Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Os comunistas do Colégio Central da Bahia Uma história de resistência!

Marighella 2222.jpg
Carteira de filiação de Marighella ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) - Crédito: Reprodução
O Conversa Afiada publica artigo de Emiliano José:
Três comunistas do Colégio Central da Bahia
Emiliano José
O primeiro, nasce em 5 de dezembro de 1911.
O segundo, em 2 de outubro de 1912.
O terceiro, em 14 de junho de 1923.
Marighella, Maurício e Mário.
Baianos.
Os três estudaram no assim nascido Liceu Provincial, e nascido nas lonjuras de 1836, e mal surgido, com vida interrompida pela Sabinada, movimento separatista a pretender a proclamação do Estado livre e independente da Bahia.
Eclética programaticamente, a Sabinada não apoiava a monarquia constitucional unitária, nem a proclamação da República, ficava a meio caminho. Firmava o compromisso de revisar tudo no momento da maioridade de D. Pedro II.
Tal revolução, datada de 7 de novembro de 1837, condenava a aristocracia e defendia a abolição do trabalho escravo. Propostas obviamente ousadas para a época, sem que, no entanto, as lideranças apontassem os caminhos para alcançar objetivos tão avançados. Não prosperou. Mas Salvador viveu dias turbulentos com os sabinos.
O ensino foi seriamente afetado.
Até porque havia alguns professores envolvidos na insurreição, o mais famoso dos quais o padre Antônio Joaquim das Mercês.
Tanto o Liceu Provincial como a Escola Normal, nascida também em 1836, tiveram suas atividades interrompidas por conta da revolução, última das sublevações armadas da Bahia. Como Salvador, as escolas só voltaram à normalidade em 1842.
As duas escolas foram criadas para cobrir lacunas.
O Liceu, para substituir as aulas avulsas de latim, francês e grego.
A Escola Normal, para formar professores do ensino elementar.
O Liceu Provincial tornou-se Ginásio da Bahia. Depois, Colégio Central, nome consagrado até hoje.
Os três estudaram no Central.
Um ninho de comunistas, assim o pensamento conservador qualificava o Central.
Talvez tivesse razão.
Por volta dos anos 40 do século XX, o PCB contava com sete células estudantis, coisa de 20 militantes, o que pode parecer pouco. Mas, só parece para quem não conhece a capacidade da militância comunista no período, a preparação de cada um dos estudantes que ingressavam no partido. Esses poucos militantes foram os principais organizadores das grandes manifestações de massa ocorridas em Salvador a favor da entrada do Brasil na Guerra Mundial, o que acabou acontecendo.
Carlos Marighella, dos três, o precursor.
Nascido em Salvador, espírito irrequieto, do samba de roda, da capoeira, do futebol, carnavalesco e namorador, poeta, inteligência rara, famoso na Baixa dos Sapateiros onde nasceu, comunista muito jovem, revela-se um arguto provocador ao responder provas em versos, o Central foi o seu berço, que lhe deu régua e compasso. Preso na Bahia por Juracy Magalhães em 1932, entra para o PCB, é preso outra vez no Rio de Janeiro no 1º de Maio de 1936, violentamente torturado, sai em julho de 1937, e pouco mais de três anos depois da segunda prisão é encarcerado novamente, 26 de maio, em São Paulo, saindo apenas com a anistia em 1945.
Em seguida, elege-se deputado federal constituinte pela Bahia, já legenda do PCB, recém-legalizado, condição efêmera, mandato-relâmpago, pois o partido foi colocado na ilegalidade em maio, sempre maio, do ano de 1947. Junto com ele, Marighella também na clandestinidade, e nessa situação vai viver até o momento em que é assassinado na Alameda Casa Branca, em São Paulo, no dia 4 de novembro de 1969, num cerco armado pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury. Marighella já então militante da Ação Libertadora Nacional (ALN), surgida do inconformismo de comunistas insatisfeitos com os rumos adotados pelo PCB, considerados reformistas, sem capacidade para enfrentar a conjuntura de ditadura. Era então considerado o inimigo número um da ditadura militar, que não o queria vivo. Tornou-se, morto, uma referência ainda maior para a esquerda brasileira, por sua coragem e combatividade, exemplo para todos os que se dispõem a lutar pela revolução.
Maurício Grabois, também de Salvador, também do Central, onde aprendeu as primeiras lições comunistas. Muito cedo, foi dirigente da Juventude Comunista, e integrou a Aliança Nacional Libertadora, que tentou a Insurreição de 1935, derrotada.
Com 19 anos, vai para o Rio de Janeiro, estuda na Escola Militar de Realengo, depois na Escola de Agronomia, abandonada no 2º ano em favor da atividade política revolucionária. Edita o jornal A Voz Operária e passa a dirigir a Editora Vitória, ambos do PCB.
É preso no verão de 1941, solto em 1942. Um dos organizadores da Conferência da Mantiqueira, fundamental para a reorganização do PCB, nela é eleito para o Comitê Central do partido.
É eleito deputado federal para a Constituinte, e lidera a bancada comunista.
Com o partido cassado, cai na clandestinidade. Em 1954, no IV Congresso, é reeleito para o Comitê Central.
Em 1962, insubordina-se com a orientação considerada reformista do PCB, e funda o PCdoB ao lado de vários outros companheiros, como João Amazonas, Diógenes Arruda e Pedro Pomar.
Chega à região do Araguaia em dezembro de 1967 para organizar a luta armada revolucionária na perspectiva maoísta. Com ele, segue o filho André Grabois, morto na selva pela ditadura em 1972. Maurício Grabois é morto no natal de 1973 por forças militares do Exército. Tornou-se uma referência para os comunistas.
O terceiro, filho de latifundiário de Sento Sé, sertão da Bahia, Mário Alves, chegou ao Central em 1935, ingressa no PCB em 1939 aos 16 anos, recruta ninguém menos que Jacob Gorender para o partido, torna-se orador combativo nas manifestações a favor da entrada do Brasil na II Guerra contra o nazifascismo, torna-se jornalista do jornal O Estado da Bahia, seu primeiro emprego.
Torna-se, com apenas 20 anos, dirigente do Comitê Central como resultado da Conferência da Mantiqueira.
Em 1945, é diplomado em Ciências Sociais. Joga pro alto o emprego na imprensa burguesa – afasta-se de O Estado da Bahia, a rede dos Diários Associados. Torna-se, aos 23 anos, o redator-chefe de O Momento, o primeiro jornal comunista do período da fugaz legalidade do PCB. Ali ganhava apenas o suficiente para se manter. Enfrentou o empastelamento do jornal em 27 de maio de 1945, sob o governo de Otávio Mangabeira, conhecido por posições democráticas, mas cedendo ao endurecimento de Dutra.
Em 1947, segundo semestre, vai para o Rio de Janeiro, profissionalizado pelo partido. Com o crescimento repressão sob Dutra, segue para São Paulo. Dirige depois a Escola do PCB, orientando os cursos de formação. Vai tornar-se um dos principais quadros teóricos do partido.
Veio 1964, e Mário Alves, ao lado de Apolônio de Carvalho e Jacob Gorender, funda o PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário), opondo-se, como Marighella e Grabois, ao que considerava conciliação do PCB, e passa a defender a luta armada. Cai na noite de 16 de fevereiro no Rio de Janeiro, no bairro de Cascadura, Rio de Janeiro. É morto empalado, de modo atroz. Nunca será esquecido: foi modelo de militante comunista, capaz sempre de unir teoria e prática, leal aos seus ideais e a seus camaradas.
Curioso, o destino dos três.
Um mesmo berço: a Bahia.
Um mesmo colégio, o Central.
A beleza da opção pelo comunismo na juventude.
Vidas que não se deixam seduzir pelos encantos burgueses.
Um mesmo caminho na maturidade: o rompimento com o PCB e a adesão à luta armada.
Um mesmo fim, trágico: o assassinato nas mãos sangrentas da ditadura.
Seus erros, à luz da história, podem ser discutidos hoje.
Ninguém deixará de lembrar de seus exemplos, de seu amor às grandes causas da humanidade.
Pudessem, e poderiam dizer, com Brecht no seu belo poema “Aos que virão depois de nós”:
...Ah, os que quisemos
preparar terreno para a bondade
não pudemos ser bons.
Vós, porém, quando chegar o momento
em que o homem seja bom para o homem,
lembrai-vos de nós
com indulgência.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A ignorância enciclopédica dos leitores de Reinaldo Azevedo




Caetano Veloso está certo sobre os leitores de Reinaldo Azevedo 

Paulo Nogueira - Diário do Centro do Mundo

Caetano Veloso machucou Reinaldo Azevedo. Magoou. Feriu.


Em sua coluna no Globo, ao falar sobre direita e esquerda no Brasil, ele disse que Azevedo parece se alegrar em ser lido por malucos que acham que a Globo está a serviço do comunismo internacional.


Foi uma definição dura, precisa e nada lisonjeira do público que Reinaldo Azevedo gosta tanto de invocar.


Num texto sobre as revelações de Glenn Greenwald veiculadas no Fantástico, muitos leitores de Azevedo disseram que a Globo estava cada vez mais à esquerda.


Pausa para risada.


Semanas atrás, sobre o mesmo assunto, eu dissera algo parecido sobre as pessoas que frequentam o blog: Reinaldo Azevedo escreve coisas repulsivas para leitores repulsivos.


Tinha me chamado a atenção, particularmente, o conteúdo homofóbico, preconceituoso e ignorante dos leitores de Azevedo ao comentar um texto sobre o parceiro de Greenwald, que fora detido em Heathrow.


Caetano fez uma conexão entre os leitores de Azevedo e os do filósofo, aspas, Olavo de Carvalho. Para os últimos, de acordo com Caetano, o NY Times é um perigoso agente do comunismo.


Nova pausa.


Outro blogueiro da Veja, Rodrigo Constantino, entrou na briga. Sua maior contribuição – além de sugerir que Caetano está senil – foi apoiar a hipótese de que o NY Times é realmente subversivo.


Bem, sobre o comunismo da Globo Constantino silenciou.


Reinaldo Azevedo parece transmitir a seus leitores com desvelo a chamada ignorância enciclopédica. Nos últimos dias, por exemplo, foi cômico vê-los combater, como se fossem Cíceros, as bases do voto com o qual Celso de Mello aprovou os embargos infringentes. Não sei se Mello agradeceu pelas aulas recebidas, em jurisdiquês, de Azevedo e amigos de jornada.


No texto que doeu em Reinaldo Azevedo, Caetano Veloso citou uma frase de Paulo Francis. Francis, em sua monumental arrogância, dizia que leitor que escreve carta para jornal só entrava a bala em sua casa.


É um absurdo, naturalmente. Mas no caso específico dos leitores de Reinaldo Azevedo – um grupo pequeno e ruidoso que costuma perder todas as eleições e cujo poder de convencimento fora do gueto exíguo é zero – a frase de Paulo Francis até que faz sentido.


Eles são grosseiros, toscos, desinformados, egoístas, maldosos. Torcem fanaticamente pelo câncer dos “petralhas”. Parecem acreditar que vivemos numa ditadura “bolivariana” e que os médicos cubanos são espiões comunistas.


Como o padrão dos comentários é constante, suponho que sejam sempre as mesmas pessoas que se conectam o tempo todo ao blog e ali se animam a compartilhar diariamente suas convicções com a humanidade.


O nível conta muito sobre o próprio Reinaldo Azevedo, uma vez que é ele quem aprova – ou censura – cada comentário. O que ele publica é, portanto, o que ele tem de melhor a oferecer no que diz respeito ao cérebro de seus seguidores.
Caetano Veloso não poderia estar mais certo.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O EXEMPLO DE MARINALEDA


A 'UTOPIA'  QUE  IRRITA E DESCONCERTA

Há uma história interessante de organização e utopia (no bom sentido) por trás dos saques a supermercados registrados na Espanha essa semana. Ela antecede a crise da ordem  neoliberal e suscita questões de abrangência política que extrapolam os limites do gesto  simbólico de reciprocidade à expropriação de direitos sociais na Europa. Por trás dos saques, que irritaram a direita e desconcertaram parte da esquerda, existe uma liderança de carne e osso e uma estrutura organizativa que  desautoriza a visão corrente segundo a qual as organizações políticas convencionais  --e os projetos históricos progressistas--  perderam o sentido, tendo sido substituídos pela instantaneidade high-tec  de engajamento espontâneo e estrutura episódica. A origem da controversa é um lugar chamado Marinaleda, um povoado de 2.700 habitantes, numa das áreas mais pobres da Sevilha. Seu prefeito, há 35 anos, Juan Manuel Sanches Gordillho, integrante da União de Esquerda, liderou os saques de megafone na mão. Não sem ironia, Marinaleda recebeu o carimbo de 'oasis comunista' pelo New York Times, em reportagem de 2009. Ali impera a lei do bem comum. (LEIA MAIS AQUI)

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Colunista da Veja propõe censura a “petistas” na internet

Processos autoritários começam de forma tímida e vão avançando até erigirem as ditaduras. Este país tem grande experiência nisso. Uma ditadura de direita foi posta em prática neste país há quase cinqüenta anos e durou 4/10 desse período baseando-se nas seguintes premissas:
1 – A esquerda não podia se manifestar publicamente.
2 – Qualquer preceito ideológico identificado com a esquerda era crime.
3 – Ao se manifestar, o esquerdista deveria ser punido.
4 – A identificação e supressão da difusão de “idéias esquerdistas” seria política de Estado.
5 – O “esquerdismo” seria intrinsecamente mau e seus adeptos, criminosos
Durante a segunda metade do século passado, em boa parte da América Latina, sob o pretexto da defesa da “liberdade” grandes meios de comunicação de massas passaram a só dar espaço para idéias “antiesquerdistas”.
No processo de criminalização política e ideológica em curso hoje em várias partes da mesma América Latina, com criação de escândalos na mídia sempre contra um lado, aquele lado que chegou a ser proibido de existir durante parte dos últimos cinqüenta anos do século XX, finalmente surge o ovo da serpente.
Nesta quarta-feira, um colunista da revista Veja, publicação que pertence a um ítalo-argentino que se aliou a um grupo de mídia sul-africano que teve papel preponderante na sustentação do regime do Apartheid na África do Sul, faz uma proposta inédita: censurar esquerdistas.
A tese do colunista? “Se você é bom, justo e democrata, não pode ser de esquerda”. Em seguida, propõe que “os sites dos jornais” e “os portais” dos grandes meios de comunicação impeçam que “petistas” tenham acesso à caixa de comentários de leitores em suas matérias.
O colunista da revista Veja Reinaldo Azevedo comentou matéria veiculada ontem pelo portal do Jornal Folha de São Paulo que dava conta de que o PT está organizando equipes para atuarem na internet nas eleições do ano que vem.
Azevedo recomenda que sejam criados “filtros” só para “petistas”. Ou seja: se a opinião for favorável ao PT, o comentarista deve ser imediatamente considerado “de esquerda” e, assim, banido das páginas dos grandes meios de comunicação.
Essa política de seletividade político-ideológica já é praticada no blog desse jornalista. A caixa de comentários de sua página só aceita comentários antipetistas.
A mera leitura do que dizem esses seres imunes ao “esquerdismo” ou ao “petismo” que o colunista da Veja diz superiores e, eles sim, detentores de liberdade de expressão mostra que a estupidez humana não tem cor político-partidária ou ideológica.
Recentemente, o jornalista Marcelo Rubens Paiva, em seu blog, publicou uma amostra da “superioridade” desses internautas que Azevedo prega que possam comentar sem “filtros”.  Marcelo, que é paraplégico, provocou a ira do colunista da Veja e este o atacou em seu blog, do que decorreu onda de comentários “superiores” de seus leitores que reproduzo abaixo:
—–
agnes eckermann – 26/09/2011 às 0:37
“Sou assinante do Estadão, mas não perco tempo lendo o que escreve esse sujeito. É um recalcado, era um filhinho de papai, quando o regime sumiu com seu pai. E após o acidente que o deixou numa cadeira de rodas, ele odeia tudo e todos, aliás menos o PT e os comunas seus amigos. É lamentável que o Estadão dê espaço para esse tipo de pessoa, que não tem conteúdo e escreve boçalidades.”
Nilton – 15/09/2011 às 17:51
“Pois é, o cara tem 52 anos mas não cresceu. Tenta dar a impressão de que tem 32, mas a cabecinha continua nos 22. Seu sonho de mundo ideal (o mundo melhor…) é poder comer a mulher do próximo sem censuras, e servir, presumo, sua própria mulher de banquete para os amigos. O pior é que o infeliz nem sabe escrever, nem tem talento, humor, graça, verve, essas coisinhas básicas para quem quer ganhar a vida como escritor. É por essas e outras que não vou renovar minha assinatura do Estadão. Enquanto gente dessa estirpe e estatura colaborar com o jornal (pois há muitos outros…) eu tô fora.”
estrela azul – 15/09/2011 às 15:23
“Este cara pode ser simplesmente um mentiroso, ou, verdadeiramente, um petista. Ainda que saiba da coisa apenas por ouvir dizer, dentro da militância petista, é normal o acasalamento animalesco tal qual o descrito.”
Ali – 15/09/2011 às 12:35
“Esse MRPaiva é um deslumbrado, sempre se aCHOU “JÊNIO” e agora tá mais bobo ainda, dizendo que está cada vez mais à esquerda? Deve ser efeito retardado do tombo de cabeça quando era ABORRECENTE!!!!”
bolsa terrorista – 15/09/2011 às 11:15
“só pra saber: o marcelo ganha bolsa terrorista?”
eder – 15/09/2011 às 11:07
“o Marcelo participou da marcha da maconha…mas será que apareceu nesse último dia 7 na marcha contra a corrupção???…duvido!!!”
claudio – 15/09/2011 às 10:12
“Quem tem um amigo como este, não precisa se preocupar, porque o cabra é mentiroso pra caramba!”
Baianinho – 15/09/2011 às 9:52
“Rei, gostaria de ler um texto teu sobre o “educador” das madrugadas, Serginho Groisman. Ou, o chuchu politicamente correto.”
Rods – 15/09/2011 às 9:28
“REI. ESTE É MAIS UM COMUNISTA QUE É BAJULADO POR CAUSA DE SUA DEFICIÊNCIA FÍSICA, TER SIDO FILHO DE UM COMUNISTA E POSSUIR SUPOSTA CULTURA ESQUERDOPATA. MAIS UMA CRIAÇÃO DAS ESQUERDAS COM O EPÍTETO DE INTELECTUAL.”
marina silva – 15/09/2011 às 9:19
“A entrevista é mesmo papo de ptrlha em TPM sem pé nem cabeça…Parece que a queda do rapaz ainda provoca sequelas além da tetraplegia pois se nao era assim nao se exporia a esse ridiculo!”
DaIlha – 15/09/2011 às 8:09
“O pai dele talvez discordasse…Mas o Marcelo é feito da mesma matéria que o Lulla, a vítima, o tadinho, que falava “verdades” corajosamente no apagar da ditadura e com isso angariou simpatias. Outro paralelo é que os dois se levam muito à sério…”
Bene – 15/09/2011 às 5:57
“Esse tal de marcelo realmente, nunca poderia pertencer a outra corrente a não ser a esquerda- burra, anacrônica e destituida de um mínimo de bom senso.Mais um a receber pagamento do lullo-petismo para inverter a ordem das coisas e conspurcar a verdade da forma vulgar com que eles se especializaram ao longo dos anos, de vagabundagem que é a caracteristica principal dessa súcia.”
Toninho boca suja – 15/09/2011 às 2:52
“Li “Feliz Ano Velho”,e nunca mais pus os olhos num livro dele. Pensei até que já tinha desencarnado por efeito de drogas.”
Alexandre Campolina – 15/09/2011 às 0:27
“Sinceramente? Nem todos podem ter todos os prazeres que a vida permite e optam por fantasiar sobre os prazeres que as pessoas normais têm. E então estes coitados (No sentido inocente da palavra) encontram alternativas fictícias de prazer. Alguns bebem, outros cheiram. E há os que queiram holofotes falando asneiras.”
Alexandre M. F. Silva – 14/09/2011 às 22:54
“Marcelo Rubens Paiva é sempre o mesmo: vazio e ignorante. Uma das piores figuras da imprensa brasileira.”
Leniéverson Azeredo – 14/09/2011 às 22:35
“Reinaldo, eu acho o Marcelo Rubens ideologicamente parecido com um certo atual Governador do estado do RJ.”
Anônimo – 14/09/2011 às 21:54
“Elle (Marcelo Paiva) se acha. Certa ocasião estava no bar de um teatro em Sampa e ele apareceu por lá. Tive oportunidade de observá-lo de uma mesa próxima, e constatar o quanto é arrogante. É apenas um “intelectualóide” metido a besta. Só se tornou conhecido por conta dos dos tristes acontecimentos de sua trajetória de vida. Menos, Marcelo Paiva!”
WHK – 14/09/2011 às 21:31
“Pode prestar atenção: arnaldo jabor é cineasta = ficção;
marcelo rubens paiva = escritor = ficção.
Outros ditos “jornalistas” se acham escritores (= ficçãO). Ora, quando vai trentar expressar alguma coisa sobre a realidade, acaba acontecendo a mesma coisa que um cisdadão comum querer pilotar um caça. Ou seja, como não são do ramo, só vão fazer merda. Esperar coerência de uns tipos como esses?”
JM – 14/09/2011 às 20:59
“Liga”não! Todo bom comuna é recalcado e invejoso. A inveja é uma …. Aliás ,vc já viu algum país socialista produzir vinho de qualidade? Vinho bom ,só na área do Império Romano.”
Alvaro Risso – 14/09/2011 às 20:23
“esse é o problema do comunismo: Até as mulheres são “bens de produção” (geram filhos) e por isso são propriedade do estado e estão à disposição dos “cumpanheiros”. Tô fora! Aliás já li comentários assim a respeito dos nossos grupos guerrilheiros das décadas 60-70.”
Mauricio A – 14/09/2011 às 20:07
“Uns roubam hóstia, outros roubam namorada. Mas todos esquerdistas roubam.E assumidamente. E ninguém acha feio. Ninguém acha que se rouba uma coisa, pode roubar outras.É a moralidade elástica do brasileiro. Têm o que merecem.”
Valéria Rodrigues – 14/09/2011 às 19:44
“Tambem quase caí da cadeira ao ler que o Marcelo Rubens Paiva tem 52 e o polemista de direita tem 50! Pensando bem, ele só pode mesmo estar indo cada vez mais para a esquerda. Aquela barba “de cara suja”, pose “de jovem”… hoje ele deve ter uns 20 aninhos. Nunca vai ser um tiozinho.”
Leopoldo Dogher – 14/09/2011 às 19:09
“Quem é mesmo Marcelo Rubens Paiva? O garotão? O eterno adolescente? Hahahaha, o carinha é da tchurma dos modernos da Vila Madá e da Folha. Tem salvo conduto permanente.Pega mal não gostar dele.”
Gil – 14/09/2011 às 19:08
“Sólê Marcelo RubensPaiva a brava gente que pertence à diretoria da UNE…”
Gil – 14/09/2011 às 19:05
“Reinaldo, você fez bem em nunca ter sido Marcelo Rubens Paiva. Que vida levou esse eterno jovem de 52 anos? Ancorou-se na história do pai por décadas para fazer a sua jornada de vida. É só o que ele tem a dizer, nada mais. Como não seria ele de esquerda? Como não seria ele a favor da Comissão da Verdade? Como não deixaria ele de mamar na Bolsa Ditadura? Taí mais um tema para mais um futuro livro adolescente dele…”
Bastião – 14/09/2011 às 18:26
“Eu tenho hepatite C e estou quase no bico do corvo, não vou usar o meu sofrimento para bater a carteira de ninguem.”Mesmo nos tempos de mais grave doença,nunca me tornei doentio” “Na solidão,o solitário se devora a si mesmo;na multidão devoram-no inúmeros.Então escolhe.” Nietzsche. Não dou esmolas no farol e nem compro livros porcaria.”
patricia m. – 14/09/2011 às 18:16
“PARA QUEM DIZ QUE SE SITUAR COMO ESQUERDA OU DIREITA EH “ROTULAR” PESSOAS (ha uns 2 ou 3 comentarios assim abaixo): ISSO EH COISA DE GENTE QUE TEM VERGONHA DE ADMITIR QUE EH DIREITA OU COISA DE ESQUERDALHA. EU SOU DIREITA E COM ORGULHO. Deviamos lancar um movimento desse tipo, alias… SOU DIREITA E COM ORGULHO.”
ClaudioM – 14/09/2011 às 18:06
“Tarso (16:39), MRP escreveu um mini-conto no Estadão certa vez em que, resumindo, é a história de uma garota que conheceu um cara, transou com ele, botou a roupa e foi embora. Sem cigarrinho, nem pipi depois. E o cara ficou ali na cama, choroso e apaixonado.”
MULLA DA SELVA – 14/09/2011 às 18:04
“foi uma das pessoas mais mal educadas e arrogantes que conheci. trabalhei na radio usp onde ele tbem tinha lá uma espeice de ’sinecura’. achava-se um ‘deus’. em uma festa, certa vez, aproximei-me e com educação apresentei-me e lhe disse ‘oi, meu nome é fulano e trabalhamos juntos na Radio’…NAo ME ESTENDEU A MÃO DE VOLTA E ME FEZ UMA CARA DE DESDEM QUE JAMAIS ESQUECEREI . Ao seu lado, duas meninas, filhas de dois grandes nomes da indústria paulista o adulavam com um conversê de ‘esquerda-chic’.”
Paulo Bento Bandarra – 14/09/2011 às 17:25
“Os amigos dele devem estar agoraem dúvida. Tenhoou não tenho galhada? Eu sugeriria um exame urgente de AIDS.”
Justo Eu – 14/09/2011 às 17:12
“É aquele cara que não pensa o que faz por isso está paraplégico.”
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Comentários absurdos como esses não são exclusividade de nenhuma ideologia ou grupo político. Há idiotas em qualquer grupo, em qualquer corrente de pensamento. Assusta quando alguém tenta atribuir defeitos intrínsecos a quem professa esta ou aquela ideologia.
Alguns leitores desta página que se identificam com a sua linha editorial reclamam frequentemente da permissão que se dá aqui à exposição da divergência. Tento sempre explicar que a convivência em sociedade nos obriga a nos expormos ao contraditório.
Todos podem cometer excessos retóricos. Algumas vezes perdemos a calma e escrevemos algo de que podemos nos arrepender depois, de cabeça fria. Isso não é característica de ideologia alguma, seja política, religiosa ou de qualquer outra natureza. Acreditar no contrário, é doentio.
Enfim, até o momento esse defensor da “liberdade” e combatente da “praga comunista” ainda não propôs censura a “petistas” nos outros meios de comunicação. Por enquanto, parece admitir que políticos do PT possam se manifestar na mídia. Por enquanto.
Todavia, nos sites e portais dos grandes meios de comunicação já há uma profunda censura ideológica sendo praticada. Comentaristas desta página que podem ser tachados como “petistas” vivem informando que foram alvo de censura nas páginas da grande mídia.
Aliás, os jornais aos quais o colunista da Veja se refere também praticam esse “filtro” político-ideológico. Basta ver as seções de cartas de leitores de jornais como Folha ou Estadão que se notará que há muito mais leitores antipetistas em um país em que o PT é o partido político mais robusto.
Se a proposta de Reinaldo Azevedo for bem recebida no resto da grande mídia, além da Veja, ela não terá muito trabalho para implementá-la. Para que a censura de “petistas” – sejam políticos, militantes ou simpatizantes do PT – seja completa, falta muito pouco.

sábado, 8 de outubro de 2011

Peter Pan e os devoradores de criancinhas

Quando o escritor e dramaturgo anglo-escocês Sir James Matthew Barrie escreveu a peça de teatro Peter and Wendy – obra que, depois, por incontáveis vezes ganharia as telas do cinema rebatizada simplesmente como Peter Pan –, jamais imaginaria que a história dos garotos que não queriam crescer e fugiram para uma terra mágica em que isso era possível batizaria operação da agência norte-americana de inteligência, a CIA, que constitui um dos momentos mais dolorosos da Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética.
Alguns pensam que é piada ou ironia a frase sobre comunistas, além de todos os pecados, serem devoradores de criancinhas, mas a origem do que hoje é considerado piada vem de um tempo em que os Estados Unidos tentaram realmente vender a acusação inacreditável de que o regime de Fidel Castro pretendia usar crianças para alimentar os povos supostamente esfaimados do Leste Europeu. Só que, de tão ridícula, a acusação não foi oferecida ao mundo, mas, tão-somente, ao povo cubano, dando origem à segunda grande diáspora desse povo rumo à ensolarada Miami, e sob o beneplácito e o incentivo do governo ianque.
Meses após a chegada de Fidel Castro ao poder, em 1959, e em seguida à primeira grande onda migratória rumo aos Estados Unidos, composta tanto pelos que se auto-exilaram quanto pelos que foram expatriados pelo novo governo, a CIA empreendeu uma de suas mais delirantes operações visando derrubar o regime comunista de Cuba. Essa história incrível deve virar filme, provavelmente adaptado do último livro do escritor Fernando Morais, Os Últimos Soldados da Guerra Fria, no qual a Operação Peter Pan, que visava incrementar a diáspora cubana, é descrita.
Em outubro de 1960, uma das rádios montadas pelos cubanos exilados em Miami que, devido à proximidade com Cuba, faziam chegar à ilha transmissões contra o governo do país exortando o povo a emigrar para os Estados Unidos passou a veicular mensagens às “mães cubanas” acusando Fidel Castro de pretender tirar a guarda de seus filhos pequenos. Em seguida, aviões civis pilotados quase sempre por cubanos exilados despejaram toneladas de panfletos sobre a ilha contendo a reprodução de um suposto decreto governamental que concretizaria a extinção do pátrio poder dos cubanos sobre filhos maiores de cinco anos e menores de vinte.
Apesar de todos os desmentidos do governo cubano, cerca de 14 mil crianças e adolescentes deixaram Cuba rumo aos Estados unidos. Sozinhos, sem pais, sem ninguém, enviados para supostamente serem postos a salvo de “canibais comunistas”, pois os vigários das paróquias da Igreja Católica passaram a difundir a versão macabra de que as crianças “expropriadas” seriam enviadas à União Soviética para serem trituradas, enlatadas e usadas como alimento para os povos famintos que supostamente penavam sob regime comunista europeu.
O fim da história não é bonito e muito menos feliz. Grande parte dos pais que enviaram seus filhos para o exílio no afã de salvá-los da “voracidade comunista” jamais voltaram a vê-los. Como Peter Pan, as crianças e adolescentes que os Estados Unidos usaram em sua guerra sem limites contra a ilhota caribenha ironicamente foram de fato para uma espécie de Terra do Nunca, só que era a terra do nunca mais verei meus filhos de novo.
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ENCONTRO DE BLOGUEIROS DA BAIXADA SANTISTA
Participo, neste sábado, do I Encontro de Blogueiros da Baixada Santista, razão pela qual a liberação de comentários poderá demorar mais do que o normal. Abaixo, o release do evento.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Homenagem a Gregório Bezerra - Aniversário de 111 anos




Gregório Bezerra


Gregório Bezerra, político, líder comunista e ex-sargento do Exército brasileiro, nasceu no dia 13 de março de 1900, no sítio Mocós, município de Panelas de Miranda, estado de Pernambuco. Filho de camponês paupérrimo e analfabeto, passou muita fome desde o ventre materno, porque sua mãe também passava fome.

         Nasceu num ano de grande seca, quando centenas de retirantes morriam pelas estradas afora, em busca de comida e água para beber. Não havia leite, nem materno nem de gado. Seus pais e seus irmãos mais velhos, que haviam perdido a safra anterior, perambulavam nas estradas da caatinga, em busca de trabalho para amenizar a situação crítica da família.

         Gregório começou a trabalhar na agricultura, preparando roçados, na idade em que deveria ter ido para a escola. Não teve, portanto, oportunidade de ser alfabetizado.

         Em 1917, depois de muitas andanças, já no Recife, trabalhando como ajudante de pedreiro, participou de uma passeata por melhores salários e em solidariedade ao movimento bolchevique na União Soviética. Foi preso, julgado e condenado a sete anos de prisão.

         Depois de um novo julgamento foi libertado em 1922. Como para conseguir emprego, precisava do certificado do serviço militar, resolveu entrar para o Exército no Recife. Em 1923, foi transferido para o Rio de Janeiro, onde completou o serviço militar.

         Em 1925, decide se alfabetizar para fazer o curso de Sargento de Infantaria. Já segundo-sargento, é designado Instrutor da Companhia de metralhadoras pesadas na Vila Militar, tendo sido também instrutor de esportes. Em seguida, solicitou  transferência para a Sétima Região Militar, no Recife.

         Durante o período em que esteve no Exército, depois de alfabetizado, Gregório descobriu o comunismo, ideologia que abraçou durante toda sua vida, porque acreditava que só assim poderia haver uma sociedade mais justa e melhor. Em 1930, filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) e, em 1935, era um dos líderes do movimento armado, Aliança Nacional Libertadora (ANL). Participou, como militar rebelde, da luta armada que tentou implantar o regime comunista no Brasil. Com a derrota do movimento, foi preso durante três anos, no Recife, e condenado a  28 anos de prisão, pelo Tribunal de Segurança Nacional.

         Foi transferido para a Ilha de Fernando de Noronha e posteriormente para o presídio da Ilha Grande no Rio de Janeiro, sendo enviado por fim ao presídioFrei Caneca, onde ficou na mesma cela que  Luiz Carlos Prestes.

         Anistiado em 1945, e com a legalização do PCB, Gregório volta a Pernambuco e é eleito Deputado Federal pelo Partido, sendo o segundo mais votado de Pernambuco. Em 1948, o comunismo volta à ilegalidade e Gregório teve seu mandado cassado.

         Pouco depois, um incêndio no 15º Regimento de Infantaria do Exércitoem João Pessoa, Paraíba, é atribuído aos comunistas e Gregório é preso no Rio de Janeiro, conduzido a um presídio na Paraíba, onde permaneceu durante 91 dias, sendo levado depois para o Recife, onde ficou mais dois anos na prisão.

         Novo julgamento libertou Gregório, que passou a percorrer várias regiões brasileiras pregando a Reforma Agrária e organizando sindicatos de trabalhadores rurais. Em 1963, participou da organização de uma greve de 200 mil trabalhadores da zona canavieira de Pernambuco.

         Em 1964, quando o governador Miguel Arraes é deposto e preso, sai em busca de armas para os camponeses na tentativa de enfrentar o Golpe Militar, mas é preso na Usina Pedrosa, no município de Ribeirão-PE. Conduzido para o Recife, é torturado em praça pública, arrastado pelas ruas do bairro de Casa Forte, com uma corda amarrada ao pescoço.

         Incentivado por Paulo Cavalcanti, que estava com ele na mesma prisão, acusados no mesmo processo, Gregório começou a escrever suas memórias. Os manuscritos eram inicialmente entregues a Jurandir Bezerra, filho de Gregório, durante as visitas nos finais de semana. Depois ficaram sob a guarda do próprio Paulo Cavalcanti, que estudava a melhor oportunidade para publicá-los, pois acreditava que seria um “livro de grande interesse social e político, pelo estilo corrente, fácil de ler”.

         Em 1969, foi libertado juntamente com outros companheiros em troca do embaixador norte-americano, Charles B. Elbrick, que havia sido seqüestrado pela resistência à ditadura militar. Segue para o México e depois para a União Soviética, onde viveu durante dez anos.

         Quando Gregório foi exilado do Brasil, ficou sem notícia de seus manuscritos, pensando que tivessem sido apreendidos pelo Exército ou pela Delegacia de Ordem Política e Social (DOPS). Resolveu, então, reescrever suas memórias, em Moscou, que foram publicadas com sucesso por Ênio Silveira.

         Beneficiado pela anistia em 1979, retorna ao Brasil. Deixa o Comitê Central do PCB, por divergências internas, e, em 1982, foi candidato a deputado federal pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) de Pernambuco, ficando apenas como suplente.

         Morreu na cidade de São Paulo, no dia 23 de outubro de 1983.

         Seu corpo foi velado na Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco, tendo reunindo milhares de pessoas. Do alto de uma galeria da Assembléia Legislativa, uma faixa pintada de vermelho, reproduzia os versos da música cantada por Elis Regina: choram Marias e Clarices no solo do Brasil.


Recife, 3 de novembro de 2005.
(Atualizado em 9 de setembro de 2009).