Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Juca Kfouri: Grupo agrediu Letícia Sabatella neste domingo, em Curitiba. Veja o vídeo; se conhecer algum, denuncie

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 Ajude a identificar os agressores de Letícia Sabatella

por Juca Kfouri, em seu blog

Um grupo de intolerantes agrediu a atriz Letícia Sabatella hoje à tarde, em Curitiba.
Se você conhecer algum dos protagonistas ajude a identificá-los.
Está na hora de dizer basta à intolerância.





Publicado em 31 de jul de 2016

31/07/2016 – Letícia Sabatella disse: “Não fui provocar ninguém, passava pela praça antes de começar a manifestação e parei pra conversar com uma senhora. Meu erro. Preocupa esta falta de democracia no nosso Brasil. Eles não sabem o que fazem.”

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Fracassam tentativas fascistas de “melar” Congresso do PT


fascistas capa
Fracassou tentativa do revoltado-mor e sua milícia fascista de provocarem confronto sério nos atos públicos do PT em Salvador. Durante a quinta-feira (11), Marcello Reis, líder do grupo “Revoltados On Line”, e um grupo de milicianos tentaram gerar violência, mas obtiveram apenas reportagens tendenciosas da Folha de São Paulo e do Estadão.
Apesar de ser escandalosamente clara a intenção do revoltado-mor e sua milícia de provocarem os militantes do PT nas ruas de Salvador e no hotel, naquela cidade, em que acontece o Congresso do partido, reportagens desses jornais colocaram em dúvida essa intenção:
Folha:
“(…) Antes do tumulto, os ministros Edinho Silva (Comunicação) e Miguel Rossetto (Secretaria Geral) afirmaram à Folha que a presença do militante anti-Dilma no hotel era uma provocação ao partido (…)”
Estadão:
“(…) Militantes [do PT] consideraram uma provocação [Marcello] Reis se hospedar no hotel [em que acontece Congresso do PT] e ficar circulando com uma camiseta escrita a palavra impeachment (…)”
Chega a ser cômico os jornais dizerem que os petistas “afirmaram” e “consideraram” que a intenção do revoltado-mor foi provocar. Afinal, houve ou não houve provocação? Há dúvidas de que houve?
Nenhuma das reportagens que os jornais paulistas fizeram na quinta-feira 11 tratou de perguntar ao provocador o que ele foi fazer Bahia no mesmo hotel em que ocorreria o Congresso do PT. O que o tal Marcello Reis foi fazer lá? Viajou a trabalho, por acaso?
Basta ler o perfil do grupo de “revoltados” no Facebook. Lá é dito, com todas as letras, que ele viajou à Bahia para provocar petistas.
Não bastando isso, os jornais omitem que, de acordo com a Constituição, é ilegal promover manifestação contrária no mesmo local em que ocorre outra manifestação anteriormente convocada:
Artigo 5º da Constituição Federal
XVI – todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;
Ora, o Congresso do PT e os atos do partido em Salvador foram convocados muito antes de paulistas “revoltados” viajarem àquela cidade com a finalidade evidente de tumultuar.
O máximo que os fascistas conseguiram foram alguns empurrões no saguão do hotel Pestana, em Salvador, onde ocorre o Congresso petista. Assista ao vídeo e confira como os próprios petistas formaram um cordão de isolamento ao redor de Reis para impedir que ele atingisse seu objetivo de sofrer agressão.



Como se pode ver no vídeo, a confusão não durou nem cinco minutos.
Já nas cercanias do hotel onde ocorria o Congresso petista, um grupelho fascista tentou provocar petistas que faziam ato público, mas foram contidos pela polícia e tiveram que ficar gritando de longe.
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O revoltado-mor está se fazendo de vítima – com ajuda da Folha e do Estadão –, mas todos sabem que seu grupo, e outros similares, não toleram supostos petistas nem andando na rua, quanto mais se invadissem alguma reunião deles em recinto fechado.
Confira, abaixo, agressão desses fascistas a Guga Noblat, simpatizante do PT e filho do blogueiro tucano Ricardo Noblat. A mulher de Guga foi empurrada pelos fascistas e ele quase foi agredido apesar de levar um bebê no colo.


Apesar do fracasso fascista em tentar causar algum episódio mais grave, é estarrecedor que essa gente possa agir dessa maneira sem que as autoridades tomem providências.
O tal Marcello Reis foi afastado pelos funcionários do hotel em Salvador do espaço em que ocorria o Congresso do PT, mas ele deveria ter sido retirado daquele hotel, já que alardeou publicamente, no Facebook, que pretendia causar confusão no estabelecimento comercial.
Qualquer outro cidadão que se hospedasse em um hotel de bom nível e que começasse a fazer provocações a outros hóspedes seria sumariamente convidado a deixar o estabelecimento. Qualquer pessoa que anuncie publicamente a intenção de ir causar tumulto em algum lugar seria impedida inclusive pela polícia.
Essas ações violentas dos grupos fascistas anti-PT irão provocar a primeira tragédia a qualquer momento. Logo, logo alguém precisará morrer para que as autoridades tomem as providências cabíveis.
A ascensão fascista está soterrando a democracia brasileira. Os frutos disso serão amargos inclusive para quem os semeou. É só esperar.



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

FOTOS QUE PROVAM COMO A MÍDIA MANIPULA VOCÊ

quarta-feira, 6 de março de 2013

CASO BARBOSA: ANJ FAZ SILÊNCIO VERGONHOSO


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

O fascismo dos "meninos do Rio"

DEBATE ABERTO

Vítor Suarez da Cunha, o jovem de 21 anos, que teve 63 pinos implantados no rosto, deu uma magnífica lição de vida, de solidariedade humana. Muitos escreverão sobre sua atitude, mas nenhum texto será capaz de traduzir sua coragem, seu amor ao próximo, sua consciência de cidadania.

O que há em comum entre uma moradora de rua agredida a socos e pontapés no Leblon, zona sul do Rio de Janeiro, por três homens de classe média que a acusam de quebrar o retrovisor do carro e Vítor Suarez da Cunha, jovem estudante brutalmente espancado ao tentar proteger um mendigo que apanhava de cinco delinquentes no bairro Jardim Guanabara, na Ilha do Governador? Ambos foram vítimas de um estrato social que tem como traço ideológico funesto a recusa da cidadania.

Em menos de uma semana, a violência de um segmento incapaz de distinguir o público e o privado, que tem na venalidade uma de suas marcas, que trata a rua como prolongamento da casa e do quintal, desconhece direitos sociais e políticos, menospreza a condição humana dos que não pertencem à sua geografia social, reiterou, em pontos do estado do Rio de Janeiro, o caráter fascista que lhe é inerente.

Para eles, a liberdade se reduz ao ato de escolher entre várias marcas do mesmo produto e a felicidade é o fim de semana em família esvaziando shopping centers, o consumo do Natal e o réveillon em uma boate "superluxo". A protegê-los, vigias, olhos eletrônicos, cães de guarda, grupos de extermínio e a polícia violenta que conhecemos, protetora de “gente de bem”. Quando se lançam em busca das ilusões perdidas, dão início a uma busca feroz, mostrando uma força ideológica assustadora.

Num tempo em que pessoas têm sua condição humana aviltada, morrendo como moscas, fatos como estes não podem, após algum tempo de exposição midiática, provocar, no máximo, bocejos. É preciso deixar de contentarmo-nos em sobreviver, de acreditar que "com a gente não acontece" ou, o que é pior, fazer da vítima o culpado. Recusar a indiferença, persistindo em chamar de acidente uma rotina de mortes e de mutilações, conhecida, anunciada e burocraticamente executada cotidianamente. Nas ruas do Leblon e do Jardim Guanabara, o que aconteceu foi um fato político. E como tal precisa ser combatido.

Como classificar o comportamento dos fascistas de "boa aparência”? Perversão? É pouco. Isto é sordidez, abjeção, cegueira de valores. Mais ainda: é sintoma de uma cultura que faz da sarjeta sua medida moral e que, pouco a pouco, destrói um legado histórico, construído com sacrifício de homens, de povos e de nações. O que está em jogo é a consciência de que a vida é um bem, cuja posse não temos o direito de negar a quem quer que seja. O que estamos esperando? Que a lei da oferta e da procura regule o mercado de massacres e extermínios?

A punição exemplar dos agressores, "gente de boa cepa", é fundamental para que não continuemos a ser uma sociedade moralmente idiotizada. A barbárie não pode continuar satisfazendo o apetite de quem faz do riso cínico a única saída para a impotência e a covardia. Os fascistas têm que saber que já não contam com o "jeitinho brasileiro" de lidar com o direito à vida e a dignidade física e moral de cada um. Do contrário, a certeza da impunidade continuará ampliando a lista de vítimas. Em um país democrático, não se confunde desejo de justiça com direito de vingança.

Vítor Suarez da Cunha, o jovem de 21 anos, que teve 63 pinos implantados no rosto, deu uma magnífica lição de vida, de solidariedade humana. Muitos escreverão sobre sua atitude, mas nenhum texto será capaz de traduzir sua coragem, seu amor ao próximo, sua consciência de cidadania. Ao afirmar que "faria tudo de novo se preciso fosse", torna-se um símbolo de que a luta política não só é possível como conta com bons combatentes.

Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

BBB e a sociedade imagética da mídia

 
 
Por Dennis de Oliveira, na revista Fórum:

Régis Debray escreveu tempos atrás que vivemos sob uma sociedade da imagem e cujo poder se legitima pela sedução. Em termos comparativos, ele afirma que o antecessor da sociedade da imagem era a da escrita com o poder sendo exercido pela autoridade do conhecimento e, antes disto ainda, a sociedade da oralidade e o poder da fala. Uma sociedade da sedução coloca para os indivíduos a valorização do exibicionismo – a sua validade é diretamente proporcional à imagem que constrói.



Acrescento ainda a isto o fato desta sociedade da imagem acontecer em um momento da “desregulamentação” e individualização extremada da sociedade, em que todas as responsabilidades de sucesso ou fracasso cabem ao indivíduo. Vencer a qualquer custo é o imperativo do momento que vivemos, e vencer significa ter capacidade de sedução nesta sociedade imagética. Por isto que a autoridade foi substituída pela celebridade midiática, célebre por tautologia – é famosa por ter espaço na mídia e ponto final.

Esta é a base destes programas de reality shows que povoam a programação da mídia. Temos aquela coisa horrorosa e mimética do mundo corporativo do “Aprendiz” em que jovens são submetidos ao tacão moralista e civilizatório de uma imagem caricata de empresário (feito antes por Justus e agora por Dória). E o mais famoso deles, o Big Brother Brasil, da empresa Endemol e transmitido por estas paragens pela Globo.

Reality show – tradução literal: mostrar a realidade! Mas que realidade? Aquela construída sob os parâmetros dos aparatos tecnológicos e estéticos da televisão. Motrar a realidade não seria tarefa do jornalismo? Mas a realidade que se quer mostrar é aquela enquadrada nos dispositivos ideológicos do momento de uma sociedade imagética, sedutora e que coloca aos indivíduos a busca do sucesso via a sua capacidade de sedução – isto é, o exibicionismo puro e simples.

Floresce, assim, uma das últimas fronteiras de expansão do capital, a indústria da imagem, esta mesma que sustenta toda a indústria do entretenimento (artes, esportes, lazer, eventos) e penetra em outros campos, como na política. Atletas, artistas, cidades, bairros (Cracolândia não, Nova Luz por favor!), produtos, candidatos a cargos públicos são avaliados com base nos seus potenciais imagéticos. Para tanto, contam com um aparato de “especialistas” (consultores, assessores, designers) para cuidar da construção destes simulacros.

E as pessoas comuns que não contam com isto? São jogadas em uma selva onde vale a lei de quem pode mais chora menos. Os seus fracassos são resultados da sua própria incompetência. O cartaz da imagem demonstra isto: “Não seja estuprada” ao invés de “Não estupre”. Aquela idéia de que é a mulher que deve “se preservar”, de “se respeitar”. A culpa é da vítima. Assim como os afrodescendentes – esforcem-se para poder entrar na universidade e não fiquem esperando “favores como as cotas”! De repente as hierarquias raciais e de gênero deixam de existir para entrarmos em um mundo de competências premiadas e incompetências punidas.

Os programas de reality shows consolidam isto – são “gincanas” públicas em que tais pessoas têm sua capacidade testada de sobreviver nestas regras. A polêmica do caso Daniel e Monique é a cereja do bolo desta lógica. Posso tudo, inclusive usar da força de macho para usufruir de uma mulher, deve ter pensado ele. Qualquer problema, o álcool é o álibi. E, de repente, isto pode alavancar uma audiência no programa.

O pay-per-view do BBB vende muito pois se baseia na lógica perversa presente no subconsciente de muitos de poder espiar alguma cena picante (que pode ser simplesmente alguém ficando nu). Qual é o prazer de ficar espiando um bando de pessoas dentro de uma casa? E ainda pagar (!!!) por isto?

“O amor é lindo” foi a primeira reação da emissora, achando que a repercussão do caso iria dar um “up” na audiência do programa que anda em baixa. Mas o feitiço virou contra o feiticeiro. Neste mundo imagético e de lei da selva há ainda os que se indignam. Aqueles que ainda dizem “assim não dá!”. Aqueles que acreditam que a sociedade deve se seguir não pela regra do “vença a qualquer custo”, mas sim de que “vamos construir juntos uma vida digna para todos”.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Identificado o TERRORISTA do PT que agrediu covardemente o Zé Bolinha

Dez dias de fúria midiática – o efeito Berlusconi



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Este é o segundo post da série Onze dias de fúria midiática, iniciada ontem. A cada dia, até o dia 31 de outubro, aqui serão relatados, um a um, os acessos de fúria da mídia diante da escolha eleitoral que o Brasil começa a delinear de forma irreversível.
Como já foi dito neste espaço, a mídia fará tudo, absolutamente tudo para impedir que a escolha em tela se consolide. Tentará mudá-la através de golpes como o da bolinha de papel de dois quilos que a Globo e o PSDB inventaram, bem como com a supressão do contraditório, violando, assim, a lei eleitoral.
A simulação de ferimento do candidato tucano, evidentemente acordada entre ele e a Globo, porém, encontrou resistência. Os telejornais do SBT e o da Record, ao menos, mostraram a farsa.
Mas há um fato mais grave. Segundo informações que circularam amplamente no Twitter, o SBT afirma que só a emissora do Jardim Botânico foi convidada a presenciar o “exame de corpo de delito” que Serra fez com um médico particular que trabalhou para o governo FHC dirigindo o Instituto Nacional do Câncer.
Esse fato corrobora a suspeita de que tudo o que aconteceu no Rio de Janeiro ontem foi uma armação engendrada para gerar, na campanha eleitoral, o efeito Silvio Berlusconi, como bem lembra o leitor Eliseu Leão.
No fim de 2009, Silvio Berlusconi, primeiro-ministro da Itália, passou a noite no hospital milanês de San Raffaelle para se recuperar de uma agressão que sofreu em um comício. Um homem com histórico de doenças mentais o atingiu no rosto com uma estatueta e o deixou com o nariz partido, o lábio rachado e menos dois dentes.
Poucos dias depois, a popularidade do primeiro-ministro aumentou. Silvio Berlusconi contava com 48,6% de popularidade antes do sucedido e subiu para 55,9%, segundo informações do diário italiano Corriere della Sera.
Tudo acontece de acordo com um script já descrito até de forma “científica”, conforme apuração do repórter da Record Rodrigo Vianna, em interessante artigo em que detalha as cinco ondas da campanha difamatória que, em minha opinião, é orquestrada pela Globo em conluio com o PSDB.
A Globo é a principal arma de Serra para virar o jogo. Correndo contra o tempo, contra os dez dias que faltam para a eleição presidencial em segundo turno, tudo deverá ser tentado.
É evidente que Serra foi ao Rio, àquela região que sabidamente é um reduto petista, para fazer provocação. Levou consigo uma tropa de choque para espancar militantes petistas e a Globo para endossar a sua versão mentirosa dos fatos.
A simulação de ferimento pode ser comprovada claramente no vídeo exibido pelo SBT ou pelo que exibiu a Record. Serra, depois de ser atingido por um objeto que qualquer perícia de tal vídeo revelará que não deveria pesar mais do que algumas dezenas de gramas, recebeu um telefonema, minutos depois, e passou a fingir que passava mal.
Nas Globos, a versão do PT foi suprimida. Apenas foi dado espaço a uma declaração protocolar de Dilma e de sua campanha de que não compactuam com práticas violentas. A versão do lado petista envolvido no conflito, foi censurada.
É possível que o PSDB leve para o programa de Serra a versão do Jornal Nacional. Mas há, também, a possibilidade de não levar.
Se o PSDB não explorar mais o caso, ficará com o massacre noticioso na Globo e nos grandes jornais – e, provavelmente, na Veja e/ou na Época do próximo sábado. Se explorar, o PT pode colocar no ar os vídeos da Record e do SBT que mostram a armação.
A campanha de Dilma dificilmente responderá à imprensa de Serra se este não usar a manipulação que essa imprensa cometeu. Esperará para ver que efeito causou a maior parte da grande mídia dar a versão de Serra confiando em que a versão da menor parte impedirá o prejuízo eleitoral.
Como se vê, é um grande jogo de xadrez midiático que se trava nesta campanha, mas com elementos fascistóides. Ou levar um exército de brutamontes a reduto de militantes petistas, espancá-los e ainda acusá-los de “selvageria”, tentando, com isso, pintar aqueles que apóiam Dilma como “violentos” e “intolerantes”, não é uma tática fascista?
Ainda faltam dez dias para terminar a eleição. O que mais preocupa é saber se haverá novos atos de violência durante esta campanha enlouquecida que Globo, Folha, Veja,  Estadão, José Serra e seu partido estão impondo ao país.
Esta reflexão nos remete a um período da história que ganha contornos cada vez mais atuais. Um período de trevas democráticas em que confrontos entre grupos políticos serviram de pretexto a militares para interromperem a normalidade democrática.
Na opinião deste blog, as forças democráticas da nação precisam se unir e denunciar ao Brasil e ao mundo o que as famílias Marinho, Civita, Frias, Mesquita, Serra e outras estão fazendo. Antes que cumpram a promessa de seus sequazes de “hondurarem”.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Agora a mídia acusa o PT de apedrejar Serra

Eduardo Guimarães
Até às 16 horas de 20 de outubro, a onze dias do segundo turno, a mídia ligada ao PSDB já fez duas acusações ao PT de atacar José Serra. Uma é requentada – um dos vários dossiês que inventou que o PT fez contra o tucano –, mas a outra é zerinho.
Segundo o UOL, o G1 e o IG – até agora –, durante uma “caminhada” do candidato tucano pela zona Oeste do Rio ele teria sido “agredido” por petistas.
Versão dos supostos agressores? Doce ilusão. E a única “prova” de que tenham começado o confronto se resume à foto acima e à palavra das “imparcialíssimas” imprensas paulista e carioca.
Claro que em uma eleição como essa tanto o PT poderia cometer essa burrice como o espertíssimo filho da… Moóca paulistana pode ter preparado uma encenação ou uma provocação indo até um reduto petista para provocar militantes na esperança de haver confronto.
E é claro, portanto, que fazer uma das opções preliminarmente é uma safadeza.
Violação de sigilo e agressão física em 16 horas deste 20 de outubro. Em tão pouco tempo Serra é apresentado ao eleitorado como “vítima” do PT por duas vezes. E ainda faltam mais onze dias e oito horas para terminar o primeiro turno.
O Jornal Nacional tem bastante para mostrar hoje junto com a pesquisa Ibope.
Mas caso Serra não tome cuidado, não chegará vivo ao dia de assumir a Presidência. A mídia acabará inventando um atentado. Ainda não se sabe, porém, como fará para ressuscitar o tucano a tempo de ser empossado no cargo.
Como enfrentar essa parada? Bem, enquanto o juiz ladrão continuar apitando o jogo sem que o time prejudicado reclame dele, não haverá como.

Serra apanha no Rio


O que era para ser uma passeata em busca de votos no calçadão de Campo Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro, terminou em tumulto nesta quarta-feira. Com bandeiras da campanha da candidata à Presidência da República Dilma Rousseff, do PT, e cartazes contra o candidato do PSDB, José Serra, manifestantes tentaram impedir a caminhada do tucano no local
Houve empurra-empurra e confusão. Enquanto os ânimos se exaltavam, Serra, o vice Índio da Costa (DEM) e o deputado federal Fernando Gabeira (PV) abrigaram-se dentro de uma loja.
Durante cerca de 45 minutos, militantes do PT e do PSDB gritaram palavras ordem em defesa de seus candidatos. José Serra chegou a ser atingido por um cabo de bandeira arremessado por um dos manifestantes
Quando ele retomou a caminhada, houve mais tumulto. Seguranças fizeram um cordão de isolamento para impedir que os manifestantes se aproximassem do candidato. Por precaução, lojistas fecharam as portas. Nenhum policial esteve no local.
Para fugir do tumulto, o tucano entrou em um carro da campanha e retomou a passeata alguns metros à frente, mas logo o ato foi encerrado.