Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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segunda-feira, 8 de maio de 2017

JUÍZA QUE VETOU ATOS EM CURITIBA É MILITANTE ANTI-PT

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Dilma ganha com 52%, 53%. Base da Dilma é mais sólida Buscar a classe intermediária e a Rede que não engole o Aécio.


O ansioso blogueiro reencontrou o Profeta Tirésias, com quem manteve substancioso diálogo sobre o peso do Nordeste e de São Paulo.

Nessa terça-feira (14/10), ele ofereceu as seguintes observações:

- Dá pra Dilma ganhar, com 52%, 53% dos votos válidos, com dificuldade.

- O Brasil era e está dividido.

- Porém, a base da Dilma é mais sólida, mais fiel: conta com os excluídos, a classe média baixa.

- E ela tem potencial para crescer na classe intermediária.

- Basta fazer “disputa política”, confronto, ideia contra ideia, projeto contra projeto, aliados contra aliados.

- Botar o Fernando Henrique e o Armínio nos programas foi muito boa ideia.

- O Aécio está perto do teto deles.

- Ele subiu no fim do primeiro turno por causa da liquefação da Marina, do último debate na Globo, em que ele desmascarou a Marina, e a manipulação das pesquisas em cima da hora.

- O voto útil nele já se deu, em boa parte.

- Tem que explorar a dissidência na Rede.

- Quem disse que a Rede toda engole o Aécio ?

- É uma boa hora de implodir a Rede, que já se implode por si própria.

- A Marina vai acabar se fundindo com os votos do Roberto Freire, do DEM … E do que sobrar do que foi o socialismo pernambucano.

- Quem ferrou o Arraes ? Foi o PSDB, que não deu um centavo a Pernambuco…

- E o PT tem que enfrentar a militância espontânea do PSDB, especialmente em São Paulo.

- Esse ódio cego de que o Fernando Meirelles é exemplo tão inesperado quanto alucinado – veja que Meirelles terá que pagar gorda indenização ao João Santana.

- Só nas ruas o PT de São Paulo neutraliza isso.

- Não se sabe o que mais está lá dentro da delação deliberadamente vazada do Paulo Roberto Costa.

- O PT deveria ter ido com mais apetite para cima do Juiz Moro.

(Não deixe de ler entrevista de Luiz Moreira ao Paulo Moreira Leite e , depois, a estratégia de Moro para chegar ao Supremo, segundo PML.

- Cadê as provas ?, Meritíssimo ?

- Cadê o Eduardo Campos ? Sumiu da delação ?

- O PT foi frouxo … Até segunda ordem – são as próprias empresas que dizem – as doações ao PT foram legais.

- Do ponto de vista eleitoral, e se o Moro não induzir a outro vazamento, o efeito já se deu.

- E quem é o senhor Aécio para falar em corrupção ? O Wagner tem toda a razão.

- Além do mais o Aécio é um péssimo gestor.

- O Eduardo Campos era um bom gestor.

- O Serra era um bom gestor. Quando foi Governador de São Paulo, ignorou São Paulo, e se concentrou em cinco obras, cinco marcas que poderiam elege-lo em 2010.

- Serra tinha foco.

- Aécio não encosta neles como administrador público – e essa fragilidade pode ser explorada.

- Nos três debates na tevê.

- Ir pra cima dele.

- Sem medo.

(Afinal, o público evangélico, de Classe C, pode se sensibilizar com a questão do bafômetro e da cocaína – PHA)

Não deixe de ler “Aécio é mau e machista”, observações extraídas de seu comportamento no último debate do primeiro turno.

E, aqui, o que dizem a Vox (e o DataCaf) sobre os primeiros movimentos no segundo turno.


Paulo Henrique Amorim

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Filha de Genoino diz ter nome, RG e CPF dos que doaram dinheiro ao pai


Nas horas mortas da madrugada desta quarta-feira (5/2), o Blog recebeu e-mail de Miruna Kayano Genoino, filha do ex-deputado José Genoino, informando que, caso exista qualquer dúvida a respeito das doações que militantes e simpatizantes do PT fizeram na conta que sua família abriu para arrecadar recursos para pagar a multa de seu pai com a Justiça, ela pode disponibilizar 2.620 nomes, RGs e CPFs desses doadores.
Na última terça-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes acusou os doadores desses recursos de estarem envolvidos em “lavagem de dinheiro”, sem explicar como se lava dinheiro entregando-o à União, já que, ao pagar a multa de Genoino, esse dinheiro não volta a quem o teria “lavado”, contradizendo, assim, o princípio básico desse tipo de ação criminosa.
Se se tomar o número de doadores informado por Miruna Genoino e dividir por ele o valor arrecadado pela campanha de solidariedade ao pai dela, a tese de que a operação foi legal e condizente com o que foi anunciado por seus autores sai reforçada. Para fazer essa conta, há que somar o valor auferido pela operação.
Veja primeiro, abaixo, cópia do Darf de pagamento da multa de José Genoino com a Justiça.
Veja agora, abaixo, cópia do pagamento do imposto estadual do Distrito Federal devido após a arrecadação.
Somando-se os R$ 667.526,77 pagos à Justiça a título de multa com os R$ 30.487,30 pagos ao Distrito Federal a título de imposto sobre o valor arrecadado, obtém-se um valor total de R$ 698.014, 07. Dividindo-se esse valor pelos 2.620 doadores dos quais Miruna Genoino diz ter nome, RG e CPF, chega-se a um valor médio de doações de R$ 266,42.
Parece bastante razoável, mas o valor médio fica ainda menor porque houve doações expressivas como a do ex-ministro do STF Nelson Jobim, quem divulgou que doou R$ 10 mil a José Genoino para que pudesse fazer frente à multa que lhe foi imposta.
Estes fatos são importantes para instruir a investigação que o ministro Gilmar Mendes quer ver aberta sobre os cidadãos brasileiros titulares dos 2.620 nomes, RGs e CPFs em posse de Miruna Genoino e do resto da família do ex-deputado pelo PT de São Paulo, mas também serão importantes para instruir o processo por calúnia que muitos desses doadores já pensam abrir contra o ministro Gilmar Mendes.
Leia, abaixo, trecho do e-mail que o Blog recebeu de Miruna Kayano Genoino.
—–
IMPORTANTE – PAGAMENTO DE IMPOSTOS DE DOAÇÕES – JOSÉ GENOINO
Em um dia em que alguns meios de comunicação divulgaram posicionamentos que colocam em dúvida a transparência de nossa campanha solidária, nada melhor do que relembrar e reforçar nosso trabalho incansável para que tudo aconteça de forma limpa e clara. Aqui neste link do site estão os comprovantes de transferência do excedente, bem como do pagamento do imposto da doação. Nossa campanha foi feita por muita gente, gente com nome, rg e cpf (no caso do meu pai, temos 2.620 pessoas que nos mandaram essas informações, por exemplo) e por isso não temos medo de provar nada caso seja necessário.
(…)
Obrigada pelo apoio!
Família Genoino
http://www.apoiogenoino.com/#!uso-do-excedente/c1jbo

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

DOAÇÕES: TRIBUNAL DO JÚRI CONDENA O STF O povo pôs a mão no bolso e jogou o dinheiro na cara do STF.

Genoino arrecadou o dobro do que o Supremo lhe impôs.

Delubio arrecadou o dobro.

O que sobrou é um bom começo para a campanha que beneficiará o Dirceu e o João Paulo.

Foi uma campanha realizada na internet, através dos instrumentos de um partido político, o PT.

Dependesse do PiG e da Big House, o Presidente Barbosa expropriaria a casa que o Genoino comprou no BNH para indenizar vítimas de perseguição, como alguns “morcegões” – clique aqui para ver na TV Afiada.

As doações foram feitas com identificação: com CPF.

São brasileiros de carne e osso, que existem, e que não operam via-cabo.

É tudo por dentro.

As doações se transformaram num fenômeno político de profunda dimensão.

O povo não concordou com a decisão do Supremo.

Organizou-se e submeteu o Supremo a um tribunal do júri.

E o tribunal do júri popular condenou o Supremo.

Simples assim !

Como se sabe, a Constituição  prevê que o tribunal do júri é soberano.

O papel do juiz é respeitá-lo.

Não adianta o PiG (*) e a Big House agora se estrebucharem.

O Globo, numa notável página 3 deste sábado, levante suspeitas sobre as contribuições – será que o Al Capone doou ao Delúbio ?

O Fernandinho Beira-Mar ? – pergunta-se o Globo, com outros exemplos.

Discussão bizarra: está tudo registrado – com DARF.

Com DARF ! – clique aqui para ver como é importante ter uma emissora de tevê.

Numa colona (**) da Folha (***), o grande estadista Eduardo Cunha, um dos varões da Moral do PMDB,  protagonista daquele celebre discurso do Garotinho na Câmara sobre a “Emenda Tio Patinhas”, na discussão da MP dos Portos, pois o Grande Estadista invoca argumentos interessantes.

As doações demonstram – diz o padrão da Moral peemedebista – a irremediável necessidade de as empresas – como a Santos Brasil e o Banco Oppportunity, por exemplo – fazerem doações a campanhas eleitorais.

Se não – segue o Ético raciocínio – só o PT vai ter dinheiro, porque só o PT consegue ir ao povo e realizar doações.

De fato, se, por algum descuido na penúltima instância, um dos Varões da Ética peemedebista caísse numa multa dessas, seria difícil mobilizar a população para lhes oferecer um tusta …

A reação da Big House e seus Varões é reveladora.

O tribunal do júri é soberano.

Condenou o Supremo.

Mostrou que, para a população, foi, sim, um julgamento de exceção, um Mentirão.

Enquanto os cheirosos tucanos escapam do mensalão tucano por conveniente prescrição.

No regime capitalista se faz Justiça também com dinheiro.

O tribunal do júri popular levantou o dobro do dinheiro e jogou na cara do STF.

Em tempo: 
liga o Profeta Tirésias, impressionado com a fúria da Folha e do Globo contra os doadores. Disse o grande Profeta: “eles queriam expropriar a mansão do Genoino e que a Miruna fosse pra debaixo da ponte …”

Em tempo2: 
não deixe de ir a “Fonteles: Ayres Britto ‘deitou’ no mensalão mineiro”: Ayres Brito, o Big Ben de Propriá, deitou sobre o mensalão tucano ! A sugestão é do amigo navegante João Connor, no face do C Af. O STF do mensalão (o do PT) enobrece a Justiça !


Paulo Henrique Amorim



(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(***) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

DELÚBIO ARRECADA MAIS DE 1 MILHÃO PARA PAGAR MULTA

terça-feira, 19 de novembro de 2013

CARTA DA PRISÃO: "NÃO ACEITAREMOS A HUMILHAÇÃO"

sábado, 26 de outubro de 2013

Reinaldo Azevedo na Folha é triunfo do carreirismo

As interpretações sobre a contratação do blogueiro da revista Veja Reinaldo Azevedo pelo jornal Folha de São Paulo foram unânimes – até entre o antipetismo – e óbvias: o jornal trouxe para o seu time de colunistas um militante antipetista com vistas a combater com maior ímpeto e virulência a reeleição de Dilma Rousseff, ano que vem.
Ao pé do primeiro artigo do dito “pit bull” do “jornalismo” de direita no Brasil, a Folha como que oferece uma argumentação contra a tese de que teria “endireitado” com a presença de Azevedo em suas páginas. Enumera o time de colunistas do caderno Poder (política) em cada dia da semana. Ficou assim:
Segunda-feira: Ricardo Melo
Terça-feira: Janio de Freitas
Quarta-feira: Elio Gaspari
Quinta-feira: Janio de Freitas
Sexta-feira: Reinaldo Azevedo
Sábado: Demétrio Magnoli
Domingo: Janio de Freitas e Elio Gaspari
A Folha, obviamente, argumenta contra a tese de ter “endireitado” com o espaço maior (3 artigos na semana) dado a Janio de Freitas – que, apesar de ter em seu currículo fortes críticas ao PT, é acusado hoje pela direita de ser “petista” por ter divergido da forma como se deu o julgamento do mensalão.
O fato inescapável é o de que, à exceção de Azevedo, nenhum dos outros colunistas do caderno Poder da Folha pode ser considerado militante político, ainda que todos, à exceção de Janio, tendam para o antipetismo. Mas atuam no estilo uma no cravo e outra na ferradura. Mesmo Demétrio Magnoli, o segundo mais antipetista, mantém as aparências…
O que é significativo na contratação de Azevedo, portanto, é que, agora, a Folha tem um militante político em seu time de colunistas. Azevedo não faz jornalismo, faz política – o que é legítimo desde que seja bem explicado e assumido por quem faz e pelo veículo que lhe dá espaço, o que não foi feito.
A obviedade da razão da contratação de Azevedo, portanto, dispensa mais comentários. O que se quer aqui, então, é mostrar o péssimo exemplo que o novo colunista da Folha e ela mesma dão aos jovens jornalistas.
Para chegar ao ponto central deste texto temos que voltar a 2000, no estertor do governo Fernando Henrique Cardoso. Naquele momento, o ex-ministro das Comunicações (daquele governo) Luiz Carlos Mendonça de Barros funda a revista Primeira Leitura e contrata dois jornalistas para tocá-la: Rui Nogueira e Reinaldo Azevedo.
Primeira Leitura foi criada para vender teses neoliberais, para atacar o PT – que já se aproximava perigosamente de eleger o próximo presidente da República – e para combater, no PSDB, o grupo do ex-ministro da Fazenda Pedro Malan, que era combatido por José Serra no âmbito da guerra entre “desenvolvimentistas” e conservadores (uma redundância) no governo tucano.
Em 2000, todos conheciam jornalistas como Clóvis Rossi, Eliane Cantanhêde, Dora Kramer, José Nêumanne Pinto, Elio Gaspari, Janio de Freitas e tantos outros, mas Azevedo era um ilustre desconhecido. Passou rapidamente pela Folha de São Paulo na década de 1990, onde teve atuação apagada – foi editor-adjunto de política.
Naquele ano, a revista Primeira Leitura e seu site chamaram atenção pelo nome de seu criador, o polêmico Mendonça de Barros, defenestrado do governo FHC no âmbito de um escândalo que, “no limite da irresponsabilidade”, deu visibilidade ao que ficaria conhecido como “A Privataria Tucana”.
Azevedo, então com 38 anos – e que hoje vem sendo tão festejado pela direita “nacional” –, tinha um perfil muito diferente do atual, quando se coloca quase como uma “divindade”, dizendo-se acima de seus críticos menos eminentes ou desconhecidos, conferindo a si mesmo a importância de uma “celebridade” ou coisa que o valha.
À época da Primeira Leitura, no limiar do novo século, porém, ele era um dos encarregados de mediar os comentários de leitores no site de Primeira Leitura – veja só, leitor…. E foi ali que nos “conhecemos” virtualmente.
Reconheçamos que Azevedo já era antipetista, à época. Era antipetista quando o PT era oposição e continuou sendo quando virou situação – mas deixou de ser governista quando o PSDB perdeu o poder, claro.
Em 2000, eu já era simpatizante do PT e fustigava o veículo chapa-branca em que Azevedo trabalhava através dos meus comentários de leitor. Por ser um veículo pequeno e inexpressivo, os dois editores da revista (Azevedo e Nogueira) mediavam os comentários e chegavam a responder aos comentaristas – que diferença do Azevedo de hoje, não?
Aliás, Azevedo chegava a enviar e-mails aos comentaristas. Por conta disso, eu e ele passamos a trocar mensagens, o que durou quase um ano – toda semana, mais de uma vez.
Este blogueiro, à época, já fazia um trabalho que hoje você confere na Blogosfera, mas que, à época, era feito via lista de e-mails. Eu tinha uma lista com centenas e centenas de endereços e, assim, incluí Azevedo, que, vira e mexe, comentava o que eu escrevia – e tenho tudo isso no HD de um computador velho e quebrado, que um dia irei resgatar.
Posso garantir que nunca, nos debates por e-mail que travei com Azevedo, senti-me perdedor. E, aliás, uma vez senti-me vencedor. Tanto que o próprio tratou de me oferecer espaço no site da Primeira Leitura para rebater o texto que eu e ele debatêramos por e-mail.
Eu, claro, não aceitei. Disse a Azevedo que não tinha interesse de me dirigir àquele leitorado reacionário e antipetista que, tal qual ocorre hoje em seu blog, infestava a caixa de comentários do site de Primeira Leitura. Mas considerei a oferta do então humanizado Azevedo – que trocava ideias com qualquer um – uma vitória moral naquele debate.
Azevedo não era ninguém. Era, isso sim, um ilustre desconhecido. Mas isso iria mudar.
Mesmo com ajuda do PSDB, a revista Primeira Leitura não vingou. Morreria em 2006 apesar de o governo tucano de São Paulo, então comandado por Geraldo Alckmin – que, naquele ano, disputaria a Presidência com Lula –, ter inundado o veículo com dinheiro público, como mostrou o Escândalo Nossa Caixa.
Em 2004, Azevedo e Nogueira “comprariam” a revista de Mendonça de Barros em “suaves prestações”. Tudo ia bem até que, em 2005, ventilou-se que o governo tucano de São Paulo enchia aquela revista, entre outros veículos, de dinheiro público. Logo em seguida, estourou o escândalo Nossa Caixa. Dali em diante, a fonte secou e, um ano depois, Primeira Leitura foi pro brejo.
Apesar de até 2005 ou 2006 Azevedo ter sido um jornalista apagado, nunca deixei de reconhecer sua capacidade retórica. Além de dominar muito bem o idioma, ele conhece todas as táticas dos grandes teóricos do debate e, assim, é capaz de manipular ideias separando frases, buscando pontos fracos em argumentações que distorce em favor de seus objetivos.
A “capacidade” de Azevedo foi logo vista pelo PSDB, via Mendonça de Barros. Assim, foi recomendado à Veja, que o tirou do ostracismo dando-lhe uma coluna na revista e um blog no seu portal na internet. A partir dali, devido ao imenso espaço que sua opção política lhe garantiu, tornou-se amplamente popular entre o que há de mais atrasado na sociedade.
Reinaldo Azevedo se tornaria, pois, o “herói” das viúvas da ditadura, dos homofóbicos, dos preconceituosos de todo tipo, enfim, de uma elite que não suporta a ascensão social e a redução da desigualdade, da pobreza e da miséria que se produziu no Brasil ao longo da última década.
O substantivo masculino carreirismo, para quem não sabe, deriva do adjetivo de dois gêneros carreirista. Segundo o Houaiss, o carreirista é “Aquele que, para vencer na vida com rapidez, usa de métodos moralmente condenáveis”. Com efeito, apresentar-se como “jornalista” em vez de militante político, como faz Azevedo, é moralmente condenável.
O novo colunista da Folha chegou aos 40 anos sem se projetar na profissão que escolhera. Então, resolveu se tornar um pistoleiro político e se deu bem.
A ascensão de Azevedo, que agora tem espaço no dito “maior jornal do país”, porém, é péssimo exemplo para jovens jornalistas. Coroa método de subir na profissão que afronta sua natureza. Em vez de assumir sua militância política, como faço, os Azevedos do jornalismo tentam enganar o público dizendo-se “isentos”.
Mesmo que não enganem a ninguém.

sábado, 6 de abril de 2013

O INDICIAMENTO DE LULA E O PREÇO DA COVARDIA PETISTA