Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quinta-feira, 1 de junho de 2017

Carta aberta ao juiz Sergio Moro

moro e eu
EDUGUIM
Ao senhor doutor Sergio Moro,
Dirijo-me a V. Exa. imediatamente após sua decisão de se afastar do julgamento das acusações que me são feitas pelo Ministério Público e/ou pela Polícia Federal por conta de supostamente eu ter “embaraçado” investigação contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Como nunca nos vimos ou tivemos qualquer razão mais íntima para nos desgostarmos, a afirmativa de V. Exa. na decisão em que se afastou do meu caso – a saber, de que não é meu “inimigo capital” – deveria fazer todo sentido. Contudo, tenho dificuldade de acreditar nela.
Confesso, de pronto, que sou o “culpado” por nossa manifesta inimizade por ter  representado contra V. Exa, em maio de 2015, ao Conselho Nacional de Justiça. Contudo, o que me moveu a denunciá-lo à corregedoria da magistratura nunca foi uma questão pessoal, mas de Estado.
Doutor Moro, não pude me conter ao ver a irmã da esposa do senhor João Vaccari Neto ser esmagada “por engano” pela Justiça brasileira. Não sei se hoje a Lava Jato já dispõe de evidência e/ou prova que a comprometam, mas, naquele momento (5/2015), não dispunha.
Aquela senhora teve que voltar às pressas ao Brasil de um evento profissional do qual participava no exterior. Apareceu na grande mídia – em todos os telejornais, jornais, revistas semanais e sites na internet – algemada e conduzida por policiais.
Foram várias aparições. Se, àquela época (2015), o engano que V. Exa. cometeu já me assustava a ponto de eu representar contra si para preservar o direito de todos contra arbítrio estatal, hoje, por experimentar o peso do longo braço da lei, assusto-me muito mais.
À época, V. Exa. afirmou peremptoriamente à imprensa que tinha certeza de que a senhora em questão era Marice Corrêa Lima, cunhada de Vaccari, pessoa que aparecia em gravação da câmera de segurança de um caixa-eletrônico depositando valores para o ex-tesoureiro do PT.
Poucos dias depois, o jornal Folha de São Paulo divulgou perícia nas imagens que comprovou que não era ela.
Tendo sido comprovado que sua “certeza” era infundada, o senhor recuou da mesma forma como faria tantas vezes no futuro, mas só após deixar mais uma vítima pelo caminho.
Um mês após esse erro que tanto custou a uma pessoa inocente – por exposição muito menor e menos vexatória na mídia, perdi meus negócios e atravesso situação financeira dramática, sem falar nos narizes torcidos e nos olhares tortos –, representei ao Conselho Nacional de Justiça pedindo que o parasse ou o fizesse ser mais comedido, pois é preferível mil culpados livres do que um inocente encarcerado.
V. Exa. disse, na decisão em que se afastou do meu caso relativo à Lava jato, que sequer se lembra de que eu o representei ao CNJ. Contudo, dois meses após eu representá-lo, uma frase que escrevi no Twitter meramente criticando-o – ainda que carregando nas tintas – foi considerada crime de opinião por V. Exa, quem, candidamente, assinou representação CRIMINAL contra mim.
Dois meses depois, doutor Moro. E o senhor diz que não se lembra disso também (!!?).
Enfim, em sua decisão recente V. Exa. faz pouco de minha capacidade, de minha honra e, até, do meu trabalho, mas não posso me queixar de críticas suas, já que eu o critico com seriedade equivalente ou até maior.
Com a diferença de que nunca o processei por nada que tenha dito sobre mim e de que não me valho de cargo público para aumentar meu poder de crítica.
Agora, eu gostaria muito de olhar nos seus olhos, doutor Moro, logo após lhe perguntar se V. Exa. acredita mesmo que eu – EU – o ameaçaria de algum tipo de violência – pois é disso que se trata a acusação pessoal que o senhor me fez logo após eu representá-lo por abuso de poder.
Sim, V. Exa. diz que foi docemente levado a representar criminalmente contra mim por “ameaça”, mas o fato é um só: dois meses após eu representá-lo, V. Exa. me representou de volta. Ponto.
Mais uma vez V. Exa. também me acusou de ter “revelado” minhas fontes. Como assim, doutor Moro? Não foi isso que aconteceu. Eu lhe garanto que me foi dito, ainda enquanto era conduzido, que a Lava Jato já sabia quem era a pessoa que me passou as informações.
Mas, enfim, não quero mais discutir isso com V. Exa. porque não vai mais me julgar. Só gostaria de dizer que me senti esbofeteado por essas afirmações sobre “não se lembrar” de ter sido representado por mim ou de ter me representado.
Vou me entender com a Justiça. Vou demonstrar o absurdo que é me acusarem de ter feito alguma coisa sobre a qual vossas senhorias da Lava Jato só ficaram sabendo porque EU, Eduardo Guimarães, divulguei em meu site.
Creio firmemente que, diante de um juizado que nada tenha pessoalmente contra mim, será fácil provar o absurdo da tese criminal falsa de que sou vítima.
Tenho quase seis décadas de vida, doutor Moro. Nunca, nesse tempo todo, cometi qualquer ato ilegal que desse causa a qualquer tipo de sanção legal. Sou um homem íntegro. Jamais acharão um centavo de dinheiro sujo em minha mão.
E tenho certeza de que já procuraram incansavelmente.
Era só o que eu precisa lhe dizer, doutor Moro. Respeitosamente, pois, desejo que passe muito bem.
Eduardo Guimarães
JORNALISTA
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Assista, abaixo, matéria do Jornal Nacional sobre a saída do juiz Moro do meu caso

domingo, 17 de agosto de 2014

DE UM ELEITOR A CAMPOS: "NÃO DESISTI DO BRASIL"

terça-feira, 19 de novembro de 2013

CARTA DA PRISÃO: "NÃO ACEITAREMOS A HUMILHAÇÃO"

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Carta abierta a Yoani Sánchez


Estimada Señora Yoani María Sánchez Cordero,
Presente,
Vengo a su atención por ser bloguero cómo la señora, aunque desde Brasil, donde recién has estado, y por acompañar su exitoso trabajo en la Web y cómo personalidad internacional que ejerce fuerte influenza política en los grandes medios occidentales de orientación conservadora.
Mi texto, pues, quiere invitarla a reflexiones y quizás a que ofrezca respuestas.
Por primer, quiero lamentar una situación que has vivido en mi país. Nosotros, en Brasil, que entendemos que su trayectoria de vida necesita de aclaramientos en razón de ser usted una persona que produce críticas muy duras al modelo de sociedad cubano y que relata factos sobre el régimen de su país que muchas veces no se traducen en pruebas de lo que afirmas, con aquellas protestas perdimos la oportunidad de hacerle preguntas que nunca has contestado.
No comparto, así, de la visión de los que han planeado las protestas que has enfrentado en Brasil. Pienso yo que hemos perdido una gran oportunidad de no permitir que usted se escudara en disculpas para no contestar a las cuestiones importantes que hay para hacerle y que nunca han sido contestadas.
Cómo ya puedes haber imaginado, cuando hablo de cuestionamientos me refiero a un texto que ha sido muy difundido por todo el mundo y que muestra lo que mucha gente sospecha: que usted hace denuncias en contra el gobierno cubano y la realidad de su país para la cuales jamás has presentado pruebas.
Hablo, pues, de la entrevista que has dado hace algunos años al periodista francés Salim Lamrani.
Lamrani, en la apertura de su relato del encuentro que tuvieran ustedes en el Plaza Hotel de La Habana, anticipó lo que, en los años siguientes, mucha gente más ha comprobado, que, al contrario de lo que dices, su blog, Generación Y, puede ser visitado de cualquier computadora en la capital cubana, por lo menos.
Mientras los medios conservadores de Estados Unidos, América Latina y Europa reproducen su discurso y garantizan que hay un bloqueo digital a su página web por acción y decisión del gobierno cubano, hace rato (noviembre del 2012) un amigo, el periodista brasileño Altamiro Borges, ha visitado su país y dijo que no ha encontrado ninguna dificultad para visitar su blog.
Parece, pues, nada más que un cuento que la “terrible dictadura” que denuncias impida su trabajo, aunque eso sea el discurso arriba del el cual ha sido construido el personaje Yoani Sánchez.
Aquí, entonces, la primera cuestión: ¿usted sigue garantizando que el gobierno cubano impide que el pueblo de la isla visite su blog a través de bloqueo electrónico? Y más: ¿estás dispuesta a recibir una comisión que usted y sus opositores crean imparcial, ahí en La Habana, para registrar en video lo que resulta cuando se intenta hacerlo?
Otra cuestión, señora Yoani, dice respecto a la dureza del régimen que usted denuncia una vez tras otra. Lamrani relata que se ha encontrado con la señora en la recepción de un hotel de lujo en La Habana, el Plaza Hotel, de forma libre. Tanto es que, en el relato que hizo, la señora vino para la cita muy tranquila, de forma muy diversa de lo que se podría esperar de una “perseguida política”, que, al fin, es como se presenta usted.
Al menos es lo que dicen los grandes y ricos empresarios dueños de los grandes medios internacionales enemigos de Cuba que vienen siendo tan generosos con la señora al pagarle altas sumas por sus escritos. Pero lo que se ve, sobre todo cuando haces un tour como lo que estas haciendo por el mundo, no combina con el cuento de la dictadura que fustiga la heroína solitaria.
Lo que me parece más grave en su discurso, señora Yoani, es una denuncia hecha por usted hace algunos años, cuando dijiste al mundo que has sido “secuestrada” por agentes del gobierno cubano y, durante eso, has sido agredida con violencia física por ellos. Ahí, si, se podría ver un hecho propio de una dictadura.
Al haber pasado eso mismo que cuentas, Cuba seria la dictadura feroz que pintas y no la “dictablanda” de que hablan los barones de los medios brasileños cuando se refieren a la dictadura militar brasileña, en la cual, le garantizo, la señora no iba a poder escribir nada en contra ella y jamás mantener encuentros en hoteles de lujo para hablar mal del régimen.
Lo que pasa es que Lamrani le ha hecho una pregunta muy razonable y natural: ¿usted tiene pruebas de la acusación de que has sido “secuestrada” y “agredida” por el gobierno cubano?
En la oportunidad, no contestaste nada. Lamrani le pregunto si usted había sacado fotos de las heridas que le han causado los “agentes del gobierno”, pero lo que has dicho suena absurdo, falso y, delante del grave que es la denuncia, inaceptable.
Decir que tienes fotos de las heridas que le han infringido pero que recusas a mostrarlas porque las quiere guardar para presentarlas a “un tribunal”, es un chiste. Años han pasado y jamás has buscado la justicia de su país o de cualquier otro. Hiciste la denuncia y no fuiste buscar justicia.
¿Raro, verdad? Le da total derecho a hacerlo a quien quiera decir que se trata de una trampa.
Una pregunta más, pues: ¿nunca vas a buscar justicia para lo que, siendo verdad, es un crimen hediondo? Y si no vas, ¿por qué no lo hará?
Quien tiene interés por su activismo político sabe de todas esas cuestiones y muchas otras más. Podría pasar horas escribiendo todo lo que cuestionan sobre su discurso político, pero la verdad es que si usted tiene la intención de hacer con que sea respectada no solamente por los ricos empresarios enemigos del régimen cubano, pero también por las personas que quieren solamente la verdad, podrías empezar contestando a esas pocas cuestiones.
Nosotros, en Brasil, creemos que algunos de nuestros compatriotas han desperdiciado la oportunidad de hacerle preguntas que nunca has contestado. Así, si dices que ahora estas dispuesta a hacerlo, yo y otros compañeros queremos viajar a Cuba para entrevistarla, cuando termines el recorrido que haces por el mundo para denunciar al gobierno de su país.
Así, en espera de sus noticias me despido,
Muy atentamente,
Eduardo Guimarães