Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Ensaios sobre a repressão

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Tereza Cruvinel

Todo governo ilegítimo tende a cair, em algum momento, na tentação de usar a força para reprimir adversários. Temer sofrerá tal tentação porque vai propor e tentar aprovar reformas impopulares, que subtraem direitos, como a da previdência e a da legislação trabalhista. Inevitavelmente, os movimentos sociais irão para as ruas. Já falam até em greve geral. A fala do ministro Eliseu Padilha, ao comentar o risco de vaias e protestos contra Temer nesta sexta-feira no Rio, na abertura das Olimpíadas, foi ambígua.


Depois de anunciar a disposição para ouvir manifestações democráticas, ele subiu o tom avisando que quem protestar estará protestando contra o Brasil e deve arcar com as consequências, em resumo.

 O que haverá no Rio, veremos amanhã. Mais preocupante foi, porém, o envio de forças do Exército a Natal, para conter uma onda de violência comandada de dentro das penitenciárias por organizações criminosas.

Paulo Moreira Leite já comentou ontem, aqui no 247, sobre o grave significado do emprego do Exército, que tem a função de defender a segurança e a soberania nacionais, ao lado das outras Forças Armadas, como substituto das polícias – a PM estadual, a Polícia Federal, a Força Nacional de Segurança. Lembrou que, após a redemocratização, os presidentes sempre evitaram tal emprego, que rebaixa a função do Exército.

Nesta quinta-feira, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, deu uma declaração preocupante. A de que “a desordem não será tolerada” pelo governo e que sempre que ela se manifestar as Forças Armadas poderão atuar com energia.

A fala de Jungmann deixa uma pergunta no ar e levanta uma preocupação. As Forças Armadas serão acionadas também quando a “desordem” for de natureza social e política? Vale dizer, serão usadas para conter protestos contra o governo e contra suas políticas?

Quando e se isso acontecer, já não faltará nada para a transfiguração do atual regime, se efetivado no poder, em ditadura. As falas de Padilha e Jugmann semeiam este temor.

Rio terá megaprotestos no dia da abertura

PAULO PINTO: <p>São Paulo 15/05/2016 Ato contra Michel Temer na Rua da Cosnolação . Foto Paulo Pinto/Agencia PT</p>

“Vamos ter um grande ato aqui, com gente de todo o Brasil, denunciando o golpe para o mundo, aproveitando que é o dia de abertura dos Jogos Olímpicos”, diz o presidente da CUT-RJ, Marcelo Rodrigues, sobre as manifestações que marcam o evento esportivo nesta sexta-feira (5); o ato será realizado a partir das 11h, em frente ao Copacabana Palace, na zona sul da cidade; Hoje, as manifestações ocorrem no período da manhã na praia de Copacabana. À tarde, nos arredores do estádio do Maracanã, palco da cerimônia de abertura das Olimpíadas – a partir de 19h15 com show preliminar; a cerimônia propriamente começa às 20h e deve seguir até as 23h20; além disso, durante os Jogos, sindicatos farão atos em defesa dos empregos 

Da Rede Brasil Atual – “Vamos ter um grande ato aqui, com gente de todo o Brasil, denunciando o golpe para o mundo, aproveitando que é o dia de abertura dos Jogos Olímpicos”, diz o presidente da CUT-RJ, Marcelo Rodrigues, o Marcelinho, sobre as manifestações que marcam o evento esportivo nesta sexta-feira (5). O ato será realizado a partir das 11h, em frente ao Copacabana Palace, na zona sul da cidade.

Com a concentração, os organizadores da mobilização – CUT, movimentos sociais e sindical ligados à Frente Povo Sem Medo, Frente Brasil Popular e Frente de Esquerda Socialista – preveem grande repercussão internacional para denunciar o golpe parlamentar em curso no país. “A questão da denúncia do golpe tomou uma proporção mundial. Nós tivemos esta semana, inclusive, a discussão da representação do ex-presidente Lula (contra o juiz Sérgio Moro no Comitê de Direitos Humanos da ONU), nós achamos que esse debate tem de ser feito nos tribunais internacionais, não só na América Latina, mas no mundo todo, que não pode conviver com esse golpe de estado”, afirma Marcelinho.

Hoje, as manifestações ocorrem no período da manhã na praia de Copacabana. À tarde, nos arredores do estádio do Maracanã, palco da cerimônia de abertura das Olimpíadas – a partir de 19h15 com show preliminar; a cerimônia propriamente começa às 20h e deve seguir até as 23h20.

A Frente Brasil Popular também convocou manifestações em diversas cidades para terça-feira (9), quando será votado o juízo de pronúncia no Senado, no processo de impeachment. “Está em jogo o presente e o futuro do povo brasileiro. Agora é a hora: não temos tempo a perder e não temos nada a temer”, diz a Frente Brasil Popular.

As centrais sindicais farão também no dia 16, em todas capitais, atos em defesa dos empregos e dos direitos dos trabalhadores. A data foi escolhida durante assembleias das centrais no último dia 26 de julho.

“A partir desse ato (de hoje), nós temos algumas construções coletivas acontecendo, tem o pessoal da cultura que fez o Ocupa MinC, e neste momento está lá no Canecão, e tem vários coletivos organizando atividades, mas a nossa ideia aqui é fazer com que durante as Olimpíadas as atividades sejam bem centralizadas”, diz Marcelinho. O Canecão está ocupado desde a madrugada de segunda-feira (1º) pelo grupo de artistas que ocupava a sede da Funarte, no Palácio Capanema, e enfrentou ação de reintegração de posse da Polícia Federal, no último dia 25.

“Durante as Olimpíadas não vamos ter grandes atividades como vai ser na abertura. Teremos pequenas atividades, acontecendo pontualmente em todo o Rio de Janeiro”, diz Marcelinho. “Atividades com enfoque cultural, botando a cultura para fazer esse debate, mas dentro do VLT. No Metrô vai acontecer outra atividade, e isso vai ser descentralizado e nós não vamos divulgar. Não é atividade para chamar massa, mas para chamar atenção”, afirma, sobre a estratégia de manifestação adotada.

Contradições do governo interino

Em nota, a Frente Brasil Popular afirma que o golpe do impeachment tem como alvo "a classe trabalhadora, os setores populares, os direitos sociais, as liberdades civis e democráticas, o patrimônio público, a soberania e o Estado nacional".

O documento também expõe as contradições do governo interino, que adota discurso de austeridade, mas amplia o déficit público. Por outro lado, acaba com a obrigatoriedade de gastos governamentais em saúde e educação, impondo limites que significam um verdadeiro desmonte dos serviços públicos.

Eles também denunciam a diminuição de recursos em programas como o Minha Casa, Minha Vida e o Bolsa Família, e atacam a proposta de reforma da Previdência do governo Temer, que quer aumentar a idade mínima para acesso às aposentadorias e desvincular do salário mínimo o reajuste dos aposentados.
"Cientes de que as urnas não aprovariam o desmonte do patrimônio público e a retirada de direitos conquistados", o governo golpista, afirmam, promove também a dilapidação do patrimônio público com privatização de empresas estatais no setor elétrico, nos portos e aeroportos, a venda de campos do pré-sal para corporações transnacionais e a venda de terras e demais recursos naturais ao capital internacional.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Lula em ato pró Petrobrás: “A gente quer paz, mas sabemos brigar”

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lula capa

Diante da Associação Brasileira de Imprensa, no Rio, militantes do PT e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) enfrentaram aproximadamente 15 pessoas que, munidas de panelas, foram lá gritar palavras de ordem como “fora PT” e pedir impeachment de Dilma Rousseff. Os dois grupos entraram em choque várias vezes, trocando socos e pontapés.
ato br 2

Pouco depois das 18 horas chegou a polícia, mas as brigas não pararam. O grupo provocador, protegido pela polícia – que alegou que o protegia porque estava em menor número -, recusava-se a deixar o local e novos choques ocorreram sem que os policiais conseguissem impedir.
Depois dos dois confrontos físicos entre o grupo contrário ao PT e os petistas, os que defendem o impeachment de Dilma se dispersaram. Representes dos sindicatos que organizam o ato pediam aos seus militantes que não respondessem às provocações. No entanto, por duas vezes pessoas que passaram pela calçada e gritaram insultos e receberam revide.
No auditório em que aconteceu o ato, o tom dos discursos foi subindo até chegar ao do presidente da CUT, Wagner Freitas, que repetiu, diversas vezes, que chegou a hora de os trabalhadores irem à rua em defesa não só da Petrobrás, mas do “projeto vencedor das eleições”, ou seja, do governo Dilma.
Presente ao ato, vale registrar, também esteve representante de um movimento que, a exemplo da CUT, também tem forte capacidade de mobilização popular: João Pedro Stédile, do MST.
Tratou-se de um divisor de águas. A disposição dos trabalhadores e movimentos sociais de irem a rua ocorre em um momento em que grupos contrários e violentos convocam manifestações como a que foi fustigar o ato em defesa da Petrobrás.
A disposição manifestada por expoentes do PSDB, por setores da mídia e por grupos de militantes de origem obscura de também irem à rua pedir o impeachment da presidente da República fatalmente se encontrará outras vezes com sindicalistas e militantes do PT e de movimentos sociais que decidiram não ficar mais assistindo quem pensa como eles ser agredido por usar uma camiseta vermelha.
Se me perguntarem se isso é bom para o Brasil, direi que não. A violência, o enfrentamento, não produzirá nada além de possíveis tragédias que podem decorrer de situações como essa, em que um dos lados se dispõe a provocar.
Todavia, o que a direita está fazendo é inaceitável. No dia anterior ao ato da Petrobrás, o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi hostilizado por ricaços no elegante hospital Albert Einstein. Nas ruas, qualquer um que vista vermelho pode ser hostilizado e até agredido fisicamente.
Nesse contexto, fico com a frase com a qual Lula encerrou o evento em defesa da Petrobrás:
“A gente quer paz e democracia, mas, se eles não querem, nós sabemos brigar também”
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sábado, 18 de outubro de 2014

Ninguém se recusa a soprar bafômetro “inadvertidamente”

Imagine, leitor, se Lula – antes, durante ou depois de governar o Brasil – tivesse sido parado em uma blitz de trânsito e fosse constatado que estava inabilitado para dirigir (permissão vencida) e, para completar, tivesse se recusado a fazer teste de alcoolismo soprando o bafômetro.
Se essa hipótese fosse verdadeira e Lula ainda fosse presidente, a oposição tucano-midiática por certo teria pedido o seu impeachment. Mas e se fosse candidato a presidente e tivesse sido flagrado dirigindo alcoolizado, o que a mídia e a oposição – esse conclave antipetista – diria? Consideraria um pecadilho desimportante ou prova de que não teria condições de ser presidente?
A forma como a mídia e a oposição a Dilma trataram a pergunta (legítima) da presidente a Aécio Neves no debate SBT/UOL sobre o episódio em 2011 em que o então senador tucano recém-eleito foi flagrado em uma blitz de trânsito no Rio de Janeiro e, instado pelos policiais a fazer o texto do bafômetro, recusou-se, difere do que fizeram em episódio análogo.
Lula está há mais de trinta anos no cenário político brasileiro. Em todo esse tempo, jamais foi flagrado bêbado e nunca, jamais, surgiu um depoimento crível de que tenha sido visto nessa condição. A despeito disso, sugiro ao leitor que faça uma busca no Google usando os termos “Lula” e “bêbado”.
São milhares de charges, piadinhas e críticas a supostos hábitos etílicos do petista.
Essa história de que Lula bebe ganhou corpo em 9 de maio de 2004. Reportagem da Folha de São Paulo – o mesmo jornal que publicou na capa que Lula matara 200 pessoas no desastre do avião da TAM e que, também na capa, acusou o presidente de ter tentado estuprar um adolescente –, com destaque na primeira página, acusou o então presidente de ser alcoólatra.
A matéria derivou de artigo do então correspondente do jornal The New York Times no Brasil, Larry Rother, quem, com base em afirmações de desafetos de Lula – sobretudo os do PSDB –, acusou o então presidente da República de ser alcoólatra. Contudo, nunca houve uma só prova disso.
Abaixo, a matéria de Rother que a Folha e toda a grande imprensa divulgaram à farta. O post prossegue após a matéria.
Como se vê, a matéria infame do jornalista americano contra o então presidente do país, repercutida incansavelmente por toda a grande mídia, baseava-se, tão-somente, em disse me disse e em especulações.
A despeito disso, o mesmo PSDB e a mesma mídia que hoje se horrorizam por Dilma ter perguntado simplesmente sobre a posição de Aécio sobre alcoolismo são os mesmos que acusaram Lula de ser alcoólatra sem nem uma mísera prova que sequer se aproximasse da prova inconteste contra Aécio produzida na blitz em que ele se recusou a soprar o bafômetro.
Apesar da falta de provas da afirmação de Rother sobre Lula, no dia seguinte (10/05/04) à matéria acusatória, na mesma Folha, o então líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Custódio Mattos (PSDB-MG), defendeu a acusação de Rother a Lula: “Acho que temos que dar um voto de confiança”.
Dois dias depois, a Folha de São Paulo publica matéria defendendo efusivamente a publicação da “denúncia” contra Lula, apesar de não se basear em provas.
Todos os grandes jornais defenderam as especulações sobre os supostos hábitos etílicos de Lula. Até hoje o ex-presidente é chamado de alcoólatra nas redes sociais e nos redutos antipetistas por conta de uma matéria que jamais provou nada.
Aécio e seu partido – bem como a mídia tucana – parecem ter mudado de opinião sobre a relevância de um homem público usar substâncias entorpecentes, seja álcool ou cocaína. Agora, dizer que um homem público usa tais substâncias é considerado “baixaria”.
Talvez seja mesmo. Ainda mais se não houver provas, como no caso de Lula. Contudo, diante da prova, a situação muda de figura. E o que é pior, se além da prova de uso de substâncias entorpecentes um homem público tentar burlar a lei, aí tudo fica mais grave.
Então vejamos: Aécio, senador da República recém-eleito, supostamente obrigado a fazer e a defender leis, é flagrado dirigindo sem permissão e, instado pelos policiais a fazer o teste do bafômetro, recusa-se a fazer.
Alguém que faz leis e deve defender a aplicação delas por dever de ofício, dá o (mau) exemplo de não só violar a lei, mas se negar a cumpri-la.
Quando, no debate SBT/UOL, na última quinta-feira, a presidente Dilma perguntou o tucano sobre o que ele achava da lei que proíbe dirigir sob efeito de álcool ou outras drogas, ele se revoltou. Mas tentou explicar alguma coisa.
Abaixo, matéria da Folha com a explicação textual de Aécio para aquele episódio.
Epa! “Inadvertidamente? Como assim?! Aécio estava inadvertido sobre o que? Vejamos o que diz o dicionário Houaiss sobre o adjetivo inadvertido.
inadvertido
adjetivo ( a1595)
1 que não foi advertido, não avisado; desavisado
2 que não toma cuidado suficiente; descuidado, distraído
Bem, pelo que se pode depreender de Aécio ter dito que “inadvertidamente” se recusou a fazer o teste do bafômetro é que ele, um senador da República – ou seja, um legislador – não conhecia a “lei seca”.
É isso?
A grande pergunta que fica é: alguém que desrespeita ou desconhece uma lei que cem por cento dos brasileiros conhecem e que se recusa a provar que não infringiu essa lei – obviamente porque, se se submetesse à prova, ficaria claro que infringiu – tem condições de governar o país?
Se Lula, governando o país, foi exposto por um jornal estrangeiro com uma mera suposição sem amparo de qualquer prova e o PSDB e a mídia compraram a acusação e defenderam que tivesse sido feita, mídia e PSDB têm, agora, obrigação de apoiar o questionamento a Aécio Neves feito por Dilma Rousseff. É simples assim.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Ódio ao PT fez mais uma vítima: Gregório Duvivier

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O ator e poeta Gregório Duvivier, integrante do grupo Porta dos Fundos, foi agredido verbalmente e quase fisicamente no Rio de Janeiro; o motivo: ter declarado seu apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff e criticado a pressão para votar em Aécio Neves; aos berros, num restaurante do Leblon, um radical de direita o classificava como integrante da "esquerda caviar", expressão disseminada no País pelo colunista neocon Rodrigo Constantino; discurso de ódio ao PT, que vem sendo alimentado há vários anos por meios de comunicação conservadores, alimenta a radicalização política e a violência; estimulados por brucutus como Constantino, trogloditas de alma fascista saem da toca 

247 - O discurso de ódio ao PT, que vem sendo alimentado há vários anos por colunistas de extrema direita e meios de comunicação conservadores, já deságua em violência. Ontem, a vítima foi o poeta e ator Gregório Duvivier, que integra o grupo de humor Porta dos Fundos. O relato está na coluna desta quinta-feira do jornalista Ancelmo Gois:

Gregório Duvivier almoçava ontem no Celeiro, no Leblon, quando um sujeiro disse que não ficaria mais ali porque ia "acabar metendo a porrada" nele. O talentoso ator e escritor ficou calado. 
Mas o agressor continuou o xingamento, dizendo que ele era da "esquerda caviar" e que deveria estar almoçando no bandejão, "já que gosta tanto de pobre". Meu Deus!

Dois dias atrás, em artigo publicado na Folha de S. Paulo, Duvivier criticou a patrulha política para que votasse em Aécio Neves e declarou seu apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff. "Nos postes da cidade, os adesivos se multiplicam. ´Aqui se vota Aécio´. Você, que não vota como o poste: ame o Rio - ou deixe-o. Aqui não é sua área. Aqui se brinda pelo fim da maioridade penal. Aqui a gente cansou da corja do PT e quer gente nova - mas logo quem? O mensalão tucano, a compra da reeleição, o aeroporto, o helicóptero, tudo virou pó", disse ele. “A militância de jipe e os comentaristas de portal não me dão essa opção. Se quem defende causas humanitárias e direitos civis é tachado de petista, não me resta outra opção senão aceitar essa pecha”.

Instantes depois, o colunista neocon Rodrigo Constantino, que escreve em Veja.com e disseminou a expressão "esquerda caviar", publicou artigo afirmando que o apoio de Gregório Duvivier a Dilma representaria "mais um ponto" para Aécio. "Causas humanitárias? Tipo… aquelas adotadas na Venezuela ou em Cuba, países que o PT defende? Direitos civis? Tipo… aqueles presentes nos países islâmicos que o PT também defende? Pergunto-me: pode apenas a burrice explicar algo assim?", questionou o colunista de 

Veja.com, tão troglodita quanto alguns de seus colegas e o agressor de Duvivier.

Como diria Nelson Rodrigues, os idiotas perderam a modéstia e os agressores, de alma fascista, agora saem da toca.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

DEFICIENTE NO MARACANÃ VAIA A ELITE BRANCA A Evita Perón se referia a eles como “oligarcas de mierda”.

O amigo navegante chegou de carro ao Maracanã e se dirigiu à entrada de “deficientes físicos”.

Não é autoridade nem cartola – um espectador comum, portador de ingresso como qualquer outro – ou seja, caro.

Um carro elétrico o conduziu até uma cadeira de rodas.

Da cadeira de rodas, ao assento marcado, com a ajuda de um steward.

No intervalo, com a ajuda de um steward, foi ao banheiro de deficientes.

Limpo.

Se quisesse podia se sentar. Lavou as mãos com sabonete e se enxugou com papel.

Na saída, foi levado do assento à cadeira de rodas e, de lá, ao carro elétrico, e ao carro que o esperava.

Essa, a Copa das Copas.

Lá dentro, o amigo navegante se impressionou com a hostilidade à Dilma.

De brasileiros – muitos bêbados – brancos.

Muitos que não assistiam ao jogo: iam lá pra cima tomar Budweiser.

Não havia um negro na plateia de um estádio que fica na porta da favela da Mangueira.

Vaiaram a Dilma e hostilizaram os argentinos com uma agressividade incomum.

O amigo navegante vaiou os que vaiavam a Dilma.

E vaiou os que xingavam os argentinos.

Um argentino, com um filho, no intervalo, perguntou a ele, depois que o viu reagir: por que essa agressividade contra nós ?

A mulher do amigo navegante, ao lado, respondeu: é inacreditável.

São uns ignorantes, disse o amigo. Saíram do Sul dos Estados Unidos, no século retrasado.

Observou o ansioso blogueiro: por isso que a Cristina K não veio ver final: para não ser vaiada por aqueles que a Evita Perón chamava de oligarcas de mierda !


Paulo Henrique Amorim


A ELITE BRANCA SE ESCONDE COMO OS BLACK BLOCS


    Em outubro, a Dilma vai tirar o badalo da elite branca.
    A elite branca vaiou a Presidenta no Maracanã, como tinha feito, também ali, sob a batuta de Cesar Maia, com o Presidente Lula, na abertura dos Jogos Pan-Americanos.

    E a Presidenta Dilma no Itaquerão.

    Foi a elite branca, mesmo, como reafirmou a Presidenta a uma repórter de GloboNews.

    A elite branca tem a Ética dos black blocs.

    Faz vandalismo sem rosto.

    Se escondeu sob o anonimato de 75 mil espectadores no estádio mais bonito do mundo, num entardecer da Cidade Maravilhosa !

    (Ela dá azar quando se pronuncia nos camarotes reservados do Itaúúú.)

    Beltrame tirou o badalo da Sininho.

    A Copa se encerrou gloriosamente como a Copa de todas as Copas !

    As manifestações deram num traque.

    A Dilma vai levantar o capuz da elite branca no primeiro turno das eleições.

    E tirar-lhe o badalo.


    Paulo Henrique Amorim

    sexta-feira, 20 de junho de 2014

    CAMPOS: PETISTA NO RIO, TUCANO EM SP. TEM LÓGICA?

     Marina Silva
    kkkkkkk por isso o apelido de blablarina !!!! Fala fala e não diz p...nenhuma !!!!

    domingo, 25 de maio de 2014

    O leitor que entrou na loja para protestar contra a síndrome do viralata



    Postei agora há pouco este link que resume a sensação de um bom observador de que há uma ação generalizada para menosprezar nossa cultura, nossa democracia e o Brasil. Pode ser ação política dos americanizados de sempre. Pode ser qualquer coisa.
    Muitos acreditam que tudo isso se trata sempre de teoria da conspiração. Pode ser. Pode ser coincidência, pode ser senso comum. Mas me desagrada. Ontem à noite, fui ao Rio Sul e vi a vitrine abaixo, da loja Ellus do térreo. Fiquei muito puto da vida. Fotografei, entrei na loja e dei um esporro bem grande no gerente. Ele ficou com uma cara de bunda gigantesca. Eu queria que mais brasileiros tivessem atitude e patriotismo para brigar contra uma coisa dessa.
    Como é que o cara tá lucrando no Brasil, vendendo camisas de malha a mais de cem reais e chama, na vitrine, meu país de atrasado? Qualé Nelson Alvarenga? Além de ser uma ofensa a todos os passantes brasileiros, trata-se de uma propaganda negativa do país num momento em que ruas e shoppings estarão lotados de turistas. Ou seja, é burrice, estupidez pura.
    Qualé a sua, Adriana Bozon?

    Vai ofender a pqp, Ellus.

    PS do Viomundo:  O sonho da Ellus é morar em Miami.

    Leia também:

    Comentário opedeuta :  Ao lado a cara de babaca do Mickey que bem caracteriza os babacas que lhe dão atenção 

    terça-feira, 8 de outubro de 2013

    Vandalismo de jovens mostra perda de fé na democracia

    Pelo quinto mês consecutivo, o país convive com cenas assustadoras de violência em protestos convocados pelas mais diversas razões – algumas justíssimas, outras nem tanto. Em todos esses movimentos populares, porém, a violência, o vandalismo e algumas vezes verdadeiras tragédias tornaram-se subprodutos. Eventos tão previsíveis como o próximo alvorecer.
    Por exemplo: na segunda-feira, um protesto de moradores de três favelas de São Paulo terminou em tragédia: manifestantes viraram um carro em cima de uma barreira com material pegando fogo e o veículo explodiu. Seis pessoas ficaram feridas. Duas delas, gravemente. Uma das vítimas foi uma criança.
    Algumas dezenas de pessoas já morreram durante protestos, desde junho. Os feridos chegam a centenas, entre civis e policiais. E algumas vítimas nem participavam dos protestos, tendo sido tolhidas por estarem passando pelos locais.
    Os prejuízos ao patrimônio público e privado alcançam bilhões de reais e frequentemente têm sido suportados não só por bancos e grandes empresas, mas por cidadãos comuns e pequenos comerciantes que perderam veículos ou pequenos negócios, como bancas de jornal, pequenas lojas etc.
    No mesmo dia da tragédia em São Paulo, um protesto no Rio de Janeiro provocou um princípio de incêndio na Câmara Municipal. Mascarados atiraram coquetéis molotov contra o patrimônio do povo carioca.
    No Facebook, na postagem de uma foto do incêndio que por pouco não consumiu a sede do Legislativo municipal, centenas de comentários. A grande maioria de pura comemoração pela cena dantesca.
    Lendo o que as pessoas dizem naqueles comentários, salta aos olhos que são todos jovens. Os mascarados – ou “black blocs” – que promovem esses atos de vandalismo, idem. Ou seja: primordialmente, quem está indo à rua (mascarado ou não) para “quebrar tudo” são jovens. E eles acreditam firmemente que estão agindo bem, em prol do país.
    Dirão que no Rio há partidos políticos envolvidos nas depredações e que esses que promovem essas sandices são todos filhinhos de papai – ou “coxinhas”, como preferem alguns. Sim, há políticos por trás, mas há muita gente que participa sem ser estimulada por nada além de sua visão das coisas.
    O elitismo dos que protestam até já foi verdade, lá no começo dos protestos, mas deixou de ser. Sabe-se que há muito jovem pobre e revoltado que se uniu a protestos que começaram nas classes mais favorecidas e contagiaram a juventude cansada de não ter esperança no futuro devido à cor da pele ou à classe social a que pertence.
    Pobres ou ricos, o fato é que essa juventude que comemorava no Facebook ou nas ruas as cenas trágicas que se viu ontem em cidades como Rio ou São Paulo decididamente não acredita mais na democracia, nos meios tradicionais de luta política – e muito menos na classe política.
    Alguns desses comentários na postagem no Facebook sobre o princípio de incêndio na Câmara municipal do Rio chegaram a descrever a cena dantesca como “linda”, como indício de que o país estaria “mudando” por uma Casa que é do povo estar sendo atacada com aquele nível de violência.
    Vendo a honestidade das manifestações daqueles jovens que comemoravam o caos e o descaminho da democracia – pois naquela Casa legislativa que foi atacada é que deveria ocorrer o embate, mas não físico e sim de ideias –, reflito que nós, os maduros, estamos perdendo essa juventude para a desesperança na única força que pode nos salvar.
    De quem é a culpa? É minha e sua, que, como eu, tem idade para ser pai ou mãe desses jovens. Não soubemos legar-lhes um pais melhor ou educá-los de forma a que entendessem que a nossa geração lutou para que Casas legislativas funcionassem e não para que fossem depredadas.
    Sim, julgo que estão equivocados. Mas não têm culpa. Aliás, por que ocorreu aquele tumulto? Porque os professores que educam tantos daqueles jovens são pisoteados pelo Estado, que finge que os paga enquanto fingem que ensinam, até por não terem condições mínimas de fazê-lo após jornadas exaustivas e até desumanas de trabalho mal pago.
    Enquanto penso nisso, arrependo-me de não tê-los compreendido antes. Talvez por ter me esquecido do que é ser jovem e se frustrar com o status quo. Eu, que vivi um período da história deste país em que havia infinitamente mais motivos para frustração.
    Estaremos fadados, os seres humanos, a perder a capacidade de sonhar e de ousar conforme a idade passa? Estaremos fadados a perder a capacidade de dialogar com a juventude? Por que os maduros que desaprovamos – com carradas de razão – os desatinos que a desesperança instilou nessa juventude não estamos sabendo chamá-la à razão?
    Talvez por termos esquecido a linguagem da juventude…
    Por mais que discorde desses jovens, não posso negar que é bonito ver como acreditam no que estão fazendo. Julgam que estão ajudando o país. Não percebem que estão fazendo o contrário. E se não percebem a culpa é nossa, da geração anterior que não soube educar esta transmitindo-lhe a importância da democracia.
    Quando jovens descreem completamente da política ao ponto de atacar seus símbolos estão abandonando o caminho democrático para mudar o país para melhor e apelando para a barbárie, como se esta fosse resultar em algo mais além de um excelente pretexto para alguns espíritos autoritários invocarem uma repressão que a minha geração conheceu muito bem.
    Não sei se há tempo para chegar a essa juventude e convencê-la a não dar pretextos para que autoritários desencadeiem a boa e velha reação contra demandas legítimas da sociedade, mas, seguramente, não podemos tratá-la como criminosa ou vilã. É, no máximo, vítima da geração anterior, que não soube lhe transmitir valores e legar-lhe o país que deveria.

    segunda-feira, 30 de setembro de 2013

    CIENTISTA SOCIAL: “A PERIFERIA NUNCA DORMIU”