Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Partidos perderam o controle dos protestos; hora de ir à rua

Vai se confirmando a percepção inicial de muitos no sentido de que houve um início de aparelhamento político dos protestos que, a partir de São Paulo, espalharam-se pelo Brasil. Conversas com simpatizantes e militantes de partidos envolvidos nesse processo e com outros tantos sem vinculações partidárias confirmam essa premissa e estimulam a imaginação.
Todavia, cumpre reconhecer que os interesses políticos que tentavam se assenhorar desse movimento encabeçado pela organização “Passe Livre” nunca representaram a sua totalidade, assim como a tese de que se tratava de um movimento espontâneo tampouco reproduz a sua gênese.
Acima de outros partidos, o PSOL teve um papel importante na tal “gênese” do crescimento de um movimento que vem atuando há anos, porém sem maior expressão. Nesse aspecto, nos primeiros atos desse drama houve, sim, tentativa de constranger adversários políticos ocupantes do governo do Estado e da prefeitura paulistana.
O que ocorreu, do primeiro grande ato ao último – com seus resultados trágicos –, foi o entendimento, inclusive pelo Movimento Passe Livre, de que a politização terminaria por sepultar intenções sinceras e um clamor da sociedade diante de um Estado que vem se mostrando incapaz de atuar com a velocidade que se espera no sentido de estender aos brasileiros os benefícios de um soerguimento econômico da nação que ocorreu ao longo da última década.
Além do que, nos Estados e municípios não houve uma melhora da qualidade de vida nas metrópoles. Apesar de o brasileiro estar com mais dinheiro no bolso, a vida nas grandes cidades vai se tornando insuportável.
Viver em uma urbe como São Paulo é hoje um martírio. A situação é tão insustentável que uma cidade que rejeitava com tanta força o PT elegeu até com votação confortável um representante desse partido. Aconteceu, na minha cidade, o que ocorrera no Brasil em 2002: o povo resolveu dar uma nova chance ao PT como última tentativa.
Fernando Haddad, nesse aspecto, cometeu um erro político muito grande. O grande problema do PT vem sendo a falta de comunicação. Por conta disso, desde a posse o novo prefeito se manteve praticamente mudo. Após uma campanha em que a melhora no transporte urbano foi o mote, antes de qualquer melhora a nova administração tasca um aumento no lombo dos munícipes.
Ao longo deste ano, pessoas que vêm dos bairros mais humildes para os mais abastados todos os dias, e que votaram em Haddad esperando uma tarifa de transporte que pesasse menos no bolso, revoltaram-se com a ocorrência do inverso.
Apesar de o transporte ferroviário e metroviário também continuar piorando e subindo de preço, a recente eleição colocou a administração municipal em maior visibilidade.
Se Haddad tivesse se dirigido à sociedade e explicado antes do aumento que ele era inevitável e que no segundo semestre os planos de sua administração para o transporte urbano começariam a se fazer sentir, talvez esse movimento não tivesse eclodido. Mas a falta de capacidade de comunicação que vem caracterizando o PT, deu nisso.
Exposta a visão do Blog sobre a causa da eclosão desse movimento, passamos ao que ocorreu em seus intestinos ao longo das últimas semanas.
A dita horizontalidade dos protestos era mais real do que acreditavam os partidos que tentaram direcioná-los aos seus objetivos políticos. Ou seja: a rua é de todos, e muitos levaram a sério o que era um mote pra inglês ver. E foram à rua reclamar.
Aos mauricinhos e patricinhas que planejaram tudo, somou-se uma juventude pobre, das periferias desassistidas, com demandas reais e pouco preocupada em desgastar este ou aquele governo ou partido. E veio à rua, também, o sentimento de revolta com “tudo isso que está aí”, ou seja, com a desigualdade excruciante que esmaga este país.
Daí o quebra-quebra, gerado pela raiva incontida dos massacrados pela desigualdade.
Os partidos políticos que tentavam manipular um movimento que já vai deixando de ter dono ou lideranças e que, aos poucos, vai se tornando anárquico e incontrolável, perderam espaço. A massa que irá às ruas nesta segunda-feira está muito bem precavida quanto à politização, ainda que esses grupos político-ideológicos continuem teimando em lhe dar uma sobrevida.
Nessa situação, o processo está se abrindo a todo tipo de demanda da sociedade. Ao protestar contra o status quo, os cálculos políticos dos partidos de esquerda e de oposição aos governos do PSDB e do PT de São Paulo e do governo petista federal deixaram de fora, por exemplo, a democratização da mídia, a eterna demanda esquerdista.
No momento em que naufragam os planos dos que pretendiam manipular politicamente esse sentimento de “basta” que permeia um processo que beira a convulsão social, portanto, surge a possibilidade de que todo tipo de anseio por mudança seja posto à mesa.
Ironicamente, a partir desse processo surge, talvez, uma das melhores chances em décadas para que seja encaminhada a questão da democratização da comunicação oligopolizada que infecta o Brasil – e que parecia não ter solução.
Eis que ganha sentido adequado uma máxima que, até onde me lembro, é de autoria do historiador, poeta, diplomata e músico italiano do Renascimento Nicolau Maquiavel: “Se não pode vencê-los, junte-se a eles”.
Durante anos, a ONG criada a partir deste Blog, o Movimento dos Sem Mídia, tentou levar às ruas um sentimento de inconformismo com a comunicação de quinto mundo que tem o Brasil, onde meia dúzia de famílias conservadoras detêm o controle de praticamente toda a comunicação de massa e das principais concessões públicas de rádio e televisão.
Todavia, nunca logramos reunir mais do que algumas centenas de pessoas. Não havia clima para as pessoas irem às ruas. Isso  porque os movimentos sociais e sindicais tradicionais nunca encamparam com decisão a necessidade de se levar uma demanda dessa importância à rua por conta de cálculos políticos, pois os governos do PT, que poderiam encampar tais demandas, colocaram-nas em segundo plano ou as sepultaram.
Ora, os protestos que estão surgindo encampam demandas genéricas “contra a corrupção” e tantas outras que não têm significação prática, pois ser contra a corrupção do Poder todo mundo é, mas esse discurso vem sendo usado pela mídia e por partidos de oposição de direita e de esquerda contra um único grupo político, como se corrupção existisse só em governos petistas, enquanto se sabe que não há governo de partido algum que possa se dizer imune a ela.
Uma demanda como a democratização da comunicação, considerada maldita pela direita e inconveniente pela esquerda mais radical porque serviria ao PT, ganha, no âmbito desses protestos (agora) sem dono a melhor chance que já teve. Um debate interditado desde sempre pelos donos da mídia e pela direita pode, sim, ganhar as ruas.
Convencer os manifestantes das mais diversas orientações de que a comunicação oligopolizada que há no Brasil é o que os obriga a irem às ruas para dizer o que poderiam dizer na televisão e no rádio será moleza, se alguém levar essa premissa a eles.
Eis que chega o momento, pois, de se começar a pensar em como fazer do limão uma limonada.
Se, por um lado, não é bom que tendo tantos eventos esportivos de importância internacional imensa acontecendo no país vigore nele um clima de convulsão social, já que não se pode mudar um sentimento que já se consolidou para muito além dos partidos que engendraram esse processo cumpre aos que querem mudar o Brasil de verdade que participem dele.
Com base nas premissas aqui elencadas é que este Blog e o Movimento dos Sem Mídia passam a se guiar pela filosofia de que “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Se os protestos são, de fato, contra “Tudo isso que está aí”, o que está “aí” e prejudica muito os que querem se manifestar e não podem é a concentração da propriedade de meios de comunicação.
Chegou a hora, pois, de ir à rua. Então, só se for agora.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Mentira de Veja sobre “robôs” do Twitter pode gerar ação judicial

A edição da Veja desta semana traz matéria que constitui uma das mais grosseiras tentativas de manipulação do público entre tantas outras que a revista vem praticando ao longo dos anos. Sob chamada de capa que cita “Táticas de guerrilha para manipular as redes sociais”, a matéria acusa o PT de fraudar a rede social Twitter através do uso de “robôs” que enviariam mensagens contra Veja.
A matéria, ao ser publicada na capa, mostra que Veja acusou o golpe do fim de semana retrasado, quando internautas promoveram no Twitter o que se convencionou chamar de “tuitaço”, ou seja, milhares de internautas enviando mensagens contendo uma expressão qualquer precedida do símbolo cerquilha (#), expressões que, naquela rede social, são chamadas de hashtags. Naquele caso, a hashtag foi #VejaVaiPraCPI.
O Twitter é uma rede social em que políticos e demais celebridades travam campeonatos de número de “seguidores”. Há pessoas públicas que chegam a ter milhões de seguidores. Por conta disso, foi criado um ranking dos assuntos mais comentados naquela rede social sob alguma hashtag, o Trending Topics, sendo comum ver na mídia comentários sobre que assunto ganhou destaque.
O Twitter é uma rede social de grande influência e, por isso, celebridades e políticos se dispõem até a responder a cidadãos comuns quando abordados. Recentemente, durante o episódio envolvendo o filho do empresário Eike Batista, que atropelou e matou um ciclista, o magnata e o rapaz passaram a responder a qualquer um que os questionasse.
Desde que surgiram as suspeitas contra a Veja devido ao envolvimento do editor da revista Policarpo Júnior com a quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira, a publicação foi parar no primeiro lugar dos Trending Topics várias vezes por meio de hashtags como #VejaBandida, #VejaVaiPraCPI e, no último sábado, #VejaTemMedo.
Nesta semana, a revista publica matéria sobre o assunto, com chamada de capa, por conta do que lhe representa de pernicioso aparecer nessa situação em uma rede social acessada por centenas de milhões de pessoas no mundo inteiro. E, como de costume, não hesitou em inventar uma história para tentar negar que muita gente a esteja questionando.
Abaixo, trecho da matéria “As táticas de guerrilha para manipular as redes sociais”
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A internet aceita tudo. Chantagistas contrariados fazem circular fotos de atrizes nuas (vide o caso Carolina Dieckmann), revelam características físicas definidoras (”minimocartaalturareal1m59cm”), apelidam sites com artigos do Código Penal (”171″, estelionato) e referenciam-se em doenças venéreas – por exemplo, na sífilis (grave doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum) – para formar sufixos de nomes.
É lamentável sob todos os aspectos que uma inovação tecnológica produzida pelo engenho, pela liberdade criativa e pela arte, combinação virtuosa só possível sob o sistema democrático capitalista, baseado na inovação, na economia de mercado e na livre-iniciativa, tenha nichos dominados por vadios, verdadeiros limbos digitais onde vale tudo – da ofensa pura e simples a tentativas de fraudar a boa-fé dos usuários.
(…)
A rede mundial é descentralizada, não possui um comando único nem um mecanismo de regulação. Falta-lhe uma cabeça como, talvez, a do atual presidente do PT, Rui Falcão, alguém com estatura moral, motivações nobres, enfim, mão forte para fazer baixar, em nível planetário, um pouco de ordem e respeito sobre esse reino virtual tão vulnerável.
(…)
Assim como a engenharia genética pode modificar aquilo que surgiu espontaneamente na natureza, a computação pode alterar o destino de uma ideia lançada na rede. Nesse caso, o produto é invariavelmente um monstro, porque esse processo não apenas viola regras explícitas de uso das comunidades virtuais, mas também corrompe os princípios da livre troca de informações e opiniões na internet. É virtualmente impossível saber quem programou um robô malicioso – e isso envenena ainda mais as águas e mina as bases da comunicação de boa-fé na rede. Mas é possível flagrar o seu uso.
A situação se torna preocupante quando os robôs que fraudam um serviço como o Twitter são postos a serviço da propaganda ideológica. E piora ainda mais, ganhando os contornos da manipulação política, quando eles trabalham para divulgar teses caras ao partido que ocupa o poder. Isso, infelizmente, começa a acontecer no Brasil. Nas últimas semanas, o vazamento de informações da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, e a subsequente instauração de uma CPI para investigar o contraventor Carlinhos Cachoeira puseram sangue nos olhos de certa militância petista.
(…)
A artilharia de esquerda se voltou contra outro alvo de longa data: a imprensa independente, e VEJA em particular. Uma das estratégias adotadas foi a organização dos chamados tuitaços. (…) Em pelo menos quatro desses episódios ocorridos em abril, ou militantes e simpatizantes petistas marcaram data e horário de cada evento ou registraram em inglês o significado das hashtags utilizadas ou mandaram as mensagens iniciais dos tuitaços. (…)
Mas a análise aprofundada desses episódios – e em especial daquele identificado pelo marcador #vejabandida – mostra que dois artifícios fraudulentos foram usados para fingir que houve adesão enorme ao movimento. Um robô, que opera sob o perfil “@Lucy_in_sky_”, foi programado para identificar mensagens de outros usuários que contivessem os termos-chave dos tuitaços, replicando-as em seguida.
Além disso, entraram em ação “perfis-peões”, ou seja, perfis anônimos, com pouquíssimos seguidores e muitas vezes criados de véspera, que replicam sem parar mensagens de um único tema (ou melhor, replicam-nas até atingir o limiar de retuítes que os tornaria visíveis aos mecanismos de vigilância de fraudes do Twitter.
Essas manobras para ampliar artificialmente a visibilidade de uma manifestação na internet já ganharam nome no marketing e na ciência política: astroturfing, palavra derivada de Astro-Turf, marca americana de grama sintética que tenta se vender como natural. O objetivo é sempre o mesmo: passar a impressão de que existe uma multidão a animar uma causa, quando na verdade é bem menor o número de pessoas na ativa.
Uma amostragem de 5.200 tuítes recolhidos durante um dos tuitaços recentes revelou que 50% das mensagens partiram de apenas 100 perfis – entre eles robôs e peões, que ajudam a fazer número, mas não têm convicções. Da China vem o exemplo mais alarmante desse tipo de fraude. O Partido Comunista Chinês arregimenta pessoas encarregadas de manipular a opinião pública, inundando a internet com comentários favoráveis ao governo. Elas formam o chamado 50 Cent Party (Partido dos 50 Centavos), cujo nome remete aos 50 centavos de iuane – ou 15 centavos de real – que cada ativista supostamente recebe por post publicado.
Dos mesmos teclados alugados saem ataques à democracia de Taiwan, território reclamado por Pequim.
(…)
O presidente do PT tem um perfil ativo no Twitter, e com frequência ajuda a animar tuitaços. Pouco depois da ascensão de Falcão ao comando do partido, em 2011, o PT lançou o Núcleo de Militância em Ambientes Virtuais – as chamadas MAVs. Um dos auxiliares parlamentares de Falcão na Assembleia Legislativa de São Paulo, um funcionário público de 47 anos formado em geografia, recebeu no começo do ano a missão de selecionar um estrategista de mídias digitais para “refinar e profissionalizar” as ações do PT na internet – o que significa trazê-las para o âmbito de controle da direção do partido.
A utilização massiva da internet, das redes sociais e de blogueiros amestrados faz parte das táticas de engodo e manipulação da verdade no Brasil. Internautas, fiquem de olho neles.
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Conheço as pessoas que compõem o MAV, do PT. É um pequeno grupo que se dedica à comunicação do próprio partido entre si na internet. Reitero que esse grupo não tem relação alguma com os tuitaços contra a Veja. Posso afirmar isso porque estive envolvido nos dois últimos tuitaços e praticamente fomentei o penúltimo valendo-me de anúncio que fiz no Twitter sobre reportagem que a TV Record veicularia sobre a relação entre Veja e Cachoeira.
Mas não é isso o que importa neste texto. Alguns blogs já deram a informação de que, no fim da tarde de domingo, um tuiteiro que usa o pseudônimo @pagina2 teve uma idéia singela, mas brilhante: por que não tentar fazer contato com o perfil no Twitter que a matéria da Veja acusa de ser um robô?
O @pagina2 obteve êxito. Entrou em contato com o perfil que Veja cita na matéria, o @Lucy_in_Sky_, e descobriu que se trata de uma carioca de 59 anos. Veja, abaixo, a reprodução do perfil dela no Twitter.

O mesmo tuiteiro, @pagina2, então, pediu uma entrevista ao “robô” @Lucy_in_Sky_. A entrevista está sendo largamente reproduzida na internet por seu teor explosivo, porque comprova cabalmente que Veja mentiu na matéria “As táticas de guerrilha para manipular as redes sociais”. Para quem não leu, reproduzo o texto e, em seguida, sigo comentando.
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Tuiteira de 59 anos é acusada de ser robô programado pelo governo para atingir Veja
Para justificar campanha contra Veja no Twitter, Reinaldo Azevedo acusa tuiteira de ser um robô programado pelo governo para atingir alvos políticos. Blogueiro também censurou comentário da acusada rebatendo denúncia.
Em “Como Fraudar a Internet”, Reinaldo Azevedo afirma que o perfil @lucy_in_sky_ “foi programado para identificar mensagens de outros usuários que contivessem os termos-chave dos tuitaços, replicando-as”. Seria perfeito para explicar mais um protesto contra a revista, se a dona do perfil não fosse uma pacata carioca de 59 anos, estudiosa do comportamento humano, amante dos animais e profissional da saúde. “Foi como tomar um tapa na cara”, conta ela.
Lucy (sua identidade será preservada), soube por amigos, no sábado que seu perfil era acusado de operar um esquema fraudulento para atacar a revista Veja com hashtags como #VejaTemMedo e #VejaBandida. “Trabalho e estudo. Não tenho muito para dar minha opinião, mas acho importante fazê-la. Por isso tantos retuítes”.
O perfil de Lucy tem exatos 3 anos. “Entrei no twitter, a princípio, por curiosidade, mas depois percebi todo o alcance social e político. Procuro participar de vários tuitaços que mostrem minha opinião política. Participei do #ForçaLula e sempre que posso faço campanha contra crueldade com animais”.
A conta de Reinaldo Azevedo é simples, mas não fecha. Ele usa o exemplo da China, que recruta jovens com tempo disponível para lançar mensagens de apoio ao governo na internet. Na cabeça da Veja, o regime chinês é muito parecido com o brasileiro. Nada faria mais sentido se o governo também pagasse militantes para detonar inimigos políticos.
Afinal, quem fica na frente de um computador, num final de semana, sem ser pago? Só para fazer política? “Quando eu vejo algum tweet que expresse minhas opiniões e posições, eu retuíto”. Diante de tantos RTs contra Veja, Reinaldo Azevedo criou uma fantasia: Lucy era um programa criado por petistas com a única intenção de detonar Veja “O que me impressionou na reportagem da Veja foi a história detalhada que eles inventaram, dizendo como é que eu “funcionava” como robô. Teve até infográfico”
Na noite de ontem, Lucy acessou o blog de Reinaldo Azevedo e deixou uma mensagem, afirmando ser dona do perfil acusado de ser robô. Seu comentário foi censurado e Azevedo continua afirmando que Lucy não passa de uma ficção virtual.
@pagina2: Você já deu RT na Mariana Godoy e na Real Morte elogiando a Regina Casé. Não é propriamente um RT anti-Veja, não é?
@Lucy_in_Sky_: Claro que não!!!! rs Não sei por que cismaram com isso!
@pagina2: Como reagiu quando viu seu perfil na Veja?
@Lucy_in_Sky_: Foi muito ruim ver na Veja meu perfil exposto daquela maneira, e ainda mais, “provando” que sou um robô. Foi um tapa na cara.
@pagina2: Quem é você, o que gosta de fazer?
 @lucy_in_sky_: Sou profissional da saúde e que tenho 59 anos. Adoro ler, ir ao cinema (recentemente vi “Medianeras”, um filme argentino sobre a nossa contemporaneidade virtual). Não tenho filhos, não gosto de futebol. Faço caminhadas no calçadão, sempre que tenho tempo.
@pagina2: Como usa o twitter?
@Lucy_in_Sky_: Me interesso muito por tudo o que diga respeito ao nosso mal-estar contemporâneo, que faz, muitas vezes, que só possamos fazer política pela internet. Sou partidária dos direitos humanos e também dos animais, não suporto injustiça contra os mais fracos.
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Após consultas jurídicas, este blog apurou que o mais novo golpe da Veja para iludir seus leitores e desqualificar a intensa indignação com os métodos da revista que tomou a internet pode render várias ações judiciais à revista.
O PT, enquanto instituição, bem como seu presidente, Rui Falcão, foram falsamente acusados de terem fraudado as regras de uma rede social para difamarem Veja. E a carioca que responde pelo perfil @Lucy_in_Sky_ foi acusada de ser um “robô”, de não existir, de ser uma fraude. Se tivesse sido acusada de ser paga para criticar a Veja, já seria grave. Mas foi acusada de simplesmente não existir (!).
Tudo, absolutamente tudo o que diz a matéria da Veja sobre “táticas para fraudar redes sociais” é que é uma imensa fraude. Grosseira, aliás, porque antes de acusar o perfil @Lucy_in_Sky_ de ser “um robô” a Veja nem se deu ao trabalho de tentar manter um contato, o que mostra que tudo mais que diz sua matéria é produto de invenção, uma mentira.
Dezenas de milhares de pessoas participaram do tuitaço de sábado passado. É fácil comprovar que as alegações da reportagem da Veja são produto de invenção mal-construída, grosseira, irresponsável e criminosa. As vítimas dessas calúnias têm todos os instrumentos para processar a Veja. Certamente conseguirão polpudas indenizações, além de desmascararem mais essa farsa da revista.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Brindeiro desafia Congresso e se protege com o mensalão


Saiu no Globo e mereceu manchete no jornal nacional:

Gurgel reage à tentativa de convocação por CPI: ‘Tem gente morrendo de medo do julgamento do mensalão’ Procurador-geral da República diz que as críticas sobre a sua atuação no caso Cachoeira viriam dos grupos políticos ligados a mensaleiros.

BRASÍLIA – O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, rebateu nesta quarta-feira a afirmação do delegado da Polícia Federal Raul Alexandre Marques, em depoimento na terça-feira à CPI do Cachoeira. Marques disse que a Operação Vegas ficou inconclusa porque ele não deu prosseguimento às investigações. Segundo o procurador, normalmente as críticas à sua atuação vem de parlamentares que estão “morrendo de medo do julgamento do mensalão”.

(…)

- O que nós temos são críticas de pessoas que estão morrendo de medo do julgamento do mensalão. São pessoas que aparentemente estão muito pouco preocupadas com as denúncias em si mesmas, com os fatos, com os desvios de recursos e com a corrupção. Ficam preocupadas com a opção que o procurador-geral, como titular da ação penal, tomou em 2009, opção essa altamente bem-sucedida. Não fosse essa opção, nós não teríamos Monte Carlo, nós não teríamos todos esses fatos que acabaram vindo à tona. Há um desvio de foco que eu classificaria como, no mínimo, curioso – afirmou Gurgel nesta quarta, em intervalo de sessão do Supremo Tribunal Federal (STF).

No depoimento, o delegado disse que a investigação foi engavetada por Gurgel. O procurador recebeu o relatório da Vegas em 15 de setembro de 2009 e nada fez. Gurgel só pediu abertura de inquérito contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) no STF em 27 de março deste ano, cinco dias depois de O GLOBO revelar o conteúdo das ligações entre o senador e Cachoeira.

O delegado disse que o relatório da Vegas foi enviado ao procurador-geral, a quem caberia encaminhá-lo ao STF. O documento foi entregue à subprocuradora-geral Cláudia Sampaio em 15 de setembro de 2009. Um mês depois, ela, mulher de Gurgel, chamou o delegado e disse que a investigação não tinha indícios suficientes para abrir inquérito contra parlamentares. A partir daí, o caso seria arquivado ou devolvido à Justiça Federal de Goiás, de onde se originou, para reinício da apuração.

(…)




O brindeiro Gurgel está blindado pela Globo, que põe a mão no fogo por ele.
Não é a primeira vez que o brindeiro abre uma crise institucional.
Joga o Judiciário contra o Legislativo.
Antes, ele teve que ser pressionado por uma delegação de parlamentares para começar a investigar Demóstenes, aquele que recebeu apoio do Cerra e cujo partido apóia o Cerra em São Paulo.
Assim como ignorou a Operação Vegas, o brindeiro Gurgel jogou na gaveta a investigação sobre a Privataria Tucana.
Todas as fichas da Oposição – e, agora, do brindeiro – se depositam no mensalão.
Como se sabe, o mensalao está por provar-se.
Clique aqui para ler: “Collor denuncía: o brindeiro Gurgel ameaça parlamentares”.
Paulo Henrique Amorim

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Ato público em São Paulo em apoio à revolução no Egito


A Frente em Defesa do Povo Palestino, que reúne mais de 50 instituições, entre centrais sindicais, movimentos sociais e entidades árabes-brasileiras e islâmicas, além de indivíduos solidários à causa, realiza na próxima  sexta-feira (4/2) ato em apoio ao movimento popular no Egito contra a

ditadura Mubarak e a favor da autodeterminação dos povos. A concentração erá em frente ao Shopping 25 de Março a partir das 16h30 para saída em passeata pelas ruas do centro de São Paulo.
A onda de protestos que teve início na Tunísia – conhecida como a Revolução do Jasmim, que culminou com a queda do ditador naquele país – se estendeu ao  Egito e evidencia o esgotamento dos regimes autoritários ali e em outros  destinos da região. Os EUA e Israel buscam como saída para o imbróglio que se formou uma transição denominada pacífica e moderada para uma “democracia” em que os povos do Egito e da Tunísia continuem sofrendo os horrores impostos por uma situação de total submissão aos interesses do império. Como parte dessa estratégia, Mubarak anunciou que não continuará no governo após a realização de eleições em setembro próximo, mas não admite deixar o poder antes disso.
Além do que a população, cansada de exércitos nas ruas, prisões, desaparecimentos e outras arbitrariedades, diz não. Sua exigência é de uma mudança radical imediata. Nesse sentido, as manifestações do povo no Egito  cumprem papel crucial na emancipação e autodeterminação dos povos do Oriente Médio. E o sentimento crescente é que a solução para seus problemas imediatos passa necessariamente pelo rompimento com o imperialismo. As  iniciativas em São Paulo vêm se somar a esse movimento, pelo fim da tirania, por democracia e liberdade.