauí xingamentos à presidenta Dilma



O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve nesta tarde de sexta-feira (13) em Teresina, no Piauí, para um ato político com o pré-candidato a senador Elmano Ferrer (PTB), com o pré-candidato ao governo do estado Wellington Dias (PT) e o senador e presidente do PP, Ciro Nogueira.

Lula comentou sobre as vaias à presidenta Dilma Rousseff durante a abertura da Copa, ontem na Arena Corinthians, em São Paulo. “Eu vi uma parte da manifestação contra a presidenta Dilma e eu fiquei pensando que não é nem dinheiro nem escola nem títulos de doutor que dão educação para as pessoas. Educação se recebe dentro de casa. Eu nunca tive coragem de faltar com respeito a um presidente da República”, disse Lula. “E não era nenhum pobre. Parece que comeram até demais, estudaram até demais, porque perderam a educação e o respeito”, completou.

O ex-presidente afirmou que ainda há muito a ser feito no país. “Vocês lembram como era esse país e esse estado antes de chegarmos à Presidência da República? Em 2003 eram só 366 doutores por ano no Nordeste. Hoje formamos 1996 doutores por ano. É pouco. Precisamos formar mais cientistas e professores no Nordeste”.

“Eu pensava que as pessoas iam ficar felizes ao verem os pobres começarem a comer. Mas não, eles se incomodam. Eles preferiam um avião vazio, com meia dúzia de ricos”.

Sobre a eleição que ocorre este ano, Lula disse que não é isso que está em jogo. “Está em jogo a escolha do tipo de projeto que queremos eleger. Se queremos voltar para a velha política do passado, ou se queremos avançar muito mais”. Para Lula, “nós não temos o direito de fazer esse país retroceder”.

Wellington Dias também comentou os avanços obtidos no Piauí, com o Governo Federal e suas gestões à frente doo estado. “Para nós do Piauí, quando a gente viajava, o que mais doía para nós era ouvir que esse era o estado mais pobre do país. E a partir de 2003, esse estado teve o apoio do maior presidente da história”. Wellington afirmou que os cidadãos do Piauí mudaram de vida com programas como o Minha Casa, Minha Vida e Fies, “fazendo com que hoje o Piauí não seja mais o estado mais pobre do país”, disse.



Clique aqui para ler “Dilma responde aos coxinhas e suas louras”

Aqui para ver “Os brancos e suas louras não xingavam o Maluf”

Aqui para “Colonista social do Estadão gritou em coro”

E aqui para “As vaias: negro só tinha em campo”


Sugestão da amiga navegante Ana Oliveira no Twitter




Do Azenha:

“Finlândia” vaia Dilma, colunista adere ao coro no camarote do Itaú e Copa é palco central da campanha antecipada



(…)

PS2 do Viomundo: Uma importante colunista social do Estadão, sentada no camarote do Banco Itaú, gritou a plenos pulmões — aparentemente entusiasmada — “Ei, Dilma, VTNC” durante a partida de abertura, para constrangimento de outros convidados, que testemunharam e repassaram a informação.

Não é por acaso que o PSDB está determinado a defender no STF o direito à manifestação nos estádios da Copa: sabe que o público elitizado, presente, pode ajudá-lo a produzir sons e imagens para a campanha eleitoral antecipada, ao mesmo tempo em que descreve Dilma na defensiva, acuada, com medo dos eleitores. A “Finlândia” do título foi definição do jornalista José Trajano, da ESPN.


Em tempo do C AF:
enquanto isso, a concorrente, Ilustre colonista (*)  social da Fel-lha (**) (o fel deteriorado provoca mau hálito; não chegue muito perto) dedicou uma página para mostrar que não conseguiu entrevistar o Leonardo Di Caprio. Como diz o Mino Carta: no Brasil, os jornalistas são piores que os patrões …- PHA


Clique aqui para ler “Itaquerão: Casa Grande e Senzala”.

Aqui para ler “Quem vaia pagou R$ 990 o ingresso !​”

Aqui para ler “As vaias: negro só tinha em campo”.

E aqui para ver na TV Afiada: “Os brancos e suas louras não xingavam o Maluf”.
Bessinha, o Itaú pode salvar a colonista, mas não salva o Estadão

(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

segunda-feira, 17 de março de 2014

São Paulo: sem água em 90 dias. Mas o Estadão faz editorial sobre tarifa de luz e superavit primário

jacarei
“Seca pode ocorrer em qualquer país, mas o problema se torna especialmente grave quando a chefe de um governo populista se empenha numa campanha de reeleição e insiste em disfarçar os fatos desagradáveis.”
O texto aí em cima é do furioso Estadão de hoje, em editorial.
Mas não se refere ao que está acontecendo em São Paulo, apesar de o próprio jornal publica que o comitê técnico que monitora o Sistema Cantareira estará seco até a Copa do Mundo, isto é, dentro de 90 dias.
E não pensem que o Estadão e os demais jornais, lotados de artigos, análises e protestos sobre a crise energética e, sobretudo, sobre a ação do Governo Federal de usar recursos públicos como “ponte” até que a situação hídrica do país se normalize.
Embora o “desconto” dado pelo Governador Geraldo Alckmin sobre as contas dos consumidores que economizarem água seja, mais ainda, subsídio estatal  - e que não será devolvido.
eletricasNão é apenas a predileção pelos tucanos que explica a forma diferenciada de tratar dos efeitos da crise sobre a geração elétrica e o fornecimento de água.
É que há dinheiro, e grosso, no lobby que se faz pela elevação das tarifas de energia elétrica.
De um lado, por conta dos controladores e acionistas das empresas do sistema, que são das mais lucrativas do Brasil. como você observa nesta tabela que vai ao lado.
De outro, porque esta operação toca num dos mais destacados santos do altar do capitalismo financeiro no Brasil: o superávit primário, que é o “resgate” que pagamos ao rentismo que sequestrou e sequestra, por décadas, a economia brasileira.
Um resgate que, quanto mais pagamos, mais prisioneiros ficamos.
Este blog tem enfadado, talvez, muitos de seus leitores com o acompanhamento diário da crise do sistema de abastecimento de água da Grande São Paulo.
E não o faz porque esteja, como se costuma dizer, mergulhado num “fla-flu” partidário.
Ao contrário, torce por chuvas de proporção bíblicas que amenizem a situação dramática de milhões de pessoas que sequer tem consciência da  gravidade do que está acontecendo, porque os olhos da coletividade, que são a sua imprensa, estão fechados ou distraídos para o que vem se passando.
Não é a primeira vez que se tem este tipo de cegueira seletiva.
No caso do vazamento de óleo da Chevron foi o mesmo. Como se tratava de uma empresa multinacional, tudo se resumia à divulgação de  ”press-releases” para uma imprensa amestrada, que aceitava até que o vazamento fosse uma “exsudação natural” de petróleo, coisa de que não se tem notícia desde os tempos do famoso Coronel Drake, nos primórdios da exploração exploração de petróleo, na metade do século 19.
Só que, desta vez, não há sequer a desculpa de que tudo se passava a centenas de quilômetros de nossas vistas, embora bastasse querer, como este blog o quis, e as imagens de satélite mostrariam a enormidade do acidente.
Os dados estão disponíveis, todos os dias, nas páginas da Sabesp e da Agência Nacional de Águas.
E repórteres, como Fábio Leite, do próprio Estadão, escrevam matérias como a publicada hoje pelo jornal (cujos chefes parecem não as ler) apontando a dramaticidade da situação, embora com dados ultrapassados (a matéria foi escrita sexta-feira) ou “otimistamente distorcidos” pelos dirigentes da Sabesp.
O “sistema” não tem 15,4% de seu volume preenchido. O “sistema” tem apenas, na melhor das hipóteses, apenas 8,8% de seu núcleo com água, porque sem o reservatório Jaguari-Jacareí o Cantareira deixa de funcionar como sistema e passa a ser apenas um quinto do que é.
E ninguém sabe como o reservatório irá se comportar acima do mínimo de 5%, considerado a margem mínima de operação normal.
O sistema equivalente também não tem mais aqueles 15,4%, mas 14,7%, não apenas porque de sexta para hoje caiu 0,4% como porque, cavilosamente, a Sabesp passou a agregar 0,2% a este cálculo, considerando a lâmina d’água mínima necessária à operação da represa de Paiva Castro (ex-Juqueri), o que não era feito antes.
A Sabesp diz estar instalando bombas para “chupar” a água do fundo dos reservatórios, que seriam 400 milhões de litros. Não são, porque não se poderá aproveitar os trechos empoçados e a água abaixo do limite das bombas de sugar detritos  junto com a água.
Mas a Sabesp não fala em que pé está a colocação destas bombas, que, mesmo sendo flutuantes,  exigem obras, inclusive para levar quantidades imensas de eletricidade para um conjunto mecânico capaz de sugar 20 mil litros de água por segundo.
E nem como e quando espera que os reservatórios, esvaziados até quase o fundo, irão recuperar seu nível normal, o que levará muitos meses ou mesmo anos, se o verão de 2016 não for espetacularmente chuvoso.
Se há algo que se possa dizer do relatório que previu para a Copa o esgotamento do Cantareira é que é um cálculo otimista.
E não basta apontar a irresponsabilidade demagógica do Governo do Estado.
A autoridade final sobre a água é federal, exercida pela Agência Nacional de Águas, que não pode se manter restrita a relatórios técnicos.
O corte de 10% na captação através do Cantareira determinado por ela no início do mês é insuficiente e isso precisa ser dito à população.
Se tivesse saído de seu silêncio tímido antes, exigindo de Alckmin providências mais drásticas, a situação poderia ser menos dramática, embora dramática ainda fosse.
Não se pode ter medo diante das responsabilidades públicas que temos, sejamos jornalistas ou governantes.
E a primeira delas é não mentir à população.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Globo dá jeito de enrolar PT em denúncia. Estadão fez o mesmo!

por Conceição Lemes
O Estadão publicou hoje reportagem, revelando a investigação de políticos do PSDB, DEM, PMDB e PPS no cartel que fraudava licitações do Metrô de São Paulo e  da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos  ( CPTM ).
A denúncia consta de relatório do ex-diretor da Siemens, Everton Rheinheimer, entregue em abril ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).Ele disse ter documentos que provam a existência de um forte esquema de corrupção no Estado de São Paulo, durante os governos dos tucanos Mário Covas, Geraldo  Alckmin e José Serra.
O Jornal Hoje, da TV Globo, fez o mesmo: Políticos são acusados de envolvimento em cartel.
As semelhanças não param na manchete.
Na tentativa desqualificar a acusação contra os tucanos, o Jornal Hoje,tal qual o Estadão, enrola o PT e Cade na denúncia. Envolve deputado estadual licenciado Simão Pedro, do PT de São Paulo, atualmente secretário de Serviços da  cidade de São Paulo.
O Jornal Hoje afirma:
A reportagem diz ainda que Everton Rheinheimer admite ser o autor da carta anônima enviada em 2008, que deflagrou a investigação do cartel dos trens e que ele teve ajuda de Simão Pedro para se encontrar com o presidente do Cade.
Simão Pedro é deputado estadual do PT de São Paulo. Ele está licenciado e hoje é secretário de Serviços de Fernando Haddad, também do PT.
Segundo a reportagem do O Estado de S. Paulo, Rheinheimer disse que o acordo envolvia a indicação dele para um cargo executivo na Vale. A assessoria da empresa informou que Everton Rheinheimer nunca trabalhou na empresa.
O secretário municipal de Serviços de São Paulo, Simão Pedro, disse que quando era deputado estadual recebeu denúncias de pagamento de propina em contratos da CPTM e do metrô e que encaminhou tudo para o Ministério Público de São Paulo.
A Globo gastou 44s da reportagem de 6m42s  acusando o PT. Um lixo!
Abaixo o texto da matéria do Jornal Hoje.
Edição do dia 21/11/2013
21/11/2013 14h23 - Atualizado em 21/11/2013 14h28
Seis políticos são acusados de envolvimento em formação de cartel
Ex-diretor da Siemens, Everton Rheinheimer, fez a denúncia. Caso foi revelado em reportagem do jornal O Estado de S.Paulo.
Renato Biazzi, São Paulo
A edição desta quinta-feira (21) do jornal O Estado de S. Paulo revela que um ex-diretor da Siemens envolveu o nome de políticos do PSDB, do DEM , do PMDB e do PPS nas investigações sobre a formação de cartel em licitações do Governo de São Paulo. As licitações foram feitas entre 1998 e 2008.
Segundo a reportagem, em um relatório entregue em abril ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o ex-diretor da Siemens, Everton Rheinheimer, disse que tem documentos que provam a existência de um forte esquema de corrupção no estado de São Paulo, durante os governos Covas, Alckmin e Serra.
De acordo com Rheinheimer, esse esquema tinha como objetivo principal o abastecimento do caixa dois do PSDB e do DEM. Ele afirmou que o lobista Artur Teixeira disse que atual secretário da Casa Civil do governo Alckmin, do PSDB, Edson Aparecido, recebia propina das multinacionais suspeitas de participar do cartel dos trens.
O deputado Arnal Jardim, do PPS de São Paulo, também é citado como outro beneficiário. Segundo a reportagem, outros quatro políticos são citados pelo ex-diretor da Siemens como envolvidos com a Procint, empresa do lobista Artur Teixeira, suspeita de intermediar a propina a agentes públicos.
Os políticos mencionados são o senador Aloísio Nunes Ferreira, do PSDB, e os secretários estaduais José Aníbal, de Energia, Jurandir Fernandes, dos Transportes, e Rodrigo Garcia, do Desenvolvimento Econômico.
Ainda de acordo com a matéria, Rheinheimer diz em seu texto que os nomes de Aparecido e Arnaldo Jardim foram mencionados por Artur Teixeira como os destinatários de parte da comissão paga pelas empresas.
Sobre Aloysio Nunes Ferreira, Jurandir Fernandes e Rodrigo Garcia, o ex-diretor afirmou que teve a oportunidade de presenciar o estreito relacionamento deles com Artur Teixeira. Sobre José Aníbal, o ex-executivo disse que Artur Teixeira tratava diretamente com o assessor do político, o vice-prefeito de Mairiporã, Silvio Ranciaro.
O ex-diretor da Siemens apontou também o vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Filipeli, do PMDB, e o ex-governador do estado, José Roberto Arruda, sem partido, como políticos envolvidos com a empresa MGE Transportes, apontada pelo Ministério Público como fornecedora da Siemens e de outras companhias do cartel.
A reportagem diz ainda que Everton Rheinheimer admite ser o autor da carta anônima enviada em 2008, que deflagrou a investigação do cartel dos trens e que ele teve ajuda de Simão Pedro para se encontrar com o presidente do Cade.
Simão Pedro é deputado estadual do PT de São Paulo. Ele está licenciado e hoje é secretário de Serviços de Fernando Haddad, também do PT.
Segundo a reportagem do O Estado de S. Paulo, Rheinheimer disse que o acordo envolvia a indicação dele para um cargo executivo na Vale. A assessoria da empresa informou que Everton Rheinheimer nunca trabalhou na empresa.
O secretário municipal de Serviços de São Paulo, Simão Pedro, disse que quando era deputado estadual recebeu denúncias de pagamento de propina em contratos da CPTM e do metrô e que encaminhou tudo para o Ministério Público de São Paulo.
Defesa
Em nota, o PSDB afirma que se pauta pela ética e repudia as acusações feitas ao partido. Também em nota, o DEM informou que o partido é originado do PFL, mas que não há registros nos dois de nenhuma contribuição proveniente da Siemens.
O secretário Edson Aparecido, chefe da Casa Civil do governo paulista, disse que nunca viu ex-executivo da Siemens e que vai entrar com uma ação criminal por calúnia e difamação contra o secretário municipal Simão Pedro, contra Everton Rheinheimer e contra o Cade. “Vou processar o deputado do PT que está por trás disso, vou processar o presidente do Cade, que não informou à Justiça e não informou também a corregedoria do estado sobre um documento que não faz parte desse acordo de leniência. E vou processar esse bandido, que faz uma denúncia desse tipo, em troca de cargo absolutamente ilegal”, afirma.
O secretário de Transportes disse que esteve com Artur Teixeira em duas ocasiões, em situações profissionais, e que Everton Rheinheimer cita seu nome, mas não o relaciona ao recebimento de propinas. “Meu nome ele cita, mas ele diz: ‘esses aqui apontados não se refere à propina’. No meu caso, não se refere. Ele fala: ‘mantém o relacionamento intenso com o cidadão Artur Teixeira’. Esse ano foram três encontros que ele teve no meu gabinete, totalmente profissional”, defende.
O Cade informou que o acordo de leniência firmado com a Siemens não tem nenhuma irregularidade e que a denúncia de cartel não partiu de uma pessoa e sim da própria empresa Siemens.
O deputado Arnaldo Jardim, do PPS, disse que nunca ouviu falar de Rheinheimer e que estuda processar o ex-executivo da Siemens por calúnia. Afirmou ainda que conhece Artur Teixeira porque os dois são engenheiros e participaram de vários eventos ligados ao setor de transportes, mas nega qualquer relação profissional com ele, ainda mais em esquemas criminosos.
O secretário de Energia do estado de São Paulo, José Anibal, do PSDB, disse que não conhece o ex-executivo da Siemens, nem tem relação com a empresa de Artur Teixeira. O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Rodrigo Garcia, do DEM, também negou qualquer tipo de relacionamento com Artur Teixeira.
O vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Filippelli, nega conhecer ou ter qualquer tipo de contato com o autor da denúncia e com a empresa citada pelo denunciante. Disse que vai entrar na Justiça contra o ex-diretor da Siemens.
A assessoria do ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, disse que ele nunca se relacionou com a empresa de Artur Teixeira. O senador Aloysio Nunes Ferreira, do PSDB, disse que conheceu Artur Teixeira quando foi secretário estadual dos Transportes, entre 1991e 1994, mas negou qualquer relação com o empresário.
O ex-vice-prefeito de Mairiporã, Silvio Ranciaro, não foi encontrado pela produção de reportagem do Jornal Hoje.
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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

JANGO TINHA IBOPE. PIG O DERRUBOU (COM OS EUA) Jango tinha não apenas tinha altos índices de aprovação, como um grande potencial eleitoral.


O Geisel e o Golbery é que dão muito Ibope (no Globo e na Folha)

Saiu na Carta Capital:

VERDADE EXUMADA


Pesquisas captaram um amplo apoio popular a Jango às vésperas do golpe, revela o historiador Luiz Antonio Dias

por Rodrigo Martins 

Em 12 de março de 1964, o jornal O Estado de S. Paulo anunciava em seu editorial o “aprofundamento do divórcio entre o governo da República e a opinião pública nacional”. A exemplo dos seus pares, o diário da família Mesquita conclamava para uma intervenção militar, capaz de pôr fim à ameaça comunista representada pelo governo de João Goulart. A voz do povo precisava ser ouvida, bradava a mídia. Um estudo conduzido por Luiz Antonio Dias, chefe do Departamento de História da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, demole essa visão consagrada pelos meios de comunicação. Com base em pesquisas feitas pelo Ibope às vésperas do golpe, mas não divulgadas à época, Dias demonstra que não apenas Jango tinha amplo apoio popular, como também grandes chances de vitória caso disputasse as eleições presidenciais previstas para 1965.

As pesquisas foram doadas pelo Ibope, em 2003, para o Arquivo Edgard Leuenroth, da Unicamp, mas até hoje a maior parte dos dados permanece desconhecida. Dias pretende destrinchá-los em um capítulo do livro O Jornalismo e o Golpe de 1964: 50 anos depois, obra coordenada por um núcleo da Universidade Federal do Rio de Janeiro e com lançamento previsto para abril de 2014. “Todos os jornais de expressão nacional clamavam pela intervenção das Forças Armadas, sempre em nome da opinião pública. E os militares, em seus livros de memória, usam esse apoio como justificativa: eles só agiram porque a população pediu. As pesquisas do Ibope provam o contrário.



CartaCapital: Como a historiografia brasileira retrata Jango?

Luiz Antonio Dias: Até uns 10, 15 anos atrás, havia um consenso de que João Goulart foi deposto por não ter apoio popular e ser um líder fraco. Segundo essa interpretação, ele não teria a mesma habilidade de Getúlio Vargas, seu padrinho político, e chegou ao poder por conta das circunstâncias do período. De fato, havia uma situação incomum. Jânio Quadros elegeu-se presidente em uma coligação liderada pela UDN, ao passo que Goulart venceu a disputa para vice pelo PTB. Eram partidos rivais. Para assumir a Presidência após a renúncia de Quadros, tornou-se refém daqueles que conseguiram impor o regime parlamentarista e também da esquerda, que se mobilizou para garantir a sua posse.


CC: A visão mudou?

LAD: Nos últimos anos, documentos e depoimentos apontam para um caminho diferente. De acordo com o historiador Jorge Ferreira, o presidente sabia de toda a articulação norte-americana pelo golpe, e esmerou-se para evitar uma guerra civil com a interferência de uma potência estrangeira. Naquela época, imaginava-se que os militares brasileiros iriam intervir, mas sairiam rapidamente, como ocorreu em episódios anteriores, a exemplo da Revolução de 1930. E pesquisas de opinião feitas pelo Ibope em março de 1964, mas não divulgadas à época, desmontam a tese de que Goulart não tinha apoio popular. Não apenas tinha altos índices de aprovação, como um grande potencial eleitoral. Este é o objeto da minha atual pesquisa.


CC: Quem construiu essa imagem de um líder fraco e sem apoio?

LAD: Por ser um homem de personalidade mais retraída, em busca do consenso, Goulart pode ter passado essa impressão de fragilidade. O jornalista Elio Gaspari, no livro A Ditadura Envergonhada, ajuda a consolidar essa imagem. O presidente é apresentado como um “pacato vacilante”, que beira à covardia. O curioso é que a mesma obra, um pouco mais adiante, diz que Goulart se articulava para sair candidato em 1965. É uma contradição lógica. Não faz sentido imaginar que alguém que não via a hora de o mandato acabar, como diz Gaspari, estivesse engajado no projeto de alterar a Constituição e disputar a reeleição. Mas, de certa forma, a mídia contribuiu muito para difundir essa tese falaciosa de que Jango não tinha apoio popular.


CC: Como o senhor avalia a participação da mídia no golpe?



LAD: Em 2010, publiquei um capítulo no livro História do Estado de São Paulo, organizado por João Ricardo de Castro Caldeira e Nilo Odalia, no qual analiso a postura da Folha e do Estado de S. Paulo no período anterior ao golpe. As reportagens e os editoriais enfatizavam o isolamento de Goulart e a oposição da população às reformas de base, consideradas demagógicas. À exceção do Última Hora de Samuel Wainer, todos os jornais de expressão nacional clamavam por uma intervenção das Forças Armadas, sempre em nome da opinião pública. É interessante, pois os militares, em seus livros de memória, usam esse apoio como justificativa: eles só agiram porque a população pediu. As pesquisas do Ibope provam o contrário.

CC: Por que elas não foram divulgadas à época?


LAD: É possível que elas não tenham sido divulgadas porque não deu tempo de tabular os resultados. O golpe ocorreu dias após o trabalho de campo. Mas sou tentado a acreditar que elas só demoraram quatro décadas para vir a público porque contrariavam o discurso da mídia e os interesses dos contratantes, a exemplo da Federação do Comércio do Estado de São Paulo. Apenas em 2003, quando o Ibope doou seu acervo para a Unicamp, dados parciais de duas pesquisas foram divulgados pela imprensa.


CC: O que revelavam essas pesquisas?

LAD: A primeira, sem indicação de contratante, revelava amplo apoio à reforma agrária, com um índice superior a 70% em algumas capitais. A outra, realizada em São Paulo a pedido da Fecomercio na semana anterior ao golpe, apontava que 72% da população aprovava o governo Jango. Entre os mais pobres a popularidade alcançava 86%. Esse mesmo estudo revela que 55% dos paulistanos consideravam as medidas anunciadas por Goulart no Comício da Central do Brasil, em 13 de março, como de real interesse para o povo. Mas o acervo doado pelo Ibope é muito maior. Coletei mais de 500 páginas de pesquisas feitas entre 1961 e 1965 a revelar a dimensão do apoio popular a Jango e como ele tinha grandes chances de vitória caso disputasse as eleições.


CC: Esse apoio era sólido o bastante para garantir uma vitória?

LAD: Tenho elementos para acreditar que sim. Em junho de 1963, Jango era aprovado por 66% da população de São Paulo, desempenho superior ao do governador Adhemar de Barros (59%) e do prefeito Prestes Maia (38%). Além disso, uma pesquisa eleitoral realizada em março de 1964 revela que, caso fosse candidato no ano seguinte, Goulart teria mais da metade das intenções de voto na maioria das capitais pesquisadas. Apenas em Fortaleza e Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek tinha porcentuais maiores.

(…)

Elio Gaspari, colonista (*) de múltiplos chapéus, é o exemplar mais exuberante da Escola do Historialismo Brasileiro – não é História nem Jornalismo.
Escreveu vasta obra para demonstrar que Geisel e Golbery são o Washington e o Thomas Jefferson da Democracia brasileira, os Pais Fundadores.
Para comprová-lo, Gaspari diz que, além de vacilante e articular um Golpe de Estado sem provas, Jango caiu porque gostava de pernas – de coristas e de cavalos.
Clique aqui para ler sobre “Prata e os colonistas brasileiros”.
E aqui para assistir aos imperdíveis “Dossiê Jango”, de Paulo Henrique Fontenelle ; e “O dia que durou 21 anos”, de Camilo Tavares .
Fontenelle e Tavares mostram por que o Historialismo foi longe demais.
Por que a versão da ditabranda benigna, onisciente é uma impostura.
Clique aqui par ver como dinheiro que veio de um banco americano convenceu o general Kruel a trair Jango .
Clique aqui para comprovar com o Bessinha que a Folha (**) está de luto profundo .
Em tempo: Mauricio Dias, numa reportagem na IstoÉ, já tinha elementos para provar que, quando o PiG (***) e os Estados Unidos derrubaram Jango, a popularidade dele era alta :  – O sociólogo Antonio Lavareda talvez não se lembre, mas deu entrevista a Mauricio Dias em que contou que Jango caiu quando, no instituto americano Gallup, sua popularidade e das Reformas de Base eram es-pe-ta-cu-la-res !
Paulo Henrique Amorim


(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(***) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.