Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Analista do Santander plagiou outra instituição

:

Demitida por texto polêmico que relacionou ameaça à economia com a reeleição de Dilma Rousseff, executiva Sinara Polycarpo copiou na integra trechos de avaliação produzida por economista do banco Fator; caso levou presidente mundial do Santander, Emilio Botín, a pedir desculpas ao governo brasileiro, e resultou na demissão de ao menos quatro pessoas

247 – O polêmico informe enviado em nome do Santander a clientes de alta renda contra a reeleição da presidente Dilma Rousseff usou frases inteiras do relatório do banco Fator, que já circulava no mercado há mais de um mês.

De um texto curto de seis frases, cinco foram copiadas parcialmente ou na íntegra, pela executiva Sinara Polycarpo, do Santander, do relatório do banco Fator, assinado pelo estrategista Paulo Gala, também professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

"A quebra de confiança e o pessimismo crescente em relação ao Brasil em derrubar ainda mais a popularidade da presidente, que vem caindo nas últimas pesquisas", dizia o texto do Santander... Se a presidente se estabilizar ou voltar a subir nas pesquisas, um cenário de reversão pode surgir ".
Já o documento do Fator destacava: "A quebra de confiança e pessimismo crescente em relação ao Brasil pode derrubar ainda mais a popularidade da presidente nas pesquisas... Se Dilma se estabilizar ou voltar a subir nas pesquisas um cenário de reversão pode surgir".

Dilma classificou a atitude do Santander de "lamentável" e "inadmissível". O caso levou o presidente mundial da instituição, Emilio Botín, a pedir desculpas públicas ao governo brasileiro. Ao menos quatro pessoas foram demitidas.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

PIG TEM 14 DIAS PARA DESTRUIR A DILMA Dia 19 começa o “direito de antena”, que o Ataulfo diz que não serve pra nada.

O PiG (*) tem pouco tempo para destruir a Dilma.

Foi um Governo inteiro na cadeira do dragão.

Clique aqui para ver o “manchetômetro”.

Diante da monumental inépcia da Oposição, o PiG tentou de tudo: anabolizou as manifestações e passou a mão na cabeça dos black blocs; anunciou o apagão, a dengue, e que não ia ter Copa.

No camarote do Itaúúú, tentou dar dimensão universal a um êxtase passageiro da elite branca (de São Paulo).

As notícias boas do Governo ficaram retidas atrás do muro que Israel construiu na Faixa de Gaza.

O apagão de água de São Paulo foi tratado como uma crise condominial.

O PiG inventou uma crise inexistente na compra de Pasadena.

Que o Brasil ia perder o grau de investimento das agências que correm mais risco que o Banco Espírito Santo.

Tentaram reanimar o FMI, que, só aqui, no PiG, ainda é levado a sério.

Anunciaram a disparada da inflação e o estouro das contas das elétricas.

Leram significados ocultos nas pseudo-pesquisas pré eleitorais.

Teve quem anunciasse a vitória do Aécio num segundo turno que não vai haver – clique aqui para se divertir com a Hosian Quenedy.

Botou o Satãder para falar pelo “mercado”.

Instalaram o “pessimismo” no país: confundiram seus balanços trimestrais, especialmente depois do encaixe da Copa, com a situação dos 8 milhões de jovens brasileiros no Pronatec.

Clique aqui e aqui para ter uma visão panorâmica da inescapável crise terminal da Globo Overseas.

E não colou nada.

(Diz o PiG cheiroso, o Valor, da quarta-feira passada, na pág. B1: “Aporte estrangeiro em montadoras sobe a maior nível em cinco anos.”

(Apesar do título inequívoco, a “reportagem” de Eduardo Laguna anuncia o iminente fechamento da indústria automobilística brasileira, diante de 1001 crises e adversativas variadas …  Por isso, a Dilma não lê o Valor nem vê a Globo. E o Mino Carta diz que, no Brasil, os jornalistas são piores que os patrões.)

(Leia “em tempo”.)

Agora, como estão verdes, diria La Fontaine, o jenial Ataulfo (**) assevera que o horário eleitoral não conta e a Dilma será derrotada pelos brancos e nulos.

É que na hora do vamos ver, a Dilma tem o dobro do tempo dos adversários, juntos, no horário eleitoral.

O que só foi possível com a ajuda inestimável do PMDB que, se achasse que o Aécio tinha chance, não se pendurava no PT .

O PiG tem 14 dias para fazer o que não conseguiu em três anos e meio.

Se não der certo, terá sempre o terceiro turno, num plantão do Supremo.

Em tempo: na inauguração do Templo de Salomão, o ansioso blogueiro conversou com o excelente ator Bemvindo Sequeira. E ele perguntou ao ansioso blogueiro: como é possível ter tanto jornalista … no PiG ? (Ele é leitor do C Af.) Será que não tem nenhum que preste ? O amigo navegante deve imaginar o que respondeu o ansioso blogueiro.


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Ataulfo de Paiva foi o mais medíocre – até certa altura – dos membros da Academia. A tal ponto que seu sucessor, o romancista José Lins do Rego quebrou a tradição e espinafrou o antecessor, no discurso de posse. Daí, Merval merecer aqui o epíteto honroso de “Ataulfo Merval de Paiva”, por seus notórios méritos jornalísticos,  estilísticos, e acadêmicos, em suma. Registre-se, em sua homenagem, que os filhos de Roberto Marinho perceberam isso e não o fizeram diretor de redação nem do Globo nem da TV Globo. Ofereceram-lhe à Academia.E ao Mino Carta, já que Merval é, provavelmente, o personagem principal de seu romance “O Brasil”.

terça-feira, 15 de julho de 2014

O suicídio político dos que apostaram contra a Copa


Teve Copa e teve final da Copa, apesar dos grupos políticos (de esquerda e direita) que tentaram sabotar o evento e que, por resolverem simplesmente tratar a opinião pública como idiota, protagonizaram um dos maiores fiascos políticos da história recente. Um fiasco cujo preço será pago por eles nas próximas eleições.
Ironicamente, dois extremos do espectro político se uniram, tacitamente, contra a realização do maior evento esportivo do planeta. Direita e ultraesquerda, cada uma a seu modo, tentaram sabotar aquele evento e se deram muito, muito, mas muito mal mesmo, como se verá adiante.
De um lado, grandes grupos empresariais de mídia e partidos de direita (PSDB, DEM e PPS) tentaram faturar politicamente a Copa apostando em problemas de organização do evento que bastava um mínimo de reflexão para perceber que não ocorreriam.
Ao longo dos últimos anos, uma literal avalanche de reportagens e textos opinativos da grande mídia – todos apoiados em manchetes espalhafatosas ao extremo – inventaram que os preparativos para o evento redundariam em fiasco anunciado. Para tanto, apoiaram-se em problemas comuns em qualquer programa de obras públicas no Brasil, seja ele levado a cabo por que partido for.
De fato, burocracia e problemas sociais do Brasil garantem “matéria-prima” a qualquer um que queira acusar governantes de não estarem sabendo levar a cabo esses programas de obras públicas. São problemas de licenças ambientais, de contestações na Justiça e de pessoas em situação de fragilidade social.
Desde que começou a ladainha oposicionista-midiática sobre “caos” durante a Copa era mais do que visível que havia um exagero quase infantil, oriundo da premissa estúpida de que o país é governado por completos incompetentes, incapazes de somar dois mais dois.
Ora, alguém acredita que sob aquela saraivada de vaticínios sobre o fracasso da organização da Copa o governo não cercaria por todos os lados as chances de algo dar errado? Subestimaram gravemente o poder do Estado para realizar um evento que, por grande que possa ser, em um país com 200 milhões de habitantes não assusta ninguém.
O governo estima que cerca de 1 milhão de pessoas vieram ao Brasil assistir à Copa. Em um país acostumado a lidar com contingentes populacionais infinitamente maiores, receber essa quantidade de gente não geraria o grau de dificuldade que pintaram.
O que vai nas linhas acima foi previsto incontáveis vezes neste Blog. A diferença, agora, é que aquela previsão não pode mais ser contestada porque a Copa transcorreu muito bem. Aliás, segundo vários analistas estrangeiros, melhor até do que em eventos similares no “Primeiro Mundo”.
Clique na imagem abaixo para visitar o site que publicou a matéria

A mídia, os partidos e a militância de direita, porém, continuam batendo na tecla de que algumas “obras da Copa” não ficaram prontas. A Folha de São Paulo, por exemplo, publicou nesta terça-feira (15) matéria sobre “Herança de 23 obras por fazer”, como que tentando salvar seus vaticínios derrotistas.
Nem diante do fato inegável de que obras inseridas inicialmente no cronograma preparativo da Copa – e que, depois, foram excluídas desse cronograma – não fizeram falta, os pretensos sabotadores do evento sentiram-se intimidados em dizer bobagens e tomaram o cuidado de calarem as bocas.
Agora, como se estivessem vencendo esse jogo (político-partidário) de goleada, os grupos políticos de direita e ultraesquerda que tentaram sabotar a Copa tentam vender a teoria de que o evento não deixará legado, ou que deixará um legado negativo.
Por outro lado, não há como a mesma mídia oposicionista esconder a enxurrada de avaliações positivas sobre a organização da Copa e sobre os benefícios que realizar o evento no Brasil deixará ao país. Assim, aqui e ali já são vistas análises abalizadas sobre o legado do evento.
Clique na imagem abaixo para visitar o site que publicou a matéria

Na última segunda-feira, o instituto Datafolha registrou pesquisa eleitoral no TSE em busca de “boas notícias” sobre a derrota fragorosa da Seleção. Quais sejam, de que os brasileiros tenham misturado política e futebol e estejam culpando Dilma Rousseff.
A pesquisa também questiona se o entrevistado aprovou a organização da Copa. Pela lógica, respostas positivas deveriam ser esmagadoramente majoritárias. E também integra a mais pura lógica a constatação de que o “caos” previsto era apenas torcida política e que isso influencie outros quesitos da pesquisa, inclusive as intenções de voto de Dilma.
Claro que estamos falando de lógica e essa nem sempre prevalece entre as massas…
Sobre a tentativa de sabotagem da direita, era isso. Agora vejamos a sabotagem pela esquerda, que já se sabe que foi outro desastre político para os seus autores – como sempre, setores da esquerda que ajudam a direita e não lucram nada; pelo contrário, perdem.
Os grupos políticos pretensamente espertos que cooptaram movimentos sociais legítimos e os usaram como massa de manobra valendo-se de mentiras como a de que foi tirado dinheiro público da saúde e da educação para realizar a Copa, deverão ser triturados nas próximas eleições.
Tendo o PSOL à frente, esses grupos provocaram ojeriza na sociedade por tratá-la como idiota.
Os protestos que esses partidos de ultraesquerda organizaram exageraram na estupidez. Tentaram vender à sociedade que a violência que invariavelmente se fazia presente a cada protesto contra a Copa foi obra de ninguém. Mas quem não sabe que protesto contra a Copa se tornou sinônimo de vandalismo de black blocs ou do que quiserem chamar os energúmenos que chegaram a assassinar um cinegrafista de tevê “por acidente”?
Vemos agora o caso dos ativistas cariocas presos na véspera da Final da Copa. Em que pese ser perturbadora a suspeita de que foram presos “sem motivo” e em “antecipação ao que fariam”, o histórico dessas pessoas e as alegações da polícia são tratados como nada, como se tudo fosse vento.
É óbvio que, em se tratando da polícia brasileira, não é de todo incrível a acusação de que ela pode ter plantado provas contra esses ativistas. Mas se eles não tinham nada que ver com os planos que circularam fartamente nas redes sociais de melar a Final da Copa provocando uma guerra campal com torcedores argentinos, para que prendê-los? Por antipatia?
A polícia do Rio apresentou artefatos supostamente encontrados com as mais de duas dezenas de pessoas que prendeu, como a ativista Elisa Quadros, a “Sininho”, ligada ao PSOL do Rio de Janeiro. E prometeu concluir o inquérito e apresentar as provas em cerca de 10 dias.
Das duas, uma: ou a polícia montou uma farsa digna das piores ditaduras ou esses grupos que defendem essa tese sobre “provas plantadas” enlouqueceram por fazerem tal afirmação de forma tão peremptória.
Tenho lido postagens em sites que defenderam os protestos contra a Copa afirmando, sem hesitar, que foi tudo inventado. A polícia teria ido buscar Sininho lá no Rio Grande do Sul – ela, que vive no Rio – por pura picuinha ou para usá-la como bode expiatório ou por sabe-se lá que outra razão.
Abaixo, imagem dos artefatos e do relatório apresentados pela polícia.

O laudo policial foi feito pelo Esquadrão Antibombas carioca e afirma que os ativistas presos se organizaram pelas redes sociais para provocar uma tragédia na decisão da Copa do Mundo, no domingo, no Maracanã.
Também afirma que com um casal preso foi encontrada uma bomba caseira com potencial letal. Segundo a polícia carioca, o artefato tinha “140 gramas de pólvora” e explica que “para se ter uma ideia, o rojão que matou o cinegrafista Santiago Andrade, em fevereiro deste ano, continha 60 gramas”.
O casal em questão é composto pela professora da UERJ Camila Rodrigues Jourdan e o ativista Igor Pereira D’Icarahy, filho do advogado Marino D’Icarahy Júnior, defensor da ativista “Sininho” em processos a que ela responde.

Segundo o lado policial, no apartamento do casal também teriam sido encontrados litros de gasolina, material para preparação de coquetéis molotov e a bomba supracitada.
O reitor da UERJ, Ricardo Vieira Alves, criticou a prisão de Camila e disse “não saber” as razões de sua prisão. Seguramente, ou não acredita que ela tivesse em seu apartamento os artefatos que a polícia diz que encontrou lá ou, então, acha que, mesmo a moça sendo do movimento contra a Copa e tendo tais artefatos em casa, ainda assim não havia motivos para prendê-la (?!).
Por outro lado, o laudo técnico da polícia carioca foi assinado pelos inspetores Francisco Sidney Farias Rodrigues e Raphael Ferreti de Souza. Segundo esse laudo, a bomba caseira seria uma “bomba tubo” e só poderia ter sido construída por alguém “com habilidade e conhecimento no manuseio de bombas caseiras desta natureza” e que “a detonação deste artefato explosivo tem capacidade de provocar mortes, lesões corporais diversas, bem como danos patrimoniais e ao meio ambiente”.
O laudo policial não para por aí. A polícia ainda afirma que encontrou com os ativistas presos  “armas de choque, martelos pontiagudos, litros de gasolina, garrafas e escudos”.
Se tudo isso foi “plantado” nas casas dos ativistas presos, trata-se de um escândalo sem tamanho. Os policiais e quaisquer outras autoridades que tenham montado tal cenário seriam criminosos perigosos e deveriam ser presos imediatamente.
Fica difícil acreditar piamente em qualquer das versões. Há que esperar esses dez dias prometidos pela polícia para apresentar, também, transcrição oficial de escutas telefônicas, entre as demais provas.
O delegado Alessandro Thiers, chefe da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática, responsável pelo caso, rejeita as acusações de que foram “prisões arbitrárias”. Segundo ele, “É leviano tratar a investigação como se fosse política sem conhecê-la”.
O delegado também afirma que “Não tem nenhuma banalidade sendo investigada”, e pergunta: “O que um manifestante pacífico faria com coquetel molotov e bomba caseira?”. Conclui informando que “Os advogados dos presos tiveram amplo acesso aos documentos da investigação”.
Não se pode endossar essa versão, mas daí a tratá-la como clara farsa vai uma distância imensa.
Pergunta: e se daqui a alguns dias a polícia apresentar, por exemplo, escutas telefônicas que comprovem que as pessoas presas planejavam provocar uma tragédia, muito provavelmente com mortes, como é que fica?
Os ativistas mais radicais desses movimentos contra a Copa e de outros movimentos assemelhados que convocam protestos nos quais os black blocs têm presença obrigatória dizem abertamente que “Sem violência não adianta protestar, pois protestos pacíficos não incomodam”. Qualquer um que já visitou uma dessas páginas na internet que defendem protestos violentos, sabe disso.
As pessoas, com efeito, podem acreditar no que quiserem. Mas colocar em prática crenças dessa natureza é crime, sim.
Independentemente de qualquer coisa, há que exigir com grande, enorme, imensa veemência que a polícia prove e comprove as razões que a levaram a efetuar essas prisões. Ao longo das próximas semanas, essas provas têm que aparecer e têm que ser, no mínimo, suficientes para justificar grave suspeita, suficiente para prender pessoas de vida ilibada como a professorinha da UERJ.
A pior conduta que se pode adotar em uma situação como essa, porém, é a que está sendo vista por parte dos que defenderam e continuam defendendo os movimentos Não Vai Ter Copa. Aceitar que vidas sejam colocadas em risco porque um grupo não aceita a “democracia representativa”, chega a ser surreal.
Ao ignorar a revolta da sociedade com a violência de movimentos como esses de que participam “Sininho” e companhia limitada, esses grupos de esquerda cometeram literal suicídio político. Pior que o da direita que garantiu, com base nos próprios desejos, que a organização da Copa seria um fiasco.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Os tucanos têm razão: é patriotismo, não é vira-latice

guararapes
A Aloysio o que é de Aloysio.
confiançadataQue apurou também um tal “índice de orgulho de ser brasileiro”, uma coisa meio estranha que, vá lá, eu reproduzo aí ao lado,
Vamos admitir que o tucano tenha razão..
Falta, pelo mesmo raciocínio, afirmar que a exacerbação do “espírito de vira-latas” também, segundo esta lógica, fosse o responsável pelos resultados anteriores, negativos.
Porque não foi isso que andaram repetindo, a torto e a direito, com o “vai ter crise” e o “não vai ter Copa”?
Um paisinho de m…, governado por incompetentes, que não ia dar conta de fazer uma Copa, não ?
Uma nação “porquera”, onde o cenário de pleno emprego, num mundo assolado pela desocupação, não valia nada, porque eram“empreguinhos de dois salários mínimos”, não é, Aécio?
Um lugar de gente incapaz, vagabunda, diferenciada, que não pode pegar o metrô em Higienópolis e quer se aposentar com “só” 35 anos de trabalho.
Enfim, uma “racinha” que “vota com o estômago” e está mais interessada em que haja financiamento para a casa própria do que com o superávit primário.
E que não entende que gastar R$ 1,7 bi (R$ 2,26 em dinheiro de hoje)  em uma nova sede administrativa para o Governo de Minas é mais importante que subsidiar moradia para os pobres.
Aliás, gente interessada também naquele salários  que estão “muito altos”, segundo as contas do aspirante a Ministro da Fazenda de Aécio, Armírio Fraga.
Mas os estrategistas tucanos esperam que tudo volte ao normal e que os holandeses – de preferência sem aqueles crioulos que andaram admitindo no seu time – ganhem a Copa e nos façam sentir um gostinho de Mauricio de Nassau, versão 2.1.
Como se sabe, o problema do Brasil é ter sido descoberto pelos portugueses, que fizeram aqui esta lambança étnica que começou com o negro Henrique Dias e o índio Filipe Camarão (que só viraram heróis nacionais no governo desta Dilma metida a populista)acharem que este país era também deles, não é?
Um país mestiço e moreno que brota tropicalmente sem pedir licença…
Mas isso, como se sabe, vai acabar depois da Copa.
E em vez dos gritos animados e orgulhosos dessa gente, ouviremos o cantar da chibata a “cantar”:
- Produtividade, seus vagabundos. Tomem arrocho, miseráveis. Vamos cumprir o dever de casa.
Da casa grande, por certo.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Kotscho: sucesso da Copa é a força do povo brasileiro

terror

Ontem à noite ri muito vendo a matéria de abertura do noticiário do Sportv.

O repórter confessa que “está difícil arrancar uma única reclamação dos estrangeiros” sobre a organização da Copa do Mundo.

Vale a pena assistir.

É impressionante a desfaçatez com que a mídia brasileira trata seu próprio comportamento criminoso para com nosso país neste processo.

Por isso, para não ser impaciente, como sou, reproduzo o artigo de alguém que – todo jornalista que o conhece sabe disso – jamais deixa de se comportar com delicadeza e cavaleirismo.
Ricardo Kotscho, em seu Balaio, perde gentilmente a paciência e produz um artigo que, além de correto sob todos os pontos de vista, ainda produz, no título, a síntese perfeita do que está acontecendo.
O Kotscho, quando perde a paciência, é ainda melhor do que “a frio”.

O sucesso da Copa é a força de nosso povo.
Ricardo Kotscho
Faz duas semanas, deixei um país em guerra, afundado nas mais apocalípticas previsões, e desembarquei agora noutro, na volta, bem diferente, sem ter saído do Brasil. Durante meses, fomos submetidos a um massacre midiático sem precedentes, anunciando o caos na Copa do Fim do Mundo.
Fomos retratados como um povo de vagabundos, incompetentes, imprestáveis, corruptos, incapazes de organizar um evento deste porte. Sim, eu sei, não devemos confundir governo com Nação. Eles também sabem, mas, no afã de desgastar o governo da presidente Dilma Rousseff, acabaram esculhambando a nossa imagem no mundo todo, confundindo Jesus com Genésio, jogando sempre no popular quanto pior, melhor.
Estádios e aeroportos não ficariam prontos ou desabariam, o acesso aos jogos seria inviável, ninguém se sentiria seguro nas cidades-sede ocupadas por vândalos e marginais. Apenas três dias após o início da Copa, o New York Times, aquele jornalão americano que não pode ser chamado de petista chapa-branca, tirou um sarro da nossa mídia ao reproduzir as previsões negativas que ela fazia nas manchetes até a véspera. Certamente, muitos torcedores-turistas que para cá viriam ficaram com medo e desistiram. Quem vai pagar por este prejuízo provocado pelo terrorismo midiático?
Agora, que tudo é festa, e o mundo celebra a mais bela Copa do Mundo das últimos décadas, com tudo funcionando e nenhuma desgraça até o momento em que escrevo, só querem faturar com o sucesso alheio e nos ameaçam com o tal do “legado”. Depois de jogar contra o tempo todo, querem dizer que, após a última partida, nada restará de bom para os brasileiros aproveitarem o investimento feito. Como assim? Vai ser tudo implodido?
A canalhice não tem limites, como se fossemos todos idiotas sem memória e já tenhamos esquecido tudo o que eles falaram e escreveram desde que o Brasil foi escolhido, em 2007, para sediar o Mundial da Fifa. Pois aconteceu tudo ao contrário do que previam e ninguém veio a público até agora para pedir desculpas.
Como vivem em outro mundo, distantes da vida real do dia a dia do brasileiro, jornalistas donos da verdade e do saber não contaram com a incrível capacidade deste povo de superar dificuldades, dar a volta por cima, na raça e no improviso, para cumprir a palavra empenhada.
Para alcançar seus mal disfarçados objetivos políticos e eleitorais, após três derrotas seguidas, os antigos “formadores de opinião” abrigados no Instituto Millenium resolveram partir para o vale tudo, e quebraram a cara.
Qualquer que seja o resultado final dentro do campo, esta gente sombria e triste já perdeu, e a força do povo brasileiro ganhou mais uma vez. Este é maior legado da Copa, a grande confraternização mundial que tomou conta das ruas, resgatando a nossa autoestima, a alegria e a cordialidade, em lugar das “manifestações pacíficas” esperadas pelos black blocs da mídia para alimentar o baixo astral e melar a festa. Pois tem muito gringo por aí que já não quer mais nem voltar para seu país. Poderiam trocar com os nativos que não gostam daqui.
Que tal?
Em tempo: a 18 dias do início da Copa, escrevi um texto de ficção para a revista Brasileiros que está nas bancas, com o título “Deu zebra: ganhamos e o Brasil fez bonito”. Repito: trata-se de um exercício de ficção sobre um possível epílogo do Mundial.
Para acessar:
htpp://www.revistabrasileiros.com.br/?p=95905in

terça-feira, 24 de junho de 2014

E o Brasil não bebeu água em meia cuia de queijo Palmira

Aos cacos? 46% das companhias sediadas no Brasil vão ampliar investimentos em máquinas nos próximos 12 meses; 24% pretendem construir novas instalações. Números são substancialmente maiores que os dos EUA, Alemanha, Japão, México e nove pontos acima da média dos Brics (pesquisa da Grant Thornton em 45 países)

 Lula: 'governo vai lançar plano de ciência e tecnologia para ampliar a construção de plataformas de petróleo no país'

Luciano Coutinho, do BNDES: 'Apenas os campos de Libra e aqueles da cessão onerosa já garantem um ciclo de investimentos por 30 anos no setor petrolífero'

O xote da reeleição: 'Dilma/Coração Valente/ O que tá bom vai continuar/ O que não está /a gente vai melhorar'(jingle da campanha pela reeleição, lançado na convenção)

Oferta de emprego perde fôlego em maio, com 58,8 mil vagas, mas no governo Dilma já foram criados 5 milhões de empregos

MTST acampa em frente à Câmara de SP para exigir a aprovação do Plano Diretor de Haddad, boicotado pelo PSDB

Plano Diretor de Haddad para SP reserva 20% de áreas da cidade para moradia popular e concentra adensamento junto a eixos de transporte coletivo para facilitar a mobilidade: onde está o Movimento Passe Livre?


O cenário de terra arrasada, que faria a autoestima nacional beber água num pé da mesa, em meia cuia de queijo Palmira, passa ao largo do que se vê na Copa.

por: Saul Leblon 

Agência Brasil














Os caosnáticos que durante meses  anunciaram  o apocalipse para os 32 dias  em que o país sediaria a Copa do Mundo  devem estar duplamente arrependidos.

Vencido  1/3 do torneio a apreensão cedeu lugar à agradável sensação de que, afinal, com todas as deficiências  sabidas, esse lugar  não é a montanha desordenada de incompetência, corrupção e conflagração  anunciada – incentivada- - por seus vocalizadores  desinteressados.

O  cenário de terra arrasada, que faria a autoestima nacional beber  água  num pé da mesa, em meia cuia de queijo Palmira, passa ao largo do que se vê, se ouve e se vive dentro e fora dos estádios. 

Sobretudo,  porém, o maior gol contra foi a aposta  de que o fracasso da Copa serviria como credenciamento antecipado para  o conservadorismo ‘consertar o Brasil corroído pelo PT’.

A menos que um acontecimento inesperado  inverta o quadro em curso, a verdade é que estamos diante de um efeito bumerangue  em espiral ascendente. Nem mesmo uma eventual eliminação brasileira do torneio poderá modificá-lo.

O revés não é café pequeno.

Ele  desqualifica  de forma importante o discurso derrotista  da turma do Brasil aos cacos.

O caos na Copa era (atenção: ‘é’) acalentando como um precioso passaporte emocional para garantir o livre trânsito do discurso conservador  no imaginário brasileiro, na disputa presidencial de outubro.

O que emerge das ruínas  anunciadas, ao contrário, é outra coisa, na forma de uma pergunta bastante incomoda.

Como dar crédito às avaliações mais abrangentes  --e às propostas ‘mudancistas’--  de quem   não consegue sequer enxergar o país em que vive,  tanto quanto  não consegue  diferenciar um Felipão falso de um verdadeiro?

A verdade é que a emissão conservadora criou um sósia do Brasil, tentou espetá-lo  na alma nacional  e agora se tornou refém de seu próprio ardil.

Quanto custa a uma sociedade  ter uma elite que,  nas horas decisivas, aposta quase sempre contra  as suas potencialidades?  Seja por interesses unilaterais, seja por incapacidade histórica, mantem-se impermeável  à compreensão do lugar em que vive,  da época em curso e dos seus desafios?

O paradoxo da Copa, que de excelente oportunidade para o Brasil, quase  foi soterrada como um estorvo contagioso ,  encerra, portanto, angulações  mais graves do que apenas  o  fla-flu eleitoral da superfície.

Só o inexcedível  descompromisso com a sorte da nação e o destino de sua gente poderia menosprezar, como se fez, o  conjunto de  projetos  e possibilidades  associados  ao evento   – que no caso do legado logístico reúne  projetos ainda inacabados, mas em curso.

No fundo, trava-se aqui um embate visceral entre lógicas antagônicas embutidas  na disputa histórica entre dois projetos para o país.

Grandes obras e investimentos públicos constituem a melhor maneira de socializar e regular  a curva do investimento na sociedade, impedindo uma oscilação desastrosa ao emprego, ao consumo e ao crescimento.

As grandes obras do  PACs, os projetos em torno  da Copa, o financiamento subsidiado para aquisição de máquinas e equipamentos (PSI), do BNDES, por exemplo  – o maior banco estatal de investimento do mundo foi criado  há 62 anos, em 20 de junho de 1952, por Getúlio Vargas, exatamente com essa finalidade--  são formas de amortecer a tendência errática, intrínseca à incerteza  que cerca  as inversões privadas  no capitalismo em geral. E mais acentuadamente   em nações em luta pelo desenvolvimento.

Um dos grandes gargalos  brasileiros , ao contrário do que ruge o jogral ortodoxo, é justamente o  reduzido fôlego fiscal do Estado ( subtraído em parte pelo rentismo), que o  impede de exercer uma coordenação de mercado que  propicie  a curva estável e sustentada do crescimento.

O movimento anti-Copa, ainda que inclua parcelas  bem intencionadas à esquerda,  reflete no fundo  o velho antagonismo  entre os que buscam viabilizar o papel do interesse público sobre o erratismo privado, e os que recusam essa prerrogativa ao Estado.

Por que recusam se inclusive seriam beneficiados  por ela?

Porque para  exerce-lo o Estado deve controlar  uma fatia significativa do gasto social. Deve socializar  o comando sobre grandes massas de investimentos,  que lhe permitam coordenar as expectativas da sociedade, sobretudo as do investimento privado.

Isso requer, entre outras providências,  desmontar  a linha Maginot do rentismo.
Entrincheirada em taxas de juros sempre mais rentáveis do que a aplicação produtiva , ela suga o fôlego fiscal do país e inibe  o planejamento do interesse público, ademais de fixar  um piso elevado para a desigualdade social, como ensinou Thomas  Piketty.

A cortina de fogo contra a Copa   --contra ‘a gastança’ de um modo geral--   filia-se a essa corrente.

Trata-se  de impedir que  a racionalidade social se imponha sobre o salve-se quem puder  característico do ambiente de competição, incerteza  e, em decorrência disso, de obsessão mórbida pela liquidez rentista, que move o capital privado aqui e em todos os lugares.

Ademais dos desequilíbrios  estruturais  irradiados por essa lógica,  a economia brasileira  reúne distorções  específicas que os  acentuam  e reproduzem, como a  segunda taxa de juros  mais elevada do planeta,  câmbio fora do lugar  e livre mobilidade de capitais.

O quão equivocado era o  garrote anti-Copa  se vê agora pelo  desmentido do desastre nas ruas e nos campos.

Mas também nas entrelinhas do noticiário econômico.

O pouco que escapa –somente agora--  da pauta catastrofista serve como ilustração de um benefício  que talvez pudesse ter sido muito superior, caso as expectativas  do país  não tivessem sido garroteadas pela coleira da ortodoxia derrotista.

Abaixo, algumas evidências  de um dinamismo  torpedeado  durante meses  pelas previsões de  fiasco da Copa  e de quem apostasse no seu sucesso:  

1) Faturamento médio das empresas de turismo cresceu 7,1% no 1º trimestre –antes mesmo de começar a Copa.  Levantamento do Ministério do Turismo, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostra que a área de turismo receptivo cresceu 14,7%, agências de viagem e parques temáticos, mais 9,6% de faturamento e setor de  hotelaria, mais 9% no período.

2)Mais de  600 mil estrangeiros  vieram  para o Mundial, além de 3,1 milhões de brasileiros que vão se deslocar  para as 12 cidades-sede  dos jogos. A previsão é de que os gastos do conjunto somem R$ 6,7 bilhões (Valor)

3)Bons negócios com a Copa elevaram em 16% os planos de investimento do setor de turismo para o 2º trimestre.

4)Em média, a projeção dos 80 maiores conglomerados de turismo do país é de um crescimento da ordem de 6,5% este ano.

5) Para quem acreditou no fiasco vaticinado pela mídia, o sucesso inesperado do evento trouxe gargalos por falta de capacidade de atendimento. Sintomas: em Brasília,  segundo o jornal Valor, ‘restaurantes do Pontão do Lago Sul  já não têm chope –“os colombianos tomaram tudo", diz um garçom ouvido pelo jornal.  Em Fortaleza, sobraram poucas opções  no cardápio de restaurantes  na avenida Beira Mar, relata o mesmo jornal que engole agora o pessimismo estampado em sua linha editorial por  meses: ‘ Lá, a culpa era dos mexicanos, segundo a garçonete’.

6) A subestimação da demanda atingiu até  a prosaica produção de  brindes, que se deixou contagiar pelo jogral derrotista.  ‘Nos aeroportos de São Paulo e Brasília, por exemplo, produtos como chaveiro do Fuleco, o mascote da Copa, já estão em falta’, admite o mesmo Valor, sem explica o motivo.

7)Fogo de palha? Não é essa a percepção de quem está na linha de frente dos acontecimentos. Hotéis, bares, restaurantes e agências de viagens afirma  que o Mundial proporcionará outros ganhos, nem sempre mensuráveis.: ‘a experiência de receber turistas de todas as partes e a superexposição do país no exterior são alguns desses legados que ficam para as empresas e deverão reverberar por muitos anos’ (Valor).

8)No dia de abertura da Copa, no Itaquerão, na zona leste de São Paulo, a capital paulista tinha 76,6% de suas vagas de hospedagem ocupadas ; 93% dos restaurantes e bares dos bairros Bela Vista, Jardins e Pinheiros festejavam o movimento;  98,7% das mensagens sobre a cidade postadas nas principais redes sociais foram positivas. Durante a partida Brasil e Croácia, foram publicados 12,2 milhões de comentários sobre o jogo somente no Twitter.

9) Em apenas três dias , de 12 a 15 de junho, na abertura da Copa, segundo a Visa, visitantes internacionais movimentaram US$ 27 milhões com seus cartões, alta de 73% em relação ao mesmo período do ano .

10) Por fim, diz Walter Ferreira, assessor da presidência do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur),enquanto a bola rolar, o Brasil concentrará as atenções de 3,6 bilhões de espectadores, quase metade da população mundial. ‘ O evento terá o poder de quebrar estereótipos e revelar ao mundo um país moderno, com empresas globais importantes, que investe em ciência de ponta e que tem um povo acolhedor e alegre.  A cena dos jogadores holandeses abraçando brasileiros em Ipanema, por exemplo, ou as inúmeras cenas de confraternização entre os torcedores contagiam o mundo. Este é o nosso maior legado de imagem’, diz Ferreira (Valor)

sexta-feira, 21 de junho de 2013

TWITTER DA GLOBO CONVOCOU O GOLPE No tweeter da Globo, às 16:36, para 4 milhões de seguidores.


Em nenhuma Democracia do mundo o sinal da Globo continuaria no ar, depois da cobertura desta quinta-feira.

Clique aqui para ler “Democracia made in Brazil – pode quebrar à vontade !”.


Paulo Henrique Amorim

O vácuo político é estufa da direita












A demora em agir é sempre a pior das ações, nos momentos de crise.
O governo brasileiro parece, é inevitável dizer, ter uma crise de bulimia política.
Não age, apenas reage.
E, assim mesmo, tardia e timidamente.
Parece ter vergonha de dizer a verdade, porque a verdade não é agradável a seu convívio – necessário – com as forças conservadoras.
Assim, perde a hora, a cada hora.
O que mais está enfraquecendo o poder legítimo e escolhido pela população nas ruas não é a manipulação da mídia, a ação – cada vez menos encoberta – da direita  e o já indisfarçável golpismo que tira carona num movimento que, agora, virou um “anticorrupção” genérico.
O que mais nos imobiliza e fragiliza é a incapacidade – ou melhor, o temor – em se comunicar com a população, em se mostrar como é, o que está fazendo, porque está fazendo e a quem está defendendo e, por conseguinte, a quem está contrariando.
Desde quando podemos temer falar com clareza ao povo que nos levou ao Governo e em nome do qual estamos lá? Desde quando podemos ter receio de falar aos que estão na rua e aos que não estão e, de casa, assistem “36 horas por dia” as imagens, ao mesmo tempo convidativas e apavorantes de um Brasil em caos?
Sem polêmica, não vou cansar de falar, só a direita faz política.
Ela, se precisar, tanto baixa o cassetete nos manifestantes quanto leva uma garrafa de gasolina para ajudar a incendiar carros. Não tem escrúpulos nem pruridos em derrubar um governo eleito, que dirá com essas “quinquilharias”.
Nós, ao contrário ,parecemos estar centrando nosso pensamento em em nos comportarmos como “ladies and gentlemens”, usando roupas de veludo e luvas de pelica em meio aos confrontos.
Não vamos sair dessa esperando, esperando, esperando e tentando agradar todo mundo.
Isso está longe, muito longe de dizer que a saída é com bordoada ou tropa de choque. Foram estes métodos que, por ação de homens da direita, como Alckmin e Cabral, transformaram um movimento pequeno e legítimo como tantos outros já aconteceram em manifestações imensas, atraindo uma geração à qual dissemos que não era mais preciso ir às ruas, porque estávamos no Governo.
O relógio está correndo mais rápido que o tempo convencional. Inútil dizer que é perigoso haver precipitação. Porque não é a precipitação, mas a procrastinação o que está criando, mais que riscos, uma ameaça concreta de golpismo.
Se não precisamos de governo, de congresso, de organizações sociais, de bandeiras políticas, para que respeitar os resultados de uma eleição e de uma escolha do povo brasileiro?
As ruas revogaram a eleição, dirá a mídia, quando lhe convier.
E, talvez, aponte uma saída “democrática”, como fez com as 24 horas de poder de Ranieri Mazzili, o presidente da Câmara  em 1964, “limpando” democratica e institucionalmente a cadeira presidencial para que nelas se sentassem os militares.
Aliás, a própria mídia já construiu um pretendente e “paladino da moralidade” para o papel.
De outra forma, como estariam sendo tão lenientes com os mascarados que incendeiam ou transformando em “massas” qualquer grupinho que se disponda a fechar uma estrada ou depredar um prédio?
“Ah, é excesso, mas isso é a revolta popular”…
Não, a direita, o golpismo, o seu desejo autoritário de recobrar o poder que as urnas, há mais de uma década, lhe negam não acabaram.
As senhoras da Marcha com Deus, pela Família também era muito simpáticas e civilizadas.
Por detrás delas, vieram os cães da repressão, os assassinos, os tiranos e a noite que sufocou o povo brasileiro.
Ou alguém acha que a gurizada que está nas ruas tem um projeto de “poder popular” e “moralização da política”. Podem até, difusamente, ter este desejo, mas não um projeto de poder.
Seremos, mais do que fracos, como fomos em 64, covardes, se não dissermos que este é um jogo de poder que nada tem a ver com os sentimentos respeitáveis de seus figurantes.
Temos de falar, e falar logo,  Com altivez, com energia, sem deixar de lado o espírito democrático e rebelde que sempre nos animou.
Falar com as vozes que nos representam e simbolizam perante o povo brasileiro.
Falar com a força cortante da verdade, porque só a verdade nos fará fortes.
Falar, como quem respira e enche os pulmões de ar.
E que, por isso, não será sufocado.
Por: Fernando Brito

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

SERRA ESCULACHADO. JA VAI TARDE...DEMOROU..

Vá se tratar, candidato Serra!



Leia manifesto que será enviado ao candidato do PSDB a prefeito de SP, José Serra. Se você concordar com seus termos, deixe comentário de apoio
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Senhor José Serra,
Quem lhe escreve não é só o signatário deste manifesto, mas a maioria de um povo que o elegeu prefeito de São Paulo em 2004 e que, em 2008, atendeu indicação sua e votou em Gilberto Kassab. Trata-se de uma maioria de 52% do eleitorado paulistano que, em recente pesquisa do instituto Datafolha, diz que não repetiria aqueles votos “de jeito nenhum”.
O senhor deve – ou deveria – ter ficado surpreso com essa pesquisa. Afinal, por que kassab, o prefeito que os paulistanos rejeitam, tem “só” 42% de rejeição e o senhor tem 52%?
A sua rejeição, candidato, cresce mais do que a do governante que São Paulo não suporta mais porque este ao menos fica de boca fechada, enquanto que o senhor aparece todo dia na televisão exaltando uma administração sobre a qual a opinião da maioria dos paulistanos ficou evidente na pesquisa em questão.
Claro, candidato, que o senhor dirá que sou apenas um “petista” e me mandará “para o Haddad”, assim como tem feito com tantos jornalistas e repórteres os quais, à menor pergunta incômoda, o senhor destrata e humilha. E, mais claro ainda, dirá que se alguém que o rejeita como eu lhe dá um conselho, este deve ser seguido ao contrário.
Engana-se, senhor candidato. O senhor deveria me ouvir. Digo-lhe, com pureza d’alma, que, para quem não quer que o senhor vença a eleição, sua conduta truculenta e mal-educada é bem-vinda, pois com ela a sua imagem se deteriora a cada dia. Todavia, tal conduta, ainda que suicida, esbofeteia São Paulo.
De sábado para cá, senhor Serra, tomei metrô duas vezes. A seguir, relato a diferença de sua propaganda para a vida real.
Na primeira, a composição chegou à estação “rateando”, aos solavancos, bem devagar. Os passageiros entraram nos vagões lotados, um calor desgraçado, ar-condicionado defeituoso. O condutor fechou as portas e o trem continuou parado. Minutos depois, seguiu viagem até a estação seguinte, quando o condutor, pelo alto-falante, mandou todo mundo descer.
Naquele momento, candidato, centenas de pessoas saíram protestando, ouviam-se gritos de “olha a propaganda do Serra aí, gente!”.
Na segunda viagem de metrô de sábado para cá, agora em horário de pico, após esperar a passagem de QUATRO trens, consigo embarcar. O mesmo calor, o mesmo ar-condicionado quebrado ou insuficiente. Uma senhora passa mal. Mais protestos. Novamente ouvem-se gritos sobre a sua propaganda que mostra um metrô que ninguém jamais viu.
Na região da Avenida Paulista, não se consegue andar cem metros sem ser abordado por um pedinte – em geral, crianças – ou sem tropeçar em algum morador de rua desfalecido no chão, seja por drogas, seja por álcool, seja pelo torpor de problemas mentais.
Nos semáforos, crianças ou esmolam ou tentam roubar os motoristas. São milhares de crianças abandonadas por toda cidade. Famílias inteiras dormindo ao relento. Favelas surgindo em qualquer terreno, inclusive nos bairros para os quais o senhor dá prioridade, os bairros ditos “nobres”.
Na extremidade Sul da avenida paulista, na avenida Bernardino de Campos, ao lado da igreja de Santa Generosa, surgiu uma favela onde, antes, era um estacionamento. As famílias vivem lá sem água encanada, sem luz, sem esgoto, em uma situação horrorosa. Já aparecem por lá tipos mal-encarados em conduta suspeita.
Dia desses, crianças desse “acampamento” começaram a tentar assaltar motoristas no semáforo da esquina, abertamente. Crianças pequenas, adolescentes, candidato…
Na madrugada de sábado para domingo, ainda no Paraíso, durante a madrugada, um tiroteio, gritos, sirenes, correria.
Poderia dizer da Saúde, da Educação, de tudo mais que está em estado de miséria na capital paulista, mas estaria chovendo no molhado.
A quase totalidade dos paulistanos sabe do desastre em curso na cidade, à exceção do senhor mesmo e de uma parcela do eleitorado que não raciocina porque se deixou engabelar por sua estratégia de ficar citando “mensalão” e José Dirceu em vez de nos dar alguma satisfação sobre tudo isso.
O senhor, candidato Serra, poderia ter a decência de parar de ficar falando em assuntos que nada têm que ver com a administração de São Paulo, como o julgamento do mensalão e o ex-ministro José Dirceu, e se ater ao que nos interessa, aos paulistanos, que é a administração da cidade. Até porque, todos já perceberam que sua conduta não passa de escapismo.
Não, não tenho esperança de que o senhor venha a se sensibilizar com este apelo para que adote uma conduta menos acintosa ao povo que o elegeu tantas vezes, mas tenho certeza de que, ao lhe escrever este texto, expresso opinião majoritária de uma cidade que está sendo reiteradamente esbofeteada por suas estratégias políticas.
A rejeição de que o senhor padece, repito, é maior do que a de seu preposto, Kassab, porque o senhor fala mais do que ele, que não dá satisfação a ninguém, e trata as queixas como se fossem produto de falta do que fazer. A campanha vai terminando sem que o senhor tenha reconhecido um único problema, limitando-se a exaltar o que a maioria diz que está péssimo.
Além disso, candidato, venho fazer outro apelo. Este, de cunho pessoal. Peço para que procure ajuda psicológica. Digo isso após ouvir resposta que o senhor deu em entrevista à rádio CBN, quando, perguntando sobre como combater violência nas escolas, disse que pretende identificar, entre incontáveis milhares de estudantes, os que possuam “potencial criminoso”.
Candidato, estamos falando de crianças e adolescentes que, mais do que autores, são vítimas da violência. A sua proposta, candidato, a exemplo de tantas outras, é uma sandice – na verdade, parece produto de sério desequilíbrio mental.
Como o senhor irá identificar “potencial criminoso” entre os alunos da rede municipal de ensino? Pela cor da pele? Pelo vestuário? E, uma vez identificado o “criminoso em potencial”, como o senhor irá tratá-lo? Aliás, uma pergunta: a ciência já descobriu como detectar “potencial criminoso” em milhares e milhares de crianças e adolescentes?
Certamente, candidato, ainda não é possível fazer o senhor entender que sua obsessão com “mensalão” e José Dirceu não lhe trará votos entre uma população que pede propostas para melhorar o que o senhor mesmo fez piorar. Todavia, depois que São Paulo chutar o seu traseiro no próximo domingo, sugiro que reconsidere a sugestão de ir se tratar.
Atenciosamente,
Eduardo Guimarães

quarta-feira, 16 de maio de 2012

A prova de que a tragédia no metrô de SP era previsível

Ontem, 15 de maio, este blogueiro “sujo”, “primário” e “robótico” teve que fazer algo que tenta evitar a todo custo: usar o metrô de São Paulo. Por volta das 19 horas, na plataforma, no sentido Jabaquara, havia milhares de pessoas se espremendo.
As que estavam na beira da plataforma, um empurrãozinho e cairiam nos trilhos. Os trens se sucediam em velocidade impressionante, mal saía um e já chegava outro, deixando ver que aquele fluxo era perigoso.
Dentro do trem, espremido, quase sem conseguir respirar, enervei-me e falei alto:
– Gente, vocês não acham que o povo de São Paulo deveria se revoltar e votar direito para tentarmos mudar esta situação absurda?
As pessoas pareciam conformadas. Nem me deram bola. Ninguém respondeu. O conformismo do paulistano com o sofrimento a que se submete todo dia é patente. As pessoas são tratadas pelos governos estadual e municipal como lixo e nem se dão conta.
Saindo do trem do inferno, digitei no Twitter, via celular, a seguinte mensagem: “Vocês que não são de SP não têm como entender do que se trata a situação do metrô, aqui. Fazia alguns meses que não usava. Nem sei descrever”
Mais tarde, a mensagem profética: “Ainda vai acontecer uma desgraça no metro de SP. E o povo continua votando com o intestino. SP é um caso perdido”
Alguns leitores comentaram no Twitter a malfadada “profecia” que tenho o desprazer de ver se concretizar.

Como já disse várias vezes, não tenho bola de cristal nenhuma. Aliás, nesse caso, muita gente já deve ter previsto o que previ, ainda que sem essa precisão fortuita e trágica. Até porque, como o povo de São Paulo não reage, prever desgraças, aqui, é até covardia de tão fácil.
Concluo com outra previsão: Serra, Alckmin e a mídia vão dizer que é sabotagem do PT ou culpa do governo federal.
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Da Folha Online
Dois trens batem na linha 3-vermelha do metrô em SP; circulação é parcial
Dois trens bateram na linha 3-vermelha do metrô por volta das 9h50 desta quarta-feira. Uma das composições que se envolveu na batida permanece parada entre as estações Penha e Carrão (zona leste de São Paulo), onde ocorreu o acidente. Segundo o Corpo de Bombeiros, 33 pessoas ficaram feridas –não há registro de vítimas graves.
Os trens envolvidos na batida estavam trafegando no sentido Palmeiras/Barra Funda. A colisão fez com que passageiros caíssem.
Equipes permanecem no local para socorrer outras possíveis vítimas. A reportagem flagrou uma mulher de 36 anos que teve ferimentos no rosto e nas costas.
Passageiros que estavam dentro dos vagões relataram à reportagem que após a colisão não houve nenhum aviso por parte do condutor do trem do que havia acontecido por mais de 20 minutos.
Desesperadas, as pessoas usaram os botões de emergência e desceram na passagem lateral aos trens. As vítimas estão sendo socorridas por agentes de segurança do próprio Metrô, Corpo de Bombeiros e Samu.
O aposentado Sadao Ishii, 60, contou que ao contrário das outras pessoas que estavam na mesma composição que ele, conseguiu manter-se de pé. “Ouvi um impacto forte, segurei firme e consegui não cair, mas quebrei meu óculos”, conta, ferido com cortes do rosto.
A consultora de feng shui Hortência del Bianco, 57, tinha um hematoma grande no rosto e caminhava junto com os outros passageiros a caminho da estação Carrão. “O trem já vinha lento, de repente ocorreu uma pancada forte, mas o trem continuou fechado meia hora sem nenhum aviso”, disse.
Um adolescente de 17 anos disse que logo após a batida muita gente ficou desesperada e chorava dentro dos vagões. “Foi tudo muito rápido, fiquei super assustada, todos estavam chorando.”
Com a batida, os trens estão circulando apenas entre as estações Palmeiras/Barra Funda e Tatuapé. Para atender o restante da linha, o metrô acionou o serviço Paese, com ônibus gratuitos.
As causas do acidente estão sendo apuradas. A empresa afirmou que o problema deixa as linhas 1-azul, 2-verde com velocidade reduzida e maior tempo de parada.
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Soninha Francine desdenha do acidente no Metrô via Twitter

Do portal R7

Acidente de metrô em São Paulo deixa feridos na manhã desta quarta-feira (16) e causa tumulto na zona leste da cidade, além de complicar a vida de muita gente. No Twitter o tumulto também é grande, mas aí a culpa é de Soninha Francine, ex-apresentadora de TV e pré-candidata à prefeitura de São Paulo.
Soninha claramente soltou um tuíte sem pensar. Ela escreveu o seguinte:
- Metro caótico, é? Nao fosse p TV e Tuíter, nem saberia. Peguei Linha Verde e Amarela sussa. #mtoloco.
Uma bobagem dessa causou frisson na rede social. Quase que imediatamente as hashtags #mtoloco, #sussa, #A Soninha entraram nos assuntos mais comentados. Claro, ela deu a entender que se não fosse pela barulho causado pelo povo na internet ninguém nem saberia o que estava acontecendo.
Bom, vendo por esse ângulo, então ainda bem que existe o Twitter e a TV, certo?
Alguns minutos mais tarde, Soninha tentou se explicar e escreveu:
- Helloooo, metro zoadaço mas, apesar do M.Vila Madá avisar “velocidade reduzida”, estava normal qdo peguei. Q eu posso fazer?
Aí já era tarde. O tiro saiu pela culatra e a moça foi avacalhada na internet.
É um daqueles casos em que um #calabocaSoninha cairia bem. Até para ela mesmo.
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Mulher acusada pela Veja de ser robô decide fechar conta no Twitter
A carioca de 59 anos que usa no Twitter o perfil Lucy_in_Sky_ está apavorada com a exposição a que foi submetida pela revista Veja, que a acusou de ser um robô que tuíta mensagens a mando do PT. Ontem, nervosa, procurou-me e lhe dei um conselho. Veja, abaixo, a conversa