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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

MARIANA FEZ ROLEZINHO COM A MEDICINA Maior nota do Enem vai estudar Medicina na UFMG

BRASILIDADE: 1º LUGAR NO SISU, MARIANA LIMA FALA SOBRE PREPARAÇÃO E EXPECTATIVA PARA O CURSO DE MEDICINA

Clique na imagem para assistir ao vídeo



Mariana Lima foi pega de surpresa quando soube que alcançou o primeiro lugar no Sisu, o Sistema de Seleção Unificada, para o qual se inscreveram 2,5 milhões de estudantes de todo o país. Com a maior nota no Enem, o Exame Nacional do Ensino Médio, Mariana já tem vaga garantida no curso de medicina na UFMG. A jovem, de apenas 18 anos, comemora os frutos de seu esforço e diz que espera ter um bom rendimento também na universidade, para que, quando médica, possa ajudar as pessoas.

Sabia que tinha chance de passar em Medicina, mas de forma alguma esperava ficar em primeiro lugar no Enem. Eu queria ser bailarina, estudei três anos na Escola Bolshoi, em Joinville, mas acabou não dando certo e aí quando eu tinha 13 anos, ainda em Joinville, com minha escola regular, a gente fez uma visita à Fundação Pró-Rim e aquilo me marcou muito e foi a partir daí que eu pensei que gostaria de estudar Medicina, mas era só uma ideia (…) eu voltei para Belo Horizonte e no final do primeiro ano do Ensino Médio decidi que cursaria Medicina e comecei minha preparação (…) abri praticamente mão de tudo, só me dediquei aos estudos e fiquei feliz com o resultado. Espero manter o mesmo rendimento na universidade, poder ajudar as pessoas e dar um retorno para a sociedade”, disse.



Clique aqui para ler “O rolê da Dilma: SISU, PROUNI, FIES e ENEM”

domingo, 26 de maio de 2013

O reacionarismo insensível dos médicos brasileiros


Parece que essa montagem é de Alex Moreira. Ou não.
O passado desnecessário

Os médicos brasileiros contrários à vinda de médicos estrangeiros para atuar no interior desassistido ainda não perceberam que desejam modelar o futuro com pedaços do passado de má memória até para eles.

Quando a crise social e econômica bateu aqui de verdade, muitos médicos se foram em busca de alguma oportunidade nos Estados Unidos. Os dentistas brasileiros descobriram Portugal. A propagação do conceito de serem mais atualizados tecnicamente, à época, lotou seus consultórios com a clientela portuguesa. E levou mais dentistas daqui.

Dos anos 1980 para os 1990, a batalha foi intensa e incessante, com envolvimento diplomático, dos governos, médicos e dentistas, meios de comunicação, entidades científicas de um lado e do outro. As relações entre os dois países ficaram difíceis.

Os portugueses cobravam que os dentistas brasileiros se submetessem, para validação dos seus diplomas, a exame baseado no currículo local. Os brasileiros respondiam que o currículo português incluía, em detrimento do maior domínio técnico, matérias médicas não adotadas no Brasil. Atritos e impasse por mais de dez anos.

A recusa à vinda de médicos reproduz exatamente a posição dos portugueses, à qual nenhum núcleo médico, odontológico, intelectual ou outro deu apoio no Brasil. A diferença entre os fatos de lá e os de cá está só nos motivos. Já foi dito que os médicos brasileiros defendem o seu mercado, a tal reserva de mercado. Só os portugueses fizeram isso.

Os médicos daqui não querem saber do interior atrasado, não importa que mercado haja aí e que condições sejam oferecidas. Mesmo as periferias das cidades são incapazes de atraí-los no número necessário, como prova a procura para os hospitais e postos públicos. A mera recusa à contratação de espanhóis, cubanos e portugueses despreza ainda outra realidade inegável: a dos milhões deixados a sofrimentos que até conhecimentos médicos elementares podem evitar ou atenuar.

Responder à proposta do governo com grosserias, como tem feito o Conselho Federal de Medicina, não disfarça outra realidade. Médicos de alta reputação e entidades científicas e de classe têm insistido na adoção, para os recém-diplomados, de exame à maneira do que faz a OAB para dar status de advogado aos bacharéis em direito. O pedido do exame é o reconhecimento de que a proliferação de faculdades tem diplomado levas de médicos com despreparo alarmante.

* A coluna de Janio de Freitas comenta também outro assunto, mas eu a editei para não misturar alhos com bugalhos.