Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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domingo, 11 de janeiro de 2015

Black Blocs, o retorno

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Blogcidadania 
Se existia dúvida de que o famigerado Movimento Passe Livre apoia e utiliza a violência da massa de manobra que consegue reunir, o que ocorreu na manifestação que levou a cabo na última sexta-feira dirime essa dúvida.
Desde o fim da Copa do Mundo de 2014 que não se via atos de vandalismo como os que ocorreram no recentíssimo protesto contra o reajuste das passagens de ônibus e metrô em São Paulo. Foi só o MPL convocar um ato para que Black Blocs, punks, skinheads e outros bichos dessem as caras.
Reportagem do G1 desmente as alegações do MPL de que a violência que se viu em São Paulo derivou de repressão policial. Vídeo divulgado pelo portal mostra vândalos depredando estabelecimentos comerciais sem presença da polícia.
Confira o vídeo, abaixo.

Como se vê, sem presença da polícia e sem causa aparente os manifestantes passam a promover destruição de patrimônio público e privado, reeditando o que fizeram em 2013.
Mais uma vez, o MPL recorre a todo lixo social disponível para se promover entre esse público descabeçado que se presta a participar desse tipo de violência contra a sociedade e que, como subproduto, faz a direita se fortalecer no Brasil como tem sido visto.
E o pior é que aqueles que esse movimento vigarista diz defender nem mesmo concordam com esse tipo de ação. Esse movimento nasceu e cresceu entre estudantes universitários de classe média alta, gente que, muitas vezes, se tomou ônibus meia dúzia de vezes na vida, será muito.
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O pior de tudo isso é que o preço das passagens de ônibus e metrô é o menor problema da população brasileira, hoje. Sobretudo da população paulistana. O grande problema do transporte urbano, no país, é a qualidade.
Só que, sem investimentos públicos, não será possível melhorar a qualidade.
No caso de São Paulo, única cidade do país em que o MPL conseguiu juntar bastante gente (número de manifestantes varia de 2 mil, segundo a PM, a 30 mil, segundo o MPL), o sucesso relativo desse protesto se deve ao antipetismo que infecta os paulistanos.
Por outro lado, a população que assiste a tudo isso sente medo e identifica esses protestos como obra petista, razão pela qual o ódio ao partido se instalou tão profundamente na alma paulistana, dando uma vitória consagradora a Geraldo Alckmin, ano passado, por ter reprimido os protestos com a violência costumeira da sua PM.
Enquanto um bando de desmiolados e/ou demagogos toca o terror na cidade, o principal problema do momento, a falta de água e o encarecimento de seu preço, não sofre protestos desses revolucionários de araque.
É por essas e por outras que o PT deveria conversar com suas lideranças jovens para que parem de se misturar com essa gente. Apesar de essas manifestações proibirem bandeiras do PT e até camisetas vermelhas, havendo petistas no meio a conta dos desatinos vai para o partido.
O preço das passagens de ônibus estava congelados desde 2011. Com reajuste de 16%, com certeza os salários cresceram mais do que o preço das passagens, eis que a remuneração assalariada vem crescendo acima da inflação no país.
Por outro lado, se a prefeitura tiver que abrir mão de repassar esse aumento, sua situação financeira e capacidade de investimento no transporte público irá diminuir ainda mais, quando é do interesse da população que esses investimentos no transporte público aconteçam.
Tudo aumentou no país, inclusive tarifas públicas. Aumentaram água, luz, gás, até impostos. E, claro, os salários. Impedir administrações municipais de aumentar a tarifa do transporte público não irá melhorá-lo, irá piorá-lo devido à falta de investimentos gerada pelo caixa baixo.
E o pior é que, como já foi dito mil vezes aqui, conforme informações do prefeito Fernando Haddad, o erário paulistano paga o reajuste às empresas de ônibus – ou seja, o povo paga de qualquer jeito, mesmo sem sentir.
A violência vem desmoralizando manifestações legítimas e fortalecendo a direita, que, nas últimas eleições, colheu os frutos dos desatinos dessa pseudo esquerda de que a direita gosta tanto e com a qual conta para se fortalecer.
A reestreia dos black blocs junto com a do MPL denuncia a tática do movimento de se valer de todo lixo social disponível para inflar suas manifestações descabidas. A da última sexta-feira, em São Paulo, comprovou isso.

domingo, 26 de janeiro de 2014

“NÃO VAI TER COPA” É DO PSOL, REDE E PSTU Vídeo do Edu despe os coxinhas da Globo

O Conversa Afiada reproduz texto e vídeo de Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania:

PROTESTO CONTRA COPA REVOLTA POPULAÇÃO EM SÃO PAULO


25 de janeiro de 2014. Cheguei por volta das 17 horas à avenida Paulista para cobrir o protesto contra a realização da Copa do Mundo no Brasil que partiria do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e se espraiaria pelo centro velho da capital, onde, para variar, terminaria mal.

Naquele momento, encontro a pista sentido Consolação interditada pela Polícia Militar, que, organizada em forte aparato, inclusive com cobertura de dois helicópteros, acompanhava a concentração em frente ao museu.

Quando cheguei, havia cerca de 300 manifestantes. Em algum tempo mais somavam uns 700, na melhor das hipóteses.

Para compensar o pequeno número, deixaram deserto o vão livre sob o Masp e ocuparam a pista dos veículos de forma a atrapalhar o trânsito e produzir sensação de maior número, até porque se misturavam com os transeuntes.

Na quase totalidade, eram estudantes universitários de classe média e alta. E alguns poucos homens e mulheres maduros e do mesmo estrato social. E muita polícia. Provavelmente, metade do número de manifestantes.

Conversei com vários integrantes do movimento, mas nenhum quis gravar entrevista. Contudo, consegui a informação de que, em grande parte, eram militantes do PSOL, do PSTU e da Rede (de Marina Silva).

Cartazes contra políticos, só vi contra Lula e Dilma.

Vários manifestantes estavam mascarados. Alguns começaram a vestir máscaras. Pouco antes das 18 horas, começaram a caminhar no sentido Paraíso, pela pista sentido Consolação.

Naquele momento, reparo que os transeuntes da avenida estavam todos do lado oposto dos manifestantes, na calçada da pista sentido Paraíso. Quase em frente ao Masp, um bar reunia dezenas de pessoas. Ouviam pagode, tomavam chope e comiam carne que o bar assava na churrasqueira que pôs na calçada.

Aproximei-me do bar e comecei a conversar com as pessoas. Quase nenhuma me permitiu gravar. Tive que pedir a mais de dez pessoas até encontrar quem aceitasse. Porém, recusaram-se a dar nomes.

Absolutamente todas as pessoas com quem conversei disseram que querem a Copa no país. E disseram que nem dão bola para essas manifestações que acontecem toda hora e que são “esquisitas” e “violentas”.

Entrevistei uma moça e um casal. A mulher do casal deu-me um depoimento interessante. Disse que quando Lula conseguiu que o Brasil sediasse a Copa, todo mundo aplaudiu. Ninguém falou nada. Agora já não haveria sentido em protestar.

Disse mais: que repudia os black blocs. E manifestou desconfiança de quem esconde o rosto.

Quando a manifestação chegou ao cruzamento da avenida Brigadeiro Luiz Antônio com a avenida Paulista, desceu a transversal rumo ao centro velho da cidade. No caminho, foi se dispersando.

Infelizmente, acabou a bateria do celular e não pude mais gravar imagens. Foi uma pena, porque os manifestantes passaram a promover arruaças.

Na avenida da Consolação, por exemplo, incendiaram lixeiras, quebraram vitrines e acuaram um homem em um fusca e lhe incendiaram o veículo. Desesperado, ainda tentou salvar o veículo. As pessoas gritavam para que saísse de perto, pois poderia explodir.

O sujeito sentou na calçada e pôs a cabeça entre as mãos. Estava chorando.

Os transeuntes, assustados e revoltados, pediam providências das autoridades. O clima de revolta no comércio e entre os que passavam podia ser sentido ao toque da mão.

Claro que não passa de uma percepção, mas acredito que essa tática do grupo “Não Vai Ter Copa” está sendo muito mal recebida pela sociedade. O efeito eleitoral que os grupos políticos por trás desse movimento pretendem pode se mostrar inverso ao que buscam.
Assista, abaixo, a compilação dos vídeos que consegui gravar com meu celular


ATENÇÃO: abertura do vídeo está com data errada (25-01-2013). Editei o vídeo e coloquei mensagem informando data correta (25-01-2014), mas essa etiqueta não aparece em celulares e tablets
“Vai ter Copa do Mundo, sim”


Os filhos da mídia

Por todo o país, embora com ampla cobertura da imprensa, as manifestações “coxinhas” do “não vai ter Copa” – expuseram sua magreza.
Um fiasco.
Um pouco mais que a dúzia e meia de pessoas das outras cidades, São Paulo tinha lá uns mil recalcados, atendendo ao apelo do “Estadão” para produzir, como diz o editorial do jornal “um clima de crispação social capaz de contaminar as urnas de 3 de outubro”.
E há essa dúzia e meia porque existe uma campanha diária de denuncismo contra um megaevento, como a que jamais se fez contra os “rockinrios” que nunca representaram investimento em patrimônio público algum, um trem, uma passarela, uma calçadinha que fosse, mas encheu as burras de muita gente.
Ninguém discutiu que toda aquela massa de recursos que se drenou da garotada e que se gastou com os serviços públicos mobilizados para atender aos eventos poderia estar sendo usada em escolas e hospitais “padrão Beyoncé”.
Não teve um black bloc ou punk para fazer um quebra-quebra lá, embora seja provável que tivesse alguns pulando com suas bandas.
Mas está bem, essa é a regra do jogo do capitalismo. O dinheiro é deles, não é do povo porque “já estão sufocados pelos impostos”. No final das contas, é isso o que faz 87 terem tanto dinheiro quanto 3,5 bilhões de seres humanos pobres deste planeta.
Aquele pessoal lá é, portanto,  filho da mídia, que a mídia não reclame de suas travessuras.
Mandava o óbvio não seguir o roteiro repressivo de sempre.
Porque é exatamente esse o seu objetivo, muito o mais do que o de quebrar vidraças e caixas-eletrônicos.
Cisas que, aliás, não fazem no “horário comercial” de suas vidas fúteis.
Mas a polícia de São Paulo deu outro show de despreparo, hoje.
De novo, as formações de falanges, as balas de borracha, as detenções em massa, os ingredientes que os fascistinhas – a esta altura já nem tão inconscientes – da provocação desejam.
As fotos dos jornais e as imagens de tevê não vão mostrar a meia dúzia das manifestações bulímicas.
E lá vamos nós, de novo, discutir black blocs, como se estes babacas fossem o problema do país.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Site ligado a PSOL divulga pedido de emboscadas a políticos e PMs


Em um momento em que protestos violentos voltam a ocorrer em grande escala e concomitantemente com protestos pacíficos e legítimos como o dos professores do Rio de Janeiro na semana passada, as estratégias políticas que estão seduzindo jovens de várias classes sociais a promoverem esse tipo de ação precisam ser desnudadas.
Até porque, há uma tentativa de glamourização dos grupos que saem às ruas para promover ações violentas usando como desculpa o despreparo das polícias militares, que, ao reprimir o vandalismo, acabam se excedendo e vitimando também quem não cometeu violência.
O site Correio da Cidadania, por exemplo, vem desempenhando esse papel. É ligado ao PSOL. Segundo fontes fidedignas consultadas pelo Blog, seu conteúdo é avalizado por Plínio de Arruda Sampaio, que, em 2010, foi candidato a presidente por esse partido.
O site quase não divulga conteúdo próprio, limitando-se a reproduzir notícias veiculadas pela grande imprensa e textos opinativos que lhe são enviados por “colaboradores” simpáticos à sua linha editorial.
O “Correio” deixa clara a sua tendência política em “editorial” sobre o “mensalão” publicado no último dia 28 de setembro. O texto, publicado sob o título “A articulação da desigualdade e o Mensalão”, diz que o PT “traiu” os princípios que nortearam a sua fundação e concorda com a premissa da grande mídia e da oposição demo-tucana de que o julgamento do mensalão pelo STF “(…) comprovou, em forma indiscutível, a corrupção de deputados da base governista para o mais fácil apoio a medidas antipopulares, com destaque para a reforma da previdência dos funcionários públicos (…).
Apesar de o “Correio” não se identificar com o PSOL oficialmente, a sua linha editorial, como se vê acima, reproduz exatamente a posição política do partido. Além disso, a interferência de Plínio de Arruda Sampaio nessa linha editorial é sabida e consabida, ainda que não assumida.
O “Correio” não é, obviamente, a origem da ideologia que “justifica” a violência que se infiltra nos protestos. Há centenas de páginas na internet – sobretudo no Facebook – que exortam jovens pouco politizados a promoverem atos de vandalismo e até de violência física. Mas, pela importância política de quem coordena o que ali se publica, o site exerce grande influência sobre as mentes mais frágeis.
Em busca de notoriedade, militantes anônimos ligados (oficialmente ou não) a partidos políticos acotovelam-se para ver quem radicaliza mais nas propostas de “reação” à provocação que manifestantes violentos fazem a policiais cuja natureza igualmente violenta todos conhecem.
No último dia 2 de outubro, o “Correio” publicou texto de um desses militantes anônimos cujo teor é literalmente criminoso. Sob qualquer aspecto.
Para que se tenha uma ideia, o texto criminoso propõe até que sejam feitas “emboscadas” a policiais enquanto estiverem fora de serviço, inclusive em suas residências, sem levar em conta que nas residências de um policial estão também seus familiares – esposa, filhos etc.
O texto ainda prega ataques nas ruas ao governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, ao prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes, e até à presidente Dilma Rousseff, dizendo que eles têm que ter “medo” de sair à rua. Mas não só. O texto ainda propõe que quem tiver opinião favorável ao PT ou ao PMDB deve ser igualmente caçado e agredido nas ruas.
A incitação da violência prega que não se quebre apenas lixeiras, mas os carros da PM. E não só: pede que os manifestantes “quebrem” também os policiais. O discurso é assustador. Diz que se um PM jogar uma bomba de gás lacrimogênio para dispersar uma manifestação, deve ser queimado vivo com um coquetel molotov.
Mais adiante, prega que os manifestantes violentos cerquem políticos do PT e do PMDB nas ruas e os agridam: “(…) Cerca o cara e faz ele [sic] sentir na pele o que a PM faz com o povo (…)”.
Em um dos trechos mais impressionantes, o texto propõe que os manifestantes façam com que um policial que tenha reprimido manifestações “(…) perca os dentes numa emboscada (…)”. E, ainda, o autor desse texto confessa seu crime: “(…) Estou incitando a violência? Sim. Estou (…)”.
Há reconhecimento, pois, de violação do artigo 286 do Código Penal, que determina pena de 3 a 6 meses de prisão a quem incitar crimes publicamente.
Entende-se, através desse texto, como as mentes frágeis de certos jovens despolitizados e mal orientados acabam se deixando contaminar pelo discurso da violência.  Há uma glamourização que certos “intelectuais” fazem do uso da tática do bloco negro, como se a história do uso dessa estratégia de luta política justificasse as ações violentas que vêm chocando e revoltando a sociedade de forma crescente.
Abaixo, reproduzo o texto criminoso sem identificar o autor ou linkar a página do Correio da Cidadania em que aquele texto foi publicado, de forma a frustrar o desejo de notoriedade que, via de regra, é o que move esses anônimos que fazem esse tipo de pregação violenta e que, com suas sandices, fazem o jogo de espertalhões como Plínio de Arruda Sampaio.
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Correio da Cidadania
2 de outubro de 2013
Autor: xxxxxx  
Violência se combate com rosas? Não, com violência
O Brasil nunca terá jeito enquanto o movimento social continuar apanhando sem reagir.
Sem radicalizar a resistência, não adianta ficar gritando, pra apanhar depois e ir lamber feridas, apanhando novamente em nova ocasião.
E movimentos sociais devem parar de chorar, de se fazer de coitados e ir à luta. Não às ruas pra apanhar, não ao parlamento pra implorar direitos que deveriam ser dados sem sequer precisar pedir – são direitos, oras –, mas ir pra porrada, com as armas que têm, com sua maioria, com sua capacidade de mobilização, de penetração em todas as áreas.
A tática Black Block ainda é incipiente, isolada, mais quebra-quebra que algo sistemático. Precisa sistematizar, organizar. É preciso que a PM sinta na pele a reação popular. Que sinta medo, que aprenda quem manda. A PM tem que apanhar.
Políticos como Paes, Cabral, a corja do PTMDB inteira tem de ter MEDO de sair de casa, tem de ser perseguidos nas ruas pelo movimento social. Sem trégua.
Violência se combate não com rosas e sangue (nosso), mas com igual violência popular e política.
Ao invés de quebrar lixeira, tem que quebrar carro da PM, aliás, quebrar os PMs.
PM jogou bomba? Molotov pra queimar os bandidos. Tem que ter reação violenta.
Político bandido do PTMDB saiu pra defender brutalidade da PM? Cerca o cara e faz ele sentir na pele o que a PM faz com o povo. Vê se ele aprende.
PM sorrindo ao espancar o povo? Que no dia seguinte ele perca os dentes numa emboscada. O poder tem que ter MEDO do povo. Pois, no fim, o poder pertence (tem que pertencer) ao povo.
Estou incitando a violência? Sim. Estou. Violência política contra quem usa do Estado para nos violentar.
O mundo pode estar sensibilizado com os vídeos dos nossos companheiros sangrando, espancados, presos, feridos… Mas os “nossos” políticos não se sensibilizam. Mandam a PM fazer o trabalho para o qual foi treinada: reprimir o povo.
Pois temos de reagir. Temos de enfrentar violência com violência. Se o “povo unido é povo forte”, então o povo unido e forte tem que ir à luta, em todos os sentidos desta palavra.
A chave é o medo. É preciso fazer com que os políticos temam o povo. Temam sequer sair às ruas. Gente como Paes, Cabral, Dilma, não pode ter a liberdade de andar sorridente pelas ruas ao lado de suas vítimas, de vítimas de suas políticas repressivas. O povo, nas ruas, tem de perseguir estes elementos, tem que fazê-los sentir o que é ter o medo diário que todos nós temos de caminhar nas ruas, podendo ser vítimas da brutalidade do Estado.
Óbvio que não falo em ir para o campo aberto, não temos armas como a PM, não temos a organização nem a capacidade deles. Mas temos nossos métodos, temos a possibilidade de adotar táticas de guerrilha urbana, de cercar, de ir atrás, de fazê-los temer chegar ao campo aberto, pois sabemos onde moram, onde vão e o que fazem.
Sem uma resposta violenta seremos sempre violentados.
Subestimo a PM? Talvez. De fato, nós não temos capacidade para combatê-la em campo aberto, mas PMs têm vizinhos. Vizinhos estes que muitas vezes são também suas vítimas. PMs têm de andar pela rua, seja trabalhando ou na folga. Nada pode os proteger todo o tempo.
A partir do momento em que estes PMs violentam seus vizinhos, nada garante que possam se proteger da reação que vem de todos os lados e, no fim, do lado de casa. E o mesmo vale para os políticos.
A PM e os políticos devem nos temer, e não o contrário.
PS: Não, não estou falando em ‘matar’ policiais ou políticos. E, sim, este recado foi para a corja governista que hoje ama a PM e a usa para espancar o povo.
—–
Assista, abaixo, ao resultado dessa pregação criminosa

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Vandalismo de jovens mostra perda de fé na democracia

Pelo quinto mês consecutivo, o país convive com cenas assustadoras de violência em protestos convocados pelas mais diversas razões – algumas justíssimas, outras nem tanto. Em todos esses movimentos populares, porém, a violência, o vandalismo e algumas vezes verdadeiras tragédias tornaram-se subprodutos. Eventos tão previsíveis como o próximo alvorecer.
Por exemplo: na segunda-feira, um protesto de moradores de três favelas de São Paulo terminou em tragédia: manifestantes viraram um carro em cima de uma barreira com material pegando fogo e o veículo explodiu. Seis pessoas ficaram feridas. Duas delas, gravemente. Uma das vítimas foi uma criança.
Algumas dezenas de pessoas já morreram durante protestos, desde junho. Os feridos chegam a centenas, entre civis e policiais. E algumas vítimas nem participavam dos protestos, tendo sido tolhidas por estarem passando pelos locais.
Os prejuízos ao patrimônio público e privado alcançam bilhões de reais e frequentemente têm sido suportados não só por bancos e grandes empresas, mas por cidadãos comuns e pequenos comerciantes que perderam veículos ou pequenos negócios, como bancas de jornal, pequenas lojas etc.
No mesmo dia da tragédia em São Paulo, um protesto no Rio de Janeiro provocou um princípio de incêndio na Câmara Municipal. Mascarados atiraram coquetéis molotov contra o patrimônio do povo carioca.
No Facebook, na postagem de uma foto do incêndio que por pouco não consumiu a sede do Legislativo municipal, centenas de comentários. A grande maioria de pura comemoração pela cena dantesca.
Lendo o que as pessoas dizem naqueles comentários, salta aos olhos que são todos jovens. Os mascarados – ou “black blocs” – que promovem esses atos de vandalismo, idem. Ou seja: primordialmente, quem está indo à rua (mascarado ou não) para “quebrar tudo” são jovens. E eles acreditam firmemente que estão agindo bem, em prol do país.
Dirão que no Rio há partidos políticos envolvidos nas depredações e que esses que promovem essas sandices são todos filhinhos de papai – ou “coxinhas”, como preferem alguns. Sim, há políticos por trás, mas há muita gente que participa sem ser estimulada por nada além de sua visão das coisas.
O elitismo dos que protestam até já foi verdade, lá no começo dos protestos, mas deixou de ser. Sabe-se que há muito jovem pobre e revoltado que se uniu a protestos que começaram nas classes mais favorecidas e contagiaram a juventude cansada de não ter esperança no futuro devido à cor da pele ou à classe social a que pertence.
Pobres ou ricos, o fato é que essa juventude que comemorava no Facebook ou nas ruas as cenas trágicas que se viu ontem em cidades como Rio ou São Paulo decididamente não acredita mais na democracia, nos meios tradicionais de luta política – e muito menos na classe política.
Alguns desses comentários na postagem no Facebook sobre o princípio de incêndio na Câmara municipal do Rio chegaram a descrever a cena dantesca como “linda”, como indício de que o país estaria “mudando” por uma Casa que é do povo estar sendo atacada com aquele nível de violência.
Vendo a honestidade das manifestações daqueles jovens que comemoravam o caos e o descaminho da democracia – pois naquela Casa legislativa que foi atacada é que deveria ocorrer o embate, mas não físico e sim de ideias –, reflito que nós, os maduros, estamos perdendo essa juventude para a desesperança na única força que pode nos salvar.
De quem é a culpa? É minha e sua, que, como eu, tem idade para ser pai ou mãe desses jovens. Não soubemos legar-lhes um pais melhor ou educá-los de forma a que entendessem que a nossa geração lutou para que Casas legislativas funcionassem e não para que fossem depredadas.
Sim, julgo que estão equivocados. Mas não têm culpa. Aliás, por que ocorreu aquele tumulto? Porque os professores que educam tantos daqueles jovens são pisoteados pelo Estado, que finge que os paga enquanto fingem que ensinam, até por não terem condições mínimas de fazê-lo após jornadas exaustivas e até desumanas de trabalho mal pago.
Enquanto penso nisso, arrependo-me de não tê-los compreendido antes. Talvez por ter me esquecido do que é ser jovem e se frustrar com o status quo. Eu, que vivi um período da história deste país em que havia infinitamente mais motivos para frustração.
Estaremos fadados, os seres humanos, a perder a capacidade de sonhar e de ousar conforme a idade passa? Estaremos fadados a perder a capacidade de dialogar com a juventude? Por que os maduros que desaprovamos – com carradas de razão – os desatinos que a desesperança instilou nessa juventude não estamos sabendo chamá-la à razão?
Talvez por termos esquecido a linguagem da juventude…
Por mais que discorde desses jovens, não posso negar que é bonito ver como acreditam no que estão fazendo. Julgam que estão ajudando o país. Não percebem que estão fazendo o contrário. E se não percebem a culpa é nossa, da geração anterior que não soube educar esta transmitindo-lhe a importância da democracia.
Quando jovens descreem completamente da política ao ponto de atacar seus símbolos estão abandonando o caminho democrático para mudar o país para melhor e apelando para a barbárie, como se esta fosse resultar em algo mais além de um excelente pretexto para alguns espíritos autoritários invocarem uma repressão que a minha geração conheceu muito bem.
Não sei se há tempo para chegar a essa juventude e convencê-la a não dar pretextos para que autoritários desencadeiem a boa e velha reação contra demandas legítimas da sociedade, mas, seguramente, não podemos tratá-la como criminosa ou vilã. É, no máximo, vítima da geração anterior, que não soube lhe transmitir valores e legar-lhe o país que deveria.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

REDE GLOBO E OS PROTESTOS: OPORTUNISMO E AMBIGUIDADE

DILMA FALARÁ À NAÇÃO HOJE

Luanda Calado, 25 anos, Recife: # Eu fui e me arrependi

por Luanda Calado, enviado por e-mail  por um amigo do Viomundo

# Eu fui e me arrependi.

Nunca pensei que fosse me deixar levar pela massa e foi o que realmente aconteceu.
Eu estava lá para deixar explícita a minha indignação da péssima qualidade do transporte público pernambucano.
O ser humano é um animal racional que se adapta às intempéries da vida, nos acostumamos facilmente ao que é ruim, como de hábito, simplesmente para conseguir viver.
Eu estava ali na praça do Derby supostamente protestando por um transporte público melhor e estava feliz da vida por ver tanta gente, já que no ano passado não tinha 10% dessas pessoas na rua protestando por um preço menor da passagem de  ônibus.
Mas não havia liberdade ali. Eu não pude ir com minha camisa que mandei fazer na época das eleições de Dilma, porque deixaram claro que não queriam “pessoas de partido” — eu não sou nem pretendo filiar-me a um partido.
Fui xingada por levar um cartaz que minha mãe guardou do antigo ex-governador Arraes — avô? do atual governador de Pernambuco, Eduardo Campos.
A minha vontade era de ter escrito “SAUDADES, ARRAES”, mas o cartaz que eu levava comigo tem exatamente a minha idade, 25 anos.
Eu não estava ali por solidariedade aos paulistas. Estava por mim e pelo povo pernambucano. Mas ao chegar em casa, dei por mim que fiz besteira, pois essa passeata faz parte de um todo maior.
Alguém aqui já viu a rede Globo cedendo o espaço de suas intocáveis novelas para transmitir “protesto”? Alguém acredita mesmo nas falsas desculpas de Jabor?
Eles querem é instigar essa tal “revolução” porque o governo é de esquerda e nunca o Brasil esteve melhor.
Hoje foi um dia triste para mim.
PS do Viomundo: Luanda Calado é uma jovem estudante de Letras do Recife.

TWITTER DA GLOBO CONVOCOU O GOLPE No tweeter da Globo, às 16:36, para 4 milhões de seguidores.


Em nenhuma Democracia do mundo o sinal da Globo continuaria no ar, depois da cobertura desta quinta-feira.

Clique aqui para ler “Democracia made in Brazil – pode quebrar à vontade !”.


Paulo Henrique Amorim

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Dizei-me com quem andais que vos direi quem sois

O adágio popular cabe como uma luva para uma situação que está não apenas destruindo a imagem do Brasil perante o mundo, mas prejudicando a economia, gerando medo, violência e incerteza entre a sociedade e, o que é pior, sem uma justificativa inteligível.
É triste ver um país em que o padrão de vida melhorou tanto ao longo da última década se deixar levar por um modismo inconsequente que está por arrasar todas as conquistas obtidas com tanto custo nesse período.
Os últimos acontecimentos durante os protestos pelo país, em questão de horas serviram para que os ideólogos da “primavera brasileira” parassem e pensassem que sem Estado e política o que sobra é o caos.
A constante criminalização da política e a militância política travestida de jornalismo fundamentaram a tese dos que querem abolir todas as instâncias democráticas em troca de uma causa que não se apresenta, oculta sob frases feitas e generalistas.
Aos poucos, porém, as pessoas vão se dando conta da verdade. Sobretudo aquelas que se encastelaram no poder e esqueceram que não se governa um país sem fazer política, e que se mancomunam até com o diabo contanto que ele concorde com elas.
Os que acusam Dilma de se aliar a partidos cheios de picaretas em prol da governabilidade ou de se encolher de medo diante de um “jornalismo” mafioso, porém, decidiram ir às ruas ao lado de psicopatas de ultradireita que se aproveitam dos protestos para tocar o terror.
Quem diz que as manifestações são pacíficas e só reagem à violência de uma polícia inegavelmente despreparada, violenta e até corrupta se calam quando fica claro que não precisa polícia nenhuma para o vandalismo eclodir.
Nos últimos dias, a polícia que deu sua contribuição ao vandalismo se recolheu e os protestos degringolaram para a violência do mesmo jeito. E, pasme-se, agora acusam as autoridades de não acionarem a mesma… Polícia!
E quanto à tese de que a própria polícia praticava o terror com infiltrados, apesar do caráter comprovadamente violento dela caiu por terra com as cenas dos últimos dias pelas ruas do país, até porque os autores dessa tese se calaram.
Os que geraram o ambiente que permitiu o caos apesar de não participarem dele, têm que assumir que jogaram centenas de milhares na rua, marcharam ao lado deles e quando desencadearam o terror, agora dizem que nada têm com isso.
Já o governo que pretende governar sem fazer política acaba de ter confirmada a sua queda de popularidade. O instituto Ibope concorda com o Datafolha e mostra que Dilma perdeu popularidade.
Quem prega que ela se mantenha na rota do mutismo e da ojeriza à política se aferra à comparação com a popularidade de outros presidentes com o mesmo tempo de mandato sem levar em conta que a trajetória da presidente é de queda.
Esta, continua dando declarações curtíssimas, não fala ao povo, não lidera o país justamente no momento em que este precisa de liderança, que está sendo usurpada não só do governo, mas da oposição e até da mídia por um grupo de jovens de classe média e alguns vovôs que tentam recuperar a juventude perdida.
Na última terça-feira, assistindo aos telejornais, constato que “um grupo pequeno” tocou o terror pelo país afora, sobretudo no centro de São Paulo. Em um desses telejornais, assisto a 30 minutos incessantes de quebradeira praticada por um “grupo pequeno”.
A avaliação dos telejornais é de que centenas de pessoas destruíram a fachada da prefeitura de São Paulo e arrombaram, depredaram e saquearam dezenas de estabelecimentos comerciais, sem falar em certa rede de televisão que estimulou ao vivo os manifestantes a invadirem a prefeitura ao dizer “culpado por tudo” o prefeito que está há cinco meses no cargo.
Os manifestantes pacíficos que marcharam ao lado de dementes de ultradireita descobrem que estavam em má companhia e, como se tivessem chegado agora e não tivessem nada com isso, querem impedi-los de barbarizar.
Você leva uma matilha de lobos ao centro de uma cidade e quando começam a devorar as pessoas diz que não tem nada com isso porque não está devorando ninguém.
Ninguém tem coragem de dizer isso e, também, que o preço das passagens não tem nada que ver com o peixe.
Várias cidades de todo país cederam aos manifestantes, reduziram o preço da passagem e as manifestações continuaram, com os bandidos que marcharam ao lado dos pacíficos quebrando tudo.
Não é um milagre que “apenas” mutilações e ferimentos entre graves, médios e leves tenham ocorrido entre policiais e manifestantes? Chega a ser inacreditável que ainda não morreu ninguém. Mas, sendo racional, não se pode acreditar que isso não irá mudar.
O que espanta e deprime é ver que ninguém diz o que é preciso porque foi montada uma rede de difamação e intimidação, um verdadeiro tribunal ideológico com pistoleiros ideológicos agindo para calar qualquer divergência.
Nesse processo, muitos que confidenciam em privado que reconhecem o verdadeiro caráter desse movimento que tanto está prejudicando o Brasil por uma causa que ninguém sabe qual é, mas publicamente se omitem, concordam com ele e até o exaltam.
Tudo por medo dos tribunais e dos justiçamentos ideológicos.
Quando as pessoas chegam a ter medo de dizer opiniões legítimas por conta de que serão tachadas de “reacionárias”, “falsos esquerdistas” etc., instalou-se um processo inquisitorial no país.
Desde o primeiro momento, este espaço acusou o risco que representava jogar nas ruas massas incontroláveis. Ao contrário do que dizem alguns pistoleiros ideológicos, aqui jamais houve mudança de rota.
O que tem sido dito é que se deixarem essas manifestações ocorrerem sem contraponto, irão gerar uma tragédia política, econômica e física para o país e que, portanto, se não se pode impedir as pessoas de exercerem o direito de irem à rua, há que ir também e tentar pregar bom senso.
Isso, claro, se não se puder instilar bom senso na sociedade, que precisa entender que um país não pode ser governado por grupos que vão às ruas, mas através daqueles que a maioria eleger pelo voto livre e consciente.
O que sempre foi dito aqui é que não se pode levar massas incontroláveis às ruas e quando saírem previsivelmente de controle ninguém se responsabilizar. E que é antiético inventar uma bandeira fictícia de redução do preço das passagens quando a motivação é outra.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Tijolaço no “Foda-se o Brasil”. Vândalo, provocador que tentou invadir a Prefeitura de SP foi identificado. Tiago Ciro Tadeu Faria - o mesmo que tentou melar o carnaval paulistano de 2012.

Usuários do Facebook ajudam na identificação do meliante: Aqui todos os dados da criatura.   
Link da imagem: Folha de SP


“Revoltado” é provocador antigo
19 de Jun de 2013 | 13:03


Segundo a Folha, foi identificado um dos vândalos que destruiu vidraças da Prefeitura de São Paulo, ontem.

A Secretaria de Segurança divulgou que “ele foi identificado como Tiago – o sobrenome não foi divulgado nem a idade. Os policiais foram até a casa dele, mas ele não dormiu no local. Segundo a polícia, ele continua sendo procurado”.

O cidadão é o mesmo que ficou conhecido por “melar” o resultado do desfile do Carnaval paulistano no ano passado e se chama Tiago Ciro Tadeu Faria

Quem identificou o cidadão foi o grupo anarquista BlackBloc, que divulgou no Facebook:

Gostaria de deixar claro que o Black Bloc não teve nada a ver com os atos na prefeitura de SP, como foi noticiado na Rede Record. Isto inclui o cara de branco quebrando os vidros da prefeitura, e incitando os manifestantes a fazerem o mesmo. Através de nossas pesquisas, o nome do mesmo é Tiago Ciro Tadeu Faria, o cara que rasgou os votos da apuração das escolas de samba no carvanal de SP em 2012.

Tiago portava uma máscara antigás e fazia parte de um grupo de cerca de dez provocadores que incitava à depredação.

Vai ser interessante saber que estava pagando Tiago.
Por: Fernando Brito
http://www.tijolaco.com.br/index.php/revoltado-e-provocador-antigo/