Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Como pensa a elite brasileira

Veja aqui o aeroporto pronto, em pleno uso, em Divinópolis (MG), a 40 minutos de onde Aécio construiu o seu; escandalosa redundância custou R$ 14 milhões ao cofre público de MG CLIQUE AQUI

Minas Gerais tem uma área de 586,5 mil km²; é o 4º maior estado brasileiro; que 'razões técnicas' levaram Aécio Neves a aplicar R$ 14 milhões em recursos públicos para erguer um aeroporto exatamente a seis kms de sua fazenda?

Quarta-feira difícil para o conservadorismo: inflação despenca na prévia de julho, diz o IBGE; Dilma lidera e vence em outubro, informa o Ibope

Unicef denuncia a barbárie em Gaza: 120 crianças mortas pelas bombas de Israel; Barack Obama telefona ao premiê israelense Benjamin Netanyahu; manifesta 'preocupação'

 EUA proíbe voos comerciais a Israel depois que um foguete palestino atinge as imediações do aeroporto de Tel Aviv

 

 

A elite brasileira comprou o livro de Piketty, O Capital no Século 21. Não gostou. Achou que era sobre dinheiro, mas o principal assunto é a desigualdade.


Antonio Lassance
Arquivo

A elite brasileira é engraçada. Gosta de ser elite, de mostrar que é elite, de viver como elite, mas detesta ser chamada de elite, principalmente quando associada a alguma mazela social. Afinal, mazela social, para a elite, é coisa de pobre.

A elite gosta de criticar e xingar tudo e todos. Chama isso de liberdade de expressão. Mas não gosta de ser criticada. Aí vira perseguição.

Quando a elite esculhamba o país, é porque ela é moderna e quer o melhor para todos nós. Quando alguém esculhamba a elite, é porque quer nos transformar em uma Cuba, ou numa Venezuela, dois países que a elite conhece muito bem, embora não saiba exatamente onde ficam.

Ideia de elite é chamada de opinião. Ideia contra a elite é chamada de ideologia.

A elite usa roupas, carros e relógios caros. Tem jatinho e helicóptero. Tem aeroporto particular, às vezes, pago com dinheiro público - para economizar um pouquinho, pois a vida não anda fácil para ninguém.

A elite gosta de mostrar que tem classe e que os outros são sem classe.

Mas, quando alguém reclama da elite por ser esnobe, preconceituosa e excludente, é acusado de incitar a luta de classes.

Elite mora em bairro chique, limpinho e cheiroso, mas gosta de acusar os outros de quererem dividir o país entre ricos e pobres.

O negócio da elite não é dividir, é multiplicar.

A elite é magnânima. Até dá aulas de como ter classe. Diz que, para ser da elite, tem que pensar como elite.

Tem gente que acredita. Não sabe que o principal atributo da elite é o dinheiro. O resto é detalhe.

A elite reclama dos impostos, mesmo dos que ela não paga. Seu jatinho, seu helicóptero, seu iate e seu jet ski não pagam IPVA, mesmo sendo veículos automotores.

Mas a elite, em homenagem aos mais pobres e à classe média, que pagam muito mais imposto do que ela, mantém um grande painel luminoso, o impostômetro, em várias cidades do país.

A elite diz que é contra a corrupção, mas é ela quem financia a campanha do corrupto.

Quando dá problema, finge que não tem nada a ver com  a coisa e reclama que "ninguém" vai para a cadeia. "Ninguém" é o apelido que a elite usa para designar o pessoal que lota as cadeias.

A elite não gosta do Bolsa Família, pois não é feita pela Louis Vuitton.

A elite diz que conceder benefícios aos mais pobres não é direito, é esmola, uma coisa que deixa as pessoas preguiçosas, vagabundas.

Como num passe de mágica, quando a elite recebe recursos governamentais ou isenções fiscais, a esmola se transforma em incentivo produtivo para o Brasil crescer.

A elite gosta de levar vantagem em tudo. Chama isso de visão. Quando não é da elite, levar vantagem é Lei de Gérson ou jeitinho.

Pagar salário de servidor público e os custos da escola e do hospital é gasto público. Pagar muito mais em juros altos ao sistema financeiro é "responsabilidade fiscal".

Quando um governo mexe no cálculo do dinheiro que é reservado a pagar juros, é acusado de ser leniente com as contas públicas e de fazer "contabilidade criativa".

Quando o governo da elite, décadas atrás, decidiu fazer contabilidade criativa, gastando menos com educação e saúde do que a Constituição determinava, deram a isso o pomposo nome de "Desvinculação das Receitas da União" -  inventaram até uma sigla (DRU), para ficar mais nebuloso e mais chique.

A elite bebe água mineral Perrier. Os sem classe se viram bebendo água do volume morto do Cantareira.

A elite gosta de passear e do direito de ir e vir, mas acha que rolezinho no seu shopping particular é problema grave de segurança pública.

A elite comprou o livro de um francês, um tal Piketty, intitulado "O Capital no Século 21". Não gostou. Achou que era só sobre dinheiro, até descobrir que o principal assunto era a desigualdade. 

A pior parte do livro é aquela que mostra que as 85 pessoas mais ricas do mundo controlam uma riqueza equivalente à da metade da população mundial. Ou seja, 85 bacanas têm o dinheiro que 3,5 bilhões de pessoas precisariam desembolsar para conseguir juntar.

A elite não gostou da brincadeira de que essas 85 pessoas mais ricas do mundo caberiam em um daqueles ônibus londrinos de dois andares.

Discordou peremptoriamente e por uma razão muito simples: elite não anda de ônibus, nem se for no andar de cima.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

DEFICIENTE NO MARACANÃ VAIA A ELITE BRANCA A Evita Perón se referia a eles como “oligarcas de mierda”.

O amigo navegante chegou de carro ao Maracanã e se dirigiu à entrada de “deficientes físicos”.

Não é autoridade nem cartola – um espectador comum, portador de ingresso como qualquer outro – ou seja, caro.

Um carro elétrico o conduziu até uma cadeira de rodas.

Da cadeira de rodas, ao assento marcado, com a ajuda de um steward.

No intervalo, com a ajuda de um steward, foi ao banheiro de deficientes.

Limpo.

Se quisesse podia se sentar. Lavou as mãos com sabonete e se enxugou com papel.

Na saída, foi levado do assento à cadeira de rodas e, de lá, ao carro elétrico, e ao carro que o esperava.

Essa, a Copa das Copas.

Lá dentro, o amigo navegante se impressionou com a hostilidade à Dilma.

De brasileiros – muitos bêbados – brancos.

Muitos que não assistiam ao jogo: iam lá pra cima tomar Budweiser.

Não havia um negro na plateia de um estádio que fica na porta da favela da Mangueira.

Vaiaram a Dilma e hostilizaram os argentinos com uma agressividade incomum.

O amigo navegante vaiou os que vaiavam a Dilma.

E vaiou os que xingavam os argentinos.

Um argentino, com um filho, no intervalo, perguntou a ele, depois que o viu reagir: por que essa agressividade contra nós ?

A mulher do amigo navegante, ao lado, respondeu: é inacreditável.

São uns ignorantes, disse o amigo. Saíram do Sul dos Estados Unidos, no século retrasado.

Observou o ansioso blogueiro: por isso que a Cristina K não veio ver final: para não ser vaiada por aqueles que a Evita Perón chamava de oligarcas de mierda !


Paulo Henrique Amorim


A ELITE BRANCA SE ESCONDE COMO OS BLACK BLOCS


    Em outubro, a Dilma vai tirar o badalo da elite branca.
    A elite branca vaiou a Presidenta no Maracanã, como tinha feito, também ali, sob a batuta de Cesar Maia, com o Presidente Lula, na abertura dos Jogos Pan-Americanos.

    E a Presidenta Dilma no Itaquerão.

    Foi a elite branca, mesmo, como reafirmou a Presidenta a uma repórter de GloboNews.

    A elite branca tem a Ética dos black blocs.

    Faz vandalismo sem rosto.

    Se escondeu sob o anonimato de 75 mil espectadores no estádio mais bonito do mundo, num entardecer da Cidade Maravilhosa !

    (Ela dá azar quando se pronuncia nos camarotes reservados do Itaúúú.)

    O Beltrame tirou o badalo da Sininho.

    A Copa se encerrou gloriosamente como a Copa de todas as Copas !

    As manifestações deram num traque.

    A Dilma vai levantar o capuz da elite branca no primeiro turno das eleições.

    E tirar-lhe o badalo.


    Paulo Henrique Amorim

    domingo, 31 de março de 2013

    PEC DÁ "PÂNICO DE CONTRATAR" DOMÉSTICA

    :

    quarta-feira, 21 de março de 2012

    Caça aos diferentes

    Muçulmanos e judeus foram assassinados na França.
    A morte dos judeus teve repercussão internacional.
    A dos muçulmanos até a mídia publicada no Brasil boicotou.
    Mostrando mais uma vez que o anti-semitismo continua em pleno vapor.
    Seja no Brasil ou nos Estados Unidos e Europa.
    Na Europa e Estados Unidos o boicote aos muçulmanos é coisa pensada.
    No Brasil é por ignorância mesmo.
    Dos que se autodenominam jornalistas, mas ignoram o significado do A,B,C.
    E do Alef então, que os céus nos perdoem.
    O jornalismo no Brasil sofre de esquizofrenia cultural.
    Todo o saber provem dos programas de TV e filmes hollywoodianos.
    Com as devidas ressalvas.
    O que eu posso sugerir aos muçulmanos - aprendam a se defender.
    E aos judeus, que procurem abrigo nos países árabes.
    Onde sempre foram bem recebidos e também protegidos.
    Quem sempre perseguiu os judeus foram os europeus e estadunidenses.
    Quem queimou judeus na fogueira, durante a inquisição e mesmo depois dela, foram os europeus.
    Quem colocou os judeus em campos de concentração foram os europeus.
    Quem produziu o holocausto foram os europeus.
    Por isso digo.
    O melhor para os judeus é buscar abrigo em países árabes.
    E muçulmanos.
    Afinal, no Marrocos, um dos títulos do rei é “Protetor dos judeus”.
    E no Iran vivem mais de 30 mil judeus.
    Ha mais de dois mil anos e jamais foram perseguidos.
    Mesmo agora, quando o sionismo barbariza os palestinos, os judeus iranianos vivem em completa harmonia.
    Possuem suas sinagogas, hospitais, escolas e têm ate representantes no parlamento.
    Mesmo no esquartejado Afeganistão, há uma Mesquita de Maria, em homenagem à mãe de Jesus Cristo.
    Não sei se essa mesquita continua em pé porque os Estados Unidos não deixaram pedra sobre pedra.
    Estados Unidos, nação cantada e louvada pela ignorância como exemplo de democracia.
    Que o digam os que padecem nas câmaras de tortura no Afeganistão, no Iraque, na Líbia.
    Que o digam os civis sírios massacrados pelos terroristas financiados pelos Estados Unidos e Europa.
    O melhor exemplo da democracia estadunidense é a Ku Klux Klan.
    O melhor para os judeus, se me permitem, é juntar-se aos palestinos.
    Apesar do sofrimento, os palestinos sempre perdoaram seus algozes.
    É só consultar a História.
    No Blog do Bourdoukan

    sexta-feira, 29 de julho de 2011


    Pesquisa Ibope feita neste mês e divulgada nesta quinta-feira diz que 55% dos brasileiros são contrários à união estável entre homossexuais. Diante da notícia, eclodiram matérias nas redes sociais da internet que dão a entender que a pesquisa é negativa para a causa dos homossexuais de lutarem por direitos iguais aos dos heterossexuais. Todavia, é exatamente o contrário.
    Em primeiro lugar, há que se ter presente que há alguns anos seria impensável que quase metade da população brasileira (45%) fosse favorável a que homossexuais pudessem se unir legalmente num cartório. Além disso, a pesquisa, em meio a vários dados  inúteis, detectou um fato que este blog divulgou no post Os três níveis de homofobia faz pouco tempo.
    De maneira geral, a pesquisa identifica que pessoas que aceitam melhor a orientação sexual alheia são as mulheres, os jovens e os mais escolarizados. Mais de 2 mil brasileiros de todas as regiões foram entrevistados seguindo cotas proporcionais por idade, sexo e classe de consumo.
    O mais importante dos dados é o de que entre aqueles que estudaram só até a 4ª série do ensino fundamental 68% são contrários à união civil entre homossexuais, enquanto que  apenas 40% dos que têm nível superior são contrários ao direito. Ou seja: quanto menor a instrução, maior a homofobia. Cada vez mais fica provado que preconceito não passa de ignorância.
    BLOG CIDADANIA EDUGUIM

    quinta-feira, 8 de julho de 2010

    A INTOLERÂNCIA DOS IDIOTAS Usuários do Orkut discriminam vítimas das enchentes no Nordeste

    No momento em que o País faz uma mobilização para ajudar as vítimas das enchentes em Alagoas e Pernambuco, um grupo de internautas decide deflagrar ódio em uma comunidade no site de relacionamentos Orkut. "Acho que os cabeçudos vão vir em massa pra SP, to muito preocupada com isso" (sic), diz Julia Schemman, uma das usuárias de uma comunidade aberta para reunir pessoas intolerantes aos nascidos no Nordeste. As discussões começam a ganhar repercussão em outra rede social, o Twitter, onde membros pedem que seja denunciado esse tipo de discriminação. A contenda chegou, por fim, ao Ministério Público, que vai investigar o caso, e avisa: A prática é crime e pode dar de 1 a 3 anos de cadeia.
    Julia Schellman, que abriu o tópico "Enchentes no Nordeste", é uma das moderadoras, usuário reponsável por gerir a comunidade no Orkut. A partir de seu comentário, diversos outros se seguiram, todos com a mesma ideia de que, com a tragédia das chuvas, mais nordestinos emigrarão para São Paulo e outras cidades no Sudeste. "Eles vão falar que perderam tudo na terra deles e vão procurar alguma beira de córrego em SP para construir barraco ou virar mendigos no centro da cidade", disse Thiago Luiz logo em seguida. Um perfil que atende por Thomas Rebel foi mais explícito. "Seria bom se todos eles morressem na enchente, afinal nordestino é um animal q não sabe nadar".
    Segundo a Lei 7.716, de 5 de janeiro de 1989, conhecida como Lei Anti-Discriminação, é crime qualquer tipo de preconceito contra a procedência nacional. A pena é de 1 a 3 anos de prisão, além de multa. O mesmo texto ainda prevê punições para quem discriminar por causa da etnia, cor, raça ou religião. Um determinado trecho diz respeito ao que está acontecendo no Orkut. "Praticar, induzir ou incitar, pelos meios de comunicação social ou por publicação de qualquer natureza".
    O Ministério Público de Pernambuco, questionado pelo JC Online sobre o caso, afirmou que irá pedir ao Google, responsável pelo Orkut, que retire a página do ar. Também irá ingressar em juízo uma ação de reparação contra esse crime. "Esta é uma forma de violência e todos que participam dela respondem por apologia ao crime", disse o promotor José Lopes de Oliveira Filho, que atua na investigação de crimes cibernéticos. "O problema é que muitos se valem do anonimato da internet para a prática de racismo e preconceito. A nossa lei ainda é muito branda para fatos como esse; estamos pelo menos 20 anos atrasados aos países europeus", contou.
    O Orkut tem um histórico de colaborar com a Justiça em casos que envolvem crimes praticados pela página. O site também disponibiliza uma ferramenta que permite aos usuários denunciarem abusos como racismo e outros crimes. O MPPE vai analisar o que já foi postado, mas aconselha que os que se sentiram lesados salvem as páginas no computador, com o registro do dia e hora em que acessaram. "Como esse crime atinge um grupo amplo, o Ministério deve entrar com uma ação penal pública incondicionada", adiantou.
    Cheias
    Os temporais que atingiram cidades de Alagoas e Pernambuco no último mês de junho mataram 57 pessoas. Nos dois Estados, são 95 municípios afetados e mais de 157 mil pessoas desabrigadas ou desalojadas.
    Ninguém na comunidade aceitou falar com a reportagem. São perfis públicos, que não se assemelham a contas falsas usadas para postar comentários anônimos. São pessoas reais. "Eles deviam aproveitar que alagou tudo por lá e nadar um pouquinho", publica um usuário.
    Um outro retruca. "Mas o que seria mais sujo, a água da enchente ou os nordestinos"?