Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

MARIANA FEZ ROLEZINHO COM A MEDICINA Maior nota do Enem vai estudar Medicina na UFMG

BRASILIDADE: 1º LUGAR NO SISU, MARIANA LIMA FALA SOBRE PREPARAÇÃO E EXPECTATIVA PARA O CURSO DE MEDICINA

Clique na imagem para assistir ao vídeo



Mariana Lima foi pega de surpresa quando soube que alcançou o primeiro lugar no Sisu, o Sistema de Seleção Unificada, para o qual se inscreveram 2,5 milhões de estudantes de todo o país. Com a maior nota no Enem, o Exame Nacional do Ensino Médio, Mariana já tem vaga garantida no curso de medicina na UFMG. A jovem, de apenas 18 anos, comemora os frutos de seu esforço e diz que espera ter um bom rendimento também na universidade, para que, quando médica, possa ajudar as pessoas.

Sabia que tinha chance de passar em Medicina, mas de forma alguma esperava ficar em primeiro lugar no Enem. Eu queria ser bailarina, estudei três anos na Escola Bolshoi, em Joinville, mas acabou não dando certo e aí quando eu tinha 13 anos, ainda em Joinville, com minha escola regular, a gente fez uma visita à Fundação Pró-Rim e aquilo me marcou muito e foi a partir daí que eu pensei que gostaria de estudar Medicina, mas era só uma ideia (…) eu voltei para Belo Horizonte e no final do primeiro ano do Ensino Médio decidi que cursaria Medicina e comecei minha preparação (…) abri praticamente mão de tudo, só me dediquei aos estudos e fiquei feliz com o resultado. Espero manter o mesmo rendimento na universidade, poder ajudar as pessoas e dar um retorno para a sociedade”, disse.



Clique aqui para ler “O rolê da Dilma: SISU, PROUNI, FIES e ENEM”

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Prouni deve ter 1,1 milhão de inscrições, diz ministro Fernando Haddad





Saiu no Blog do Planalto noticia para irritar a elite de São Paulo – a mais atrasada do Brasil, segundo o Mino Carta -, o PiG (*) e a Justiça do Ceará:

O Programa Universidade para Todos (Prouni) deve receber 1,1 milhão de inscrições, informou hoje (19) o ministro da Educação, Fernando Haddad, acrescentando que há 195 mil bolsas de estudo disponíveis nas universidades particulares. Com isso, o Prouni atingirá, em janeiro, a marca de 1 milhão de bolsas concedidas a estudantes de baixa renda. No programa Bom Dia Ministro, Haddad disse ainda que o Enem é o “passaporte de ingresso à educação superior” no Brasil e anunciou a ampliação do Fies para a pós-graduação.

“É meu papel também dizer a revolução que o Enem promoveu no país, do ponto de vista do acesso à universidade pública e particular, por meio do programa de bolsas que nós criamos, e que vai conceder, agora, em janeiro, a milionésima bolsa de estudos para a população de baixa renda, egressa de escola pública. O Enem era uma prova de autoavaliação, se transformou numa prova respeitada, do ponto de vista pedagógico, que vem alterando a realidade do Ensino Médio”, disse Haddad.

O ministro da Educação, que deixará o cargo na próxima semana, lembrou os investimentos feitos pelo governo federal da creche à pós-graduação. Segundo ele, descontada a inflação, o orçamento do Ministério dobrou nos últimos nove anos. Além disso, nesse período, o MEC reduziu à metade a relação entre os investimentos feitos no aluno da educação básica em comparação com o estudante do ensino médio.

“Quando nós chegamos ao governo, se investia dez vezes mais num aluno da educação superior do que da educação básica. Hoje, esse número é de cinco vezes, sendo que a nossa meta é continuar progredindo, não pelo corte de investimentos na educação superior, mas pelo incremento dos investimentos na educação básica, que é o que nós estamos fazendo. Então, é um movimento virtuoso que nós pretendemos continuar. Esse número deve chegar na casa de quatro, três vezes, porque o custo do aluno na educação superior é sempre maior porque envolve pesquisa, extensão e uma série de outras atividades, mas ele não podia permanecer naquele patamar escandaloso que foi herdado pelo nosso governo.”

Para Fernando Haddad, o desafio de seu sucessor é a educação no campo, onde o índice de analfabetismo ainda é elevado.

“Nós temos pronto um plano chamado Pronacampo, que está sendo entregue para o ministro Mercadante e para a presidenta Dilma, que eu penso que vai ajudar a resolver os problemas ainda existentes. O campo é um nó a ser desatado, é um problema, e a população do campo tem uma grande expectativa de que nós possamos avançar mais. Melhoramos o transporte escolar, melhoramos a informatização das escolas do campo, levamos o Licenciatura para o campo. Algumas coisas foram feitas, providências foram tomadas, mas nós não conseguimos entrar na sala de aula, nós não conseguimos melhorar as condições, pelo menos na dimensão necessária, para resgatar essa dívida com a população do campo”, defendeu.

Fernando Haddad será substituído no Ministério da Educação pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante.



Os candidatos a prefeito do PSDB de São Paulo pretendem se eleger com a “dor e o sofrimento”.Dos pobres.

Paulo Henrique Amorim

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Dilma, ProUni, SISU: educar é distribuir renda



Juntos, ProUni e Sisu vão oferecer 300 mil vagas no início de 2012, diz presidenta


O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade para Todos (Prouni) irão ofertar 300 mil vagas no ensino superior no primeiro semestre de 2012, informou hoje (16) a presidenta Dilma Rousseff. Ao participar do programa semanal de rádio Café com a Presidenta, ela destacou que esses alunos entrarão em instituições de ensino superior a partir do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). E lembrou que, neste mês, o governo federal atingirá a marca de 1 milhão de vagas no ProUni, cujas inscrições ficarão abertas até a próxima quinta-feira (19).


“Com o Enem, nós estamos democratizando o acesso ao Ensino Superior. Além de poder escolher entre as 95 instituições públicas do Sisu, com a nota do Enem, o candidato também pode pleitear uma bolsa de estudos do Prouni, o Programa Universidade para Todos, para estudar em uma faculdade particular. Essas bolsas são para estudantes que fizeram o Ensino Médio em escolas públicas, são bolsas integrais ou parciais em 1.321 instituições em todo o país.”


Dilma Rousseff lembrou ainda que no passado muitos estudantes não prestavam vestibular em universidades públicas por ausência de recursos para o deslocamento até outros municípios. “Com o Enem, este obstáculo deixa de existir”, garantiu a presidenta, ao lembrar que o exame foi aplicado em 1,6 mil cidades brasileiras, garantindo a participação de 1,7 milhão de candidatos e a aprovação de 108 mil estudantes.


“Eu quero começar dando os meus parabéns aos jovens que foram selecionados, na semana passada, pelo Sisu. Quero também dar os parabéns ao ministro Fernando Haddad, que é responsável por essa grande realização. São 108 mil estudantes que conquistaram suas vagas, em 95 instituições públicas de Ensino Superior.”


Para quem não conseguiu uma vaga no Sisu ou no Prouni, há também outras formas de acesso ao ensino superior, como o Financiamento Estudantil (Fies), que oferece crédito para custeio de até 100% da mensalidade, com juros de 3,4% ao ano. O estudante começa a pagar o empréstimo um ano e meio após o término do curso, com prazo para pagamento de três vezes a duração do curso, mais um ano.


A presidenta lembrou que os jovens que fizerem o curso de licenciatura ou medicina e que forem trabalhar dando aulas nas escolas públicas ou atendendo pacientes do Sistema Único de Saúde em locais em que há carência de médicos poderão ter o débito com o Fies reduzido.


“Eu quero dizer para os estudantes e também para os seus pais e suas mães, que batalham tanto pela formação de seus filhos, que nós vamos continuar trabalhando para educar bem os nossos jovens. Porque eu acredito que a educação é a principal ferramenta para a conquista dos sonhos de cada um e, também, para que o Brasil continue crescendo, distribuindo renda e que seja um país de oportunidade para todas as pessoas. Nada é mais importante que a educação quando se trata de distribuição de renda e de garantia de futuro.”

Clique aqui para ler sobre os “848 mil que já se inscreveram no ProUni”.

E aqui para ler sobre “o que o SISU fez por minha filha e por nós “.



Paulo Henrique Amorim

A sutil diferença entre um Sábio e um Idiota

O sábio:

ZÉ GERALDO
Ei você que tem de oito a oitenta anos
não fique aí perdido,
como ave sem destino
pouco importa a ousadia dos seus planos
eles podem vir da vivência do ancião
ou da inocência de um menino
o importante é você crer
na juventude que existe dentro de você
Meu amigo, meu compadre, meu irmão,
escreva sua história
pelas suas próprias mãos
Nunca deixe se levar por falsos líderes
todos eles se intitulam
porta-vozes da razão
pouco importa o seu tráfico de influências
pois os compromissos assumidos
quase sempre ganham sub-dimensão
o importante é você ver
o grande líder que existe dentro de você
Não se deixe intimidar pela violência
o poder da sua mente é toda a sua fortaleza
Pouco importa este aparato bélico universal
toda a força bruta representa nada mais
do que um sintoma de fraqueza
O importante é você crer
nesta força incrível que existe dentro de você
O idiota:

MICHEL TELÓ
Nossa, nossa
Assim você me mata
Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego
Delícia, delícia
Assim você me mata
Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego
Sábado na balada
A galera começou a dançar
E passou a menina mais linda
Tomei coragem e comecei a falar
Nossa, nossa
Assim você me mata
Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego
Delícia, delícia
Assim você me mata
Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego
Sábado na balada
A galera começou a dançar
E passou a menina mais linda
Tomei coragem e comecei a falar
Nossa, nossa
Assim você me mata
Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego
Delícia, delícia
Assim você me mata
Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego
Agora que você consegue notar a diferença entre vitamina e veneno, tenha uma ótima semana.

Dilma é pop: vídeo-montagem com rock foi visto quase 3 milhões de vezes

Caiu na rede em outubro passado uma montagem em vídeo bem feita e bem humorada (mas respeitosa), misturando uma música da banda de rock "System of a Down" com discursos da campanha de 2010 da presidenta Dilma, e com Lula nos "backing vocals".

E não é que o vídeo já foi visto 2,7 milhões de vezes.

Há quem não goste da música banda, mas os dilmistas e lulistas não podem reclamar da letra.


domingo, 23 de janeiro de 2011

O PIG e as verdadeiras razões de sua cruzada contra o ministro Haddad


Não é novidade para ninguém que a grande imprensa vem promovendo desde o final de 2009 uma verdadeira cruzada contra o ministro da Educação, Fernando Haddad (PT-SP). Ao final daquele ano, um problema grave – mas que não passa nem perto de ser crônico – foi exponencializado pela grande mídia, como é de seu costume quando lhe convém, e tratado como “crise”. Tentaram a todo custo vender a idéia de que o vazamento das provas evidenciava uma crise sem precedentes do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e já construíram em torno disso um discurso mais que malicioso com vistas às eleições do ano passado.

Em 2010, já passado o furor da campanha eleitoral, um erro de impressão em uma versão das provas do Enem fez a imprensa reacender suas críticas ferozes contra a gestão da educação no Brasil e, sobretudo, contra o ministro Haddad. Especulava-se, na época, que diante daquela “sistemática crise” o nome de Haddad já era praticamente descartado do novo ministério da então Presidenta eleita Dilma Rousseff. Contudo, como diz o velho jargão popular, mais uma vez a grande imprensa “deu com os burros n’água” e teve que engolir a decisão de Dilma de manter Haddad à frente do Ministério da Educação.
Agora, logo no começo de 2011, problemas pontuais no Sisu (sistema de distribuição de vagas em universidades públicas) trazem Haddad de volta à berlinda e a imprensa, como sempre, não economiza críticas ao ministro, já entoando até uma cantilena de que Haddad deverá ser a primeira baixa no 1º escalão do governo Dilma. Sim, caro leitor, a grande mídia já chegou a esse ponto. Na noite de sábado, 22, o jornalista Guilherme Barros postou o seguinte “furo”, que transcrevemos abaixo, em sua coluna no portal IG:
“Dilma Rousseff já não esconde mais sua insatisfação com o ministro da educação Fernando Haddad. A pasta dele já tinha apresentado sérios problemas com o Enem, e nesta semana houve falhas no Sisu, sistema de distribuição de vagas em universidades públicas. Ainda assim, o ministro queria sair em férias, o que deixou Dilma extremamente aborrecida. Fernando Haddad continua no ministério por um pedido de Lula. Ele nunca foi o preferido de Dilma para o cargo. Se Lula liberar Dilma, Fernando Haddad pode cair nos próximos dias. Já se dá praticamente como certo que ele não estará mais no governo quando o carnaval chegar”.
A grande imprensa e seu objetivo de desgastar Haddad
Vamos aos fatos. Fernando Haddad chegou ao Ministério da Educação em 2005, ainda no primeiro mandato do ex-Presidente Lula, substituindo o ex-ministro Tarso Genro. De uma forma gradual, Haddad foi implantando projetos no MEC (como o Novo Enem, o PNE, o Ideb etc) que aos poucos estão revolucionando a educação brasileira e que são elogiados até por organismos internacionais, como a ONU (Organização das Nações Unidas). É bem verdade que algumas falhas têm ocorrido tanto no Enem quanto no Sisu. Contudo, é mais verdade ainda que essas falhas, que devem sem dúvida ser corrigidas pelo ministro Haddad, estão sendo exponencializadas de uma forma descarada pela grande imprensa. Mas qual a intenção da imprensa com essa cruzada contra Haddad?
Em primeiro lugar, a razão mais óbvia é a de querer imprimir uma marca negativa logo no começo do governo Dilma em uma das áreas mais importantes, como a educação. Ao longo da campanha eleitoral, no ano passado, Dilma foi enfática ao destacar a importância que daria à educação no Brasil: não havia um discurso em que a então candidata não falasse do tema. Neste sentido, não há dúvidas de que estes setores da grande imprensa seriam levados ao deleite com a queda do ministro responsável por esta pasta antes dos primeiros 100 dias de governo. Seria uma forma dessa grande imprensa dizer à população: “olha, a educação não está indo bem”.
Mas para além dessa razão óbvia que justifica a cruzada da imprensa contra Haddad existe outra, não menos importante, porém não tão óbvia para quem acompanha o jogo político à distância. Haddad é um quadro do PT paulista, que iniciou sua trajetória política no movimento estudantil, quando chegou a ser, inclusive, presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da USP. Embora nunca tenha disputado um cargo eletivo, o nome do Ministro já aparece nas cotações do partido como uma das opções para a disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2012.
O bom trabalho que vem fazendo no Ministério da Educação e também o fato de ser um nome novo, que pode representar um avanço no diálogo com a classe média (tão importante para se ganhar uma eleição na capital paulista), são os principais motivos que fazem de Haddad um nome forte no páreo para o Executivo Municipal paulistano, ao lado da Senadora eleita Marta Suplicy e do ministro da Ciência e Tecnologia, Aloísio Mercadante. Embora o nome de Haddad tenha crescido com força apenas dentro de sua corrente – a Mensagem ao Partido -, lideranças de outras correntes começavam a avaliar que a aposta em Haddad poderia ser uma boa solução para recuperar a Prefeitura da maior cidade do país.
Afinal de contas, embora Marta seja um nome muito forte e tenha feito um excelente governo na cidade de São Paulo entre 2001 e 2004, seu nome ainda encontra forte rejeição entre a classe média, sobretudo devido à incompreensão de muitos paulistanos sobre a importância de taxas que Marta criou no seu governo, como a taxa do lixo e a taxa de iluminação pública. Por incrível que pareça, esses setores da sociedade paulistana fecham os olhos a todos os avanços feitos por Marta (como os CEUs, Bilhete Único, corredores de ônibus, renovação da frota de ônibus urbano etc) e preferem lembrar da ex-prefeita e atual senadora apenas como “Martaxa”. Ou seja, repetir o nome de Marta, após duas derrotas para a Prefeitura (em 2004 e 2008) pode ser muito arriscado.
Sem contar, que talvez a própria Marta, sabendo dos riscos, não queira queimar seu capital político no caso de uma nova derrota na disputa pela Prefeitura e prefira, então, seguir no Senado. O caso de Mercadante é bastante semelhante ao de Marta. Embora Mercadante tenha sido eleito ao Senado em 2002 com expressiva votação, isso por si só não garante uma eleição à Prefeitura. Afinal de contas, Mercadante foi derrotado em duas eleições seguidas para Governador do Estado (em 2006 e 2010), inclusive na própria capital. No ano passado, por exemplo, Mercadante teve apenas 36% dos votos na capital paulista, o que representa pouco mais de 2,3 milhões. Assim, Mercadante também poderia preferir continuar à frente do Ministério da Ciência e Tecnologia, especialmente se estiver tendo bons frutos do seu trabalho na pasta.
Assim, o nome de Haddad passa a ser cada vez mais uma possibilidade real para a disputa pela Prefeitura de São Paulo, já que apresenta diferenciais em relação aos demais pré-candidatos petistas: é um nome novo, tem boa interlocução com a classe média e tem um trabalho bem avaliado. Sabendo disso, a grande imprensa tem colocado mais força na campanha anti-Haddad, pois sabem que o ministro da Educação seria de fato um nome muito forte na corrida para a sucessão do atual Prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM). E naturalmente ver o PT novamente administrando o terceiro maior Orçamento do país (atrás apenas do Orçamento da União e do Estado de São Paulo) não é do interesse desses setores da grande imprensa.
Pela importância econômica da cidade de São Paulo e por tudo que esse município representa no Brasil, a disputa pela sua Prefeitura vai além do limite local: é, sem dúvida, uma eleição nacionalizada. Tem sido assim nos últimos anos. Ganhar em São Paulo é, sem dúvida, uma das grandes metas do PT em 2012; permanecer no comando de São Paulo é também a meta da oposição, que como sempre conta com a ajuda da imprensa, especialmente da ala paulista (Folha, Estadão, Veja). Isto é razão mais que suficiente para esses mesmos setores da imprensa promoverem essa verdadeira cruzada contra Fernando Haddad, procurando desgastar sua imagem e “enterrar” a possibilidade de sua candidatura à Prefeitura de São Paulo. Acompanhemos os próximos capítulos dessa trama!
No acima exposto , dou-me o direito de incluir o fato que, o grande perdedor , no caso de avanços do ensino público , são os empresários do setor , que mantém escolas e cursos , para ingressos nas universidades , principalmente federais . E , se as escolas estaduais e municipais forem apoiadas como eram há décadas atrás , perderam mais ainda ,e deixaram de ter o monopólio na formação de uma suposta elite que , pensa de acordo com a extrema direita neo-liberal e pró-colonialista, que infesta este país. Onde mais discute-se idéias , buscam-se visões mais humanas e com a participação de todos  àqueles que originam das várias classes sociais, sem falar em pesquisas em diversas áreas , do interesse público, com um enfoque dos interesses nacionais?  nas universidades federais , Que ultimamente , só os bem nascidos podem frequentar, por terem maiores chances e um melhor preparo, oriundos desses cursos , onde paga-se valores bem altos para frequenta-los, a maioria vinda de uma elite com visão avessa aos interesses , e cultura nacionais .
Com a eleiçaõ de um governo progressista , isto começou a mudar , com o advento do ENEM ,  E há de mudar muito mais !!!! 
O apedeuta.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

RESPOSTA AO PRECONCEITO SOCIAL

Crianças e adolescentes de lares beneficiados pelo Bolsa Família freqüentam cada vez mais as aulas, registram índices decrescentes de evasão escolar e mostram sensível  melhora nos indicadores de aproveitamento e aprovação. Dados da Pnad/IBGE 2009 mostram que na faixa  entre seis e 17 anos, eles frequentam, no mínimo, 85% das aulas todos os meses. Uma vez na escola, têm conseguido terminar o ensino fundamental e prosseguem no ensino médio. Cerca de 16 milhões de crianças, adolescentes e jovens, ou 40% do total dos alunos do ensino fundamental, provém de lares beneficiados pelo Bolsa Família.  No Nordeste, esse índice chega a quase 50% das matrículas.  Enquanto a taxa de matrículas cresce de forma inexpressiva entre os  mais ricos do país (a rigor, apenas o crescimento vegetativo), entre os mais pobres a taxa aumenta em mais de 50%.(dados: Correio Braziliense; 19/01)

BÚSSOLA CONSERVADORA: ENTREGUISMO AO NORTE; IMPERIALISMO AO SUL

Oposição quer boicotar  acordo assinado em julho de 2009 entre o ex-presidente Lula e o presidente Fernando Lugo, que triplica  os valores pagos ao Paraguai pela energia de Itaipu vendida ao Brasil . Pela cessão de boa parte da cota  paraguaia -- historicamente remunerada abaixo dos preços de mercado--  o governo Lugo passaria a receber  U$ 360 milhões por ano, contra US$ 120 milhões atuais. Segundo o deputado do PSDB  Antonio Carlos Mendes Thame, trata-se de  "um ato de entreguismo do Brasil'.  Lembra um pouco a histeria da mídia conservadora, em 2006, quando se pintou verde-amarelo e  declarou guerra à Bolívia, exigindo que o Brasil retomasse as refinarias da Petrobras nacionalizadas por Morales. Quatro anos depois, os mesmos nacionalistas cobravam a entrega do pré-sal às petroleiras internacionais, de faca na boca contra  a regulação soberana aprovada pelo governo Lula. A Presidente Dilma Rousseff  vai honrar o acordo brasileiro com o Paraguai.

(Carta Maior; 4º-feira, 19/01/2011. Para doações às cidades devastadas: Defesa Civil do RJ, CEF -conta 2011-0, agência 0199, operação 006)

O SISU é um sucesso ! Pobre vai entrar na universidade ! Que horror !

Bom era quando negro não entrava na universidade, não é isso ?
O PiG (*) desfechou uma nova ofensiva para impedir que pobre (especialmente o negro) entre na universidade.

A ofensiva se dá através da desmoralização do ENEM.

Agora, por causa do SISU (pronuncia-se “sisú”).

“Sistema Seletivo Unificado”.

Significa o seguinte:

Todos os candidatos do ENEM podem acessar o computador e, em função da nota no ENEM, escolher a faculdade que querem cursar.

Faculdades federais e estaduais.

Menos as de São Paulo, onde o Padim Pade Cerra liderou o boicote ao ENEM e pretende fundar a República Independente da Daslu.

Ou seja, o estudante faz o ENEM na sua cidade – ou perto – e escolhe a faculdade no computador.

Não precisa, como antes, viajar para cinco seis cidades para entrar num curso superior.

O que significa que pobre pode entrar na universidade porque ficou mais barato o acesso.

Que horror !

O programa previa 400 acessos ao site do SISU por minuto.

Entraram 800 por minuto.

No domingo e na segunda o sistema ficou lento.

Na terça, com capacidade para 800 por minuto, ficou normal.

Por seis minutos no domingo e quatro na segunda, era possível um candidato ter acesso a dados pessoais de outro candidato.

Localizada a falha, o sistema foi corrigido.

Às 18 horas de hoje, no quarto dia de funcionamento do SISU, 800 mil estudantes já tinham escolhido a faculdade que querem cursar.

Mais do que durante todo o período de acesso do ano passado.

Um SISU é um sucesso.

Em tempo: o diretor do INEP não saiu por causa do SISU. Saiu porque tinha decidido sair antes, na segunda crise do ENEM. Não aguentou o PiG (*) e foi para casa. Na primeira crise, como se sabe, a prova do ENEM fui surrupiada na gráfica da Folha (**).


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.