Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista
Mostrando postagens com marcador dr moro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dr moro. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Braço direito de Campos, FBC também foi delatado

:

Segundo o colunista Claudio Humberto, o senador eleito Fernando Bezerra Coelho (PSB), que era braço-direito do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, foi citado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa em depoimento; "Ele relatou que em 2010 o doleiro Alberto Youssef recebeu de Bezerra, então secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, pedido de doação para a reeleição do governador Eduardo Campos. E R$ 20 milhões teriam sido doados pelo Consórcio Ipojuca Interligações (CII), contratado da Petrobras na refinaria Abreu e Lima", diz nota; empreiteiras envolvidas são Queiroz Galvão e Iesa; presidente do PSB, Carlos Siqueira, diz não ter registro dessa doação; caixa dois? 

Pernambuco 247 - O senador eleito e ex-ministro da Integração Nacional Fernando Bezerra Coelho (PSB) foi citado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa em depoimento à Polícia Federal, sob acordo de delação premiada na Operação Lava Jato. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do portal Diário do Poder. Segundo ele, FBC, que era braço-direito do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, pediu doações para o doleiro Alberto Youssef para a campanha de reeleição de Campos, falecido em agosto em um acidente aéreo. Na coluna de ontem, o jornalista também afirmou que o ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra [já falecido], também teria sido cotado na delação premiada feita por Costa.

O pedido foi atendido, ainda segundo o colunista, através do Consórcio Ipojuca Interligações (CII), formado pelas empresas Iesa e Queiroz Galvão, que tem contrato nas obras da implantação da Refinaria Abreu e Lima, em Suape. Nas prestações de contas do PSB à Justiça Eleitoral não aparece nenhuma doação deste valor. Na época, o partido era presidido por Eduardo Campos. O Tribunal de contas da união suspeita que as obras da Refinaria Abreu e Lima foram superfaturadas em até  R$ 316,9 milhões.

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, diz desconhecer qualquer doação do gênero e que a campanha de Eduardo Campos não custou tanto. Já a Queiroz Galvão teria informado que  “todas as doações realizadas pela empresa seguem rigorosamente a legislação eleitoral".

Entre 2007 e 2010, Fernando Bezerra Coelho ocupou a presidência do Porto de Suape e acumulou a função de secretário de Desenvolvimento Econômico. Ele ficou no cargo até 2011, quando assumiu o Ministério da Integração Nacional, por indicação de Campos, cujo partido integrava a base aliada do governo da presidente Dilma Rousseff. O PSB deixou o governo em 2013, quando Campos decidiu lançar-se candidato à Presidência da República.

Confira abaixo a nota publicada pelo jornalista Cláudio Humberto.

EX-DIRETOR DELATA EX-MINISTRO DO GOVERNO DILMA

Ex-ministro da Integração de Dilma e senador eleito, Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) foi citado pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa, sob delação premiada. Ele relatou que em 2010 o doleiro Alberto Youssef recebeu de Bezerra, então secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, pedido de doação para a reeleição do governador Eduardo Campos. E R$ 20 milhões teriam sido doados pelo Consórcio Ipojuca Interligações (CII), contratado da Petrobras na refinaria Abreu e Lima.


CRÉDITO APROVADO

Paulo Roberto Costa afirmou que, consultado por Youssef, aprovou a doação. Até o fechamento desta edição, Bezerra não respondeu às ligações da coluna.

SUPERFATURAMENTO

O TCU estima que o consórcio CII, das empreiteiras Iesa e Queiroz Galvão, pode ter superfaturado R$ 316,9 milhões em Abreu e Lima.

NÃO CHEGOU

Hoje presidente do PSB, Carlos Siqueira ignora a suposta doação e diz que a campanha de Eduardo – que não custou tanto – jamais a recebeu.

RESPOSTA PADRÃO

A Queiroz Galvão informou por assessores que “todas as doações realizadas pela empresa seguem rigorosamente a legislação eleitoral".

sábado, 11 de outubro de 2014

O caso Petrobras e a Justiça das incríveis coincidências

coincid
O mundo, realmente, deve ser muito pequeno.
O doleiro Alberto Yousseff já foi acusado, processado, firmou um acordo de delação premiada, rompeu-o e foi condenado por um juiz criminal do Paraná.
Em 2004, dez anos atrás, pelo caso Banestado, que envolvia lavagem  de dinheiro para campanha da dupla Jaime Lerner (DEM), que tinha uma coligação informal com Álvaro Dias (PSDB) em 1998.
Quem era o juiz?
O Dr. Sérgio Moro, que definia o doleiro como “um bandido profissional”.
Um década depois, outro  processo envolveu Yousseff e, por uma destas artes incríveis do destino  o juiz é o mesmo Dr. Sérgio Moro.
A menos que haja uma conexão entre os dois casos, separados por mais de uma década, só pode ser uma imensa coincidência.
Yousseff ficou preso até fevereiro de 2004. Dois meses antes de seu atual comparsa, Paulo Roberto Costa, conseguir, indicado pelo falecido deputado José Janene, do PP.
E passa a ser operador de Costa.
Não parece crível que um executivo corrupto vá chamar para ajuda-lo em operações secretas um camarada que acaba de ser solto, depois de gramar meses de cadeia por corrupção empresarial (e política).
Afinal, há dúzias de operadores financeiros “ficha limpa”, sem condenação criminal e muito menos cadeia, prontos a “fazer o serviço” por polpudas comissões.
Fica-se sabendo agora que o Dr. Moro nada tem a opor ao vazamento dos depoimentos de Yousseff e Costa porque seriam ”um consectário normal do interesse público e do princípio da publicidade dos atos processuais em uma ação penal na qual não foi imposto segredo de justiça” e que não estariam relacionados com a delação premiada de Costa e Youssef.
Mas, diga o leitor, se dizer que se pagava propinas a partidos políticos não está relacionado à delação premiada negociada com o STF, o que estaria?delação
Porque Yousseff e Costa, num estranho balé verbal, usaram a expressão “agentes políticos”, para fazerem suas acusações a políticos e não tenham se referido a ninguém que, por deter mandato, estivesse sob foro do STF?
Porque isso foi uma ordem do juiz Moro, transcrita na Folha:
“Esse processo em participar diz respeito a supostos desvios de valores da Petrobras através de empresas contratadas da Petrobras. Antes de lhe indagar a esse respeito, vou fazer alerta: não tratamos autoridades com foro privilegiado porque vão ser tratadas pelo STF, então, não decline nomes de autoridades. Pode se referir a agentes políticos, agentes públicos. Evidentemente, isso vai vir a público no momento adequado”.
Quer dizer, então, que se não se falar o nome do “agente político” que deve ser julgado no STF, qualquer juiz de comarca pode tratar daquele suposto ilícito que teria de ser apurado e julgado numa ação penal da Suprema Corte?
Porque, se era público, não se permitiu o acesso de todos e “vazou” um vídeo, com características de gravação clandestina, sem imagens e apenas o áudio? Certamente não foi por obra do advogado de Yousseff, Dr. Figueiredo Basto, que só por acaso era, até poucos meses,  integrante nomeado (pelo  governador  tucano Beto Richa) do conselho de uma estatal paranaense e ele próprio advogado de Richa em pelo menos uma ocasião, não é?
E o  seria  ”momento adequado” para vir a público, Dr. Moro, o senhor poderia fazer a fineza de explicar-nos, a todos quantos confiamos na isenção do Judiciário”?
Seria no momento em que todas as tevês e jornais iriam colocar acusações de um ladrão e seu doleiro “bandido profissional” – na sua própria definição, Dr. Moro –  como imputações a partidos e candidatos que não têm sequer o direito de saber das acusações que existem, porque, para negar-lhes acesso a elas, aí vale o segredo de Justiça?
Ah, foi tudo casual, espontâneo, coincidência….