Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista
Mostrando postagens com marcador emancipa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador emancipa. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 14 de março de 2011

Por que a VEJA (*) agrediu Luciana Genro Publicado em 13/03/2011 Com



A propósito do post “Luciana Genro vai processar a revista Veja”, a amiga navegante Marilia Amorim (**) enviou o seguinte comentário :

Luciana Genro e o Projeto Emancipa


A força do projeto de Luciana Genro reside no fato de se situar, ao mesmo tempo, além e aquém de qualquer sistema de cotas. Além, porque possibilita a igualdade pelo acesso ao conhecimento e não apenas pelo reconhecimento do direito de ser igual. Aquém, porque ele é anterior à invenção das politicas afirmativas e se baseia no ideal iluminista segundo o qual é possivel erradicar a desigualdade oferecendo uma educação de qualidade para todos.


Nesse sentido, o nome Emancipa vem bem a calhar, pois coincide com as utopias da modernidade, ausentes na pré-modernidade obscurantista e suprimidas na pós-modernidade ultraliberal, e que tinham, justamente, como eixo, o projeto de emancipação de todo ser humano. Isso explica por que a direita brasileira(***) que, diga-se de passagem, tornou-se pós-moderna sem nunca ter sido moderna, não pode tolerar iniciativas como a de Luciana Genro e expressa sua fúria através da revista Veja ( veja o quê?).


Clique aqui para conhecer melhor o Emancipa.

(*) Este ansioso blog costuma referir-se à VEJA como “a última flor do Fascio”, ou “detrito de maré baixa” (PHA).

(**) Possui doutorado em Ciências Humanas e da Educação com a tese Le texte de recherche en sciences humaines: une approche bakhtinienne du problème de l’altérit, na Universiade de Paris-8. Ex-professora do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é atualmente professora do Departamento de Ciências da Educação da Universidade de Paris. É autora dos seguintes livros: Raconter, démontrer, . survivre: formes de savoir et de discours dans la culture contemporaine e Dialogisme et altérité dans les sciences humaines e organizou o livro coletivo Images et discours sur la banlieue (todos na França) e O pesquisador e seu outro: Bakhtin nas ciências humanas. É co-autora do livro Bakhtin: outros conceitos-chave.

(***) Sobre se existe ou não “direita” ou “esquerda”, leia o que diz Mino Carta ou, como disse, uma vez, Leandro Konder: só a direita acha que não existe mais essa distinção.
Paulo Henrique Amorim