Maior estatal brasileira apresenta resultados do quarto trimestre de 2013, superando expectativas do mercado; lucro da Petrobras alcançou R$ 6,28 bilhões no 4º trimestre do ano passado, uma alta de 85%, em relação aos três meses anteriores; lucro ao longo do ano representou alta de 11% comparado com 2012; também nesta terça (25), companhia relatou recorde de extração no pré-sal, mas papéis ainda fecharam em queda de 2% na Bolsa de Valores; resultados divulgados nesta noite mostram força da estatal; números serão suficientes para virar opinião fechada e pressão do mercado?
Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista
Mostrando postagens com marcador merryill lynch. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador merryill lynch. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
BANCO ATACA E DEPOIS 'ENCHE O CARRINHO' DE PETROBRAS
Pivô da crise financeira global de 2008, banco de investimentos dos EUA continua fazendo das suas; agora assimilado pelo Bank of America, Merrill Lynch soltou relatório de críticas à Petrobras em outubro do ano passado; "A empresa mais endividada do mundo", calculou, com ampla repercussão na mídia familiar brasileira; mas agora em janeiro, quando os papéis da estatal brasileira, empurrados para baixo por avaliações como o do próprio Merrill Lynch, chegaram a R$ 15, o que fez o banco americano? Comprou, é claro, milhões de ações da própria Petrobras; primeiro ajudou a derrubar o valor da companhia e, quando de fato ele caiu, comprou para saborear os lucros; a Comissão de Valores Mobiliários vai se manifestar sobre a manobra ?
28 DE JANEIRO DE 2014 ÀS 10:56
247 – Um dos pivôs da crise financeira global de 2008, quando foi flagrado como um dos maiores distribuidores de títulos podres dos Estados Unidos – os subprime --, o banco de investimentos Merril Lynch resolveu agora operar em cima da estatal brasileira Petrobras. Adquirido pelo Bank of America, por ordem das autoridades monetárias dos EUA, o banco de investimentos que deu grande contribuição para quebrar as instituições do mundo todo acaba de realizar uma jogada clássica, feita na fronteira da ética e da lei.
Em outubro do ano passado, relatório oficial do Merril Lynch apontou a Petrobras como "a empresa mais endividada do mundo", numa nota que prontamente ganhou repercussão na mídia familiar brasileira (leia abaixo notícia a respeito do jornal O Estado de S. Paulo). Com a avaliação negativa da petroleira brasileira, o BofA/Merril Lynch ajudou a empurrar para baixo os papéis da companhia na bolsa de valores, que entraram em janeiro alcançando o recorde negativo de cerca de R$ 15 por ação.
E então vem a segunda parte da jogada do BofA/Merril Lynch.
Entre os dias 20 e 24 de janeiro, quando as ações da Petrobras chegavam ao seu ponto mais baixo, o que fizeram os operadores da instituição americana? Encheram o carrinho, como se diz na gíria financeira, de ações da Petrobras.
O Merrill Lynch, segundo levantamento publicado no site Infomoney (leia abaixo), comprou no período nada menos que 12,9 milhões de ações ON da estatal brasileira e outros 3,7 milhões de papéis PN. De quebra, ainda buscou 2,1 milhões de papéis da Vale e mais 1,5 milhão de ações da BRF. Todas empresas brasileiras com ações em baixa
Em resumo, o Merrill Lynch praticou o que se pode chamar de estratégia de crítica a uma companhia – no caso, a maior do Brasil – para derrubar seu valor e, em seguida, uma vez conseguido o intento, comprou os mesmos papéis com o objetivo de saborear os lucros da sua recuperação.
Sem dúvida, um caso para ser analisado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), considerada como xerife do mercado de ações.
Por menos que isso, a CVM já expediu multas milionárias e humilhou com suas investigações outras instituições.
O BofA/Merrill Lynch vai passar batido?
Abaixo, links para as notícias sobre o relatório com críticas à Petrobras, de outubro, publicado no Estadão, e a respeito da compra de milhões de ações da Petrobras, divulgado no site Infomoney:
http://www.infomoney.com.br/mercados/acoes-e-indices/noticia/3162990/banco-estrangeiro-encheu-carrinho-acoes-petrobras-vale-semana-passada
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,petrobras-e-a-empresa-com-mais-dividas-no-mundo,1087347,0.htm
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Ah, se a elite ouvisse o povo… Bem, às vezes ouve. E ainda pagando…
Por isso, é muito interessante ler a bela reportagem de Vanessa Adachi, no Valor Econômico de hoje, descrevendo a palestra de Lula para empresários, num evento promovido pelo Bank of América em São Paulo. Como o acesso é só para assinantes, reproduzo alguns trechos:
“Eu nunca votei no Lula e nunca votarei. Mas vim por causa dele.” Essa era a afirmação mais repetida na noite de quarta-feira em dezenas de rodinhas formadas por empresários, banqueiros, executivos e advogados que lotaram o amplo salão da Casa Fasano, templo de festejos luxuosos da elite paulistana.
Pouco mais de 450 pessoas se espalharam pelo espaço de pé direito altíssimo e paredes de intrigante transparência, que deixam ver os aviões que cruzam o céu. O Bank of America Merrill Lynch, um dos maiores bancos dos Estados Unidos, era o anfitrião da noite e comemorava a autorização do Banco Central do Brasil para que a instituição passe a operar como banco múltiplo, ampliando sua atuação no país.
Alexandre Bettamio, presidente do BofA no Brasil, provavelmente também não votou em Lula em 2002 ou 2006. Mas elegeu o ex-presidente para ancorar o mais importante evento já realizado pela instituição no país apostando que seria um grande chamariz. A escolha foi certeira.
Lula tem cobrado cachê de “palestrante global”. No caso, o valor não confirmado pelos assessores do presidente ou pelo banco, de quase R$ 200 mil, incluía discurso de 45 minutos seguido de mais meia hora de “social” pelo salão. O contrato foi cumprido à risca e, talvez sensível à praxe do setor financeiro, o ex-presidente concedeu um bônus aos banqueiros e falou por 1 hora e dois minutos. Parte da plateia nunca havia tido a oportunidade de estar tête-à- tête com o ex-presidente. Outros queriam vê-lo falar de novo e esperavam “se divertir” com o discurso bem humorado. Pouco depois das 20 horas o salão já estava cheio e, por volta das 21h30, quando Lula começou a falar, o público se aglomerou ao seu redor, abrindo um clarão ao fundo. Aguentaram firme, em pé, por mais de uma hora. (…)
Lula fez uma palestra sob medida para o público presente. Temas como a explosão do crédito consignado e o desenvolvimento do mercado de capitais foram cuidadosamente escolhidos para rechear a fala. Munido de um discurso oficial de cinco páginas, Lula fez a alegria dos presentes ao abusar de seus famosos improvisos. “He speaks very well”, dizia um executivo brasileiro a outro, estrangeiro, no meio do salão.
Arrancou gargalhadas sinceras e mesmo aplausos, em diversos momentos, ao debochar do que seria o estereótipo da forma de pensar da elite brasileira. “Tem gente que fala: esse Lula colocou os pobres no lugar que só nós viajávamos”, afirmou, por exemplo, ao referir-se ao fato de “os pobres” estarem viajando de avião. Mais tarde, disse que muita gente começa a falar inglês antes mesmo de sair do aeroporto, só para mostrar que sabe.
Apelou para a emoção e deixou a plateia silenciosa ao falar do Programa Luz para Todos e descrever que “quando chega a luz elétrica na casa de uma pessoa é como se você, num passe de mágica, pegasse uma pessoa do século 18 e trouxesse para o século 21. É como se fosse a máquina do tempo.”
Lula queria provar, caso alguém ali ainda tivesse dúvida, que a política de seu governo fez bem ao empresariado. Já perto das 22h30 e do fim de sua palestra, quando a audiência se mostrava um pouco cansada com a longa fala do ex-presidente, ele arrematou: “Eu sei que tem gente que tem preconceito contra mim. Mas eu desafiaria qualquer um de vocês: eu duvido que algum empresário já ganhou mais dinheiro nesse país do que no meu mandato. Duvido que os bancos já tiveram mais lucro nesse país do que no meu mandato.”(…)
“Ele é muito bom”, “ele é muito inteligente”, “agora dá para entender [a sua popularidade]“, saíram falando aqueles que nunca votariam nele.
Das poucas pessoas dentro da Casa Fasano que haviam votado em Lula, duas copeiras não escondiam a excitação com a presença de seu ex-presidente. Difícil foi encarar a frustração de não poder vê-lo: muito profissionais, não abandonaram o posto e ficaram confinadas no banheiro feminino durante quase toda a noite, prestando assistência às convidadas.
Pois é. As copeiras (brasileiras) “muito profissionais, não abandonaram o posto”. Quando os nossos figurões aprenderem que elas também podem dar um pulo no salão, realizarem seu desejo – nem que seja o de ver Lula de perto, apenas – e entenderem que aquele que admiram e pagam caro para ouvir pôde chegar ali e fazer o que fez com o voto delas, não com o deles.
Marcadores:
bank of america,
cache,
casa fasano,
copeiras,
Coturno Soturno,
elites economicas,
era FHC,
era lula,
Estado de São Paulo,
mais pobres,
merryill lynch,
palestras,
paulistanos,
teutonia rs,
usa
Assinar:
Postagens (Atom)