Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Os comunistas do Colégio Central da Bahia Uma história de resistência!

Marighella 2222.jpg
Carteira de filiação de Marighella ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) - Crédito: Reprodução
O Conversa Afiada publica artigo de Emiliano José:
Três comunistas do Colégio Central da Bahia
Emiliano José
O primeiro, nasce em 5 de dezembro de 1911.
O segundo, em 2 de outubro de 1912.
O terceiro, em 14 de junho de 1923.
Marighella, Maurício e Mário.
Baianos.
Os três estudaram no assim nascido Liceu Provincial, e nascido nas lonjuras de 1836, e mal surgido, com vida interrompida pela Sabinada, movimento separatista a pretender a proclamação do Estado livre e independente da Bahia.
Eclética programaticamente, a Sabinada não apoiava a monarquia constitucional unitária, nem a proclamação da República, ficava a meio caminho. Firmava o compromisso de revisar tudo no momento da maioridade de D. Pedro II.
Tal revolução, datada de 7 de novembro de 1837, condenava a aristocracia e defendia a abolição do trabalho escravo. Propostas obviamente ousadas para a época, sem que, no entanto, as lideranças apontassem os caminhos para alcançar objetivos tão avançados. Não prosperou. Mas Salvador viveu dias turbulentos com os sabinos.
O ensino foi seriamente afetado.
Até porque havia alguns professores envolvidos na insurreição, o mais famoso dos quais o padre Antônio Joaquim das Mercês.
Tanto o Liceu Provincial como a Escola Normal, nascida também em 1836, tiveram suas atividades interrompidas por conta da revolução, última das sublevações armadas da Bahia. Como Salvador, as escolas só voltaram à normalidade em 1842.
As duas escolas foram criadas para cobrir lacunas.
O Liceu, para substituir as aulas avulsas de latim, francês e grego.
A Escola Normal, para formar professores do ensino elementar.
O Liceu Provincial tornou-se Ginásio da Bahia. Depois, Colégio Central, nome consagrado até hoje.
Os três estudaram no Central.
Um ninho de comunistas, assim o pensamento conservador qualificava o Central.
Talvez tivesse razão.
Por volta dos anos 40 do século XX, o PCB contava com sete células estudantis, coisa de 20 militantes, o que pode parecer pouco. Mas, só parece para quem não conhece a capacidade da militância comunista no período, a preparação de cada um dos estudantes que ingressavam no partido. Esses poucos militantes foram os principais organizadores das grandes manifestações de massa ocorridas em Salvador a favor da entrada do Brasil na Guerra Mundial, o que acabou acontecendo.
Carlos Marighella, dos três, o precursor.
Nascido em Salvador, espírito irrequieto, do samba de roda, da capoeira, do futebol, carnavalesco e namorador, poeta, inteligência rara, famoso na Baixa dos Sapateiros onde nasceu, comunista muito jovem, revela-se um arguto provocador ao responder provas em versos, o Central foi o seu berço, que lhe deu régua e compasso. Preso na Bahia por Juracy Magalhães em 1932, entra para o PCB, é preso outra vez no Rio de Janeiro no 1º de Maio de 1936, violentamente torturado, sai em julho de 1937, e pouco mais de três anos depois da segunda prisão é encarcerado novamente, 26 de maio, em São Paulo, saindo apenas com a anistia em 1945.
Em seguida, elege-se deputado federal constituinte pela Bahia, já legenda do PCB, recém-legalizado, condição efêmera, mandato-relâmpago, pois o partido foi colocado na ilegalidade em maio, sempre maio, do ano de 1947. Junto com ele, Marighella também na clandestinidade, e nessa situação vai viver até o momento em que é assassinado na Alameda Casa Branca, em São Paulo, no dia 4 de novembro de 1969, num cerco armado pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury. Marighella já então militante da Ação Libertadora Nacional (ALN), surgida do inconformismo de comunistas insatisfeitos com os rumos adotados pelo PCB, considerados reformistas, sem capacidade para enfrentar a conjuntura de ditadura. Era então considerado o inimigo número um da ditadura militar, que não o queria vivo. Tornou-se, morto, uma referência ainda maior para a esquerda brasileira, por sua coragem e combatividade, exemplo para todos os que se dispõem a lutar pela revolução.
Maurício Grabois, também de Salvador, também do Central, onde aprendeu as primeiras lições comunistas. Muito cedo, foi dirigente da Juventude Comunista, e integrou a Aliança Nacional Libertadora, que tentou a Insurreição de 1935, derrotada.
Com 19 anos, vai para o Rio de Janeiro, estuda na Escola Militar de Realengo, depois na Escola de Agronomia, abandonada no 2º ano em favor da atividade política revolucionária. Edita o jornal A Voz Operária e passa a dirigir a Editora Vitória, ambos do PCB.
É preso no verão de 1941, solto em 1942. Um dos organizadores da Conferência da Mantiqueira, fundamental para a reorganização do PCB, nela é eleito para o Comitê Central do partido.
É eleito deputado federal para a Constituinte, e lidera a bancada comunista.
Com o partido cassado, cai na clandestinidade. Em 1954, no IV Congresso, é reeleito para o Comitê Central.
Em 1962, insubordina-se com a orientação considerada reformista do PCB, e funda o PCdoB ao lado de vários outros companheiros, como João Amazonas, Diógenes Arruda e Pedro Pomar.
Chega à região do Araguaia em dezembro de 1967 para organizar a luta armada revolucionária na perspectiva maoísta. Com ele, segue o filho André Grabois, morto na selva pela ditadura em 1972. Maurício Grabois é morto no natal de 1973 por forças militares do Exército. Tornou-se uma referência para os comunistas.
O terceiro, filho de latifundiário de Sento Sé, sertão da Bahia, Mário Alves, chegou ao Central em 1935, ingressa no PCB em 1939 aos 16 anos, recruta ninguém menos que Jacob Gorender para o partido, torna-se orador combativo nas manifestações a favor da entrada do Brasil na II Guerra contra o nazifascismo, torna-se jornalista do jornal O Estado da Bahia, seu primeiro emprego.
Torna-se, com apenas 20 anos, dirigente do Comitê Central como resultado da Conferência da Mantiqueira.
Em 1945, é diplomado em Ciências Sociais. Joga pro alto o emprego na imprensa burguesa – afasta-se de O Estado da Bahia, a rede dos Diários Associados. Torna-se, aos 23 anos, o redator-chefe de O Momento, o primeiro jornal comunista do período da fugaz legalidade do PCB. Ali ganhava apenas o suficiente para se manter. Enfrentou o empastelamento do jornal em 27 de maio de 1945, sob o governo de Otávio Mangabeira, conhecido por posições democráticas, mas cedendo ao endurecimento de Dutra.
Em 1947, segundo semestre, vai para o Rio de Janeiro, profissionalizado pelo partido. Com o crescimento repressão sob Dutra, segue para São Paulo. Dirige depois a Escola do PCB, orientando os cursos de formação. Vai tornar-se um dos principais quadros teóricos do partido.
Veio 1964, e Mário Alves, ao lado de Apolônio de Carvalho e Jacob Gorender, funda o PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário), opondo-se, como Marighella e Grabois, ao que considerava conciliação do PCB, e passa a defender a luta armada. Cai na noite de 16 de fevereiro no Rio de Janeiro, no bairro de Cascadura, Rio de Janeiro. É morto empalado, de modo atroz. Nunca será esquecido: foi modelo de militante comunista, capaz sempre de unir teoria e prática, leal aos seus ideais e a seus camaradas.
Curioso, o destino dos três.
Um mesmo berço: a Bahia.
Um mesmo colégio, o Central.
A beleza da opção pelo comunismo na juventude.
Vidas que não se deixam seduzir pelos encantos burgueses.
Um mesmo caminho na maturidade: o rompimento com o PCB e a adesão à luta armada.
Um mesmo fim, trágico: o assassinato nas mãos sangrentas da ditadura.
Seus erros, à luz da história, podem ser discutidos hoje.
Ninguém deixará de lembrar de seus exemplos, de seu amor às grandes causas da humanidade.
Pudessem, e poderiam dizer, com Brecht no seu belo poema “Aos que virão depois de nós”:
...Ah, os que quisemos
preparar terreno para a bondade
não pudemos ser bons.
Vós, porém, quando chegar o momento
em que o homem seja bom para o homem,
lembrai-vos de nós
com indulgência.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Kennedy Alencar: Calero entregou à PF gravações de conversas com Temer, Geddel e Padilha; oposição quer o impeachment

geddel temer, calero e padilha
PF informa à pasta da Justiça que Calero gravou Temer, Geddel e Padilha
Depoimento de ex-ministro à PF leva crise para gabinete presidencial
O Ministério da Justiça recebeu da Polícia Federal a informação de que o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero entregou ao órgão gravações de conversas com o presidente Michel Temer e os ministros Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) e Eliseu Padilha (Casa Civil). Um auxiliar de Padilha também teria sido gravado.
O depoimento de Calero à PF levou a crise que envolvia o ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria) para o gabinete presidencial. O ex-ministro da Cultura disse que se sentiu “enquadrado” por Temer devido à sugestão de remeter à AGU (Advocacia Geral da União) a decisão sobre a licença do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) para um empreendimento imobiliário.
Segundo Calero, Temer ficou ao lado do ministro da Secretaria de Governo.
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Calero diz à PF que Temer o pressionou no caso Geddel
O ex-ministro da Cultura Marcelo Calero disse em depoimento à Polícia Federal que o presidente da República, Michel Temer, o “enquadrou” no intuito de encontrar uma “saída” para a obra de interesse do ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo).
O empreendimento La Vue Ladeira da Barra, embargado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em Salvador, está no centro da mais recente crise envolvendo o Palácio do Planalto.
Na semana passada, Calero pediu demissão após acusar, em entrevista à Folha, Geddel de “pressioná-lo” para o que o órgão de patrimônio vinculado ao Ministério da Cultura liberasse o projeto imobiliário onde o ministro adquiriu uma unidade.
“Que na quinta, 17, o depoente foi convocado pelo presidente Michel Temer a comparecer no Palácio do Planalto; que nesta reunião o presidente disse ao depoente que a decisão do Iphan havia criado ‘dificuldades operacionais’ em seu gabinete, posto que o ministro Geddel encontrava-se bastante irritado; que então o presidente disse ao depoente para que construísse uma saída para que o processo fosse encaminhado à AGU [Advocacia-Geral da União], porque a ministra Grace Mendonça teria uma solução”, disse Calero, segundo a transcrição do depoimento enviado ao Supremo Tribunal Federal e à Procuradoria-Geral da República.
Em seguida, o ex-ministro da Cultura afirma que Temer encarava com normalidade a pressão de Geddel, articulador político do governo e há mais de duas décadas amigo do presidente da República.
“Que, no final da conversa, o presidente disse ao depoente ‘que a política tinha dessas coisas, esse tipo de pressão'”, prossegue Calero.
Na sequência, o ex-ministro afirma que se sentiu “decepcionado” pelo fato de o próprio presidente da República tê-lo “enquadrado”.
“Que então sua única saída foi apresentar seu pedido de demissão”, declara Marcelo Calero.
oposição
Oposição quer impeachment de Temer após depoimento de Calero
Deputados e senadores da oposição começaram a defender, após depoimento do ex-ministro Marcelo Calero, um pedido de impeachment do presidente Michel Temer. Eles argumentam que o relato de que Temer teria feito pressão para encontrar uma “saída” para a obra de interesse do ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) indica crime de responsabilidade.
A Folha revelou nesta quinta-feira (24) que Calero disse à Polícia Federal que Temer o “enquadrou”.
Na semana passada, Calero pediu demissão após acusar Geddel de “pressioná-lo” para o que o órgão de patrimônio vinculado ao Ministério da Cultura liberasse o projeto imobiliário onde o ministro adquiriu uma unidade.
O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que Temer usou a Presidência para defender interesses privados. “Absurdo. No nosso entendimento, Temer vai ter que responder processo por crime de responsabilidade para ser julgado pelo Congresso”, disse.
Logo após a revelação, o petista se reuniu com a assessoria jurídica do PT e disse que a intenção é protocolar um pedido de impeachment nos próximos dias. “Ele pareceu agir em sociedade com Geddel, usando peso da presidência para interferir num negócio privado, beneficiando empresas.”
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) também defendeu que a situação é motivo para impeachment. “Se isso não for razão para impeachment, nada mais é. O presidente da República se envolveu diretamente em um negócio ilícito e privado de um ministro seu. Eu vou propor para a oposição que apresente pedido de impeachment do Michel Temer. Isso é crime de responsabilidade na veia”, disse.
Randolfe Rodrigues afirmou que a revelação “justifica a atitude de Temer em proteção a Geddel” nos últimos dias. “Agora está claro por qual razão o presidente acha que não há gravidade: porque ele mesmo estava envolvido”, afirmou.
A senadora petista Gleisi Hoffmann (PR) disse que se trata de um caso de crime de responsabilidade. “Como um presidente trata de assuntos desse porte? Lamentável. Nunca se ouviu falar isso do presidente Lula ou da Dilma. Espero que os patrocinadores do impeachment da Dilma tenham dignidade e apresentem também o impeachment de Temer”, disse Gleisi.
Na Câmara dos Deputados, a oposição estuda coletar assinaturas para abrir uma CPI. Também deve apresentar novos requerimentos para que Calero vá à Casa prestar esclarecimentos.
“É fundamental que a Casa ouça o Calero para obter mais informações sobre o episódio. É uma denúncia extremamente grave que, se confirmada, significa, no mínimo, improbidade administrativa”, afirmou o líder da Rede, Alessandro Molon (RJ).
O deputado Jorge Solla (PT-BA), autor de requerimentos derrotados para convocar Geddel Vieira Lima e convidar Marcelo Calero a prestarem depoimentos, disse que vai acionar a PGR (Procuradoria-Geral da República).
“É um presidente da República pressionando um ministro para atender interesses patrimoniais de outro ministro. É muito grave”, afirmou Solla. “Se já era uma coisa complicada, não só ilegal, mas escandalosa a postura de Geddel, isso partindo de um presidente, mesmo sendo golpista, tem que ser rechaçado”, disse o deputado.
Pegos de surpresa, outros integrantes da oposição ao governo na Câmara evitaram comentar a denúncia de Calero contra Temer. “Preciso de mais informação porque o tema é muito delicado”, disse Orlando Silva (PC do B-SP), vice-líder da Minoria.
Pressão de Temer a  favor de Geddel por obra irregular pode levar a impeachmet, diz líder do PT
O líder do PT na Câmara, Afonso Florence (BA), disse hoje ( 24) que a Bancada  do PT na Câmara vai  solicitar à Polícia Federal cópia do depoimento do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero no qual ele envolve diretamente o presidente Michel Temer  em lobby para facilitar a liberação de uma obra irregular de interesse do ministro Geddel Vieira Lima ( Secretaria de Governo).  Segundo o líder, o depoimento será submetido a uma análise de juristas renomados.
“Identificado o crime de responsabilidade, o caminho é a abertura de um processo de impeachment de Temer. O governo Temer derrete”, disse o parlamentar.
Segundo Florence, as bancadas de oposição na Câmara e no Senado vão continuar atuando unidas para apurar o caso Geddel, “que agora ficou muito mais grave, com o envolvimento de Temer nas denúncias”.  Calero,  em depoimento à Polícia Federal, disse  que Temer  o “enquadrou” no intuito de encontrar uma “saída” para a obra de interesse de Geddel .
Trata-se do empreendimento La Vue Ladeira da Barra, embargado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Calero pediu demissão do cargo na semana passada, após acusar Geddel de “pressioná-lo” para o que o órgão de patrimônio vinculado ao Ministério da Cultura liberasse o projeto imobiliário onde o ministro adquiriu uma unidade, cujo valor é acima de 2,5 milhões de reais.
As Bancadas do PT na Câmara e no Senado , junto com outros partidos de oposição ao governo golpista, já acionaram a Procuradoria Geral da República  e a Comissão de Ética da Presidência da República para a apuração das denúncias.
Foram feitos também  requerimentos de convocação da Geddel para depor em comissões temáticas da Câmara, mas o governo Temer mobilizou na quarta-feira  uma verdadeira tropa de choque parlamentar para rejeitar os requerimentos  assinados pelo deputado Jorge Solla (PT-BA).
Em trecho divulgado hoje do depoimento de Calero à PF, fica clara a participação de Temer na manobra para facilitar a liberação de uma obra ilegal em Salvador (BA).
“Que na quinta, 17, o depoente foi convocado pelo presidente Michel Temer a comparecer no Palácio do Planalto; que nesta reunião o presidente disse ao depoente que a decisão do Iphan havia criado ‘dificuldades operacionais’ em seu gabinete, posto que o ministro Geddel encontrava-se bastante irritado; que então o presidente disse ao depoente para que construísse uma saída para que o processo fosse encaminhado à AGU [Advocacia-Geral da União], porque a ministra Grace Mendonça teria uma solução”, disse Calero, segundo a transcrição do depoimento enviado ao Supremo Tribunal Federal e à Procuradoria-Geral da República.
Em seguida, o ex-ministro da Cultura afirma que Temer encarava com normalidade a pressão de Geddel, articulador político do governo e há mais de duas décadas amigo do presidente da República.
“Que, no final da conversa, o presidente disse ao depoente ‘que a política tinha dessas coisas, esse tipo de pressão'”, prossegue Calero.  Na sequência, o ex-ministro afirma que se sentiu “decepcionado” pelo fato de o próprio presidente da República tê-lo “enquadrado”.  “Que então sua única saída foi apresentar seu pedido de demissão”, declara Marcelo Calero.
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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Fracassam tentativas fascistas de “melar” Congresso do PT


fascistas capa
Fracassou tentativa do revoltado-mor e sua milícia fascista de provocarem confronto sério nos atos públicos do PT em Salvador. Durante a quinta-feira (11), Marcello Reis, líder do grupo “Revoltados On Line”, e um grupo de milicianos tentaram gerar violência, mas obtiveram apenas reportagens tendenciosas da Folha de São Paulo e do Estadão.
Apesar de ser escandalosamente clara a intenção do revoltado-mor e sua milícia de provocarem os militantes do PT nas ruas de Salvador e no hotel, naquela cidade, em que acontece o Congresso do partido, reportagens desses jornais colocaram em dúvida essa intenção:
Folha:
“(…) Antes do tumulto, os ministros Edinho Silva (Comunicação) e Miguel Rossetto (Secretaria Geral) afirmaram à Folha que a presença do militante anti-Dilma no hotel era uma provocação ao partido (…)”
Estadão:
“(…) Militantes [do PT] consideraram uma provocação [Marcello] Reis se hospedar no hotel [em que acontece Congresso do PT] e ficar circulando com uma camiseta escrita a palavra impeachment (…)”
Chega a ser cômico os jornais dizerem que os petistas “afirmaram” e “consideraram” que a intenção do revoltado-mor foi provocar. Afinal, houve ou não houve provocação? Há dúvidas de que houve?
Nenhuma das reportagens que os jornais paulistas fizeram na quinta-feira 11 tratou de perguntar ao provocador o que ele foi fazer Bahia no mesmo hotel em que ocorreria o Congresso do PT. O que o tal Marcello Reis foi fazer lá? Viajou a trabalho, por acaso?
Basta ler o perfil do grupo de “revoltados” no Facebook. Lá é dito, com todas as letras, que ele viajou à Bahia para provocar petistas.
Não bastando isso, os jornais omitem que, de acordo com a Constituição, é ilegal promover manifestação contrária no mesmo local em que ocorre outra manifestação anteriormente convocada:
Artigo 5º da Constituição Federal
XVI – todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;
Ora, o Congresso do PT e os atos do partido em Salvador foram convocados muito antes de paulistas “revoltados” viajarem àquela cidade com a finalidade evidente de tumultuar.
O máximo que os fascistas conseguiram foram alguns empurrões no saguão do hotel Pestana, em Salvador, onde ocorre o Congresso petista. Assista ao vídeo e confira como os próprios petistas formaram um cordão de isolamento ao redor de Reis para impedir que ele atingisse seu objetivo de sofrer agressão.



Como se pode ver no vídeo, a confusão não durou nem cinco minutos.
Já nas cercanias do hotel onde ocorria o Congresso petista, um grupelho fascista tentou provocar petistas que faziam ato público, mas foram contidos pela polícia e tiveram que ficar gritando de longe.
fascistas 1
O revoltado-mor está se fazendo de vítima – com ajuda da Folha e do Estadão –, mas todos sabem que seu grupo, e outros similares, não toleram supostos petistas nem andando na rua, quanto mais se invadissem alguma reunião deles em recinto fechado.
Confira, abaixo, agressão desses fascistas a Guga Noblat, simpatizante do PT e filho do blogueiro tucano Ricardo Noblat. A mulher de Guga foi empurrada pelos fascistas e ele quase foi agredido apesar de levar um bebê no colo.


Apesar do fracasso fascista em tentar causar algum episódio mais grave, é estarrecedor que essa gente possa agir dessa maneira sem que as autoridades tomem providências.
O tal Marcello Reis foi afastado pelos funcionários do hotel em Salvador do espaço em que ocorria o Congresso do PT, mas ele deveria ter sido retirado daquele hotel, já que alardeou publicamente, no Facebook, que pretendia causar confusão no estabelecimento comercial.
Qualquer outro cidadão que se hospedasse em um hotel de bom nível e que começasse a fazer provocações a outros hóspedes seria sumariamente convidado a deixar o estabelecimento. Qualquer pessoa que anuncie publicamente a intenção de ir causar tumulto em algum lugar seria impedida inclusive pela polícia.
Essas ações violentas dos grupos fascistas anti-PT irão provocar a primeira tragédia a qualquer momento. Logo, logo alguém precisará morrer para que as autoridades tomem as providências cabíveis.
A ascensão fascista está soterrando a democracia brasileira. Os frutos disso serão amargos inclusive para quem os semeou. É só esperar.



quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

GILMAR É O ÚNICO CERTO NO TJ DA BAHIA ? Para os R$ 662 mil do Genoino, o MP ! Para os R$ 10 milhões do Gilmar, um tapinha nas costas ?

Com as duas notícias do Luis Nassif – o Tribunal de Justiça da Bahia fez, sem licitação, uma “doação” ao Gilmar Dantas (*); e “Gilmar levou o Big Ben de Propriá ao evento suspeito” -, pode-se dizer que o Corregedor do Conselho Nacional de Justiça, Francisco Falcão derreteu o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia.

Defenestrou o presidente e a vice em nome da Moral e dos Bons Costumes e divulgou espetacularmente essa notícia aos quatro cantos da terra.

A pergunta que não quer calar é: será que o contrato sem licitação no valor R$ 10 milhões com o IDP de Gilmar foi a única coisa correta no TJ baiano?

Será?

Corretíssima ?

Será que os olhos implacáveis do Corregedor Falcão não encontrarão irregularidade nesses R$ 10 milhões injetados no cofre do IDP de Gilmar SEM licitação?

Será que o Falcão poderá sempre exibir um parecer que ateste a regularidade de contratos milionários sem licitação?

Será que o Falcão passará o facão na Lei das Licitações (8.666),  “per saltum” para o IDP?

E com que autoridade ele, daqui para a frente, poderá exigir que outros tribunais pautem-se pela Moral e os Bons Costumes ?

E quem, é, no momento, o presidente do Conselho ?

O Presidente do Supremo, Joaquim Barbosa – assista a “ah, se o Barbosa fosse o Barbosa”.

Não consta que o Presidente Barbosa seja amigo pessoal do casal Gilmar Mendes.

E, portanto, motivos de índole afetiva, de caráter pessoal não justificariam considerar legal um contrato sem licitação da ninharia de R$ 10 milhões.

R$ 10 milhões !

E olha que o Gilmar Dantas (*) exige a intervenção – com a colaboração espontânea do Ataulfo Merval (**)  de Paiva – do Ministério Público – prontamente aceita pelo republicano Dr Janot – nas doações de R$ 667 mil do Genoino.

Para o Genoino, o MP implacável, também conhecido como o “DOI-CODI da Democracia”.

Para o Gilmar, R$ 10 milhões “na faixa”, como se diz na Bahia.

Será que foi assim que ele pagou os R$ 8 milhões ao sócio ?

Fará o PT uma representação na Corregedoria do CNJ contra o IDP do Gilmar?

Por falar nisso: o PT elegeu algum senador ?

SUGESTÃO DE PITACO DO DIA: “Mais fácil um elefante bater as orelhas e voar que o corregedor Falcão exigir licitação para a Escolinha do Professor Gilmar”

Assinado, Danton


Em tempo: 
como é que a antecessora do Falcão, a Desembargadora Eliana Calmon dizia mesmo, hein ? 


Paulo Henrique Amorim


(*) Clique aqui para ver como notável colonista da Globo Overseas Investment BV se referiu a Ele. E aqui para vercomo outra notável colonista da GloboNews e da CBN se referia a Ele. O Ataulfo Merval de Paiva (**) preferiu inovar. Cansado do antigo apelido, o imortal colonista decidiu chamá-lo de Gilmar Mentes. Esse Ataulfo é um jenio. OLuiz Fucks que o diga.

(**) Ataulfo de Paiva foi o mais medíocre – até certa altura – dos membros da Academia. A tal ponto que seu sucessor, o romancista José Lins do Rego quebrou a tradição e espinafrou o antecessor, no discurso de posse. Daí, Merval merecer aqui o epíteto honroso de “Ataulfo Merval de Paiva”, por seus notórios méritos jornalísticos,  estilísticos, e acadêmicos, em suma. Registre-se, em sua homenagem, que os filhos de Roberto Marinho perceberam isso e não o fizeram diretor de redação nem do Globo nem da TV Globo. Ofereceram-lhe à Academia.E ao Mino Carta, já que Merval é, provavelmente, o personagem principal de seu romance “O Brasil”.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

CNJ VAI APURAR CONTRATO DO TJ-BA COM IDP DE GILMAR

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Folha inventa ligação de celular para José Dirceu

É a turma da ficha falsa, lembram-se?


do blog do Zé Dirceu

Em resposta às notas publicadas pela coluna Painel, da Folha de S. Paulo, desta sexta-feira (17.01), o ex-ministro José Dirceu nega enfaticamente que tenha conversado por telefone celular na semana passada com James Correia, secretário da Indústria, Comércio e Mineração do governo da Bahia. Meu cliente afirma também que tampouco recebeu qualquer visita que tenha usado o telefone celular em sua presença no interior da Papuda, o que violaria as regras para visitas no presídio, e que estuda tomar medidas judiciais cabíveis para reparação da verdade no caso.

José Luis Oliveira Lima

Leia também:

MERCADO LIVRE: MPF QUER COIBIR DISCRIMINAÇÃO

segunda-feira, 27 de maio de 2013

E CENSURA JORNALISTA Juiza Marielza Franco manda tirar texto de Emiliano José do ar. Viva (a Justiça d)o Brasil !!!

Saiu no site da Carta Capital, matéria de Leandro Fortes:Censura. O agora evangélico (direita) conseguiu na Justiça retirar da internet um artigo revelador do jornalista
O pastor Átila Brandão, destacado agente da repressão na ditadura, tenta calar um jornalista que lembra seu passado 

De Salvador

Nas manhãs de sábado, o pastor Átila Brandão, líder máximo da Igreja Batista Caminho das Árvores, faz uma exaltada pregação na TV Aratu, retransmissora do SBT na Bahia. É uma mistura de ignorância, oportunismo e preconceito. Exemplo: o ser humano é inteligente por falar e não por pensar. Outro: o anticristo será um homossexual nascido de uma prostituta. Não se assuste, o pastor tem a solução contra o mal. Além do apego ao Evangelho e à Bíblia, Brandão acredita-se destinado a presidir o Brasil.

Infelizmente, a estratégia para derrotar o coisa-ruim via Palácio do Planalto corre sérios riscos. Atualmente, torturador de palavras e consciências, Brandão destacou-se nos anos 70 por outro tipo de barbárie, bem mais grave. Teve passagem marcante pelo aparato de repressão da ditadura.

Denunciado pelo ex-deputado e jornalista Emiliano José, o pastor perdeu a fleuma religiosa e ressuscitou seu velho estilo, consagrado nos anos de chumbo. Então oficial da Polícia Militar da Bahia, Brandão comandou espancamentos contra estudantes em Salvador entre 1968 e 1973. Em um prazo de três meses, o evangélico fez um boletim de ocorrência, registrou uma queixa-crime e abriu duas ações judiciais contra José. Seu objetivo principal é censurar o jornalista por causa do artigo intitulado “A premonição de Yaiá”. Publicado em fevereiro passado no jornal A Tarde e disponível na internet, o texto trata de uma história assustadora.

Com base em um depoimento gravado, o ex-deputado relata um momento na vida de Maria Helena Rocha Afonso, conhecida como Dona Yaiá, mãe do preso político Renato Afonso de Carvalho, ex-militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário. Segundo Dona Yaiá, em 1971, após sentir terrível angústia no peito, decidiu por conta própria pegar um táxi e visitar o filho, então com 23 anos, preso no quartel da PM dos Dendezeiros, na chamada cidade baixa. Carvalho havia sido preso no Rio de Janeiro em fevereiro daquele mesmo ano por agentes da repressão e levado ao quartel da Polícia do Exército da Rua Barão de Mesquita, um dos mais cruéis centros de torturas do regime. Por dois dias, ficou pendurado em um pau de arara. Foi espancado e submetido a choques elétricos e afogamentos. Depois, enfrentou um fuzilamento simulado. Como, ainda assim, não entregou ninguém, seu assassinato parecia iminente.

Graças a um pedido do pai, Orlando de Carvalho, e da interferência de Dom Eugênio Salles, à época arcebispo do Rio de Janeiro, o militante foi salvo e transferido a Salvador. Sob custódia da PM baiana, achou que a fase das torturas havia passado. Engano absoluto. O militante do PCBR, hoje um respeitado professor de História na capital da Bahia, reencontrou no quartel dos Dendezeiros um velho desafeto, o capitão Átila Brandão.

(…)


Clique aqui para ler a íntegra.

Aqui para ler: até tu Toffoli? Dantas manda no Brasil.

Na mesma edição da Carta, Mauricio Dias diz que “Faoro sugeriu Barroso a Lula”.

sábado, 3 de novembro de 2012

Em Itabuna, partidários deixam o PSOL e filiam-se no PT



 
O diretório do PSOL de Itabuna sofreu um abalo considerável na última terça-feira, quando 11 dos 15 membros do Diretório decidiram deixar o partido e se filiaram no PT. Entre os filiados, estão cinco, dos sete membros da executiva municipal.
O presidente do PSOL de Itabuna, Thiago Souza (foto), foi o que puxou a fila, e levou o tesoureiro Igor Felipe e o secretário geral Erick Maia, e ainda Robert Souza e Laiza Gomes. Thiago Souza abandonou o Diretório Nacional e Estadual do partido.
Segundo informações, além desses 11, mais 90 filiados deverão deixar o PSOL de Itabuna. Com isso o ex-candidato a prefeito Zem Costa ficou isolado dentro do partido.
Em contato com Thiago Souza, ele declarou que conversou em Salvador com a JPT, e a conversa amadureceu e decidiu aceitar o convite. Ele também conversou com pessoas ligadas a tendência Esquerda Democrática e Popular (EDP), ligada ao deputado Nelson Pelegrino.
Questionado sobre o que motivou a saída deste grupo do PSOL, Thiago foi contundente: “A forma como foi feita a candidatura de Zem Costa, onde apelava demais para o lado Pessoal e familiar e fugiu do lado partidário”.
Indagado sobre qual grupo apoiará dentro do PT, o de Geraldo Simões ou Josias Gomes, Thiago preferiu a independência por agora:
“Nem um nem outro por ora, nenhum deles. nada de corrente, nos manteremos independentes.”
No Políticos do Sul da Bahia

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Abertas as inscrições para o III BlogProg



Agora está confirmado: O III Encontro Nacional de Blogueir@s ocorrerá em Salvador, Bahia, nos dias 25, 26 e 27 de maio. A estrutura do evento, que deve reunir cerca de 500 ativistas digitais de todo o país, já está quase toda montada. A comissão nacional organizadora do BlogProg tem realizado os últimos esforços para garantir alojamento e refeição para todos os participantes. A inscrição para encontro vai até o dia 11 de maio. O valor é de R$ 60,00 para os ciberativistas e de R$ 30,00 para estudantes.
Atenção: garanta sua vaga preenchendo o formulário ao final da página!
Para viabilizar a estrutura do evento, a comissão organizadora ficou responsável pelo contato com cerca de 40 entidades populares, sítios e publicações – os chamados “Amigos da Blogosfera”. A exemplo dos dois encontros anteriores, eles deverão contribuir financeiramente. Também estão sendo feitas articulações junto a instituições públicas e empresas para bancar o III BlogProg. Todos os apoiadores terão seus nomes divulgados na blogosfera e nas redes sociais, garantindo total transparência para o evento.
Quanto à programação, ela foi definida na reunião da comissão nacional no dia 24 de março. Os contatos já foram feitos, mas nem todos os convidados confirmaram a presença. O III BlogProg dará maior espaço para as oficinas autogestionadas – os interessados devem apresentar sugestões de temas e de debatedores até 4 de maio e ficam responsáveis pela iniciativa. Também haverá maior espaço para reuniões em grupo com o objetivo de intercambiar experiências, fazer o balanço das atividades no último período e traçar os próximos passos da blogosfera. Abaixo, a proposta de programação:
III Encontro Nacional de Blogueiros (BlogProg)
Salvador, Bahia – 25, 26 e 27 de maio de 2012
Programação
25 de maio, sexta-feira
15 horas – Início do credenciamento;
17 horas – Palestra inaugural: A luta de ideias no mundo contemporâneo
– Convidado: Michel Moore (diretor de cinema e escritor dos Estados Unidos)
19 horas – Ato político em defesa da blogosfera e da liberdade de expressão – Praça Castro Alves
- Convidados: Artistas, lideranças políticas e dos movimentos sociais;
26 de maio – sábado
9 horas – Nas redes e nas ruas pela liberdade de expressão e pela regulação da mídia
Convidados:
- Franklin Martins – ex-secretário da Secretária de Comunicação da Presidência da República;
- Emiliano José – integrante da Frente Parlamentar pelo Direito à Comunicação e pela Liberdade de Expressão;
- Gilberto Gil – ex-ministro da Cultura;
- Barbara Lopes – do movimento blogueiras feministas;
11 horas – A força das redes sociais no mundo
Convidados:
- Ignácio Ramonet – criador do Le Monde Diplomatique e autor do livro “A explosão do jornalismo”;
- Amy Goodman – fundadora do movimento Democracy Now e ativista do Ocupe Wall Street;
- Osvaldo Leon – Diretor da Agência Latino-Americana de Informação (Alai);
15 horas – Oficinas autogestionadas
(Os temas e conferencistas deverão ser propostos até 4 de maio; a organização das oficinas caberá exclusivamente aos seus proponentes);
17 horas – Apresentação e debate da proposta sobre a Associação de Apoio Jurídico à Blogosfera – Rodrigo Vianna e Rodrigo Sérvulo da Cunha;
19 horas – Lançamento oficial do Blogoosfero, Plataforma Livre e Segura para blogosfera e redes sociais
Responsáveis: Fundação Blogoosfero, Colivre, TIE-Brasil e Paraná Blogs
27 de maio – domingo
9 horas – Reuniões em grupo: balanço, troca de experiências e próximos passos da blogosfera;
12 horas – Plenária final: aprovação da Carta de Salvador, definição da sede do IV BlogProg e eleição da nova comissão nacional.
Mobilização e público-alvo
- Meta de 500 participantes de todo o país (300 da Bahia, sendo 100 do interior);
- Público alvo: ativistas digitais, estudantes, acadêmicos e jornalistas.