Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Dono da OAS está sob tortura? É a última arma do Moro para impedir que Lula se eleja em 2018!

Dono da OAS está sob tortura?

É a última arma do Moro para impedir que Lula se eleja em 2018!
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O Japa, o símbolo da Lava Jato, mostra a Léo Pinheiro onde fica Guantánamo (Reprodução: Abril)
No dia 20 de abril, dois meses, portanto, antes do lançamento do filme "A Lei é para todos, menos para tucanos" - produto dessa patranha que deputados denunciaram ao Janot (doce ilusão...) -, dois meses antes desse retumbante lançamento, o empreiteiro Léo Pinheiro vai depor na Vara do Imparcial de Curitiba.
Até agora, em 24 audiências em que foram ouvidas 73 testemunhas - veja bem, amigo navegante, 73 testemunhas! - NENHUMA COMPROVOU QUE O LULA É O DONO DO TRIPLEX NO GUARUJÁ!

NENHUMA!

É o que o PiG chama de "o triplex do Guarujá", como se fosse uma mansão debruçada sobre o mar de Trancoso, Itacaré, ou ainda na Bahia, na Ilha do Urubu, onde o Carecao homem mais rico do Brasilcostuma veranear.
O triplex que o Lula não quis comprar tem 200 metros quadrados (200m2 em três andares...) e fica diante de uma praia popular do litoral de São Paulo, a praia da Enseada.
Para um amigo navegante carioca entender: o PiG faz parecer que o Lula tenha um triplex na Avenida Vieira Souto, quando, na verdade, fica na Praia de Ramos...
E o Lula foi lá uma única vez: e nunca mais voltou, porque não gostou daquele imóvel que a D. Marisa vinha comprando, com cotas mensais.
Mas, o PiG e a Força Tarefa hollywoodiana querem que você, amigo navegante, ache que a OAS pegou dinheiro roubado da Petrobras e, em troca do roubo patrocinado pelo Lula, deu a ele um triplex na Praia de Ramos e, não, na Vieira Souto.
Querem que você acredite que a D. Marisa há dois anos pagava religiosamente as cotas já sabendo que daí a dois anos a OAS ia dar de presente o tal triplex...
D. Marisa tinha várias virtudes, mas não era advinha...
Nem o amigo navegante é um parvo...
Mas, esse roubo do triplex é a acusação mais avançada que a Vara do Moro montou contra o Lula.
É a arma mais poderosa que o Moro tem para impedir que o Lula ganhe ou indique o vencedor da eleição de 2018.
Por isso, o Conversa Afiada suspeita que o chefe da OAS, o empreiteiro Léo Pinheiro, encarcerado na Guantánamo de Curitiba, seja submetido, nesse momento, a um insuportável constrangimento físico e moral.
Ou, como disse a Presidenta Dilma Rousseff do Marcelo Odebrecht: tortura mesmo, psicológica e física!
Porque o Léo Pinheiro tem que PROVAR que deu o triplex de presente ao Lula como propina, em troca de três contratos que o Lula arrumou para a OAS na Petrobras.
Os mega delatores Cerveró e Paulo Roberto Costa - que assaltaram a Petrobras - já depuseram nessa instrução do processo e, sob juramento, juraram que não estiveram com o Lula, sozinho, em nenhum momento.
Que estiveram com o Lula em poucos encontros públicos e INSTITUCIONAIS.
Paulo Roberto desmentiu categoricamente que se referisse ao Lula como o "Lulinha"!
Nunca fez isso.
Quando depôs a favor do Lula, a propósito da "denúncia" de que a OAS guardava para o Lula os milhares de presentes que recebeu quando presidente - FHC confirmou que são um trambolho e que também precisou de ajuda para guardar -, um advogado de Lula lembrou que a roubalheira - segundo os depoimentos já registrados - na Petrobras tinha começado no Governo dele, FHC.
E perguntou se ele, FHC, sabia da roubalheira desenfreada que ali se realizava.
FHC respondeu: o Presidente não sabe de tudo!
Registre-se que, nessa audiência, segundo testemunhas, o Juiz Moro se desfez em mesuras e reverências ao FHC Brasif, como se estivesse diante de uma cruza de Papai Noel com Madre Teresa de Calcutá!
(Não há notícia de que Moro tenha beijado a mão do Príncipe da Privataria.)
Em nome dos princípios humanitários que respeita, o ansioso blogueiro espera que, nesse momento em que escreve, o Léo Pinheiro não esteja sentado na cadeira do dragão!
PHA

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Paulo Nogueira: A aterradora confissão de Dallagnol de que até aqui a Lava Jato( Tão “isenta” quanto o JN ) pegou apenas um lado

Dallagnol
A desconcertante confissão involuntária de Deltan Dallagnol

por Paulo Nogueira, no DCM, em 30/10/2016 

Escondidinha, uma nota na primeira página da Folha de hoje traz o que se pode definir como uma confissão aterradora.

A nota chama para um artigo de Deltan Dallagnol e outro procurador, e o título é este: “Lata Jato avança ao atingir todos sem distinção”.

Vou repetir, tamanha a importância da frase:

“Lata Jato avança ao atingir todos sem distinção”.

Quer dizer: agora, e somente agora, a Lava Jato atinge — alegadamente — a todos?

Ao longo de todo este tempo Moro e seus comandados trataram de destruir o PT.

Num jogo combinado com a mídia, a começar pela Globo, armaram operações cinematográficas quando se tratava de prender pessoas de alguma forma vinculadas a Lula.

Como esquecer as cenas da condução coercitiva de Lula para um depoimento para o qual ele sequer fora convocado?

E o vazamento ilegal das falas entre Lula e Dilma?

E tantas, tantas, tantas outras coisas que colaboraram decisivamente para a derrubada de Dilma e que, pelo script previsto, levariam a tirar Lula do caminho em 2018?

Uma democracia foi destruída. 54 milhões de votos foram incinerados para que a plutocracia chegasse ao lugar a que não consegue pelas urnas.

E agora somos obrigados a engolir que a Lava Jato é, aspas e gargalhadas, “apartidária”? Isenta?
Coloquemos assim: a Lava Jato tem a isenção que está fixada na missão do Jornal Nacional.
Nela, o JN diz que noticia os fatos do dia com “isenção”.

A Lava Jato foi, desde o início, tão isenta quanto o Jornal Nacional.

As coisas saíram do controle de seus mentores, e da própria mídia, quando delatores graúdos citaram pessoas, de novo aspas e gargalhadas, “acima de qualquer suspeita”.

Veio o caos, para os administradores da Lava Jato e para a imprensa.

Nenhum entre eles poderia esperar que da Odebrech saísse a informação preciosa de que Serra recebera 23 milhões de dólares num banco suíço para a campanha de 2010.

E atenção: em dinheiro de 2010. Hoje, seriam 34 milhões.

A confusão entre as corporações jornalísticas ficou estampada notavemente nisso: a Folha deu manchete e o JN ignorou.

O fato é que mudaram as circunstâncias: Moro já não é o mesmo.

Caminha para ser o juiz de primeira instância de origem.

Hoje é menor do que foi ontem, e amanhã será menor do que é hoje.

E a ideia disparatada de Dallagnol de que a Lava Jato “avança ao atingir a todos sem distinção” merece que evoquemos Wellington.

Só acredita nela quem acredita em tudo.

A não ser que a tomemos como uma confissão de que ela até aqui pegou apenas um lado.

Leia também:

Advogado de Lula: Artigo de procuradores da Lava Jato evidencia ainda mais a perseguição política