Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quarta-feira, 1 de março de 2017

Racistas reagem a Oscar para “negro, gay e maconheiro”

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Um dos blogueiros da Veja postou no Twitter um comentário sobre o vencedor do Oscar em 2017 – Moonlight: sob a luz do luar – que muitos estão considerando racista, por razões óbvias.
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O comentário infeliz desse indivíduo se conecta a uma questão que muitos desconhecem…
Havia uma disputa maior na entrega do Oscar deste ano. Uma das produções candidatas a melhor filme era sobre um “gay, negro e maconheiro” arrastado para o lado errado pelas vicissitudes da vida; o adversário era um romance hiper açucarado protagonizado por uma bela loirinha de olhos claros.
Na segunda-feira, a Folha de São Paulo destacava o que chamou de “Oscar negro”. Foi ridículo. Se uma produção de brancos ganhasse o Oscar de melhor filme haveria matéria chamando a premiação em 2017 de “Oscar branco”?
Esse tipo de diferenciação é uma forma de preconceito e de desqualificação de uma etnia.
Em sete minutos, porém, os dois longas ganharam o Oscar de melhor filme. E esse episódio bizarro, que empanou a vitória de Moonlight sobre La la land, pode até não ter nada que ver com a disputa, mas nunca antes na história da Academia norte-americana de cinema ocorrera coisa igual.
Eis o que houve.
Fred Berger era o terceiro produtor de La la land a discursar quando a confusão começou. A estatueta não pertencia a ele e à sua equipe, como os atores Faye Dunaway e Warren Beatty haviam anunciado. O melhor longa-metragem da edição 2017 do Oscar, na noite de domingo, era Moonlight: sob a luz do luar, de Barry Jenkins.
A empresa PricewaterhouseCoopers (PwC), que audita a cerimônia do Oscar, assumiu a culpa, por meio de um comunicado. “Os apresentadores receberam o envelope da categoria errada. Quando descobrimos, isso foi imediatamente corrigido”, dizia o texto.
A atriz Jessica Chastain escreveu no Twitter, imediatamente: “Por que os produtores do show não correram para o palco quando o vencedor errado foi anunciado? Estou muito triste pela equipe de Moonlight. Gostaria que eles tivessem a experiência completa de ganhar o prêmio de melhor filme sem tanto constrangimento”.
Essa discussão sobre os méritos de Moonlight se espalhou ao menos pela elite de São Paulo. A turma do andar de cima fica enraivecida quando negros sobressaem e não engoliu a supremacia de um negro sobre a loirinha ideal.
O blogueiro da Veja apenas vocalizou discussão que vinha se dando nos salões dos ricaços paulistanos, enojados com a vitória da história de um “negro, gay e maconheiro” sobre o romance da personagem da estonteante Emma Stone”.
A forma calhorda desse sujeito de se referir a negros e homossexuais é um dos sintomas da ascensão do fascismo no Brasil.
Essa vergonha vai perdurar até que alguém mostre a essa gente que desqualificar o mérito de negros vencedores é incompatível com um país no qual negros e descendentes de negros são maioria.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Dilma vai a ato contra golpe a direitos sociais

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Manifestação pela democracia convocada pela Frente Brasil Popular na Casa de Portugal, em São Paulo, nesta terça-feira 23, tem como objetivo intensificar as mobilizações nos últimos dias que antecedem a votação final do impeachment no Senado; "Essa semana é decisiva para a classe trabalhadora e para os brasileiros e as brasileiras que mais necessitam de políticas públicas para ter uma vida digna", diz trecho da convocatória do evento; na quarta-feira 24, Dilma participa de ato com o mesmo propósito no Teatro do Bancários, em Brasília 

247 - A presidente Dilma Rousseff viaja a São Paulo nesta terça-feira 22, onde participa de ato organizado por movimentos sociais em defesa da democracia e contra a retirada de direitos sociais pelo governo interino de Michel Temer.

O ato é convocado pela Frente Brasil Popular, que reúne diversos movimentos sociais, sindicais e lideranças da sociedade civil, às 18h, na Casa de Portugal, na Avenida Liberdade, 602, região central de São Paulo. No evento criado no Facebook, há mais de 500 pessoas confirmadas.

Confira um trecho da convocatória da manifestação:

Essa semana é decisiva para a classe trabalhadora e para os brasileiros e as brasileiras que mais necessitam de políticas públicas para ter uma vida digna. O Senado deve começar a votação final do impeachment, golpe de Estado contra o mandato da presidenta Dilma Rousseff, conquistado de forma legítima nas urnas, no próximo dia 25. Dilma corre o risco de perder o mandato sem ter cometido nenhum crime de responsabilidade – um atentado contra a democracia e contra o povo brasileiro.

E o objetivo dos golpistas é claro, querem tirar direitos trabalhistas e sociais, reduzir ou extinguir programas como o Minha Casa, Minha Vida, ProUni, Ciências sem Fronteiras; reduzir o valor dos benefícios e aumentar a idade mínima para aposentadoria; aprovar medidas de redução drástica de gastos com saúde e educação; ampliar a terceirização que mutila e mata e acabar com a CLT.

Os movimentos sociais pretendem intensificar suas ações nesses dias que antecedem o julgamento final do processo de impeachment no Senado. No próximo dia 29, dia da votação final e quando Dilma deverá apresentar sua defesa na Casa, haverá uma grande mobilização no País e especialmente em Brasília, organizada pela CUT.

Os movimentos também não descartam a realização de uma greve geral contra o golpe. Na quarta-feira 24, Dilma participa de um ato com o mesmo propósito, também convocado pela Frente Brasil Popular, no Teatro do Bancários, em Brasília, no mesmo horário (confira aqui).

sexta-feira, 25 de março de 2016

Um dia depois de vazamento, PMDB carioca puxa o tapete de Dilma; milhares cercam o prédio da Globo em São Paulo; PSOL repete PCB e diz que emissora mentiu

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Da Redação
Multidão estimada entre 17 e 30 mil pessoas marchou ontem à noite em São Paulo entre o Largo da Batata e a sede da TV Globo, apontada como símbolo “de um golpe que está sendo arquitetado”.
A marcha foi organizada pela Frente Povo Sem Medo e encontrou a sede da emissora protegida por barreiras de metal e ao menos uma centena de policiais.
Não houve incidentes. O protesto aconteceu no dia em que o PMDB do Rio de Janeiro, espinha dorsal do apoio do partido ao governo Dilma, deu sinais de que pretende desembarcar da coalizão.
As lideranças cariocas do partido estão abaladas depois do vazamento das planilhas de financiamento da empreiteira Odebrecht.
As planilhas vazaram — da Polícia Federal ou da Justiça Federal de Curitiba — para o repórter Fernando Rodrigues.
Depois que já estavam disseminados, o juiz Sergio Moro decretou sigilo do material, já que muitos dos citados têm foro privilegiado.
Jornal Nacional, da TV Globo, de maneira escandalosa recusou-se a informar que na lista, além de lideranças do PMDB, estão alguns dos maiores líderes da campanha pelo impeachment — dentre eles os senadores Aécio Neves e José Agripino, presidentes do PSDB e do Democratas.
Em vez disso, o telejornal apresentou uma sopa de letras em que igualou o PSOL ao PMDB, o PCB ao PSDB.
Os dois partidos de esquerda desmentiram que tenham sido financiados pela Odebrecht (ver nota do PSOL abaixo eaqui, a do PCB).
Em círculos políticos, este movimento em pinça da frente que reúne a Força Tarefa da Lava Jato e a TV Globo foi interpretado como um sinal para o PMDB carioca.
Derrubado o governo Dilma e preso Lula, a ala governista do partido poderia ser poupada ao menos do noticiário.
Muito próximo da Odebrecht e da TV Globo, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, conhecido na empreiteira comoNervosinho, hospeda as Olimpíadas em alguns meses, um evento em que a emissora tem grande interesse comercial.
O juiz Sérgio Moro, que atua com extrema precisão política, parece ter seguido mais uma vez a cartilha que escreveu analisando a operação Mãos Limpas na Itália.
O objetivo é demolir o sistema político brasileiro. Mira preferencialmente no PT, da mesma forma que na Itália o alvo preferencial foi o Partido Socialista. Se o governo Dilma, que respira por aparelhos, não resistir, é possível que haja um embate entre setores conservadores da política e do STF e o juiz de primeira instância, que conta com grande apoio popular.
Contra a Globo, Moro tem o fato de que uma herdeira da emissora e o ex-marido dela estão envolvidos com a Mossack & Fonseca, escritório panamenho especializado em criar empresas de fachada para sonegar impostos e lidar com dinheiro de origem duvidosa.
Apesar do levantamento do sigilo de centenas de páginas de documentos apreendidos na sede paulistana da empresa — que envolvem escritórios de advogados, empresários e laranjas especializados em esconder dinheiro — a velha mídia simplesmente desconheceu o assunto, tratado de forma exclusiva pelo Viomundo.
Sem crime de responsabilidade atribuído à presidente Dilma, o processo de impeachment avança no Congresso conduzido pelo presidente da Câmara, que é reu no STF por corrupção.
Veja o que disseram participantes do protesto diante da Globo:
“Estamos aqui para defender os direitos dos trabalhadores e contra o ajuste fiscal. O processo de impeachment está sendo tocado por um delinquente que deveria estar preso: Eduardo Cunha”. Ivan Valente, deputado federal, PSOL
O objetivo do protesto é “deter uma ameaça à democracia e às garantias constitucionais”. Guilherme Boulos, dirigente do Movimento dos Trabalhadores sem Teto
“A importância desse movimento é que as pessoas entendam que elas não estão sozinhas. Às vezes, nas redes sociais, quem pensa diferente pode achar que está sozinho. Não, agora, com essa manifestação quem está contra o golpe vai poder encontrar os seus iguais”. Larte Coutinho, cartunista
“O impeachment significa um retrocesso, a imposição de uma pauta neoliberal, com a precarização do trabalho, arrocho. Não haverá estabilidade com impeachment”. Rui Falcão, presidente do PT
Vídeo do Jornalistas Livres, vídeo e fotos da página do MTST no Facebook
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GLOBO MENTE: o PSOL não recebeu dinheiro da Odebrecht ou de qualquer empreiteira
Os estatutos do PSOL não permitem que nossos candidatos recebam recursos de empreiteiras, multinacionais ou bancos.
Nossos candidatos declaram o que receberam e todos sabem que nossas campanhas primam pela austeridade financeira, típica de um partido genuinamente de esquerda.
Fomos surpreendidos pela citação no Jornal Nacional, na noite desta quarta-feira (23), de que o PSOL consta em lista de supostos valores recebidos da empreiteira Odebrecht por mais de 200 nomes de parlamentares e candidatos de diversos partidos.
Defendemos a mais rigorosa apuração de todas as evidências apuradas pela Operação.
Coerentes com nossa crítica à seletividade que vem ocorrendo, nossa posição é de que todos devem ter suas campanhas investigadas.
Certamente muitos próceres da política nacional terão muito o que explicar à Justiça, caso a mesma resolva investigar todos e não somente alguns.
Repudiamos a forma da veiculação por parte da Rede Globo.
A reportagem parte da divulgação de informações sem qualquer comprovação para tentar vincular o PSOL a uma prática que, como todos sabem, combatemos.
A emissora, como já fez outras vezes com nosso partido, manipula as informações para passar a mensagem de que todos os partidos são iguais e metidos nas falcatruas investigadas pela Lava Jato.
Quer, principalmente, lançar uma cortina de fumaça naqueles que são protegidos pela grande imprensa e impedir o surgimento de uma real alternativa de esquerda no país.
Luiz Araújo
Presidente Nacional do PSOL
Leia também:
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Aecím se protege com sonegador preso

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De Telma Christiane, no twitter
No Tijolaço:

Empresa que Aécio usa para se justificar na “lista marrom” é fachada de sonegador já preso

Não vou pedir aos pobres dos blogueiros, porque nós já estamos insones com o combate político contra o golpismo.

Mas as redações de jornais e tevês, com dúzias de repórteres, bem que poderiam se interessar em saber quem é a empresa Leroy de Caxias que Aécio Neves usou como explicação para dizer improcedente a sua aparição na “lista marrom” da Odebrecht.

Eu, como sou legal com os coleguinhas, já dou o caminho.

A Leyroz mudou de nome.

Agora é Rof  Comercial Impex  EIRELI ou ainda E-Ouro Gestão e Participação EIRELI (empreendimento individual), com capital de mais de R$ 800 milhões. A sucessão da Leyroz pode ser comprovada aqui, no processo  Nº AIRR-61500/2014-131-17-00.3 do TRT-17.

Pertence – ou está em nome – a um senhor chamado Roberto Luis Ramos Fontes Lopes.

Cidadão que, em 2014, estava preso por sonegação fiscal contra a União e o Estado de São Paulo, sendo solto apenas por irregularidades formais no processo.

Dele se diz, no julgamento do habeas corpus que o libertou, porque teria havido quebra de sigilo não autorizada:

É que, da análise dos autos se percebe que além da suposta prática de crimes contra a ordem tributária, o órgão ministerial também busca investigar a possível prática do delito de formação de organização criminosa voltada a sonegação de tributos porque “constatou o Fisco Estadual que o que ocorre de fato é a coordenação entre fabricação e distribuição, com Walter Faria à frente do negócio, tendo Roberto Luis Lopes, que figura no quadro social da Leyroz, como”testa de ferro”na atividade de distribuição” … “é citada como evidência de conluio entre a CP-Boituva e distribuidoras para sonegação o fato de a fabricação e distribuição fazerem parte de um mesmo ente econômico” e, ainda, que o relatório “traz considerações sobre a configuração de organização criminosa, com referência a conclusão semelhante por parte da Polícia Federal – fls.36⁄39 do relatório” (fls. 61⁄63).

Pronto, coleguinhas, aí está o roteiro da reportagem, bem interessante, não é?

Ou como é com Aécio “não vem ao caso”?

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Delator: Dimas Toledo disse que Aécio Neves embolsava um terço da propina de Furnas; dois terços eram para o PSDB paulista e nacional

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‘É um terço São Paulo, um terço nacional e um terço Aécio’, relata delator
postado em 03/02/2016 19:37
São Paulo, 03 – O empresário Fernando Moura, ligado ao PT, afirmou nesta quarta-feira, 3, que logo após a eleição presidencial de 2002, vencida por Lula, foi feita uma reunião para discutir as nomeações para cargos em diretorias de autarquias e empresas públicas estratégicas da administração.
Segundo ele, uma das diretorias era a de Furnas, apontada como cota do senador Aécio Neves (PSDB).
“Quando acabou a eleição de 2002, ganhamos a eleição, foi feita uma reunião para definição de mais ou menos umas cinco diretorias de estatais para poder ajudar a nível de campanha, posteriormente, o que seria interessante na nomeação das pessoas”, relatou Moura, em novo depoimento ao juiz federal Sérgio Moro.
Delator e réu confesso do esquema de propinas instalado na Petrobras, Fernando Moura teve que ficar outra vez frente a frente com o juiz da Lava Jato porque admitiu ter mentido anteriormente.
Em sua delação premiada, ele disse que Dirceu orientou-o a ‘fugir do País’, em 2005, quando estava no auge o escândalo do Mensalão.
Ouvido uma primeira vez por Sérgio Moro, ele disse que não recebeu a orientação do ex-ministro chefe da Casa Civil.
Diante de procuradores da República, na semana passada, disse que mentiu para o magistrado porque havia sofrido ‘ameaça velada’.
Nesta quarta, 3, recebeu uma chance para contar a verdade e não perder os benefícios da colaboração. “Foi conversado sobre Petrobras, Correios, Caixa Econômica Federal, Furnas, Banco do Brasil, essas diretorias”, declarou.
Segundo ele, os indicados para as diretorias deveriam ter 20 anos de casa, ‘tinha que ser funcionário da casa para poder receber essa indicação’. A reunião ocorreu novembro de 2002.
“Nessa relação foi indicado o nome do Renato Duque para a Petrobras, foi indicado o nome do sr. Eduardo Medeiros para os Correios. A princípio levei pro Zé (Dirceu) o nome do Dimas Toledo, que continuasse na diretoria de Furnas. Ele (Dirceu) usou até uma expressão comigo. ‘O Dimas não, porque se o Dimas entrar em Furnas até como porteiro vai mandar em Furnas, está lá há 4 anos, é uma indicação que sempre foi do Aécio’. Passado um mês e meio ele (Dirceu) me chamou e falou ‘qual a sua relação com Dimas Toledo?’ Eu falei, estive com ele três vezes, achei ele competente, cara profissional. O Zé me disse. “Porque esse foi o único cargo que o Aécio pediu pro Lula, então, você vai lá conversar com Dimas e diga que a gente vai apoiar a indicação dele.”
Fernando Moura disse que ‘foi conversar com o Dimas’.
“Na oportunidade, ele (Dimas) me colocou, da mesma forma que eu coloquei o caso da Petrobras, em Furnas era igual. Ele falou ‘vocês nem precisam aparecer aqui, vocês vão ficar é um terço São Paulo, um terço nacional e um terço Aécio.’
PS do Viomundo: José Serra deve estar rindo à vontade; em São Paulo, Geraldo Alckmin detonado pelo merendão; em Minas, o cerco se fecha contra Aécio…
Leia também:

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Além de mesquinho, endinheirado que agrediu Padilha é incompetente

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Atualizado às 07h37 hs. de 18 de maio de 2015
Não posso deixar de escrever sobre o episódio lamentável que envolveu o ex-ministro da Saúde e atual secretário de Relações Governamentais do prefeito Fernando Haddad, Alexandre Padilha, com quem estabeleci uma relação amistosa ainda quando era ministro.
A esta altura, todos sabem ao que me refiro e ao que não me referi antes porque este Blog ficou meio parado por cerca de uma semana devido a problemas de saúde de minha filha caçula e dos ataques virtuais que este Blog sofreu.
Até onde pude apurar, foi a colunista do jornal O Estado de São Paulo Sonia Racy quem difundiu com força um fato que já circulava nas redes sociais na tarde do dia 15. O texto foi publicado em seu “blog” no portal do Estadão.
SONIA RACY
15/05/2015, 4:47
Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde de Dilma e atual secretário de Relações Governamentais de Haddad, foi hostilizado enquanto almoçava, hoje, no restaurante Varanda Grill, nos Jardins. Batendo uma faca em um copo de vidro, o advogado Danilo Amaral, que foi presidente da Bra Transportes Aéreos, chamou atenção do salão inteiro para a presença de Padilha.
“Queria saudar, aqui, hoje, dizer a vocês que temos a presença do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, que nos brindou com o programa Mais Médicos, da presidente Dilma Rousseff, responsável pelo gasto de um bilhão de reais que nós, otários, pagamos até hoje.” Foi aplaudido. O petista até tentou rebater, mas foi ofuscado pelos aplausos.
Assista ao vídeo:


A revelação de Racy sobre a atividade profissional pretérita do agressor Danilo Amaral permite saber quem é esse homem e por que agiu como agiu.
A colunista do Estadão não revelou tudo sobre o agressor de Padilha e sobre sua atitude lamentável. Não revelou, por exemplo, que a empresa que ele geriu, a BRA Transportes Aéreos, é uma empresa falida. E distorceu a reação dos presentes ao restaurante Varanda Grill, dizendo que a reação de Padilha ao dizer que o programa Mais Médicos atende 63 milhões de pessoas teria sido “ofuscada pelos aplausos”.
Tratemos, primeiro, da empresa da qual Amaral foi presidente.
A BRA Transportes Aéreos, ou Brasil Rodo Aéreo, é uma empresa em recuperação juridicial – ou, como diziam antigamente, em “concordata”. Foi fundada em 1999 pelos irmãos Humberto Folegatti e Walter Folegatti e se dedicava, inicialmente, a voos charter.
Em 2005, obteve a certificado para realização de voos regulares, quando passou a atuar sob o conceito “baixo custo”, ou seja, transportar clientes como gado por não servir um lanchinho a bordo.
A partir de 2005, a BRA passou a operar voos regulares. No final do ano passado, foi tomada por bancos e agiotas estrangeiros agrupados no Brazil Air Partners, sediado nas Ilhas Cayman, que tem entre seus representantes a Gávea Investimentos, de Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central no governo de FHC e sócio do megaespeculador George Soros.
A Brazil Partners Ltd é formada pelo Bank of America, Darby, BBVA, Development Capital, Goldman Sachs, HBK Investments e Millennium Global Investments. Na época, o dito fundo adquiriu 20 % do capital da BRA por R$ 180 milhões com a promessa de novos investimentos, que não ocorreram.
Devido à precarização da gestão, a empresa começou a passar por dificuldades financeiras e operacionais, comprometendo a manutenção das aeronaves e o serviço de bordo.
Antes da suspensão de suas operações, voava para mais de 30 destinos, com frota composta de aviões Boeing 737 e Boeing 767. Na feira da aviação de 2007 realizada em Le Bourget, França, a companhia havia anunciado a compra de 40 jatos Embraer 195, e seria a primeira companhia brasileira a operar o modelo da fabricante, mas nunca concretizou nada.
Devido a dificuldades financeiras, no dia 6 de novembro de 2007, a partir das 12 horas, a BRA suspendeu suas operações, demitindo todos os seus 1100 funcionários. Pôs todos no olho da rua sumariamente, o que combina muito bem com o perfil mesquinho de seus gestores, como se viu recentemente.
Em novembro 2008, entrou com pedido de “recuperação judicial”. Em 2009, o vice-presidente Danilo Amaral assumiu a presidência da empresa por alguns meses, mas foi “saído” do cargo rapidamente por razões mais do que óbvias.
Sobre o relato de Sonia Racy, além de ter omitido todas as informações acima, omitiu outras igualmente relevantes para que as pessoas entendessem o que ocorreu no restaurante Varanda Grill na tarde de 15 de maio.
Em seu perfil no Facebook, o ex-ministro e secretário de governo Alexandre Padilha deu a informação correta sobre a reação do público ao ato bestial do tal Danilo Amaral.
“(…) Embora tenha buscado chamar a atenção do salão, talvez imaginando que seria solenemente aplaudido, [Danilo Amaral] foi absolutamente ignorado pelas dezenas de pessoas durante o seu ato de agressão. Apenas seu colega de mesa o aplaudiu. Após sua retirada, os garçons, as pessoas de outras mesas e o proprietário do estabelecimento prestaram solidariedade a mim (…)”.
A colunista do Estadão, como se vê, contou a história pela metade. Seu post deixou entender que os clientes do restaurante apoiaram a agressão de Amaral, mas o relato do agredido mostra coisa muito diferente.
Conheço o restaurante em que Padilha foi agredido. Um casal gasta cerca de 500 reais em um almoço com vinho e sobremesa. Nada contra alguém gastar seu dinheiro em um estabelecimento como esse, se tiver. Porém, o que choca é uma pessoa que dispõe de tantos recursos ser tão mesquinha a ponto de se revoltar por uma fração ínfima do dinheiro de seus impostos ser gasta com o social.
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Não pesquisei se é real esse custo que Amaral atribuiu ao programa Mais Médicos, mas digamos que seja mesmo “um bilhão” de reais. Se fizermos a divisão de 1 bilhão de reais por 200 milhões de brasileiros, o rateio será de 5 reais para cada um. Digamos que apenas 50 milhões de brasileiros pagassem impostos, o custo subiria a 20 reais por cabeça.
Um ricaço que gasta tanto dinheiro em um almoço sente-se “otário” porque o governo gasta uns trocados de seus impostos para que pessoas que nunca se consultaram com um médico na vida possam passar a ser atendidas.
E o que é pior: Danilo Amaral é burro. Sim, porque o programa Mais Médicos baseia-se no conceito de medicina preventiva. O que significa isso? Que os médicos que faltavam em tantas regiões pobres do país irão diminuir a pressão sobre o sistema público de saúde tratando as pessoas antes que elas adoeçam e gerem custos para o rico dinheirinho desse… sujeito.
Danilo Amaral representa muito bem o setor da sociedade que bate panelas cravejadas de brilhantes contra o governo Dilma e o PT e que se recusa a contribuir com uns tostões para mitigar a descomunal dívida social deste país. Representa e ignorância dessa gente, que não imagina o que acontecerá se essa dívida não começar a ser resgatada.
Esse homem deveria estudar a Revolução Francesa. Talvez lhe abrisse os olhos e lhe inoculasse responsabilidade social, pois empresário que não a tem tampouco tem capacidade para gerir alguma coisa, como mostra a trajetória de Amaral.
PADILHA COMENTA
Na manhã desta segunda-feira, 18 de maio, o amigo Alexandre Patilha postou comentário aqui no Blog, logo abaixo, complementando informações e reclamando por não ter sido convidado para o churrascão. Peço desculpas por ter me esquecido de que ele também lê está página. A falha não se repetirá. Leia, abaixo, o comentário do ex-ministro.
Querido Eduardo,
sou eu mesmo que te escreve.Em primeiro lugar, para ajudar a esclarecer parte dos seus leitores: estava naquele restaurante, onde nunca entrará antes, porque lá almoçam regularmente amigos de escola cuja amizade cultivo há mais de 30anos.
Sim, eles são, na sua quase totalidade, não-petistas. Divergem das minhas opiniões, mas somos grandes amigos. Fui lá porque eles vão lá.
E mais um informe: nossa conta final foi de R$185,0/pessoa, o que considero caro também (não tomamos bebida alcoólica na ocasião, estavam dirigindo).
Como eu deixei claro na minha resposta no meu perfil pessoal do Facebook https://twitter.com/padilhando/status/599557412660649984, tenho, sim, amigos que fazem parte da elite econômica paulistana, como tenho amigos médicos que também fazem parte da mesma elite, afinal me formei pela USP e Unicamp, mas o clima de ódio e intolerância cultivado por alguns nunca nos contaminou. Nem deixaremos que nos contamine.
Não me elitizei, pelo contrário, mesmo sendo de uma origem social que me fez frequentar o mesmo banco de escola e faculdade da nossa elite econômica paulistana, optei por lutar pela redução da desigualdade regional e social no pais.
Desde a minha adolescência, na minha militância política, fiz mais amigos e mais almoços no Itaim Paulista do que no Itaim bibi.
Segundo, parabéns pela matéria ! É impressionante como você, mesmo atuando em um meio eletrônico, motivo pelo qual muitos justificam matérias sem apuração , sempre traz um “jornalismo denso, que busca apurar os fatos”, hoje desprezado. Parabens!!!
E da próxima vez me convida para esse churras aí… kkkkk”
*
CHURRASCÃO DA CIDADANIA
Eis, na foto e nos vídeos abaixo, uma prévia do que foi o churrascão com leitores paulistas desta página. 267 pessoas assinaram o “livro de presença”, fora as que não assinaram


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sexta-feira, 15 de maio de 2015

ALEXANDRE PADILHA É HOSTILIZADO EM RESTAURANTE EM SP

terça-feira, 21 de abril de 2015

O que tem o PSDB (Aécio) a declarar ?

E o Cerra vai correr atrás das repórteres do PiG para vender as bugigangas que leva na mochila.



A candidatura de Aecím foi a soma de dois equívocos.

O primeiro, não se candidatar em 2010, na sucessão do Lula, quando ele era governador, em plena atividade – e se escondia atrás da blindagem siderúrgica que a irmã montou em Minas.

O segundo, se candidatar em 2014, fora do Governo, desvalorizado em Minas – onde perdeu melancolicamente – e confiar, apenas, na força do PiG e nos votos de cabresto dos tucanos de São Paulo – esse pessoal que vai à Paulista e tem infinita indigência política.

O desgaste inevitável do primeiro Governo Dilma – diante da desaceleração mundial – foi seu maior trunfo.

Perdeu.

Só ele e o Luciano Huck achavam que ele ia ganhar.

Aí, o Machão do Leblão pirou.

Perdeu o rumo.

Ou, quem sabe, encontrou o genuíno rumo, aquele que sempre existiu sob a camada de proteção da irmã.

O aventureiro, o playboy irresponsável.

E queria levar o partido ao precipício do impítim.

Que o Otavím e o Ataulfo Merval (ver no ABC do C Af) insistam na tese … eles são de outro manicômio.

Otavím tem a detonar um jornal em extinção.

O Ataulfo tem a detonar uma reputação intelectual que nunca mereceu: a de pensador.

O Ataulfo só serve para revelar – às vêzes – o que pensam os filhos do Roberto Marinho – eles não têm nome próprio e não há certeza de que pensem.

Agora, o Farol de Alexandria e o Padim Pade Cerra (ambos no ABC do C Af), depois de se manifestar a inequívoca liderança do Eduardo Cunha, sepultaram a tese alucinada do impítim do Aecím.

Sem o impítim, o que sobra ao Aecím ?

A iminência de um processo sobre sua atividade em Furnas, porque, como se sabe, o Ministro Teori o livrou da forca, por enquanto

E o que sobra ao PSDB sem o impítim ?

Nada !

O combate infatigável à corrupção.

(Não deixe de ler o artigo sobre a Lava Jato como exercício egóico, do professor Rogerio Dultra dos Santos.)

Mas, isso, eles fazem desde o início dos tempos.

Foi assim que mataram Vargas, depuseram Jango, aderiram (tarde) ao Golpe e a ele se mantiveram unidos na carne e no  osso: para encher os bolsos da Globo e impedir que a corrupção contaminasse o Brasil !

Vão quebrar a Petrobras ?

Amanhã, quarta-feira 22/04, a Petrobras divulga o balanço devidamente auditado.

Os bancos confiam na robustez da Petrobras.

Não vão quebrar a Petrobras, nem as empreiteiras que interessam: porque os acordos de leniência serão feitos, queira a Urubóloga ou não.

No pôr do sol, lá pelo início do ano que vem, o PSDB estará no mesmo lugar.

À espera do nada.

Com as mesmas ideias de sempre.

Voto distrital, parlamentarismo, entrega da Petrobras à Chevron.

E o Consenso de Washington.

A Teoria da Dependência, que ninguém leu.

(O Mino Carta sustenta que ninguém leu nenhum livro do Fernando Henrique.)

O que o PSDB ainda não percebeu é que o Fernando Henrique não está minimamente interessado no destino do PSDB.

Mas, no seu – dele – lugar na História.

Por isso, ele precisa destruir o Lula.

Para que não haja a comparação.

E essa é a estrada de Damasco em que ele segue, incansavelmente.

Nem que seja preciso ir a esses encontros suspeitos, onde políticos são apresentados a ricos e ricos são apresentados a políticos.

Uma dessas invenções de engenhosidade paulista…

Quanto ao futuro do Cerra … isso depende do Alckmin.

Como se sabe, o Cerra é minoria até no PSDB de São Paulo.

Quem manda no PSDB de São Paulo é o Alckmin.

Que só não será candidato a Presidente se não quiser.

E o Cerra ficará em Brasília, atrás de repórteres do PiG para vender o que leva na mochila: voto distrital, parlamentarismo, Chevron, as bugigangas de sempre.

Em tempo: dizem que o João Dória, o empresário (sic) criador – ele inventou o vácuo – desses “encontros” ficou chateado, porque convidou centenas de petistas e ninguém foi. Chamou os petistas de “fujões”. Bem feito. Errados estavam aqueles que foram a “encontros” anteriores.


Paulo Henrique Amorim



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