Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

TERRORISTAS ECONÔMICOS PERDERAM APOSTAS EM 2013

ÁGUA FRIA NOS PESSIMISTAS: SUPERÁVIT FISCAL É RECORDE

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Revisão faz PIB de 2012 quase dobrar. Como não é notícia ruim, ignore-se

A revisão pelo IBGE do crescimento do PIB de 2012 – de 0,9 para 1,5% – não foi nenhuma surpresa.
Ela está prevista há tempos e foi, até, motivo de uma longa análise da insuspeita Miriam Leitão, em sua coluna.
Na qual, aliás, suas fontes cometem um erro indesculpável, porque não se pode dizer  que “tanto podia descer quanto subir” o cálculo do PIB com a incorporação dos dados da Pesquisa Mensal de Serviços, pois este indicador passou quase todo o ano de 2012 com uma variação nominal sempre superior aos 10% em relação ao ano anterior. O que, deflacionado, deve ter correspondido a algo  na casa dos  quatro por cento de crescimento real.
Embora não se possa simplesmente considerar este dado isoladamente – parte dos serviços é incorporada a conta de consumo das famílias e em outros componentes do PIB, é claro que isso resultaria numa elevação do dado de crescimento de 1,7% do setor de serviços no cálculo anterior do PIB.
Toda a incorporação foi feita de forma transparente, com a publicação, no dia 7 de novembro, de um comunicado do IBGE detalhando os indicadores e a metodologia a serem utilizados.
O anúncio de que o crescimento da economia brasileira no ano passadofoi quase o dobro do anteriormente estimado foi tratado com desdém e má vontade pelos jornais brasileiros.
Globo e Estadão publicaram pequeninas chamadas nas suas capas. A Folha, nem isso.
Preferiram dar espaço para a “revolta” pelo fato de Dilma ter antecipado em uma semana os dados (recordem, de 2012) que o IBGE anunciará no dia 3 de dezembro.
Até o Financial Times meteu a colherzinha torta dizendo que isso “tira a credibilidade” das estatísticas brasileiras.
Engraçado é que desde setembro os jornais especulam com o reajuste da gasolina, sem usar informações oficiais e provocam um sobe e desce das ações da Petrobras na Bolsa, num jogo totalmente lesivo à empresa e ao país.
Fora o que, com qualquer 0,1% de alteração para pior nas previsões de inflação e PIB feitas pelo “mercado” no Boletim Focus, do Banco Central, fazem um carnaval.
2012, apesar de todas as dificuldades, não foi a “profecia maia”.
E isso deixa consternada a imprensa brasileira.

domingo, 10 de novembro de 2013

Folha, o urubu naval, diz que estes operários vão sofrer sem emprego. Parece?

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Não posso deixar passar o lançamento da P-58, ontem,  sem comentar a matéria apelativa publicada na edição da Folha no mesmo dia, dizendo que “conclusão de plataforma deve deixar rastro de demissões em cidade gaúcha“, a de Rio Grande, onde foi montada a embarcação, a partir de um superpetroleiro japonês, o Welsh Venture, desde outubro de 2011.
Curioso, porque não leio no jornal que o final da construção de um shopping center “deixa um rastro de demissões”, nem que o final de obra de um conjunto de prédios fizesse isso. Nem que tenha feito uma reportagem sobre o desemprego dos trabalhadores da indústria naval quando Roger Agnelli comprou na China e na Coreia os 12 supergraneleiros da Vale…
Depois, porque o jornal afirma que “a conclusão das obras em plataformas de petróleo deixará de 5.000 a 9.000 operários sem trabalho no polo naval do município”.
Bom, a P-58, quando muito, empregou 3 mil pessoas. Para chegar a este número, só se somarmos todos os que trabalharam em todas as três plataformas já entregues na cidade, a primeira delas em 2009/10.
encomenavalPortanto, a conta da Folha está inflada até dizer chega.
Olhe para a fotografia dos trabalhadores do estaleiro durante a visita da presidenta…É cara de quem está prevendo ficar desempregado, ver a família em dificuldades?
A reportagem da Folha não resiste a uma destas imagens sequer.
Os trabalhadores que o estaleiro está cheio de encomendas: dois outros navios (P-75 e P-77) vão ser convertidos lá, a partir de março do ano que vem. Daqui a pouco mais de quatro meses, portanto.

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Bem pertinho, no Estaleiro Rio Grande, como a gente mostrou ontem, montam-se os dois primeiros navio-plataforma da série de oito que serão produzidos lá.
Mas tem outras obras contratadas por lá.
Aliás, o que está se formando ali é nada menos que o maior pólo naval do país, onde já há 13 estaleiros e que está recebendo outro gigante, o Estaleiros do Brasil, em São José do Norte,  um investimento total de R$ 1,2 bilhão, que vai fazer a integração dos equipamentos de processamento de óleo no casco da P-74, que está tendo o casco reformado no Estaleiro Inhaúma, no Rio de Janeiro.
Há ainda três navios-sonda para o pré-sal – dos 28 que serão feitos aqui – também já contratados ali.
Não há “rastro de demissões” numa indústria que passou de dois mil para 70 mil trabalhadores em 12 anos.
Mesmo um pequeno momento de descontinuidade numa empresa pode ser amplamente compensado em outras unidades ou mesmo com acordos de lay-off, por dois ou três meses, com garantia do emprego e redução temporária do salário, desde que negociada com o sindicato. E isso nem acaba acontecendo, porque muitos dos trabalhadores que estão no Sul vêm do Nordeste, onde na Bahia e em Pernambuco os estaleiros também estão cheios de encomenda.
Ao contrário, a Petrobras teve de investir para formar, através de um programa de educação profissional, o Prominp, 100 mil pessoas, desde 2004 e já anuncia para o primeiro trimestre de 2014 a abertura de mais 17 mil vagas em cursos profissionais – onde o aluno é remunerado – para formar trabalhadores e técnicos nas modalidade solicitadas por sua cadeira de fornecedores, sobretudo os navais.
A recuperação – agora nem isso: explosão – do setor naval, no qual já fomos a segunda maior indústria do mundo, que desapareceu e hoje já voltou a der a quarta maior do planeta, é à prova de urubus.
Por: Fernando Brito

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Os urubus da economia têm fome de notícia ruim

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O desemprego no Brasil, segundo o IBGE, igualou, em setembro, a menor taxa já alcançada em toda a história para igual mês: 5,4%
desempO número é oficial e os jornais receberam os comentários do IBGE sobre a pesquisa com o mesmo gráfico que reproduzo aí do lado, onde o que salta aos olhos de qualquer um é a espetacular queda do desemprego em uma década.
Um variação de 0,1% em qualquer pesquisa é o que é, estatisticamente: nada.
Não é outra coisa o que diz a análise do próprio IBGE:
“A taxa de desocupação em setembro de 2013, foi estimada em 5,4% para o conjunto das seis regiões metropolitanas investigadas. Na comparação com agosto (5,3%), a taxa ficou estável. Frente a setembro do ano passado (5,4%), esse indicador também se manteve estável”
Mas uma variação de um, dois, três ou quatro por cento, sim, é muito significativa.
E foi isso o que aconteceu, na mesma pesquisa, com a apuração do rendimento médio (real, descontada a inflação) do trabalhador.
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Subiu 1% em relação a agosto e 2,2% em relação a setembro de 2012.
Crescimento real, repito, considerada a inflação.
Está aí ao lado o gráfico do IBGE.
Isso, uma boa notícia, não foi para nenhuma das manchetes, que colecionei na ilustração acima.
O Brasil, um país ainda pobre e carente, está cheio de más notícias.
Não é preciso “arranjar” desgraça.
Salvo para injetar na cabeça de quem só lê o título que as coisas vão mal, mal e piorando.
Bem, ao menos no nível do jornalismo de economia vão piorando mesmo.
Por: Fernando Brito

FT: Brasil está em pleno processo global de desenvolvimento tecnológico

"O Brasil precisa aceitar a mudança para florescer". Esse é o título de uma das manchetes do jornal inglês especializado em negócios Financial Times, nesta quinta-feira (24/10), e aborda o aumento na produção da indústria de petróleo no país, que está incentivando uma "onda" de pesquisas na área de energia. Como cenário, a reportagem utiliza o Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro, justificando que a sua localização na Baía de Guanabara é estratégica dada a sua finalidade. A matéria explica que nesse local estão as grandiosas descobertas da Petrobras e esses campos em águas profundas são os conhecidos pré-sal, porque estão sob uma camada de cloreto de sódio e são responsáveis pelas inovações no setor da energia.
Segundo o FT, o parque tecnológico da universidade federal no Rio está desempenhando o seu papel, desempenhando software para empresas do ramos petrolíferos e ajudando na exploração das descobertas. "O parque está em vigor há 10 anos. A velocidade de seu desenvolvimento tem sido quase assustadora", comentou ao FT o diretor-executivo do projeto, Maurício Guedes.
Avaliando o fenômeno recente, o FT afirma que como o Brasil é a sexta ou sétima maior economia do mundo, de acordo com a taxa de câmbio, o país quer garantir o seu lugar no ranking das inovações, pesquisa e desenvolvimento, mesmo não sendo capacitado ainda para ser um fabricante ou produtor de commodities. O sucesso, na opinião do veículo, vai depender de como o país vai compensar os altos custos e as mudanças demográficas provenientes da aceleração da produção tecnológica. O jornal informa que o Fórum Econômico Mundial classifica o Brasil na fase final da transição para uma economia desenvolvida, caracterizada pela evolução a partir de um modelo de crescimento eficiente e orientado pela inovação de outros semelhantes. 
O Financial Times destaca que o Brasil tem feito progressos em inovação, pesquisa e desenvolvimento e cita a Embraer, a terceira maior produtora de jatos comerciais do mundo em unidades vendidas, considerando o seu projeto inovador tanto em termos de negócios quanto de produção de aeronaves. O FT elogia a empresa pela iniciativa de trabalhar com a sua cadeia global de fornecimento de compomentes originais, compartilhando também o risco de desenvolvimento de produtos e convidando os fornecedores para participar como parceiros de seus programas. No mesmo contexto, o FT comentou também a experiência bem sucedida da agência de pesquisa agrícola Embrapa, que trouxe para o país a soja da Ásia e o gado da Índia, para superar os problemas gerados pelas duras condições do cerrado e da savana brasileiros.
Reportagem do inglês Financial Times sobre o Brasil
Reportagem do inglês Financial Times sobre o Brasil
Retornando aos comentários sobre a Petrobras e o pré-sal, o jornal enfoca que com a maior parte de sua produção offshore, a estatal está adentrando cada vez mais o oceano em busca de reservas, citando como exemplo o campo de Lula. De acordo com a reportagem, o centro de pesquisa que fica próximo ao Parque Tecnológico do Rio, 227 laboratórios foram instalados no local e desenvolvem pesquisas diversas, desde a tecnologia sísmica para avaliar campos em águas profundas como para os materiais necessários para resistir à produtos químicos corrosivos e às altas temperaturas das jazidas de petróleo.
No setor automotivo, o FT diz que o Brasil é conhecido por inovações importantes. "Não só tem adaptado o uso do motor 'Flex' - capaz de funcionar com etanol ou gasolina -, mas várias empresas têm desenvolvido modelos originais. Chevrolet construiu a minivan Meriva em São Paulo e a Volkswagen criou o pequeno carro Fox especialmente para o Brasil", destaca o texto. No setor on-line, o FT também coloca o país em desenvolvimento, citando o uso do smartphone e do Facebook. "O número de investimentos de capital de risco está aumentando. Baseado em dados de inicialização DealBook Brasil, tecnologia start-ups que aumentou de 45, em 2011, para 79 no ano passado", diz a reportagem.
No final da reportagem, o Financial Times avalia que alguns desafios podem interferir nesse pleno processo de desenvolvimento tecnológico. O jornal destaca um depoimento do consultor americano Nicholas M. Donofrio, do NMD Consulting, sobre a questão. O especialista diz que "um fato importante é que o Brasil precisa organizar-se melhor através de investimentos em infra-estrutura e escolas (...) Não é que o Brasil carece de talento (...) A questão é que você tem isso organizado de uma forma que pode ser colaborativo e multi-disciplinar". A reportagem fornece dados do Fórum Econômico Mundial em termos de inovação, apontando o Brasil no 55o. lugar quanto o índice de competitividade global, em comparação com a China e a Índia, que estão no 32o. e 41o., respectivamente. 

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Os números finais do leilão de Libra

resultado

21 de outubro de 2013 | 16:56

Antes de comentar o resultado do leilão, publico os cálculos das participações do Estado, do consórcio e da Petrobras no rateio do petróleo do campo de Libra, segundo o resultado do leilão.
Prevalece nos cálculos a oferta média do edital, calculada para poços com vazão de 10 mil barris diários e preço do petróleo a 100 dólares o barril.
Receita bruta por barril (A) US$ 100
Royalties (B=15%*A) US$15
Custos de Extração (C)  US$30
Receita líquida (D=A-B-C) US$ 55
Óleo Governo (E=41,65%*D) – US$ 22,91
Óleo Consórcio (F=D-E)  US$ 32,09
Imposto Renda (G=25%*F)   US$ 8,02
CSLL (H=9%*F)   US$ 2,89
Lucro Final do Consórcio (I=F-G-H) US$ 21,18 (30,2%)
Parcela da Petrobras no Lucro do Consórcio (40%) – US$ 12,05
Fatia do Governo s/ dividendos (L=B+E+G+H)  US$ 48,82 (69,8%)
Dividendos governamentais sobre lucro da Petrobras(48%) – US$ 5,76
Fatia do Governo com dividendos da Petrobras – US$ 53,05 (75,79%)
Receita governamental sobre reserva estimada de 10 bilhões de barris = 488,2 bilhões de dólares.
Custo de produção ( equipamentos, pessoal, insumos, dutos, sondas, navios-tanque, etc) – 300 bilhões de dólares.
Lucro do consórcio: 211,8 bilhões de dólares, sendo 120,5 bilhões da Petrobras, dos quais 48% (57,84 bilhões) correspondem a dividendos governamentais.
Já volto para falar do resultado e adianto que tenho certeza de que, se foi bom, não foi o melhor possível. E explico a razão, já, já..
Por: Fernando Brito

LIBRA: DILMA NÃO É PRIVATEIRA NEM STATISTA.

E as duas construíram uma engenharia financeira tão inteligente quanto é sofisticada a engenharia política.

A composição do consórcio vencedor de Libra é uma obra-prima política.

Os Urubólogos neolibeles (*) anunciavam que o leilão seria um fracasso, porque as maiores não se submeteriam ao estatismo insaciável de Dilma, a terrorista (eles não usam a palavra “terrorista”, mas está implícita nesse tipo de argumento).

Outros diziam que ela ia Privatar, como o Príncipe da Privataria.

E afundar a Petrobras na P-55 da Petrobrax.

Como estatista furiosa, se a Shell e a Total, grandes players internacionais se submetem a essa “terrorista” ?

A Shell não é boba.

Há muito tempo ela está no Brasil e há pouco tempo ela se associou à Raizen em projetos de Energia e Logística.

Ela conhece a fera.

E o tamanho do Brasil.

(Quem não conhece é a Urubologia trancafiada no eixo Jardim Botânico, Instituto Millenium (o IPES com botox) e a Casa das Garças, subproduto do Consenso de Washington, financiado com dinheiro dos bancos americanos.)

A Dilma também não é privateira, porque a União – o povo brasileiro -  fica com 41,65% do petróleo extraído em Libra e, desses, a Petrobras ficará com 40% (a Shell com 20%, a Total com 20% e as chinesas com 20%).

Como diz o amigo navegante, os Urubólogos achavam que a Dilma e a Graça iam esperar a chuva cair na horta. 

Iam ficar a ler o PiG (**)…

E as duas construiram uma engenharia financeira tão inteligente quanto é sofisticada a engenharia política.

E Libra é só o começo.

Lula deve estar dando gargalhadas !

E o Dr Getúlio ? 

E Jango ?

E Brizola ?

É uma festa – de lenço vermelho !

Em tempo 
– dizem que a Chevron deu bye-bye ao Cerra. Não quer mais ouvir falar das promessas dele.

Paulo Henrique Amorim



(*) “Neolibelê” é uma singela homenagem deste ansioso blogueiro aos neoliberais brasileiros. Ao mesmo tempo, um reconhecimento sincero ao papel que a “Libelu” trotskista desempenhou na formação de quadros conservadores (e golpistas) de inigualável tenacidade. A Urubóloga Miriam Leitão é o maior expoente brasileiro da Teologia Neolibelê.


(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

AÉCIO FALA MAL DO BRASIL EM NY. COMO FHC E coloca o Banco do Brasil e a Caixa na pedra


Conversa Afiada reproduz texto da Rede Brasil Atual:

AÉCIO REPETE FHC: FALA MAL DO BRASIL NO EXTERIOR E ACENA COM PRIVATARIA NA CAIXA E NO BB


MARCOS OLIVEIRA/AGÊNCIA SENADO


O banqueiro dono do BTG Pacual, André Esteves, não esconde de interlocutores próximos o sonho de arrematar o controle acionário de algum dos grande bancos estatais brasileiros – Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil – caso um governo privatista resolva vendê-los. Não por acaso, junto com seu sócio tucano Pérsio Arida, um dos ícones das polêmicas privatizações no governo FHC, promoveu uma conferência em Nova York sobre investimentos cujo palestrante principal foi Aécio Neves, o pré-candidato tucano que tem defendido toda e qualquer privatização realizada de 1995 a 2002, mesmo a polêmica venda da Vale a preço pífio, subavaliada, e o sistema Telebrás, arrecadando menos do que o valor investido nas teles ainda estatais, para saneá-las.

Aécio, em sua palestra, não chegou a prometer diretamente privatizar a Caixa e o Banco do Brasil, mas não faltaram indiretas quando criticou os governos Lula e Dilma por terem descontinuado pilares da política econômica de FHC e por fazerem o que ele chamou de “intervenção estatal”. Para bom entendedor, meia palavra basta. Afinal, como os dois governos petistas preservaram a estabilidade da moeda no controle da inflação, sobra a interrupção da privatização do controle acionário de empresas estatais estratégicas. 

No setor financeiro, os bancos estatais voltaram a crescer e ganhar fatias de mercado nos governos do PT. Aliás, durante o governo FHC, o “Memorando de Política Econômica”, de 08/03/1999, do Ministério da Fazenda ao Fundo Monetário Internacional (FMI), dizia explicitamente que o plano era deixar o mercado bancário nas mãos dos bancos privados, seja privatizando parcialmente os bancos públicos, seja tornando-os bancos de segunda linha. Felizmente o governo tucano não conseguiu concluir seu plano, pois os bancos públicos foram fundamentais para salvar o Brasil dos efeitos da crise internacional, quando sumiram as linhas de créditos nos bancos privados em 2008. Além disso, sem bancos públicos disputando o mercado também não seria possível baixar significativamente os juros ao consumidor e às empresas, como ocorreu em 2012.

O presidenciável tucano repetiu também um velho costume tucano: falar mal do Brasil no exterior. FHC era useiro e vezeiro nisso. Parece que achava chique.

Aécio, no linguajar tucanês que muitas vezes não tem compromisso com a realidade, disse que “o Brasil se tornou pouco confiável”. Ora, basta olhar o risco-Brasil na era tucana e agora para confirmar que uma declaração destas seria adequada apenas como piada.

O tucano criticou um dos maiores sucessos brasileiros na última década: o crescimento do consumo pela inserção de milhões de brasileiros que saíram da pobreza para ingressar na nova classe média. Criticou também a expansão do crédito, com mais gente tendo acesso a financiamentos, como pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Criticou o que ele chama de “intervencionismo” no setor energético, a renovação negociada da concessão de hidrelétricas tendo como contrapartida a redução na conta de luz, que beneficia não apenas o cidadão em sua residência, mas também a indústria que tem a eletricidade como insumo nos custos de produção. 

O discurso soou como música para especuladores que gostam de ver aquilo que desejam comprar depreciado, para comprar barato. O preocupante é quando trata-se do patrimônio do povo brasileiro e esse discurso vem de um candidato a presidente da República. Certamente capta investidores interessados em financiar candidatos para depois recuperar o investimento feito na campanha eleitoral através de negócios privilegiados com o Estado. Os antecedentes dos cartéis que pagavam propinas a autoridades dos governos tucanos paulistas por contratos no Metrô, inclusive para financiar campanhas do PSDB, delatados pela multinacional Siemens, recomendam cuidado redobrado com esse discurso de Aécio Neves.



Clique aqui para ler “Sinop, o funeral da urubologia. A melhor agricultura do mundo !”

Um petardo nos urubus: faturamento e emprego sobem forte na indústria

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Vocês recordam que os “sabidos” da economia, depois que saiu o resultado do PIB do segundo trimestre, muito acima do que esperavam, reagiram dizendo que o terceiro trimestre ia ser um desastre.
Pois bem, de O Globo, agora há pouco:
“A atividade na indústria mostrou expansão em agosto, segundo pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira. Entre seis analisados, apenas um recuou em agosto na comparação com julho, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI). A CNI destacou, ainda, o crescimento do emprego na indústria em agosto, pela terceira vez seguida. Comparado com o mesmo mês do ano anterior, o indicador tem alta de 2,0%, ritmo de expansão que não acontecia desde 2011.
A queda da utilização da capacidade instalada, única nota dissonante, é reflexo de estoque ainda relativamente alto e, sobretudo, do fato de ainda serem muito contidas as expectativas de bom desempenho futuro da economia.
Fui até a pesquisa e trago os detalhes, transcrevendo:
fatFaturamento real
Faturamento alcança o maior nível do ano
• O faturamento real dessazonalizado cresceu em agosto 3,4% em relação ao mês anterior;
• Com o resultado, o indicador alcançou o maior patamar do ano;
• Em comparação a agosto do ano passado, o faturamento é 1,3% superior.
hotrabHoras trabalhadas na produção
Horas trabalhadas voltam a crescer no mês
• As horas trabalhadas continuam alternando entre queda e crescimento mês a mês;
• Em agosto, o indicador dessazonalizado cresceu 1,3%, em comparação ao mês anterior;
• Esse nível é 1,2% inferior ao observado em agosto de 2012.
empEmprego
Avanço expressivo do emprego em agosto
• Em agosto o emprego dessazonalizado cresceu 0,8% frente ao mês anterior;
• Essa foi a terceira expansão consecutiva do indicador dessazonalizado;
• Indicador é 2,0% maior que em agosto do ano passado.
massalMassa salarial real
Emprego sustenta o crescimento da massa salarial.
• Em agosto, a massa salarial real (dessazonalizada) avançou 0,3%, em comparação ao mês anterior;
• Indicador alcançou o maior nível do ano;
• Em comparação ao mesmo mês do ano anterior, o indicador é 2,9% superior.

Por: Fernando Brito