Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

TEMER, O PRESIDENTE QUE NÃO OUSA SAIR NA RUA

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Ministro da Saúde é vaiado em Congresso Mundial de Medicina

Rodrigo Nunes/MS

O ministro Ricardo Barros, da Saúde, foi chamado de "golpista" e vaiado nesta quarta-feira 2 durante o Congresso Mundial de Medicina de Família e Comunidade, realizado no Rio de Janeiro; a conferência reúne médicos de 80 países; da plateia, também houve gritos de "SUS sim, PEC não" e "Fora Temer"; assista ao vídeo 

247 - O ministro da Saúde, Ricardo Barros, foi vaiado durante o Congresso Mundial de Medicina de Família e Comunidade, realizado no Rio de Janeiro entre os dias 2 e 6 de novembro, no Riocentro.
Da plateia, houve gritos de "golpista", "Fora Temer" e "SUS sim, PEC não".

Promovida pela Organização Mundial de Médicos de Família (World Organization of Family Doctors) e pela Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), a conferência reúne médicos de 80 países.

Confira o vídeo do momento da vaia:

https://twitter.com/heiderpinto

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Para fugir de vaia, Temer não irá ao encerramento da Rio 2016

247 - O presidente interino, Michel Temer, decidiu não participar da cerimônia de encerramento das Olimpíadas. Em virtude da fase final do processo de impeachment no Senado Federal e das vaias que sofreu durante a abertura dos Jogos, Temer decidiu não participar da festa com receio de mais desgaste a sua imagem. 

Em decorrência da desistência de Temer, o Palácio do Planalto pediu ao Ministério de Relações Exteriores um levantamento sobre o protocolo de presença na cerimônia. A resposta do Palácio do Itamaraty foi que não é comum o comparecimento de chefes de estado no evento de encerramento. 

Com isso, o governo brasileiro terá que encontrar uma alternativa para promover o encontro bilateral entre Temer e o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe, que estará no Rio de Janeiro para a cerimônia. Caso o primeiro-ministro não consiga se deslocar para a capital federal, o peemedebista poderá viajar para o Rio de Janeiro, mas apenas para participar do encontro.

domingo, 7 de agosto de 2016

Não nos iludamos com as vaias ao interino

 
 : <p>Presidente em Exercício Michel Temer e o Governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão durante cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 (Rio de Janeiro - RJ, 05/08/2016) Foto: Beto Barata/PR</p>
 
Confesso: ontem vibrei quando ecoaram as vaias ao interino, durante os 10 segundos de sua aguardada alocução na abertura das Olimpíadas. 
 
É sempre prazeroso ouvir uma retumbante desaprovação pública a um político que não tem nenhum apreço à democracia, nem respeito ao eleitor e suas escolhas.
 
Mas, não nos enganemos. Ontem, no Maracanã, o público que vaiou Temer é do mesmo perfil socioeconômico e demográfico daquele que há algum tempo vaiou e vomitou impropérios contra a presidenta legítima e constitucional, Dilma Rousseff. Naquela ocasião, as vaias e os xingamentos de um banco de imbecis e covardes escancaram para o mundo que os segmentos abastados e de classe média conservadora no Brasil não respeitam a democracia, os representantes legitimamente eleitos e, no caso, não escondiam o nível de misoginia, preconceito, ódio e deseducação dessa parte de endinheirados e escolarizados. Dilma comportou-se estoicamente. Temer, ontem, postou-se como os machões da política nacional que, quando - muito raramente - são pegos com as calças curtas, agem como ovelhinhas e pedem arrego no colo da mamãe...
 
Portanto, as vaias de ontem não expressam a desaprovação do público ao presidente golpista, suas práticas, seu grupo, seu governo. Demonstram que segmentos majoritários de nossas elites econômicas, sociais, políticas, religiosas, culturais não têm nenhum apreço à democracia; criminalizam a política; não têm pudor em afrontarem as autoridades constituídas, principalmente quando seus interesses de classe são contrariados. Enfim, são segmentos poderosos que não estão comprometidas com governos que atuem em benefício público, social e coletivo.
 
Muito provavelmente, o que ocorreu ontem pode ser explicado a partir dos conceitos de comportamento coletivo, portanto espontâneos e pontuais, e/ou ações coletivas, que congregam interesses comuns (no caso, o desdém à política e à democracia), derivando na vaia apoteótica. Mas, certamente, não há motivação política na base do protesto - que cumpriu papel importante ao publicizar para o mundo o golpe em curso no país.
 
Não pensemos que será dos brancos, endinheirados, da zona sul carioca e dos turistas visitantes que superaremos o golpe e suas consequências à democracia brasileira.
 
Se a vaia a Temer aplacou um pouco nossa ira coletiva em relação ao interino, e desopilou nosso fígado, não nos deixemos iludir pela ocasião. A festa foi bonita; os brasileiros não precisam ter complexo de vira-latas, mas o fato político mais importante da abertura da Olimpíadas foi o descomunal desprezo da comunidade internacional ao governante de plantão. As inúmeras cadeiras reservadas às autoridades vazias; a pouca significância das autoridades presentes no evento e o desdém generalizado ao interino amedrontado mostraram que o mundo já rejeitou o golpe. Agora, só falta o Brasil...

Globo fabrica “aplausos” a Temer junto a vaia estrondosa na abertura da Olimpíada


olimpiada

Não existe país que sedie um evento do porte das Olimpíadas de 2016 sem que ocorram problemas e questionamentos quanto ao custo ou organização das obras.

A poucos dias do início das Olimpíadas de Londres (2012), por exemplo, o governo britânico teve que enviar 3.500 soldados das forças armadas do Reino Unido para reforçarem a segurança após a empresa responsável dizer que não seria capaz de cumprir com o contrato e garantir a paz durante o evento.

Houve atraso em várias obras e, como aqui, muitas foram concluídas em cima da hora.

A apenas quatro dias da cerimônia de abertura, o sistema de Metrô da capital britânica sofreu com diversos problemas. Três das principais linhas que levam à região da Vila Olímpica tiveram complicações e não funcionaram normalmente, atrapalhando a fluidez do trânsito londrino.

A abertura das Olimpíadas de 2016, porém, emocionou o mundo. A mensagem de congraçamento entre os povos e de preocupação com o meio ambiente foi singela e profunda. A delegação brasileira entrou triunfante, numerosa, explodindo em alegria como convém a um país continental como o nosso.

Mas houve um show menos edificante para olhos e ouvidos mais atentos. Um show de covardia e de manipulação jornalística.

A covardia ficou por conta dele mesmo, de Michel Temer, quem, antes do evento, dizia-se “preparadíssimo” para as vaias, mas, na hora agá, não decepcionou e… decepcionou!

Pela primeira vez em uma olimpíada o presidente do país-sede não foi anunciado na cerimônia de abertura. Para evitar as vaias, Temer pediu à organização do evento que não citasse seu nome.

Contudo, após a fala do presidente do Comitê Rio-2016 Carlos Arthur Nuzman, Temer fez uma fala rápida para anunciar que os jogos estavam abertos. Seguiu-se uma sonora vaia. Ao fundo, porém, ouviram-se alguns aplausos: eram do camarote onde o presidente interino estava, que a Globo fez ecoarem junto às vaias de modo a que Galvão Bueno pôde anunciar “alguns aplausos”.

Veja o anúncio de Galvão e, em seguida, o vídeo em que a Globo reduz o volume das vaias e aumenta o dos aplausos do camarote de Temer.

Versão da Globo






quinta-feira, 21 de agosto de 2014

“Éticos” da direita paulista pagaram cartazes anônimos para ter vaia a Dilma no Itaquerão

cartaz

Depois de quase três meses em sigilo, ficamos sabendo, pelo Estadão, que 20 mil  cartazes foram distribuídos à entrada do Itaquerão, na abertura da Copa, atacando e pedindo manifestações contra Dilma Rousseff.

O apelo era explícito: “Na hora do Hino Nacional abra este cartaz e mostre para todos que está na hora do Brasil  vencer de verdade”.

Foram pagos pela empresa Multilaser, pertencente a Alexandre Ostrowiecki e Renato Feder.
Dois yuppies que, imaginem só, mantêm um site em que avaliam a eficiência e a ética dos políticos.
É claro que  quase só entram ali os parlamentares de direita ou os que se dizem de esquerda mas, na prática, acompanham as políticas da direita.

Então foi assim que se preparou a “manifestação espontânea” de grosseria no jogo inaugural da Copa?
É assim que dois empresários que, inclusive, gozam de incentivos fiscais, gastam o dinheiro que a União deixa de recolher em impostos?

Porque quem pagou não foram eles, do bolso próprio, mas a empresa.

Com direito a abater nos impostos que ambos maldizem.

A empresa, aliás, não deve ter do que reclamar dos impostos, pois diz o Estadão que “segundo balanço de demonstrações financeiras da Multilaser publicado no Diário Oficial de 27 de março, o item “reserva de lucros” aumentou de R$ 51 milhões em 2012 para R$ 128 milhões em 2013″.

Um crescimento nada mau de 151% nos ganhos dos pobres coitados que dizem estão carregando o Estado brasileiro nas costas.

Mais cara de pau, só a da nossa imprensa, que  tinha um esquadrão de repórteres pronto para encontrar qualquer montinho de terra que ajudasse a dizer que a festa era um desastre, mas não foi capaz de ver a distribuição de milhares de cartazes que, é só olhar, não tinham nada de espontâneos.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

DEFICIENTE NO MARACANÃ VAIA A ELITE BRANCA A Evita Perón se referia a eles como “oligarcas de mierda”.

O amigo navegante chegou de carro ao Maracanã e se dirigiu à entrada de “deficientes físicos”.

Não é autoridade nem cartola – um espectador comum, portador de ingresso como qualquer outro – ou seja, caro.

Um carro elétrico o conduziu até uma cadeira de rodas.

Da cadeira de rodas, ao assento marcado, com a ajuda de um steward.

No intervalo, com a ajuda de um steward, foi ao banheiro de deficientes.

Limpo.

Se quisesse podia se sentar. Lavou as mãos com sabonete e se enxugou com papel.

Na saída, foi levado do assento à cadeira de rodas e, de lá, ao carro elétrico, e ao carro que o esperava.

Essa, a Copa das Copas.

Lá dentro, o amigo navegante se impressionou com a hostilidade à Dilma.

De brasileiros – muitos bêbados – brancos.

Muitos que não assistiam ao jogo: iam lá pra cima tomar Budweiser.

Não havia um negro na plateia de um estádio que fica na porta da favela da Mangueira.

Vaiaram a Dilma e hostilizaram os argentinos com uma agressividade incomum.

O amigo navegante vaiou os que vaiavam a Dilma.

E vaiou os que xingavam os argentinos.

Um argentino, com um filho, no intervalo, perguntou a ele, depois que o viu reagir: por que essa agressividade contra nós ?

A mulher do amigo navegante, ao lado, respondeu: é inacreditável.

São uns ignorantes, disse o amigo. Saíram do Sul dos Estados Unidos, no século retrasado.

Observou o ansioso blogueiro: por isso que a Cristina K não veio ver final: para não ser vaiada por aqueles que a Evita Perón chamava de oligarcas de mierda !


Paulo Henrique Amorim


A ELITE BRANCA SE ESCONDE COMO OS BLACK BLOCS


    Em outubro, a Dilma vai tirar o badalo da elite branca.
    A elite branca vaiou a Presidenta no Maracanã, como tinha feito, também ali, sob a batuta de Cesar Maia, com o Presidente Lula, na abertura dos Jogos Pan-Americanos.

    E a Presidenta Dilma no Itaquerão.

    Foi a elite branca, mesmo, como reafirmou a Presidenta a uma repórter de GloboNews.

    A elite branca tem a Ética dos black blocs.

    Faz vandalismo sem rosto.

    Se escondeu sob o anonimato de 75 mil espectadores no estádio mais bonito do mundo, num entardecer da Cidade Maravilhosa !

    (Ela dá azar quando se pronuncia nos camarotes reservados do Itaúúú.)

    O Beltrame tirou o badalo da Sininho.

    A Copa se encerrou gloriosamente como a Copa de todas as Copas !

    As manifestações deram num traque.

    A Dilma vai levantar o capuz da elite branca no primeiro turno das eleições.

    E tirar-lhe o badalo.


    Paulo Henrique Amorim

    quarta-feira, 25 de junho de 2014

    Gilberto Carvalho, Lula e a “elite branca”


    A manifestação raivosa e literalmente obscena contra Dilma Rousseff na Arena Corinthians durante a cerimônia de abertura da Copa foi interpretada de formas diametralmente opostas pelo ministro da

    Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e pelo ex-presidente Lula.

    Para o primeiro, o segundo errou ao avaliar que os insultos partiram da “elite branca”, que pôde pagar, em média, mil reais para assistir à cerimônia, confortavelmente instalada na “área VIP” do estádio.

    A Folha de São Paulo, que faz oposição cerrada a Dilma, não perdeu tempo e estampou o diagnóstico de Carvalho em manchete principal de primeira página – a tese dele reforça a teoria da oposição midiática, de que Dilma “já perdeu”.

    Segundo relatos esparsos de leitores que estiveram no local, porém, os insultos à presidente teriam partido do camarote do Itaú. Carvalho não discute. Acha que, assim mesmo, nos setores populares também há muita gente com raiva dela

    O diagnóstico de Carvalho, que virou manchete na Folha, foi feito durante reunião entre ele e blogueiros, uma reunião à qual este que escreve não pôde comparecer por razões particulares.

    Carvalho diagnosticou que as críticas da mídia ao governo Dilma, que as camadas mais altas da sociedade compraram há muito, começam a “escorrer” para as camadas mais baixas, razão pela qual julga que o ataque à presidente no “Itaquerão” não pode ser debitado só à tal “elite branca”.

    A Folha de São Paulo correu para entrevistar Carvalho, prevendo que poderia obter mais munição contra Dilma. Na segunda-feira (23), publicou a entrevista.

    Nessa entrevista, ele não só reafirmou sua discordância de Lula quanto à origem dos insultos a Dilma, mas aprofundou uma tese à qual Folha tratou de dar grande publicidade: “O PT erra no diagnóstico sobre a insatisfação com o governo”.

    Um trecho da entrevista de Carvalho à Folha revela como ele se contaminou com essa teoria.

    “(…) Quando chego em Curitiba (sic) e encontro um garçom falando que o PT é o mais corrupto da história. Quando vejo em Fortaleza meninos cobrando a questão da corrupção. Quando vi no metrô meninos entrando e puxando o coro do mesmo palavrão usado no estádio, não posso achar que é um fenômeno apenas na cabeça daquilo que está se chamando de elite branca (…)”
    A Folha, espertamente, questionou Carvalho sobre a origem da teoria sobre a “elite branca”. Lembrou que “Foi Lula quem puxou esse discurso”. O ministro diz que “não quer polemizar com Lula” e que seu objetivo foi “alertar” – supostamente o PT e o próprio Lula – para o que chamou de “generalização da insatisfação”.

    Carvalho é um dos ministros mais próximos a Dilma – trabalha em sala contígua à da presidente. É um quadro antigo do PT. Não se entende por que esse alerta teve que ser feito publicamente. Pareceu ingenuidade…

    Seja como for, na terça-feira a Folha publica mais um trecho da entrevista com o ministro. Nesse trecho, ele relata encontro que manteve com um grupo de trinta black blocs – desde que esses espécimes começaram a promover vandalismo, Carvalho tem mantido interlocução com eles na esperança de enfiar algum juízo em suas cabeças vazias.

    O ministro cometeu o mesmo erro que muitos que se aproximaram dessa turma ligada a partidos à esquerda do PT vêm cometendo, o erro de encarar a visão política dessa meninada como visão do povo.

    Não é o caso de Carvalho, é preciso dizer. Ele sabe muito bem que esses protestos violentos são um grande erro. Mas muitos homens e mulheres maduros, já na quinta ou sexta década de vida, deixaram-se seduzir pela juventude e pelo idealismo boboca de pretensos revolucionários, garotos que não fazem a menor ideia do que é lutar de verdade contra a opressão e que se acham verdadeiros “Che Guevaras” por quebrarem algumas vitrines de lojas de carros e caixas-eletrônicos.

    Porém, o que pode ter impressionado Carvalho certamente foi encontrar jovens pobres entre um movimento que teve origem nas universidades, onde professores ligados a partidos de extrema esquerda enfiaram esse lixo importado do Norte do planeta (a tática black bloc) na cabeça dos alunos. Assim, jovens pobres foram no embalo, atraídos pelo clima de rave (festas de estudantes) das “jornadas de junho”. E nada mais.

    A partir da popularização dos protestos, ano passado, alguns líderes de movimentos sociais ligados aos mesmos partidos de esquerda viram oportunidade de colher frutos para suas legítimas demandas.

    A visão de Carvalho se baseia nesse ambiente. A de Lula, em uma vida inteira e em sua origem entre a pobreza.

    Aonde quero chegar: é um erro confundir com o povo esses movimentos da esquerda ultrarradical que admitem em seus protestos o que há de pior na ultradireita, contanto que neonazistas e outros energúmenos ajudem a provocar caos no trânsito e a quebrar tudo.

    O povo mesmo, tem falado muito pouco. Quem é pobre e melhorou de vida, mas vive exposto aos ambientes da elite, acaba indo no embalo. Mas a maioria do povo nem chega perto da elite, seja nas universidades, seja nos locais em que pobres vão lhe prestar serviços.

    Nas grandes cidades, a situação é pior. Sobretudo em Estados como São Paulo, onde a vida piorou muito devido aos governos do PSDB, que deixaram o transporte público chegar a uma situação de caos, que transformaram a escola e os hospitais públicos em lixo.

    Nenhum governo federal conseguirá promover grandes melhoras em áreas que são da competência municipal e estadual.

    Mas veja, leitor, a situação em São Paulo: Fernando Haddad está promovendo uma revolução nos transportes com os corredores de ônibus. Outras medidas simples serão tomadas. Apesar de o governo dele ter problemas para se comunicar, lá pelo quarto ano de governo a população paulistana sentirá a diferença.

    Seja como for, há que fazer o povo entender que o governo federal comanda, precipuamente, a política econômica, estimula investimentos, empreende grandes projetos nacionais, mas a administração cotidiana da saúde, da educação, do transporte público é responsabilidade de prefeitos e governadores.

    Contudo, essas manifestações tresloucadas acabaram empurrando para o governo federal – e, consequentemente, para o PT – uma culpa que até pode ser, também, do partido desse governo, mas que também é de todos os outros partidos.

    Nos grandes centros urbanos como São Paulo, a vida tornou-se um inferno devido ao governo do Estado e aos governos municipais. Governos de todos os partidos. Premidos por grandes dívidas, Estados e municípios não conseguem enfrentar os problemas, que vão se avolumando.

    Contudo, em uma coisa concordam Lula, Gilberto Carvalho e este blogueiro: a comunicação do governo Dilma é que permitiu que a mídia empurrasse para o governo federal uma responsabilidade que não é dele.
    Tendo, porém, a concordar com Lula quanto à questão da “elite branca”. Ela e os pobres que influencia estão longe de ser o povo, estão longe de ser maioria. Mas claro que não será fácil Dilma vencer a eleição presidencial que se avizinha.

    Contudo, se a campanha da reeleição for incisiva contra as críticas injustas, e se souber refrescar a memória dos adultos e mostrar aos garotos o que era o Brasil até 2002, dificilmente  o PSDB conseguirá tirar proveito dessa insatisfação de setores da sociedade.

    Nesse contexto, o sucesso da Copa e os excessos dos revolucionários de butique já estão abrindo os olhos de muita gente.

    Esses cinquentões ou sessentões da academia ou do jornalismo que diziam orgulhosamente que apoiavam os protestos tresloucados contra a Copa, já estão fechando os bicos e fazendo cara de paisagem.

    Esse caso específico da Copa está sendo subestimado pela direita truculenta e pela esquerda abilolada. O Brasil e o mundo já perceberam como têm havido exageros nas críticas ao governo Dilma. O efeito político disso ainda não pode ser mensurado, mas não será pequeno.

    domingo, 22 de junho de 2014

    Cinco derrotas e um lance decisivo



    Da ampliação da democracia depende a sorte das famílias assalariadas, a repartição da renda e a cota de sacrifícios em um novo ciclo de crescimento.

    por: Saul Leblon 

    Arquivo

















    Muitas vezes,  a janela  mais panorâmica de uma época não se  materializa no indispensável esforço conceitual para descortinar  a sua essência,  mas em um evento simbólico catalisador.

    O passo seguinte da história brasileira carece  ainda dessa síntese que contenha as linhas de passagem para um novo ciclo de desenvolvimento.

    A  simplificação analítica,  o simplismo  ideológico  são incompatíveis com essa sinapse entre o velho e o novo, projetando-se mais por aquilo que dissipam do que pelo que agregam.

    Nenhum polo do espectro político está imune a essas armadilhas. Mas até pela supremacia do seu poder emissor é o conservadorismo que tem liderado o atropelo da tentativa e erro nesse embate.

    Durante meses,  por exemplo, o imperativo ‘não vai ter Copa’ –e tudo aquilo que ele encerra de denuncismo derrotista--  reinou soberano  na mídia como uma metáfora esperta  do ‘não vai ter Dilma’.    

    Quando os fatos desmentiram a pretensa equiparação do Brasil a um Titanic  -- a Copa ,independente da seleção, é um sucesso de público, de infraestrutura e de qualidade esportiva--   partiu-se para algo mais  explícito.

    O camarote vip do Itaú  –o banco central do conservadorismo – entrou em cena para mostrar os sentimentos profundos da elite em  relação ao país. 

    Repercutiu,  mas não pegou.

    Embora o martelete midiático tenha disseminado a bandeira do antipetismo bélico, a ponto de hoje contagiar setores populares, como admite  --e  sobretudo adverte--   o ministro Gilberto Carvalho (leia nesta pág.),   o fato é que esse trunfo conservador  não reúne a energia necessária para  inaugurar  uma nova época.

    A grosseria dos finos  exala, antes,  seu despreparo  para as tarefas do futuro.

    Não quaisquer tarefas.

    O país se depara com uma  transição de ciclo econômico marcada por uma correlação de forças  instável,  desprovida de aderência institucional , ademais de submetida à determinação de um  capitalismo global  avesso a  outro ordenamento  que não  o vale tudo dos mercados. 

    Um desaforo tosco é o que de mais eloquente as ‘classes altas’ tem a dizer sobre a sua capacitação para lidar com esse supermercado de encruzilhadas históricas.

    Não é o único senão.

    Nas últimas horas ruiu também a simbologia conservadora da retidão heroica e antipetista,  atribuída  à figura de Joaquim Barbosa.

    Na última 3ª feira, o presidente do STF  jogou a toalha respingada de ressentimentos, ao abandonar  a execução da AP 470.

    Não sem antes  grunhir, em alemão, o menosprezo pelas questões mais gerais da construção da cidadania no país.

    ‘Es ist mir ganz egal' , sentenciou sobre as cotas reclamadas por negros e índios no Judiciário.

    'Para mim é indiferente; não estou nem aí’.

    Esse, o herói dos savonarolas de biografia inflamável.

    Seria apenas o epitáfio de um bonapartismo  destemperado, não fosse, sobretudo,  a versão germânica da  indiferença social.

    A mesma  inscrita no jogral dos  que se avocam à parte e acima daquilo que distingue uma nação de um ajuntamento humano: a pactuação democrática de valores e projetos que selam um destino  compartilhado. 

    O particularismo black bloc enfrenta agora seu novo revés no terreno da inflação. 
    Seja pela eficácia destrutiva da maior taxa de juro do planeta (em termos nominais o juro  brasileiro só perde para o da Nigéria), seja pelo espraiamento das anomalias climáticas  no mercado de alimentos, o fato é que os principais índices de inflação desabam.

    E com eles a bandeira ‘popular’ de Aécio e assemelhados.

    Mas há uma variável ainda mais adversa ao conservadorismo no plano  da economia política.

    O fato de o país viver um quadro de pleno emprego dá ao campo progressista  um trunfo inestimável na negociação de um novo ciclo de crescimento.

    Uma coisa é negociar com trabalhadores espremidos em filas de desempregados vendendo-se a qualquer preço. Outra, faze-lo  em um mercado em que a demanda por mão-de-obra cresceu mais que a população economicamente ativa nos últimos anos.

    O conjunto fragiliza um  certo fatalismo com devotos dos dois lados da polaridade política,   que encara as eleições como uma formalidade incapaz de alterar  o  calendário do arrocho, com o qual o país teria um encontro marcado  após as eleições.

    Tudo se passa, desse ponto de vista, como se houvesse uma concertación não escrita  à moda chilena que tornaria irrelevante o titular da Presidência, diante dos  limites  impostos  pela subordinação do Estado  aos  imperativos dos mercados local e global.

    É essa, um pouco,   a aposta  da candidatura Campos, que se oferece à praça e à  banca como a cola ambivalente  capaz de dissolver os  dois lados da disputa em um tertius eficiente e confiável.

    O fato de ter fracassado até agora  não implica o êxito efetivo  do campo progressista em se libertar  da  indiferenciação   que  rebaixa o papel da democracia na definição do futuro.

    Os desafios desse percurso  não podem ser subestimados.

    De modo muito grosseiro, trata-se de modular um estirão  de ganhos de produtividade (daí a importância  de se fortalecer seu principal núcleo irradiador, a indústria, ademais da infraestrutura e da educação)  que financie  novos degraus de acesso  à cidadania plena.

    A força e o consentimento necessários para conduzir  esse  ciclo --em uma chave que não seja a do arrocho--  requisitam um salto de discernimento e organização social  que assegure   o mais amplo debate sobre metas, prazos, compromissos, concessões, conquistas  e  salvaguardas.

    Não se trata, portanto,  apenas de sobreviver  à convalescência do modelo neoliberal.

    O que está em jogo é erguer  linhas de passagem para um futuro alternativo  à lógica do cada um por si, derivada  de determinações históricas devastadoras  que se irradiam da supremacia global das finanças desreguladas, para todas as dimensões da vida, da economia e da sociabilidade em nosso tempo.

    A dificuldade de se iniciar esse salto  advém, em primeiro lugar, da inexistência de um espaço democrático de debate  em que os interesses da sociedade  deixem de figurar apenas como um acorde dissonante no monólogo da restauração neoliberal.

    Cada um por si, e os mercados por cima de todos,  ou a árdua construção de um democracia social negociada?

    É em torno dessa disjuntiva que se abre a  janela mais panorâmica da encruzilhada brasileira nos dias que correm.

    Da ampliação da democracia participativa depende o futuro dos direitos trabalhistas, a sorte das famílias assalariadas, a repartição da renda e a cota de sacrifícios entre as classes sociais na definição de um novo ciclo de crescimento.

    É essa moldura histórica que magnifica a importância da Política Nacional de Participação Social anunciada agora pelo governo.

    Para que contemple as grandes escolhas  do nosso tempo, porém, é  crucial que o governo não se satisfaça em  tê-la apenas como um aceno de participação ou um ornamento  da democracia.

    Os desafios são imensos. Maior, porém, é a responsabilidade do discernimento  que sabe onde estão as respostas e tem  o dever de validá-las. 

    quarta-feira, 18 de junho de 2014

    Teoria do garoto da Veja vira piada para jornalista do LA Times

    Teoria do garoto da Veja vira piada para jornalista do LA Times

     
    O garoto do site da Veja, Rodrigo Constantino deve ter deixado muita gente constrangida na editora. Após surfar pela rede, acreditou ter descoberto o ouro e disparou em sua coluna o texto “O logo vermelho da Copa”, em que pergunta ao leitor se “é paranoia ficar esquentando com esse 2014 em vermelho?" (ops) e continua "um leitor vai além, e diz que logo abaixo do número temos claramente a letra L em amarelo, referência ao ex-presidente Lula”.

    Leia também: Alceu Valença desmente presença no jantar de apoio a Aécio Neves.
    O próprio colunista reconhece que o "amarelo L" é demais (ainda bem), mas não recua em suas considerações quanto 2014 vermelho. “Propaganda subliminar? Provavelmente. Funciona? Deixo a resposta com os especialistas do ramo. Aqui, apenas desabafo, mostrando minha indignação com esse logo que pula diante de meus olhos a todo momento, com esse vermelho gritante e destoante que marca o ano eleitoral em que estamos. Não deveria ser… azul?" (podemos rir?).

    E não é que o corresponde do LA Times aqui no Brasil, Vincent Bevins leu a pérola e resolveu mostrar sua perplexidade diante de tal “teoria da conspiração” do garoto Veja!. “Oh Lord. Brazil columnist arguing the red “2014” in World Cup logo is obvious socialist propaganda MT” (Oh Deus, colunista brasileiro defendendo que o vermelho 2014 na logo da Copa do Mundo é obviamente uma propaganda socialista). Ele ainda compartilhou os risos que arrancou de um de seus seguidores e também a sugestão de outro, para que Constantino verificasse o contrato junto com a agência que criou a arte.

    Pelo visto, a má impressão que ficará para a imprensa estrangeira é da duvidosa linha editorial de alguns periódicos brasileiros. Então #ficaadica (link is external). Após surfar na internet, vale pesquisar um pouco mais sobre o tema.



    MAIS UMA:

    ESSA ANTA DO DIOGO MAIMERDA, DIGO, MAINARDI , NÃO SE CANSA DE APANHAR, PARECE MULHER DE MALANDRO. MAS, QUEM É ESSE BUNDINHA ?



    segunda-feira, 16 de junho de 2014

    Senhores sabidos, cadê o fracasso retumbante da Copa?

    copadascopas
    Termina hoje a primeira rodada da fase inicial da Copa.
    Onze dos 12 estádios já tiveram jogos, sem qualquer problema significativo, embora tenhamos legões de repórteres procurando defeitos.
    Multidões de argentinos, colombianos, holandeses e gente de todas as partes chegaram nos aeroportos, que funcionaram sem contratempos.
    Com algumas dificuldades, aqui e ali, todos chegaram nos estádios em paz e com tranquilidade.
    O “imagina na Copa” perdeu de goleada para a realidade.
    O que não funcionou, aliás, em geral foram as obrigações da Fifa e seu “padrão”: a festa pífia da abertura e o “mico” de ontem no Beira-Rio, quando o sistema de som engasgou na Marselhesa, que ainda será cantada a plenos pulmões, como foi, por milhões em todo o mundo, pelo que significou com para os povos a Revolução Francesa.
    O Brasil experimenta um clima festivo e alegre como poucas vezes.
    E o que se passa dentro e em torno dos campos mereceu hoje, do site inglês Eurosport, uma das maiores redes esportivas da Europa,  onde se  diz que, em quatro dias, esta caminha para ser a melhor copa de todos os tempos.
    Claro que cabem discussões sérias e responsabilidade no que se gastou e gasta para no evento diretamente, embora a maior parte dos gastos sejam em obras que servem á população e sóo eventualmente ao torcedores.
    Mas todo mundo sabe e sabia que negociar com uma máfia como a Fifa não seria, propriamente, trabalhar ao lado de Mahatma Ghandi ou da Irmã Dulce.
    Ou alguém achava que fazer a Copa poderia ser um “churrasquinho na laje”, como nós gostamos de fazer e o que, aliás, não nos tira um grama da nossa alegria simples e focada nas pessoas.
    Como perguntou muito bem o Florestan Fernandes Jr. no GGN, “onde estavam ontem os políticos que festejaram a escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014? Onde estavam: Lula, Sérgio Cabral, Eduardo Campos, Aécio Neves, José Serra, Jaques Wagner, Yeda Crusius, Cid Gomes, Carlos Eduardo de Sousa Braga, Wilma de Faria, Roberto Requião, José Roberto Arruda, Blairo Maggi? Onde estava Marina Silva que queria uma sede no Estado dela, o Acre? Onde estavam os prefeitos, senadores, deputados, âncoras de televisão e rádio que queriam tanto a Copa do Mundo? Onde estavam os prefeitos e governadores responsáveis pelas obras exigidas pela Fifa?”
    Todo mundo na toca, embora a Lula, pelo seu tamanho político, não coubesse mesmo se substituir à primeira mandatária do país. E ele ainda teve a coragem de protestar contra a “babaquice” da imprensa de achar que os estrangeiros exigiriam ser carregados no colo até dentro dos estádios…
    Foi Dilma Rousseff quem botou a cara para as Donas Lalá, da “área VIP” a xingarem.
    Ficamos nisso, nos de “barriga-cheia” que ganharam ingressos da Globo, do Itaú e de outros patrocinadores e os de “cabeça-vazia” que juntam umas dezenas de babacas para ir arrumar confusão na porta dos estádios, nenhum deles capaz de entender as regras básicas de convivência.
    Aliás, a direita hidrófoba ainda quer que a agradecendo por estar “apenas” mandando pessoas irem “tomar”, quando diz que poderia ser pior e estar nos “protestos” de gatos pingados.
    É a versão chique do “poderia estar roubando, poderia estar matando, mas estou apenas…”
    Ontem, duas horas e pouco antes do jogo da Argentina, passei próximo ao Maracanã com meu filho pequeno e,  sozinho, meia hora depois.
    Uma festa em azul e branco, vestido por argentinos e por muitos brasileiros.
    Ruas cheias, bares lotados, sorrisos e alegria.
    Claro, teve uns grupinhos de “barrabravas” castelhanos e nacionais, fazendo confusão. Assim como tem na Inglaterra e na Holanda.
    A diferença é que aqui, ao longo de mais de um ano, isso foi insuflado pela mídia e pela oposição.
    Só vi isso antes na construção do Sambódromo, em 1983, com Brizola, naquela ocasião com (além da Globo) o Governo Federal sabotando, ao ponto de o porta-voz de Figueiredo, o senhor Carlos Átila, declarando à imprensa que torcia para chover muito durante o Carnaval.
    Os fatos, porém, os fatos têm uma força que se impõe sempre, sobretudo quando se age com coragem e sem se deixar intimidar.
    Mas paro por aqui, senão começo a elogiar a seleção da Holanda, garfada com um pênalti que provocou menos de 1% da indignação do sofrido por Fred.
    Que praticou uma antiquíssima e esquecida regra  para proteger sua defesa relativamente inexperiente.
    Atacou, atacou e atacou.
    Com juízo e sem imprudência, mas absolutamente corajosa diante do supostamente imbatível “tic-tac” da poderosa Espanha.

    sexta-feira, 13 de junho de 2014

    Lula: comem muito e perdem a educação Ele era pobre e não perdia o respeito a Presidente


    Colonista (*) social do Estadão gritou em coro

    Era convidada “especial” do Itaú.


    Para a Sonia: FHC dedica foto a colonista social

    Lula comenta no Piauí xingamentos à presidenta Dilma



    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve nesta tarde de sexta-feira (13) em Teresina, no Piauí, para um ato político com o pré-candidato a senador Elmano Ferrer (PTB), com o pré-candidato ao governo do estado Wellington Dias (PT) e o senador e presidente do PP, Ciro Nogueira.

    Lula comentou sobre as vaias à presidenta Dilma Rousseff durante a abertura da Copa, ontem na Arena Corinthians, em São Paulo. “Eu vi uma parte da manifestação contra a presidenta Dilma e eu fiquei pensando que não é nem dinheiro nem escola nem títulos de doutor que dão educação para as pessoas. Educação se recebe dentro de casa. Eu nunca tive coragem de faltar com respeito a um presidente da República”, disse Lula. “E não era nenhum pobre. Parece que comeram até demais, estudaram até demais, porque perderam a educação e o respeito”, completou.

    O ex-presidente afirmou que ainda há muito a ser feito no país. “Vocês lembram como era esse país e esse estado antes de chegarmos à Presidência da República? Em 2003 eram só 366 doutores por ano no Nordeste. Hoje formamos 1996 doutores por ano. É pouco. Precisamos formar mais cientistas e professores no Nordeste”.

    “Eu pensava que as pessoas iam ficar felizes ao verem os pobres começarem a comer. Mas não, eles se incomodam. Eles preferiam um avião vazio, com meia dúzia de ricos”.

    Sobre a eleição que ocorre este ano, Lula disse que não é isso que está em jogo. “Está em jogo a escolha do tipo de projeto que queremos eleger. Se queremos voltar para a velha política do passado, ou se queremos avançar muito mais”. Para Lula, “nós não temos o direito de fazer esse país retroceder”.

    Wellington Dias também comentou os avanços obtidos no Piauí, com o Governo Federal e suas gestões à frente doo estado. “Para nós do Piauí, quando a gente viajava, o que mais doía para nós era ouvir que esse era o estado mais pobre do país. E a partir de 2003, esse estado teve o apoio do maior presidente da história”. Wellington afirmou que os cidadãos do Piauí mudaram de vida com programas como o Minha Casa, Minha Vida e Fies, “fazendo com que hoje o Piauí não seja mais o estado mais pobre do país”, disse.



    Clique aqui para ler “Dilma responde aos coxinhas e suas louras”

    Aqui para ver “Os brancos e suas louras não xingavam o Maluf”

    Aqui para “Colonista social do Estadão gritou em coro”

    E aqui para “As vaias: negro só tinha em campo”


    Sugestão da amiga navegante Ana Oliveira no Twitter




    Do Azenha:

    “Finlândia” vaia Dilma, colunista adere ao coro no camarote do Itaú e Copa é palco central da campanha antecipada



    (…)

    PS2 do Viomundo: Uma importante colunista social do Estadão, sentada no camarote do Banco Itaú, gritou a plenos pulmões — aparentemente entusiasmada — “Ei, Dilma, VTNC” durante a partida de abertura, para constrangimento de outros convidados, que testemunharam e repassaram a informação.

    Não é por acaso que o PSDB está determinado a defender no STF o direito à manifestação nos estádios da Copa: sabe que o público elitizado, presente, pode ajudá-lo a produzir sons e imagens para a campanha eleitoral antecipada, ao mesmo tempo em que descreve Dilma na defensiva, acuada, com medo dos eleitores. A “Finlândia” do título foi definição do jornalista José Trajano, da ESPN.


    Em tempo do C AF:
    enquanto isso, a concorrente, Ilustre colonista (*)  social da Fel-lha (**) (o fel deteriorado provoca mau hálito; não chegue muito perto) dedicou uma página para mostrar que não conseguiu entrevistar o Leonardo Di Caprio. Como diz o Mino Carta: no Brasil, os jornalistas são piores que os patrões …- PHA


    Clique aqui para ler “Itaquerão: Casa Grande e Senzala”.

    Aqui para ler “Quem vaia pagou R$ 990 o ingresso !​”

    Aqui para ler “As vaias: negro só tinha em campo”.

    E aqui para ver na TV Afiada: “Os brancos e suas louras não xingavam o Maluf”.
    Bessinha, o Itaú pode salvar a colonista, mas não salva o Estadão

    (*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

    (**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.