Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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domingo, 13 de julho de 2014

Veja entrega o jogo e mostra quem é que politiza o futebol



Não tem a mínima importância o conteúdo da patética matéria de capa da edição da revista Veja que chegou às bancas em 12 de julho de 2014. Além de tal matéria não ser reportagem nem editorial, não se sustenta em nada além de torcida pura e simples dos donos da revista. Qual seja, torcida para que a oposição a Dilma Rousseff lucre eleitoralmente com as derrotas fragorosas da Seleção brasileira.
Não que isso não possa ocorrer; não se pode prever reações de massas em comoção, e as duas derrotas sucessivas da equipe do técnico Felipão provocaram, no mínimo, comoção no país inteiro.
Mas pode-se afirmar o que é racional e inquestionável: governante nenhum pode ser cobrado por uma derrota no futebol ou em qualquer outro esporte – presidentes da República, por exemplo, não nomeiam nem os técnicos nem quem os nomeia, e tampouco convocam ou treinam jogadores.
Chega a ser uma sandice ter que explicar isso. Nunca se responsabilizou um presidente da República pelos resultados da Seleção brasileira. Ganhando ou vencendo, nunca responsabilizaram Fernando Collor, nunca responsabilizaram Itamar Franco, nunca responsabilizaram Fernando Henrique Cardoso e, por incrível que pareça, nem mesmo responsabilizaram Lula.
Dilma, como qualquer presidente de qualquer país, apareceu em uma foto torcendo pela Seleção. Não há nada de demagógico nisso. Um presidente da República representa todos os brasileiros. Se ela não aparecesse torcendo pela Seleção em um evento desse porte em seu próprio país no mínimo seria acusada do oposto, de torcer contra. Nesse caso, a capa de Veja diria algo mais ou menos assim: “Será que ela torceu contra?”
Neste ano, além de Dilma, muitos outros presidentes apareceram em fotos torcendo por suas seleções. E não foram “ditadorezinhos bolivarianos”, foram chefes de grandes nações.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por exemplo, deixou-se fotografar assistindo o jogo da

seleção norte-americana a bordo do Air Force One.



A premiê alemã, Angela Merkel, posou incontáveis vezes com a seleção vitoriosa de seu país e tem aparecido frequentemente torcendo.


Meu Deus!, o dodói da Veja, Fernando Henrique Cardoso, não diferiu de Dilma, de Merkel, de Obama.



Agora, Veja foi tirar da foto de Dilma torcendo pela Seleção a tese de que ela, por isso, estaria politizando o futebol. É ridículo, é injusto e, pior, é um desrespeito com a sociedade, pois Veja é quem está usando politicamente o futebol, não Dilma. Porém, Veja acusa a presidente de fazer o que quem está fazendo é a revista, descaradamente.
O que importa não é o conteúdo da matéria de capa da Veja desta semana, que ninguém vai ler exceto os psicóticos que compram aquela porcaria para se masturbarem politicamente com as próprias convicções. O que importa é a capa, a manchete. É por meio delas que a mídia brasileira joga sujo, através de ideias burras e prontas como essa, a de Dilma ser responsável pelo desempenho da Seleção
Neste momento, nada mais resta além de torcer para que prevaleça o bom senso dos brasileiros. Se a torcida de Veja vingasse, este país passaria vergonha que não passou na organização da Copa e nem no desempenho da Seleção, pois uma foi ótima e o outro não é vergonha, já que “ganhar ou perder faz parte do jogo”. Se Veja triunfasse, posaríamos como um povo infantil, estúpido e injusto.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Discurso duplo sobre organização da Copa irá desmascarar Aécio Neves



Uma das perguntas “difíceis” que o candidato Aécio Neves terá que responder durante a campanha eleitoral, é a seguinte: afinal de contas, a organização da Copa do Mundo de 2014 é ou não é responsabilidade de Dilma Rousseff?

Segundo o candidato a presidente Aécio Neves, as obras da Copa só seriam responsabilidade da adversária petista se, como ele previu, o evento tivesse sido um fiasco no quesito organização. Ao ter sido um sucesso, o tucano agora diz que o mérito é “do povo”.

Aécio e seu partido não podem apagar o que disseram. A Folha de São Paulo de 22 de fevereiro deste ano, por exemplo, reproduziu alegação do senador tucano de que o governo Dilma era responsável pelos “atrasos nas obras de mobilidade urbana para a Copa”.

Contudo, junho chegou e, com ele, a Copa. Não houve fiasco. Muito pelo contrário: o Brasil e o mundo se espantaram com a boa organização de um evento que, durante anos, todos ouviram dizer que fracassaria devido à organização. Por conta disso, Dilma subiu nas pesquisas.

Aécio não falou sozinho sobre a responsabilidade de Dilma na organização da Copa. Por anos, mídia e oposição, em conluio, responsabilizaram o governo federal pelo que viesse a ocorrer durante o evento, em termos de organização.

Como foi dito anteriormente nesta página, essa gente não respeita o povo; julga-o incapaz de pensar e de sequer se lembrar de fatos recentíssimos. É uma aposta alta, como se verá logo adiante.

Agora, Aécio e os órgãos de imprensa que o apoiam tentam confundir a organização da Copa com o resultado devastador que a Seleção brasileira obteve em campo. Capa do jornal O Estado de São Paulo de 10 de julho último afirma, na caradura, que Dilma “tenta” se “descolar” do “fracasso” da Seleção.



Como assim, “Dilma tenta se descolar”? Quer dizer que a presidente da República está “colada” ao “fracasso” da Seleção? Ela, por acaso, é a treinadora da equipe? Foi ela quem escolheu o treinador? Foi ela quem escolheu a direção da CBF?

Matéria do mesmo Estadão afirma, já no título, que “Tucanos avaliam que derrota na Copa anula discurso de petista” – ou seja, de Dilma. Segundo o texto, “Comitê de Aécio acredita que Dilma não poderá mais explorar Mundial” e quer que o “Sucesso extracampo” do evento seja “atribuído ao povo”.

Vamos esmiuçar a expressão “sucesso extracampo”. Significa, por óbvio, sucesso fora do campo. Que sucesso existe “fora do campo”? A organização do evento, claro.

Muito bem: então, pelo menos, Aécio e seu partido já admitem que a organização da Copa, que tanto criticaram, é um sucesso.

A grande pergunta que precisa ser feita ao candidato tucano, portanto, é a seguinte: como essa organização pode ser atribuída agora ao povo se até há pouco o mesmo candidato e seu partido atribuíam ao governo?
A péssima estratégia de Aécio foi comprada pela mídia tucana, que aumentou a aposta. Nesta sexta-feira, outro jornal apoiador de Aécio (a Folha) levou seu discurso torto à primeira página, em manchete principal.



Aécio critica uso da Copa? Sim, critica. Refere-se à organização do evento, pois Dilma tem dito que os pessimistas que previram “caos” agora têm que aplaudir. Mas quando ele disse que haveria esse “caos”, não fez “uso” da Copa?

Esse discurso duplo de Aécio é um suicídio político, mas só se a campanha de Dilma expuser essa contradição. Infelizmente, apesar de o ministro Gilberto Carvalho ter manifestado seu repúdio à cara-de-pau do candidato tucano, não houve uma declaração precisa sobre o que Aécio dizia antes e o que diz agora sobre a organização da Copa.

Contudo, a campanha eleitoral está só começando e os fatos estão amplamente registrados.
É óbvio que essa contradição do candidato tucano a presidente será levantada. Como ele irá explicar que a organização da Copa era responsabilidade de Dilma quando diziam que o evento fracassaria e deixou de ser quando, segundo os tucanos, tornou-se um “sucesso”?

A menos que a campanha de Dilma resolva colaborar com o adversário e deixe de expor o discurso duplo de Aécio sobre a organização da Copa, ele ficará em uma bela sinuca – não terá como responder à questão que este Blog propõe.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Mídia e militantes de direita e esquerda buscam lucro político na derrota da Seleção


Até parece que a derrota esportiva é culpa de Dilma Rousseff. Já após o segundo gol da Alemanha, grandes portais, blogs e redes sociais foram infestados por milhares de comentários e fotomontagens buscando vincular a presidente da República ao desempenho da Seleção.
No Mineirão, a mesma “torcida” dos camarotes VIPs repetiu os mesmos insultos à presidente que foram disparados na abertura da Copa, em São Paulo, na Arena Corinthians, em 12 de junho último. Reapareceu o já famigerado “Dilma, VTNC!”, que, segundo o Datafolha, foi abominado por 76% dos brasileiros.
Enquanto isso, militantes de esquerda e direita da oposição ao governo federal e ao PT se esbaldavam na internet com comentários comemorativos ao vexame do “escrete canarinho”, sempre buscando relacionar a presidente da República ao resultado de Brasil e Alemanha.
Segundo a Folha de São Paulo, os grupos que promovem protestos violentos contra a Copa acham que esses protestos irão crescer por conta da derrota do Brasil. Vários sites que apoiam esses movimentos dizem, sem pudor, que a derrota do Brasil dá razão aos que criticavam a Copa (?!!).
No portal UOL, colunista da Folha já contabiliza, um a um, todos os lucros políticos que acha que a oposição irá colher da derrota do Brasil. Já não há mais vergonha ou pudor em julgar o governo pelo resultado da Seleção em campo.
A oposição a Dilma, porém, foi mais esperta, desta vez. Segundo a mesma Folha, Comemorar fiasco é tiro no pé, diz oposição. A matéria afirma que tanto Aécio Neves quanto Eduardo Campos se abstiveram de tentar faturar politicamente o desastre desportivo do Brasil.
Mas de que adianta isso se a militância desses candidatos – e a de partidos de esquerda que empregaram todos os meios imagináveis para melar a Copa – mostram o contrário publicamente?
É como no caso do Bolsa Família, que os candidatos tucanos a presidente Geraldo Alckmin (2006), José Serra (2010) e, agora, Aécio Neves sempre disseram que apoiavam, mas ninguém acreditou porque a militância tucana dizia – e ainda diz – o contrário.
Como no caso dos insultos a Dilma na abertura da Copa, é possível que novos insultos também sejam condenados pela maioria, que também pode condenar a tentativa de tirar votos da presidente usando fato sobre o qual ela não tem responsabilidade, o desempenho da Seleção.
Claro que a dimensão da derrota foi muito grande e mexeu muito com as pessoas. Independentemente de posição político-ideológica, não há brasileiro “normal” que tenha escapado de um sentimento avassalador de tristeza – à exceção dos que comemoraram a derrota da Seleção, que são tão minoritários quanto os que insultaram a presidente.
É muito alta a aposta dessa militância troglodita que partidos de direita e esquerda espalharam pela internet e pelas ruas. Claro que tudo pode acontecer, mas a lógica insinua que aquela militância só está expondo o que seus candidatos tentam esconder.

Como a Globo usa o BV na CBF Reforma sem tirar a Globo do meio do campo é udenismo



No julgamento do mensalão do PT – porque o mensalão tucano virou espuma, como as análises dos pigais comentaristas do Valor e da Fel-lha (*) – o BV, o Bônus de Volume era pecado mortal.

(Não confundir com “volume morto” do Alckmin.)

Por causa do BV que a Visanet pagou às agências imaculadas do Marcos Valério, o Pizzollatto, à falta de outras provas, foi condenado.

O BV da Globo é casto.

É lei …

O BV da Globo é o maior faturamento das 90 maiores agências de publicidade do Brasil.

É uma espécie de serviço análogo à servidão: as agências se comprometem a veicular na Globo e recebem um percentual ADIANTADO.

Ou seja, faça chuva ou sol, TÊM que anunciar na Globo – porque já embolsaram sua fatia.

Aqui no Brasil, a Globo conseguiu transformar isso em Lei.

Nos Estados Unidos e na Inglaterra se chama isso de “kick back” – propina.

Com os clubes da CBF, do Brasileirinho, a Globo faz o mesmo.

Paga adiantado, para assegurar a exclusividade da cobertura.

Ela escraviza os clubes com dinheiro, na frente.

E se eles tiverem um aperto, precisarem de uma grana para contratar um craque – que não se vê há muito tempo … – a Globo comparece, com o bote salva-vidas.

Portanto, qualquer programa de reforma do futebol brasileiro, inclusive com as boas ideias do Bom Senso FC,  tem que começar com a Globo.

A Globo é o elefante na sala dos 7 a 1.

Não basta espinafrar o Felipão, o Marín ou o Del Nero.

Tem que ir pra cima do Galvao, do Kamel, dos filhos do Roberto Marinho.

Se não, é como fazer uma Ley de Medios (que a Dilma esqueceu de incluir no programa ) e proteger a Globo, como prega o Ministro Plim-Plim.

Em nenhum país latino-americano um Campeonato Nacional deixa de ter a cobertura de canais estatais ou educativos.

Na Argentina, a Cristina comprou os direitos do Brasileirinho e distribui a todos.

Mas, a Argentina, como se sabe, fica no Hemisfério Norte.

Em tempo: de todos os espécimes pigais, o mais histérico nesta quarta-ferira é o Globo, que não paga o DARF: “Vergonha ! Vexame ! Humilhação !”

E o Ver-mal, ou Ataulfo Merval (**) faz uma pirueta, sem rede embaixo: a Dilma vai perder a eleição porque quis “faturar” a Copa. Como diz o Mino, no Brasil os jornalistas são piores que os patrões …

Paulo Henrique Amorim



(*)  Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Ataulfo de Paiva foi o mais medíocre – até certa altura – dos membros da Academia. A tal ponto que seu sucessor, o romancista José Lins do Rego quebrou a tradição e espinafrou o antecessor, no discurso de posse . Daí, Merval merecer aqui o epíteto honroso de “Ataulfo Merval de Paiva”, por seus notórios méritos jornalísticos,  estilísticos, e acadêmicos, em suma. Registre-se, em sua homenagem, que os filhos de Roberto Marinho perceberam isso e não o fizeram diretor de redação nem do Globo nem da TV Globo. Ofereceram-lhe à Academia.E ao Mino Carta, já que Merval é, provavelmente, o personagem principal de seu romance “O Brasil”.

domingo, 6 de julho de 2014

Missão (quase) impossível: sem Neymar e com arbitragem e mídia contra


Pela lógica, o Brasil passar pela Alemanha deveria ser quase impossível. Apesar da brilhante vitória contra a Colômbia – que calou a boca de uma legião de críticos cegos ou mal-intencionados –, a equipe de Felipão é inexperiente em Copas do Mundo e não contará com o astro Neymar, que participou de metade das jogadas que resultaram em gols.
Como se fosse pouco, provavelmente a Seleção ainda enfrentará outra arbitragem acovardada que irá prejudicá-la como fez em quatro dos cinco jogos da Copa de 2014. E, para completar o grau de dificuldade dessa missão quase impossível, ainda passará os próximos dias sendo triturada por uma mídia que enfiou na cabeça que Dilma só será reeleita se o Brasil for campeão.
O desfalque de Thiago Silva pode ser um problema menor. Apesar de sua boa atuação contra a Colômbia e da dita liderança que exerce no time – que fez dele capitão –, não se pode esquecer do descontrole emocional que demonstrou no jogo contra o Chile e que, em outro momento de grande tensão, poderia ressurgir.
Ainda assim, Thiago era parte do esquema que Felipão montou. Esquema que terá que ser totalmente redesenhado.
Contudo, esses garotos têm sido brilhantes, na opinião deste blog. Não é pouco o que enfrentaram até aqui, para chegar aonde chegaram. A começar pelos protestos contra a Copa. Ninguém com um mínimo de bom senso pode acreditar que os protestos não afetaram o emocional de uma equipe tão jovem e, até menos de um mês atrás, praticamente virgem em uma competição desse calibre. Muito pelo contrário.
Os protestos contra a Copa intimidaram a torcida. Pela primeira vez, o Brasil entrava numa Copa sem entusiasmo do país, sem ruas e carros enfeitados. Os garotos de Felipão sabiam que corriam o risco de, jogando em casa, serem vaiados nos estádios.
O desequilíbrio emocional da Seleção era tanto que começou o jogo contra a Croácia sofrendo um desastre inédito em sua história: marcou um gol contra.
Nessa situação de adversidade extrema, a Seleção virou o primeiro jogo da Copa. E, apesar das acusações ao juiz por ter marcado um pênalti supostamente inexistente, venceu por dois gols de diferença. Ou seja: mesmo sem esse gol dito ilegítimo, teria vencido.
Chega o jogo contra o México. A Seleção passara dias sendo desqualificada pela mídia, que tecia loas aos adversários. Devido ao lance duvidoso do pênalti contra Fred no jogo anterior, espalha-se a teoria maluca de que o governo Dilma Rousseff “comprara” a Copa, ou seja, de que subornara a Fifa e todos os seus juízes.
Assim, apesar de o Brasil ter pressionado muito o México, o emocional fragilizado da equipe a deixou apática. Neymar começa a ser caçado em campo e a arbitragem não marca mais nada a favor do Brasil.
Isso sem contar a torcida apática que a Seleção teve naquele jogo, apesar de jogar em casa.
Contra Camarões, a equipe voltou renovada. Jogou bem, goleou. A arbitragem melhora. O Brasil cresce na competição, mas a mídia não perdoa. Uma seleção com um histórico tão positivo em Copas do Mundo quanto é Camarões, na mídia virou um time de várzea. A vitória do Brasil sobre esse adversário foi tratada com frieza, apesar de esta estar sendo a Copa do nivelamento das equipes.
Contra o Chile, adversário de valor que quase parou a forte Holanda, o Brasil jogou bem. Criou as maiores oportunidades de gol. Mesmo assim, empatou no jogo e só venceu nos pênaltis por conta da teoria da “Copa comprada”, que fez o juiz inglês Howard Webb não apitar nada a seu favor e ainda anular um gol que muitos entenderam legítimo.
Apesar do choque emocional de ir para os pênaltis por ação da arbitragem, a jovem Seleção brasileira se superou de novo graças a um goleiro que teria tudo para fracassar devido ao estigma que carregava desde a Copa anterior. E, claro, aos cobradores de pênalti brasileiros, que superaram os adversários também nesse quesito.
Do jogo contra o Chile para o último, a Seleção deu uma aula aos críticos. Apesar de a mídia brasileira ter passado a semana desqualificando-a, debochando de seu “descontrole” e enchendo a bola colombiana, jogou muito. Só não ganhou por placar mais elástico devido ao segundo cartão amarelo de Thiago Silva e à agressão criminosa a Neymar, que fragilizou o esquema de jogo de Felipão.
A má vontade e a falta de caráter dos críticos, porém, não conhece limites. A mídia relativiza a brilhante vitória contra a Colômbia destacando que os dois gols brasileiros foram feitos por zagueiros, como que dizendo que quem tem que fazer gols são atacantes.
Muito pelo contrário. O desempenho da Seleção no último jogo foi ainda mais animador e insinua que vencer a Alemanha, apesar de todas as dificuldades, pode não ser tão “impossível”.
Explico: apesar da grande participação de Neymar nas jogadas que resultaram em gols na competição e dos quatro gols que ele marcou, no jogo contra a Colômbia foi anulado pelas pauladas. A equipe se virou sem ele, que teve atuação apagada devido ao técnico colombiano ter engendrado um esquema (violento) para anulá-lo.
No último jogo, a Seleção provou que pode vencer mesmo sem Neymar estar bem em campo. O que se imagina, portanto, é que possa vencer sem que ele sequer esteja em campo.
Lembremo-nos de que, para craques poderem explorar melhor seu potencial, os técnicos colocam as equipes a seu serviço. O craque da equipe recebe mais bolas, tem o meio de campo trabalhando para acioná-lo. A Alemanha, pois, não terá um alvo fixo como Neymar. Isso pode ser uma vantagem.
Mas a grande aposta que se faz na Seleção é nessa garra incrível que tem demonstrado. Com certeza a equipe está mais unida do que nunca e, agora, terá a vantagem de entrar em campo como azarão. As baixas que sofreu tiram boa parte da responsabilidade de seus ombros.
Um colunista da grande mídia, aliás, diz até que “Agora o Brasil terá desculpa para perder da Alemanha”. Essa é a mídia que temos. Não é nem mais vira-lata, é apátrida. Mas pode quebrar a cara ainda mais, após ter se desmoralizado pelas previsões catastrofistas sobre a organização da Copa. A marca dessa equipe é a superação.
*
PS: este post não poderia ter sido ilustrado com outra imagem que não, de novo, a da charge que o autor do Blog fez para Neymar, jovem corajoso que, franzino como é, enfrentou de peito aberto a violência dos adversários sem jamais se intimidar, e que, no próximo jogo, estará no estádio, numa cadeira-de-rodas, torcendo com a grande maioria do país. Neymar tornou-se o símbolo da garra dessa equipe. Sua presença elevará o moral da equipe.

domingo, 29 de junho de 2014

Teoria da “Copa comprada” roubou uma grande vitória do Brasil contra o Chile


Após o jogo de abertura da Copa de 2014, entre Brasil e Croácia, no dia 12 de junho último, uma teoria vira-latas, falsa como uma cédula de 3 reais, espalhou-se pelo país e, em certa medida, até pelo mundo: o governo Dilma Rousseff teria “comprado” a competição.
Devido à forte crença da direita midiática de que o resultado da Copa influirá na eleição presidencial, a Seleção vem sofrendo sabotagens “jornalísticas” diariamente. Nenhuma seleção está sendo tão maltratada quanto a nossa, na imprensa.
Não se pode dizer que a campanha da Seleção esteja sendo brilhante ou que não esteja apresentando problemas – tanto quanto qualquer outra equipe. Mas justamente ao time do NOSSO país é dispensada uma má vontade revoltante.
A goleada sobre Camarões, por exemplo, foi minimizada como se tivéssemos vencido um time de várzea. A histórica boa presença da seleção africana em várias Copas do Mundo foi esquecida enquanto a magra vitória da Argentina sobre uma seleção realmente fraca como a do Irã gerou manchetes sobre a “genialidade” de Messi por ter marcado o único gol argentino já nos minutos finais do jogo.
Aliás, a campanha da Argentina, até aqui, ficou devendo.
Voltando à teoria da “compra” da Copa. No início de junho, comentário do conhecido jornalista esportivo Jorge Kajuru sobre a suposta fraude endossou dezenas de postagens e vídeos que circulam na internet desde o ano passado.
Mas foi a partir do pênalti que o árbitro japonês Yuichi Nishimura deu para o Brasil após o zagueiro croata Dejan Lovren aparentemente desequilibrar o atacante brasileiro Fred dentro da área que a teoria se espalhou e chegou à grande imprensa, que deixou o boato proliferar apesar de não endossá-lo abertamente.
Apesar das negativas de Fred e de Felipão, formou-se na mídia o “consenso” de que “não foi pênalti”. O noticiário massivo sobre a “ajuda” que o árbitro japonês teria dado ao Brasil foi o que bastou para o país ser tomado pela ridícula teoria conspiratória.
Felipão ficou irritadíssimo com a mídia. Disse que, por conta daquele escarcéu que estava sendo feito sobre um lance duvidoso, juiz nenhum voltaria a apitar um pênalti contra o Brasil com medo de ser acusado de ter sido subornado.
A má vontade com o Brasil pode ser vista nas primeiras páginas dos grandes jornais do day after do último jogo da Seleção, contra o Chile. A manchete campeã de “viralatismo” entre os grandes jornais, para variar foi da Folha. Abaixo, a primeira página desse jornal em sua última edição de domingo.
O jornal atribui a vitória do Brasil nos pênaltis ao goleiro Júlio Cesar e à trave brasileira, em lance da prorrogação da partida em que atacante chileno só não decidiu o jogo para o Chile por falta de pontaria, como se o Brasil não tivesse perdido vários gols “feitos” pela mesma razão.
Neymar, por exemplo, só não marcou de cabeça porque um zagueiro chileno foi atingido pela bola e a desviou da meta adversária.
Mas o que mais chama atenção é a mídia praticamente não ter dado a menor importância à péssima arbitragem do juiz Howard Webb, que mudou o rumo da partida por ter claramente se acovardado ao deixar de marcar um pênalti e um gol inquestionáveis de Hulk.
Na foto abaixo, o momento em que Hulk mata no peito a bola para chutar a gol.
No vídeo abaixo, o leitor pode conferir o gol de Hulk, em que ele mata a bola no ombro e chuta.



Pela regra da Fifa é clara. Alude a “mão deliberada” sempre que um atleta “assume o risco” de que a bola toque em suas mãos ou braços e caso este movimento não seja “espontâneo e natural”. Ora, não houve toque no braço de Hulk. Quando muito, foi no ombro – ou entre o ombro e o peito.
Talvez Webb não marcar o pênalti contra o Chile após o zagueiro Maurício Isla “calçar” Hulk por trás dentro da área seja ainda mais escandaloso. Pelas regras da Fifa, inclusive, Isla praticou o que a entidade chama de “anti jogo”, ou seja, parar uma jogada atingindo o adversário pelas costas, sem qualquer pretensão de tocar na bola.
Veja, abaixo, a imagem do momento exato em que o atacante brasileiro foi “calçado” por trás dentro da área.
A jogada, na íntegra, pode ser vista no site do Jornal Nacional a partir dos 2 minutos e 50 segundos do vídeo contendo a matéria do telejornal sobre o jogo do Brasil.
Pode-se, por fim, até inferir que talvez o Brasil não tivesse convertido em gol o pênalti claro que Hulk sofreu, mas o gol que o mesmo Hulk marcou – e que o juiz anulou indevidamente – por certo teria mudado o rumo do jogo e, a esta hora, com vitória por 2 a 1, talvez o noticiário fosse menos mesquinho com a Seleção.
Aliás, perdendo por 2 a 1 no segundo tempo, o Chile talvez tivesse tido que abrir a muralha humana que ergueu diante de sua meta com a finalidade clara de levar a disputa para os pênaltis e, assim, o placar poderia ter sido até mais amplo a favor do Brasil.
O que preocupa é que as anulações ilegais de um gol legítimo e de um quase-gol (pênalti) não estão recebendo as críticas necessárias e esperáveis. Caberia, acima de tudo à imprensa brasileira, questionar a arbitragem tão durante quanto o fez quando, supostamente, o Brasil foi favorecido, mas os vira-latas da mídia e da politicagem barata querem prejudicar a Seleção.
Nunca antes na história deste país tantos brasileiros torceram contra seu país. Este Blog julga que estão enganados. Se o Brasil conquistar o seu sexto título mundial, o tal “hexa”, a influência na política será mínima, se é que existirá. Mas a direita midiática não pensa assim.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

O goleiro mágico, o pênalti reclamado, a torcida apática e o emocional da Seleção



Ainda que dez entre dez analistas esportivos e/ou políticos neguem até a morte, grande parte deles entende que o desempenho da Seleção pode influir no processo eleitoral. O mesmo vale para todos os agentes políticos, de qualquer dos lados. Se essa percepção é correta, ainda ninguém sabe. Mas muitos temem que possa ter fundamento.

O desempenho da Seleção influir nas eleições, porém, não interessa a ninguém – ao governo ou à oposição midiática. Essa possibilidade retira dos dois lados a condição de influir no processo, o que é ruim para ambos, pois o imponderável não obedece a lógicas político-ideológicas, a estratégias de marketing etc.
O mínimo que os políticos querem é poder, ao menos, depender das próprias estratégias.

Do ponto de vista de Dilma, por exemplo, ela está colhendo frutos da Copa independentemente do que a Seleção está apresentando em campo. As obras (estádios, aeroportos, obras de mobilidade etc.) estão funcionando. Só não vê quem não quer. Assim, a conquista do hexacampeonato pelo Brasil se somaria à satisfação de ver o país fazer boa figura diante do mundo em termos de organização do evento.
Do lado de Aécio Neves e Eduardo Campos, uma derrota do Brasil empanaria o sucesso da organização da Copa, reduzindo o bônus político da adversária.

Este texto, porém, de forma inusitada neste blog – que, raríssimas vezes, tratou de futebol – não versa apenas sobre política, mas sobre o que ocorreu no jogo com o México. E não é preciso ser muito entendido em futebol para entender o que ocorreu.
As análises da mídia partidarizada estão muito negativas, denotando má vontade com a Seleção. Por razões óbvias.

A má vontade midiática com a Seleção em 2014, aliás, começa a reproduzir a que lhe foi dispensada na Copa de 2010, até pelo técnico Dunga ter se tornado inimigo número um da Globo, ao menos naquele momento.

O Brasil, porém, não foi tão mal. O México é que foi muito bem. E não tanto pelo conjunto da equipe, mas por um goleiro que teve desempenho incomum. O mexicano Guillermo Ochoa operou o que os otimistas chamaram de “milagres”. Sem essa atuação, o México não teria ido mais longe do que a Croácia.
Até porque, os mexicanos levaram pouco perigo ao Brasil. Sim, deram alguns bons chutes a gol, mas nenhuma jogada ofensiva deles se comparou com as nossas em termos de possibilidade de terminar em gol.

O ataque mexicano foi tão débil que o goleiro Julio Cesar bateu o primeiro tiro de meta aos 24 minutos do primeiro tempo.

Há, ainda, uma dúvida razoável sobre o pênalti reclamado pelo lateral brasileiro Marcelo, que garante que, sem o toque no ombro que sofreu do defensor mexicano, teria partido para o gol. Poderia não ter marcado, mas toque no ombro por trás, dentro da pequena área, de acordo com as diretrizes da Fifa deveria resultar em marcação de pênalti.

Felipão tem razões concretas, portanto, para julgar que a gritaria – justificada ou não – em torno do pênalti marcado a favor do Brasil no jogo contra a Croácia pode ter inibido o juiz que apitou o jogo contra o México… E poderá inibir outros.

Há, ainda, um terceiro fator. A vantagem que o Brasil deveria ter tido por jogar em casa foi anulada pela torcida mexicana, mas menos por mérito desta – muito menor do que a brasileira – do que por culpa da torcida brasileira, visivelmente apática – em alguns momentos, a cantoria, as vaias e apoios da torcida mexicana abafaram a voz brasileira.

Mas, claro, nem tudo são flores. A Seleção poderia ter superado essas dificuldades se, assim como no jogo contra a Croácia, seu nervosismo não fosse tão flagrante que quase podia ser tocado com as mãos. A imagem dos jogadores brasileiros antes de o jogo começar revelou semblantes preocupantemente tensos. De novo.

Subjetivamente, aqui se afirma que Julio Cesar era o mais nervoso, apesar de que vários outros jogadores brasileiros estavam em condições psicológicas análogas. Se tivéssemos tido maior controle emocional, provavelmente teríamos superado a parede erguida por Ochoa e escorada, em alguma medida, pela defesa mexicana, bem mais consistente que o ataque.

Esse talvez seja o ponto mais preocupante da Seleção. Esperava-se que o nervosismo do jogo de estreia tivesse se exaurido naquele jogo, no qual seria até compreensível. Ao permanecer no segundo jogo, pela lógica se pode concluir que Felipão e a Comissão técnica não estão conseguindo preparar psicologicamente uma equipe jovem, mais permeável à insegurança.

A pressão que a mídia deverá continuar exercendo sobre a Seleção, preocupa ainda mais. Se a Comissão Técnica não conseguir trabalhar essa questão até o jogo com Camarões, a situação pode complicar. O Brasil não conseguiu aproveitar seu melhor nível técnico simplesmente porque os meninos tremeram na base.
Por fim, sobre a suposta influência político-eleitoral do resultado que a Seleção obtiver, não é desprezível. Os que têm inclinações políticas definidas não serão influenciados, mas, entre aquele terço volúvel do eleitorado, o bom ou mau humor gerado pelo resultado que a Seleção obtiver pode, sim, fazer diferença em uma eleição apertada.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

“PIG FORA !”, “GLOBO VAI TOMAR…”. RECEPÇÃO EM GOIÂNIA ! O Gigante acordou para ver a chegada da seleção…


Sugestão do intrépido blogueiro Miguel do Rosário, aquele que descobriu que a Globo não mostra o DARF.


O GIGANTE ACORDOU! GOIANOS PROTESTAM


 CONTRA A GLOBO NA CHEGADA DA SELEÇÃO 


BRASILEIRA!


Enviado por Miguel do Rosário

Parece que o feitiço está virando contra o feiticeiro. O povo já sacou que a Globo está por trás dessa campanha maldita para detonar a autoestima nacional e fazer o brasileiro odiar a si mesmo a seu país.

Neste domingo, populares hostilizaram a TV Globo durante a chegada da seleção brasileira. Ninguém gritou “não vai ter Copa” e sim: “Rede Globo, vá tomar no c…”.

O gigante acordou!

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

NOGUEIRA MONTA SELEÇÃO DE REACIONÁRIOS DE 2013 Diário do Centro do Mundo escala o “time dos sonhos” entre os jornalistas reacionários.



Conversa Afiada reproduz artigo de Paulo Nogueira, extraído do Diário do Centro do Mundo:

OS JORNALISTAS MAIS REACIONÁRIOS DE 2013: MINHA SELEÇÃO



Bem, final de ano é tempo de retrospectiva.

O DCM acompanhou a mídia com atenção, e então vai montar sua seleção de jornalistas do ano, o Time dos Sonhos do atraso e do reacionarismo, o TS, o melhor do pior que existiu na manipulação das notícias.

A cartolagem é parte integrante e essencial do TS: Marinhos, Frias, Civitas, Mesquitas etc.

À escalação:

No gol, Ali Kamel, diretor de jornalismo da TV Globo. Devemos a ele coisas como a magnífica cobertura da meia tonelada de cocaína encontrada no famoso Helicóptero do Pó, pertencente à família Perrella.

Kamel é também notável pela sagaz tese de que não existe racismo no Brasil.

Na ala direita, dois jogadores, porque pela esquerda ninguém atua. Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes são os selecionados. Os blogueiros da Veja são entrosados, e pô-los juntos facilita o trabalho de treinamento do TS.

Azevedo se notabilizou, em 2013, por ser comparado por diferentes mulheres a diferentes animais, de pato a rottweiler.

Nunes brilhou por lances de genialidade e inteligência – e total ausência de preconceito —  como chamar Evo Morales de “índio de franja” e classificar Lula de “presidente retirante”.

Uma disputa interessante entre Nunes e Azevedo é ver quem utilizou mais a palavra “mensaleiros”. Gênios.

Na zaga, uma inovação: duas mulheres. Temos a cota feminina no TS do DCM. Eliane Cantanhede, colunista da Folha, e Raquel Scherazade, a versão feminina de Jabor.

Ambas defenderam valentemente o país dos males do lulopetismo, e fizeram a merecida apologia de varões de Plutarco da estatura de Joaquim Barbosa, o magistrado do apartamento de Miami.

No meio de campo, três jogadores de visão: Jabor, Merval e Míriam Leitão. Sim, a cota feminina subiu durante a montagem do TS.

Jabor se celebrizou em 2013 pela rapidez com que passou da condenação absoluta à louvação incondicional das jornadas de junho quando seus superiores na Globo lhe deram ordem para mudar o tom.

Merval entrará para a história pelo abraço fraternal em Ayres de Britto, registrado pelas câmaras. Merval conseguiu desmontar a tese centenária e mundialmente reverenciada de Pulitzer de que jornalista não tem amigo.

E Míriam Leitão antecipou todas as calamidades econômicas que têm assaltado o país, a começar pela redução da desigualdade e pelo nível de emprego recorde.

Numa frase espetacular em 2013, Míriam disse que só escreve o que pensa. Aprendemos então que ela é tão igual aos patrões que poderia ser o quarto Marinho, a irmãzinha de Roberto Irineu, João Roberto e Zé Roberto.

No ataque, dois Ricardos, também para facilitar o entrosamento. Ricardo Setti e Ricardo Noblat. Setti foi uma revelação, em 2013, no combate ao dilmismo, ao lulismo, ao bolivarianismo, ao comunismo ateu e à varíola. Noblat já é um jogador provado, e dispensa apresentações. Foi o primeiro blogueiro a abraçar a honrosa causa do 1% no Brasil.

Para completar o trio ofensivo, Eurípides Alcântara, diretor da Veja. Aos que temiam que a Veja pudesse se modernizar mentalmente depois da morte de Roberto Civita, Eurípides provou que sempre se pode ir mais adiante.

Suas últimas contratações são discípulos de Olavo de Carvalho, o astrólogo que enxerga em Obama um perigoso socialista. Graças a Eurípides, em todas as plataformas da Veja, o leitor está lendo na verdade a cabeça privilegiada de Olavo.

Na reserva do TS, e abrindo espaço para colunistas que não sejam necessariamente jornalistas, dois selecionados.

O primeiro é Lobão, novo colunista da Veja e novo olavete também. No Roda Viva, Lobão defendeu sua reputação de rebelde ao fugir magistralmente de uma pergunta sobre o aborto.

O outro é o professor Marco Antônio Villa, que conseguiu passar o ano sem acertar nenhuma previsão e mesmo assim tem cadeira cativa em todas as mídias nacionais.

O patrono do TS é ele, e só poderia ser ele: José Serra.

Mas Joaquim Barbosa pode obrigar Serra a cedê-la a ele, JB, nosso Batman, nosso menino pobre que mudou o Brasil e, nas horas vagas, arrumou um emprego para o júnior na Globo.

domingo, 2 de outubro de 2011

Por que o Pará cantou o Hino Nacional Brasileiro?


Enviado por Walter Falceta
Antes da partida contra a Argentina (Super Clássico das Américas), nesta quarta-feira, a torcida paraense deu show de civilidade no lotado Estádio Mangueirão.
Cessou a amostra instrumental do Hino Nacional, mas o povo resolveu seguir até o fim da primeira parte da composição, à capela.
As imagens de TV mostram o povo feliz com a saudável molecagem, orgulhoso, muitos com as mãos sobre o peito.
São crianças, jovens, idosos, gente negra, branca, índios, representantes da comunidade nipônica e, certamente, a linda mistura de tudo isso.
O craque Neymar, ele próprio tão espetacularmente miscigenado, comove-se com a cantoria, marcada na percussão das palmas sincronizadas. Comoção bem comovida.
Talvez, mais do que a festa, seja conveniente tomar esse espetáculo como lição para o Sul-Sudeste, onde o Hino é frequentemente ultrajado pelos torcedores, especialmente pelos filhos das elites, sempre envergonhados de sua nacionalidade.
Cabe também uma reflexão sobre o ódio que determinados brasileiros têm do próprio país, expresso diariamente nos comentários neofascistas dos grandes jornais dessas regiões.
Esse comportamento, aliás, é resultado da campanha diária, massiva, que os mesmos veículos fazem para desmoralizar o país e seu povo.
O jornalismo de “pinça” só destaca o que é ruim, o que é nefasto, o que não presta. Obsessivamente.
O processo de extinção da miséria parece não existir, tampouco a expansão do consumo popular.
E cada agulha sumida numa repartição pública torna-se um escândalo.
Pior: a indignação é seletiva, pois o graúdo que desvanece nas administrações estaduais neoliberais nunca vira manchete.
Se há notícia boa do Brasil, ela é minimizada. Se o positivo é notório, emprega-se logo uma adversativa, um “mas”, para reduzir ou neutralizar o impacto da mensagem.
São espantosos os malabarismos aritméticos, os artifícios de linguagem e os sofismas utilizados para transformar em ruim o que é bom.
São gráficos lidos de trás para frente ou pizzas que têm apenas uma ou outra fatia destacada.
Disseminar a síndrome de vira-lata, obviamente, tem um objetivo claro.
É recalcar os tradicionais estratos médios, é causar rancor, é produzir a intriga, é gerar dissensão, é fomentar o ciúme, é espalhar o ódio entre irmãos.
Afinal, para os obsoletos da elite midiota, é preciso difundir todos os dias a ideia do caos, mesmo que imaginário.
Para quem perdeu, faz-se urgente uma insurreição para acabar com a festa do crescimento econômico extensivo, da inclusão social e da democratização de acessos.

Enquanto eles não passam, vale a pena ficar com o Pará, com os brasileiros do Pará. Viva o Pará!