Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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sexta-feira, 13 de março de 2015

Se ocorrer hoje uma tragédia na Paulista, o responsável se chama Marcello Reis


Por Renato Rovai

O líder de uma das páginas mais imbecis do Facebook se chama Marcello Reis. É um tipo achacador que se aproveita da ignorância e estupidez de parte dos seus seguidores pra vender kit impeachment e adesivos de Fora Dilma. Aprendeu direitinho a lição de tipos como Malafaia e Feliciano. É um horror ter que lidar com essa gente, mas eles são parte da sociedade e têm de ter seus espaços democraticamente garantidos.

Mas há limites e eles precisam ser levados em consideração pelas autoridades antes que o Brasil viva nas ruas uma tragédia sem precedentes na sua história recente.

Este sujeito colocou ontem um vídeo no Facebook dizendo que vai estacionar um caminhão, hoje, às 15h, na frente do prédio da Petrobras, tocando a música do impeachment. E que está esperando seus seguidores lá a partir das 16h. Você pode conferir o vídeo aí embaixo.

Os movimentos sociais têm um ato marcado para este mesmo local há quase um mês. E será inevitável o encontro dos grupos.

O provocador diz que terá o apoio da Polícia Militar para fazer sua ação. Se isso for verdade e algo acontecer, o governador Alckmin terá de responder pela insanidade.

Se o mesmo governador e sua Secretaria de Segurança Pública solicitaram a antecipação do horário do jogo do Palmeiras no domingo, como vão autorizar que sejam convocados dois atos com conteúdo distinto para o mesmo local exatamente num momento tão delicado da disputa política do país?

Será que se o MST e a CUT decidissem fazer uma marcha na Paulista no domingo a Secretaria de Segurança Pública iria autorizar?

Há gente na defesa do impeachment em busca de um cadáver. E o líder dos Revoltados On Line, ao que tudo indica, é um deles.

Se algo não for feito para que esse maluco seja controlado e não possa estacionar seu caminhão para provocar os manifestantes que irão hoje à Paulista, o recado estará dado. O que o PSDB e os golpistas procuram criar é uma tragédia.

E estão dando corda para que gente que não tem a menor responsabilidade social e política faça isso.

quarta-feira, 11 de março de 2015

CUT e golpistas disputaram na sede da PM direito de manifestação na Paulista



REVOLTADOS


No mesmo dia em que houve confronto entre sindicalistas da CUT e provocadores do grupo Revoltados On Line diante da Associação Brasileira de Imprensa, no Rio de Janeiro, durante ato em defesa da Petrobrás do qual participou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a central sindical anunciou que no dia 13 de março haveria novo ato em defesa da Petrobrás em várias capitais do país.

O tumulto ocorreu por conta de orquestração preparada por esse grupo que prometia “não deixar Lula falar”.
 
milicos 1


Conforme este Blog informou anteriormente, o que o grupo provocador fez foi ilegal, pois, de acordo com a Constituição Federal, no artigo que trata de direito de reunião e manifestação, locais onde tenham sido convocadas manifestações não podem ser objeto de outra manifestação por outro grupo de manifestantes.

Artigo 5º da Constituição Federal

XVI – todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente

Apesar disso, seguindo a sua tática de fazer provocações, o grupo que tentou impedir o ex-presidente Lula de falar e que buscou confronto com os sindicalistas da CUT tratou de convocar manifestação para o mesmo dia e hora.

Assista, abaixo, vídeo do líder do Grupo Revoltados On Line convocando seus seguidores a se manifestarem no mesmo dia e local em que a CUT se manifestará.





Nesta semana, o Comando da Polícia Militar da Capital paulista convocou as entidades que disputam o espaço diante do edifício-sede da Petrobrás, na avenida Paulista, para uma reunião em busca de acordo sobre a utilização daquele espaço público.

Alertado por meio de um leitor que integra a CUT-SP, o Blog foi ouvir os sindicalistas responsáveis pela organização do ato da próxima sexta-feira, o vice-presidente da CUT-SP, Douglas Izzo, e Renato Carvalho, secretário de Finanças da CUT-SP sobre a reunião que tiveram com outras entidades, com participação do líder dos “Revoltados”, Marcelo Reis, e outras entidades dos dois lados que se manifestarão no dia e local supracitados. A reunião foi mediada pelo comandante da PM de São Paulo.

Confira, abaixo, as duas entrevistas.

Entrevista com Douglas Izzo

Blog da Cidadania – Vocês foram à Polícia Militar combinar o ato da CUT na próxima sexta-feira e lá encontraram um representante do grupo Revoltados On Line, que quer fazer manifestação no mesmo dia e local, correto?

Douglas Izzo – Exatamente, eles estão chamando uma manifestação, que eu não sei qual o objetivo, no mesmo dia e local. O que nós entendemos é que se trata de uma provocação. Já tivemos um episódio lamentável provocado por um grupo lá no Rio de Janeiro e sabemos que a estratégia desses grupos consiste em tentar colocar para a sociedade que nossas manifestações são violentas. Querem criar um ambiente de violência.

Blog da Cidadania – Você me disse em off que quando os representantes da CUT chegaram no Comando da PM encontraram um representante desse grupo Revoltados On Line. Pode falar um pouco sobre isso?

Douglas Izzo – Sim, um tal de Marcelo Reis. Por conta dele, houve uma conversa bastante dura. É um pessoal difícil. Eles são truculentos no trato.

Blog da Cidadania – Houve algum desentendimento?

Douglas Izzo – Vários desentendimentos. Vou lhe passar o telefone do Renato Carvalho, secretário de Finanças da CUT-SP, que foi quem participou da reunião. Ele poderá lhe relatar o que aconteceu.

Blog da Cidadania – Você acredita que terá êxito o vosso ato?

Douglas Izzo – penso que sim. Estamos estimando cerca de 40 mil participantes. Além dos que vierem participar por meios próprios, virão 400 ônibus com manifestantes do nosso lado.

[…]

Entrevista com Renato Carvalho

Blog da Cidadania – Você teve uma reunião no Comando da Polícia Militar em São Paulo para negociar a disputa com o grupo Revoltados On Line do espaço na avenida Paulista no mesmo dia. Pode relatar o que aconteceu?

Renato Carvalho – A PM convidou para participar dessa reunião que havíamos marcado todas as entidades que pretendem se manifestar; a CUT, a Apeoesp e esse grupo Revoltados On Line. O comandante da PM nos disse que havia um conflito porque o grupo dos revoltados queria fazer um ato no mesmo dia e local. E, além disso, às 14 horas a Apeoesp fará uma assembleia no Masp, a CUT fará seu ato poucos metros adiante, na Petrobrás, e, depois, os dois grupos irão se juntar e faremos uma caminhada pela avenida da Consolação até a Praça da República.

O que ficou acertado é que esse pessoal revoltado só irá para o local após terminarmos a nossa manifestação por lá, ao redor das 16 horas.

Blog da Cidadania – Houve algum tipo de desentendimento com os revoltados durante a reunião?

Renato Carvalho – Durante a reunião houve um debate ideológico muito forte e o líder desse grupo fez várias provocações na frente do comandante da PM, mas não entramos na provocação.

Blog da Cidadania – Que tipo de provocação ocorreu?

Renato Carvalho – Ficaram dizendo que nós somos manipulados pelo PT e que tinham medo de que nós fizéssemos a mesma coisa que diz que NÓS fizemos lá no Rio de Janeiro, apesar de que eles é que foram lá nos provocar. Mas não demos bola.

Blog da Cidadania – Ao fim, vocês chegaram a algum consenso?

Renato Carvalho – Ficou combinado que eles só farão a manifestação deles após terminar a nossa. Eles devem ir no mesmo horário que nós, mas a polícia diz que irá isolá-los enquanto nos manifestamos.

Blog da Cidadania – Você teme que ocorra algum tipo de confronto?

Renato Carvalho – Nós estamos preocupados porque já na reunião no comando da PM percebemos que eles estão dispostos a fazer provocações. Se fizeram lá, provavelmente farão muito mais enquanto estivermos nos manifestando. Porém, estamos orientando o nosso lado a não aceitar essas provocações. Mas, haja o que houver, estaremos preparados.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

FOTOS QUE PROVAM COMO A MÍDIA MANIPULA VOCÊ

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Lula em ato pró Petrobrás: “A gente quer paz, mas sabemos brigar”

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lula capa

Diante da Associação Brasileira de Imprensa, no Rio, militantes do PT e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) enfrentaram aproximadamente 15 pessoas que, munidas de panelas, foram lá gritar palavras de ordem como “fora PT” e pedir impeachment de Dilma Rousseff. Os dois grupos entraram em choque várias vezes, trocando socos e pontapés.
ato br 2

Pouco depois das 18 horas chegou a polícia, mas as brigas não pararam. O grupo provocador, protegido pela polícia – que alegou que o protegia porque estava em menor número -, recusava-se a deixar o local e novos choques ocorreram sem que os policiais conseguissem impedir.
Depois dos dois confrontos físicos entre o grupo contrário ao PT e os petistas, os que defendem o impeachment de Dilma se dispersaram. Representes dos sindicatos que organizam o ato pediam aos seus militantes que não respondessem às provocações. No entanto, por duas vezes pessoas que passaram pela calçada e gritaram insultos e receberam revide.
No auditório em que aconteceu o ato, o tom dos discursos foi subindo até chegar ao do presidente da CUT, Wagner Freitas, que repetiu, diversas vezes, que chegou a hora de os trabalhadores irem à rua em defesa não só da Petrobrás, mas do “projeto vencedor das eleições”, ou seja, do governo Dilma.
Presente ao ato, vale registrar, também esteve representante de um movimento que, a exemplo da CUT, também tem forte capacidade de mobilização popular: João Pedro Stédile, do MST.
Tratou-se de um divisor de águas. A disposição dos trabalhadores e movimentos sociais de irem a rua ocorre em um momento em que grupos contrários e violentos convocam manifestações como a que foi fustigar o ato em defesa da Petrobrás.
A disposição manifestada por expoentes do PSDB, por setores da mídia e por grupos de militantes de origem obscura de também irem à rua pedir o impeachment da presidente da República fatalmente se encontrará outras vezes com sindicalistas e militantes do PT e de movimentos sociais que decidiram não ficar mais assistindo quem pensa como eles ser agredido por usar uma camiseta vermelha.
Se me perguntarem se isso é bom para o Brasil, direi que não. A violência, o enfrentamento, não produzirá nada além de possíveis tragédias que podem decorrer de situações como essa, em que um dos lados se dispõe a provocar.
Todavia, o que a direita está fazendo é inaceitável. No dia anterior ao ato da Petrobrás, o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi hostilizado por ricaços no elegante hospital Albert Einstein. Nas ruas, qualquer um que vista vermelho pode ser hostilizado e até agredido fisicamente.
Nesse contexto, fico com a frase com a qual Lula encerrou o evento em defesa da Petrobrás:
“A gente quer paz e democracia, mas, se eles não querem, nós sabemos brigar também”
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