Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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domingo, 10 de agosto de 2014

O chão mole de Aécio

Imagem: Opedeuta

Por: Saul Leblon do Site Carta Maior

Enredado em dissimulações o tucano tem dificuldades e já constrange as audiências, que viam nele um biombo para o retorno dos heróis do mercado.

 À  medida em que a campanha  presidencial supera a fase alegre dos consensos, ancorada  em sorrisos e manchetes de credibilidade equivalente, o bicho pega.

As pesquisas de intenção de voto exalam um cheiro de queimado e a fumaça ondula na direção do  palanque conservador.

Exceto na hipótese de um novo escândalo inoculado pela mídia, a dúvida confidenciada em fileiras de bicudos e graúdos carrega nervosa pertinência.

De onde, afinal,  Aécio e assemelhados  vão  extrair o fôlego que as pesquisas lhes sonegam,  se meses e  meses de exposição exclusiva e esfericamente favorável  na mídia não foi capaz de lhes proporcionar o estirão previsto na preferência nacional?

A partir do dia 19, a propaganda eleitoral  abre uma trinca nesse monólogo.

Faz mais.

Temas cruciais para o desenvolvimento brasileiro,  como a redução da desigualdade, o futuro do salário mínimo,  a desindustrialização,  passam a  exigir um posicionamento claro de quem pretende chegar competitivo às urnas de outubro.

Na boca de Aécio Neves  eles queimam como batata quente.

A dificuldade  de discorrer com clareza sobre  esses itens revela dois flancos mortais em uma disputa presidencial.

De um lado, a fragilidade  de um projeto que  não pode se explicar honestamente ao eleitor, sob pena de evidenciar seu conteúdo antissocial .

De outro, o chão mole mais incomodo do palanque conservador: seu próprio candidato. Visto com entusiasmo como um biombo para o regresso dos heróis do mercado a Brasília, o tucano às vezes soa como um piano difícil de escutar e de carregar.

 Enredado na teia da dissimulação Aécio Neves tem dificuldades evidentes com a consistência.

Expor como enxerga e de que modo  pretende equacionar os grandes gargalos brasileiros é uma tarefa acima de suas possibilidades.

Sua incapacidade de discorrer mais que alguns  segundos sobre um mesmo assunto, depois de  esgotar o estoque de lugares comuns,  começa a constranger  as audiências mais receptivas.

Em encontro recente com industriais,  promovido pela CNI, o desconforto  na plateia era mais denso do que a enorme boa vontade com o jovial neto de Tancredo.

Mesmo lendo, ficou flagrante que debulha  uma espiga adversa  quando se trata de discorrer sobre o país, seus flancos e suas possibilidades.

Não é  sua praia. Aécio é mais afeito à ligeireza do que ao manejo das grandes agendas nacionais.

Lula, que hoje tem o Brasil na palma da mão,  faiscava em 2002 uma experiência  de vida riquíssima, coisa  que o mineiro tampouco possui.  Da boca do metalúrgico  emergia o arranque sofrido de milhões de personagens e sonhos de um Brasil quase ausente do repertório  dominante.

Do esforço de Aécio se ouve uma versão empobrecida da narrativa gordurosa, monótona e burocrática dos editoriais conservadores.

Dilma não tem a vivência popular de Lula. Mas dispõe de uma densidade técnica e intelectual , ademais do domínio e da experiência no manejo da máquina do Estado,  da economia e da infraestrutura nacional,  que a singularizam de imediato aos olhos do observador isento.

Mas sofre uma restrição séria do ponto de vista dos donos do país:

‘Dilma? Esta não é para amadores. “Não adianta achar que ela vai querer te ajudar. Ela não ajuda ninguém. Você tem que fazer por onde convencê-la que seu projeto se encaixa nas prioridades do governo. Lula era mais sensível a argumentos como o risco de demissões e o esforço na construção de uma solução de consenso. Dilma só cede à racionalidade econômica e republicana”, reclamavam titãs do mercado no jornal Valor,  na semana passada (01/08/2014)

 Aécio é o próprio jogo. Mas o placar não anda com ele. O  discurso linear, desprovido de ênfase,  sucedido de  improvisos jejunos, revelam cada vez mais a natureza fraudulenta do produto que a mídia vende como sinônimo de ‘mudança’.

A plutocracia não desistirá. As doações jorram.

Não espanta.

Assim ocorreu  também na promoção de outro simulacro, em 1989, fruto da mesma determinação  omnívora:  ‘tudo , menos o PT’.

Nesta 5ª feira, Aécio  foi levado pelo impoluto Paulinho ‘Boca’, da Força,  para conhecer a classe operária, na zona norte de São Paulo.

O candidato aproveitou o pano de fundo e sapecou uma do estoque de bolso:  ‘País vive hoje a maior crise de desindustrialização da sua história’.

Teve o azar de ser cobrado  em seguida sobre um tema pedestre: sua política de reajuste para o salário mínimo.

A batata quente fumegou na boca.

‘Vou assumir o governo e, de posse de todas as informações que eu tiver, vou valorizar o trabalhador brasileiro’,  arriscou franzindo o cenho como se suplicasse : ‘Emplacou?’ .

Quase na mesma hora, um de seus formuladores, o economista  Monsueto  Almeida, um centurião da guerra contra o gasto público, dizia  à Reuters, por escrito: ‘Se for eleito, o governo Neves terá como objetivo acabar com o populismo monetário (...) e voltar a uma taxa livre de câmbio flutuante’.

O que  exatamente significa  adotar o câmbio livre num  mundo imerso em um dilúvio de liquidez?

Depois de quase sete anos de colapso da ordem neoliberal,  os fundos  internacionais de investimento e de pensão tem 31% mais dinheiro do que o saldo anterior à crise; uma bolada equivalente a 75% do PIB mundial.

As opções de investimento em contrapartida evoluíram na direção inversa.

Há mais de um ano, o governo brasileiro intervém no câmbio.

É um pouco como enxugar gelo. Mas é indispensável  para impedir que o ingresso de capitais  especulativos  (atraídos pelas maiores taxas de juros do planeta –concessão de Dilma ao mercado aecista) deprimam o valor do dólar.

Caso contrário,  as importações matariam de vez a indústria local.

Aí vem o assessor de Aécio. E anuncia o programa do PSDB para a área cambial: a ‘livre flutuação da paridade’, um fermento  à desindustrialização .

De novo, o candidato não consegue ou não pode falar sobre o que  pretende  com o Brasil.

Para um conservadorismo hesitante diante da fraqueza de seu pupilo resta a esperança de torna-lo um adereço ornamental.

‘Aécio delega’, retrucam  muxoxos  sob um  piano que começa a pesar  justamente  na escalada de uma eleição que entra na etapa da conquista  da credibilidade.

É fato: delegar, o mineiro  delega. É uma  questão de sobrevivência . O problema agora  é  esconder do eleitor os portadores dessa delegação.

Em caso de vitória, um coringa de estimação dos mercados assumiria as rédeas da economia com carta branca para agir, confidenciam bicudos do PSDB.

Armínio Fraga seria o presidente da república do dinheiro. Aécio o seu suporte legal.

O que Armínio fez ao assumir o BC, em março de 1999, que o credenciou aos olhos da plutocracia para ser esse Napoleão dos bastidores, a mão invisível dos mercados tropicais?

Vale recordar.

Fernando Henrique  acabara de ser reeleito para um segundo mandato e decretara uma maxidesvalorização de 30%, em 19 de janeiro de 1999.

O Real fazia água.

Uma semana depois da máxi que esfarelou o engodo da moeda forte,  a fuga de capitais havia reduzido as reservas brasileiras a US$ 30 bilhões, o equivalente às da Argentina hoje, denegrida como nação irresponsável pelo colunismo conservador e por fundos abutres.

As  expectativas de inflação oscilavam de  20% a 50% ao ano –maior que a da Argentina.

A avalanche inflacionária, cambial e fiscal derrubaria dois presidentes do BC antes de Armínio chegar ao posto, em março.

O que fez então?

Sancionou as fronteiras delimitadas pelo dinheiro no campo de guerra.

A taxa de juro foi fixada em singelos  45% ao ano --hoje está em  11% e é, como de fato é, apontada como asfixiante.

Com Armínio, o BC  adotou o regime de metas de inflação:  a escalada dos juros  tornou-se a resposta à indisciplina dos preços.

Mais que isso.

Armínio deu assim aos detentores da riqueza, que acabavam de perder a ilusória âncora da paridade cambial, um potente escudo de juros para defender  o valor real de seu pecúlio.

Liberou o campo desse modo para  a maxidesvalorização fazer o serviço que lhe cabia: escalpelar o poder de compra dos assalariados,  sem aviltar a riqueza  dos rentistas.

Foi assim que se consolidou a transferência da âncora do plano  Real, do câmbio, para o juro.

De forma mais simples: Armínio foi o fiador do pacto histórico e carnal entre o PSDB e o rentismo.

E assim  Armínio se consagrou como  escudeiro do mercado.

O que se espera dele agora é que repita o desempenho se Aécio chegar ao Planalto.

Não necessariamente nessa ordem dos fatores. Mas com poderes até maiores que os da experiência anterior. Poderes de um presidente da república do dinheiro, repita-se.

Ao tarifaço no lombo dos assalariados,  preconizado  como o start do processo por  formuladores tucanos,  seguir-se-á    uma robusta talagada de  juros para  salvaguardar –como antes--   os endinheirados do rebote da inflação.

Uma volta extra no torniquete  fiscal  —‘’um superávit de uns 3% do PIB”—   daria à turma do mercado a certeza de que o Estado faria o arrocho necessário  para pagar  o serviço  da dívida.

O dólar flutuante de que fala Monsueto daria o arremate à obra.

Dólar barato abertura ampla às importações = nocaute nas taxas de inflação.

É o que se promete nos salões elegantes onde a conversa é desabrida, quase eufórica.

A que preço sairia o pacote?

Ao preço, entre outros,  de uma contração do parque manufatureiro, capaz de deixar saudade  ‘na maior desindustrialização da história’ denunciada hoje por Aécio.

O  saldo restante seria quitado na forma de desemprego e  depreciação salarial, reduzindo de fato o demonizado  ‘custo Brasil’.

Por isso Aécio não pode adiantar a sua fórmula de correção do salário mínimo, nem a da correção da tabela do Bolsa Família e outras miudezas sociais.

 Restaria apenas uma incógnita  colateral:  quanto sobraria do país  fora do ralo?
Deixados  à própria sorte, como advogam os ‘matadores’ à la Armínio,  os ‘ajustes de mercado’ empurram   a economia para operar  à beira do sumidouro.

Ou seja, em condições de baixa demanda efetiva e elevado nível de desemprego.

Sem prejuízo da carteira rentista.

A ração dos  juros fica assegurada pela dinâmica de um  endividamento público emparedado entre despesas fixas e receita fiscal corroída pela recessão.

O conjunto   reúne os ingredientes típicos da receita que levou o mundo ao desastre neoliberal de 2008.

A saber: empobrecimento das famílias  assalariadas,  desigualdade crescente, decadência industrial, elevado desemprego e a cereja do bolo: déficit  fiscal, de um lado, e derrocada dos serviços e investimentos públicos, de outro.

Maiores informações, consultar as contas nacionais da Espanha, Grécia, Portugal e assemelhados. Todos submetidos  à mesma terapia  acalentada aqui pela turma empenhada no desmonte da incipiente democracia social brasileira.

A ideia que desse necrológio  possa brotar uma pujante  base  exportadora equivale a acreditar que a Faixa de Gaza hoje  está mais apta  a crescer e a prosperar  do que antes  dos 28 dias de bombardeios de Israel.

Esse é o angu de caroço temperado nos bastidores da candidatura  tucana, que  Aécio Neves protagoniza mas não consegue, nem pode, verbalizar de forma palatável

A campanha, porém, ingressa numa fase em que o tucano  será instado, cada vez mais, a esclarecer suas propostas para  o presente e o futuro brasileiro.

É a hora em que as batatas queimam na boca do conservadorismo.

Pior que isso.

A hora em que o próprio Aécio se torna uma delas.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A única força capaz de resistir aos mercados.

Isenção: primeira página da Folha de hoje tem 11 chamadas: 8 contra o governo e o PT; uma contra os impacientes usuários do metrô de SP que já não toleram as falhas seguidas no serviço tucano.

Inconformado, Gilmar Mendes puxa a coleira e o jogral conservador late imediatamente: doações solidárias aos petistas são suspeitas; cabe perguntar: inclusive os R$ 10 mil do ex-ministro Jobim?

Defeito em linha de transmissão causou apagão; manchete garrafal no site do Valor Econômico: 'Dilma comanda abafa sobre risco energético'.

A desordem financeira global não cederá tão cedo, nem tão facilmente; o cerco pela adoção da vacina ortodoxa é cada vez mais asfixiante.

por: Saul Leblon 

Arquivo


A desordem financeira global não cederá tão cedo, nem tão facilmente, avisam os solavancos recorrentes das bolsas mundiais e a volatilidade dos mercados de câmbio.

Dia sim, dia não, sirenes alertam para as intempéries de uma transição em curso: é só o começo.

Quando os EUA elevarem a taxa de juro (hoje negativa) o sacolejo pode piorar com congestionada migração de capitais ao bunker de origem. É o vaticínio do jogral que nunca desafina.

A precificação desse futuro  inspira cautela mas não pode significar imobilismo.

O cerco pela adoção da vacina ortodoxa é cada vez mais asfixiante.

Entende-se por isso prevenir a fuga de capitais, e a retração dos investidores, entregando por antecipação o que eles cobram: novas altas nos juros e cortes robustos no gasto fiscal.

O conjunto  precipitaria a emergência de uma economia entrevada em desemprego e recessão que se pretende evitar.

Capitais viciados na alfafa suculenta da arbitragem de juros, e na aveia fina da volatilidade das moedas, cobram rapidez na liberação de novos piquetes.

Nações estremecem; o bucho protuberante do rentismo estica e brilha: grandes bancos quadruplicaram seu lucro na Espanha no ano passado; os suicídios bateram recorde no país, com alta de 11%.

O Brasil iniciou uma ziguezagueante correção da taxa de câmbio em 2012.

A desvalorização acumulada  do Real é superior a 17%.

A meta do governo é equilibrar a paridade em R$ 2,45 (bateu em R$ 2,43 nesta 3ª feira).

Busca-se superar uma valorização que esfolava a indústria e golpeava o comércio exterior do país.

 O déficit de US$ 4 bi em janeiro  foi fortemente pressionado pela importação de bens de consumo, cujo similar nacional  foi preterido pelo diferencial do preço.

A taxa de juro brasileira já é a 3ª mais alta do mundo (superior a 4% em termos reais)

Nada disso adianta e não adiantará, assegura a emissão conservadora.

Mesmo abrigado em um lacre de reservas equivalente a 13 meses de importações, a julgar pela vontade do mercadismo,  o país  deveria  cumprir a penitência prescrita a outras praças infinitamente mais fragilizadas.

Os paladinos do capitalismo pró-cíclico, a exemplo de Edmar Bacha, formulador tucano e assessor especial de Aécio Neves, tem a receita na ponta da língua.

A depender deles, o Brasil  iniciaria desde já um tratamento  feito de intermináveis doses de ajustes e arrochos recessivos, com a revogação maciça de tarifas protecionistas e alta sideral dos juros.

 O país que sobrar disso poderá estacionar a carcaça no cemitério da paz salazarista que hoje abriga  os metabolismos exauridos de Portugal, Espanha e assemelhados.

É o que os mercados podem fazer pelo Brasil.

E o farão, se não forem contidos.

O fatalismo do receituário conservador exprime uma tendência mais geral de um capitalismo que, deixado à própria sorte, mais que nunca vai operar em condições de baixa demanda efetiva, elevado desemprego e especulação solta na esfera financeira (leia a análise de Michael Roberts; nesta pág; bem como a entrevista de Marcelo Justo com chefe de investigação do Conselho Europeu de Relações Exteriores, Hans Kundnani, e a nota neste blog ‘Obama: o mercado vai bem, o povo vai mal’).

Se quiser resistir ao rodo nivelador, o Brasil terá que  calibrar os ajustes que precisam ser feitos –como o do câmbio e a maior ênfase no investimento--   a contrapelo dos  automatismos de mercado.

Só existe uma força capaz de fazer frente a eles: a política.

A política contribuiu de maneira inestimável para o modo como essa lógica se impôs.

Só ela poderá reverter a brutal agonia da decadência atual.

A espoleta da maior crise do capitalismo desde 1929 foi o recuo desastroso do controle da Democracia sobre o poder do Dinheiro. Seu vetor, o desmonte das travas regulatórias do sistema bancário consolidado no pós-guerra.

Recuos e derrotas acumulados pela esquerda mundial desde os anos 70, sobretudo a colonização de suas referências pelos valores neoliberais, alargaram os vertedouros para o espraiamento da dominância financeira atual.

A queda do Muro de Berlim em novembro de 1989 simbolizou a supremacia de uma ordem regressiva que agora vive a sua fase crepuscular.

A sociedade que cedeu a soberania ao suposto poder autorregulador dos mercados perdeu a capacidade institucional de gerar antídotos às degenerações intrínsecas a essa renúncia.

A democracia terá que se reinventar para que tal possibilidade se recoloque no horizonte da ação política.

Não é uma agenda protelatória à espera de um alvorecer redentor.

É um imperativo à negociação política do passo seguinte do desenvolvimento brasileiro.

 Caminhar  em busca desse ponto de mutação requer, ademais do discernimento do governo, a prontidão das forças sociais para trilhar o caminho.

Faz parte do trajeto  um salto na compreensão das interações perversas que subordinam o emprego, o salário e a própria sobrevivência operária à corrosão industrial em marcha batida na economia.

Juros altos e cambio flutuante  transformaram-se em armadilha contra a produção e o emprego.

A valorização cambial nos últimos anos  beneficiou o poder de compra dos salários.
 
Mas o crescimento desbragado das importações vazou a demanda para a China e transferiu vagas para a Ásia.

Retificar o curso dessa sangria tem um preço.

Se o ajuste for feito via mercado, será descarregado integralmente no bolso do assalariado.

Num processo de repactuação política , ônus, bônus e prazos serão ordenados pela correlação de forças em movimento –que terão nas eleições de outubro um de seus moduladores.

Uma certeza emerge das tensões e impasses refletidos nos indicadores econômicos: o capitalismo aceita tudo.

Menos a violação do seu impulso vital imiscível, como água e óleo, com ideais de harmonia e estabilidade.

Não é a necessidade que comanda a produção. É o oposto.

É nesse percurso avesso a convergências sociais que regurgitam as bolhas constitutivas de uma crise permanente de  superprodução --de capitais fictícios e não de mercadorias.

Desmontar essa usina efervescente, repita-se,  não é obra técnica para os mercados.

Ela tampouco será revertida em um só país e delimita a correlação de forças em cada um deles.

Mas há mais a ser feito do que simplesmente sancionar a fatalidade ortodoxa.

O que há para ser feito é romper a caixa preta do economicismo  com uma repactuação progressista do desenvolvimento brasileiro.

A premência desse mutirão político soou a sua hora e a eleição de outubro se oferece como seu catalisador  no país.

A ver
.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Superávit alcançado? Não importa, as razões do lobo não têm limites

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Autor: Fernando Brito
O Ministro Guido Mantega anunciou, hoje de manhã, o que a gente já tinha cravado aqui logo depois do Natal.
A meta de superavit primário do governo central foi alcançada e, até, ligeiramente superada: dos R$ 73 bilhões líquidos de economia, atingimos R$ 75 bilhões.
Mantega diz que antecipou o anúncio do resultado para responder à “ansiedade” do mercado.
Fez bem.
Mas não adianta muito.
Fez bem porque isso ajuda a desmoralizar os sabidos que diziam que ele não seria atingido, como Sua Sapiência, o comendador Merval Pereira, que no final de novembro afirmava:
(…) o governo central – composto pelo Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – também não está cumprindo a sua meta, que é de R$ 73 bilhões, o superávit primário este ano será bastante abaixo do previsto.
E não adianta muito, porque ele e sua trupe, amanhã, estarão dizendo que cumpriu, mas graças ao Refis e a Libra, como se Fernando Henrique Cardoso não tivesse feito superavits vendendo tudo, menos a alma, que não a tinha para entregar.
As razões do lobo são sempre assim: se não foi você, cordeiro, foi seu pai, seu avô, seu primo….
Os 73 bilhões de reais que o governo poupou para lançar na fogueira dos juros da dívida só não são mais por que o governo retirou, com as desonerações fiscais, o equivalente ao que ganhou com o leilão do campo de Libra, cerca de R$ 15 bilhões.
Mesmo assim, o Brasil poupou mais do que investiu em obras públicas.
Vale dizer, sem a obrigação do “pé do tripé” representado pelo superávit, poderiamos ter investido em serviços e infraestrutura o dobro do que fizemos e, com isso, aumentado a Formação Bruta de Capital Fixo. Com isso, talvez o PIB pudesse crescer em torno de meio por cento.
No quadro político econômico que vivemos, que não é o de ruptura, isso é o suficiente para, ao menos, reduzir o tamanho da dívida pública em relação ao tamanho de nossa economia.
E permite ir alongando prazos e ir administrando a faca no pescoço dos juros.
Mas sempre com o lobo arreganhando os dentes à nossa frente.
E apenas ir adiando a hora de sua refeição, torcendo para que o carneiro possa usar o tempo para crescer, criar chifres e dar, um dia, as necessárias marradas que o lobo merece levar.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

ÁGUA FRIA NOS PESSIMISTAS: SUPERÁVIT FISCAL É RECORDE

quarta-feira, 24 de julho de 2013

PAÍS GASTA COM JUROS 13 VEZES O CUSTO DO PROGRAMA ‘MAIS MÉDICOS'


EXCLUSIVO: DILMA PROPÕE  AO PAPA UMA ALIANÇA COM OS BRICS CONTRA A MISÉRIA. A presidente Dilma Rousseff propôs ao papa Francisco, na segunda-feira (22), no Palácio Guanabara, a organização de uma frente ampla de luta contra a exclusão social e contra todas as formas de miséria no mundo.A proposta foi feita no encontro reservado que tiveram na sede do governo fluminense. Fontes do Vaticano e do governo brasileiro anteciparam o teor à Carta Maior (Dermi Azevedo; leia mais nesta pág)

Em tese, a política fiscal seria  o espaço da solidariedade no capitalismo. Caberia a ela transferir recursos dos mais ricos para os fundos públicos, destinados a contemplar os mais pobres e o bem comum. Sem carga tributária adequada não se constrói uma Nação. Não apenas isso. A  composição da receita é decisiva na incidência regressiva ou redistributiva que ela provoca. O sistema brasileiro é um caso pedagógico da  regressividade. Mais de 60% da arrecadação está embutida nos preços dos bens de consumo. Não importa a renda do consumidor: ganhe um ou 100 salários mínimos por mês, pagará o mesmo imposto por litro de leite. O tributo sobre o patrimônio, em contrapartida, não chega a 3,5% da arrecadação. Pior: bancos pagam menos que o conjunto dos assalariados, cuja paciência chegou ao limite com a qualidade do que obtém em troca. O  que se arrecada, tampouco se destina automaticamente a reduzir abismos sociais. Da receita anual, cerca de 5% do PIB destinam-se aos juros  da dívida pública. Equivale a quatro vezes mais o que supostamente custaria a implantação da tarifa zero no transporte coletivo das grandes cidades brasileiras. Mais de dez vezes o custo do  Bolsa Família. Treze vezes o que o programa  ‘Mais Médicos' deve investir até 2014 em obras em 16 mil Unidades Básicas de Saúde; em equipamentos para 5 mil unidades já existentes; na reforma de  818 hospitais; equipando outros 2,5 mil e melhorando as instalações de 877 Unidades de Atendimento.(LEIA MAIS AQUI)

terça-feira, 23 de julho de 2013

RETRATO DA 'CRISE': 123 MIL NOVOS EMPREGOS EM JUNHO

sexta-feira, 14 de junho de 2013

“Credilmiário” reduz prestação à metade



A linha de crédito para os beneficiários do Minha Casa, Minha Vida, como este blog escreveu esta manhã vai causar não apenas um aquecimento na demanda e na produção de móveis e eletrodomésticos como a redução de preços destes produtos.
Diz o Estadão:
” Uma das exigências feitas pelo governo é que o varejo dê 5% de desconto no preço ao consumidor. Essa exigência se baseia no fato de que a venda é à vista para a loja e o financiamento fica com a Caixa. Isso abre uma brecha para que o consumidor comum, que compra esses itens com recursos próprios e à vista, também peça desconto de 5%. “Como as lojas serão obrigadas a informar produtos e preços para terem direito ao crédito, a publicação dessa relação será o melhor guia de compras do mercado”.
Além do mais, para continuar citando o Estadão, veja o que acontece com as prestações, para aqueles consumidores de baixa renda:
“A prestação de um refrigerador, cujo preço máximo de venda no varejo fixado pelo governo será de R$ 1.090, sai por R$ 24,83, se o produto for financiado em 48 vezes, com juros de 5% ao ano ou 0,41% ao mês (…) Caso esse refrigerador fosse adquirido por meio de uma linha de crédito comum do comércio, com juro médio de 4,08% ao mês ou 61,59% ao ano(…) a prestação sairia por R$ 51,64 e o valor total do produto, por R$ 2.478,72″.
Uai, o Aécio não tinha mandado a Dilma cuidar da inflação?
Pois então não pode reclamar do “credilmiário” criado pro pessoal do “Minha Casa, Minha Vida”. Juros de 5% cobre a inflação e, como pobre paga religiosamente, não tem prejuízo no negócio, até porque há impostos para gerar renda pública.
Por: Fernando Brito

Começa a caça a Guido Mantega










Há dois dias, este blog advertiu:
(…)os grandes tubarões brancos sabem que o Brasil é uma das maiores presas em todo o planeta.
O ministro Guido Mantega tem sido o principal anteparo a essas pressões sobre Dilma Rousseff.
É, portanto, o principal obstáculo a ser removido pela “turma da bufunfa” e pelos que não aprenderam aquele ditado antigo e impublicável do “quem muito se abaixa…”
Hoje, o dublê de comentarista econômico e apresentador de rádio Carlos Alberto Sardenberg larga a temperança e enfia o pé na jaca, em artigo publicado no Blog do Noblat.
Sugere, com a arrogância que lhe é peculiar, que Dilma troque o Ministro da Fazenda por alguém tipo Palocci que teve, segundo ele, a “virtude” de ter produzido “um superávit primário maior que o obtido no governo de FHC”, usado para pagar os juros que Henrique Meirelles empurrou lá para cima.
Diz que algo precisa ser feito, e dá a receita do “algo”:”Esse algo só pode ser um forte ajuste nas contas públicas — ou seja, corte severo de gastos — anunciado com credibilidade. Daí a necessidade do Palocci. Ele já fez isso, já propôs uma política de longo prazo para zerar o déficit geral do governo e tem a confiança do mercado”.
Mas admite: ”(o)problema é que Palocci está com a reputação abalada. O mercado, os agentes econômicos continuam tendo saudades dele. Já no ambiente político, a rejeição é óbvia”".
E se sai com uma solução magistral: Mas esse obstáculo também poderia ser driblado. Não pode o Palocci? Pois arranjem um “tipo Palocci”. E já estando com a mão na massa, poderiam buscar também um “tipo Meirelles” para o Banco Central”.
Cuidadoso, diz que não vai citar nomes para não “queimar” os “tipo Palocci”.
Antigamente, era o Doutor Roberto Marinho quem nomeava ministro. Agora, até o apresentador da rádio dele quer ditar regras sobre como a presidenta eleita pelos brasileiros deve escolher seus ministros.
Por: Fernando Brito

segunda-feira, 10 de junho de 2013

O lado positivo da diminuição da popularidade de Dilma

EduGuimarães.
Como todos os que apoiam o projeto político-administrativo conduzido pela presidente Dilma Rousseff, obviamente que não gostei da pesquisa Datafolha, divulgada no último sábado, que dá conta de queda de sua popularidade. Todavia, essa queda pode – apenas pode – impedir o que este espaço vinha considerando “suicídio político” da presidente.
Há pouco mais de uma semana, este Blog citou o “Bombardeio de saturação” contra o governo Dilma, praticamente antevendo o que sobreviria. Abaixo, trecho da matéria.

“(…) Vivemos uma situação preocupante. O mutismo da presidente Dilma Rousseff a está enfraquecendo politicamente e isso está se refletindo através dos problemas crescentes que o seu governo está enfrentando com a base aliada no Congresso. A ausência de contraponto, de reação ao bombardeio de saturação em curso, de mutismo que se baseia na tese de que o que o brasileiro sente no bolso e no cotidiano destoa do noticiário, é uma aposta perigosa (…)”.

Dito e feito. A pesquisa Datafolha em questão aponta queda de 8 pontos percentuais na popularidade da presidente. E, analisando os dados minuciosos da pesquisa, o que se vê é um tanto quanto desolador
Dilma perdeu popularidade entre homens e mulheres, em todas as regiões do país, em todas as faixas de renda, idade e escolaridade.
Como de costume, a queda foi maior entre os que ganham mais de dez salários mínimos (queda de 24 pontos), têm ensino superior (16 pontos) e são moradores da região Sul (13 pontos). Contudo, ocorreu, em maior ou menor grau, de forma generalizada.
A pesquisa relata que a grande motivação da queda de popularidade da presidente é produto de pessimismo em relação situação econômica do país. Os pesquisados relataram preocupação com a inflação e o desemprego, ainda que ambos estejam caindo mês a mês.
O mais incrível é que a própria pesquisa trata de atribuir esse medo do que não existe ao tal “bombardeio de saturação” da mídia contra o governo. Abaixo, trecho da matéria da Folha de São Paulo sobre a pesquisa Datafolha comprova esse dado.

“(…) O noticiário dos últimos dias também pode ter influenciado. Dois problemas tiveram grande repercussão: o tumulto no pagamento do Bolsa Família, não esclarecido, e a tensão com indígenas do Norte e do Mato Grosso do Sul (…)”

Sobre o caso dos índios, não creio que possa ter tido uma grande influência, mas o caso Bolsa Família pode ser o maior responsável – ainda que não seja o único –  pela redução inédita da popularidade de Dilma entre os mais pobres.
Nesse aspecto, este Blog cobrou da presidente, durante dias, uma atitude mais proativa em relação aos boatos que levaram centenas de milhares de beneficiários do Bolsa Família ao desespero, por medo de o programa ser extinto.
No dia 23 de maio último, aqui se publicou o post “Boato sobre o Bolsa Família exige pronunciamento de Dilma na TV”. O texto abordou a existência de matérias na imprensa que mostraram que mesmo após o desmentido do governo sobre o boato de que o programa seria extinto, muitos de seus beneficiários ainda não acreditavam que isso não ocorreria.
Como sempre, a presidente não deu bola àqueles que, como este Blog, perceberam que a principal base de apoio popular ao governo havia sido balançada em relação a ele de uma forma que exigia mais do que uma declaração de Dilma reproduzida durante segundos em telejornais que beneficiário do Bolsa Família dificilmente assiste.
Vendo o barco fazer água, o blogueiro procura fontes do Palácio do Planalto na tentativa de obter explicação sobre o que vem qualificando como “mutismo” da presidente diante de um verdadeiro “Bombardeio de saturação” contra seu governo.
O resultado dessas consultas resulta em post de 1º de junho intitulado “Tracking do Planalto explica sua indiferença a ataques da mídia”. Segundo fontes do governo, este acompanha as oscilações de popularidade da presidente via medições diárias e estaria “tudo bem”.
A conduta da presidente pareceu se coadunar com essa premissa. Mantendo-se olimpicamente indiferente aos ataques, dá a impressão de que eles não a preocupam.
Deixar de ir à televisão negar que o governo cogite extinguir o Bolsa Família deixou a impressão de que não haveria risco de os beneficiários do programa acreditarem que seria extinto. Contudo, várias matérias na imprensa mostraram o contrário. E foram solenemente ignoradas.
A pesquisa Datafolha relata, então, que a queda de popularidade da presidente atingiu inclusive os setores de baixa renda, sobretudo no Sul e no Sudeste. Justamente o setor beneficiado pelo Bolsa Família.
Nesse aspecto, o pior inimigo do governo Dilma, neste momento, é composto pelos seus apoiadores mais incondicionais, aqueles que aplaudem a tudo acriticamente. Alguns põem em dúvida a pesquisa e outros fazem malabarismos para tentar ver aspectos positivos em um estudo que se mostrou desastroso para o governo.
A tese mais bizarra é a de que se deveria somar a avaliação regular à avaliação boa e ótima dos pesquisados, o que conferiria uma aprovação à presidente de “90%”.
A tese ignora que se hoje o bom, o ótimo e o regular de Dilma somam esse percentual, na pesquisa anterior somavam “98%”, de forma que, por qualquer critério, ela sofreu uma forte perda de apoio, pois 8 pontos percentuais, em estatística, são uma enormidade.
Alguns põem em dúvida a pesquisa Datafolha. Nesse quesito, este blogueiro tem história.
Em 2010, fui o único brasileiro a duvidar tanto das pesquisas sobre a sucessão presidencial que, com o apoio dos leitores desta página, representei contra todos os maiores institutos de pesquisa do país, conseguindo arrancar da Procuradoria Geral Eleitoral determinação para que a Polícia Federal abrisse um inquérito contra eles, conforme comprova matéria do portal IG publicada à época.
Contudo, desta vez não duvido do Datafolha. Este Blog é um fórum de debates que já chega ao nono ano de existência. Através das manifestações de leitores que aqui acorrem vindo de todas as partes do país e até do exterior, venho notando uma mudança de clima em relação ao governo.
A presidente Dilma Rousseff é uma excelente gestora. Todos sabem, por informação do ex-presidente Lula, que ela foi o coração administrativo de seu exitoso governo. Contudo, politicamente ela vem se mostrando um desastre.
Dilma é inapetente para a política. Apesar de este Blog julgar que seu governo está mais à esquerda que o de Lula, ela se afastou dos movimentos sociais, do movimento sindical e passou a tratar a Blogosfera e a mídia alternativa, que foram tão importantes no governo anterior, como “personas non gratas”.
A comunicação do governo é muito ruim. Durante o governo Lula, cheguei a receber telefonemas da Secom, disparados por determinação do ex-ministro Franklin Martins, pedindo correção ou complementação de informações aqui publicadas.
Dilma, porém, foge da Blogosfera e da mídia alternativa como o diabo foge da cruz. Sepultou projeto de regulação da comunicação deixado por Lula. Tentou se entender com uma mídia que hoje a está triturando, chegando à beira da injúria, da difamação e da calúnia contra si.
Todos se lembram de quanto Dilma tentou estabelecer a paz com os barões da mídia. A célebre visita que fez à festa de comemoração dos 90 anos da Folha de São Paulo nos primeiros dias de seu governo simboliza uma crença incrivelmente ingênua em que poderia sepultar uma guerra política que muitos já sabiam que seria inevitável.
Os crescentes índices de popularidade da presidente a mantiveram nessa rota de suicídio político por dois anos e meio. A pesquisa Datafolha, porém, mostra que sua imobilidade diante do espancamento que vem sofrendo na mídia chegou ao seu limite.
Há um adágio popular que resume bem o que está acontecendo: “Quem cala, consente”.
Ao fim do primeiro turno da eleição presidencial de 2010, os apoiadores de Dilma e a própria foram tomados por uma surpresa que beirou o desalento. A vitória tranquila em primeiro turno não se concretizou e nos primeiros dias da campanha em segundo turno José Serra chegou a se aproximar do empate técnico com a adversária.
Dez dias após o primeiro turno, ocorre o primeiro debate entre a então candidata Dilma e seu adversário, Serra, na TV Bandeirantes. Eis que ela abandona a postura fleumática e olímpica com que se conduziu no primeiro turno e, naquele dia 10 de outubro, finalmente se dispõe a enfrentar o adversário nos termos em que ele estabelecera.
Abaixo, o primeiro bloco de um debate em que Dilma finalmente reagiu. Prossigo em seguida.

A partir daquele momento, a tendência de queda de Dilma nas pesquisas se reverteu. Durante todo o resto da campanha, ela se manteve “assertiva”, no que foi acompanhada pela propaganda política do PT no rádio e na televisão, que, no primeiro turno, como faz Dilma agora, ignorava os ataques tucanos. O resto da história todos conhecem.
O Brasil, neste momento, precisa da Dilma que você, leitor, acaba de ver no vídeo acima.
Concluo este texto reproduzindo, abaixo, pregação que fiz neste espaço nos primeiros dias do daquele novo governo, em 9 de janeiro de 2011, no post “A primeira semana do governo Dilma”, quando já se podia ver o que sobreviria dali em diante. O que escrevi naquele post se mostra incrivelmente atual.

“(…) É cedo para dizer que Dilma cometerá o erro de governar o Brasil como uma gerente. Mas, se fizer isso, será, sim, um erro. O cargo de presidente é político. Os brasileiros votaram nela seguindo um líder político – o maior da história brasileira, ao lado de Getúlio Vargas. Ninguém segue gerentes. E sem liderar politicamente, ela não se reelegerá”.

O post traz no título a possibilidade de existir um “lado positivo” na queda de popularidade da presidente. Trata-se de, eventualmente, despertá-la do sono político em que mergulhou já nos primeiros dias de seu governo e do qual ainda não despertou. É agora ou nunca. Se não reagir já, depois pode não haver mais tempo.