Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista
Mostrando postagens com marcador obras do metro SP. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador obras do metro SP. Mostrar todas as postagens

sábado, 3 de março de 2012

SERRA ESTREIA SEU HORÁRIO ELEITORAL

O CANDIDATO ARESTOSO: "Serra historicamente é sinônimo de desagregação do PSDB nacional, estadual e municipal", vocifera João Câmara,primeiro vice-presidente municipal do partido em SP" (leia a coluna de Maria Inês Nassif, editora de Política de Carta Maior; nesta pág)
A estreia do horário eleitoral de Serra aconteceu no telejornal do apresentador que se notabilizou por ofender garis. Foi um bate bola entre amigos. Pelota erguida, Serra disparou algo como: 'o problema principal do governo Dilma é que as obras não deslancham...'. Naturalmente, ao interlocutor amistoso não ocorreu recolocar a bola no campo municipal e quem sabe arguir o convidado sobre a grande obra de impermeabilização das  margens do Tietê, por exemplo. Colosso do ambientalismo bandeirante, cometido durante a passagem do tucano pelo governo do Estado, a obra deslanchou criticada por nove entre dez especialistas em drenagem e urbanismo.Pronta, confirmou-se um fiasco técnico e conceitual. Perto disso, a infração de quem se considera um craque em Brasil mas troca o nome do país, é ato falho menor. A 'entrevista' feita de passes curtos e salamaleques  franqueados às espinhas lubrificadas de anti-petismo, antecipou a disposição midiática de ocultar o que quer que seja da ruinosa  herança de oito anos da dupla Kassab/Serra na capital, nem que chova canivete. Ou pedaços de viadutos, o que tem acontecido literalmente, com a regularidade alarmante dos eventos que anunciam uma dinâmica, não uma exceção. Quase simultaneamente à tertúlia desta semana na TV, despencava mais um pedaço de concreto de uma das 270 pontes e passarelas de uma capital, literalmente caindo aos pedaços por conta de obras e manutenção que 'não deslancham'. Mas a mídia não chia, nem associa o desgoverno à imagem 'operosa' com a qual seu candidato se vende com a sua anuência obsequiosa. (LEIA MAIS AQUI) 

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Oposição e jn apostam no fracasso da Copa. Cadê a Ley de Medios ?


No Maracanã, tudo bem. Se o jn concordar
No jornal nacional de hoje (é caixa baixa, mesmo, revisor) há extensa reportagem sobre o fracasso da Copa no Brasil.

Trata de uma pesquisa do IPEA que localiza atraso em 10 dos 13 aeroportos de cidades que serão sede de jogos da Copa.

O IPEA é sério.

O jn, não.

Não ouve o “outro lado”, como diz a Folha (*), especialista em falsas equivalências, como diz o Paul Krugman.

A Infraero, responsável pelas obras não fala.

O Ministro dos Transportes não fala.

A agência designada para coordenar as obras da Copa não fala.

Só quem fala são o jn e o técnico do IPEA, que entende muito do que acontece hoje, mas não sabe avaliar o que vai acontecer na Copa.

O site Amigos do Presidente Lula revela que o programa do PSDB no horário eleitoral vai atacar o Governo com o atraso das obras nos aeroportos.

Essa é a batalha anunciada.

O PiG (**) e a Oposição (eles são como a corda e a caçamba) vão dizer que a Copa é um fracasso.

Não importa o que acontecer.

De futebol todo brasileiro entende.

É uma aposta alta.

Derrotar a Dilma em 2014 com finger de aeroporto é um desafio para quem quer que o pobre exploda.

Mas, é uma aposta que pode render frutos.

Com o apoio do PiG (**).

Como foi no “caosaéreo”, quando PiG (**) demonstrou que o Lula não ligou o transponder do Legacy e não puxou o freio do Airbus da TAM, em Congonhas.

A oposição não tem o que dizer.

Tem que apostar no fracasso.

No quanto pior, melhor.

É do jogo.

A JK de saias que bote a rapaziada para trabalhar.

Quem manda não ter uma Ley de Medios, para botar a Infraero e o Ministro dos Transportes para falar !
Clique aqui para ler “Parlamentares do PSOL defendem a Ley de Medios – e o PT ? E o PC do B? E o PSB ? Cadê a base do Governo ? Têm medo da Globo ?”
Em tempo: às 21h30 desta quinta-feira o PSDB deu sequência à reportagem do jornal nacional.  Um comercial de televisão, localizado num aeroporto, mostra um jovem a dizer que os aeroportos da Copa estão todos atrasados e ninguém faz nada. Casal 45 e partido 45, tudo a ver!




Paulo Henrique Amorim



(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Presidenta acaba com o gato na construção pesada





O fim dos “gatos” na intermediação de mão de obra na construção civil brasileira


Os agenciadores de mão de obra — conhecidos como “gatos” — que atuam em maior escala no segmento da construção civil estão com os dias contados. Para isso, o governo deverá estruturar as agências do Sistema Nacional de Emprego (SINE), braço do Ministério do Trabalho e Emprego, a quem caberá a oferta de vagas para os trabalhadores que buscam oportunidades neste segmento da economia nacional. Este foi um dos itens acertados, nesta quinta-feira (30/3), durante reunião com lideranças das seis centrais sindicais dos trabalhadores e representantes da indústria da construção intermediada pela Secretaria-Geral da Presidência da República, no Palácio do Planalto.


“A reunião que aconteceu hoje pela manhã teve dois pontos importantes: o fim dos gatos e a questão da qualificação profissional. Além disso, deixamos para os empregadores uma pauta composta de 15 ítens”, informou o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique.


De acordo com o líder sindical, esta questão deve valer para todas as obras em curso no país, sejam do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ou empreendimentos privados. Artur Henrique explicou que muitas cidades estão recebendo milhares de trabalhadores e não se encontram devidamente preparadas. Ele disse que apenas o município de Jaci Paraná, no estado de Rondônia, que fica a 30 quilômetros do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Jirau, viveu a expansão da oferta de emprego e não estava preparado para receber cerca de 25 mil operários.


As mobilizações dos trabalhadores em Jirau e na Usina Hidrelétrica Santo Antônio, obras em curso no rio Madeira, também foram tratadas na reunião que aconteceu no Palácio do Planalto. Segundo o presidente da CUT, o impasse no canteiro da usina Santo Antônio está próximo de ser resolvido. No encontro com representantes da Odebrecht foi oferecido aumento salarial de 5% a título de antecipação do dissídio previsto para maio; aumento da cesta básica de R$ 110,00 para R$ 132,00; volta para casa a cada três meses de trabalho com ônus para o consórcio Santo Antônio em passagens de avião e ônibus (quando necessário); opções de outros planos de saúde e mudança do cartão BIG Card, já que o comércio cobra ágio de 20% na utilização deste cartão.


“Teremos assembleia amanhã (1/4) ou na segunda-feira (4/4) com indicativo para o fim da greve”, explicou o presidente da CUT.


Já a solução para a paralisação no canteiro da Usina de Jirau, segundo o sindicalista, vai demorar a acontecer. Artur Henrique disse que na tarde desta quinta-feira (31/3) acontece uma reunião em Porto Velho (RO) para estabelecer um canal de negociação entre os operários e a empresa que toca as obras. Lá houve conflito com destruição de alojamentos e restaurantes.


Mais cedo, o vice-presidente da Força Sindical, Miguel Torres, ao deixar o Palácio do Planalto, acusou práticas de torturas no canteiro de obras da Usina São Domingos, em Águas Claras, Mato Grosso do Sul. Torres mostrou fotos de supostos trabalhadores agredidos. Além disso, o sindicalista informou que existe atrito entre trabalhadores e seguranças de Jirau; o mesmo foi apontado pelo presidente da CUT. Ambos querem que o consórcio “pare com o empurra empurra”.


Uma outra reunião, no Palácio do Planalto, ficou agendada para o dia 14 de abril. Para os sindicalistas a expectativa é de novos avanços nas próximas semanas.


O PiG (*) saudou com entusiasmo o protesto dos trabalhadores nessas obras pesadas.
Saudaram o “empacamento” do PAC, como gosta de dizer o Globo.
(Por falar em Globo, leia aqui o editorial que o Globo escreveu no dia seguinte ao Golpe militar de 1964)
Vamos ver agora se o PiG se entusiasma com o fim do problema.
O que a Presidenta fez nesta reunião foi levar a CLT do Dr Getúlio ao canteiro de obras das empreiteiras brasileiras.
Elas são muito competentes.
Mas, no caso das relações trabalhistas, vivem na República Velha.
Ou melhor, reproduzem as condições que os faraós ofereciam aos trabalhadores das pirâmides do Egito.
Terão que se submeter agora a um “aggiornamento”.

Paulo Henrique Amoirm


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Landro Fortes: turma do Serra desvia R$ 400 milhões em SP



Auditoria comprova sumiço de recursos federais em SP



Por Leandro Fortes

Quando assumir, pela terceira vez, o governo do estado de São Paulo em 1º de janeiro de 2011, o tucano Geraldo Alckmin terá que prestar contas de um sumiço milionário de recursos federais do Ministério da Saúde dimensionado, em março passado, pelo Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus). O dinheiro, quase 400 milhões de reais, deveria ter sido usado para garantir remédios de graça para 40 milhões de cidadãos, mas desapareceu na contabilidade dos governos do PSDB nos últimos 10 anos. Por recomendação dos auditores, com base na lei, o governo paulista terá que explicar onde foram parar essas verbas do SUS e, em seguida, ressarcir a União pelo prejuízo.


O relatório do Denasus foi feito a partir de auditorias realizadas em 21 estados. Na contabilidade que vai de janeiro de 1999 e junho de 2009. Por insuficiência de técnicos, restam ainda seis estados a serem auditados. O número de auditores-farmacêuticos do País, os únicos credenciados para esse tipo de fiscalização, não chega a 20. Nesse caso, eles focaram apenas a área de Assistência Farmacêutica Básica, uma das de maior impacto social do SUS. A auditoria foi pedida pelo Departamento de Assistência Farmacêutica (DAF), ligado à Secretaria de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, para verificar denúncias de desvios de repasses de recursos do SUS para compra e distribuição de medicamentos nos sistemas estaduais de saúde.


O caso de São Paulo não tem parâmetro em nenhuma das demais 20 unidades da federação analisadas pelo Denasus até março de 2010, data de fechamento do relatório final. Depois de vasculhar todas as nuances do modelo de gestão de saúde estadual no setor de medicamentos, os analistas demoraram 10 meses para fechar o texto. No fim das contas, os auditores conseguiram construir um retrato bem acabado do modo tucano de gerenciar a saúde pública, inclusive durante o mandato de José Serra, candidato do PSDB à presidência. No todo, o período analisado atinge os governos de Mário Covas (primeiro ano do segundo mandato, até ele falecer, em março de 2001); dois governos de Geraldo Alckmin (de março de 2001 a março de 2006, quando ele renunciou para ser candidato a presidente); o breve período de Cláudio Lembo, do DEM (até janeiro de 2007); e a gestão de Serra, até março de 2010, um mês antes de ele renunciar para disputar a eleição.


Ao se debruçarem sobre as contas da Secretaria Estadual de Saúde, os auditores descobriram um rombo formidável no setor de medicamentos: 350 milhões de reais repassados pelo SUS para o programa de assistência farmacêutica básica no estado simplesmente desapareceram. O dinheiro deveria ter sido usado para garantir aos usuários potenciais do SUS acesso gratuito a remédios, sobretudo os mais caros, destinados a tratamentos de doenças crônicas e terminais. É um buraco e tanto, mas não é o único.


A avaliação dos auditores detectou, ainda, uma malandragem contábil que permitiu ao governo paulista internalizar 44 milhões de reais do SUS nas contas como se fossem recursos estaduais. Ou seja, pegaram dinheiro repassado pelo governo federal para comprar remédios e misturaram com as receitas estaduais numa conta única da Secretaria de Fazenda, de forma ilegal. A Constituição Federal determina que para gerenciar dinheiro do SUS os estados abram uma conta específica, de movimentação transparente e facilmente auditável, de modo a garantir a plena fiscalização do Ministério da Saúde e da sociedade. Em São Paulo essa regra não foi seguida. O Denasus constatou que os recursos federais do SUS continuam movimentados na Conta Única do Estado. Os valores são transferidos imediatamente depois de depositados pelo ministério e pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS), por meio de Transferência Eletrônica de Dados (TED).


Em fevereiro, reportagem de CartaCapital demonstrou que em três dos mais desenvolvidos estados do País, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, todos governados pelo PSDB, e no Distrito Federal, durante a gestão do DEM, os recursos do SUS foram, ao longo dos últimos quatro anos, aplicados no mercado financeiro. O fato foi constatado pelo Denasus após um processo de auditoria em todas as 27 unidades da federação. Trata-se de manobra contábil ilegal para incrementar programas estaduais de choque de gestão, como manda a cartilha liberal seguida pelos tucanos e reforçada, agora, na campanha presidencial. Ao todo, de acordo com os auditores, o prejuízo gerado aos sistemas de saúde desses estados passava, à época, de 6,5 bilhões de reais, dos quais mais de 1 bilhão de reais apenas em São Paulo.


Ao analisar as contas paulistas, o Denasus descobriu que somente entre 2006 e 2009, nos governos de Alckmin e Serra, dos 77,8 milhões de reais do SUS aplicados no mercado financeiro paulista, 39,1 milhões deveriam ter sido destinados para programas de assistência farmacêutica – cerca de 11% do montante apurado, agora, apenas no setor de medicamentos, pelos auditores do Denasus. Além do dinheiro de remédios para pacientes pobres, a primeira auditoria descobriu outros desvios de dinheiro para aplicação no mercado financeiro: 12,2 milhões dos programas de gestão, 15,7 da vigilância epidemiológica, 7,7 milhões do combate a DST/Aids e 4,3 milhões da vigilância epidemiológica.


A análise ano a ano dos auditores demonstra ainda uma prática sistemática de utilização de remédios em desacordo com a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) estabelecida pelo Ministério da Saúde, atualizada anualmente. A lista engloba medicamentos usados nas doenças mais comuns pelos brasileiros, entre os quais antibióticos, antiinflamatórios, antiácidos e remédios para dor de cabeça.  Entre 2006 e 2008, por exemplo, dos 178 medicamentos indicados por um acordo entre a Secretaria de Saúde de São Paulo e o programa de Assistência Farmacêutica Básica do Ministério da Saúde, 37 (20,7%) não atendiam à lista da Rename.


Além disso, o Denasus constatou outra falha. Em 2008, durante o governo Serra, 11,8 milhões do Fundo Nacional de Saúde repassados à Secretaria de Saúde de São Paulo para a compra de remédios foram contabilizados como “contrapartida estadual” no acordo de Assistência Farmacêutica Básica. Ou seja, o governo paulista, depois de jogar o recurso federal na vala comum da Conta Única do Estado, contabilizou o dinheiro como oriundo de receitas estaduais, e não como recurso recebido dos cofres da União.


Apenas em maio, dois meses depois de terminada a auditoria do Denasus, a Secretaria Estadual de Saúde resolveu se manifestar oficialmente sobre os itens detectados pelos auditores. Ao todo, o secretário Luís Roberto Barradas Barata, apontado como responsável direto pelas irregularidades por que era o gestor do sistema, encaminhou 19 justificativas ao Denasus, mas nenhuma delas foi acatada. “Não houve alteração no entendimento inicial da equipe, ficando, portanto, mantidas todas as constatações registradas no relatório final”, escreveram, na conclusão do trabalho, os auditores-farmacêuticos.


Barata faleceu em 17 de julho passado, dois meses depois de o Denasus invalidar as justificativas enviadas por ele. Por essa razão, a discussão entre o Ministério da Saúde e o governo de São Paulo sobre o sumiço dos 400 milhões de reais devidos ao programa de Assistência Farmacêutica Básica vai ser retomada somente no próximo ano, de forma institucional.