Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Sob o silêncio desesperador da mídia e em meio à escuridão da noite.ISRAEL BOMBARDEIA GAZA SOB O SILÊNCIO DESESPERADOR DA MÍDIA


Enviado por luisnassif, seg, 14/02/2011 - 21:29
Por João V., de Portugal
Juan Santiago e Fernando Casares. Rompiendo Muros/Rebelión 11/02/2011.
            Sob o silêncio desesperador da mídia e em meio à escuridão da noite, exatamente à uma hora da manhã, Israel lançou 7 ataques contra a Faixa de Gaza. Duas bombas de caças F16 (de fabricação estadunidense) caíram na fábrica de suprimentos médicos Al-Querem, em Jabalya, norte de Gaza. O prédio está totalmente destruído, do mesmo modo que os suprimentos e as matérias-primas. A Faixa de Gaza já se encontra em estado crítico por falta de suprimentos médicos e este bombardeio significará que as mais básicas necessidades médicas continuarão sendo impossíveis de serem atendidas na Faixa de Gaza. O prédio era o terceiro em importância e armazenamento desses suprimentos.
            Os demais ataques foram contra edifícios em Khan Yunis, Zaytoon e na área de Rafah.
sp;           Nesses momentos em que o mundo observa com suma atenção os acontecimentos no Egito, as forças sionistas parecem aproveitar a situação para arremeter mais uma vez contra a população da Faixa de Gaza. Neste caso, atacando alvos-chave da necessidade da população, como são os medicamentos.
            Ao mesmo tempo, a rebelião popular no Egito mantém fechada a passagem de fronteira de Rafah desde o dia 30 de janeiro, porta de oxigênio de Gaza por cujos túneis entram todo tipo de matérias-primas e combustíveis. Quem costumava contrabandear combustível não está mais fazendo isso ou se uniram à rebelião popular. O contrabando diminuiu a seu nível mais baixo desde a época em que se intensificaram os enfrentamentos entre a população do norte da península do Sinai e as forças de segurança.
            “Gaza precisa de 800.000 litros de diesel, dos quais 200.000 são para a principal usina de energia, e 300.000 litros de gasolina todos os dias”, sublinhou Mahmoud Al-Shawa, presidente da junta de diretores da Autoridade de Recursos Naturais e Energia da Palestina. Agora só chega a metade. A maior parte dos combustíveis entra pelos túneis entre o Egito e a Faixa de Gaza, já que o que chega de Israel não só é pouco, como é caro demais para a maioria dos moradores da Faixa de Gaza.
            “Um litro de diesel egípcio custa 45 centavos de dólar, bem menos do que o 1,66 dólar que custa o de Israel”, sublinhou Al-Shawa.
            “Peço ao primeiro ministro Salam Fayyad, designado pela ANP, e a Abbas que eliminem os impostos para que a população possa comprar gasolina. Já faz quatro anos que Gaza suporta o bloqueio israelense e o povo não tem trabalho”, acrescentou. “Temos um problema grave. Peço ao mundo e aos Estados Unidos que lembrem de Gaza. Haverá um desastre se não fizermos nada”, alertou.
            Antes do dia 30 de janeiro, a passagem de Rafah estava aberta cinco dias por semana para os estrangeiros e palestinos que circulavam para receber cuidados médicos, visitar familiares e estudar. Por dia, saíam cerca de 400 moradores da Faixa de Gaza e voltavam uns 200. Agora o terminal está vazio, todos os funcionários e encarregados foram embora.
            De acordo com as declarações de Ken O’Keefe que mora na região, há pelo menos uma criança morta nos ataques do exército israelense a Gaza.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Ato público em São Paulo em apoio à revolução no Egito


A Frente em Defesa do Povo Palestino, que reúne mais de 50 instituições, entre centrais sindicais, movimentos sociais e entidades árabes-brasileiras e islâmicas, além de indivíduos solidários à causa, realiza na próxima  sexta-feira (4/2) ato em apoio ao movimento popular no Egito contra a

ditadura Mubarak e a favor da autodeterminação dos povos. A concentração erá em frente ao Shopping 25 de Março a partir das 16h30 para saída em passeata pelas ruas do centro de São Paulo.
A onda de protestos que teve início na Tunísia – conhecida como a Revolução do Jasmim, que culminou com a queda do ditador naquele país – se estendeu ao  Egito e evidencia o esgotamento dos regimes autoritários ali e em outros  destinos da região. Os EUA e Israel buscam como saída para o imbróglio que se formou uma transição denominada pacífica e moderada para uma “democracia” em que os povos do Egito e da Tunísia continuem sofrendo os horrores impostos por uma situação de total submissão aos interesses do império. Como parte dessa estratégia, Mubarak anunciou que não continuará no governo após a realização de eleições em setembro próximo, mas não admite deixar o poder antes disso.
Além do que a população, cansada de exércitos nas ruas, prisões, desaparecimentos e outras arbitrariedades, diz não. Sua exigência é de uma mudança radical imediata. Nesse sentido, as manifestações do povo no Egito  cumprem papel crucial na emancipação e autodeterminação dos povos do Oriente Médio. E o sentimento crescente é que a solução para seus problemas imediatos passa necessariamente pelo rompimento com o imperialismo. As  iniciativas em São Paulo vêm se somar a esse movimento, pelo fim da tirania, por democracia e liberdade.