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domingo, 5 de abril de 2015

Janio deixa FHC nu Roda, roda, roda e os tucanos tentam entregar o pré-sal à Chevron


Como diria o Pedo Malan das ideias do Cerra – o que é novo não é bom; o que é bom não é novo.

(Como se sabe, o Cerra combateu os oito anos do Malan na Fazenda. 

Valia-se dos colonistas amigos, como o dos chapéus, que atacava o que chamou de Ekipeconômica …)

O Farol de Alexandria fez a 671a. aparição no PiG, nas duas últimas semanas.

Naquele estilo de gordura saturada, se propõe a “reconstruir” a Oposição em artigo que publica simultaneamente em dois pilares (em demolição) do PiG: o Estadão e o Globo.

“As oposições devem começar (sic) a desenhar outro percurso na economia e na politica. Devem iniciar (sic) no Congresso o dialogo sobre a reforma politica.”

(Interessante … a Oposição dorme há doze anos …)

E o que propõe o Príncipe da Privataria ?

Nada de novo !

Porque o pacote de maldades dos tucanos está mais vazio do que o do PPS …

voto distrital do Cerra.

Um teto de R$ 800 mil para doações de empresas a campanhas eleitorais.

(Não seria mais fácil ligar para o Ministro Gilmar – a mais nociva de suas heranças -  e dizer “devolve, Gilmar” ? 

E o fim do regime de partilha para explorar do pré-sal !

Bingo !

Os tucanos giram, rodam, voltam e se escondem nas mesmas cavernas: governar sem voto (com o voto distrital e o parlamentarismo) e entregar ao pré-sal à Chevron.

A integridade da Petrobras está no centro do debate politico do país.

Como demonstrou o grande brasileiro Haroldo Lima.

O resto é o luar de Paquetá, diria o Nelson Rodrigues.

E, como demonstra, nesse mesmo domingo, antológico artigo de Janio de Freitas, na Fel-lha    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/214736-de-olho-no-oleo.shtml , que deixa nus FHC e sua troupe.

(Troupe medíocre, obsoleta, provecta e branca – nos quadros do PSDB não há jovens nem negros …

O PSDB é apenas expressão do verdadeiro partido ideologico do Brasil, segundo Stedile – a Globo )


Ao Janio !

DE OLHO NO ÓLEO


Há 60 anos, ‘O Petróleo é Nosso’ foi mais do que uma campanha, foi uma batalha. Olha aí o século 20 de volta

A pressão para que seja retirada da Petrobras a exclusividade como operadora dos poços no pré-sal começa a aumentar e, em breve, deverá ser muito forte. Interesses estrangeiros e brasileiros convergem nesse sentido, excitados pela simultânea comprovação de êxito na exploração do pré-sal e enfraquecimento da empresa, com perda de força política e de apoio público. Mas o objetivo final da ofensiva é que a Petrobras deixe de ter participação societária (mínima de 30%) nas concessionárias dos poços por ela operados.

Como o repórter Pedro Soares já relatou na Folha, a Petrobras está extraindo muito mais do que os 15 mil barris diários por poço, previstos nos estudos de 2010. A média da produção diária é de 25 mil barris em cada um dos 17 poços nos campos Lula e Sapinhoá, na Bacia de Santos (de São Paulo ao Espírito Santos). Perto de 70% mais.

Não é à toa que, se a Petrobras perde a confiança de brasileiros, ganha a da China, que a meio da semana concedeu-lhe US$ 3,5 bilhões em empréstimo com as estimulantes condições do seu Banco de Desenvolvimento.

O senador José Serra já apresentou um projeto para retirada da exclusividade operativa da Petrobras nos poços. Justifica-o como meio de apressar a recuperação da empresa e de aumentar a produção de petróleo do pré-sal, que, a seu ver, a estatal não tem condições de fazer: “Se a exploração ficar dependente da Petrobras, não avançará”.

A justificativa não se entende bem com a realidade comprovada. Mas Serra invoca ainda a queda do preço internacional do petróleo como fator dificultante para os custos e investimentos necessários às operações e ao aumento da produção pela Petrobras. Mesmo como defensor do fim da exclusividade, Jorge Camargo, ex-diretor da estatal e presidente do privado Instituto Brasileiro do Petróleo, disse a Pedro Soares que “a queda do [preço do] petróleo também ajuda a reduzir o custo dos investimentos no setor, pois os preços de serviços e equipamentos seguem a cotação do óleo”. E aquele aumento da produtividade em quase 70% resulta na redução do custo, para a empresa, de cada barril extraído.

O tema pré-sal suscita mais do que aparenta. As condições que reservaram para a Petrobras posições privilegiadas não vieram só das fórmulas de técnicos. Militares identificaram no pré-sal fatores estratégicos a serem guarnecidos por limitações na concessão das jazidas e no domínio de sua exploração. A concepção de plena autoridade sobre o pré-sal levou, inclusive, ao caríssimo projeto da base que a Marinha constrói em Itaguaí e à compra/construção do submarino nuclear e outros.

Há 60 anos e alguns mais, “O Petróleo é Nosso” foi mais do que uma campanha, foi uma batalha. Olha aí o século 20 de volta.



Em tempo: FHC congelou os recursos para Aramar, onde a Marinha fez as pesquisas com urânio e seu beneficiamento, para instalar no submarino movido a energia nuclear. Quem decidiu refinanciar o trabalho foi o Lula.

Quando vendeu a Eletrobras à MCI americana (e agora, sob controle  do mexicano Slim) – naquele memorável “se isso der m…” -  o FHC entregou junto os meios de comunicação das Forças Armadas brasileiras …

O entreguismo dos tucanos tem uma lógica, diria o William !  - PHA



Leia mais:

GILMAR É DENUNCIADO POR IMPEDIR ANDAMENTO DE AÇÃO





terça-feira, 30 de agosto de 2011

Giannoti: “O que pretendem fazer com essa gente?”




A pergunta do Giannotti

Edmilson Lopes Júnior, no Terra Magazine, sugestão do leitor Morvan
De Natal (RN)
Na última semana, um encontro promovido pelo Instituto Fernando Henrique reuniu antigos dirigentes da área econômica e intelectuais tucanos para diagnosticar os principais problemas econômicos do país e, se possível, apontar propostas substantivas para uma alternativa ao que vem sendo feito desde que o Lula tomou posse em 2003. O título do evento não poderia ser mais pomposo: “Transição incompleta e dilemas da (macro) economia brasileira”.
Os “pais do Real”, hoje aboletados nas direções de bancos e fundos de gestão, não trouxeram a esperada luz que iluminaria o escuro caminho da oposição. Com a notável exceção de Pérsio Arida, que apontou a necessidade de uma revisão das regras de gestão e de aplicação dos recursos dos fundos dos trabalhadores (FGTS e FAT), os demais pisaram sobre terreno por demais batido. Queriam mais do mesmo: redução dos gastos públicos. Houve até quem propusesse que abandonássemos a perseguição do modelo de estado de bem-estar (welfare state) europeu.
Nós, que jamais tivemos welfare-state de verdade, deveríamos abandonar a ilusão de realizá-lo. Essa proposição, em um encontro de intelectuais de um partido que carrega no nome o peso da definição socialdemocrata, é, por si só, reveladora. Se a democracia social europeia não deve nos orientar como modelo, para qual direção devemos mirar? Para a China, onde o milagre do crescimento econômico se faz à custa de uma força de trabalho submetida a regimes de trabalho semiescravo? Ou, quem sabe, para os EUA, onde, trinta anos de enxugamento dos gastos sociais e de acentuada concentração de rendas não livraram o país de uma crise que ameaça arrastar o resto do mundo?
O melhor relato do encontro tucano foi feito pela jornalista Maria Cristina Fernandes, colunista de política do jornal Valor Econômico. Segundo ela, após Pedro Malan ter afirmado, certamente com a candura e objetividade de sempre, que “os que tinham a Europa como modelo vão precisar rever os seus conceitos”, o filósofo José Arthur Giannotti não conseguiu se conter e, dirigindo-se ao conjunto dos economistas, indagou: “Desde o último artigo que li de Gustavo Franco tive a impressão de que vocês descreem da impossibilidade de se prover o welfare state. Mas o que pretendem fazer com essa gente?”.
Ao que parece, os emplumados economistas preferiram dar de ombros diante da pergunta do filósofo. Giannotti, como bom filósofo, resumiu em sua pergunta o dilema que devora parte do campo político brasileiro. Ora, se a oposição não sabe o que pretende fazer com “essa gente”, por que diabos “essa gente” vai querer algo com essa oposição?
O que resta para essa oposição, já que não dá para nenhum político, em pleno domínio de suas faculdades mentais, sair por aí repicando as receitas de Pedro Malan e Gustavo Franco, é procurar casos de corrupção no Governo para denunciar. O moralismo, ao contrário do que muitos pensam, não é uma opção. É o que resta como discurso para uma oposição que, após oito anos, ainda não descobriu o que “fazer com essa gente”.
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