Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Discurso duplo sobre organização da Copa irá desmascarar Aécio Neves



Uma das perguntas “difíceis” que o candidato Aécio Neves terá que responder durante a campanha eleitoral, é a seguinte: afinal de contas, a organização da Copa do Mundo de 2014 é ou não é responsabilidade de Dilma Rousseff?

Segundo o candidato a presidente Aécio Neves, as obras da Copa só seriam responsabilidade da adversária petista se, como ele previu, o evento tivesse sido um fiasco no quesito organização. Ao ter sido um sucesso, o tucano agora diz que o mérito é “do povo”.

Aécio e seu partido não podem apagar o que disseram. A Folha de São Paulo de 22 de fevereiro deste ano, por exemplo, reproduziu alegação do senador tucano de que o governo Dilma era responsável pelos “atrasos nas obras de mobilidade urbana para a Copa”.

Contudo, junho chegou e, com ele, a Copa. Não houve fiasco. Muito pelo contrário: o Brasil e o mundo se espantaram com a boa organização de um evento que, durante anos, todos ouviram dizer que fracassaria devido à organização. Por conta disso, Dilma subiu nas pesquisas.

Aécio não falou sozinho sobre a responsabilidade de Dilma na organização da Copa. Por anos, mídia e oposição, em conluio, responsabilizaram o governo federal pelo que viesse a ocorrer durante o evento, em termos de organização.

Como foi dito anteriormente nesta página, essa gente não respeita o povo; julga-o incapaz de pensar e de sequer se lembrar de fatos recentíssimos. É uma aposta alta, como se verá logo adiante.

Agora, Aécio e os órgãos de imprensa que o apoiam tentam confundir a organização da Copa com o resultado devastador que a Seleção brasileira obteve em campo. Capa do jornal O Estado de São Paulo de 10 de julho último afirma, na caradura, que Dilma “tenta” se “descolar” do “fracasso” da Seleção.



Como assim, “Dilma tenta se descolar”? Quer dizer que a presidente da República está “colada” ao “fracasso” da Seleção? Ela, por acaso, é a treinadora da equipe? Foi ela quem escolheu o treinador? Foi ela quem escolheu a direção da CBF?

Matéria do mesmo Estadão afirma, já no título, que “Tucanos avaliam que derrota na Copa anula discurso de petista” – ou seja, de Dilma. Segundo o texto, “Comitê de Aécio acredita que Dilma não poderá mais explorar Mundial” e quer que o “Sucesso extracampo” do evento seja “atribuído ao povo”.

Vamos esmiuçar a expressão “sucesso extracampo”. Significa, por óbvio, sucesso fora do campo. Que sucesso existe “fora do campo”? A organização do evento, claro.

Muito bem: então, pelo menos, Aécio e seu partido já admitem que a organização da Copa, que tanto criticaram, é um sucesso.

A grande pergunta que precisa ser feita ao candidato tucano, portanto, é a seguinte: como essa organização pode ser atribuída agora ao povo se até há pouco o mesmo candidato e seu partido atribuíam ao governo?
A péssima estratégia de Aécio foi comprada pela mídia tucana, que aumentou a aposta. Nesta sexta-feira, outro jornal apoiador de Aécio (a Folha) levou seu discurso torto à primeira página, em manchete principal.



Aécio critica uso da Copa? Sim, critica. Refere-se à organização do evento, pois Dilma tem dito que os pessimistas que previram “caos” agora têm que aplaudir. Mas quando ele disse que haveria esse “caos”, não fez “uso” da Copa?

Esse discurso duplo de Aécio é um suicídio político, mas só se a campanha de Dilma expuser essa contradição. Infelizmente, apesar de o ministro Gilberto Carvalho ter manifestado seu repúdio à cara-de-pau do candidato tucano, não houve uma declaração precisa sobre o que Aécio dizia antes e o que diz agora sobre a organização da Copa.

Contudo, a campanha eleitoral está só começando e os fatos estão amplamente registrados.
É óbvio que essa contradição do candidato tucano a presidente será levantada. Como ele irá explicar que a organização da Copa era responsabilidade de Dilma quando diziam que o evento fracassaria e deixou de ser quando, segundo os tucanos, tornou-se um “sucesso”?

A menos que a campanha de Dilma resolva colaborar com o adversário e deixe de expor o discurso duplo de Aécio sobre a organização da Copa, ele ficará em uma bela sinuca – não terá como responder à questão que este Blog propõe.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Dilma caminha para a “invencibilidade” eleitoral


Ao contrário da leitura que a mídia e até analistas independentes fizeram das recentes pesquisas Ibope e Datafolha sobre a sucessão presidencial, há um coquetel de fatos que sugere que a presidente Dilma Rousseff pode estar caminhando para uma quase “invencibilidade” eleitoral neste ano.
Há que explicar, porém, que essa condição favorável à presidente decorre menos de sua força do que da fraqueza de seus adversários e do desarmamento de uma espécie de “bomba atômica” eleitoral com a qual esses adversários, à direita e à esquerda, contavam para fragilizar sua candidatura.
Antes de tratar dos adversários de Dilma, porém, tratemos da “bomba atômica” em questão.
Como o leitor já pode ter adivinhado, refiro-me aos protestos contra a Copa do Mundo. As pesquisas Ibope e Datafolha divulgadas no fim da semana passada surpreenderam pelo enorme apoio que o evento ainda tem no país apesar dos protestos e de uma desinformação que, aliás, o governo não combate, no âmbito da continuidade de sua fraca estratégia comunicacional.
Há anos que os brasileiros vêm sendo bombardeados com más notícias sobre a realização da Copa de 2014 no país. E, do ano passado para cá, esse bombardeio aumentou exponencialmente graças à colaboração dos protestos de rua. Aliás, de janeiro para cá esses protestos e o noticiário negativo atingiram o paroxismo.
Obras atrasadas que a mídia garante que não ficarão prontas a tempo, valorização midiática de declarações negativas de expoentes da Fifa sobre a organização do evento, alegações falsas sobre os recursos da Copa estarem sendo subtraídos dos orçamentos da Saúde, da Educação etc. Com tudo isso, o apoio à realização da Copa no Brasil ainda é imenso.
É espantoso.
Nesse contexto, vale comentar a discrepância entre as pesquisas Datafolha e Ibope recém-divulgadas. Na primeira, o apoio dos brasileiros ao evento teria caído para 52%; na segunda, esse apoio seria hoje de 58%. Vale notar, aliás, os seis pontos percentuais que separam as duas pesquisas. Isso devido ao mau histórico do Datafolha em anos eleitorais…
Seja como for, o apoio à realização da Copa em nosso país ainda é imenso. Mas não é só. O fato mais positivo para Dilma é a desmoralização não só dos protestos contra o evento, mas dos protestos em geral, dado que o Datafolha detectou na ampla pesquisa que divulgou sobre o apoio ao governo, sobre a corrida eleitoral e sobre a aprovação da Copa e dos protestos.
Segundo a pesquisa Datafolha divulgada na última segunda-feira (24), atualmente só 52% dos brasileiros são favoráveis a protestos em geral, seja contra o que for. Esse apoio já foi de 81%, ao final de junho do ano passado. Mas é sobre os protestos contra a Copa que a população se mostra mais contrária: 63% dos entrevistados são contra e só 32% são a favor.
Dessa maneira, a principal arma da mídia, de Aécio Neves, de Eduardo Campos e de Marina Silva para desgastar Dilma perdeu a força. A violência desses protestos contra a Copa, por mais mal que esteja causando ao país, está ajudando a presidente por desmoralizá-los.
O Datafolha também pesquisou dado cujo resultado comprova o interesse que os candidatos de oposição têm nos protestos contra a Copa. Entre os simpatizantes de Eduardo Campos 59% apoiam esses protestos, entre os simpatizantes de Aécio Neves o apoio é de 58% e entre os simpatizantes de Marina Silva, 63%.
Ou seja: os simpatizantes dos candidatos de oposição estão na contramão do resto do país, que repudia protestos contra a Copa na proporção de 63%.
A “bomba atômica” eleitoral contra Dilma, pois, está praticamente desarmada. E a possibilidade de ser rearmada é pequena.
O movimento #NaoVaiTerCopa e os partidos políticos por trás desse movimento dificilmente deixarão de usar a estratégia black bloc porque sem ela os protestos seriam ignorados. Algumas centenas de pessoas ficariam gritando para ninguém, o que não produziria maiores efeitos eleitorais.
Com a continuidade da violência nesses protestos a rejeição a eles deve subir ainda mais. Isso sem dizer que o envolvimento de partidos na organização desse tipo de ações que tanto vêm revoltando o país vai se tornar cada vez mais evidente, produzindo um efeito político inverso ao pretendido pelos autores dessa jogada político-eleitoral.
Ora, a estratégia black bloc é o que está matando o apoio a protestos de todos os tipos no país. Aliás, essa estratégia está fazendo a sociedade exigir providências das autoridades para coibir esses protestos.
Sem essa “bomba atômica” eleitoral, a situação dos adversários de Dilma piora muito. Apesar de a mídia ter destacado uma estagnação da melhora da aprovação do governo ou uma piora quase dentro da margem de erro, Aécio Neves e Eduardo Campos estão muito mal na foto.
No caso de Aécio e do PSDB os escândalos envolvendo esse partido em São Paulo e, sobretudo, a situação do agora ex-deputado Eduardo Azeredo, correligionário próximo do pré-candidato tucano, produzem falta de condições de esse grupo político conseguir da sociedade confiança para “mudanças” que dizem que estaria querendo.
Aliás, o péssimo desempenho do governo do PSDB em São Paulo, envolvido em sucessivos escândalos referentes a trens e metrô, desautorizam Aécio a se apresentar como o arauto de “mudanças”.
No caso de Eduardo Campos, o oportunismo de seu partido ao deixar a base de apoio a Dilma só às portas da sucessão presidencial após ter ficado ao lado do PT ao longo de todo o governo Lula e de quase todo o primeiro governo Dilma, dispensa maiores comentários.
Quanto a Marina Silva, seu filme se queimou inapelavelmente com o adesismo a Campos e com a rejeição da criação de seu partido.
Sim, a situação piorou para Dilma de meados do ano passado para cá. Não está recuperando a aprovação de que desfrutava antes das “jornadas de junho”. Mas, diante dos adversários pífios que estão postos, suas condições de se reeleger, seja no primeiro turno ou no segundo, são imensas. Beirando a “invencibilidade”.

domingo, 16 de junho de 2013

VAIA REVELA APENAS A DESELEGÂNCIA DA ELITE

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A bomba que vai estourar no colo de Teixeira

por Luiz Carlos Azenha
No livro Privataria Tucana, Amaury Ribeiro Jr. faz menção às investigações feitas por ele sobre a fortuna do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, a partir de documentos públicos referentes ao cartola, obtidos na Junta Comercial e em cartórios do Rio de Janeiro. É curioso como quem tem experiência na investigação de lavagem de dinheiro bate o olho na papelada e logo monta o quebra-cabeças.
A empresa RLJ Participações (R de Ricardo, L de Lúcia e J de João, presumimos) foi montada em maio de 1992. É muito importante ficar de olho nas datas. Notem como é curioso: quando a empresa foi formada aparecem como testemunhas o advogado Alberto Ferreira da Costa (que não assina) e Guilherme Terra Teixeira (irmão de Ricardo Teixeira):

Em 29 de julho de 1992, em Vaduz, Liechtenstein, quem é que recebe procuração para assinar pela Sanud no Brasil? Sim, o Alberto Ferreira da Costa, que aparece como testemunha no ato de formação da RLJ. Em tese, a Sanud era uma empresa investidora no Brasil. Fica um claro ar de arranjo:


Aqui ficamos sabendo, também, que a Sanud surgiu em 7 de novembro de 1990 e que quem assina por ela em Liechtenstein é o dr. Alex Wiederkehr, advogado criador de empresas que funcionam em uma caixa postal e servem de fachada para lavar dinheiro de origem suspeita ou desconhecida das autoridades.
Em seguida, a Sanud se torna sócia da RLJ no Brasil, mais precisamente em 28 de setembro de 1992.

Fast forward para 06/10/1994, na mais recente mudança societária registrada na Junta Comercial do Rio de Janeiro: quem assina pela Sanud é o irmão de Teixeira, aquele que lá atrás testemunhou o nascimento da RLJ Participações.
Nada disso é novidade — ou pelo menos não deveria ser — para investigadores ou jornalistas brasileiros.
Uma das CPIs que investigaram a CBF já tinha sentido o cheiro de lavanderia: a Sanud fez empréstimos à RLJ, registrados pelo Conselho de Controle das Atividades Financeiras (COAF), órgão ligado ao Ministério da Fazenda. Mas a RLJ nunca pagou de volta!
A novidade é que, quando a rede BBC denunciou Teixeira e João Havelange como destinatários da propina da International Sports Marketing (ISL), empresa que pagou para garantir contratos lucrativos com a FIFA, a emissora britânica teve acesso à lista com valores e datas dos pagamentos.
E quando foi o primeiro pagamento da ISL à Sanud, de 1 milhão de dólares?
10 de agosto de 1992.
Ou seja:
16 de maio de 1992, formada a RLJ;
29 de julho de 1992, Sanud passa procuração para Alberto Ferreira da Costa em Vaduz, já prevendo que a Sanud se tornaria sócia da RLJ Participações no Brasil;
10 de agosto de 1992, Sanud recebe a primeira propina listada pela ISL;
28 de setembro de 1992, Sanud se torna sócia da RLJ.
Também tivemos acesso à lista e fica claro que, à medida em que a Sanud recebia mais e mais dinheiro de propina lá fora, os investimentos da RLJ cresciam e cresciam no Brasil
O propinoduto da ISL foi documentado por um juiz-investigador da Suiça. A papelada foi trancafiada numa corte de Zug. Advogados de Teixeira e Havelange bloquearam a divulgação. Várias empresas jornalísticas querem acesso à papelada e estão tentando isso por via judicial.
O repórter Andrew Jennings, que fez a denúncia na BBC, acha que a FIFA está sob pressão de quem interessa… dos grandes patrocinadores, que não querem associar suas marcas a uma entidade agora conhecida por toda sorte de falcatruas. Isso sem falar na pressão política de governos como o da Inglaterra, que se julgou lesada ao perder o direito de sediar a Copa.
A rede de proteção de Havelange e Teixeira, lá fora, está se rompendo, como demonstra a decisão de Havelange de se afastar do Comitê Olímpico Internacional (COI) antes que fosse saído.
Mas, voltando aos documentos exibidos acima — que, repito, já são de conhecimento até do mundo mineral — o Amaury costuma ensinar que há quatro indícios claríssimos de lavagem de dinheiro: empréstimos ou investimentos vindos do Exterior, sem que a origem seja conhecida; o uso de parentes nos negócios relacionados aos ” investimentos” (no caso de Teixeira, o irmão, o filho e o sobrinho); empresas que recebem grandes quantias mas dão prejuízo (caso da RLJ, que gastou um montão de dinheiro sem dar retorno); sinais exteriores de riqueza.
O surpreendente, mesmo, é que Teixeira e a CBF tenham sido alvo de duas CPIs no Congresso — ambas resultaram em relatórios incriminadores — e que a gente continue falando sobre o mesmo assunto mais de uma década depois, sem maiores consequências.
Leia também:
CartaCapital: “Serra sempre teve do que seria publicado”
Doutor Escuta: Um dos capítulos do livro de Amaury Ribeiro Jr.
Na campanha: Fogo amigo, no PT e no PSDB
A bomba que vai estourar no colo de Teixeira
Assista aqui a série de reportagens sobre Ricardo Teixeira mencionada no livro
O Brasil Privatizado, de Aloysio Biondi

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Coronel Teixeira devia ser algemado ao sair do Congresso

Mais uma do coronel Teixeirão e seu jagunço
Getty Images
A arrogância de Ricardo Teixeira está se tornando um insulto ao povo brasileiro. Dizer, em depoimento na Câmara, que o Congresso não deve se preocupar com a soberania nacional diante do "evento único" que é a Copa do Mundo é pra ele sair do plenário algemado.
Esse tipo de pensamento é típico de quem sempre viveu fora da lei. Não por acaso, esse senhor responde a dezenas de acusações de tráfico de influência, suborno, chantagem, corrupção e desvio de dinheiro público. É um gângster, nunca é demais repetir.
Mesmo escanteado e humilhado pela presidente Dilma, não perde a pose de senhor de engenho. Ou cangaceiro, usando uma palavra mais adequada aos seus modos.
Ao lado do secretário-geral Jérôme Valcke, outro jagunço da Fifa, o coronel Teixeirão sustenta com petulância seu discurso truculento. Estão pouco se lixando se os interesses do país vão ser aviltados apenas para garantir os lucros indecentes da "entidade máxima" do futebol mundial.
O Brasil vai torrar R$ 70 bilhões em "investimentos" para viabilizar os US$ 4 bilhões que a Fifa vai embolsar com esse "único evento". E ainda ficam, os capitães do mato, dando chibatadas nas nossas leis, governantes e torcedores.
É um verdadeiro bando tomando de assalto um país. Mereciam ser deportados a pontapés. Aí, sim, eles aprenderiam o que é soberania nacional.
Poderá também gostar de:
Em relação a polêmica da "meia-entrada", Jérôme Valcke sugeriu a criação 
de uma categoria especial, a categoria 4 com ingresso a preço popular
(Foto: Leonardo Prado/ Agência Câmara)
Secretário da Fifa afirma que outros países abriram brechas e autorizaram a venda de cerveja nos estádio durante os jogos. Ele pede que Brasil faça o mesmo.
Em audiência pública na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (8), o secretário-geral da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Jérôme Valcke, admitiu que a Fifa "não gosta" da ideia de meia-entrada, mas disse que é um problema técnico e não financeiro. Ele admitiu que há possibilidade de ingresso "popular", sugerindo uma categoria especial que teria direito a ingressos a US$ 25 (cerca de R$ 43).
Valcke afirmou que a possibilidade foi discutida em conversa que teve com a presidente Dilma Rousseff para discutir o projeto da Lei Geral da Copa de 2014. Na ocasião, ele disse ter concordado com uma reivindicação da presidente, que era a meia-entrada para maiores de 60 anos, em respeito ao Estatuto do Idoso. Valcke afirmou que a Fifa não quer mexer em leis nacionais. Por isso, ele sugeriu a criação da categoria especial (chamada categoria 4).
A ideia é separar 10% dos ingressos a essa categoria, da qual fariam parte idosos e estudantes. O secretário-geral advertiu, entretanto, que será preciso encontrar uma forma de esses ingressos com preços mais baixos não serem comprados por cambistas nem por pessoas que possam pagar o preço normal. Já o ministro Aldo Rebelo afirmou que não há nenhum impasse que não possa ser resolvido com negociações.
Comércio de cerveja
Sobre a polêmica em abrir ou não uma brecha para venda de cerveja nos estádios durante a Copa, já que no Brasil é proibido, Valcke afirmou que até na Rússia e no Catar, países em que a venda de bebida alcoólica é rigorosamente proibida em estádios, houve uma exceção para a Fifa. “Foi considerado que a Copa é um evento particular e que excepcionalmente o álcool seria comercializado nos estádios”, afirmou.
“Temos esse acordo com nossa parceira Budweiser, de venda de álcool controlada nos estádios. A venda controlada significa, por exemplo, que a cerveja é vendida em copos de plástico e não em garrafas ou latas, que podem ser utilizadas como armas”, disse ele.
Ambulantes
Valcke disse que a Fifa não vai interferir no comércio de ambulantes nas proximidades dos estádios. Ele explicou que haverá um perímetro de segurança de aproximadamente um quilômetro em torno dos estádios, no qual as marcas dos patrocinadores da Copa serão protegidas. Entretanto, segundo ele, essa regra se aplica a empresas e não a vendedores ambulantes.
 

domingo, 16 de outubro de 2011

PF investiga suborno de testemunha de acusação, do mesmo esquema que acusa Orlando Silva.

Jaqueline Roriz, Weslian e Joaquim Roriz.
Campanha acusada de tentar subornar falsa testemunha por R$ 200 mil

Para se ver o quanto a Revista Veja está se fiando em fontes corruptas e barra pesada, daquelas que não dá para confiar denúncias apenas na lábia, é bom relembrar esse episódio de 2010:

O ex-policial João Dias Ferreira e o contador Miguel Santos Souza foram presos em abril de 2010 pela Polícia Civil do Distrito Federal, por causa de um esquema para fraudar convênios junto ao Ministério do Esporte.

Hoje, João Dias Ferreira faz denúncias contra o ministro dos esportes, Orlando Silva, na revista Veja, na lábia, sem apresentar provas.

Em 2010, o contador Miguel Santos Souza recebeu oferta de R$ 200 mil do advogado Clauber Madureira Guedes da Silva, para fazer uma denúncia falsa dizendo que teria visto Agnelo Queiroz (PT/DF) manuseando dinheiro (coisa muito semelhante à denúncia que apareceu na revista Veja, agora contra Orlando Silva).

Era campanha eleitoral e disputavam o governo do Distrito Federal Agnelo Queiroz (PT) e Weslian Roriz (PSC), mulher de Joaquim Roriz (ele estava impedido de se candidatar pela Justiça Eleitoral, devido à ficha suja).

No dia 15 de setembro de 2010, o contador Miguel prestou depoimento aos policiais civis e entregou uma gravação com 34 minutos de conversa com o advogado Clauber.

Eis alguns trechos transcritos da gravação:

Trecho 1
Advogado — Você não vai assumir nada. Vai simplesmente dizer que viu, sim.

Miguel — Mas viu o quê?

Advogado — Viu o Agnelo (inaudível) manuseando dinheiro.

Miguel — Manuseando dinheiro?

Advogado — É.

Trecho 2
Miguel — Eu quero saber o que que é pra mim fazer (sic) e o que que eu vou receber por isso, o que que eu vou ganhar com isso, né? Isso que eu preciso saber. Porque tudo tem seu preço, né?

Advogado — Lógico.

Miguel — Eu preciso saber o que que é mesmo e tal.

Advogado — O combinado é aquilo que a gente conversou. É aquilo mesmo.

Miguel — Aquilo seria o quê? Você falou R$ 200 mil mais um cargo no primeiro escalão. É no primeiro escalão, no segundo? E como é que eu vou ter certeza que eu vou receber esse dinheiro?

Advogado — Na mão.

Trecho 3
Miguel — Me diz uma coisa, já que a gente está confiando um no outro, eu tô confiando em você… Da onde é que vem mesmo esse dinheiro? Quem é que vai pagar? Só para mim me situar, para mim ter uma ideia, entendeu? É o Roriz? É o pessoal dele? O coordenador de campanha? Quem é?

Advogado — O pessoal dos coordenadores de campanha.

Agnelo, ao ficar sabendo, deu queixa à Polícia Federal, que abriu investigação sobre o caso.

A OAB-DF instaurou processo disciplinar-ético, para apurar a conduta do advogado:



(Do arquivo do Correio Braziliense)

O novo (?) delírio golpista


Você acredita que, em pleno século XXI, com o Brasil atravessando o melhor momento econômico e social de sua história, as forças político-ideológicas que, a serviço da elite branca, já deram golpes de Estado teriam coragem de sabotar o país e depois subjugá-lo a fim de interromper a ascensão social da maioria morena e pobre que começa a ocupar postos de trabalho, vagas nas universidades e até a morar nos bairros de brancos ricos?
A quase totalidade da população brasileira, essa nação de quase duzentos milhões de habitantes, está preocupada hoje apenas em colher os frutos de um processo de desenvolvimento jamais visto aqui. Nunca antes na história deste país ele cresceu e distribuiu renda e oportunidades por tanto tempo seguido. Agora, o povo acha que chegou a sua vez. Como derrotar um partido que é visto pela maioria como autor do novo Brasil?
Na opinião deste blog, as forças progressistas – que incluem todos aqueles que querem que o Brasil deixe de ser uma fazendona com uma imensa Casa Grande habitada por um grupelho ínfimo de famílias brancas de descendência indo-européia e uma vasta Senzala ocupada por 9/10 da população – têm o dever de avaliar com responsabilidade o risco que este blog vê no atual quadro político brasileiro.
Pouco importa que você ache que não há clima para o bom e velho golpismo tupiniquim tendo o Brasil chegado ao atual estágio de importância internacional a que chegou. Diante da tragédia que seria a existência de um plano para abortar o processo de distribuição de renda e de oportunidades em um país marcado pela concentração de renda e pela falta de oportunidades para a maioria afrodescente, todo democrata tem obrigação de parar e pensar.
Recentemente, a politóloga americana Frances Hagopian, estudiosa dos partidos políticos brasileiros, situou o PSDB na centro-direita do espectro ideológico, ou seja, como representante da classe social diminuta, branca e abastada que há quase meio século exigiu e obteve um golpe de Estado a fim de impedir medidas que visavam inclusão social.
Não há muita dúvida, entre os estudiosos da política brasileira, de que o espectro político e ideológico brasileiro divide-se hoje em três grupos: um grupo social-democrata, um grupo democrata-cristão e um terceiro e amplamente minoritário grupo de esquerda radical que vê os outros dois grupos como seus inimigos, mas que acaba se unindo episodicamente à direita por seu adversário de centro-esquerda estar no poder.
O PT lidera uma coalizão de centro-esquerda que abriga legendas de aluguel de direita e até de extrema-direita que se submeteram ao programa social-democrata para não perderem completamente as tetas do Estado. Essa é a grande janela de oportunidade que a direita convicta e representante de classe vê para tentar retomar o poder, pois sabe que são partidos que aderem ao poder, seja ele exercido por quem for, para continuarem pilhando o Estado.
Partidos aliados ao PT como o PP de Jair Bolsonaro e Paulo Maluf representam a garantia petista à elite de que não haverá mudanças bruscas. Além disso, acabam se somando ao governo social-democrata em votações no Congresso. Todavia, são partidos cuja corrupção sempre foi e sempre será parte do próprio DNA e constitui, portanto, um manancial de objetos para denúncias.
Como a elite branca e conservadora sabe que, pela via eleitoral convencional, dificilmente voltará ao poder tão cedo, pode ter optado por um “atalho” político – entenda-se tornar-se a única opção eleitoral após a completa destruição dos adversários. E indícios de que esse pode ser seu plano, não faltam.
O processo eleitoral de 2010 foi assustador.  E o que assustou foi a direita político-partidária e midiática ter ressuscitado o que havia de mais reacionário no Brasil – os preconceitos raciais, sexuais, regionais e ideológicos todos vieram à tona e não saíram mais da agenda nacional. Desde então, o país começou a travar uma guerra incessante contra o preconceito.
Já no dia da eleição em segundo turno, ano passado, a internet viu espalhar-se uma revolta de setores da classe média branca do Sul e do Sudeste contra “nordestinos” que teriam sido os “responsáveis” pela vitória de Dilma Rousseff, apesar de ela ter vencido também no Sudeste. Dali em diante, não há mês em que não sobrevenham notícias de casos de racismo, homofobia e ódio de classe, de tudo que representa o ideário conservador.
Esse soerguimento do preconceito é um fenômeno recente. Não existia antes do processo eleitoral de 2010, apesar de o ideário preconceituoso sempre ter estado lá. Contudo, era dissimulado. Não saía à luz do dia. Resumia-se aos convescotes da elite.
Enquanto a artilharia político-midiático-partidária contra o governo Dilma resumia-se aos escândalos forjados pela direita ideológica que infernizou o governo Lula, achava-se que o golpismo poderia ser contido. Todavia, após nove anos fora do poder, a direita parece querer ir mais longe.
No sábado, o blogueiro Emerson Luis, do blog Nas Retinas, terminou um trabalho que este blog iniciou na semana passada ao cobrir a versão paulistana das “marchas contra a corrupção” que saíram pelas ruas do país no último dia 12 de outubro.  Emerson identificou o DNA tucano nas tais marchas, as convocações daquela militância do PSDB que este blog encontrou e entrevistou durante a manifestação paulistana da última quarta-feira.
Em seguida, para oferecer “alimento” para outras “marchas” que estão sendo programadas para o mês que vem, a direita midiática acaba de forjar novo “escândalo” que, apesar de ter sido construído sobre vento, será um prato cheio para essas novas manifestações “contra a corrupção” organizadas pelo PSDB, o terceiro partido com mais cassações de parlamentares por corrupção, segundo o TSE, superado apenas por PMDB (2º lugar) e pelo DEM (o campeão).
Nessa equação antidemocrática não poderia faltar a boa e velha Igreja Católica, que aqui, em Honduras, no Chile, na Argentina e em todo o resto da América Latina sempre esteve de braços dados com o golpismo de direita. Essa ingerência da religião na política brasileira, após ter ajudado a atirar este país em uma ditadura de vinte anos, parece que volta à cena, até porque a Igreja Católica identifica neste governo estímulo ao crescimento das igrejas evangélicas, que vêm fazendo minguar o “rebanho” católico.
Agora, a última reportagem de capa da revista Veja e reportagem que o programa global Fantástico leva ao ar neste domingo (15 de outubro) contra o ministério dos Esportes denunciam um plano que seria a cereja do bolo dos delírios golpistas da direita nacional: enfurecer a sociedade contra o governo Dilma fazendo o Brasil deixar de ser a sede da Copa do Mundo de 2014.
Alguém consegue imaginar meio mais adequado para derrubar – mesmo que por impeachment – o governo Dilma do que fazer o Brasil não ser mais a sede da próxima Copa do Mundo? Se isso ocorresse por conta de constrangimentos ao governo do país que, então, estaria sob denúncias de corrupção, seria a destruição final e eterna do PT e o início de um reinado de mil anos da direita. Este povo ficaria furioso.
Você não precisa acreditar nessa hipótese para abrir os olhos. Por mais que ache que é um exagero, como cidadão e democrata tem o dever de refletir. É o país dos seus filhos e netos que está em jogo. O processo de distribuição de renda e de oportunidades em curso hoje no Brasil interessa a todos, menos ao topo da pirâmide social que durante cinco séculos manteve a massa a pão e água enquanto nadava em uma riqueza usurpada.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Oposição e jn apostam no fracasso da Copa. Cadê a Ley de Medios ?


No Maracanã, tudo bem. Se o jn concordar
No jornal nacional de hoje (é caixa baixa, mesmo, revisor) há extensa reportagem sobre o fracasso da Copa no Brasil.

Trata de uma pesquisa do IPEA que localiza atraso em 10 dos 13 aeroportos de cidades que serão sede de jogos da Copa.

O IPEA é sério.

O jn, não.

Não ouve o “outro lado”, como diz a Folha (*), especialista em falsas equivalências, como diz o Paul Krugman.

A Infraero, responsável pelas obras não fala.

O Ministro dos Transportes não fala.

A agência designada para coordenar as obras da Copa não fala.

Só quem fala são o jn e o técnico do IPEA, que entende muito do que acontece hoje, mas não sabe avaliar o que vai acontecer na Copa.

O site Amigos do Presidente Lula revela que o programa do PSDB no horário eleitoral vai atacar o Governo com o atraso das obras nos aeroportos.

Essa é a batalha anunciada.

O PiG (**) e a Oposição (eles são como a corda e a caçamba) vão dizer que a Copa é um fracasso.

Não importa o que acontecer.

De futebol todo brasileiro entende.

É uma aposta alta.

Derrotar a Dilma em 2014 com finger de aeroporto é um desafio para quem quer que o pobre exploda.

Mas, é uma aposta que pode render frutos.

Com o apoio do PiG (**).

Como foi no “caosaéreo”, quando PiG (**) demonstrou que o Lula não ligou o transponder do Legacy e não puxou o freio do Airbus da TAM, em Congonhas.

A oposição não tem o que dizer.

Tem que apostar no fracasso.

No quanto pior, melhor.

É do jogo.

A JK de saias que bote a rapaziada para trabalhar.

Quem manda não ter uma Ley de Medios, para botar a Infraero e o Ministro dos Transportes para falar !
Clique aqui para ler “Parlamentares do PSOL defendem a Ley de Medios – e o PT ? E o PC do B? E o PSB ? Cadê a base do Governo ? Têm medo da Globo ?”
Em tempo: às 21h30 desta quinta-feira o PSDB deu sequência à reportagem do jornal nacional.  Um comercial de televisão, localizado num aeroporto, mostra um jovem a dizer que os aeroportos da Copa estão todos atrasados e ninguém faz nada. Casal 45 e partido 45, tudo a ver!




Paulo Henrique Amorim



(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.