Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Neoliberalismo século XXI?

Emir Sader


 

 

 

 

 

 

 

 

 

O neoliberalismo do século XX foi uma tragédia. Um neoliberalismo do século XXI seria uma nova tragédia e uma farsa.

por Emir Sader

O neoliberalismo surgiu com o diagnóstico de que a economia capitalista deixava de crescer por excesso de regulamentações. “O Estado não é uma solução, é o problema”, não se cansou de proclamar Ronald Reagan. O que seria problema no Estado seria o excesso de limitações à livre circulação do capital. Liberado desses entraves, o capital voltaria a investir, a economia a crescer e todos voltariam a ganhar.

Porem Marx dizia que o capital não está feito para produzir, mas para acumular. Se ele ganha mais na especulação do que na produção, ele se transfere maciçamente para a especulação. Que foi o que aconteceu em escala mundial, fazendo do capital financeiro, na sua forma especulativa, o setor hegemônico no capitalismo, conforme o modelo neoliberal foi se impondo em escala mundial.

Na América Latina, a crítica ao Estado – que abre caminho para o neoliberalismo – se fez em torno da inflação. Ela foi transformada no problema central das nossas sociedades pela propaganda neoliberal, valendo-se de que a crise da dívida de final dos anos 1970 e começo dos anos 1980, acelerou os desequilíbrios econômicos e, com eles, a inflação.

As candidaturas e os governos providenciais que se valiam do combate à inflação voltaram todas suas baterias contra o Estado porque afinal de contas é o Estado quem, com as contas desequilibradas, gasta mais do que arrecada e emite mais moeda do que a criação de riqueza, gerando inflação. Terminar com a inflação a todo custo levou a Carlos Menem, depois de crises de hiperinflação, a decretar a paridade entre o peso e o dólar, como se fosse possível fazê-lo por decreto. Se estancava a hemorragia, mas ao preço de terminar com a vida do paciente, que foi o que aconteceu com a mais grave crise a historia argentina, entre 2001 e 2002, quando explodiu a paridade e o país se viu jogado na miséria.

FHC subiu nessa onda, com seu Plano Real, que lhe permitiu se eleger e reeleger como presidente do combate à inflação. Ele usava um mote com raízes na realidade: a inflação é um imposto aos pobres que, quanto mais avança o mês, mais perdem seu poder aquisitivo, enquanto outros setores se defendem o até ganham com a inflação. E esta havia realmente ficado fora de controle, sem chegar à hiperinflação pelos mecanismos de indexação que existiam na economia brasileira.

Daí veio o sucesso do governo de FHC, sua eleição e reeleição. Porém, nao distribuiu renda, promoveu a desigualdade e a exclusão social, levou à quebra da economia brasileira, transferindo a inflação para dívida pública, que aumentou mais de 10 vezes no seu governo. Assinou três leoninos acordos com o FMI, com todas suas implicações econômicas e sociais, jogando o país numa estagnação profunda e prolongada, de que só saímos no governo Lula.

Este não apenas conseguiu retomar o crescimento econômico, como o fez com distribuição de renda e saída dos endividamentos com o FMI. Se FHC já havia sido derrotado pela incapacidade de eleger seu sucessor, a consagração do modelo levado a cabo por Lula fez da imagem de FHC uma das mais desgastadas no país.

Como é possível que agora o Brasil esteja sob o risco de um novo ciclo neoliberal? Sem ir às discussões dos erros do governo e da esquerda em geral – incluindo os movimentos do campo popular -, é preciso destacar a monstruosa campanha que a mídia monopolista privada desenvolve contra o governo há anos, preparando um cenário como o atual.

Para criar um clima que necessitaria soluções neoliberais – como corte dos salários, elevação do desemprego, redução a um mínimo dos bancos públicos, duro ajuste fiscal – foi necessário criar um pais fictício, em que a inflação de 6% ao ano foi tornada um clichê de “descontrole inflacionário”. Sem este mote seria impossível elaborar o programa de ajuste da direita. Associado ao diagnóstico absurdo de que seria um salario mínimo alto que brecaria a retomada da expansão, fica pronto o cenário para as medidas impopulares que Aécio anuncia.

Da primeira vez, no governo FHC, o neoliberalismo foi uma tragédia. Desta vez seria uma farsa, porque nem sequer o descontrole inflacionário existe. Foi em nome dele que FHC fez os ajustes que levaram ao Estado mínimo, às privatizações, à abertura escancarada da economia ao mercado internacional, a precarização das relações de trabalho, entre outras medidas antipopulares. Agora, nem sequer o detonante – o descontrole inflacionário – existe. Seriam medidas tomadas a frio, contra os salários, contra o nível de emprego, contra os bancos públicos, contra o papel regulador do Estado, contra a política externa soberana, contra a exploração do pré-sal pelos e para os brasileiros.

A crise profunda e prolongada da economia na Europa, no EUA, no Japão ou, aqui mesmo, a situação catastrófica do México, confirmam o que o neoliberalismo pode prometer para os países no século XXI.

O neoliberalismo do século XX foi uma tragédia. Um neoliberalismo do século XXI seria uma nova tragédia e uma farsa.

sábado, 27 de setembro de 2014

NOBEL DÁ RAZÃO A DILMA CONTRA URUBÓLOGA

Stiglitz e Dilma: se os fatos não comprovam a teoria, eles mudam os fatos !


Sugestão do amigo navegante Piu-Piu


O amigo navegante talvez se lembre do Mau Dia Brasil em que os “entrevistadores” interromperam a Dilma a cada 16”.

(Conseguiram superar o frenesi do William Bonner, que tomou 40% do tempo da entrevista com seus editoriais em forma de perguntas – inúteis.)

No tal Mau Dia, a PhD pela Universidade Municipal de Caratinga (está no ABC) confundiu a época.

Ela pensa que a Alemanha da Merkel é a Alemanha do Adenauer, no retumbante sucesso do pós-Guerra com o dinheiro a jorrar do Plano Marshall americano.

Afinal, nem tudo se ensina na UM de Caratinga.

A PhD só faltou pular na presidencial jugular para demonstrar que a Alemanha, hoje, com o programa de asfixiante austeridade, cresce chinesamente !

Quando lhe concediam tempo para participar da entrevista, Dilma tentou ponderar que não era bem assim, que os fatos não mentem.

Nessa sexta-feira (26/09) , numa entrevista em Brasília, ela revelou a sua perplexidade com a tentativa de esconder os fatos: a Alemanha está numa draga monumental, segundo os fatos produzidos pela própria Alemanha !

Fatos são fatos, disse ela !

Pois é, quando os fatos atrapalham a teoria, mudam-se os fatos, diz o adágio que Joseph Stiglitz menciona em seu notável artigo “Os cadáveres da austeridade europeia”.

Stiglitz é Prêmio Nobel de Economia, o que não lhe dá, porém, credenciais para contestar a Urubóloga, o mais brilhante pensador neolibelês que o Brasil conseguiu produzir.

Mas, mesmo assim, vale a pena reter alguns pontos centrais  do que diz o insignificante Stiglitz…

- Angela Merkel da Alemanha e outros lideres europeus pró-austeridade – aqui chamados de “idiotas do tripé” – continuam a negar a realidade.

- A austeridade (ou seja, o tripé da Bláblá, do aeroporto do Titio e da PhD de Caratinga) – é um fracasso !

- (Os parvos do tripé)  dizem que, como a economia não está mais entrando em colapso, a austeridade deve estar funcionando.

- É o mesmo que dizer que se jogar de um despenhadeiro é a melhor forma de descer a montanha, porque, dessa forma, a queda deixa de acontecer.

- A recuperação eventualmente virá; o problema é saber quando.

- A austeridade é um desastre consumado. Cada vez fica mais claro que as economias da União Europeia estão estagnadas, se não for uma recessão, com desemprego alto e renda per capita inferior à de antes da crise de 2008.

- Mesmo nas melhores economias, como a da Alemanha, o crescimento desde 2008 tem sido tão lento, que, em qualquer outra circunstância (sem o apoio da Urubóloga – PHA) a Alemanha seria considerada um desastre também.

- Nos países mais atingidos, como a Espanha e a Grécia, a situação é de depressão econômica. Uma em cada quatro pessoas está desempregada. 50% dos jovens não conseguem emprego.

- Assim, defender a austeridade é como o barbeiro medieval para que o sangramento funciona porque o paciente não morreu – ainda.

- O produto europeu é mais de 15% abaixo do que seria sem a crise de 2008. É uma perda acumulada de US$ 6,5 trilhões (mais de duas vezes o GNP do Brasil ! – PHA).

- A Alemanha está obrigando os outros países a seguir políticas econômicas que enfraquecem suas economias.

- Três anos atrás, o eleitor da França votou para mudar de rumo. Mas, o assim chamado partido socialista francês (aqui também tem um partido socialista inscrito entre os parvos do tripé – PHA) está reduzindo os impostos das empresas e cortando gastos – receita garantida para enfraquecer a economia.

- A esperança é que cortar impostos de empresas estimule o investimento.

- Mas o que impede a Europa e os Estados Unidos de crescer é a falta de demanda (que aqui abunda, com licença da má palavra – PHA).

(Lembram quando o Dudu dizia que ia cortar o consumo ? Esses socialistas não podem ver um jatinho … PHA)

- A Itália está sendo encorajada a acelerar a privatização (que aqui resultou na Privataria - PHA). Mas, o primeiro-ministro Renzi teve o bom-senso de reconhecer que vender ativos nacionais a preço de banana (como o FHC fez com a Vale – PHA)  não faz nenhum sentido (o Cerra venderia o Coliseu à Disney – PHA).

- A privatização do sistema de previdência social, por exemplo, demonstrou ser muito caro. O sistema previdenciário mais privatizado do mundo, o americano, é o menos eficiente do mundo.

(O FHC incumbiu o André Haras Resende de preparar a privataria da Previdência, no modelo do Chile de Pinochet. A eleição de Lula em 2002 interrompeu a sangria … – PHA)

- Embora os fatos demonstrem que a austeridade no funciona, ela continua a se espalhar. A Alemanha e outros falcões dobraram a aposta, jogando o futuro da Europa numa teoria desmoralizada há muito tempo.

(Aqui, na Colônia, ainda a levam a sério – PHA).


Tradução livre de Paulo Henrique Amorim


domingo, 10 de agosto de 2014

O chão mole de Aécio

Imagem: Opedeuta

Por: Saul Leblon do Site Carta Maior

Enredado em dissimulações o tucano tem dificuldades e já constrange as audiências, que viam nele um biombo para o retorno dos heróis do mercado.

 À  medida em que a campanha  presidencial supera a fase alegre dos consensos, ancorada  em sorrisos e manchetes de credibilidade equivalente, o bicho pega.

As pesquisas de intenção de voto exalam um cheiro de queimado e a fumaça ondula na direção do  palanque conservador.

Exceto na hipótese de um novo escândalo inoculado pela mídia, a dúvida confidenciada em fileiras de bicudos e graúdos carrega nervosa pertinência.

De onde, afinal,  Aécio e assemelhados  vão  extrair o fôlego que as pesquisas lhes sonegam,  se meses e  meses de exposição exclusiva e esfericamente favorável  na mídia não foi capaz de lhes proporcionar o estirão previsto na preferência nacional?

A partir do dia 19, a propaganda eleitoral  abre uma trinca nesse monólogo.

Faz mais.

Temas cruciais para o desenvolvimento brasileiro,  como a redução da desigualdade, o futuro do salário mínimo,  a desindustrialização,  passam a  exigir um posicionamento claro de quem pretende chegar competitivo às urnas de outubro.

Na boca de Aécio Neves  eles queimam como batata quente.

A dificuldade  de discorrer com clareza sobre  esses itens revela dois flancos mortais em uma disputa presidencial.

De um lado, a fragilidade  de um projeto que  não pode se explicar honestamente ao eleitor, sob pena de evidenciar seu conteúdo antissocial .

De outro, o chão mole mais incomodo do palanque conservador: seu próprio candidato. Visto com entusiasmo como um biombo para o regresso dos heróis do mercado a Brasília, o tucano às vezes soa como um piano difícil de escutar e de carregar.

 Enredado na teia da dissimulação Aécio Neves tem dificuldades evidentes com a consistência.

Expor como enxerga e de que modo  pretende equacionar os grandes gargalos brasileiros é uma tarefa acima de suas possibilidades.

Sua incapacidade de discorrer mais que alguns  segundos sobre um mesmo assunto, depois de  esgotar o estoque de lugares comuns,  começa a constranger  as audiências mais receptivas.

Em encontro recente com industriais,  promovido pela CNI, o desconforto  na plateia era mais denso do que a enorme boa vontade com o jovial neto de Tancredo.

Mesmo lendo, ficou flagrante que debulha  uma espiga adversa  quando se trata de discorrer sobre o país, seus flancos e suas possibilidades.

Não é  sua praia. Aécio é mais afeito à ligeireza do que ao manejo das grandes agendas nacionais.

Lula, que hoje tem o Brasil na palma da mão,  faiscava em 2002 uma experiência  de vida riquíssima, coisa  que o mineiro tampouco possui.  Da boca do metalúrgico  emergia o arranque sofrido de milhões de personagens e sonhos de um Brasil quase ausente do repertório  dominante.

Do esforço de Aécio se ouve uma versão empobrecida da narrativa gordurosa, monótona e burocrática dos editoriais conservadores.

Dilma não tem a vivência popular de Lula. Mas dispõe de uma densidade técnica e intelectual , ademais do domínio e da experiência no manejo da máquina do Estado,  da economia e da infraestrutura nacional,  que a singularizam de imediato aos olhos do observador isento.

Mas sofre uma restrição séria do ponto de vista dos donos do país:

‘Dilma? Esta não é para amadores. “Não adianta achar que ela vai querer te ajudar. Ela não ajuda ninguém. Você tem que fazer por onde convencê-la que seu projeto se encaixa nas prioridades do governo. Lula era mais sensível a argumentos como o risco de demissões e o esforço na construção de uma solução de consenso. Dilma só cede à racionalidade econômica e republicana”, reclamavam titãs do mercado no jornal Valor,  na semana passada (01/08/2014)

 Aécio é o próprio jogo. Mas o placar não anda com ele. O  discurso linear, desprovido de ênfase,  sucedido de  improvisos jejunos, revelam cada vez mais a natureza fraudulenta do produto que a mídia vende como sinônimo de ‘mudança’.

A plutocracia não desistirá. As doações jorram.

Não espanta.

Assim ocorreu  também na promoção de outro simulacro, em 1989, fruto da mesma determinação  omnívora:  ‘tudo , menos o PT’.

Nesta 5ª feira, Aécio  foi levado pelo impoluto Paulinho ‘Boca’, da Força,  para conhecer a classe operária, na zona norte de São Paulo.

O candidato aproveitou o pano de fundo e sapecou uma do estoque de bolso:  ‘País vive hoje a maior crise de desindustrialização da sua história’.

Teve o azar de ser cobrado  em seguida sobre um tema pedestre: sua política de reajuste para o salário mínimo.

A batata quente fumegou na boca.

‘Vou assumir o governo e, de posse de todas as informações que eu tiver, vou valorizar o trabalhador brasileiro’,  arriscou franzindo o cenho como se suplicasse : ‘Emplacou?’ .

Quase na mesma hora, um de seus formuladores, o economista  Monsueto  Almeida, um centurião da guerra contra o gasto público, dizia  à Reuters, por escrito: ‘Se for eleito, o governo Neves terá como objetivo acabar com o populismo monetário (...) e voltar a uma taxa livre de câmbio flutuante’.

O que  exatamente significa  adotar o câmbio livre num  mundo imerso em um dilúvio de liquidez?

Depois de quase sete anos de colapso da ordem neoliberal,  os fundos  internacionais de investimento e de pensão tem 31% mais dinheiro do que o saldo anterior à crise; uma bolada equivalente a 75% do PIB mundial.

As opções de investimento em contrapartida evoluíram na direção inversa.

Há mais de um ano, o governo brasileiro intervém no câmbio.

É um pouco como enxugar gelo. Mas é indispensável  para impedir que o ingresso de capitais  especulativos  (atraídos pelas maiores taxas de juros do planeta –concessão de Dilma ao mercado aecista) deprimam o valor do dólar.

Caso contrário,  as importações matariam de vez a indústria local.

Aí vem o assessor de Aécio. E anuncia o programa do PSDB para a área cambial: a ‘livre flutuação da paridade’, um fermento  à desindustrialização .

De novo, o candidato não consegue ou não pode falar sobre o que  pretende  com o Brasil.

Para um conservadorismo hesitante diante da fraqueza de seu pupilo resta a esperança de torna-lo um adereço ornamental.

‘Aécio delega’, retrucam  muxoxos  sob um  piano que começa a pesar  justamente  na escalada de uma eleição que entra na etapa da conquista  da credibilidade.

É fato: delegar, o mineiro  delega. É uma  questão de sobrevivência . O problema agora  é  esconder do eleitor os portadores dessa delegação.

Em caso de vitória, um coringa de estimação dos mercados assumiria as rédeas da economia com carta branca para agir, confidenciam bicudos do PSDB.

Armínio Fraga seria o presidente da república do dinheiro. Aécio o seu suporte legal.

O que Armínio fez ao assumir o BC, em março de 1999, que o credenciou aos olhos da plutocracia para ser esse Napoleão dos bastidores, a mão invisível dos mercados tropicais?

Vale recordar.

Fernando Henrique  acabara de ser reeleito para um segundo mandato e decretara uma maxidesvalorização de 30%, em 19 de janeiro de 1999.

O Real fazia água.

Uma semana depois da máxi que esfarelou o engodo da moeda forte,  a fuga de capitais havia reduzido as reservas brasileiras a US$ 30 bilhões, o equivalente às da Argentina hoje, denegrida como nação irresponsável pelo colunismo conservador e por fundos abutres.

As  expectativas de inflação oscilavam de  20% a 50% ao ano –maior que a da Argentina.

A avalanche inflacionária, cambial e fiscal derrubaria dois presidentes do BC antes de Armínio chegar ao posto, em março.

O que fez então?

Sancionou as fronteiras delimitadas pelo dinheiro no campo de guerra.

A taxa de juro foi fixada em singelos  45% ao ano --hoje está em  11% e é, como de fato é, apontada como asfixiante.

Com Armínio, o BC  adotou o regime de metas de inflação:  a escalada dos juros  tornou-se a resposta à indisciplina dos preços.

Mais que isso.

Armínio deu assim aos detentores da riqueza, que acabavam de perder a ilusória âncora da paridade cambial, um potente escudo de juros para defender  o valor real de seu pecúlio.

Liberou o campo desse modo para  a maxidesvalorização fazer o serviço que lhe cabia: escalpelar o poder de compra dos assalariados,  sem aviltar a riqueza  dos rentistas.

Foi assim que se consolidou a transferência da âncora do plano  Real, do câmbio, para o juro.

De forma mais simples: Armínio foi o fiador do pacto histórico e carnal entre o PSDB e o rentismo.

E assim  Armínio se consagrou como  escudeiro do mercado.

O que se espera dele agora é que repita o desempenho se Aécio chegar ao Planalto.

Não necessariamente nessa ordem dos fatores. Mas com poderes até maiores que os da experiência anterior. Poderes de um presidente da república do dinheiro, repita-se.

Ao tarifaço no lombo dos assalariados,  preconizado  como o start do processo por  formuladores tucanos,  seguir-se-á    uma robusta talagada de  juros para  salvaguardar –como antes--   os endinheirados do rebote da inflação.

Uma volta extra no torniquete  fiscal  —‘’um superávit de uns 3% do PIB”—   daria à turma do mercado a certeza de que o Estado faria o arrocho necessário  para pagar  o serviço  da dívida.

O dólar flutuante de que fala Monsueto daria o arremate à obra.

Dólar barato abertura ampla às importações = nocaute nas taxas de inflação.

É o que se promete nos salões elegantes onde a conversa é desabrida, quase eufórica.

A que preço sairia o pacote?

Ao preço, entre outros,  de uma contração do parque manufatureiro, capaz de deixar saudade  ‘na maior desindustrialização da história’ denunciada hoje por Aécio.

O  saldo restante seria quitado na forma de desemprego e  depreciação salarial, reduzindo de fato o demonizado  ‘custo Brasil’.

Por isso Aécio não pode adiantar a sua fórmula de correção do salário mínimo, nem a da correção da tabela do Bolsa Família e outras miudezas sociais.

 Restaria apenas uma incógnita  colateral:  quanto sobraria do país  fora do ralo?
Deixados  à própria sorte, como advogam os ‘matadores’ à la Armínio,  os ‘ajustes de mercado’ empurram   a economia para operar  à beira do sumidouro.

Ou seja, em condições de baixa demanda efetiva e elevado nível de desemprego.

Sem prejuízo da carteira rentista.

A ração dos  juros fica assegurada pela dinâmica de um  endividamento público emparedado entre despesas fixas e receita fiscal corroída pela recessão.

O conjunto   reúne os ingredientes típicos da receita que levou o mundo ao desastre neoliberal de 2008.

A saber: empobrecimento das famílias  assalariadas,  desigualdade crescente, decadência industrial, elevado desemprego e a cereja do bolo: déficit  fiscal, de um lado, e derrocada dos serviços e investimentos públicos, de outro.

Maiores informações, consultar as contas nacionais da Espanha, Grécia, Portugal e assemelhados. Todos submetidos  à mesma terapia  acalentada aqui pela turma empenhada no desmonte da incipiente democracia social brasileira.

A ideia que desse necrológio  possa brotar uma pujante  base  exportadora equivale a acreditar que a Faixa de Gaza hoje  está mais apta  a crescer e a prosperar  do que antes  dos 28 dias de bombardeios de Israel.

Esse é o angu de caroço temperado nos bastidores da candidatura  tucana, que  Aécio Neves protagoniza mas não consegue, nem pode, verbalizar de forma palatável

A campanha, porém, ingressa numa fase em que o tucano  será instado, cada vez mais, a esclarecer suas propostas para  o presente e o futuro brasileiro.

É a hora em que as batatas queimam na boca do conservadorismo.

Pior que isso.

A hora em que o próprio Aécio se torna uma delas.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Analista do Santander plagiou outra instituição

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Demitida por texto polêmico que relacionou ameaça à economia com a reeleição de Dilma Rousseff, executiva Sinara Polycarpo copiou na integra trechos de avaliação produzida por economista do banco Fator; caso levou presidente mundial do Santander, Emilio Botín, a pedir desculpas ao governo brasileiro, e resultou na demissão de ao menos quatro pessoas

247 – O polêmico informe enviado em nome do Santander a clientes de alta renda contra a reeleição da presidente Dilma Rousseff usou frases inteiras do relatório do banco Fator, que já circulava no mercado há mais de um mês.

De um texto curto de seis frases, cinco foram copiadas parcialmente ou na íntegra, pela executiva Sinara Polycarpo, do Santander, do relatório do banco Fator, assinado pelo estrategista Paulo Gala, também professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

"A quebra de confiança e o pessimismo crescente em relação ao Brasil em derrubar ainda mais a popularidade da presidente, que vem caindo nas últimas pesquisas", dizia o texto do Santander... Se a presidente se estabilizar ou voltar a subir nas pesquisas, um cenário de reversão pode surgir ".
Já o documento do Fator destacava: "A quebra de confiança e pessimismo crescente em relação ao Brasil pode derrubar ainda mais a popularidade da presidente nas pesquisas... Se Dilma se estabilizar ou voltar a subir nas pesquisas um cenário de reversão pode surgir".

Dilma classificou a atitude do Santander de "lamentável" e "inadmissível". O caso levou o presidente mundial da instituição, Emilio Botín, a pedir desculpas públicas ao governo brasileiro. Ao menos quatro pessoas foram demitidas.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Itaú lucra por País não ter desemprego que Ilan pediu

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Balanço do banco das famílias Setúbal e Moreira Salles prova que fórmula recessiva defendida por economista-chefe e sócio Ilan Goldfajn era furada; ex-BC pediu e insistiu por cortes no mercado de trabalho; alegava que só demissões poderiam controlar inflação; na prática, política econômica de preservação de empregos fez Itaú Unibanco bater recorde de lucro no segundo trimestre, aumentar concessão de crédito e ter inadimplência reduzida; houve até margem para ganhos com tarifas cobradas dos clientes; diante do resultado de R$ 4,9 bi no período, presidentes Roberto Setúbal e Pedro Moreira Salles devem estar gratos por medidas amargas defendidas por subordinado não terem sido levadas a sério

247 – Os resultados divulgados na manhã desta terça-feira 5 pelo Itaú Unibanco, das famílias Setúbal e Moreira Salles, referentes ao segundo trimestre, mostraram o quanto foi positivo para a economia a não aceitação dos conselhos dados e repetidos, em diferentes artigos, pelo economista-chefe da instituição, Ilan Goldfajn. Também sócio do banco. O ex-diretor do BC tornou-se, no ano passado, um arauto de desemprego como forma de esfriar a economia e controlar a inflação que, segundo ele, iria corroer a capacidade de compra e de pagamentos da população, Diante dessa projeção, defendeu cortes no mercado de trabalho para que ocorresse uma normalização nas relações comerciais. Goldfajn não se alongou, no entanto, sobre o que deveria ser feito com os milhões de desempregados que seu plano produziria.

Agora, o que se vê diante dos resultados do Itaú Unibanco no segundo semestre, o que se vê é que a fórmula era mesmo inútil. Sem que tivesse sido aplicada, a instituição viu a inadimplência decrescer, aumentou a concessão de crédito, acentuou no reajuste de tarifas bancárias e, em consequência, extraiu um lucro recorde, de R$ 4,9 bilhões no período. Pelo jeito, o economista-chefe tem agora um bom momento para rever suas teorias.

Abaixo, notícia da agência Reuters sobre o lucro recorde do Itaú:

Itaú Unibanco lucra R$4,9 bi no 2º tri; calotes caem, rentabilidade sobe

SÃO PAULO, 5 Ago (Reuters) - O Itaú Unibanco teve lucro recorde no segundo trimestre, apoiado no efeito de maiores taxas de juros nas operações de crédito, no controle da inadimplência e em maiores receitas com serviços.

O maior banco privado do país anunciou nesta terça-feira que teve lucro líquido de 4,899 bilhões de reais no período, alta de 36,7 por cento ante mesma etapa de 2013. Em bases recorrentes, o lucro foi de 4,973 bilhões de reais, avanço de 37,3 por cento. A previsão média de sete analistas consultados pela Reuters para esta linha era de 4,634 bilhões de reais.

A carteira de crédito teve evolução modesta, mas em ritmo superior ao de seus principais concorrentes privados, subindo 9,6 por cento no acumulado de 12 meses, a 487,623 bilhões de reais, no conceito que inclui avais e fianças.

Os destaques foram consignado (+62,1 por cento), imobiliário (+26,1 por cento) e cartão de crédito (+28,6 por cento). O empréstimo para pessoa física evoluiu 12,4 por cento. O crédito corporativo subiu 8,2 por cento, a 278,6 bilhões de reais, liderado pelo segmento grandes empresas (+9,6 por cento).

O avanço dos empréstimos veio acompanhado de queda nos calotes, a oitava consecutiva. O índice de inadimplência da carteira, medido pelo saldo de operações vencidas com mais de 90 dias, chegou a 3,4 por cento, ante 4,2 por cento um ano antes.

Apesar de aumentar o crédito em ritmo superior ao de rivais como Bradesco e Santander Brasil, o Itaú Unibanco viu a inadimplência cair, ao contrário dos outros dois, que divulgaram seus números na semana passada.

E o movimento do Itaú Unibanco foi alavancado pelo fato de o banco conseguir repassar aos clientes o custos maiores de captação devido ao aumento da Selic. A margem financeira com clientes deu um salto de 7,1 por cento na base sequencial, para 12,7 bilhões de reais.

A despesa do Itaú Unibanco com provisão para perda com calote somou 4,465 bilhões de reais no período. Descontados valores com recuperação de crédito, o montante foi de 3,23 bilhões de reais, ante 3,16 bilhões de reais no trimestre anterior e 3,65 bilhões em igual trimestre de 2013.
Em outra frente, as receitas do banco com tarifas e serviços avançou 17,4 por cento, para 6,39 bilhões de reais.

Com isso, a rentabilidade sobre o patrimônio líquido, que mede como o banco remunera o capital de acionista, ficou em 23,7 por cento no trimestre em bases recorrentes, o maior desde o terceiro trimestre de 2010. O número foi de 22,6 por cento de janeiro a março e 19,3 por cento em igual etapa de 2013.
(Por Aluísio Alves e Guillermo Parra-Bernal)

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

DANTAS-GILMAR: RELAÇÃO QUE A REPÚBLICA PRECISA SABER “Ele (Gilmar Mendes) nunca escondeu seu papel político na presidência do STF.”

Rubens Valente e Leandro Fortes. Foto: Georgia Pinheiro

Na noite desta terça-feira (21), com transmissão ao vivo, via TVT, pelo Conversa Afiada, o jornalista Rubens Valente, autor do livro Operação Banqueiro, concedeu entrevista a blogueiros sujos, no Barão de Itararé. Com mediação do jornalista Leandro Fortes, participaram da sabatina Paulo Henrique Amorim, Geórgia Pinheiro, Palmério Dória, Luiz Carlos Azenha, Altamiro Borges, Amaury Ribeiro Jr, entre outros.

São relações que a República precisa conhecer“. Assim, Valente se refere a afinidade e, às vezes, até intimidade que o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, tem com o poder em várias de suas esferas. E não poupa ninguém, desde o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, passando pelo ex-ministro José Serra e por Andrea Matarazzo, até o Ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. Além de Roberto Amaral. Todos captados, ou com nomes ou apelidos citados, em e-mails comprometedores.

Aliás, sobre Mendes, que antes de Ministro foi Advogado Geral da União, Valente fala do papel decisivo que ele teve na desqualificação da Operação Satiagraha, em que disse ter sido grampeado ilegalmente, o que não foi comprovado:

Ele (Gilmar Mendes) nunca escondeu seu papel político na presidência do STF. Chegou a solicitar mudança de legislação. Fiz um histórico da vida dele e das relações com advogados da Brasil Telecom e do Daniel Dantas“, afirmou Valente, que completa: “Em alguns e-mails, aparece que, aparentemente, Gilmar ajudava o Opportunity a levar seus casos ao judiciário Federal“.

Aqui, Valente trata das brigas da justiça entre Daniel Dantas e fundos de pensão, que acusavam o banqueiro de má gestão, por não zelar bem pelo negócio.

Dantas chega a escrever que “Mendes concordava com a tese do Banco“.

O autor critica o que ele chama de intervenção branca para impedir brutalmente a investigação, a impossibilidade de as autoridades levarem a apuração inteira até o final e lembra a não legitimação da Operação. “Autoridades precisam reavaliar essas provas.”

Valente não esqueceu do ex-procurador Geral da República, Roberto Gurgel. “Perguntei o que Gurgel fez com as provas“.

Engana-se quem pensa que o vínculo de Daniel Dantas se restringia à justiça. Segundo o jornalista, Dantas exercia forte pressão junto ao executivo federal, ao ponto de pedir que o governo, à época, não incentivasse uma investigação que poderia prejudicar os negócios do banqueiro.

Um grande banqueiro dizendo ter segredos, como se afirmasse ‘eu vou explodir‘. É de alta gravidade o executivo exposto à pressão privada.”

Nunca é demais ressaltar que Dantas participou do processo de privatização das estatais no governo FHC, embora a junção nem sempre tenha sido amistosa.
Era como se tivesse com uma espada na cabeça do governo.” Por parte do governo, “havia medo de investigação das privatizações.
Foi isso que teria feito com que Dantas procurasse o lobista Roberto Amaral para resolver pendências entre o seu grupo e o governo tucano.

Roberto Amaral é um sujeito bem relacionado, de relação umbilical com empreiteiras“, diz Valente.

O livro ainda trata do elo Dantas – Marcos Valério: “Parte do Valerioduto pode ter sido irrigado por empresas ligadas a Dantas.
Sobre retaliações do banqueiro ao lançamento do livro, afirmou que o banco é rápido e incisivo em suas ações. Mas que houve boa divulgação da obra, sobretudo nos blogs ditos sujos e parte da grande imprensa.

Por fim, perguntado se alguém se salva da Operação Banqueiro, Valente disse que não é correto afirmar que todo o poder público no Brasil seja corrupto. E sugeriu que alguém escreva um outro livro sobre o papel do PiG (*) na cobertura dos casos.


Operação Banqueiro:
 Lançado no último dia 10, o livro de Rubens Valente conta a história de como o banqueiro Daniel Dantas escapou da prisão com apoio do Supremo Tribunal Federal e virou o jogo, passando de acusado a acusador.

A primeira edição da obra esgotou nas livrarias em poucos dias. A segunda está a caminho.

Sinopse:

Um acontecimento inusitado assombrou o Brasil em 2008: o poderoso e enigmático banqueiro Daniel Dantas foi preso pelo delegado federal Protógenes Queiroz, por ordem do juiz Fausto De Sanctis, e conduzido algemado para uma cela comum, acusado de vários crimes. Mas logo depois foi libertado, por ordem do então presidente do Supremo Tribunal Federal — STF, Gilmar Mendes. As provas da investigação foram anuladas. O delegado foi afastado de seu trabalho e elegeu-se deputado. O juiz deixou sua vara e assumiu o cargo de desembargador no Tribunal Regional Federal, mas em área sem relação com crimes financeiros, sua especialidade. O que teria acontecido? Neste livro, que se lê como um thriller policial, o repórter investigativo Rubens Valente, da Folha de S. Paulo, desvenda toda a história, com a revelação de aspectos inéditos, documentos e segredos.


Alisson Matos
, editor do Conversa Afiada



Clique aqui para ler “Operação banqueiro. O que seria de Dantas sem Gilmar”

Aqui para “Guia para o impeachment de Gilmar”

Aqui para “Livro condena Dantas ao semi-aberto”

Aqui para “Dantas-Gilmar: o livro que envergonha o Brasil”

Aqui para “A ligação Dantas-Gilmar vem de longe”

E aqui para “Dantas-Gilmar: FHC foi chantageado ?”


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

JANOT VAI  INVESTIGAR GILMAR ?


    Gilmar ajuda Dantas a levar para Justiça pleito empresarial. Que esculhambação é essa ?
    Na entrevista coletiva que concedeu no Barão de Itararé – “Dantas-Gilmar, uma relação que a República precisa saber” -, Rubens Valente, autor do best-seller “Operação Banqueiro”, lançou sobre o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, gravíssima responsabilidade.

    Investigar Gilmar Dantas (*) – clique aqui para acompanhar as peripécias do Gilmar nas férias – I; aqui para ver o II e aqui para ver o III, caso tenha aceito convite do advogado de Dantas, Sergio Bermudes, de passar as férias em seu apartamento na Quinta Avenida, em Nova York, diante do Central Park, com Mercedes-Benz e motorista na porta.

    Valente explicou que o Delegado Ricardo Saadi, que sucedeu Protógenes Queiroz no comando da Operação Satiagraha, corroborou, confirmou, atestou a qualidade e o profissionalismo da investigação da Satiagraha – apesar do descomunal esforço de Dantas e Gilmar de desqualificá-la e seus autores – Protógenes e o destemido Juiz Fausto De Sanctis. 

    Saadi – sem a “ajuda” da Abin – capturou 1.300 e-mails com o lobista de Dantas, Roberto Amaral, aquele que trata o Presidente (?)  Fernando Henrique como se fosse empregado e o submete a uma chantagem.

    Nestes 1.300 e-mails há três que citam Gilmar Dantas (quer dizer, Gilmar Mendes).

    E, por isso, a questão está submetido ao Supremo Tribunal Federal, já que Gilmar Dantas (*) se protege no foro privilegiado que tanto apoia.

    Num dos e-mails, Gilmar ajuda Daniel Dantas a levar  para o âmbito da Justiça Federal (Dantas sempre prefere a Justiça …) uma pendência empresarial que estava sob análise na Anatel.

    O mais importante: Gilmar concorda com o pleito do empresário.

    Num outro e-mail, Dantas exige que Roberto Amaral leve o Presidente (?) Fernando Henrique, o Príncipe da Privataria, a quem chama de “pessoa”, a trabalhar para fazer o mesmo: levar tudo de Dantas, o brilhante, para a Justiça (sic) !

    Em qual capitulo do Código Penal se encaixa essa promiscuidade entre um Juiz da Suprema Corte e um empresário condenado a dez anos de cadeia por subornar agente federal ?

    Onde estamos ?

    Como disse o Ricardo Melo ao discutir a decisão do condenado João Paulo Cunha de exigir que o Presidente do Supremo mande prendê-lo: que esculhambação é essa ?

    (Os e-mails entre Dantas e Amaral revelam o tratamento que dispensam ao Padim Pade Cerra: tratam-no como um desprezível subalterno, um Zé Mané do Botequim, a seu serviço ! Logo ele, naquela altura “candidato” a Presidente ! Uma esculhambação ! E o pior: Cerra faz o que Amaral e Dantas mandam !)

    A Operação Satiagraha está para ser legitimada no Supremo (o Supremo não há de tirar Dantas da cadeia pela TERCEIRA vez !)

    Legitimada, caberá ao Procurador Geral da Republica, Rodrigo Janot abrir a investigação contra Gilmar Dantas (*).

    Já que o PT não elegeu um único Senador que inicie o processo de impeachment de Gilmar no Senado – clique aqui para ler “Guia para o impeachment de Gilmar” – caberá a Janot a republicana tarefa de expulsar Gilmar da Corte que desonra.

    Ao escolher Janot, Dilma foi republicana.

    Janot será ?


    Paulo Henrique Amorim



    (*) Clique aqui para ver como notável colonista da Globo Overseas Investment BV se referiu a Ele. E aqui para vercomo outra notável colonista da GloboNews e da CBN se referia a Ele. O Ataulfo Merval de Paiva preferiu inovar. Cansado do antigo apelido, o imortal colonista decidiu chamá-lo de Gilmar Mentes. Esse Ataulfo é um jenio. O Luiz Fucks que o diga.