Passou batido, até aqui, momento bastante significativo da oitiva de Lula pelo juiz Sergio Moro porque revela iniciativa do ex-presidente de partir para o enfrentamento político de um processo contra si que tenta se despir de viés político apesar de tal viés ser inegável.
Lá pelo meio do depoimento de Lula a Sergio Moro, o ex-presidente, perguntado pelo juiz se havia mesmo destruído provas como acusou o ex-diretor da OAS Leo Pinheiro, respondeu, em resumo, que estava sendo construída pela Lava Jato uma narrativa nesse sentido na qual o “sequestro” de Eduardo Guimarães pela PF – termo depois retificado pelo presidente como “busca e apreensão” – seria uma outra forma de incriminar a si como autor de destruição de provas, que costuma ser razão para medidas cautelares como prisão do autor desse tipo de crime.
Houve, também, um outro momento igualmente revelador. O juiz Moro, confrontado por Lula com críticas da imprensa contra si sob conluio com a Lava Jato, afirmou que também enfrenta críticas de blogs que “supostamente patrocinam” o ex-presidente.
É perturbador ouvir uma coisa dessas. Quer dizer, então, que esses blogs que o juiz não nominou – este Blog seria um deles? – “patrocinam” Lula? De que forma, financeiramente, politicamente?
O registro da menção de Lula ao caso que envolve o signatário desta página fala da estratégia de defesa dele, mas a menção de Moro a blogs que diz que “patrocinariam” o ex-presidente só por lhe fazerem críticas revela toda a dificuldade desse agente público em conviver com críticas naturais em uma democracia.
Assista, no vídeo abaixo, as duas cenas supramencionadas. E tire as suas conclusões.
NOS MELHORES MOMENTOS DE LULA, UM MISTO DE RAZÃO E HONRA
lhe é dada a palavra, ao final da audiência com Moro, que o faz com nítida má vontade. Lula partiu para o ataque no depoimento que prestou, em Curitiba. Moro tenta interromper, mas é impossível. Sai de Lula um misto de razão e de honra que não poderia ser detido por uma alma fria, como a de Moro", diz o jornalista Fernando Brito, editor do Tijolaço; "Com classe e firmeza, Lula desanca o 'midiatismo' de tudo o que vem sendo feito. E dá uma carga de emoção a seu depoimento que todo o tempo trataram de evitar"
Quando lhe é dada a palavra, ao final da audiência com Moro, que o faz com nítida má vontade. Lula partiu para o ataque no depoimento que prestou hoje, em Curitiba.
Moro tenta interromper, mas é impossível.
Sai de Lula um misto de razão e de honra que não poderia ser detido por uma alma fria, como a de Moro.
Muito menos por alguém hipócrita, que depois de louvar o apoio midiático à Lava Jato, passasse a dizer que o julgamento nada teria a ver com a imprensa.
Com classe e firmeza, Lula desanca o “midiatismo” de tudo o que vem sendo feito.
E dá uma carga de emoção a seu depoimento que todo o tempo trataram de evitar.
Vale ser assistido este compacto que fiz da parte final do depoimento.
É como se eu ou você estivéssemos sendo vítimas de uma perseguição.
É sincero, não tem espertezas jurídicas, não tem nada senão a força cortante da verdade.
Assista:
Lula denuncia justiçamento pela mídia: 55 capas de revistas, 1.146 manchetes e o equivalente a 12 partidas de futebol contra ele no JN; veja nosso resumo em vídeo
Da Redação
Depois de assistir à integra do depoimento de Lula em Curitiba, o Viomundo selecionou seis trechos que considerou estarem dentre os mais relevantes. No total, são cerca de 27 minutos do total de 5 horas.
Do ponto-de-vista da defesa, o mais importante foi a denúncia final do ex-presidente de que sofreu um verdadeiro justiçamento antecipado pela mídia, o que significa que Moro não terá como absolvê-lo.
Pelas perguntas que fez — mas não foram respondidas — , Moro trabalha na linha do power point do procurador Deltan Dallagnol, inclusive na tentativa de alinhavar o mensalão ao petrolão tendo Lula como o poderoso capo de todo o esquema.
Passou ao público a ideia de que está dando amplo direito de defesa ao ex-presidente;
Explorou contradição entre depoimento anterior de Lula, quando o ex-presidente afirmou que sabia da reforma feita no triplex do Guarujá, e as afirmações atuais do ex-presidente de que não tinha conhecimento de que haveria uma reforma para tentar adequar o apartamento às suas necessidades.
Pontos altos do Ministério Público:
Lula fez uma retirada de R$ 7 milhões da sua empresa de palestras, porém não se preocupou em cobrir os custos de R$ 20 mil reais mensais com a guarda do acervo presidencial, mantido em depósito pela empreiteira OAS na Granero.
O estabelecimento, por conta de reuniões periódicas confirmadas pelo ex-presidente, de uma relação relativamente próxima entre Lula e o delator Léo Pinheiro, da OAS.
Pontos altos de Lula:
A demonstração de que vive em um apartamento com escada há anos e que, se tivesse de pedir um elevador de favor à OAS, o faria onde vive atualmente em São Bernardo do Campo.
A insistência na apresentação de provas materiais — um documento, qualquer documento — de que ele seja efetivamente dono do triplex, sem as quais a acusação fica num disse-me-disse.
A declaração de que Moro, como alguém que soltou e mandou grampear Alberto Youseff, poderia saber tanto quanto ele, Lula, sobre corrupção no interior da Petrobras.
O argumento de que os presos preventivamente, réus confessos, usam o nome de Lula como forma de garantir liberdade enquanto assistem a outros delatores, já soltos, viver uma vida boa com o dinheiro dos negócios escusos que promoveram.
O argumento de que ele, Lula, sofre um massacre midiático, um justiçamento nas emissoras de rádio e TV e nas manchetes de jornais que torna irreversível sua condenação. Lula relembrou que o uso da imprensa foi citado como ferramenta importante pelo próprio juiz Moro, em artigo que escreveu sobre a Operação Mãos Limpas, da Itália.
Hoje, um burguês ignorante das agruras de ser brasileiro imaginará interrogar apenas um homem, mas estará interrogando milhões. Assim será por falta de inteligência para entender que, quando Lula estiver sentado no banco dos réus, estará personificando todo esse povo humilde cotidianamente humilhado por gente como o juiz Sergio Moro.
De um lado, Lula e seu vernáculo coloquial; de outro, o empertigado janota, herói das madames e dos doutores que desprezam o papel do Estado por não precisarem de seus serviços, mas que estarão sempre prontos a servirem-se do Erário.
O interrogador de Lula imaginou levar a Curitiba um homem rendido, humilhado, cabisbaixo para se ajoelhar diante de si com o olhar implorando clemência para não passar seus últimos anos de vida em uma masmorra fétida.
O que encontrará diante de si neste 10 de maio de 2017, porém, será um cidadão humilde, mas altivo e digno por estar ciente de que é portador da esperança de dezenas de milhões de brasileiros.
Pobre Sergio Moro. Ele nunca entendeu quem é e o que representa Lula. Que não é só um político. Aquele que o juiz quer destruir, foi, é e será sempre a esperança dos brasileiros que, sob seu governo brilhante, puderam realizar os sonhos de uma vida. E que anseiam pela volta daqueles tempos.
Legiões de homens, mulheres e crianças cruzaram o país para virem emprestar seu apoio a Lula em uma terra hostil a ele e à democracia – e não por culpa da população local, mas de uma elite que domina região.
Todas essas pessoas estão em Curitiba para serem julgadas e interrogadas junto com seu líder político porque sabem que hoje, mais do que nunca, reside nele a chance de impedir o massacre que o nosso povo está sofrendo nas mãos de salafrários que começam a produzir uma das maiores e mais rápidas ondas de empobrecimento coletivo da história brasileira.
Quando perguntam aos brasileiros em quem desejam votar para governar o país a partir de 2018, o primeiro, o mais lembrado é aquele que todos sabem que melhorou a vida de todos, inclusive dos burgueses que não têm a honestidade e a decência de reconhecer quanto o Brasil ganhou quando Lula governou o país.
Por isso, convém a esse juiz que se julga tão importante que se dirija com muito, mas muito respeito mesmo a Lula quando o interrogar, porque o ex-presidente estará representando milhões de brasileiros, cada um dos quais tão cidadão quanto Sergio Moro, com a mesma importância que a dele e merecedor de tanto respeito quanto ele.
Juíza que proibiu ato pró Lula apaga prova de parcialidade no Facebook
Simpatizantes do ex-presidente Lula tiveram que mudar os planos de acampar em Curitiba enquanto esperam o depoimento dele ao juiz Sérgio Moro nesta quarta-feira 10 de maio devido a decisão da juíza Diele Denardin Zydek, da 5ª Vara da Fazenda Pública, que proibiu acampamentos em ruas e praças da cidade.
Os manifestantes estão tendo que se acomodar em sindicatos, hotéis e na casa de amigos e parentes.
A mídia antipetista falam em 10 mil manifestantes pró Lula, os movimentos de apoio ao ex-presidente falam em 30 a 50 mil.
A Defensoria Pública do Paraná entrou com um recurso contra a decisão da juíza em questão no Tribunal de Justiça (TJ), argumentando que proibir os acampamentos seria cerceamento à liberdade de expressão e manifestação. O TJ negou o pedido durante a tarde.
A decisão do juiz Francisco Jorge diz que deve “preponderar o interesse coletivo (…) em face da livre circulação de pessoas e do acesso ao local onde será o interrogatório”. No início da noite, a Defensoria protocolou um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A juíza Diele Zydek é também militante, nas redes sociais, contra o PT. Ou melhor, era. Antes de explicar por que, vale citar que no dia 4 de março de 2016, data da condução coercitiva do ex-presidente Lula, ela publicou em seu perfil no Facebook a seguinte frase: “a casa caiu para Lula”. Dias depois, também se manifestou contra a nomeação do ex-presidente para a Casa Civil.
A juíza em questão publicou essas opiniões em seu perfil no Facebook, no endereço abaixo.
Acessando o endereço, descobre-se que a juíza Diele Denardin Zydek, da 5ª Vara da Fazenda Pública, apagou seu perfil naquela rede social.
A pergunta inevitável é muito curta: por quê?
É igualmente inevitável perguntar se tal atitude não é um reconhecimento de que as manifestações públicas dessa pessoa contra aqueles que está prejudicando com a sua decisão são incompatíveis com a exigência de equidistância e imparcialidade que devem ter magistrados para julgar qualquer coisa.
Mais grave que a parcialidade escrachada dessa juíza, é a medida perigosa que tomou. Não foi por outra razão que a Defensoria Pública do Paraná impetrou habeas corpus coletivo preventivo, no Tribunal de Justiça do Paraná, contra a decisão dessa juíza que proibiu a montagem de estruturas e acampamentos nas ruas e praças da capital.
De acordo com a defensora pública Camille Vieira da Costa, coordenadora do Núcleo da Cidadania e Direitos Humanos, a decisão da juíza de primeira instância fere o direito à livre circulação e de manifestação. Ou seja: contraria o disposto no artigo V da Constituição Federal, que garante o direito de expressão e manifestação.
O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) negou na segunda-feira (8) habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública do Paraná. Já era esperado. A Justiça paranaense vem atuando como um bloco fechado em torno de Sergio Moro e do antipetismo.
A Defensoria Pública afirmou que vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) ainda nesta segunda.
Mesmo que os manifestantes consigam driblar o cerceamento da Justiça paranaense ao direito constitucional de manifestação, se essa decisão não for revertida a democracia brasileira terá sofrido mais um golpe com a decisão inconstitucional dessa senhora, que apagou seu perfil no Facebook para esconder seu partidarismo
Está tudo preparado em Curitiba para retaliar àqueles que divergem do antipetismo judiciário e querem exercer o direito constitucional de liberdade de expressão e manifestação. Antes de avançar neste texto, porém, vale rever o que diz a Constituição Federal sobre a iniciativa dos simpatizantes do ex-presidente Lula de irem apoiá-lo na capital paranaense.
Dos Direitos e Garantias Fundamentais
CAPÍTULO I
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
I – homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;
II – ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;
III – ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;
IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
V – é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;
VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
VII – é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva;
VIII – ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
XI – a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial;
XII – é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal;
XIII – é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer;
XIV – é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional;
XV – é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;
XVI – todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;
XVII – é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar;
[…]
Dito isso, vale citar que a juíza da 5ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, Diele Denardin Zydek, estabeleceu multas de até R$ 100 mil para quem se aproximar sem autorização do perímetro de segurança estabelecido para a tomada do depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcado para o próximo dia 10, pelo juiz federal Sérgio Moro.
A magistrada também impôs multas de até R$ 50 mil para quem montar acampamentos ou estruturas nas ruas e praça da capital paranaense, além de multa no mesmo valor para os veículos que trafegarem nas áreas delimitadas sem autorização.
Vale notar informação do site Brasil 247 de que essa juíza é militante antipetista e comemorou a condução coercitiva de Lula em 4 de março do ano passado, quando afirmou, no Facebook, que “a casa caiu para Lula”.
Vejamos, então, o que está sendo preparado na capital paranaense:
1 – A Cidade foi forrada de outdoors insultando e provocando Lula e seus apoiadores. E dizendo que a cidade prepara “recepção” para eles.
2 – Milhões de reais foram gastos nessa iniciativa. Ninguém sabe de onde vieram os recursos…
3 – Uma juíza que milita contra Lula e o PT nas redes sociais não hesitou em usar a Justiça para retaliar aqueles dos quais é manifestamente inimiga.
4 – O juiz Sergio Moro grava vídeo para seus apoiadores insinuando que os simpatizantes de Lula poderão “machucá-los”.
5 – Nos fóruns antipetistas da internet sobram ameaças aos que forem à cidade apoiar o ex-presidente da República.
Tudo que os fascistas querem é que os simpatizantes de Lula cometam qualquer excesso, desobedeçam qualquer determinação judicial, enfim, deem motivos para medidas arbitrárias que a notória polícia militar local é useira e vezeira em utilizar.
O ato em favor de Lula deve ser um ato solene e marcado pela sobriedade e pela serenidade. O respeito ao patrimônio público e privado é essencial para que se possa atingir o objetivo desse ato.
Exorto, portanto, àqueles que se manifestarão em favor do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva a que observem a lei em detalhes e usem a inteligência contra as várias arapucas que estão sendo armadas pelo fascismo antipetista.
Gilmar Mendes soltou José Dirceu em meio a um discurso “garantista” contra abusos da Lava Jato que contraria tudo que ele mesmo fez no julgamento do mensalão contra o Estado de Direito? Reinaldo Azevedo e Fernando Henrique Cardoso defenderam Lula contra as investidas de Sergio Moro? Hein!!??
Se há um ano alguém avisasse que isso ocorreria, ninguém daria a menor bola. Hoje, estamos vibrando com as manifestações libertárias daqueles que foram os maiores algozes não do PT, mas das garantias individuais que a Lava Jato vem solapando sem dó nem piedade.
Estão atribuindo esse milagre a Antonio Palocci. O STF teria começado a soltar presos da Lava Jato após o ex-ministro da Fazenda ter ameaçado fazer uma delação premiada na qual acusaria o sistema financeiro, a cúpula do Judiciário e quem sabe a mídia tucana de manter “relações indevidas” com políticos.
Não que Palocci não deva ter muito a contar… Mas, talvez, seu potencial explosivo esteja sendo superestimado.
Não nos esqueçamos de que tanto Gilmar Mendes quanto Reinaldo Azevedo ou FHC vêm mudando de postura desde muito antes da oitiva de Palocci pelo Juiz Sergio Moro há pouco tempo.
O que já vinha acontecendo há mais tempo é a decadência lenta, gradual e segura de Aécio Neves. Este vem se putrefazendo há mais de ano e, agora, a coisa se agravou. Há pouco, teve que se explicar à PF, foi o mais citado na Lava Jato e, loucura das loucuras, denúncia contra FHC teve que ser divulgada – nada mais, nada menos do que – na… Globo!
Uau!!
É outro fato que um ano atrás nem o mais delirante analista se daria ao luxo de prever.
O efeito Aécio mostra que ninguém está seguro. A situação do presidente do PSDB e segundo colocado na eleição presidencial de 2014 se alia a notícias sobre envolvimento do Judiciário e banqueiros em próximas delações.
Ou alguém acredita que membros do Judiciário nunca trocaram vantagens com políticos ou empreiteiras? Alguém já ouviu falar de venda de sentenças judiciais no Brasil ou nunca se falou nisso e é tudo devaneio meu?
Bom, desculpem-me se inventei tal “loucura” simplesmente “do nada”…
Enfim, o que está acontecendo é medo do efeito Aécio. Mas não só.
É aí que entra a extrema-direita. Estou falando de Bolsonaro e dos malucos que o seguem e que pedem volta da ditadura e o extermínio da classe política.
Essa gente não pretende poupar ninguém. Essa gente acha que a Globo e os tucanos são “comunistas”. Além disso, são ultranacionalistas, protecionistas e censores – para extremista de direita, liberdade de expressão é “coisa de comunista”, a menos que seja para ele mesmo.
Mas onde é que entra a Lava Jato nisso tudo?
Ora, o autoritarismo messiânico da republiqueta de Curitiba tem tudo que ver com os MBL da vida, grupo de extrema-direita que atua como linha auxiliar de Bolsonaro e seu bando de energúmenos nazifascistas.
A Lava Jato é da extrema-direita pentecostal. Ou você não tinha notado ainda?
O tal D’Artagnan, ou melhor, o tal Dallagnol é um radical ultra messiânico de direita. Ou não é?
Chegamos ao fundo do poço e descobrimos que não tinha fundo.
E o abismo se aprofunda mais não porque vai acabar engolindo tucanos, petistas, juízes e barões da mídia eventualmente envolvidos com algum nível de corrupção ou até por corrupção inventada, mas porque essa republiqueta curitibana quer o poder.
Sim, é isso mesmo: quer o po-der!
Moro, Dallagnol, Carlos Lima e toda a fila de jovens barões curitibanos almejam governar e moldar o Brasil à sua própria imagem e semelhança – nada que ver com um ex-presidente da República que aos 80 e tantos anos é namorador e defende legalização da maconha.
A república de Curitiba pretende ser, também, uma teocracia. Além disso, pretende abolir essa coisa de comunista que permite a qualquer cidadão comum criar blogs e criticar “otoridades” judiciárias.
De repente – e isso é o mais irônico –, tucanos, peemedebês, barões da mídia, banqueiros e a cúpula do judiciário percebem que estão no mesmo barco que os petistas. Todos podem vir a ser vítimas dos fanáticos religiosos de extrema-direita da republiqueta de Curitiba. Como Dirceu, Lula e… Aécio!
Dia 3 de maio, o juiz Sérgio Moro não vai apenas se encontrar com Lula, o que, aliás, já deve ser motivo de imensa ansiedade – para não dizer pavor – para o magistrado da região agrícola.
Mestre de cerimônias de uma farsa montada para impedir Lula de se candidatar, em 2018, à Presidência da República, Moro terá que viver a terrível experiência do ser diminuto, irrelevante, postado diante de um gigante político cercado de carinho e admiração popular.
Não que alguém espere surpresas: Moro não se prestou a esse papel, até aqui, para decepcionar seus tutores da mídia e da extrema-direita incrustada no empresariado nacional.
Para Moro, Lula não é sequer um troféu pessoal: é uma entrega urgente.
Ainda assim, será uma cena curiosa a de vê-lo, com sua dicção adolescente, entrecortada de rancor, interrogando um réu previamente absolvido por 65 TESTEMUNHAS com relação às fábulas do triplex, do sítio, dos pedalinhos e do barco de lata.
Moro não vai enfrentar Lula, nem poderia, uma vez que são duas personagens de dimensões diferentes. Será tão somente uma formalidade ditada pelas circunstâncias.
Lula pertence à História, é fruto de um doloroso processo de emancipação humana, saído da pobreza sem nunca tê-la perdido de vista, base de sua ação política, desde sempre. É tanto amado quanto odiado pelas suas virtudes.
Moro é o Joaquim Barbosa da vez, com o troféu de plástico do faz-diferença da TV Globo na estante do gabinete, adulado pela turba criada no ódio antipetista semeado pela mídia, agraciado, aqui e acolá, com biografias encomendadas a jornalistas subliteratos que, justiça seja feita, encaixam-se na encomenda, no tamanho e na forma.
No dia 3 maio, milhares de brasileiros estarão em Curitiba para presenciar essa pantomima judicial, talvez a mais simbólica – e a mais patética – desde o golpe de 2016.
Será um daqueles momentos em que, graças a um catalisador poderoso, a voz das pessoas decentes poderá ser ouvida além dos urros das hordas protofascistas que, não faz muito tempo, se travestiram de verde e amarelo para pedir a queda de uma presidenta eleita democraticamente.
Dentro de quase sessenta dias o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá que comparecer a Curitiba para ser interrogado pelo juiz Sergio Moro no âmbito de um dos vários processos abertos contra si recentemente. Esse interrogatório está marcado para 3 de maio.
Curitiba, vale lembrar, é hoje uma das cidades mais antipetistas do Brasil. Provavelmente, mais do que São Paulo. Lula irá depor no ambiente mais hostil a si em todo o país.
O antipetismo das classes média e alta curitibanas se deve, obviamente, a ser lá, na capital paranaense, o Quartel General do Juiz Sergio Moro, bem como da Operação Lava Jato, até aqui meramente uma caçada ao PT e a aliados e ex-aliados do PT.
Basta ir a qualquer fórum antipetista nas redes sociais para ver que já surgem planos de ataque a Lula quando for a Curitiba depor. Não surpreende, pois, que o antipetismo da Morolândia queira ir ao depoimento de Lula, até para produzir imagens para os telejornais.
Cenas de Lula sendo insultado por manifestantes quando chegar às cercanias do recinto onde será interrogado já são objeto de desejo não só da mídia antipetista, mas de cada um dos buracos onde o fascismo tupininquim se esconde.
Mas também há boatos de que estaria havendo articulação de movimentos sociais da região para irem apoiar Lula em um momento em que seus inimigos tentarão extrair lucro político do processo judicial em questão.
O anúncio público do depoimento de Lula não deixa outra solução à militância petista que não seja se organizar para se contrapor aos ataques que o ex-presidente fatalmente receberá da militância antipetista quando chegar ao local determinado por Moro para o interrogatório.
Vale, pois, uma reflexão sobre como enfrentar a direita curitibana.
Curitiba é uma das cidades brasileiras na qual a esquerda vive encurralada por uma maioria reacionária, truculenta e disposta a tudo para falar mais alto. Na verdade, o Paraná é um Estado “de direita”, em uma região onde a esquerda é mais fraca, o Sul.
É lícito supor, então, que não será fácil organizar resistência ao ataque que está sendo preparado contra Lula. Gente de São Paulo e de outras partes do país terá que ir a Curitiba apoiar o presidente. Eu mesmo já estou tratando de comprar minha passagem.
O blogueiro Esmael Moraes divulgou
denúncia tremendamente séria contra o governador tucano do Paraná, Beto
Richa. Segundo o movimento estudantil paranaense, o governador estaria
“organizando milícias fascistas” contra as ocupações de quase mil
escolas paranaenses por estudantes secundaristas.
O governador Beto Richa, do PSDB, estaria pagando milícias fascistas
para desocuparem mais de 900 escolas da rede pública do Paraná. Há
relatos de confrontos entre estudantes e membros do MBL (Movimento
Brasil Livre), que estariam atuando com violência a soldo do tucano.
Há alguns dias, membros do Movimento Brasil Livre invadiram a maior
escola pública do Paraná e passaram a intimidar estudantes mobilizados
contra a PEC 241. Foram enxotados, mas a mera tentativa de confrontarem
os estudantes já preocupa, pois desocupar escolas depende de autorização
da Justiça e só pode ser feito pela Polícia Militar.
Na segunda-feira, o grupo Advogados e Advogadas pela Democracia, que
apoia a ocupação nas escolas do Paraná, emitiu uma notificação aos
manifestantes contrários à ocupação porque o colégio estadual Guido
Arzo, no bairro Sítio Cercado, em Curitiba, teve o portão arrombado e
foi invadido pelo MBL.
De acordo com a defesa dos estudantes, vários colégios ocupados estão
sofrendo intervenções do MBL como a que você vai assistir agora.
Na notificação, a defesa aponta que que as ocupações só podem ser
revertidas por ações judiciais, que já são movidas pelo estado e que –
em caso de violência – quem entrar na escola sem autorização fica
responsável por todo e qualquer dano material e físico dos adolescentes.
Veja a notificação na íntegra:
Prezado(a) Sr.(a).: Estamos cientes da
iniciativa de V. Sa. em participar/organizar grupo de pessoas na
tentativa de desocupação desta escola. Se não lhe ocorreu ainda o
gravíssimo risco de seu ato, fique agora ciente e ADVERTIDO do seguinte:
(1) As ocupações são questões a serem resolvidas EXCLUSIVAMENTE PELA
VIA JUDICIAL nas ações de reintegração de posse já em trâmite; (2)
Estando a escola ocupada pelos alunos, ninguém, repetimos, ninguém
poderá adentrar no local sem autorização dos manifestantes ou ordem
judicial, seja oficial de Justiça, Conselho Tutelar ou Polícia, sendo
crime se isto ocorrer; (3) Diante da tensão provocada nas redes sociais,
em especial promovida pelo grupo mbl, contrário às ocupações, e que vem
difamando os alunos nas redes sociais, o risco de haver confrontos
violentos entre alunos é iminente, podendo o local se tornar uma praça
de guerra; circunstância perfeitamente previsível por qualquer pessoa de
inteligência mediana! Diante disso, sendo V. Sa. maior, capaz, estando
ciente das consequências dessa barbárie, solicitamos a se ABSTER
IMEDIATAMENTE DE QUALQUER ATO DIRECIONADO À ESCOLA, seja no portão ou
arredores, devendo comunicar dessa notificação os seus pares. Caso
insista, por EXPOR CONSCIENTEMENTE ADOLESCENTES À SITUAÇÃO DE RISCO E
VIOLÊNCIA, vimos por meio desta, para resguardar direitos e prevenir
responsabilidades, NOTIFICÁ-LO de que, por incitar este ato
evidentemente hostil, Vossa Senhoria será devidamente RESPONSABILIZADO
CRIMINALMENTE por qualquer lesão física ou moral que vier a ocorrer
(Arts. 121, 129, 136, 137, 139, 146, 147, 286 do Código Penal entre
outros) contra quaisquer adolescentes (favoráveis ou contrários à
manifestação) bem como CIVILMENTE pelos danos sofridos pelos alunos, ao
patrimônio público e particular. Esta notificação e o número do telefone
de V. Sa. serão denunciados ao Nucria (Núcleo de Proteção à Criança e
ao Adolescente Vítimas de Crimes), Ministério Público, Vara da Infância e
Adolescência, e V. Sa. NÃO PODERÁ ALEGAR IGNORÂNCIA de que não fora
devidamente advertido e notificado. Contamos com a sensatez dos
senhores.
Foi nesse ambiente que um adolescente de 16 anos foi assassinado por
outro adolescente de 17 no Colégio Safel, no bairro de Santa Felicidade,
em Curitiba, na tarde desta segunda-feira (24).
A Secretaria de Segurança Pública confirmou que o rapaz era estudante
da instituição. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, ele teve
ferimentos na clavícula e na barriga, e já estava em óbito quando os
socorristas chegaram ao local.
Os estudantes afirmam que os dois jovens não fazem parte do movimento
de ocupação e não sabem dizer o que aconteceu. O MBL tenta
responsabilizar pelo ocorrido um movimento que envolve quase mil
escolas.
A atuação da PM de Richa é bastante suspeita. Em entrevista à Band
News Curitiba, a advogada dos estudantes Tânia Mandarino confirmou que
foi impedida de entrar na escola em que ocorreu a morte do adolescente.
Naquele momento, outros estudantes prestavam depoimento à polícia sem
a presença dos advogados. Para a advogada Tânia, houve violação de
prerrogativas pela polícia por não deixar advogados acompanharem o
interrogatório dos estudantes.
Por conta de o MBL ter sede nacional em São Paulo, é estranho o êxodo
de seus membros para Curitiba. Essa movimentação confere
verossimilhança à denúncia do blogueiro Esmael de Moraes de que o
governador paranaense poderia estar pagando ao MBL para fustigar os
estudantes.
Ademais, o histórico do líder desse movimento tudo se torna ainda mais suspeito.
Renan Antônio Ferreira dos Santos se diz “empresário” e é o
coordenador nacional do Movimento Brasil livre. Foi filiado ao PSDB de
2010 a 2015.
Segundo o UOL, Renan é réu em mais de 60 processos de ações cíveis e
trabalhistas e vem sendo alvo de complicações legais desde 1998, quando
tinha apenas 14 anos de idade.
O líder do MBL responde por fechamento fraudulento de empresas,
dívidas fiscais, fraude contra credores, calote em pagamento de dívidas
trabalhistas e ações de danos morais, que totalizam um montante de R$
4,9 milhões.
Em entrevista ao UOL, Renan admite que deve, mas afirma que essas
pendências provém de sua atuação como empresário e que são geradas pela
“dificuldade que existe na atividade empresarial no Brasil”.
Boa parte dos processos foi julgada à revelia do réu, isto é, o tempo
para a empresa se defender passou sem que eles se manifestassem e a
cobrança realizada na Justiça não obteve sucesso porque os tribunais não
encontram valores nem nas contas das empresas, nem nas de seus
proprietários.
Na época de sua fundação, o MBL se declarava apartidário, mas gravações
de áudio reveladas em 2016 pelo portal UOL em matéria assinada pelo
jornalista Vinicius Segalla mostram o líder do MBL afirmando que o
movimento recebeu dinheiro de partidos políticos de oposição ao Governo
Dilma Rousseff como DEM, PMDB, PSDB, e Solidariedade.
Contudo, a acusação envolvendo Richa é muito mais séria porque,
segundo as denúncias, o dinheiro que estaria sendo repassado ao paulista
MBL para atacar o movimento estudantil paranaense seria dinheiro
público, do governo do Paraná.
O Ministério Público do Paraná deve entrar no caso. Em 2015, o MP-PR
acusou Beto Richa pelo massacre de professores promovido pela PM. O
ataque dos policiais a professores desarmados correu o mundo.
Provavelmente, essa denúncia contra Richa será alvo do mesmo MP.
Recentemente, o governo de Michel Temer (integrado por PMDB, PSDB e
DEM) convocou o MBL para ajudá-lo a “pensar na melhor forma de tornar as
reformas da Previdência e do trabalho palatáveis para a maioria da
população”. Contudo, há notícias de que dinheiro público do governo
federal estaria sendo repassado ao MBL.
Um dos líderes do movimento, Renan Santos, reuniu-se este anocom
Moreira Franco, que é secretário do Programa de Parcerias de
Investimentos, mas ocupa espaço cada vez maior na área da comunicação de
Michel Temer, substituindo Eliseu Padilha, da Casa Civil. Ali teria
sido acertado o preço do MBL.
Renan Santos, o dos mais de 60 processos deu declarações de que seu
MBL iria “ajudar a administração federal, se for no sentido de apoiar as
reformas e desde que elas não sejam abrandadas pela pressão de alguns
grupos”.
Está mais do que na hora de esclarecer a atuação do MBL em nível
nacional, mas, sobretudo, esse caso no Paraná. Os estudantes estranham
muito a morte do adolescente. Jamais ocorreu coisa parecida em qualquer
mobilização estudantil.
Além disso, é mais do que estranho o súbito interesse do paulista MBL
pelas escolas paranaenses e só por elas, apesar de estarem ocorrendo
ocupações de escolas em todo país para protestar contra a PEC 241.
Já passou da hora de representar ao Ministério Público pedindo
investigação das atividades do MBL e a transparência da contabilidade do
movimento. É um absurdo que ninguém saiba como são financiados os
enormes gastos desse movimento. Se remexerem esse lodaçal, vai brotar
muita sujeira.
O que falta para representar ao MP contra o MBL? Está na hora de os
movimentos sociais se mobilizarem contra esse grupo fascistoide e
recoberto de mistérios. O Brasil tem que saber de onde vêm os recursos
que financiam tantas e tão dispendiosas ações simultâneas desse grupo. E
o que foi tratado com Temer e Richa
Um grupo de intolerantes agrediu a atriz Letícia Sabatella hoje à tarde, em Curitiba. Se você conhecer algum dos protagonistas ajude a identificá-los. Está na hora de dizer basta à intolerância.
Publicado em 31 de jul de 2016
31/07/2016 – Letícia Sabatella disse: “Não fui provocar ninguém,
passava pela praça antes de começar a manifestação e parei pra conversar
com uma senhora. Meu erro. Preocupa esta falta de democracia no nosso
Brasil. Eles não sabem o que fazem.”
Lava Jato admite não ter indícios para prender Lula
Procuradores que atuam na Operação Lava Jato em Curitiba têm
convicção de que os casos contra o ex-presidente Lula não têm indícios
suficientes para justificar sua prisão; opinião tem se cristalizado a
partir das investigações já realizadas pela Polícia Federal e também da
denúncia feita contra Lula pelo Ministério Público de São Paulo; os
procuradores admitem que Lula não chegou a intimidar testemunhas ou
mover dinheiro no exterior, nem tentou eliminar provas, como ocorreu com
outros réus da Lava Jato; principal esperança seria a nomeação como
ministro da Casa Civil como meio de "proteção", mas o pilar da ação, o
diálogo gravado entre Lula e Dilma, foi invalidado pelo Supremo Tribunal
Federal, o que fere mortalmente o argumento de que Lula interferiu na
Lava Jato
Paraná 247 - Procuradores da República que atuam na
Operação Lava Jato em Curitiba já estão convictos de que os episódios
que envolvem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não têm indícios
suficientes para justificar a sua prisão.
A opinião tem se firmado a partir das investigações já realizadas
pela Polícia Federal (PF) e também da denúncia feita contra Lula pelo
Ministério Público de São Paulo, informa nesta sexta-feira 17 o
jornalista Humberto Trezzi, colunista do jornal Zero Hora.
Os procuradores da República estão decididos a agir com cautela.
Primeiro porque não existem, no entender deles, indícios que justifiquem
a prisão do ex-presidente. Ele não chegou a intimidar testemunhas ou
mover dinheiro no exterior, nem tentou eliminar provas, como ocorreu com
outros réus da Lava Jato, ponderam.
Para os investigadores, o único caso contra Lula que poderia
justificar um pedido de prisão seria o da tentativa de nomeá-lo
ministro, feita pela presidente Dilma Rousseff antes de ser afastada do
cargo. Mas o principal indício de que a nomeação era "proteção" a Lula,
um diálogo telefônico entre ele e Dilma interceptado pela PF, foi
invalidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o que fere mortalmente o
argumento de que Lula interferiu na Lava Jato e, mais ainda, o
embasamento para um pedido de prendê-lo.
Em tese, o ex-presidente pode responder por corrupção passiva (dois a
12 anos de prisão) e lavagem de dinheiro (três a 10 anos de reclusão)
nos casos do sítio em Atibaia (SP) e do triplex no Guarujá (SP). Abundam
indícios coletados pela PF no inquérito.
Nesta semana, Lula e sua família ingressaram na Procuradoria-Geral da
República com ação contra o juiz Sérgio Moro por abuso de autoridade no
caso da divulgação dos grampos (leia mais).
Chora, Moro, chora! Você chegou uns minutinhos atrasado! (do site Fotos Públicas)
Algumas questões precisam ser esclarecidas, antes que o Moro e a direção-geral da PF, suas diretorias regionais e o delegados aecistas de Curitiba sejam devidamente punidos e destituídos de suas golpistas atividades.
Moro grampeou a Presidenta da República?
Ou grampeou o Lula e, portanto, a Presidenta.
Pra saber se ele pega dez ou 19 anos de cadeia, como aplicou - por "domínio do fato" - ao Marcelo Odebrecht.
A nota diz que a República acabou com a nomeação de Luis Inácio Lula da Silva para Ministro-Chefe da Casa Civil.
Quando e onde o Moro pretendia prender o Lula?
Em São Paulo, antes de embarcar para Brasília?
Quando soube que o Lula tinha conversado com o Renan e ele tinha puxado uma boa parte do PMDB - e, portanto, entupido o Golpe do Bolsomoro, ou Moronaro?
Ou seria em Brasília, ao Lula desembarcar para assumir a Casa Civil?
O que deu errado?
E se ele prendesse o Lula - como queria! - estaria passando com um tanque por cima da autoridade do Supremo, depois de o Teori congelar os processos fabricados, fantasiosos contra o Lula.
Se fosse o valente De Sanctis que fizesse isso, o Gilmar (PSDB-MT) mandava um juizeco qualquer de Curitiba fuzilar o Moro em praça pública - e depois remove-lo para a Vara dos velhinhos de Maringá.
É provável que, na ânsia de vazar, vazar, vazar, o Moro mantenha contato permanente com o pelotão golpista do PiG e da blogosfera.
Não foi ele quem trocou whatsapp com a Cristiana Globo?
Não foi ele quem virou Rei da Pátria Branca, quando aceitou o Prêmio Faz a Indiferença do Globo?
Quem disse que ele não alimenta as boçalidades do jornal nacional e do Globo, com "dicas" ao Kamel e ao Merval?
Por que não?
Outra questão: esse bate-boca entre ele e a Polícia Federal para saber quem fez... esclarece a natureza da relação entre dois tipos de criminosos.
Um diz que foi o outro.
O outro diz que foi o um.
Quando dá ..., acaba a cumplicidade e cada qual cuide de seu ...
Qualquer filme de quadrilhas mostra isso.
A lealdade só existe na vitória.
Na derrota um mata o outro.
Em dúvida, o PT e o Governo Dilma - como prometeram, com a Dilma e o Damous - deveriam enforcar o Moro no CNJ e no STF, e destituir a PF toda.
Não deixa no lugar nem quem serve cafezinho ao Daiello.