Número de vagas formais, com carteira assinada, é 111% maior do que o registrado no mesmo mês de 2013, informa o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado hoje pelo Ministério do Trabalho; expectativas de analistas de mercado era de abertura de apenas 110 mil vagas; este é o melhor fevereiro desde 2011; "Em 2014, o emprego não vai diminuir. Pelo contrário, vai garantir a irrigação da nossa economia por muito tempo ainda. Vivemos em pleno emprego", celebrou o ministro Manoel Dias
Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista
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segunda-feira, 17 de março de 2014
terça-feira, 23 de julho de 2013
RETRATO DA 'CRISE': 123 MIL NOVOS EMPREGOS EM JUNHO
Precisamente, foram abertos 123.836 postos formais de trabalho no mês passado, quase 72% a mais do que o volume de maio, que teve saldo positivo de 72.028 empregos; resultado de junho também foi melhor que o do mesmo mês um ano atrás, com 120.440 vagas criadas; dados são do Caged, divulgados nesta terça-feira 23; mídia tradicional não acreditou quando presidente Dilma Rousseff, em abril, rechaçou propostas tresloucadas de cortar empregos como forma de baixar a inflação; "Essa gente está equivocada, não estamos pensando em reduzir empregos", sublinhou; naufraga também agora torcida organizada para apear da Fazenda o ministro Guido Mantega; o que pode ser melhor para uma economia do que criar empregos aos milhares em pleno refluxo global?
23 DE JULHO DE 2013 ÀS 16:28
247 – A criação de empregos formais surpreendeu no mês de junho: foram abertas 123.836 vagas de trabalho, quase 72% a mais do que o volume visto em maio, de 72.028 empregos. O resultado do mês passado também foi melhor do que o visto um ano antes, de 120.440 postos, nos dados sem ajustes, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho nesta terça-feira 23.
Em maio, no último dado disponível, a taxa de desemprego mostrou resistência ao se manter em 5,8%, marcando o quinto mês sem queda, ao mesmo tempo em que o rendimento da população recuou pelo terceiro mês seguido. Entre janeiro e junho passados, foram abertas 826.168 vagas com carteira assinada no País. O mercado de trabalho é um dos principais responsáveis pela sustentação da economia.
Para o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, o resultado do mês mantém a tendência de crescimento do emprego, visto que a geração de vagas no mês supera ligeiramente o registrado em junho do ano passado e o número de empregos do maio desse ano. "Foi um bom resultado para o mês, se considerarmos as condições do emprego no atual momento. A expectativa é que esse comportamento seja a continuidade da trajetória de crescimento", afirmou.
Os baixos índices de desemprego do País são frequentemente destacados pela presidente Dilma Rousseff em seus discursos, que costuma comparar o Brasil com países da Europa, atualmente sob forte crise. Há cerca de dois meses, ela criticou sugestões de analistas econômicos, como o ex-diretor do Banco Central Ilan Goldfajn, que defenderam o desaquecimento do mercado de trabalho como solução para combater a inflação.
"Tem muita gente que fica dizendo por aí que nós temos que reduzir o emprego. 'Ah, tem de desempregar'. Tem muita gente falando isso, muita também não é, é pouca, mas faz barulho. Essa gente está equivocada", declarou Dilma, num discurso feito em abril no Rio Grande do Sul. Em São Paulo, um mês depois, ela defendeu medidas de fortalecimento às pequenas e médias empresas, geradoras de empregos, e reafirmou: "Não estamos pensando em reduzir empregos".
segunda-feira, 22 de julho de 2013
DILMA: APOIO EMPRESARIAL E 100 MIL VAGAS NO CAGED
Antes do encontro com o papa, nesta segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff recebe no Planalto os presidentes da BRF, Abilio Diniz, e da Vale, Murilo Ferreira, que podem confirmar novos investimentos no País; além disso, expectativa para o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) é de abertura de quase 100 mil vagas em junho, segundo economistas; para Chico Lopes, ex-presidente do Banco Central, dados mostram que o PIB deve crescer 4% ao ano e o pessimismo "obsessivo" pode contaminar as expectativas
22 DE JULHO DE 2013 ÀS 10:00
247 – O momento é favorável à oferta de empregos no Brasil. Nesta segunda-feira 22, antes de se encontrar com o papa Francisco no Rio de Janeiro, a presidente Dilma Rousseff recebe no Palácio do Planalto o apoio de dois grandes empresários brasileiros: o diretor-presidente da Vale, Murilo Ferreira, e o presidente dos Conselhos Administrativos dos grupos Pão de Açúcar e BRF, Abilio Diniz. Das reuniões, podem sair promessas de investimentos no Brasil, que consequentemente irão gerar novos empregos.
Além disso, a expectativa para o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) em junho confirma o bom momento de oferta de vagas. Economistas esperam que, no período, houve abertura de quase 100 mil novos postos de trabalho formais – com carteira assinada. O número será divulgado oficialmente nesta semana pelo Ministério do Trabalho. Na última quinta-feira 18, o ministro Manoel Dias confirmou as expectativas ao declarar que foram criados mais de 100 mil empregos no mês passado.
PIB a 4% ao ano
Contrariando as previsões negativas de muitos analistas, o ex-presidente do Banco Central Francisco Lopes anunciou essa semana que espera que o crescimento econômico brasileiro fique em 4% ao ano. Economista PhD por Harvard, Chico Lopes afirma que a previsão é "apenas a constatação de um fato". Os números publicados para o Índice de Atividade do Banco Central (IBC-BR), considerado uma espécie de prévia do PIB, "indicam claramente que no segundo trimestre de 2013 a economia brasileira estava crescendo a ritmo de 4% ao ano". Houve queda de 1,4% do indicador entre abril e maio, mas Lopes argumenta que, na verdade, os dados sugerem aceleração da economia.
Mas então por que esses números repercutiram de forma tão negativa na imprensa, que deu manchetes sugerindo que o País estava novamente a caminho da recessão? Chico Lopes dá seu palpite: "a mídia especializada e a grande maioria dos analistas da economia parecem sofrer atualmente de um pessimismo obsessivo". Ele faz ainda uma conclusão interessante: "a leitura que foi feita dos números do BC configura um caso clássico do que a psicologia cognitiva denomina de viés de confirmação (confirmation bias), que ocorre quando as pessoas só são sensibilizadas por informações que pareçam confirmar suas crenças ou hipóteses, ignorando qualquer evidência em sentido contrário".
As declarações de Chico Lopes foram feitas num artigo publicado na quarta-feira 17 no Valor Econômico, pelo qual ele também afirma que "ninguém pode razoavelmente desejar que o pessimismo de hoje venha a afetar negativamente decisões empresariais de produzir e investir, comprometendo nosso crescimento futuro". Leia abaixo:
O PIB cresce 4% ao anoÉ no mínimo temerário extrair qualquer sinal de direção de movimento com base na observação de um único mês
O título deste texto não é uma piada, nem uma projeção, nem mesmo a expressão de um desejo. É apenas a constatação de um fato: os últimos números publicados para o Índice de Atividade do Banco Central, o IBC-BR, que pode ser considerado uma aproximação em base mensal para o PIB trimestral do IBGE, indicam claramente que no segundo trimestre de 2013 a economia brasileira estava crescendo ao ritmo de 4% ao ano.
Mas espere um momento! Não foram esses números que repercutiram de forma tão negativa na imprensa, sugerindo até que estamos novamente a caminho da recessão? Basta olhar os títulos de algumas das matérias publicadas: Indicador do BC mostra país na rota da recessão; Economia tem maior retração desde 2008; Cada vez mais difícil decolar; Bancos oficiais já prevêem crescimento abaixo de 2%; IBC-BR reforça sinais da lenta perda de gás da economia em 2013; Pibinho de inverno.
Na realidade, a única coisa que fica clara aqui é que a mídia especializada e a grande maioria dos analistas da economia parecem sofrer atualmente de um pessimismo obsessivo. De fato a leitura que foi feita dos números do BC configura um caso clássico do que a psicologia cognitiva denomina de viés de confirmação (confirmation bias), que ocorre quando as pessoas só são sensibilizadas por informações que pareçam confirmar suas crenças ou hipóteses, ignorando qualquer evidência em sentido contrário.
Todo esse pessimismo foi produzido apenas pela observação de que a variação percentual de maio sobre abril do IBC-BR com ajuste sazonal foi de menos 1,4%. Acontece, porém, que essa série de variação mensal tem muito ruído. É no mínimo temerário extrair qualquer sinal de direção de movimento com base na observação de um único mês. Além disso, quando usamos dados mensais a introdução do ajustamento sazonal não aumenta muito o poder informativo de uma observação isolada. No dado mensal o padrão de sazonalidade pode variar muito ao longo do tempo em resposta a uma serie de fatores, como feriados, greves, paralisações ou mudanças institucionais. Sabemos que não existe técnica perfeita de ajuste sazonal, mas com dados mensais as dificuldades ficam ainda maiores.
Se quisermos ter uma ideia precisa do que está acontecendo com uma economia, o caminho mais seguro é trabalhar com variações em doze meses. Mesmo assim uma observação mensal isolada tem que ser vista com cautela. Por exemplo, a variação em doze meses do IBC-BR até maio de 2013 (portanto sobre maio de 2012) foi de 2,28%, mostrando sem dúvida uma desaceleração importante em relação à variação em doze meses de 7,3% até abril. Note-se, porém, que esse excepcional resultado de abril foi simplesmente ignorado tanto pela imprensa como pela maioria dos analistas de economia. Por outro lado, a variação em doze meses de maio significou aceleração em relação às variações de 1,16% até março e de 0,44% até fevereiro. Que direção de movimento estaria sendo sinalizada aqui?
Existe amplo consenso de que a forma mais segura para se analisar o movimento do PIB é usar dados trimestrais. Não é por outra razão que contas nacionais em toda parte são sempre elaboradas em base trimestral, como acontece também com o nosso IBGE. O que então pode ser concluído quando os dados do IBC-BR são transformados por média para uma base trimestral? Se compararmos o trimestre composto pelos meses de março a maio de 2013 com o mesmo período de 2012 obtemos uma variação de 3,74%. Podemos notar também que ao longo do ano essa variação em doze meses calculada para grupos sucessivos de três meses só aumentou: 1,55% até janeiro. 1,71% até fevereiro, 2,86% até março, 3,5% até abril e 3,74% até maio.
Para calcular a variação em doze meses do segundo trimestre de 2013 precisaremos ter também uma estimativa para o IBC-BR de junho. Para ser bem conservador, vamos admitir que o número de junho fique 2,5% abaixo do número de maio, repetindo um comportamento observado em 2012. Isto significa um número de junho 5,6% abaixo do de abril. Nesse caso a variação em doze meses para o PIB do segundo trimestre será de 3,95%. Ou seja, parece grande a probabilidade de que a taxa de crescimento em quatro trimestres do PIB do segundo trimestre fique muito próxima de 4%.
Se isso for também confirmado pelo IBGE (e é difícil imaginar porque não seria), poderemos estar falando de uma variação trimestral na série com ajuste sazonal do PIB superior a 1%, talvez até próxima de 1,5%. Vai ser bem mais difícil sustentar o pessimismo quando esses números forem publicados em agosto. Ainda assim, é importante insistir de imediato numa leitura mais precisa dos dados da economia. Afinal ninguém pode razoavelmente desejar que o pessimismo de hoje venha a afetar negativamente decisões empresariais de produzir e investir, comprometendo nosso crescimento futuro.
Francisco Lafaiete Lopes - PhD por Harvard, sócio da consultoria Macrométrica e ex-presidente do Banco Central (BC).
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quarta-feira, 17 de agosto de 2011
A compulsão da má notícia leva à idiotia
O Estadão de hoje traz uma matéria que é um primor. O cidadão que a escreve tem tanta vontade de mostrar que o Brasil está em crise que tortura a matemática de forma atroz, tentando mostrar que estamos na iminência de uma crise de desemprego.
É óbvio que a geração de 140 mil empregos em julho, divulgada pelo Caged, ontem, poderia ter tido números mais largos. Na verdade, para continuarmos na situação de virtual pleno emprego em que nos encontramos – com taxas abaixo de 7%, fica-se perto da busca de emprego residual provocada pela rotatividade de mão de obra – precisamos criar perto de 200 mil empregos/mês, para alcançar um saldo em torno de 2 milhões por ano de novos postos de trabalho. Portanto, os 140 mil empregos criados em julho ficam abaixo disso, como os números de abril, maio e junho ficaram acima.
Ei, alô, atenção, senhor repórter, cadê a tartaruga?
De janeiro a julho, houve um saldo líquido de 1,59 milhão de contratações. É, apenas, o segundo melhor da história do país. Só perde para 2010, quando foram criados, no período, 1,65 milhão de vagas, E ganha de 2008, antes da crise mundial, que teve, no mesmo intervalo, 1,56 milhão de novos empregos.
O segundo melhor resultado de emprego da história do país pode ser chamado assim?
Mas se o repórter quiser achar uma tartaruga, a gente ajuda.
É só olhar o gráfico ao lado e ver que a tartaruga ficou lá para trás, no Governo Fernando Henrique Cardoso – aquele da “roda presa” – quando, no mesmo mês, a média de criação de empregos, em oito anos, andou na casa de 25 mil vagas a cada mês de julho.
E o exercício da previsão do caos continua, de uma maneira simplória, como se não fosse óbvio que num quadro de crescimento estável a velocidade de crescimento do emprego não pode ser a mesma que num momento de recuperação econômica, assim como o fato de apertar-se menos o acelerador em um carro que vai a 80 km por hora do que quando ele está a 40 não quer dizer que se esteja correndo menos.
O número total de empregos com carteira assinada cresceu 4,43% em relação a dezembro de 2010. Como a população ativa cresceu perto de um quarto deste índice, é óbvio que o emprego subiu.
Que o Estadão torça para o Brasil ficar de roda-presa e empregar menos, a gente até compreende. Mas começar uma matéria dizendo que “o mercado de trabalho perde fôlego no ritmo mais veloz desde o início da crise internacional de 2008″ quando qualquer aluno de ginásio sabe que amargamos um final de 2008 e início de 2009 com saldo negativo de dezenas e até centenas de milhares de empregos, passa dos limites da torcida macabra e chega às fronteiras da idiotia.
É óbvio que a geração de 140 mil empregos em julho, divulgada pelo Caged, ontem, poderia ter tido números mais largos. Na verdade, para continuarmos na situação de virtual pleno emprego em que nos encontramos – com taxas abaixo de 7%, fica-se perto da busca de emprego residual provocada pela rotatividade de mão de obra – precisamos criar perto de 200 mil empregos/mês, para alcançar um saldo em torno de 2 milhões por ano de novos postos de trabalho. Portanto, os 140 mil empregos criados em julho ficam abaixo disso, como os números de abril, maio e junho ficaram acima.
Mas a câmara de torturas estatísticas do Estadão não perdoa.
“Nos últimos cinco meses, a velocidade do crescimento das demissões superou a das contratações, mas, como a geração de vagas mantém vantagem o ano inteiro, o desemprego ainda não é rápido o suficiente para ultrapassar o emprego. Em outras palavras, a criação de vagas de trabalho passou de lebre a tartaruga”.Ei, alô, atenção, senhor repórter, cadê a tartaruga?
De janeiro a julho, houve um saldo líquido de 1,59 milhão de contratações. É, apenas, o segundo melhor da história do país. Só perde para 2010, quando foram criados, no período, 1,65 milhão de vagas, E ganha de 2008, antes da crise mundial, que teve, no mesmo intervalo, 1,56 milhão de novos empregos.
O segundo melhor resultado de emprego da história do país pode ser chamado assim?
Mas se o repórter quiser achar uma tartaruga, a gente ajuda.
É só olhar o gráfico ao lado e ver que a tartaruga ficou lá para trás, no Governo Fernando Henrique Cardoso – aquele da “roda presa” – quando, no mesmo mês, a média de criação de empregos, em oito anos, andou na casa de 25 mil vagas a cada mês de julho.
E o exercício da previsão do caos continua, de uma maneira simplória, como se não fosse óbvio que num quadro de crescimento estável a velocidade de crescimento do emprego não pode ser a mesma que num momento de recuperação econômica, assim como o fato de apertar-se menos o acelerador em um carro que vai a 80 km por hora do que quando ele está a 40 não quer dizer que se esteja correndo menos.
O número total de empregos com carteira assinada cresceu 4,43% em relação a dezembro de 2010. Como a população ativa cresceu perto de um quarto deste índice, é óbvio que o emprego subiu.
Que o Estadão torça para o Brasil ficar de roda-presa e empregar menos, a gente até compreende. Mas começar uma matéria dizendo que “o mercado de trabalho perde fôlego no ritmo mais veloz desde o início da crise internacional de 2008″ quando qualquer aluno de ginásio sabe que amargamos um final de 2008 e início de 2009 com saldo negativo de dezenas e até centenas de milhares de empregos, passa dos limites da torcida macabra e chega às fronteiras da idiotia.
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