...descobriu que, em 2012, o CNJ gastou mais de R$ 1 milhão com mudanças de servidores e juízes, que as despesas com diárias de viagens quintuplicaram em quatro anos, além de outras gastos; Felipe Recondo, do Estadão, foi aquele que o presidente do STF, Joaquim Barbosa, mandou "chafurdar no lixo"
Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista
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domingo, 31 de março de 2013
quarta-feira, 20 de março de 2013
OAB E AJUFE REAGEM AOS NOVOS INSULTOS DE BARBOSA
Presidente do STF, Joaquim Barbosa, falou o que quis e ouviu o que não quis. Depois de atacar relações de “conluio” entre juízes e advogados, numa reunião do Conselho Nacional de Justiça, ele foi repreendido pelo presidente da Associação dos Juízes Federais, Nino Oliveira Toldo. “A imprensa divulgou que o ministro tem uma namorada advogada. Como é que fica isso?”, indagou. O presidente da OAB, Marcus Vinícius Furtado, foi irônico: “A ouvidoria da OAB está à disposição do ministro para denunciar casos de lobby envolvendo advogados”. Incapaz de conter suas agressões, Barbosa até hoje não respondeu a uma nota dos magistrados, que motivou também seu ataque a um jornalista do Estado de S. Paulo
estad247 – Incapaz de manter relações civilizadas com seus pares no Poder Judiciário, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, mais uma vez, falou o que quis e ouviu o que não quis. Ontem, numa reunião do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o ministro novamente atacou colegas da magistratura, de forma generalizada. “Há muitos (juízes) para colocar para fora. Esse conluio entre juízes e advogados é o que há de mais pernicioso. E sabemos que há decisões graciosas, condescendentes, fora das regras”, afirmou.
A resposta não tardou a chegar. “A imprensa divulgou que o ministro tem uma namorada advogada. Como é que fica isso?”, indagou. Toldo refere-se a Handra Amorim, de 24 anos, que, além de advogada, pretende prestar concurso e seguir carreira no Supremo Tribunal Federal.
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinícius Furtado, por sua vez, foi irônico. “A ouvidoria da OAB está à disposição do ministro Joaquim Barbosa e de quem quer que seja para denunciar casos de lobby envolvendo advogados. A Ordem é contra qualquer tipo de relações promíscuas e tem seu Código Ético Disciplinar para ser aplicado nesses casos, não importa quem seja: advogados, filhos de advogados, parentes e até amantes”.
No fim de fevereiro deste ano, Barbosa concedeu entrevista a jornalistas estrangeiros e disse que os juízes brasileiros têm mentalidade pró-impunidade. Em resposta, recebeu no dia 2 de março, uma nota de três associações de magistrados, em que foi duramente criticado por sua conduta “generalista”, “preconceituosa” e “desrespeitosa”.
Recentemente, ao ser questionado sobre essa nota pelo jornalista Felipe Recondo, do Estado de S. Paulo, Joaquim Barbosa foi, mais uma vez, Joaquim Barbosa. Chamou o jornalista de “palhaço” e o mandou “chafurdar no lixo”. Ontem, ao comandar a reunião do CNJ, ele foi ele próprio: Joaquim Barbosa.
sábado, 9 de março de 2013
MESMO ATACADO, ESTADÃO SE CURVA A JOAQUIM BARBOSA
Em editorial deste domingo, o jornal de Francisco Mesquita Neto, dirigido pelo jornalista Ricardo Gandour, sai em defesa do ministro Joaquim Barbosa, que classificou o jornalista Felipe Recondo, do próprio Estadão, como um "palhaço"; Recondo queria apenas saber como Barbosa encarava uma nota de três associações de magistrados ao presidente do STF; o ministro se enfureceu e não respondeu as perguntas e nem será mais preciso: o editorial do Estadão diz que as críticas dos juízes ao relator da Ação Penal 470 são "injustas"
9 DE MARÇO DE 2013 ÀS 20:01
247 - Responsável pela cobertura do Poder Judiciário para o jornal Estado de S. Paulo, o jornalista Felipe Recondo tinha uma pergunta a fazer ao ministro Joaquim Barbosa na última segunda-feira. Queria saber como o presidente do Supremo Tribunal Federal encarava a duríssima nota publicada por três associações de magistrados, que classificaram a conduta do ministro como "superficial" e "desrespeitosa" (leia mais aqui). Barbosa havia dito que os juízes brasileiros têm uma mentalidade pró-impunidade e, por isso mesmo, recebeu a nota dos juízes como resposta. O fim da história é conhecido. Recondo nem conseguiu terminar sua questão e foi chamado de "palhaço" pelo chefe do Poder Judiciário, que também determinou que ele continuasse a "chafurdar no lixo" – o repórter vinha apurando uma reportagem sobre mordomias no STF.
Joaquim Barbosa, como também é sabido, não se desculpou de maneira correta. Soltou apenas uma nota genérica falando de seu apreço pela imprensa e atribuiu seus excessos verbais às "dores nas costas". No entanto, o ministro também agiu nos bastidores. Solicitou que assessores procurassem a direção do Estado de S. Paulo e transmitissem a mensagem de que o jornal não tem mais um bom diálogo no STF – na prática, o ministro, que já havia colocado na geladeira a repórter Mariângela Galucci, também do Estadão, pediu a cabeça de Recondo (leia mais aqui).
O resultado prático está na edição deste domingo do Estado de S. Paulo e o jornal quatrocentão da família Mesquita, hoje comandado por Francisco Mesquita Neto e dirigido pelo jornalista Ricardo Gandour, decidiu se curvar – ao menos, parcialmente – à pressão de Barbosa. No editorial "Magistratura dividida", que circula na edição deste domingo, o jornal sai em defesa justamente do personagem que agrediu seu profissional. Na prática, o Estadão escolheu o pior momento possível, e o dia em que tem maior leitura, para defender, mais uma vez, Joaquim Barbosa. "As críticas das associações de juízes ao ministro Joaquim Barbosa são injustas. Ao dirigente máximo do Judiciário cabe defender os interesses maiores da instituição, e não ser porta-voz dos interesses corporativos daqueles que a integram".
Recondo, portanto, nem precisa mais insistir em perguntar ao ministro Joaquim Barbosa como ele encara as críticas dos juízes. O Estadão comprou a versão do presidente do STF e respondeu por ele. A nota é fruto de interesses corporativos dos membros do Judiciário, que estão sendo corrigidos pelo anjo vingador Joaquim Barbosa. Para o jornalista e militante político Emiliano José, há uma outra explicação. "Depois de endeusar o ministro Barbosa, que foi o Torquemada do PT, a alternativa que resta ao Estadão é defendê-lo em qualquer circunstância", afirma. Mesmo quando o próprio Estadão é atacado.
BARBOSA QUER A CABEÇA DE REPÓRTER DO ESTADÃO
Presidente do STF, Joaquim Barbosa, fez chegar à direção do jornal a informação de que a publicação não tem mais interlocutores no STF; gesto foi interpretado como uma sugestão para que o jornal indique um outro repórter para a cobertura da suprema corte; antes de Felipe Recondo, acusado por Barbosa de "chafurdar no lixo", o ministro isolou a jornalista Mariângela Galucci, também do Estadão, que fez reportagem mostrando que o ministro ia a bares, em Brasília, enquanto estava de licença
9 DE MARÇO DE 2013 ÀS 14:05
247 - A crise entre o Supremo Tribunal Federal e o jornal Estado de S. Paulo ainda não foi superada. Longe disso. Na semana passada, um gesto do presidente do STF, Joaquim Barbosa, tornou a situação ainda mais delicada. Por meio de assessores, o ministro fez chegar à direção do jornal da família Mesquita a mensagem de que a publicação não tem mais interlocutores na suprema corte. Esse movimento foi interpretado como um pedido para que o jornal entregasse a cabeça do jornalista Felipe Recondo, que cobre o Poder Judiciário para o Estadão e que foi acusado por Barbosa de "chafurdar no lixo", além de ser chamado de "palhaço". Recondo produzia uma reportagem sobre gastos do STF com reformas de apartamentos e de gabinetes, além das despesas com viagens dos ministros ao exterior – daí a expressão "chafurdar no lixo".
A mensagem do STF ao Estadão repercutiu muito mal internamente. Lembrou tempos autoritários, em que autoridades pediam a cabeça de jornalistas aos chefes de redações. No caso do Estado, não é a primeira vez que Barbosa tenta isolar um profissional de imprensa. Antes do caso Felipe Recondo, ele colocou na geladeira a repórter Mariângela Galucci, desde que, em 2010, ela publicou uma reportagem – verdadeira, diga-se de passagem – mostrando que o ministro ia a bares, enquanto sua licença para tratamento de dores nas costas, que durou quase um ano inteiro, paralisou diversos processos (leia mais aqui). No STF, Barbosa chegou a interromper entrevistas ou conversas em off com jornalistas, sempre que Mariângela, casada com o colunista Fernando Rodrigues, da Folha, se aproximava.
Depois do julgamento do mensalão, Barbosa anda mais irritadiço do que de costume e suspeita que todos os seus passos estejam sendo monitorados de perto. Recentemente, ele passou férias em Miami, nos Estados Unidos. Como há muitos brasileiros vivendo e passando férias na cidade, ele foi abordado e distribuiu autógrafos, como costuma fazer também no Brasil. Depois disso, fotos suas foram postadas na internet e circularam rumores de que ele teria comprado um imóvel de alto padrão na Flórida. A reportagem ainda não publicada de Recondo, sobre as mordomias no STF, também passou a ser motivo de preocupação.
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